Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Inhotim comemora recorde de público dos últimos sete anos com programação fortalecida de arte, natureza, música e educação

Brumadinho, por Kleber Patricio

Apenas depois da chuva (2024), de Rebeca Carapiá, no Instituto Inhotim. Foto: Ícaro Moreno.

Em 2024, o Instituto Inhotim alcançou recorde de visitação dos últimos sete anos, com mais de 335 mil pessoas visitantes no ano. Deste montante, quase 60% das entradas foram gratuitas por meio de programas de democratização do acesso ao museu e jardim botânico, como o Nosso Inhotim, Quarta-feira Gratuita e Domingo Gratuito, promovendo a experiência de arte, natureza e educação para diversos públicos.

À frente da presidência do Instituto Inhotim, Paula Azevedo trabalhou junto às equipes da instituição para cumprir uma agenda de consolidação do processo de institucionalização iniciado em 2022, fechando o ano de 2024 com uma programação fortalecida, tendo desenvolvido políticas de equidade e diversidade, compliance e acessibilidade.

Paulo Nazareth durante ativação de Esconjuro, na Galeria Praça. Foto: Daniela Paoliello.

“Encerramos 2024 com mais um marco no processo de institucionalização do Inhotim, fortalecendo a transparência na gestão e reafirmando nosso compromisso com a democratização do acesso — quase 60% das visitas ao Inhotim foram realizadas de forma gratuita. Neste ano, também revisitamos nossa missão, visão e valores, reafirmando o propósito de uma instituição que une arte, natureza e educação, dedicada a construir um legado de conhecimento e transformação com impacto local e global”, destaca Paula Azevedo, diretora-presidente do Instituto Inhotim.

Prospectando o futuro, o Inhotim tem se transformado, cada vez mais, em uma instituição perene e sustentável que valoriza a cultura e as pessoas. O Instituto é considerado uma referência em experimentação, pesquisa e formação em arte e natureza, com o objetivo de construir um legado de conhecimento.

Performance ‘O Barco’, de Grada Kilomba, na Galeria Galpão. Foto: Ícaro Moreno.

Entre os destaques do ano, foram inauguradas seis exposições temporárias de longa duração, atingindo um público de mais de 8 mil pessoas presentes nas datas das inaugurações. A programação pública da instituição também foi consolidada com novos programas, como o ‘O que é…?’ e o festival de música Jardim Sonoro.

Programação artística – inaugurações de abril e de outubro

Duas datas marcaram o calendário artístico do Instituto Inhotim em 2024, com artistas reconhecidos globalmente e exposições temporárias de longa duração com as inaugurações de abril e outubro. O acervo artístico do Inhotim vem ganhando ênfase, ao passo em que novos nomes são integrados, com comissionamentos e mostras inéditas. Todas as exposições inauguradas em 2024 ficam em cartaz até 2026.

Desde abril, Grada Kilomba ocupa a Galeria Galpão com a aclamada obra O Barco (2021), inédita no Brasil até então. Escultórico, performático e poético, o trabalho de Kilomba dispõe 134 blocos de madeira queimada em uma área de mais de 220m², estendendo-se por 32 metros de comprimento. A peça desenha a silhueta do fundo de uma grande embarcação, revelando a arqueologia do espaço criado no fundo dos barcos para acomodar os corpos de pessoas africanas escravizadas. Com participação de um grupo de 25 artistas originários de diferentes diásporas africanas, Grada Kilomba realizou três apresentações de uma performance no Inhotim durante o final de semana de abertura da exposição. Os bailarinos, percussionistas e cantores líricos performaram o poema O Barco para um público de aproximadamente 2 mil pessoas.

Homo sapiens sapiens (2005), de Pipilotti Rist, na Galeria Fonte. Foto: Ícaro Moreno.

Paulo Nazareth segue encantando o público em 2024 com sua exposição monográfica Esconjuro, que reúne trabalhos inéditos, novos arranjos e releituras de suas obras. A partir da Galeria Praça e ocupando também outros espaços do Inhotim, a mostra parte das relações entre história, território e deslocamentos, com modificações ao longo das estações do ano. Em 2024, as pessoas visitantes puderam contemplar as montagens referentes ao outono e à primavera. No próximo ano, a exposição passa por mais duas reformas, no verão e no inverno.

Inaugurada também no mês de abril, a mostra coletiva Ensaios sobre paisagem discute a relação entre arte e natureza, com os artistas Aislan Pankararu, Ana Cláudia Almeida, Castiel Vitorino Brasileiro e Zé Carlos Garcia, na Galeria Lago. Os trabalhos expostos trazem reflexões que atravessam a pauta global dedicada às discussões, à pesquisa e aos efeitos das mudanças climáticas, além de abordar temas como ancestralidade, artificialidade, tempo, metamorfose e arqueologia.

Mais três exposições de artistas mulheres compõem o ano artístico no Inhotim desde outubro: Pipilotti Rist, com a exibição da instalação imersiva Homo sapiens sapiens (2005), na Galeria Fonte, com vídeo gravado nos jardins do Inhotim há 20 anos e exibido somente agora pela primeira vez na instituição; a obra comissionada Apenas depois da chuva (2024), de Rebeca Carapiá, instalada no Lago True Rouge; e a individual Tangolomango, de Rivane Neuenschwander, na Galeria Mata. Cada uma das mostras oferece uma visão única sobre relações entre arte, natureza, corpo e política, a partir de repertórios distintos da arte contemporânea, eixos basilares do programa artístico do Inhotim, que tem a criação como foco de sua atuação.

Educação

Destaque botânico no Inhotim. Foto: Daniela Paoliello.

Na área de Educação, 11 projetos que buscam trazer uma educação dialógica foram realizados em 2024: Nosso Inhotim, Ateliê Circulante, Encontros com Inhotim, Inhotim Para Todos, Descentralizando o Acesso, LAB Inhotim, Jovens Agentes Ambientais, Residências Pedagógicas, Saberes e Memórias, Bem-estar Inhotim e as Visitas Temáticas. Esses programas visam incentivar temas essenciais à vida em comunidade e aproximar as pessoas da arte e da natureza, sempre com o olhar no desenvolvimento humano e na formação do pensamento crítico. Foram atendidas mais de 41 mil pessoas, um crescimento de 44% em relação a 2023.

Outro destaque do ano foi o lançamento do livro O que o nosso povo contou, primeira edição do selo Saberes e Memórias. Na publicação, narrativas e arquivos foram costurados para consolidar um conteúdo com uma perspectiva culturalmente significativa para as comunidades quilombolas de Ribeirão, Marinhos, Rodrigues e Sapé e para outras comunidades quilombolas e remanescentes de quilombo brasileiras.

Natureza

‘O que é o tempo?’ com Anelis Assumpção. Foto: Giselle Dietze.

2024 foi um ano de mais êxitos para a área de Natureza, que conquistou duas novas certificações ambientais: o Selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol e o selo BGCI Accredited Garden. O último é emitido pelo Botanic Gardens Conservation Internation, sendo o Inhotim o primeiro jardim botânico do Brasil a receber o selo de credenciamento da maior rede de jardins botânicos do mundo. Para obter a certificação, o Inhotim foi avaliado em critérios que abrangem: liderança, gestão de coleções, fitotecnia, educação ambiental, ações de conservação, pesquisa científica, equipe especializada, parcerias institucionais e práticas de sustentabilidade. A obtenção deste selo certifica que o Instituto opera segundo os mais altos padrões internacionais para jardins botânicos, além de ser um recurso que distingue jardins botânicos de outros tipos de jardins e reconhece instituições que colaboram para a conservação da flora.

O Banco de Sementes do Inhotim, espaço dedicado ao armazenamento de sementes em câmaras frias por longos períodos, alcançou a marca de 508 mil sementes de espécies nativas armazenadas, representando um aumento de 27% em relação a 2023. O material é útil para a manutenção dos jardins do Instituto Inhotim e para ações de restauração ecológica, reintrodução na natureza, projetos públicos de arborização e pesquisas científicas. Outra ação recorrente da equipe de Natureza do Inhotim é o empenho no resgate botânico. Em 2024, mais de 1000 plantas foram resgatadas em áreas de mineração, de forma a contribuir com a preservação da biodiversidade, o equilíbrio ecológico e a proteção de espécies ameaçadas de extinção.

Programação pública – Seminário Internacional Transmutar e ‘O que é…?’

O programa ‘O que é…?’ teve sua estreia em 2024 com o objetivo de instigar o público com perguntas que propõem novos pontos de vista em torno da relação entre Arte, Natureza e Educação, pilares estruturantes da programação do Inhotim. Os formatos propostos para a programação variam entre conferências, shows, performances, oficinas, visitas e espetáculos de dança, oferecendo toda a potência interdisciplinar do Inhotim para o público em uma vivência única. Em 2024, o programa contemplou as perguntas: ‘O que é um sonho?’, ‘O que é transmutar?’, ‘O que é um rio?’, ‘O que é uma pedra?’, ‘O que é uma planta?’ e ‘O que é o tempo?’, e reuniu convidados especiais como Ricardo Aleixo, Anelis Assumpção, Sidarta Ribeiro, Ava Rocha, Brigitte Baptiste, UÝRA e Emanuele Coccia. Todas as questões abordadas no projeto são amplas, de formulação simples, mas capazes de gerar uma infinidade de respostas e abrir caminhos para novos imaginários.

Show dos Titãs no Domingo Gratuito Inhotim. Foto: Daniela Paoliello.

Também em 2024 o Inhotim promoveu a primeira edição do Seminário Internacional Transmutar: modos de estar no mundo, gestos que conservam a vida, que reuniu pesquisadores e profissionais de diversas partes do Brasil e do mundo para formar uma rede de produção de conhecimentos em torno de temas relevantes para a vida na Terra hoje. A programação envolveu conferências, debates e situações artísticas, com vozes de diferentes áreas do conhecimento, e teve curadoria de várias áreas do Inhotim, como Educação, Curadoria Artística e Curadoria Botânica. Entre os convidados, o evento recebeu personalidades como Jota Mombaça, Elizabeth Povinelli, Stefano Harney, Gladys Tzul Tzul, Japira Pataxó e Labô Young.

Anoitecer Inhotim  

A terceira edição do Anoitecer Inhotim, festa de arrecadação de fundos organizada pelo Instituto Inhotim e patrocinada pela Gucci, foi realizada na noite de 31 de agosto de 2024, com uma programação especial para os amantes da arte, da música e da gastronomia. Cerca de 400 convidados puderam experienciar um coquetel exclusivo de Agnes Farkasvölgyi, ao som dos músicos da Orquestra Inhotim, e se surpreenderam com a encantadora obra Balé Literal [Jacu] (2019-2024), de Laura Lima, instalada no Jardim Sombra e Água Fresca. O jantar com menu de Mazzô França Pinto aconteceu em uma grande tenda montada ao lado da obra Elevazione (2000-2001), de Giuseppe Penone, com show de Amaro Freitas e Zé Manoel. A festa contou ainda com discotecagens dos DJs Ademar Britto e Nepal, no rooftop da Galeria Cosmococa, e show dos Titãs. Em consonância com a política de ampliação do acesso ao museu, uma das ações basilares da gestão atual do Inhotim, o museu recebeu no dia 1º de setembro, domingo, 3715 visitantes que puderam aproveitar uma programação gratuita com o DJ Ademar Britto e show da banda Titãs, em palco montado próximo da obra externa Invenção da cor, penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977), de Hélio Oiticica, uma das mais simbólicas obras do Inhotim. Amaro Freitas e Zé Manoel também se apresentaram de forma gratuita para o público visitante, com o já consagrado show em homenagem ao disco Clube da Esquina (1963). O Anoitecer Inhotim de 2024 contou com selo carbono neutro, seguindo a norma NBR ISO 20121, conjunto de diretrizes internacionalmente reconhecidas para a gestão sustentável de eventos, promovendo práticas sociais responsáveis. Com o Anoitecer Inhotim 2024, o valor arrecadado para a instituição foi de R$3,2 milhões.

Jardim Sonoro

Show de Paulinho da Viola no festival Jardim Sonoro. Foto: Daniela Paoliello.

Outra estreia marcante do ano no Inhotim foi a primeira edição do Jardim Sonoro, festival de música com curadoria da própria instituição, que foi realizado em julho e recebeu cerca de 9 mil pessoas em três dias de programação. O valor dos ingressos foi referente ao preço da entrada no Inhotim — R$50 (inteira) e R$25 (meia entrada). O público se reuniu para experenciar shows de artistas nacionais e internacionais como Paulinho da Viola (Brasil), Sambas do Absurdo, com Juçara Marçal, Gui Amabis, Rodrigo Campos e Regis Damasceno (Brasil), Ballaké Sissoko & Vincent Segal (Mali/França), Joshua Abrams & Natural Information Society (Estados Unidos), Kham Meslien (França), Zoh Amba (Estados Unidos), Kalaf Epalanga (Angola) e Aguidavi do Jêje (Brasil). O Festival Jardim Sonoro contou com três palcos espalhados pelo parque, oito shows com artistas de quatro continentes. Apresentações inéditas no Brasil estiveram ao lado de espetáculos que celebraram a música popular brasileira.

Pessoas que fazem o Inhotim

Funcionando de quarta a sexta-feira, além dos sábados, domingos e feriados — e nos meses de janeiro e julho também às terças-feiras — o Inhotim recebe o seu público visitante em um ambiente cuidadosamente organizado e limpo. Por sua grande dimensão física, são muitas pessoas envolvidas que trabalham diariamente para fazer do Inhotim um lugar único no mundo. Das mais de 500 pessoas contratadas pela instituição, 168 integram a equipe de atendimento ao público. São 71 postos de trabalho, nos quais os funcionários e funcionárias ficam distribuídos entre 24 galerias, 29 obras externas e 36 carrinhos de transporte interno. Nas áreas verdes e jardim botânico, 84 pessoas cuidam de cerca de 38 hectares de jardins e paisagismo exuberante. Ao todo, o Inhotim tem uma área de visitação de 144 hectares. Na manutenção das edificações, 43 pessoas cuidam de 58 edificações — entre galerias e prédios administrativos. É a equipe de engenharia e manutenção a responsável pelas 11 subestações de energia e 64 quilômetros de tubulações — irrigação, água potável e esgoto. Na limpeza, 36 pessoas cuidam da limpeza e higienização das edificações, totalizando 130 banheiros e 150 lixeiras espalhadas pelo parque.

Diretoria Instituto Inhotim

Paula Azevedo – Diretora-presidente

Júlia Rebouças – Diretora artística

Gleyce Heitor – Diretora de Educação

Luciana Zanini – Diretora de Finanças, Pessoas e Estratégia (CFO)

Felipe Paz – Diretor de Relações Institucionais

Alita Mariah – Diretora de Infraestrutura e Operações

Patricia Schmidt – Compliance Officer & Diretora de Riscos e Controles

INFORMAÇÕES GERAIS – INSTITUTO INHOTIM  

Horários de visitação:  de quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. Nos meses de janeiro e julho, o Inhotim funciona também às terças.

Entrada: Inteira: R$50,00* | Meia-entrada**: R$25,00

*A partir de janeiro de 2025, valores atualizados: Inteira: R$60,00 | Meia-entrada: R$30,00.

**Veja as regras de meia-entrada no site: www.inhotim.org.br/visite/ingressos/.

Entrada gratuita

Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim

Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim; Crianças de 0 a 5 anos

Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras são gratuitas

Domingo Gratuito: último domingo do mês é gratuito.

Localização: O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na entrada para o Retiro do Chalé.  

(Com Amanda Viana/Instituto Inhotim)

Exposição ‘Olhares de Ennio Angelo’ celebra arte e legado do artista no MACC

Caraguatuba, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação.

O Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) abriu suas portas no dia 20 de dezembro para a exposição ‘Olhares de Ennio Angelo’, uma homenagem ao artista e professor que marcou gerações com sua arte singular. A mostra, parte do projeto Por Dentro do MACC, promovido pela Lei Paulo Gustavo, leva o público a uma viagem pelo universo de Ennio Angelo Bertoncini, com obras que exploram a liberdade, a espiritualidade e a cultura de diferentes povos e lugares.

A exposição reúne obras que refletem as experiências e percepções do artista ao longo de sua vida. Entre os destaques, estão ‘Vôo de Ícaro’, uma metáfora visual da busca pela liberdade; ‘Iansã’ e ‘Kamayurá’, um tributo às culturas afro-brasileira e indígena; ‘O Boi e os Tuaregues’, retratos de cenas cotidianas de outros povos, e ‘Família Caiçara’, um registro afetivo das tradições locais. A mostra também inclui séries que destacam a fauna marinha, o cotidiano caiçara e personagens imortalizados em cenas que vão da espiritualidade à beleza do dia a dia. Para enriquecer a experiência, o público será envolvido por sons de mar, pássaros e florestas, criando uma ambientação multissensorial.

Um artista de legado único

Ennio Angelo Bertoncini (1930–2023) dedicou sua vida à arte e à educação. Formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, foi professor em diversas instituições e participou de exposições no Brasil e no exterior. Residente de Caraguatatuba por mais de três décadas, Ennio deixou um legado cultural inestimável, com obras doadas para teatros, museus e espaços culturais do Litoral Norte de São Paulo. “Suas obras demonstram a capacidade técnica e a ousadia de um artista que enxerga cada criação como um ato de prazer e experimentação”, comenta o crítico de arte Oscar D’Ambrosio.

Acessibilidade e inclusão

Mais do que uma exposição, o projeto Por Dentro do MACC oferece oficinas, cursos e atividades voltadas para todas as idades, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência. O evento reforça o compromisso do MACC com a diversidade cultural e a inclusão social.

O evento conta com o apoio da Fundacc, da Prefeitura Municipal de Caraguatatuba, do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, destacando a importância do diálogo cultural e da preservação das tradições locais.

Serviço:

Abertura: 20 de dezembro de 2024

Período: de 21 de dezembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025, de terça a sábado

Local: Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) – Praça do Caiçara, Caraguatatuba, SP

Horário: das 10h às 20h

Entrada gratuita.

(Com Marilucia Caramalac/Museu de Arte Contemporânea de Caraguatatuba)

Sinergia Animal lança relatório pioneiro sobre a transição global para ovos livres de gaiola

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Sinergia Animal.

A ONG internacional de proteção animal Sinergia Animal lançou o seu novo relatório ‘Ovos Livres de Gaiola: Transição Global para Modelos de Negócio Aceitáveis’ no último dia 12, em São Paulo, em um evento corporativo de grande impacto para o setor agropecuário e de bem-estar animal. O documento foi publicado em português, inglês e espanhol.

Desenvolvido pelo Departamento de Bem-estar Animal e Pesquisa da Sinergia Animal, o relatório discute modelos de negócios sustentáveis para a indústria de ovos e a necessidade urgente da transição para sistemas livres de gaiolas, destacando benefícios para as empresas e para o bem-estar das galinhas. De acordo com o relatório, galinhas confinadas em gaiolas são privadas de comportamentos básicos, levando a altos níveis de estresse e sofrimento. “As gaiolas em bateria são um dos piores sistemas de produção ainda em uso pela indústria de alimentos. Uma vasta análise científica sobre o bem-estar das galinhas poedeiras nessas gaiolas descobriu que a transição para sistemas livres de gaiolas pode evitar mais de 7.000 horas de dor e sofrimento para cada galinha poedeira criada em um aviário livre de gaiolas, em vez de em uma gaiola em bateria”, afirmou Fernanda Vieira, coautora do relatório e diretora do Departamento de Bem-estar Animal e Pesquisa.

O evento de lançamento do relatório contou com a participação de especialistas renomados e representantes governamentais. “A capacidade de sofrer é um mecanismo para enfrentar problemas. Existem parâmetros científicos para quantificar o sofrimento animal”, destacou Newton Tércio Netto, do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, durante as plenárias promovidas no evento.

Para a Sinergia Animal, a transição para sistemas livres de gaiolas oferece ao Brasil a oportunidade de se alinhar às tendências globais e garantir uma produção mais ética. “Nosso objetivo com este relatório é encorajar mais empresas a adotarem sistemas livres de gaiolas e mostrar que essa é uma mudança possível. As soluções estão ao nosso alcance e o mercado já está se movendo nessa direção”, acrescentou Vieira.

Um futuro viável

Professores e especialistas em direito ambiental e bem-estar animal da UFPR, Yuri Fernandes Lima, e da USP, Augusto Hauber Gameiro, apresentaram argumentos sobre a viabilidade técnica e econômica da transição e necessidade de mudanças culturais para catalisar o progresso — indicando que os sistemas livres de gaiola podem atender às exigências dos mercados nacionais e internacionais. Gameiro ressaltou ainda que “o relatório é um marco para o nosso país”.

Luiz Mazzon, da organização internacional Humane Farm Animal Care, que estabelece padrões internacionais de bem-estar animal por meio do selo Certified Humane, trouxe exemplos inspiradores de empresas bem-sucedidas nessa transição, como as marcas Barilla e Sunny Eggs. Segundo ele, nos casos já implementados foram identificados benefícios importantes como uma menor mortalidade e indicadores de animais mais resilientes.

Empresas brasileiras lideram transição para ovos livres de gaiola

Durante o evento, lideranças corporativas ecoaram os indicadores positivos e apresentaram seus cases de sucesso no Brasil, como a marca Happy Eggs. Entre as vantagens do sistema livre de gaiolas na rede, Leandro Pinto do Grupo Mantiqueira apontou maior produtividade e melhores índices zootécnicos. Ele destacou que “gaiolas enriquecidas não são a solução” e reforçou a visão de futuro para a América Latina — com uma produção cada vez mais automatizada, segura e parcerias com supermercadistas para sensibilizar consumidores, incentivando escolhas mais conscientes.

Luis Barbieri, da Raiar Orgânicos, ressaltou os benefícios da certificação e de uma criação livre de gaiolas, com alimentação orgânica e que garanta a expressão de comportamentos naturais das aves. “A agricultura que nos trouxe até aqui não é a que vai nos levar ao futuro”, enfatizou Barbieri.

Encerrando as plenárias promovidas pelo evento, Renata Amaral, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), compartilhou a história de sucesso da rede. Atualmente, 64,5% dos ovos das suas marcas próprias e exclusivas já são livres de gaiolas — com o compromisso público de chegar a 100% em 2025 e para todos os demais produtos até 2028. Entre os fatores relevantes do processo, ela destacou a rastreabilidade e o fortalecimento da relação com fornecedores para incentivar uma produção sustentável, articulação setorial para fortalecer regulamentações e a sensibilização de colaboradores internos, assim como dos consumidores.

Para a diretora da Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz, o evento mostrou que um futuro livre de gaiolas é não apenas possível, mas vital para o bem-estar animal, a saúde humana e a sustentabilidade do planeta, reafirmando a necessidade urgente de mudar os sistemas de produção. “O fim das gaiolas em bateria é um caminho inadiável. Com compromisso e colaboração entre empresas, governos e sociedade civil, podemos garantir um futuro mais justo para os animais e mais seguro para todos”, finalizou Diniz.

Sobre a Sinergia Animal | A Sinergia Animal é uma organização internacional que trabalha em países do Sul Global para diminuir o sofrimento dos animais na indústria alimentícia e promover uma alimentação mais compassiva. A ONG é reconhecida como uma das mais eficientes do mundo pela renomada instituição Animal Charity Evaluators (ACE).

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Com um clique é possível doar uma cesta básica e transformar o final de ano de famílias carentes

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

Num momento marcado por celebrações e união, o final de ano representa também uma oportunidade valiosa de levar esperança e alegria às famílias que enfrentam dificuldades. Enquanto muitos se reúnem para celebrar conquistas e criar memórias, doar cestas básicas de alimentos e produtos de limpeza pode significar conforto e dignidade para aqueles que mais precisam.

Pequenos gestos solidários, como a doação de uma única cesta, podem transformar o final de ano de pessoas carentes. A Real Cestas, empresa que atua há mais de 20 anos no segmento, disponibiliza em seu site uma lista com 45 instituições beneficentes, projetos comunitários ou grupos que podem ser apoiados por qualquer pessoa. “Com a doação de uma cesta, é possível fazer a diferença na vida de alguém e proporcionar um final de ano mais digno”, explica Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas.

A doação pode ser feita de forma simples e rápida acessando o link https://www.realcestas.com.br/categoria/doacao/acoes-solidarias/, onde é possível escolher a instituição beneficiada. “Doar uma cesta é simples, mas o impacto é imenso. Ao estender a mão ao próximo neste período de celebração, transformamos o espírito de fraternidade em gestos reais de solidariedade. Juntos, é possível proporcionar um final de ano mais acolhedor e repleto de esperança para todos”, finaliza Defendi.

(Com Luciana Vitale/Máxima Assessoria de Imprensa)

Mercados e Feiras em Lisboa: comércios marcam história e costumes da região

Lisboa, por Kleber Patricio

Feira da Ladra. Foto: DMEI_CM Lisboa.

Já dizia a máxima que a melhor forma de conhecer a cultura local e o estilo de vida de uma cidade é indo ao mercado ou à feira. Essenciais no cotidiano de qualquer família, tais comércios são amostras fiéis dos hábitos, dos gostos e das preferências dos moradores locais e, justamente por esse motivo, costumam atrair muitos turistas que desejam conhecer e vivenciar mais a fundo a rotina do destino visitado. Em Lisboa, essa máxima veste como uma luva. Do artesanato tradicional às mais recentes criações urbanas, dos objetos vintage aos produtos biológicos certificados — e alguns até demarcados —, há na região uma grande variedade de feiras e mercados para todos os gostos e bolsos, reunindo ambientes, vendedores e compradores completamente distintos entre si.

A mais emblemática e original é a Feira da Ladra, que remonta ao ano de 1272, carregada de recordações ao longo dos tempos. Imortalizada pelo poeta e compositor português Sérgio Godinho, dedica-se tradicionalmente ao comércio de objetos usados, abrangendo desde verdadeiras preciosidades a velharias, incluindo lembranças e pechinchas, sejam elas originais, vintages ou até de gosto questionável. A atração funciona todas as terças-feiras e sábados, das 9 às 18 horas, no Campo de Santa Clara.

LX Market. Foto: Turismo de Lisboa.

Com uma pegada mais multicultural, o Mercado de Fusão oferece uma viagem pelos sabores típicos ao redor do mundo. Em pequenos restaurantes de cozinha rápida, diferentes culinárias são representadas, como a brasileira, a argentina, a bangladeshiana, a chinesa, a japonesa, a africana e, claro, a portuguesa. A atração funciona aos finais de semana, das 10 às 19 horas, na Praça do Martim Moniz.

Com o mesmo apelo voltado às cidades, a LX Market – Feira na Fábrica conta com peças inéditas, feitas à mão, vintage e cuidadosamente selecionadas para oferecer uma experiência única e original. Aberta aos domingos, das 11 às 18 horas, a dica é aproveitar para conhecer todo o projeto da Lx Factory, um espaço cultural singular e inesquecível, essencial para a vida lisboeta nos últimos anos.

Se a concentração dos melhores chefs e restaurantes já era motivo suficiente para conhecer o Mercado da Ribeira, a inauguração do Sábados da Ribeira, um espaço com artesanato, artes, livros e antiguidades, tornou-se parada obrigatória para quem vai a Lisboa. Como o próprio nome diz, a feira funciona aos sábados, levando tudo o que há de mais recente nos circuitos handmade da cidade.

Mercados Biológicos

Mercado de Fusão. Foto: Mercado de Fusão do Martim Moniz.

Essenciais para uma vida mais consciente e saudável, os insumos biológicos também têm espaço garantido nesse roteiro, onde é possível encontrar os melhores produtos, de origem certificada e até, por vezes, demarcada, com os sabores mais originais.

O Mercado Biológico Agrobio, aberto aos sábados, das 9 às 14 horas, no jardim do Campo Pequeno, traz o autêntico sabor português. No local, encontram-se vários elementos de diversos produtores biológicos portugueses certificados, com destaque para as hortícolas, plantas aromáticas, fruta, leguminosas, transformados, óleos essenciais e produtos de cosmética.

Situada numa área nobre, a Feira de Produtos Biológicos do Príncipe Real oferece, nas manhãs de sábado, produtos frescos de excelente qualidade, vindos de diversas regiões portuguesas. Já, nos últimos sábados e segundas de cada mês, seus jardins tranquilos também recebem uma das feiras de artesanato e velharias mais típicas de Lisboa, repleta de antiguidades e peças únicas de artesanato, de diferentes épocas e procedências. 

Feira da Ladra. Foto: DMEI-CM.

Sobre a Associação Turismo de Lisboa (ATL) | Fundada em 1998, a ATL é uma organização sem fins lucrativos constituída através de uma aliança entre entidades públicas e privadas que operam no setor do turismo. Atualmente conta com cerca de 900 associados, tendo como principal objetivo melhorar e incrementar a promoção de Lisboa como destino turístico e, consequentemente, aprimorar a qualidade e competitividade. Informações:

www.visitlisboa.com

https://www.instagram.com/visit_lisboa/

https://www.facebook.com/visitlisboa

https://twitter.com/TurismodeLisboa.

(Com Lívia Aragão/Mestieri Public Relations)