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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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’Inflamação’, de Anish Kapoor, é eleita uma das 10 melhores exposições de 2024 pela SP-Arte

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra ‘Untitled’ (1995) ©Anish Kapoor. Todos os direitos reservados, DACS/AUTVIS, 2024. Foto: Joana França.

A exposição ‘Inflamação’, do artista Anish Kapoor, com curadoria de Marcello Dantas, foi reconhecida como uma das 10 melhores mostras de 2024 pela curadoria da SP-Arte. Em cartaz na Sala AQUI, da Casa Bradesco, a mostra está aberta desde setembro de 2024 e conta com uma infraestrutura única, integrada à natureza e à tecnologia. O espaço reflete a sinergia entre Cidade Matarazzo e Bradesco, que buscam promover o acesso aos mais diversos tipos de arte e manifestações culturais na cidade de São Paulo. Um lugar para se viver novas experiências, para ocupar, criar e não só visitar. Inflamação é uma mostra que dá forma a uma sensação, que vivemos individualmente, socialmente e planetariamente. Ela ecoa nas pessoas porque nos permite ver aquilo que estamos sentindo. É maravilhoso que a primeira exposição da Casa Bradesco esteja entre as melhores do ano pela SP-Arte”, ponderou o curador da exposição após saber do reconhecimento.

Aclamada pela crítica e pelo público, a exposição explora de forma visceral a metáfora da inflamação tanto no corpo como na sociedade, reafirmando o lugar do artista como um dos grandes nomes da arte contemporânea. “O resultado reflete a diversidade da arte produzida no Brasil e a capacidade de apresentar ou rever a obra de grandes artistas internacionais, como Anish Kapoor, em exposições de qualidade à altura desses nomes”, destacou a coordenadora de Comunicação da SP-Arte, Gabriela Valdanha.

Serviço:

Anish Kapoor – Inflamação

Data: de 15 de setembro a 15 de janeiro, das 10h às 22h (de terça a domingo, entrada até às 21h)

Local: Casa Bradesco – Alameda Rio Claro, 190, Bela Vista (dentro da Cidade Matarazzo) Classificação etária: livre

MATA App: Ingressos aqui

Sobre a Casa Bradesco

Com o objetivo de democratizar e potencializar expressões artísticas, a Casa Bradesco é um centro de criatividade na região da Avenida Paulista que promove uma nova forma não só de apreciar as artes, mas de criá-las. Com uma infraestrutura única, integrada à natureza e à tecnologia, o espaço reflete a sinergia entre a Cidade Matarazzo e o banco Bradesco, comprometidos com o acesso aos mais diversos tipos de manifestações culturais na cidade de São Paulo. Projetada para ter quatro salas interdisciplinares, a Casa Bradesco abriu suas portas em setembro de 2024, com um espaço expositivo de dois mil metros quadrados, estreando com uma exposição retrospectiva do artista internacional Anish Kapoor, um dos mais expressivos nomes da arte contemporânea global. Futuramente, o centro de criatividade também terá um espaço focado em criatividade infantil, um laboratório focado no desenvolvimento de jovens nas diversas expressões de arte e uma sala multilinguagem, que oferecerá uma programação diversificada e imersiva.

Sobre a Cidade Matarazzo

Localizada a poucos metros da Avenida Paulista, a Cidade Matarazzo é um Portal onde é possível alcançar uma nova consciência por meio da conexão com a natureza e consigo mesmo. Um espaço onde as regras da natureza transformam e influenciam experiências cuidadosamente curadas em cultura, hospitalidade, comida, moda, beleza, design, negócios e longevidade, promovendo uma vida melhor. Cada um desses pilares de experiências é denominado ‘Bioma’, uma referência aos ecossistemas que abrigam a vida vegetal e animal, garantindo que todas as vivências oferecidas no local sejam interconectadas e interdependentes, assim como no meio ambiente. Matarazzo é uma jornada de regeneração, que resulta em uma nova versão de cada um e da humanidade. É um lugar físico e espiritual onde a beleza inspiradora estabelece novas referências e provoca novos comportamentos.

A Cidade Matarazzo é reconhecida como o maior projeto privado de regeneração urbana e restauro do patrimônio histórico do país, foi inaugurada em 2022, e conta com dez edifícios, incluindo prédios tombados, em um terreno de cerca de 30 mil metros quadrados e 136 mil metros quadrados de área construída. O projeto surgiu a partir da idealização do empresário francês Alexandre Allard, que, em 2011, adquiriu o antigo Complexo Hospitalar Umberto I, conhecido popularmente por Hospital Matarazzo. Atualmente, o espaço abriga o Rosewood São Paulo, premiado como melhor hotel da América Latina e 23o hotel do mundo; a Torre Mata Atlântica, maior verticalização verde do Brasil; o edifício corporativo que abriga a AYA Earth Partners, o primeiro e maior ecossistema dedicado a acelerar a economia regenerativa e carbono zero do Brasil; a Capela Santa Luzia; além dos restaurantes Le Jardin, Blaise e Taraz (top 10 restaurantes de São Paulo) e dos bares Rabo di Galo (melhor bar da cidade), Emerald Garden Pool e Bela Vista Rooftop Pool.

O ecossistema da Cidade Matarazzo continua crescendo, e a inauguração da Casa Bradesco, em setembro de 2024, marca a aceleração da segunda fase de lançamentos do projeto, logo depois da abertura da primeira Soho House da América do Sul, inaugurada em junho de 2024. Essa fase contará com a inauguração da ‘Sua Rua’, conectando a avenida Paulista a Cidade Matarazzo, além da abertura de novos espaços focados em criatividade, estúdios, e boutiques com produtos de moda, beleza e design, incluindo algumas dedicadas a artesãos e pequenos produtores. Também serão lançados novos restaurantes e experiências voltadas para saúde e longevidade. Cada novo lançamento se conecta aos anteriores, reforçando ainda mais a missão de Matarazzo de oferecer experiências inesperadas, que estimulam todos os sentidos. Sempre com foco na regeneração, o objetivo é possibilitar o surgimento de um novo estilo de vida, que integre uma nova maneira de ser e de pensar.

Os elementos da Cidade Matarazzo são provenientes do Brasil e seguem práticas ambientalmente responsáveis. A preservação da história e arquitetura do local, a busca por operações neutras em carbono e a atenção aos detalhes, inspirada na perfeição da natureza, impulsionam cada aspecto do seu desenvolvimento, estabelecendo um novo padrão para projetos urbanos em todo o mundo. O projeto contou com dezenas de artistas brasileiros e de renomados profissionais, incluindo os arquitetos Jean Nouvel e Rudy Ricciotti, o designer de interiores Philippe Starck, além dos irmãos Campana e Spol Architects, entre outros. A Cidade Matarazzo gera mais de 1.000 empregos diretos (com perspectiva de 4.000 empregos até o final de 2025) e 3.000 indiretos, formando milhares de brasileiros aos padrões de excelência e ‘savoir faire’ em todas as atividades realizadas. Acesse o site da Cidade Matarazzo para ter uma imersão no portal e virar um guardião.

(Com Rachel de Freitas/GBR Comunicação)

CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta ‘O Sarau do Poeta’ com o ator e diretor baiano Jackson Costa

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe no Teatro Nelson Rodrigues nos dias 28 e 29 de dezembro, às 17h, o espetáculo ‘O Sarau do Poeta’, protagonizado pelo ator e diretor baiano Jackson Costa. A montagem é uma imersão que harmoniza música e poesia, trazendo luz às canções e versos do cotidiano baiano, nordestino e brasileiro. De Elomar a Dorival Caymmi, do sertão à beira-mar, a peça celebra a cultura popular trazendo ao palco uma junção de música e performance que evidencia a beleza e a força da palavra falada e cantada.

Inspirado nas rodas festivas das manifestações populares do Recôncavo Baiano, que trazem nos seus cantos o lamento do sertão e os festejos da beira-mar, o espetáculo passeia por sonoridades e ritmos não só da música, mas, também, do falar do povo da Bahia e do Nordeste. No palco, Jackson Costa recita e canta obras dos poetas Gregório de Mattos, Castro Alves, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto, evidenciando a poesia em sua mais legítima forma de ser, estabelecendo um diálogo delicado entre música e verso.

O ator faz também uma homenagem aos seus dois maiores mestres na arte da poesia: os poetas Grapiúnas, José Delmo e Ramon Vane. O espetáculo é orquestrado pela singularidade musical de Joaquim Carvalho (violão e voz), Eddie Santana (violão) e Sidney Argolo (percussão). As apresentações no Rio de Janeiro abrem uma temporada de itinerância do espetáculo pelos espaços CAIXA Cultural, passando por Recife, em janeiro, São Paulo, em fevereiro, Brasília, e março, e Salvador, em abril. Patrocínio CAIXA e Governo Federal.

Jackson Costa – Ator e diretor baiano, ingressou no teatro em Itabuna aos 16 anos. Aos 22 anos, mudou-se para Salvador com o intuito de fazer a Faculdade de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Ao longo da carreira, trabalhou em minisséries e novelas como ‘Pedra sobre Pedra’, ‘Renascer’ e ‘Tocaia Grande’. No Teatro, entre outros trabalhos, interpretou o personagem ‘Deus’ na peça ‘Vixe, Maria! Deus e o Diabo na Bahia!’, aclamada pelo público, dirigida por Fernando Guerreiro, e dirigiu a peça ‘Nem Louco nem tão pouco’. Jackson Costa lançou um CD, no qual interpreta poesias de Castro Alves, Gregório de Matos e outros poetas.

Em 2006, foi o principal nome masculino do longa ‘O Dono do Mar’, adaptação do livro homônimo escrito por José Sarney. Em 2007, esteve no elenco da microssérie ‘A Pedra do Reino’, dirigida por Luiz Fernando Carvalho em homenagem aos 80 anos do autor da obra, o escritor Ariano Suassuna. No mesmo ano, o ator participou da novela ‘Duas Caras’, da TV Globo, e do filme ‘Estranhos’.

Serviço:

O Sarau do Poeta, com Jackson Costa

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues

Endereço: Avenida República do Paraguai, 230 – Centro

Data: Sábado, 28, e domingo, 29 de dezembro, às 17h

Ingressos: R$30 (plateia) e R$20 (balcão)

Bilheteria: quarta a domingo, das 13h às 19​​h

Classificação: Livre

Informações: Site CAIXA Cultural / Instagram: @caixaculturalrj / (21) 3509-9621.

(Com Fábio Dobbs/Dobbs Scarpa)

Demônios da Garoa: O Legado Vivo do Samba Paulista no Sesc São Carlos

São Carlos, por Kleber Patricio

Foto: Por Demonios da Garoa – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=86897579. 

Prepare-se para embarcar no universo único de uma das maiores lendas vivas da música brasileira: Demônios da Garoa. Com 80 anos de trajetória, o grupo é um símbolo inconfundível de São Paulo, traduzindo o cotidiano do povo paulista com humor, carisma e um estilo próprio que conquistou gerações. A trilha sonora de São Paulo e do Brasil no Sesc São Carlos.

Desde sua fundação em 1943, na capital paulista, os Demônios da Garoa tornaram-se uma verdadeira instituição musical, imortalizando o samba de raiz em interpretações que são hinos do cancioneiro popular. Seu repertório, repleto de autenticidade e harmonia vocal, celebra a essência da cultura brasileira, fazendo do grupo uma referência inigualável no cenário artístico nacional. Ao longo de mais de sete décadas, a banda ganhou notoriedade por sua capacidade de transformar momentos do dia a dia em músicas que emocionam e alegram, sempre com seu humor característico, ritmo contagiante e clássicos eternizados, que continuam encantando e renovando sua base de fãs.

Demônios da Garoa, um verdadeiro patrimônio cultural do Brasil. Explore sua história, descubra o talento dos músicos que compõem esse legado e deixe-se levar pela magia de sua música. Mais do que uma banda, os Demônios da Garoa são um tesouro nacional que atravessa gerações, mantendo viva a alma do samba e a identidade paulista.

Serviço:

Demônios da Garoa

Data: dia 29 de dezembro, domingo | Horário: 16h

Ingressos: Grátis – lugares limitados

Local: Unidade São Carlos – Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni – São Carlos – SP

Mais informações pelo telefone: 3373-2333

Acompanhe o Sesc São Carlos: Facebook | Instagram | Sesc São Carlos.

(Com Aguinaldo Costa/Sesc São Carlos)

Museu do Amanhã apresenta exposição em parceria inédita com Sidarta Ribeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Um dos momentos da exposição ‘Sonhos: História, Ciência e Utopia’ no Museu do Amanhã. Fotos: Divulgação.

O misterioso universo dos sonhos sob diferentes perspectivas será o tema da mais nova exposição do Museu do Amanhã. Selando uma inédita parceria curatorial com o neurocientista Sidarta Ribeiro, curador do próprio Museu, ‘Sonhos: História, Ciência e Utopia’ estreia em 18 de dezembro e marca o início de uma programação comemorativa diversa para os dez anos da instituição, a serem completados em dezembro de 2025.

A mostra traz a complexa teia dos sonhos, sejam lúcidos ou lúdicos, analisados por cientistas ou interpretados por esotéricos; sejam os que moveram a psicanálise de Freud, inspiram a vida e a arte ou os que dependem do descanso para trazerem saúde e qualidade de vida; sejam eles os sonhos dos ancestrais e as utopias futuras. Baseada em seu próprio livro ‘O Oráculo da Noite: A história e a Ciência do Sonho’, Sidarta – ao lado de Scarano – idealizou uma experiência táctil, científica e artística a ser proposta ao visitante por meio de recursos interativos, imagéticos e sensoriais.

Já Fabio Scarano comenta sobre a conexão entre a linha curatorial do biênio do Museu do Amanhã, que aborda diversas formas de inteligências para conceber futuros prováveis, e o tema da exposição: “Diferentes culturas lidam com o sonho não só como uma espécie de premonição, mas também como uma potência criativa de possibilidades que, em última instância, asseguram a própria preservação e perpetuação. Isso compõe a diversidade que a palavra ‘inteligência’ abriga” e Sidarta conclui: “A esperança para nossa espécie – e tantas outras por nós ameaçadas – vem de um sonho compartilhado sobre um futuro verdadeiramente respeitoso, amoroso e – por que não? – delicioso de viver”. Esse entendimento foi fundamental para o trabalho curatorial da dupla, que elaborou o percurso a ser atravessado pelo visitante entre ancestralidade, ciência, psicanálise, arte, utopias e uma boa oportunidade para um merecido relaxamento.

A mostra se inicia com a instalação Labirinto – Somos Descendentes de Sonhadores. Simulando um labirinto com ilustrações, texto e jogos de luz e sombra, o visitante confere um panorama histórico de como os sonhos têm sido usados por diferentes povos e em diversas épocas como ferramentas de decisão, criação e aprendizado. Em seguida, em Meditação – Sonhar-criar, há um espaço de meditação guiada pela voz de Sidarta aliada a sonoridades brasileiras. Com iluminação dinâmica e ativação olfativa, o local é revestido com materiais naturais, e conta com redes, bancos e almofadas que provocam dinâmicas e atendem a diferentes necessidades.

Em parceria com o Museu de Imagens do Inconsciente, a exposição faz uma homenagem ao trabalho iniciado pela Dra. Nise da Silveira, que entende a arte como reveladora das riquezas do inconsciente e como uma potente contribuição na luta contra os estigmas associados aos portadores de transtornos psíquicos. Um conjunto de 18 obras de artistas emblemáticos que passaram pela instituição, como Adelina Gomes, Carlos Pertuis, Emygio de Barros e Fernando Diniz, serão exibidas para representar o que podemos acessar através dos sonhos.

Na seção interativa O Sono é a Cama do Sonho pode-se experimentar o ciclo do sono – o que acontece conosco em cada uma de suas fases por meio de jogos, instalações e um painel gráfico. Já no último setor, Utopias, obras interativas se utilizam de recursos como inteligência artificial generativa e produção de vídeos e, encerrando o percurso, o visitante é convidado à imersão na Galeria de sonhos e de grandes sonhadores, uma homenagem a sonhadores de nossa história, como Bertha Lutz, Cacique Raoni, Chico Mendes, Darcy Ribeiro, Dona Ivone Lara, Lélia Gonzalez, Lynn Margulis, Martin Luther King, Nise da Silveira, Paulo Freire, Pepe Mujica e Yoko Ono.
“O Museu do Amanhã completa agora nove anos e é bastante emblemático começar as celebrações e a contagem regressiva para os dez anos com uma exposição que fala de sonhos. Só estamos aqui hoje porque partimos de uma primeira fagulha, que foi o sonhar. Antes do Museu existir, houve o sonho, e ainda não há como pensarmos no amanhã de outra maneira senão essa”, celebra Cristiano Vasconcelos, novo diretor-executivo do Museu do Amanhã.

Os ingressos estão disponíveis no local e no site oficial do Museu do Amanhã, que funciona de terça a domingo, das 10 às 18h, com última entrada para visitação às 17h. Às terças-feiras, a entrada é gratuita para todos os visitantes.

Sobre Sidarta Ribeiro | Sidarta Tollendal Ribeiro é sonhador, capoeirista, pai do Ernesto e do Sergio, e companheiro da Luiza. É professor titular e um dos fundadores do Instituto do Cérebro da UFRN, e pesquisador do CEE-Fiocruz. É autor de mais de 100 artigos científicos e de 6 livros, entre eles o mais recente ‘As Flores do Bem’ (Fósforo). Atualmente é colunista de Sumaúma – Jornalismo do Centro do Mundo.

Sobre o Museu do Amanhã | O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — IDG. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu conta com o Banco Santander Brasil como patrocinador master, a Shell, Grupo CCR e Instituto Cultural Vale como mantenedores e uma ampla rede de patrocinadores que inclui ArcelorMittal, Engie, IBM, Volvo e TAG. Tendo a Globo como parceiro estratégico e Copatrocínio da B3, Mercado Livre e Águas do Rio, conta ainda com apoio de Bloomberg, Colgate, EMS, EGTC, EY, Granado, Rede D’Or, Caterpillar, TechnipFMC e White Martins. Além da DataPrev, Fitch Ratings e SBM OffShore apoiando em projetos com a Lei de Incentivo Municipal, conta com os parceiros de mídia Amil Paradiso, Rádio Mix, Revista Piauí, Canal Curta ON e Assessoria Jurídica feita pela Luz e Ferreira Advogados.

Sobre o IDG | O IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização social sem fins lucrativos especializada em conceber, implantar e gerir centros culturais públicos e programas ambientais. Atua também em consultorias para empresas privadas e na execução, desenvolvimento e implementação de projetos culturais e ambientais. Responde atualmente pela gestão do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Paço do Frevo, em Recife, e Museu das Favelas, em São Paulo. Atuou ainda na implantação e na gestão do Museu do Jardim Botânico do Rio de Janeiro como gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica e como realizador das ações de conservação e consolidação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Também foi responsável pela concepção e implementação do projeto museológico do Memorial do Holocausto, inaugurado em 2022 no Rio de Janeiro. Saiba mais no link.

(Com Luisa Mattos/Assessoria de Imprensa Museu do Amanhã)

Livros: ‘Primórdios da instrução pública no Brasil: o caso de Indaiatuba (1854–1930)

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Capa do livro.

O Teatro Antonio Carlos Boldori do Colégio Objetivo Indaiatuba recebeu no último dia 11 de dezembro o lançamento do livro ‘Primórdios da Educação Pública no Brasil: O Caso de Indaiatuba (1854–1930)’, da historiadora e pesquisadora Silvane Leite Poltronieri publicado pela Editora CRV.

O livro começou a ser estruturado com a participação da autora no projeto denominado ‘Potencialização da Autonomia da Gestão Escolar Municipal de Indaiatuba’, subprojeto 4, denominado ‘Sistematização dos dados históricos sobre a rede municipal de ensino de Indaiatuba’, onde as fontes existentes no Arquivo Público Municipal de Indaiatuba foram sistematizadas com o objetivo de se conhecer, pela história, o processo de estruturação da escola Pública em Indaiatuba (SP), além de refletir parte da sua trajetória profissional na Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, que permitiu a ela ter, como historiadora e arquivista, acesso e oportunidade de organizar, a partir de 1994, diversas fontes sobre a história de Indaiatuba e, ao longo desse processo, perceber a carência de produções acadêmicas voltadas para a história do município.

A pesquisa visou, a partir dessas fontes, investigar a estruturação da instrução Pública em Indaiatuba, no período de 1854 a 1930, destacando nesse processo a implantação, em 1895, de um Grupo Escolar na cidade após inúmeros discursos em defesa da escola Pública, bem como verificar as causas da dissolução do referido Grupo em 1897. No entanto, a pesquisa avança até 1930 – delimitando-se com o caráter político, uma vez que o período histórico denominado República Velha se encerra com a Revolução de 1930 e a ascensão de novos grupos econômicos ao poder. Portanto, desejou-se demonstrar o esforço de renovação educacional realizado em Indaiatuba, seguindo os moldes legais do Estado de São Paulo, com o objetivo de se criar uma estrutura de ensino público capaz de atender às aspirações da República procurando contribuir para a escrita da história da educação brasileira.

O livro está estruturado em três capítulos. No primeiro capítulo, intitulado Contexto histórico de lndaiatuba, foi necessário explicitar a estruturação da cidade desde a formação do povoado de Cocais, a constituição da Freguesia, em 1830, a elevação à categoria de Vila, em 1859 – o que trouxe emancipação política e administrativa –, até 1930, quando os rumos políticos do Brasil, com o final da República Velha, tomam direção diferente, refletindo na política local. Neste capítulo, é dado destaque para o jogo político local, a economia e a organização social. De acordo com Ribeiro (2001), “para a compreensão do fenômeno social organização escolar brasileira, faz-se necessário ter uma visão do contexto social – sociedade brasileira – do qual é parte e com o qual estabelece uma relação permanente”. A proximidade geográfica e os vínculos culturais e administrativos com as cidades de Itu e Campinas também foram evidenciados dentro do contexto histórico local.

No segundo capítulo, intitulado Políticas educacionais para a instrução pública, a autora analisa a legislação (federal, estadual e municipal) e as políticas educacionais do período abordado. O objetivo deste capítulo firmou-se na verificação dos discursos e das práticas dos políticos Republicanos em prol da escolarização. Sabedores de que “e pela lei que se pretende elevar o país ao nível do século. lsto é, enquadrá-lo nos padrões da ‘nação fonte de civilização’” e, ainda, “… é pela lei que a renovação tentará se impor, quando as correntes renovadoras possuem poder político para dominar os corpos legislativos”. (REIS FILHO, 1998, introdução.)

No terceiro capítulo, A instrução pública em lndaiatuba, a autora procura demonstrar, por meio da análise dos documentos, as origens e as formas de organização, a estruturação e o desenvolvimento da Instrução Pública em Indaiatuba dentro do período abordado, demonstrando como a cidade foi se articulando ao ideário republicano no anseio pela implantação de ‘um local de excelência’ – “com número reduzido de alunos, boa organização, um só período de trabalhos escolares, professores com formação elevada e abrigados em bons prédios” (ANTUNHA: 1976) – ora agrupando as ‘classes’ em Grupo Escolar, ora separando-as em decorrência de embates políticos, até a efetiva implantação do Grupo Escolar, em 1911. Finalmente, são analisados os avanços e retrocessos da Educação, até o início da década de 1930. Assim, a diversas formas de assimilação e absorção do ideário republicano de Instrução Pública pelos detentores do poder local foram contempladas de maneira relevante, uma vez que nortearam o trabalho de pesquisa, levando em consideração “… o movimento da escola que ocorre no interior do movimento da cidade, ressaltando o duplo movimento de produção da escola que produz também a sociedade” (SOUZA, FARIA FILHO: 2006, p. 25).

“A interlocução que Silvane fez entre a História de Indaiatuba e a História da Educação em Indaiatuba no período recortado produziu não apenas este presente livro, mas organizou uma incontável quantidade de fontes primárias que ela encontrou, limpou, atribuiu valor, interpretou e – ainda mais admirável – estabeleceu relações contando uma história, parte por parte, sequência por sequência, retirando de fragmentos desconectados toda uma associação entre relações de trabalho, de poder e de cultura em uma Indaiatuba até então totalmente desconhecida, não-narrada e, por isso tudo, inexistente. Silvane foi a primeira historiadora de nossa cidade a fazer nascer uma história oficial de nossa comunidade dentro de uma universidade. Por esse pioneirismo, não apenas nós, historiadores e pesquisadores de várias áreas, temos de ser gratos a ela, mas toda a população de Indaiatuba, uma vez que ‘a história é o privilégio que é necessário recordar para não esquecer a si próprio’ o que nos leva a concluir que a nossa cidade passou a existir em maior grandeza com o trabalho dela, e para sempre”, afirma a também historiadora Eliana Belo Silva, autora do blog História de Indaiatuba.

Foto: Reprodução/blog História de Indaiatuba.

Sobre a autora | Silvane Leite Poltronieri é historiadora, pedagoga, especialista em Coordenação Pedagógica e Mestre em História da Educação. Para mais informações, https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/39000-primordios-da-instrucao-publica-no-brasil-o-caso-de-indaiatuba-1854-1930.

(Com Silvana Leite Poltronieri)