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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Cinco Unidades de Conservação federais receberão R$5 milhões do Programa COPAÍBAS

Brasil, por Kleber Patricio

Paisagem do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Crédito da imagem: Rodolfo Marçal.

Os Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas, em Goiás; da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul; da Chapada das Mesas, no Maranhão, e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras, em Minas Gerais, receberão apoio de R$5 milhões do Programa Copaíbas – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos biomas Amazônia e Cerrado, gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FunBio).

O Programa Copaíbas já apoia, desde 2021, a consolidação de 21 UCs estaduais do Cerrado a partir do aprimoramento da capacidade de gestão, da promoção do uso público e do apoio à implementação de iniciativas de manejo integrado do fogo. Agora, cinco UCs federais do bioma também serão beneficiadas em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “A ampliação do apoio do Copaíbas para o fortalecimento de UCs do Cerrado com a inclusão de 5 UCs federais contribuirá ainda mais para a redução do desmatamento. Além da melhoria da gestão para que as UCs cumpram com seus objetivos de criação, as trocas entre os órgãos gestores parceiros e suas equipes, um dos resultados positivos do programa, serão ainda mais fortalecidas com a nova parceria com o ICMBio, referência para a gestão de Unidades de Conservação”, destaca Paula Ceotto, gerente do Programa Copaíbas.

O coordenador geral de Planejamento e Recursos Externos do ICMBio, Paulo Henrique Marostegan e Carneiro, fala sobre a importância desse apoio e sobre a expectativa para o início das ações: “A inclusão de quatro Parques Nacionais e da única Reserva de Desenvolvimento Sustentável Federal no Bioma Cerrado no Programa Copaíbas fortalece o Sistema Federal de Unidades de Conservação. O Programa apoiará diretamente ações essenciais para as UCs, como o funcionamento dos conselhos, as ações de proteção, o Manejo Integrado do Fogo e o uso público, além de facilitar o compartilhamento de boas práticas com os órgãos estaduais. A expectativa no ICMBio é alta para o início dessas atividades.”

Com a adição dos territórios federais, o Copaíbas passará a apoiar 26 unidades de conservação oferecendo as ferramentas necessárias para que possam executar suas atividades, tais como aquisição de materiais e equipamentos, sinalização, relação com as comunidades do interior e entorno das UCs, fortalecimento dos conselhos, proteção dos territórios e implementação de protocolos de manejo integrado do fogo. O objetivo do programa é contribuir para a redução do desmatamento por meio do apoio a estratégias que promovam a conservação de florestas e áreas de vegetação nativa da Amazônia e do Cerrado, resultando também em melhores condições de vida para populações tradicionais e povos indígenas.

O Programa Copaíbas é financiado pela Iniciativa Internacional da Noruega para Clima e Florestas – NICFI, por meio do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, e gerido pelo Fundo Brasileiro para Biodiversidade – FunBio.
(Com Mariana Müller/Agência Febre)

GoodTruck lança campanha ‘Natal Contra a Fome’ em todo o Brasil

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

O GoodTruck, projeto premiado por diminuir o desperdício de alimento no país, acaba de lançar a campanha Natal Contra a Fome com o objetivo de angariar mais de 50 toneladas de alimentos, impactando mais de 5 mil pessoas. Entre as cidades que participarão do projeto, estão Araucária (PR), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Osasco (SP), São Paulo (SP) e Duque de Caxias (RJ).

A campanha funciona por meio da arrecadação de recursos, em que empresas podem doar dinheiro ou alimentos não-perecíveis. Outra iniciativa da campanha é o Cardápio Solidário, para quem possui ou trabalha em restaurantes e puder direcionar R$1 de cada pedido, realizado em um cardápio específico, para a ação. Além disso, a ONG também vai coletar brinquedos por meio do apadrinhamento de cartinhas, no total impactando mais de 2 mil crianças. Ao todo, 10 eventos recreativos e com impacto social vão mobilizar as cidades participantes em eventos com a entrega de cestas básicas, panetones e brinquedos para crianças.

Cerca de 27% dos domicílios brasileiros enfrentam algum grau de insegurança alimentar, número que corresponde a 21,6 milhões de famílias. Anualmente, 10% da produção é perdida na cadeia agroalimentar, o que equivale a 26 milhões de toneladas de alimentos que poderiam alimentar cerca de 40 milhões de pessoas. “O Natal é uma data muito cruel para as famílias que vivem em insegurança alimentar, principalmente em um país onde o desperdício é tão presente. A campanha visa trazer conforto no final de ano, proporcionando a adultos, adolescentes e crianças a possibilidade de um Natal feliz e bem alimentado”, conta Renata Gonçalves, diretora do GoodTruck.

Para participar, basta acessar o site e adquirir um kit de doação com preços que variam entre R$15 (cesta de hortifrutis), doação de brinquedo (R$60), cesta básica (R$100) ou realizar uma doação em valor personalizável. O apadrinhamento de cartinhas funciona ao preencher o formulário e selecionar a cartinha desejada. As ações de entrega estão confirmadas para os dias 14, 15, 17 e 21 de dezembro.

Sobre o GoodTruck

O GoodTruck Brasil nasceu em 2016, em Curitiba-PR, com o objetivo de levar comida de onde sobre para onde falta. Por meio de diversos projetos e ações em colaboração com empresas parceiras e voluntários, resgata alimentos que seriam desperdiçados e faz a destinação de refeições e/ou kits alimentares para populações que vivem em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional. Em sua trajetória, já mobilizou mais de 2.000 voluntários e atua em oito cidades: Curitiba (PR), São Paulo (SP), Campinas (SP), Juiz de Fora (MG), Belo Horizonte (MG), Duque de Caxias (RJ), Osasco (SP) e Araucária (PR).
(Com Maria Emilia Silveira/P+G Trendmakers)

Largo da Batata recebe a maior celebração indiana: Diwali, o Festival das Luzes

São Paulo, por Kleber Patricio

Com entrada gratuita, evento vai reunir música, dança, gastronomia, feira de artesanato e uma celebração das tradições do Ano Novo indiano. Fotos: Divulgação.

Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, o Largo da Batata, em Pinheiros, será palco do Diwali – Festival das Luzes, evento que vai promover verdadeira imersão nas tradições do Ano Novo indiano, oferecendo uma experiência cultural diversa em música, dança, arte e gastronomia.

Com entrada gratuita e ampla programação, o Diwali é uma celebração aberta a todos os interessados pela cultura e espiritualidade da Índia e apresenta uma variedade de atividades sensoriais e interativas para quem deseja vivenciar uma cultura milenar que une arte, espiritualidade e alegria.

Com apoio cultural do Consulado Indiano e Centro Cultural da Índia e com organização do grupo Cola em Sampa e Associação Indiana, o festival Diwali inclui apresentações musicais, danças tradicionais, workshops de ioga e oficinas de arte, além de uma feira de artesanato. Na culinária, o evento traz chefs indianos que preparam pratos típicos, como samosas, biryanis e curries, e grande variedade de doces típicos. A proposta é destacar a diversidade de sabores da Índia, além dos pratos tradicionais condimentados que marcam a gastronomia local.

“Nosso desejo é que o Diwali se torne uma das maiores celebrações multiculturais de São Paulo. Queremos mostrar a beleza e a riqueza das tradições indianas, e convidamos toda a cidade a se unir a nós nessa grande festa de luz e renovação”, afirma William Vendramini, cofundador do Cola em Sampa.

Entre as atrações, destaque para:

Cerimônia das Luzes: O ápice do festival será no sábado, às 19h, quando as velas serão acesas em uma cerimônia que simboliza esperança e renovação, convidando o público a mentalizar os desejos para o próximo ano.

Shows e Danças: Apresentações de música e dança inspiradas em Bollywood, além de outros estilos, como o animado Bhangra e o elegante Garba, que trarão o movimento e as cores das danças indianas ao evento.

Aulas de Ioga e Meditação: No domingo, o público poderá participar de sessões de meditação e ioga guiadas por mestres indianos, em uma prática de conexão com o corpo e a mente.

Artesanato e Henna: Artistas e artesãos locais e indianos trarão oficinas de henna e rangoli, arte tradicional indiana que usa cores e padrões para atrair boas energias, oferecendo ao público a oportunidade de contato com as expressões artísticas do país.

O Diwali e a Comunidade Indiana no Brasil | O Diwali marca a virada de ano para a comunidade hindu e é celebrado mundialmente com rituais de luz e alegria. Em São Paulo, onde a imigração indiana tem se consolidado especialmente nas últimas duas décadas, a comunidade é ativa em setores como tecnologia, medicina e engenharia, mantendo vivas suas tradições e contribuindo para a diversidade cultural da cidade.

Programação do Evento:

Dia 30 de novembro – sábado

11h30 Aulão de Yoga com o professor Satiender

12h: Abertura Oficial com o consulado

14h: Bloco de Carnaval Bollywood Brasil

15h Dança Clássica Indiana

18h: Show instrumental ao som de tabla

19h: Grande Festival de Luzes com acendimento de velas e cerimônia Brahma Kumaris

Dia 1º de dezembro – domingo

11h30: Boas-vindas com ioga

14h: Show de Bhangra, dança típica da região de Punjab

15h: Apresentação de dança Garba, em homenagem à deusa Durga

16h30: Apresentação de Bollywood

17h: Apresentação de Sitar e Odissi, dança conhecida pela sua graça e suavidade, com poses inspiradas em esculturas de templos antigos.

18h: Encerramento com danças folclóricas e música instrumental ao vivo.

Serviço:
Diwali – Festival das Luzes 2024
Datas: 30 de novembro e 1º de dezembro
Horários: Das 11h às 21h

Local: Largo da Batata – Av. Brigadeiro Faria Lima, s/n, Pinheiros – São Paulo (saída do Metrô Faria Lima – Linha Amarela)
Entrada: Gratuita e pet friendly.
(Com Cris Landi/Lilás Comunicação)

Teatro Castro Mendes recebe clássico ‘O Quebra-Nozes’

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Isabela Senatore.

O balé O Quebra-Nozes será encenado pela Cia. de Dança de Campinas nos dias 2 e 3 de dezembro, segunda e terça-feira, às 20h, no Teatro Municipal Castro Mendes, em Campinas. As apresentações contarão com a participação de bailarinos do Projeto Dança e Cidadania.

Esta será a 65ª vez que o clássico natalino será apresentado sob a direção de Lucia Helena Negri Teixeira. Desde sua estreia em 2003, em parceria com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, o espetáculo já foi exibido em cidades como Campinas, Mogi Guaçu, Itajubá e Paulínia. Inspirado no conto de E.T.A. Hoffmann, com música de Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov, a obra conduz o público a um universo de sonhos e fantasia.

A história se passa durante uma festa de Natal, onde a jovem Clara recebe um quebra-nozes como presente. O brinquedo ganha vida e, ao lado de Clara, embarca em uma jornada mágica pelo País das Neves e pela Terra dos Doces. Com personagens encantadores e uma trilha sonora icônica, o balé tornou-se uma tradição natalina mundial.

Os ingressos para as apresentações estão disponíveis por R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada). As entradas podem ser adquiridas pelo site oficial do Teatro Municipal Castro Mendes https://teatrocastromendes.com.br/.

Serviço:

Espetáculo O Quebra-Nozes

Data: 2 e 3 de dezembro | segunda e terça-feira | Horário: às 20h

Local: Teatro Castro Mendes

Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial

Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)

Onde comprar: https://teatrocastromendes.com.br/.

(Com Maria Finetto/Prefeitura de campinas)

Exposição ‘Sisson, 200 Anos’ está aberta à visitação do público na Biblioteca Nacional

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Sébastien Sisson. Imagem: Instituto Sébastien Sisson.

Sabe o que José de Alencar, Dom Pedro II e a Princesa Isabel têm em comum com outros nomes conhecidos da literatura e da política durante o período imperial brasileiro? É que todos eles tiveram seus retratos feitos pelo artista francês Sébastien Auguste Sisson. E quem quiser saber mais e conhecer a obra do autor da primeira história em quadrinhos (HQ) do Brasil pode ver mais de 170 retratos na exposição Sisson, 200 Anos, que se encontra no terceiro andar da Biblioteca Nacional, na Cinelândia, no Centro do Rio. A mostra é aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas. As visitas são gratuitas e podem ser feitas até 22 de janeiro de 2025.

Depois do sucesso da abertura, ocorrida em 25 de outubro, a exposição tornou-se objeto de debate entre pesquisadores sobre a importância que Sisson tem na preservação da memória de ilustres figuras históricas do Brasil. Uma das ilustrações disponíveis ao público é a versão original de ‘O Namoro, Quadros ao Vivo’, primeira HQ da história do País, publicada na revista Brasil Ilustrado em 15 de outubro de 1855.

Para a curadora da exposição, Bárbara Ferreira, a reflexão sobre o impacto da trajetória dos antepassados inspira as pessoas no tempo presente, fortalece e serve como exemplo, incluindo até aquilo que não se pode e/ou não se deve ser feito. Tudo isso, afirma a curadora, “nos incentiva a superar as dificuldades do dia a dia e a seguir em frente”. Além disso, ela complementa: “E quando alguém deixa como legado algo maior, que atinja muito mais pessoas, outras além de seus familiares e amigos, algo que se perpetua no tempo, esse merece destaque, merece ser lembrado e sua memória merece ser preservada. Assim é Sisson, um homem que nasceu há 200 anos. E hoje estamos lembrando sua existência e seu legado para que sua passagem pelo mundo continue a inspirar pessoas hoje e sempre”, conta Bárbara.

Reconhecimento por nomes importantes da literatura brasileira

Litografia da Marina da Glória desenhada por Sébastien Sisson (Acervo Biblioteca Nacional).

Outras duas importantes vertentes artísticas de Sisson estão na mostra: as belíssimas gravuras de paisagens e monumentos do Rio de Janeiro da segunda metade dos anos 1800 e divertidas charges e caricaturas que ilustraram periódicos daquela época.

A respeito das imagens de diferentes partes da então capital imperial, Sisson fez diversos registros a partir da segunda metade do século XIX. E a forma fidedigna com a qual fazia as litogravuras de retratos de personalidades daquela época despertou atenção até de Machado de Assis.

Em um trecho de ‘O Velho Senado’, o autor de Dom Casmurro e Esaú e Jacó disse as seguintes palavras sobre o artista: “A propósito de algumas litografias de Sisson, tive há dias uma visão do Senado de 1860. Visões valem o mesmo que a retina em que se operam. Um político, tornando a ver aquele corpo, acharia nele a mesma alma dos seus correligionários extintos e um historiador colheria elementos para a História. Um simples curioso não descobre mais que o pitoresco do tempo e a expressão das linhas com aquele tom geral que dão as cousas mortas e enterradas”.

Já a respeito das caricaturas, ninguém menos que o poeta Carlos Drummond de Andrade elogiou a HQ de Sisson na ocasião da exposição ‘A caricatura na imprensa do Rio de Janeiro’, em 1954. Essa afirmação foi feita pelo curador da exposição, Herman Lima, em seu livro História da caricatura no Brasil, editado em 1963.

Sisson e a Biblioteca Nacional

Parte da 1ª HQ do Brasil, ‘O Namoro, Quadros ao Vivo’, de Sébastien Sisson (Acervo Biblioteca Nacional).

Um dos precursores da litografia no Brasil, Sébastien Sisson tem sua história intimamente ligada à Biblioteca Nacional. Na mais antiga instituição cultural do Brasil, fundada em 1810, o artista foi responsável por restaurar gratuitamente inúmeras gravuras que tinham se desgastado ao longo dos anos. Para o presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, Sisson é uma das “lentes mais poderosas do século XIX no Brasil por ter ampliado o olhar a respeito da história do próprio país por meio da litografia. Sisson deu rosto ao que hoje talvez não alcançasse mais que uma frase ou parágrafo. Permitiu a realização de biografias ilustradas em sua famosa e rara Galeria. Uma perfeita conjunção entre a arte da foto e da litografia mediante uma correta utilização do claro-escuro, da distribuição das figuras, bem como de certa imaginação e delicada ironia. Também conhecido pela sequência de imagem e palavra, como percurso de quadrinistas, entre o palácio e a rua, o rosto e a paisagem, sem perder uma atmosfera difusa, nítida e eloquente, quanto mais sutil e difusa”, afirma Lucchesi, acrescentando que o artista é “um patrimônio da história do Brasil e da Biblioteca Nacional”.

Instituto Sébastien Sisson e a genealogia | Genealogista e designer, empresária do ramo de memória, especialista em Projetos de Design de História de Família, Bárbara explica que o início de sua paixão por genealogia foi por acaso. Interessada em desvendar detalhes sobre a família do marido, Christian Sisson, tataraneto de Sébastien, a curadora resolveu pesquisar sua árvore genealógica. Ao descobrir a participação importante do tataravô do esposo na história do País, percebeu que tinha algo extremamente valioso em mãos e, assumindo para si a responsabilidade de cuidar dessa memória, decidiu criar o Instituto Sébastien Sisson (sebastiensisson.org), do qual é diretora-geral.

Sobre Sébastien Sisson

Nascido em 2 de maio de 1824 na cidade em Issenheim, região da Alsácia, na França, Sébastien Sisson chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro, em 1852, aos 28 anos de idade. Na então capital do Império, Sisson se estabeleceu como desenhista-litógrafo, produzindo uma obra artística notável de grande relevância histórica. No País, para além dos retratos, o litógrafo também se tornou conhecido por realizar gravuras dos cenários do Rio de Janeiro do século XIX. E indo além, Sisson tinha a preocupação em promover as artes por meio da educação. Por isso, o artista foi um dos 99 fundadores da Sociedade Propagadora das Belas Artes, que, por meio do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, promoveu gratuitamente o ensino técnico-profissional e artístico no Brasil.

D. Pedro II em obra litográfica de Sébastien Sisson (Acervo Biblioteca Nacional)

Graças a esse trabalho artístico, Sisson foi amplamente reconhecido e, por seus serviços de restauro gratuitos de preciosas estampas de difícil reparo à Biblioteca Nacional, foi condecorado pelo Imperador D. Pedro II com a Ordem da Rosa, em 1882, deixando assim um legado duradouro na história iconográfica do Brasil. Outro título foi a condecoração, em 1864, pela Academia Imperial das Belas Artes depois que o artista apresentou dois retratos em litografia que lhe valeram uma medalha de prata concedida pela Academia. E outra conquista foi o título de Litógrafo Oficial. A litografia (ou litogravura) é a técnica de desenhar sobre uma pedra polida, usada como matriz para impressão da imagem pressionada contra o papel.

No ano de 1866, estabelecido no Centro do Rio de Janeiro, na Rua da Assembleia, 60, Sisson obteve autorização para afixar Armas Imperiais em frente à sua oficina litográfica, adotando o título de Litógrafo e Desenhador da Casa Imperial.

A paixão pelo Brasil e pela cidade do Rio de Janeiro não ficou apenas nas gravuras. Embora tenha voltado à França para se casar com Marie Justine Faller em 1863, no mesmo ano o casal voltou para a então capital imperial, onde o casal teve quatro filhos, um deles falecido ainda criança. E também foi nesta cidade que ele residiu até falecer aos 74 anos, em 1898.

Serviço:

Exposição Sisson, 200 Anos

Data: Até 22 de janeiro de 2025

Horário: segunda a sexta-feira, 10h00 às 17h00

Entrada gratuita

Local: Biblioteca Nacional (3º andar)

Endereço: Avenida Rio Branco, 219, Cinelândia, Centro, Rio de Janeiro – RJ

Classificação livre.

Sobre o Instituto Sébastien Sisson

O Instituto Sébastien Sisson nasceu da curiosidade sobre a genealogia da família Sisson no Brasil. Criado em 26 de setembro de 2012, a instituição se dedica à pesquisa sobre a vida e obra desse ilustre artista. Todo o trabalho de preservação, pesquisa e divulgação do seu legado é desenvolvido a partir da documentação sobre Sisson que teve início em 2004. Além disso, o Instituto propõe a reflexão sobre os contextos históricos, culturais e artísticos do século XIX, mantendo viva e pulsante toda a temática que envolve o trabalho de Sébastien Auguste Sisson: iconografia, litografia, biografia, caricatura e história. Acesse o site. 

Sobre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN)

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é um órgão público federal vinculado ao Ministério da Cultura (MinC). A Fundação inclui a Biblioteca Nacional (BN), a Biblioteca Euclides da Cunha (BEC) e a Casa de Leitura. A Biblioteca Nacional é a maior biblioteca da América Latina e uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, segundo a Unesco. Por sua função de Depósito Legal, a BN é a principal instituição de memória do país, ao receber um exemplar de todas as obras publicadas em solo brasileiro (livros, jornais, revistas, CDs e outras mídias). Inaugurada em 1810 por D. João VI, é a mais antiga entidade governamental ligada à cultura no Brasil. Sua missão é coletar, registrar, salvaguardar e dar acesso à produção intelectual brasileira, assegurando o intercâmbio com instituições nacionais e internacionais e a preservação da memória bibliográfica e documental do país. Desde 1910, ocupa o prédio localizado na Av. Rio Branco, número 219, na Cinelândia – Centro do Rio de Janeiro.

A Biblioteca Euclides da Cunha é uma biblioteca pública que oferece serviços de livre acesso ao acervo bibliográfico e aos registros de expressão cultural e intelectual, localizada temporariamente na Av. Presidente Vargas, 3.131, sala 704 do Edifício Teleporto, na Cidade Nova. A Biblioteca igualmente tem como atribuição, ainda, desenvolver atividades de caráter informativo, cultural e educacional, integrando-se aos objetivos da FBN. Dentre as ações de difusão do acervo estão o projeto A Traça Faminta, o programa Vozes Brasilis e a divulgação de boletins de novas aquisições.

A Casa da Leitura tem como atribuição desenvolver atividades de caráter informativo, cultural e educacional, em sua sede na Rua Pereira da Silva, 86, Laranjeiras. A instituição cumpre seu objetivo de formar leitores e democratizar o acesso ao texto literário por meio de cursos, oficinas, debates, seminários, palestras e fóruns de discussão. Sua programação é voltada prioritariamente a professores de sala de aula, bibliotecários e demais mediadores de leitura com a finalidade de instrumentalizá-los em suas práticas.

(Com Amanda Aparecida dos Santos Martins/D Freire Comunicação e Negócios)