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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Ícone da música negra brasileira, Tony Tornado se apresenta no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Melissa Gonçalves.

No dia 6 de dezembro, o ator e cantor Tony Tornado sobe ao palco do Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros acompanhado de Lincoln Tornado e da banda Funkessência para única apresentação. Com presença marcante e um repertório que atravessa gerações, Tornado promete embalar a noite com clássicos de sua carreira e canções que marcaram a história da música brasileira.

Aos 94 anos de idade, Tony esbanja energia no palco. O artista não hesita em responder sobre a felicidade que as apresentações lhe causam: “Vejo minha história fazendo parte de todo o processo. Estar no palco é dar sentido a ela”.

Tony Tornado chega à capital paulista após apresentação memorável no Museu do Hip Hop no estado do Rio Grande do Sul, em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. Na plateia, cerca de 3000 pessoas cantaram e dançaram com o ícone da black music. Conhecido por sua voz poderosa e por ser um dos grandes nomes da soul music nacional, Tony Tornado conquistou o público nos anos 1970 com sucessos como BR-3. Para o cantor, o show no Sesc Pinheiros será uma oportunidade para os fãs revisitarem sua trajetória e para novas gerações conhecerem as diferentes faces do artista, que também é consagrado por sua carreira no cinema e na televisão.

Perguntado sobre o que aguarda para esta apresentação no Teatro Paulo Autran, Tony Tornado espera que o público se divirta. “Não é somente um show de músicas antigas. Apresento nossa arte misturando emoções, além da alegria de estar acompanhado do meu filho, Lincoln Tornado, Francine Moh e a nova geração da Black Music”.

Sobre Tony Tornado

Tony Tornado iniciou sua carreira nos anos 60 com o nome artístico de Tony Checker, dublando e dançando no programa Hoje é dia de Rock, de Jair de Taumaturgo. Ainda neste mesmo período, viajou aos Estados Unidos e morou por cinco anos em Nova York, onde conviveu com Tim Maia, de quem se orgulha de ter sido amigo. De volta ao Brasil, trabalhou no conjunto de Ed Lincoln. Cantou também numa boate cujo dono o obrigava a se passar por estrangeiro. Em 1970, adotou o nome com o qual passou a ser conhecido: Tony Tornado. Influenciado por James Brown, Tony foi um dos artistas que introduziu a soul music e o funk na música brasileira. Nesse mesmo ano, ao lado do Trio Ternura defendeu a canção BR-3, que conseguiu o primeiro lugar no V Festival Internacional da Canção, o festival mais importante do país, com sua interpretação imponente e marcante junto a rodopios e maneira de dança particular que se tornou a dança mais praticada e imitada no país. Estreou na televisão em 1972 com a novela Jerônimo, da TV Tupi. Participa frequentemente de várias novelas e minisséries. Seu papel de maior destaque na TV foi Gregório Fortunato, o ‘Anjo Negro’, chefe da segurança pessoal do presidente e estadista Getúlio Vargas, na minissérie Agosto, de 1993, baseada na obra de Rubem Fonseca. Outro papel marcante de sua carreira foi Rodésio, que trabalhava para a viúva Porcina (Regina Duarte), em Roque Santeiro, tão marcante que, em um dos finais gravados, era Rodésio quem terminava ao lado de Porcina, que no entanto foi vetado pela Globo por medo da reação do público.

Ficha Técnica

Tony Tornado – Voz

Lincoln Tornado – Voz

Fernando Camilo – Percussão

Francine Magno Moraes – Backing Vocal

Jaime dos Santos Silva – Contrabaixo

Jonatas Pereira Alves – Trompete

Herbert Lucas Rodrigues de Lima – Saxofone

Ricardo Martins Sebastião – Trombone

Rogério Ramos de Souza – Guitarra

Thiago Augusto Cesar do Santos – Bateria

Tiago Tavares Fernandes – Teclados.

Serviço:

Tony Tornado

Dia: 6 de dezembro, sexta, às 21h

Duração: 60 minutos

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$70 (inteira); R$35 (meia) e R$18 (credencial plena)

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h.

(Com Andréia Lima/Assessoria de imprensa Sesc Pinheiros)

Eduardo Barata, idealizador do musical ‘O Admirável Sertão de Zé Ramalho’, dá palestra gratuita sobre produção artística

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Priscila Prade.

No dia 6 de dezembro, das 17h às 18h, o produtor e jornalista Eduardo Barata realizará a palestra ‘A Produção Artística no Espetáculo O Admirável Sertão de Zé Ramalho’, no Sesc 24 de Maio. Idealizador da montagem, Barata traz sua experiência de 33 anos na produção e comunicação teatral, com um portfólio que inclui mais de 50 peças produzidas e cerca de 1000 espetáculos assessorados pela imprensa.

Eduardo Barata abordará o processo de produção artística do espetáculo, revelando detalhes e curiosidades sobre sua criação. A proposta é compartilhar com o público a trajetória do musical desde a concepção inicial até as etapas de elaboração, inscrições e aprovações em Leis de Incentivo, captação de recursos e a seleção das equipes de criação, técnica e produção.

Membro da Academia Brasileira de Cultura e vencedor do prêmio Faz Diferença na categoria Segundo Caderno/Teatro, concedido pelo jornal O Globo, Eduardo Barata é produtor, jornalista e fundador, além de presidente, da Associação de Produtores de Teatro (APTR).

O musical O Admirável Sertão de Zé Ramalho 

Com mais de quatro décadas dedicadas à música, composição e poesia, Zé Ramalho, um dos grandes ícones da música brasileira, é celebrado no espetáculo O Admirável Sertão de Zé Ramalho. A montagem explora o vasto cancioneiro do artista, com dramaturgia assinada por Pedro Kosovski e direção de Marco André Nunes. O elenco, composto por Adriana Lessa, Ceiça Moreno, Cesar Werneck, Duda Barata, Marcello Melo, Muato, Nizaj, Ricca Barros e Diego Zangado, conduz o público por uma experiência rica em perspectivas e histórias entrelaçadas.

Após uma turnê de sucesso que começou no Rio de Janeiro e passou por cidades do Norte e Nordeste, a montagem estreou em São Paulo, no Sesc 24 de Maio, com temporada até 8 de dezembro de 2024, realizada pelo Sesc, Ministério da Cultura e Governo Federal, com patrocínio da Rede, via Lei de Incentivo à Cultura.

Serviço:

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo/ SP

Palestra

A produção artística no espetáculo O Admirável Sertão de Zé Ramalho, com Eduardo Barata

Datas: 6/12, sexta, das 17h às 20h

Ingressos: Grátis – Retirada de ingressos no local com 1h de antecedência

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

Espetáculo 

O Admirável Sertão de Zé Ramalho

Datas: Até 8/12 de 2024, de quinta a sábado, às 20h; domingos e feriados, às 18h.

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio, através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 5/11 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 6/11, às 17h – R$70 (inteira), R$35 (meia) e R$21 (Credencial Plena Sesc).

Duração do espetáculo: 110 min

Classificação: 12 anos

Acessibilidade: O espetáculo conta com tradução em Libras e audiodescrição via QR Code em todas as sessões.

Serviço de Van: A unidade oferece transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h e, aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

Ficha técnica 

Elenco: Adriana Lessa, Ceiça Moreno, Cesar Werneck, Duda Barata, Marcello Melo, Muato, Nizaj, Ricca Barros e Diego Zangado

Texto: Pedro Kosovski

Direção: Marco André Nunes

Idealização e produção artística: Eduardo Barata

Direção musical: Plínio Profeta e Muato

Direção de movimento: Caroline Monlleo

Cenário: Marco André Nunes e Uirá Clemente

Figurinos: Wanderley Gomes

Iluminação: Dani Sanchez

Desenho de som: Júnior Brasil

Visagismo: Fernando Ocazione

Assistente de direção: Diego Ávila

Operação de luz: Lica Barros

Operação de som: LABSOM – Julia Mauro e Pedro Henrique

Microfonista: Douglas Fernandes

Direção de palco: Tom Pires

Camareira: Roberta Viana

Maquiador: Maurício dos Anjos

Assessoria de imprensa SP: Canal Aberto – Márcia Marques

Assessoria de imprensa RJ: Barata Comunicação e Dobbs Scarpa

Programação visual: Luciano Cian

Fotos: Priscila Prade

Captação de apoio: Marcela Castilho

Direção de produção: Elaine Moreira

Produção executiva: Tom Pires

Produção: Barata Produções

Acompanhe nas redes:

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instagram.com/sesc24demaio

sescsp.org.br/24demaio

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo, SP

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Armenian State Jazz Orchestra (ARM) realiza show em homenagem aos cem anos de nascimento do cantor Charles Aznavour no teatro do Sesc Bom Retiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A Armenian State Jazz Orchestra (ARM) realiza apresentação única no teatro do Sesc Bom Retiro na quarta-feira, dia 4/12, às 20h. Conduzida por Davit Melkonyan, o concerto conta com a participação da cantora Inga Arshakyan e do cantor Gor Sujyan para apresentar o repertório que faz uma homenagem aos 100 anos do nascimento de Charles Aznavour, cantor, compositor, ator e diplomata franco-armênio, conhecido por compor e interpretar canções de grande sucesso, como La bohème (1965) e She (1974). Em suas apresentações, a orquestra traz os modernos tons e sonoridades da música armênia com instrumentos típicos, além de composições americanas e composições que reverberam o legado de mais de 80 anos do jazz armênio.

A Armenian State Jazz Orchestra foi fundada em 1938 e se tornou uma das primeiras bandas de jazz da URSS. Entre 1992 e 1997, as atividades da orquestra foram suspensas devido à grave situação social e militar na Arménia. Após esse período, o grupo voltou a se reunir dando continuidade à gloriosa história liderada por A. Ayvazyan e K. Orbelyan, apresentando trabalhos que se desdobraram em inúmeros prêmios internacionais e a gravação de três álbuns (‘Mountain Dance’, ‘Armenian Jazz Band’, e ‘Masisamba’). Desde 2010, o diretor artístico Armen Martirosyan e o saxofonista solista Armen Hyusnunts trouxeram jovens músicos para a orquestra enriquecendo o repertório com novas composições instrumentais. Estas novas adições enfatizam o alto nível de performance, maestria e profissionalismo da Orquestra alinhada com os tempos modernos. A Orquestra já se apresentou em mais de 6.000 concertos, realizou turnês por diversos países em todo o mundo, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França, Tunísia, Polônia, Líbano e Síria, entre outros. Entre as parcerias da Orchestra, estão Dee Dee Bridgewater, Arturo Sandoval, Adam Rapa, Chico Freeman, John Marshall, Jamie Davis, Sharon Clark e Michael Mayo, entre outras/os. Em abril de 2024, Davit Melkonyan assumiu a função de diretor artístico e condutor da orquestra.

Charles Aznavour (1924–2018) foi um cantor, compositor, ator e diplomata franco-armênio, nascido em 1924, com mais de 80 anos de carreira artística. Como compositor foram cerca de 850 canções, incluindo grandes sucessos que o levaram a vender mais de 180 milhões de discos. Atuou em mais de 60 filmes, entre os quais estão ‘Atirem no Pianista’ (1960), de François Truffaut, e ‘O Tambor’ (1979), de Volker Schlöndorff, vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira em 1980. Em 1988, foi eleito ‘artista do século’ pela CNN e pelos usuários da Time Online. Suas parcerias musicais e artistas que já cantaram suas músicas incluem Edith Piaf, uma das primeiras a reconhecer o talento de Aznavour e o convidar para uma turnê nos Estados Unidos e França, em 1946, além de Fred Astaire, Ray Charles, Liza Minelli e Elvis Costello que regravou a canção ‘She’. No Brasil, se apresentou em três ocasiões, 2008, 2013 e 2017, passando por nove capitais. Com seu trabalho humanitário, Aznavour se engajou pelo reconhecimento do genocídio armênio (1915-1923), além de ajudar milhares de vítimas do terremoto que devastou a Armênia, em 1998. Suas posições políticas o levaram a se tornar embaixador da Armênia na Suíça, em 2009, após ter sua nacionalidade reconhecida em 2008. Charles Aznavour faleceu em 1º de outubro de 2018 no sul da França.

Realização: Sesc São Paulo e Ugab | Apoio: Embaixada e Governo da Armênia.

Serviço:
Armenian State Jazz Orchestra (ARM)
Homenagem aos 100 anos do nascimento de Charles Aznavour 
Dia 4/12, quarta, 20h

Repertório
1 – ՎԱՂԱՐՇԱՊԱՏԻ ՊԱՐ
2 – La Boheme – Ինգա
3 – She – Գոռ
4 – Je t’attends – Ինգա
5 – La Mamma – Ինգա
6 – Emmenez-moi – Գոռ
7 – Mes Emmerdes – Գոռ
8 – Yesterday When I was Young – Ինգա
9 – Les plaisirs démodes – Գոռ
10 – Sa Jeunesse – Ինգա
11 – Une Vie d’amour – Գոռ
12 – Pour Toi Armenie

Valores: R$18 (Credencial Plena), R$30 (Meia) e R$60 (Inteira)
Local: Teatro (291 lugares) – 10 anos

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro ou nas bilheterias

ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO – (vagas limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529. Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11,00 (Credencial Plena). R$ 21,00 (Outros).

Horários: Terça a sexta: 9h às 20h; sábado: 10h às 20h; domingo: 10h às 18h.

Importante: Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

Transporte gratuito: O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link https://tinyurl.com/3drft9v8.

Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais: Facebook, Instagram, Youtube

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte particular para vir ao Sesc Bom Retiro: É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185; caso contrário, o aplicativo informará outra rota/destino.

(Com Flávio Aquistapace/Assessoria de Imprensa Sesc Bom Retiro)

Projeto Água Vida doa viveiro para produção de mudas de árvore fundamental em risco de extinção do Pantanal

Bonito, por Kleber Patricio

Mudas de manduvi. Fotos: Divulgação/Projeto Água Vida.

A luta pela recuperação do Pantanal, devastado pelos sucessivos incêndios, ganha um reforço com apoio do Projeto Água Vida. A iniciativa, do fotógrafo e ambientalista Mário Barila, acaba de doar para Chácara Boa Vida, em Bonito (MS), ninhos artificiais e viveiro para reprodução de espécies nativas da região, especialmente de manduvi, árvore fundamental para reprodução das araras azuis e vermelhas, gavião relógio e outras aves da região centro-oeste brasileiro, que corre risco de extinção.

A ação reforça a parceria com a Chácara Boa Vida, do Assentamento Santa Lúcia, da guardiã das sementes Elida Aivi, também conhecida como Dona Élida. Nas terras da família Aivi são cultivadas mudas nativas do bioma brasileiro, como o ipê amarelo e branco, jacarandá mimoso, copaíba, baru, emburana e outras, utilizadas na recuperação do bioma da região e nos projetos de agrofloresta.

Dona Élida em viveiro de manduvi.

Com a nova instalação doada pelo Projeto Água Vida, a Boa Vida entra para o grupo seleto de produtores de mudas de manduvi, popularmente chamado de amendoim-de-bugre, cuja população vem diminuindo ano a ano com o desmatamento, incêndios florestais, extração ilegal de seus frutos e mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global. Na Chácara Boa Vida serão produzidas centenas de mudas de amendoim-do-bugre por ano.

A árvore fornece frutos que alimentam as aves, além de cavidades para construção de ninhos para reprodução das araras. “A extração de frutos do manduvi é proibida. E é difícil encontrar sementes e mudas desta espécie no país”, afirma Barila. O viveiro doado, segundo Dona Élida, vai ajudar a reflorestar o Pantanal e o Cerrado.

Além do viveiro, o Projeto Água Vida está fornecendo a Chácara Boa Vida ninhos artificiais construídos em madeira para que as araras possam se reproduzir enquanto as matas são recuperadas.

10 anos de Projeto Água Vida

Arara azul é uma das espécies beneficiadas pelo projeto.

Criado em 2014 pelo fotógrafo e ambientalista Mário Barila, a iniciativa tem como objetivo desenvolver e realizar ações em prol da preservação e educação ambiental, além de resgate de cidadania, destacando a importância vital da água para a vida do planeta. As ações são financiadas com a venda de suas fotos e doações de parceiros.

Economista de profissão, Mário Barila passou a se dedicar à fotografia, sua paixão desde a adolescência. Ao se aposentar, especializou-se na arte da fotografia com o renomado fotógrafo Araquém Alcântara, famoso por retratar a fauna e flora brasileira. Sensibilizado com pessoas em situação de extrema pobreza e as questões ambientais encontradas em suas viagens pelo Brasil e exterior, Barila resolveu usar a fotografia para apoiar as causas socioambientais. É através de sua câmera que ele registra fotos da natureza ameaçada pelo homem, espécies em extinção, a realidade das comunidades locais, assim como a luta pela preservação da vida e do planeta.

Os interessados em conhecer mais sobre as atividades do Projeto Água Vida e contribuir com as ações de Mário Barila podem acessar o blog do fotógrafo ou a página no Instagram.

(Com Nubia Boito/Lilás Comunicação)

Pessoas com deficiência enfrentam barreiras para entrar no mercado de trabalho e recebem em média 30% a menos

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: FreePik.

O Brasil tem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o que corresponde a 8,9% da população desta faixa etária, segundo a estimativa mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD): Pessoas com Deficiência, divulgada em 2023 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados apontam que as pessoas com deficiência estão menos inseridas no mercado de trabalho e têm mais dificuldade de acesso à renda, recebendo em média 30% a menos do que os trabalhadores sem a condição de deficiência. De acordo com o levantamento, a maioria da população com deficiência e com idade para trabalhar está fora do mercado de trabalho, sendo que apenas 5,1 milhões de trabalhadores com esta condição estão ocupados. Com isso, a taxa de participação da força de trabalho é de 29,2% na população com deficiência, enquanto na população sem deficiência chega a 62,7%.

“Os números chamam a atenção para as discrepâncias que existem ainda no mercado de trabalho para as pessoas com deficiência. Mesmo com as políticas afirmativas e com um arcabouço legislativo que prevê a inserção desta população na força de trabalho, o capacitismo, caracterizado por atitudes e práticas que subestimam as capacidades das pessoas com deficiência, ainda é uma barreira a ser vencida”, destaca Maria Laura Pucciarelli, coordenadora de fisioterapia na América Latina da Ottobock, empresa alemã de tecnologia assistiva que atua há 49 anos no Brasil.

Atuando diretamente no atendimento e reabilitação desta população, ela lembra que o trabalho é essencial para desenvolver a autonomia e a independência da pessoa com deficiência, o que deve ser incentivado desde a infância. “É preciso uma mudança cultural para diminuir o capacitismo no mercado de trabalho e isso se inicia desde cedo, ainda na escola, focando na potencialidade das pessoas com deficiência, com acesso a ambientes adequados para o seu desenvolvimento. Isso vale também para as empresas: se o ambiente está adaptado para receber pessoas com diferentes necessidades e há uma boa comunicação com a equipe, a inclusão ocorre de forma mais fluída”, destaca Maria Laura Pucciarelli.

Foi o que ocorreu com a funcionária pública Stefanie Sanhudo Malinski, de 28 anos. Ela trabalha como Oficial de Justiça no Fórum de Caçapava (RS), após passar em um concurso público do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Stefanie passou por uma amputação há sete anos, consequência de um câncer de osso (osteossarcoma) no joelho e atualmente utiliza uma prótese para as atividades do dia a dia. Ela conta que a deficiência nunca foi um obstáculo em sua carreira e que encontrou um ambiente acolhedor quando assumiu o cargo em 2022. “A minha função não é diferente da dos meus colegas e muitos nem perceberam que eu usava prótese em um primeiro momento. Eu fui integrada à equipe de forma natural, sem nenhum tratamento especial por parte da chefia e isso me deixou muito à vontade. O meu trabalho é basicamente externo e, por isso, encontro algumas dificuldades de acessibilidade nos bairros que eu visito”, destaca Stefanie Sanhudo Malinski que reconhece que apesar de sua experiência positiva no mercado de trabalho, esta não é a realidade em muitas empresas.

“Não consigo nem imaginar um cenário real em que isso acontece, mas de um modo geral acredito que as pessoas agem desta forma por não conhecerem a realidade das pessoas com deficiência. Tenho certeza de que se estivéssemos mais presentes no ambiente corporativo, a nossa atuação profissional seria vista como algo natural, como deve ser”, complementa.

Lei de Cotas

Uma das iniciativas para promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho é a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (Lei 8.213/91), que determina a reserva de vagas em empresas com mais de 100 funcionários. De acordo com o texto, a quantidade de vagas que devem ser destinadas a trabalhadores com deficiência é proporcional ao número total de colaboradores. Desta forma, as empresas que têm entre 100 e 200 empregados devem reservar 2% das vagas, as que têm entre 201 e 500 funcionários 3%, entre 501 e 1.000, 4% e, acima de 1001 funcionários, a reserva deve ser de 5% do total. “Infelizmente ainda vemos empresas contratando trabalhadores deste público somente para atender a legislação, mas a inclusão vai além de cumprir as cotas. É preciso ter um olhar atento às diferentes necessidades deste público, eliminando as barreiras físicas, atitudinais e de comunicação, a fim de que todos tenham as mesmas oportunidades de carreira dentro da empresa. Promover um ambiente plural e acolhedor é fundamental para que a presença das pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho seja sólida e constante”, ressalta Maria Laura Pucciarelli.

(Com Karina Bernardi/No Ar Comunicação)