Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Antônima Cia de Dança estreia espetáculo literomusical ‘Peixe que é planta é pássaro’ no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, por Kleber Patricio

Uma escritora, quatro bailarinas e um quarteto de músicos. Essa é a composição da cozinha que traz para o Sesc Avenida Paulista a estreia de ‘Peixe que é planta é pássaro’, espetáculo da Antônima Cia de Dança, nos dias 5 e 6 de dezembro, quinta e sexta, às 19h30.

‘Peixe que é planta é pássaro’ não é um espetáculo de dança, não é uma leitura de poemas, não é um concerto, mas é composto de tudo isso. A Antônima Cia de Dança selecionou 16 poemas do livro Veludo Rouco, da escritora, artista visual, compositora fluminense Bruna Beber, e criou para cada um uma cena.

Foto: Ian Maenfeld.

Nas apresentações, Bruna lerá seus poemas e os músicos Bernardo Pacheco, Ritamaria, Flavio Lazarin e Ivan Vilela criarão a trilha sonora. Tudo acontece ao vivo e as linguagens vão se sobrepondo, contrapondo, complementando e se transformando.

Ficha Técnica

Idealização: Cotiara Produtora e Antônima Cia de Dança | Direção: Adriana Nunes | Poeta: Bruna Beber | Bailarinas: Adriana Nunes, Anna Luiza Marques, Isadora Prata e Naíra Gascon | Músicos: Bernardo Pacheco (processamento sonoro e guitarra), Ritamaria (voz), Flavio Lazzarin (bateria eletrificada) e Ivan Vilela (viola de 10 cordas) | Figurino: Anna Luiza Marques | Desenho e operação de luz: Lúcia Galvão | Técnico de som: Adriano Almeida | Produção executiva: Ana Elisa Mello e Samya Enes (Cotiara Produtora) | Direção de Produção: Cotiara Produtora.

Sobre os artistas

Antônia Cia de Dança é atualmente formada por Adriana Nunes (diretora e intérprete criadora), Anna Luiza Marques, Isadora Prata e Naíra Gascon (intérpretes criadoras). Ela foi fundada em 2011 e fez sua estreia em 2013, com História das demolições, espetáculo que deu origem à Trilogia do Inevitável – fundamentada na investigação acerca dos possíveis diálogos entre a dança e a literatura. Em 2020, já no contexto da pandemia, dedicou-se, como tantos outros grupos e artistas, ao trabalho de transformar em palco as inevitáveis plataformas virtuais.

Bruna Beber nasceu em 1984 na cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Em 2007 mudou-se para São Paulo, onde vive desde então. É autora dos livros de poemas A fila sem fim dos demônios descontentes (7Letras, 2006), Balés (Língua Geral, 2009), Rapapés & apupos (7Letras, 2012), Rua da Padaria (Record, 2013) e Ladainha (Record, 2017), além do infantil Zebrosinha (Galerinha, 2013) e de Uma encarnação encarnada em mim: cosmogonias encruzilhadas em Stella do Patrocínio (José Olympio, 2022). Veludo rouco (Companhia das Letras, 2023) é seu mais recente lançamento.

Bernardo Pacheco é músico, artista sonoro e técnico de som, e movimenta intensamente o cenário de música experimental de São Paulo tanto se apresentando, normalmente em improvisações, quanto organizando e promovendo eventos que buscam reunir formações inéditas e muitas vezes multidisciplinares misturando música, palavra, dança e artes visuais. Uma das suas principais formas de atuação musical tem sido processar ao vivo o som das pessoas com quem está tocando, criando novas camadas e materiais sonoros a partir desse material.

Flávio Lazzarin atua na cena musical paulista desde 2002. O baterista mantém vários projetos autorais que vão desde a linguagem jazzística e de improvisação, a precisão da linguagem eletrônica/acústica e intensidade do rock. Baterista da banda Projetonave desde 2002, gravou 5 álbuns, uma série de compactos entitulada NasBase, recebendo convidados da cena hip-hop brasileira como Emicida, GOG e Sombra SNJ, entre outros.

Ritamaria é cantora, educadora musical, pesquisadora, artista transdisciplinar. Desenvolve trabalho ligado ao corpo-voz-escuta, processos criativos e decolonialidade. Formada em educação musical pela Universidade de São Paulo; Mestranda do programa de mestrado profissional da Unirio (Proemus). Membro do Foro Latinoamericano de Educadores Musicais (Fladem) desde 2013. Circula desde 2014 pela América Latina compartilhando cursos, oficinas e concertos interativos.
Ivan Vilela é músico, pesquisador e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Com seus trabalhos musicais foi indicado a importantes prêmios da música brasileira. Possui 20 discos gravados. Com seu instrumento, a viola, atua como solista e junto a grupos no Brasil e no exterior.

Serviço:

Peixe que é planta é pássaro com Antônima Cia de Dança
Dias 5 e 6 de dezembro de 2024 | quinta e sexta, às 19h30
Onde: Térreo
Duração: 60 minutos
16 anos
Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (Meia) e R$15 (Credencial plena) – venda de ingressos online e nas bilheterias das unidades a partir de 27/11, às 17h

SESC AVENIDA PAULISTA

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo
Fone: (11) 3170-0800
Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m
Horário de funcionamento da unidade: terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, das 10h às 19h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

CAIXA Cultural São Paulo recebe exposição do artista visual Jeff Alan

São Paulo, por Kleber Patricio

Jeff Alan. Foto: Shilton Araújo.

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, a partir do dia 6 de dezembro (sexta-feira), às 11h, a exposição individual ‘Comigo Ninguém Pode – A Pintura de Jeff Alan’, que exibe as feições, texturas e tons retintos de personagens reais da periferia do Recife, representados em 40 obras do artista visual pernambucano. O projeto tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

Com curadoria do antropólogo Bruno Albertim e realização da Fervo Projetos Culturais, a mostra tem entrada gratuita e fica em cartaz até 9 de fevereiro de 2025. No dia 6 de dezembro às 11h o artista participará do evento de abertura da exposição, além de promover visitas mediadas nos dias 14 de dezembro e 18 de janeiro de 2025 às 11h e uma oficina no dia 17 de janeiro de 2025 às 14h.

Com pinturas expostas na França e na Inglaterra e uma residência artística em Portugal, Jeff Alan é reconhecido por sua abordagem inovadora ao trabalhar com luz e sombra e possui vasta experiência no desenvolvimento de retratos que exploram a profundidade e o realismo das formas humanas. Comigo ninguém pode, sua mais nova exposição individual, estreou em Olinda e já passou por Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza, com um público de mais de 100 mil pessoas.

Daltônico, Jeff pinta desde a infância, motivado por sua mãe, Lucilene Mendes. Começou nas ruas, tendo como suporte os grafites. “Eu costumava pintar em preto e branco, passei a inserir as cores no meu trabalho um pouco antes da pandemia, aí na série Olhar Para Dentro comecei a fazer vídeos e fotos das pessoas pretas que depois se transformaram nas pinturas”, conta ele.

Seu trabalho figurativo, de dimensões diversas, em acrílica sobre tela e desenho sobre papel, dá visibilidade às histórias e rostos dos moradores de sua comunidade no bairro do Barro, zona oeste da cidade do Recife. Personagens negros reais, de seu convívio, que são fotografados e depois pintados em cores saturadas e contrastadas.

Serviço:

[Artes visuais] Exposição Comigo Ninguém Pode – A pintura de Jeff Alan

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP (próxima à estação Sé do Metrô)

Datas: De 6 de dezembro de 2024 a 9 de fevereiro de 2025

Horário de visitação: De terça a domingo, das 9h às 18h

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Entrada franca

Acesso a pessoas com deficiência

Informações: (11) 3321-4400 | Site da CAIXA Cultural.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Em comemoração aos 20 anos do Centro Cultural Casarão, Casaré tem edição especial

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

Para comemorar os 20 anos do Centro Cultural Casarão, acontecerá neste sábado, 7 de dezembro, às 19h, edição especial do Casaré. O evento tem classificação etária livre e os ingressos são distribuídos uma hora antes da sessão. Cada pessoa pode retirar um ingresso.

O Casaré é um show de variedades com números de circo, dança, música e teatro. Caixeiras, samba de roda, danças excêntricas, palhaçaria, acrobacias mão-a-mão, acrobacias aéreas, dança flamenco, drag show, quick-change e bambolê são algumas das modalidades apresentadas durante o espetáculo.

A circulação do Casaré faz parte de projeto contemplado pelo Edital de Fomento nº 01/2023 – Lei Paulo Gustavo – Coletivos ou Grupos. Uma realização do Ministério da Cultura, Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas e Coletivo Casarão.

Serviço:

Casaré – edição 20 anos do Casarão

Data: 7/12 | Horário: 19h

Local: Centro Cultural Casarão

Endereço: R. Aracy de Almeida Câmara, 291 – Barão Geraldo – Campinas, SP

Retirada de ingressos gratuitos uma hora antes do evento.

(Com Maria Finetto/Prefeitura de Campinas)

Japan House recebe exposição ‘Princípios japoneses: design e recursos’

São Paulo, por Kleber Patricio

Exposição Princípios Japoneses: Design e Recursos. Fotos: Luciana Izuka.

Diversas e inusitadas soluções de design e processamento sustentável de recursos naturais ganham destaque na exposição inédita Princípios japoneses: design e recursos, que ocupa o andar térreo da Japan House São Paulo desde ontem, 3 de dezembro. A mostra, que segue em cartaz até 4 de maio de 2025 com entrada gratuita, reúne 16 projetos de 14 criadores que apostam em formas de aproveitamento máximo e minimização de desperdícios dos recursos e materiais, além de iniciativas para valorização de recursos e técnicas tradicionais japonesas. Com muitas possibilidades, a exposição apresenta iniciativas em áreas como arquitetura, design, artesanato tradicional, têxteis, itens de esporte e instrumentos musicais.

Alinhada com urgências de um mundo preocupado com as mudanças climáticas e muito mais consciente, a exposição surge a partir de um princípio milenar japonês, como comenta Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo e curadora da exposição. A inspiração para a mostra nasceu da longa tradição do ‘não desperdício’, parte da filosofia japonesa mottainai – junção do vocábulo de origem budista ‘mottai’, que se refere à essência das coisas, com a partícula ‘nai’, que indica negação na língua japonesa. “Os japoneses costumam empregar essa expressão quando algo ainda pode ser aproveitado de alguma maneira, mas esse conceito se estende para além do desperdício material, já que é considerado por muitos uma prática cultural e um estilo de vida, que preza por um melhor uso dos recursos disponíveis, inclusive do tempo, além de um grande cuidado com relacionamentos interpessoais e com a natureza. O objetivo da exposição, ao apresentar essas iniciativas do Japão, é inspirar os brasileiros com soluções criativas e grandes inovações tecnológicas, que são guiadas por essa consciência da relação com a natureza. Ao mesmo tempo que trazemos exemplos de ponta, evidenciamos que essa preocupação está enraizada no Japão há muito tempo, como algumas peças especiais que fazem uso de técnicas milenares, caso do bashōfu, do aizomê e do kaibuki, presentes na mostra lado a lado de projetos novos e revolucionários”.

Princípios japoneses: design e recursos traz três perspectivas: ‘Formas de eliminar o desperdício’, ‘Aproveitamento máximo dos recursos’ e ‘Recuperação por meio do design’.

O arroz, base da alimentação japonesa, marca presença nos projetos selecionados pela curadoria. O artesão Ikuya Sagara, por exemplo, utiliza a palha desse grão para a construção de telhados, em técnica milenar japonesa chamada kayabuki. Especialmente para a exposição na JHSP, Sagara construiu uma obra inédita com as mesmas técnicas, mas a partir de outra planta, o junco – cultivado por muitas famílias de origem japonesa na cidade de Registro, em São Paulo, deixando a possibilidade de novos ciclos de uso desse recurso após o encerramento da exposição.

TYPE – I MM Project de A-POC ABLE Issey Miyake, apresenta tecidos que utilizam o Triporous™, material desenvolvido pelo Grupo Sony que tem como matéria prima a casca de arroz gerada durante o debulhamento do grão. As propriedades do material foram aproveitadas para tingimento em uma tonalidade especial de preto, além da adição da técnica única da marca chamada Steam Stretch, que confere ao tecido plissado mais movimento e leveza.

Por sua vez, o designer Kosuke Araki criou banquetas feitas de arroz, serragem e juta, chamadas ‘RRR’, sigla para Rice-Reinforced Roll (ou rolo de arroz reforçado, em tradução livre). Também serão expostos outros projetos do designer: Agar Plasticity, que explora a estrutura porosa, macia e leve do ágar-ágar (gelatina vegetal feita a base de algas marinhas) como uma alternativa aos plásticos sintéticos usados em embalagens de proteção; e Anima, louças desenvolvidas a partir de restos de alimentos desidratados combinados com urushi, a laca japonesa, tornando os utensílios impermeáveis e duráveis.

Em uma outra proposta, as louças descartáveis da Wasara são produzidas a partir do reaproveitamento de bambu e do bagaço da cana-de-açúcar. Como as peças são compostáveis e sem o revestimento plástico, não agridem o meio ambiente, tendo um ciclo de vida completo, que retorna à natureza.

Outro alimento cuja fibra ganha novos usos a partir do olhar japonês é a banana. Uma técnica tradicional da região de Okinawa, produzida exclusivamente em Kijoka, no vilarejo de Ogimi, conhecida como Bashōfu, transforma a fibra vegetal em tecidos leves. Na exposição, o público poderá ver de perto um quimono, cujo corte é pensado para ter o mínimo desperdício de tecidos durante sua confecção, feito a partir dessa técnica.

Ainda no ramo têxtil, os artesãos e tintureiros de índigo da Buaisou apresentam seu trabalho de aizomê, uma técnica milenar de tingimento vegetal. Seus artesãos criaram 100 tonalidades de azul a partir da planta índigo em uma produção sustentável, cuja solução de corante utilizada no tingimento é reutilizada como adubo para a própria plantação.

A marca de bolsas Porter junto com a Toray Industries Inc., desenvolveu o primeiro náilon 100% vegetal no mundo, feito a partir de mamona e milho. A marca renovou modelos de sua linha mais icônica, chamada TANKER, utilizando esse material inovador.

Propondo novas maneiras de criar peças de mobiliário mais ecológicas, Princípios japoneses: design e recursos apresenta a Cabbage Chair (ou cadeira repolho, em tradução livre) criada pelo estúdio de design Nendo. Ela é produzida a partir do descarte do papel utilizado para a produção do tecido plissado que caracteriza a marca Issey Miyake.

Outro exemplo é o do arquiteto Shigeru Ban, com projetos de que utilizam tubos de papel para criar desde móveis, até estruturas maiores como casas. Na exposição, o público poderá ver CARTA bench, um banco sem encosto feito com tubos de papelão que pode ser perfeitamente utilizado em instalações públicas.

Já o projeto My football kit, realizado pela empresa Molten em parceria com o estúdio de design Nendo, busca popularizar o futebol entre as crianças e possibilitar o acesso ao esporte mesmo em regiões em que não é tão praticado. Em vez de uma bola convencional inflável de materiais plásticos e borracha, a proposta é uma estrutura de encaixes, feita com resina sintética à base de polipropileno reciclado e elastano, reaproveitando recursos que seriam descartados.

A reciclagem também é o ponto de partida do Shellmet, um capacete feito a partir dos resíduos de conchas marinhas gerados na produção de vieiras de Hokkaido. Pensando em soluções para o problema da contaminação do solo por esses resíduos, foi desenvolvido um novo material a partir dessas conchas, denominado ‘shellstic’, que combina o carbonato de cálcio extraído das conchas com plásticos reciclados.

No Japão, como uma forma de reuso de materiais que poderiam virar lixo, também existe uma tecnologia para produzir materiais de construção resistentes a partir de restos de comida. A Fabula, startup criada por pesquisadores da Universidade de Tóquio, vem trabalhando para a implementação social dessa tecnologia, que consiste em desidratar os alimentos, transformá-los em pó e modelá-los através da compressão térmica. A técnica gera materiais de diferentes resistências, texturas e aromas, que podem ser usados para inúmeros fins, dando aos resíduos novos propósitos e ciclos de vida.

Um dos materiais mais explorados pela humanidade, a madeira, também ganha um espaço dedicado na exposição a partir da visão de dois criadores de diferentes áreas. O artesão Takuya Tsutsumi e o shaper Rodrigo Matsuda desenvolvem pranchas de surf e skates a partir da madeira de árvores que tiveram suas cascas danificadas por ursos, perdendo seu valor original e sendo vendidas a preços baixos ou até descartadas. As pranchas de surfe e de skate que serão expostas na JHSP são revestidas com urushi, laca japonesa extraída a partir da árvore homônima, para torná-las hidrofóbicas e impermeáveis. Ao combinar o urushi e madeira kumahagi (madeiras danificadas por ursos), o produto traz reflexões sobre os ciclos que envolvem a natureza, os animais e as atividades humanas.

Por fim, as características marcantes dos troncos com a madeira mosqueados da árvore Mpingo ganham destaque no clarinete da série Designed by Nature Clarinet, da Yamaha. O modelo Kintsugi exibido na JHSP é um exemplar da utilização de madeiras que não seriam aproveitadas para a produção tradicional de diversos instrumentos musicais. A partir do kintsugi, técnica que originalmente aplica pó de ouro para colar ou consertar cerâmicas, essa madeira não apenas dá a cada clarinete uma aparência única, mas também um som particular.

Para ressaltar a lógica da mostra, a JHSP convidou o escritório de arquitetura Raddar, dirigido pela arquiteta Sol Camacho, para assinar a expografia, incorporando o espírito da sustentabilidade no mobiliário e cenografia, que serão revestidos com papel moeda reciclado, feito no Brasil. Ao longo de todo o período expositivo, a JHSP ainda promoverá palestras, seminários, artigos e oficinas, convidando os participantes a explorar temas ligados à sustentabilidade, reuso de materiais e propostas alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, assim como os projetos apresentados em Princípios japoneses: design e recursos.

Serviço:
Exposição Princípios japoneses: design e recursos
Período: 3 de dezembro de 2024 a 4 de maio de 2025
Local: Japan House São Paulo, andar térreo – Av. Paulista, 52 – São Paulo/SP
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Entrada gratuita – reservas online antecipadas (opcionais) no site.

(Com Raisa Scandoveri/Suporte Comunicação)

Campanha ‘Anjo Noel’ presenteia crianças com deficiência visual com 150 kits de Natal

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Reprodução/Divulgação/Website Laramara.

A Laramara, associação brasileira de assistência à pessoa com deficiência visual, lança sua tradicional ação solidária Anjo Noel para um fim de ano mais inclusivo e especial. A meta deste ano é arrecadar R$150.000 para beneficiar crianças, jovens, adultos e idosos atendidos pela instituição.

Para contribuir, acesse o site https://laramara.org.br/campanha-anjo-noel/ ou entre em contato por e-mail (informe@laramara.org.br) ou WhatsApp (11 4637-0150). Doações podem ser feitas via boleto, cartão de crédito, transferência bancária ou Pix. É possível apadrinhar uma criança doando um kit completo.

Com um custo estimado de R$450 por kit, a Laramara planeja entregar 150 kits de fim de ano para crianças. Cada kit inclui uma troca de roupa, um brinquedo inclusivo que promove o desenvolvimento, um kit de higiene, um panetone e uma caixa de bombom. Além disso, 200 panetones serão entregues a jovens, adultos e idosos e 57 famílias em situação de vulnerabilidade receberão cestas, que muitas vezes são o único presente desta época.

Mara Siaulys, diretora-presidente da Laramara, comenta sobre a importância desta ação: “Esta época do ano brilha em cada luz, propaganda e enfeite que simbolizam o espírito natalino. Para as crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência visual, essas festividades são vividas de outras maneiras. Com o toque e a audiodescrição, cuidamos com criatividade e carinho para que possam reconhecer uma árvore de Natal, um boneco de neve, estrelas e outros enfeites. Assim, eles sentem a magia que o mundo inteiro celebra. Nosso compromisso com a diversidade e inclusão social está em cada detalhe da campanha. Queremos espalhar felicidade, carinho e amor, especialmente em um ano tão desafiador para as famílias atendidas”.

Sobre a Laramara 

A Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) promove o desenvolvimento integral de pessoas com deficiência visual por meio de atendimento direto. Ao longo de sua atuação, a associação já auxiliou mais de 12.000 famílias por meio de seus programas, capacitações externas e doações, realizando, em média, 3.500 atendimentos mensais.

Motivados pela experiência educacional junto à sua filha mais nova, que ficou cega devido à retinopatia da prematuridade, o casal Victor e Mara Siaulys fundou a instituição para ser um centro de referência na pesquisa da deficiência visual e para oferecer serviços que atendam à pessoa com deficiência de acordo com o que as mudanças sociais exigem, buscando uma gestão transetorial, compartilhada, coordenada e coerente.

A instituição conta hoje com o trabalho de 107 profissionais e 30 voluntários, ocupa uma área superior a 8.000 m² e beneficia diretamente cerca de 1.200 a 1500 pessoas a cada ano.

Site:  https://laramara.org.br/ | Telefone: (11) 3660-6400.

(Com Bruno Neves/Agência Comunicare)