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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Leo Middea celebra 10 anos de carreira no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Show revisita os cinco álbuns de estúdio do cantor e compositor carioca. Fotos: Divulgação.

No dia 10 de janeiro, o cantor e compositor Leo Middea sobe ao palco do Sesc 24 de Maio para comemorar uma década de música em um show especial. A apresentação reúne canções dos cinco álbuns lançados ao longo de sua trajetória: Dois (2014), A Dança do Mundo (2016), Vicentina (2020), Beleza Isolar (2020) e Gente (2023).

Reconhecido por misturar influências como bossa nova, samba rock, chanson francesa e música portuguesa, Leo cria um estilo único que conquista plateias ao redor do mundo. Em 2024, o artista completou mais de 100 apresentações, com shows na Europa e no Brasil.

Outro marco recente foi sua participação no Festival da Canção de Portugal 2024, onde se tornou o primeiro brasileiro a alcançar a final, conquistando o segundo lugar.

Sobre o artista

Leo Middea é um dos nomes da nova geração da Música Popular Brasileira. Sua estreia aconteceu com o álbum Dois (2014), lançado enquanto vivia em Buenos Aires, e foi marcada por uma turnê de 23 shows na Argentina.

Os discos Vicentina (2020) e Beleza Isolar (2020) foram gravados em Lisboa, fortalecendo sua conexão com a música brasileira em Portugal. Em 2023, Leo participou das celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil e realizou shows em oito países. Seu mais recente trabalho, o álbum Gente (2023), alcançou 1 milhão de streams no primeiro mês após o lançamento. Ouça o álbum: Spotify | DEEZER | Apple Music | YouTube Music

Veja: You Tube.

Serviço:

Leo Middea no Sesc 24 de Maio

Data: 10/1, sexta-feira, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – a 350 metros da estação República do Metro

Classificação: 12 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc)

Duração do show: 90 minutos

Serviço de van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

Acompanhe nas redes: Site | Instagram | Facebook

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

Sesc PR seleciona obras de artes visuais para mostras coletivas em Ponta Grossa

Ponta Grossa, por Kleber Patricio

Toda a extensão da antiga plataforma da Estação Saudade, em Ponta Grossa, hoje parte de uma unidade cultural do Sesc PR, é local de exposições de artes visuais. Para ocupar estes espaços, a instituição abre edital para selecionar obras de artes visuais para mostras coletivas e artistas de todo o Brasil têm até o dia 11 de fevereiro de 2025 para inscrever seus trabalhos no formato bidimensional, de pintura, desenho, gravura, ilustração, fotografia ou colagem.

Cada candidato, maior de 18 anos, pode inscrever e ser selecionado com até três obras. De todos os trabalhos recebidos, o Sesc PR classificará até 28 criações, baseados em criação, relevância artística e no currículo do artista ou do coletivo.

O edital detalha as condições para participação, procedimentos de inscrição e de seleção, comissão de seleção, condições de contratação, direitos autorais e remuneração, entre outros itens.

A divulgação do edital de resultado está prevista para ocorrer a partir do dia 27 de março no site do Sesc PR e o período expositivo terá início em julho do próximo ano. O edital completo está disponível aqui e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail relacionamento.estacaosaudade@sescpr.com.br.

Estação Saudade

Inaugurado em 1899, o prédio da antiga Estação Saudade foi restaurado pelo Sistema Fecomércio Sesc Senac PR e, desde 2019, abriga uma unidade cultural do Sesc PR. À população, é ofertada uma programação cultural variada, com cursos e oficinas voltados à criação e experimentação artística de diferentes técnicas, como pintura, desenho, gravura e fotografia para diversos públicos, desde o infantil até a terceira idade, com o objetivo de desenvolver artistas, produtores e público em geral. A Biblioteca tem um acervo de mais de 800 livros de literatura infantil, brasileira, estrangeira e obras de resgate ao patrimônio cultural. A unidade abriga o Mini Museu Ferroviário Francisco Búrzio, com peças do acervo da Casa da Memória de Ponta Grossa e com doações da comunidade. No local, são ofertados cursos de qualificação profissional na área de gastronomia e hospitalidade e o Café-Escola Estação Saudade, do Senac PR.

Serviço:

Edital de Seleção de Obras de Artes Visuais para Mostras Coletivas

Inscrições: até 11 de fevereiro de 2025

Divulgação dos resultados: a partir de 27 de março de 2025

Edital: https://www.sescpr.com.br/edital/artesesc-edital-de-selecao-de-obras-de-artes-visuais-para-mostras-coletivas-no-sesc-estacao-saudade-2025/

Informações: relacionamento.estacaosaudade@sescpr.com.br.

(Com Silvia Lima/Sesc PR)

Escola da Cidade recebe mostra ‘Pavilhões de Vidro’

São Paulo, por Kleber Patricio

Vista externa do Pavilhão da Alemanha em Bruxelas de Egon Eiermann. 1958. Fotografia de John Donat.

A exposição Pavilhões de Vidro, realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da lei de Incentivo, Lei Rouanet, Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), Cidadania Corporativa e Escola da Cidade com curadoria da arquiteta mexicana radicada em São Paulo Sol Camacho, segue aberta até 28 de março de 2025. A mostra pode ser visitada no horário das 10h às 13h e das 14h às 20h. A mostra está aberta na Escola da Cidade, instituição brasileira que atua na formação de arquitetos e urbanistas há duas décadas.

Entre os 16 pavilhões que compõem a mostra estão objetos autênticos de arte e peças históricas que datam de 1851 a 2023, como a maquete de Dan Graham para um pavilhão de vidro, jornais originais e fac-símiles dos desenhos originais de 1851 do Crystal Palace de Joseph Paxton, o pavilhão de Lucio Costa e Oscar Niemeyer para Feira Mundial de Nova York de 1939, modelos de blocos de vidro prismático utilizados no interior do pavilhão de Bruno Taut e cartões postais das Exposições Universais de 1937 e 1970, além de fotografias, desenhos e materiais audiovisuais.

Visitantes entrando no Pavilhão do Canadá em Osaka de Arthur Erickson. 1970. Fotografo não identificado.

Além da mostra, a pesquisa coordenada por Sol Camacho inclui o livro ‘Pavilhões de Vidro: uma Tipologia de Vanguarda’, uma compilação detalhada de 36 projetos cuidadosamente selecionados, com imagens coletadas em mais de 50 acervos de 18 países. O livro oferece uma compilação detalhada de 36 projetos cuidadosamente selecionados, destacando o encontro entre pavilhões pioneiros, de 1851 a 2023, e o vidro, material tão essencial para a arquitetura nos últimos dois séculos. Entre os destaques, estão o Crystal Palace (1851), de Joseph Paxton, o pavilhão de Lucio Costa e Oscar Niemeyer para Feira Mundial de Nova York de 1939, primeiro projeto com uma cortina de vidro, Pavilhão da Alemanha em Barcelona (1929), por Mies van der Rohe, e os menos conhecidos Memorial de Tomáš Baťa (1933) ou o pavilhão não construído de Pedro Paulo de Melo Saraiva para a Expo Sevilha ’92, além de dos projetos dos  brasileiros Joaquin Guedes, com o pavilhão do Jardim Botânico (1996) e o pavilhão dos Irmãos Roberto(1954) entre outros de grande interesse na histórico do desenvolvimento do vidro como material do nosso tempo.

Um livro rico em imagens – pesquisadas em mais de 50 acervos de 18 países – que decanta muito dos termos pelos quais percorremos a história da arquitetura na vida urbana, deseja ser guia de referência a quem busca inspiração sobre a utilização deste importante material para as construções modernas, sejam arquitetos, estudantes, entidades públicas, privadas ou o público em geral.

Ficha técnica:

Formato Aberto 280x190mm

Formato Fechado 140×190 mm

Número de páginas: 320

Editora: RADDAR + Arquine

Organizadora / Curadora: Sol Camacho

Concepção e Pesquisa: RADDAR (Direção Sol Camacho, Equipe:  Thamires Garcia, Julio Lamparelli, Roberta Pedrosa, Gabriel Souza, Pietro Tripodi)

EQUIPE EDITORIAL – RADDAR

Coordenação Geral: Sol Camacho

Coordenação Executiva: Eric Ennser

Coordenação Editorial: Thamires Garcia

Coordenação da Pesquisa Histórica: Pietro Tripodi

Pesquisa Iconográfica e Licenciamento: Thamires Garcia e Roberta Pedrosa

Pesquisa e Redação: Thamires Garcia, Julio Lamparelli, Roberta Pedrosa, Gabriel Souza, Pietro Tripodi

Preparação da Bibliografia: Julio Lamparelli

Administração: Cristina Souza

Preparação de Textos: Teté Martinho

Revisão: Cristina Fino

Projeto Gráfico: CAMPO (Paula Tinoco e Roderico Souza)

Produção: RADDAR

Tratamento de Imagens e Impressão: IPSIS Gráfica

REALIZAÇÃO – Cidadania Corporativa

Produção Executiva: Luli Hunt

Administrativo Financeiro: Ivete Gomes

Prestação de Contas: Orum Produções

Assessoria Contábil: Jotacont Contabilidade.

Serviço:

Exposição Pavilhões de Vidro

Período: 7/11 a 28/03/25

Horário: Segunda a sexta: 10h às 18h – sábados: 10h às 12h

Local: Escola da Cidade – Rua Gen. Jardim, 65 – Vila Buarque, São Paulo, SP.

(Com Carolina Amoedo/A4&Holofote Comunicação)

Álbum ‘Canções Para Um Novo Mundo’ de Ney Matogrosso e Hecto chega dia 10/1 às plataformas pela Som Livre

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Capa do álbum ‘Canções Para Um Novo Mundo’. Fotos: Marcos Hermes.

Após o lançamento dos singles ‘Teu Sangue’ e ‘Nosso Grito’, Ney Matogrosso e a Hecto anunciam o novo álbum ‘Canções Para Um Novo Mundo’, que chega dia 10 de janeiro em todas as plataformas digitais pela Som Livre. Das nove faixas, seis são inéditas e trazem participações especiais de Frejat, Ana Cañas e Will Calhoun – este último, baterista da aclamada banda de rock americana Living Colour.

A parceria entre Ney e Hecto chega com muita força, com nove composições de Guilherme Gê; algumas delas em parceria com Paulo Sérgio Valle, Mauro Santa Cecilia, Déa Moura e Sérgio Britto (Titãs). São músicas que falam de forma poética do desejo de mudança, de transformação, de pensar em outras formas de viver e amar. Um pensamento para refletir criticamente tudo o que o país e o mundo estão passando. “Todos nós trazemos essa vontade de mudança; a natureza é mudança o tempo inteiro, assim como o universo. Um mundo onde cada um faz sua mudança interna para que o todo também possa mudar. Esse é o ‘novo’ que a gente quer”, define Gê, vocalista da banda. E continua: “Convidar Ney Matogrosso, um dos maiores intérpretes da MPB, pra gravar um álbum e dividir os vocais com ele em todas as faixas, parecia ser impossível, mas trazendo o pensamento de uma canção nossa: ‘o sonho é o que toca a vida no mundo’. O sonho se tornou realidade e a mágica aconteceu nas nove faixas deste álbum com uma conexão muito maior e mais profunda do que eu imaginava. Ney caiu de cabeça no álbum e, claro, o projeto se transformou profundamente; foi o começo de uma grande parceria. Além disso, a generosidade e tranquilidade dele no processo todo é um aprendizado pra qualquer artista.”

A reação do público nas redes sociais serve como um espelho pra nós; nos mostra nuances, características e peculiaridades que não poderíamos perceber de outra forma. Os comentários frequentes sobre a sinergia com o Ney, o astral e a leveza das gravações e até uma certa similaridade física entre nós mencionada pelos internautas são indícios de uma parceria sólida, em que o público percebe com clareza essa conexão.

Álbum, produzido por Guilherme Gê, conta com participação de grandes nomes da música, como Frejat, na faixa ‘Solaris’, Ana Canãs em ‘O Amor Vem Antes De Tudo’ e Will Calhoun, baterista do Living Colour, na música ‘Pátria Gentil’. Destaque também para ‘Monólogo’, um poema de Paulo Sérgio Valle musicado por Gê e Sérgio Britto. “As parcerias não poderiam ser mais perfeitas e exatas para cada música, isso não é nada comum”, ressalta Gê.

Para Ney Matogrosso, a parceria se deu por afinidade, de forma natural. “A decisão de gravar um álbum com a Hecto se deu pelo repertório, que eu gostei muito, além de adorar o rock. As letras são muito contundentes (o que me chamou a atenção), aí eu canto, porque não tenho restrição. E olha, a parceria vocal com o Gê é uma novidade, né? Eu tinha feito isso só com o Pedro Luis, lá atrás (2004). E agora é assim. Pra mim tudo isso é interessante e eu gosto dessas novidades artísticas. Gosto muito do resultado do álbum, muito mesmo”, revela Ney.

A cantora Ana Cañas fala sobre a alegria de fazer parte desse lançamento. “Foi uma grata surpresa descobrir o trabalho da Hecto. As composições do Gê são ótimas e me senti honrada com esse convite, ainda mais ao lado de Ney Matogrosso – que também integra o projeto. Foi um presente maravilhoso, fiquei muito feliz!”.

Frejat comenta sobre o feat: “Desde que ouvi a música ‘Solaris’ eu gostei de tudo. Da letra, da música, dos cantores, Ney tá muito bem, Gê também, e o arranjo tá maravilhoso. Fiquei muito entusiasmado de participar e fiquei muito feliz com o resultado final.”

Faixa a Faixa

Pátria gentil

O álbum abre com ‘Pátria Gentil’ (Guilherme Gê), onde as vozes de Ney e Gê se entrelaçam num rock com letra potente, carregado de ironia com relação as esperas telefônicas e seus menus numéricos:

“Digite 1 para famintos, 2 para sem tetos

3 para mendigos, 4 para analfabetos”

Will Calhoun, baterista do Living Colour, impõe o punch, sempre misturando o rock à elementos dos ritmos africanos, enquanto Gê apresenta uma base sólida de guitarras, baixo elétrico, teclados e samples, trazendo a brasilidade, marca sempre presente nas músicas da Hecto.

Monólogo

Poema de Paulo Sérgio Valle musicado por Gê e Sérgio Britto (integrante dos Titãs). Ney abre novas janelas, novos caminhos de interpretação, como se estivesse encenando uma peça de teatro. A fusão das vozes de Ney e Gê mais uma vez é um ponto alto, marcando o álbum e selando uma forte parceria. Com um arranjo de cordas de Gê gravado por Rafael Dias Belo (violinos e violas) a canção se sobressai pela dramaticidade da melodia e a profundidade da letra. Conduzida pelo piano, violão e ótimos riffs de guitarra, conta ainda com a bateria de Guto Goffi (Barão Vermelho).

Solaris

Letra de Mauro Santa Cecilia musicada por Guilherme Gê. Tem a participação especial de Frejat, esse cantor, compositor, guitarrista icônico, nome definitivo na história do rock no nosso país. A música traz a fusão das 3 vozes de Ney, Gê e Frejat de uma forma muito orgânica. O grave representa a sombra, enquanto que o agudo representa o sol, tudo acontece de acordo com a letra e a melodia, e as interpretações seguem o mesmo caminho.

Frejat começa cantando num registro de voz grave:

“A sombra que não me vê

Manhã cinzenta que vai passar

Quase tudo se aguenta”

Gê entra cantando na região média e acaba na região aguda:

“O sol que agora me vê

Espalha energia

Completa de cor o planeta

Ilumina toda a vida”

Ney canta o refrão, de forma ensolarada, mas sem perder a crítica do poema:

“Sol, tão distante

Fogueira e alimento

Sabe de tudo antes

Até chegar o novo tempo”

O ‘Barão’ Fernando Magalhães imprime o rock num solo de guitarra marcante.

João Viana gravou a bateria com detalhes elegantes e um flerte com o drum n bass, a faixa traz ainda a sonoridade latina do Bandolim gravado por Gê, que também aparece em outras canções do álbum. Solaris é um rock/pop com momentos hispânicos

O Amor Vem Antes de Tudo

A letra com aforismo que nos dá uma pista do conceito de ‘novo mundo’: “o sonho é o que toca a vida no mundo”. Poema musicado que começou a ser escrito em 2003 por Gê e Déa Moura, fala da nossa conturbada realidade, e começa na interpretação certeira de Ney:

“Amanheceu

Na ilusão de acordar

E ver um novo mundo

Aconteceu

Na contramão, bateu sapato

Até dançar no escuro”

Com participação especial de Ana Cañas que solta a voz e se conecta com precisão, a canção ganha novamente 3 vozes que se alternam e fazem a melodia ir mais longe:

“Na estrada do sol

No espaço o amor

Vem antes de tudo”

O sitar, instrumento indiano eternizado por Ravi Shankar e George Harrison ganha a performance de Mario Moura. A bateria de raiz africana, mas que também traz brasilidade, de Will Calhoun (Living Colour) e os diversos instrumentos gravados por Gê deixam evidente a marca da World Music.

Troço

Canção com poema livre, que também aponta para o desejo de um novo mundo.

‘Troço’ ganhou arranjo de cordas e conta com a bateria de Claudio Infante, além dos violões e guitarras de Gê, definindo um ar folk, com ideias rítmicas que lembram o rock progressivo dos anos 70.

Canção Para Um Novo Mundo

‘Canção Para Um Novo Mundo’ é uma balada rock com letra de Mauro Santa Cecilia. Com versos que cabem perfeitamente na voz de Ney e Gê, disparam letra que parece se encaixar na infância/adolescência de qualquer um de nós:

“Diziam pra você não ir adiante

No simples sonho de viver

Diziam muitas coisas que você já sabia

A sombra é incerta proteção

O sol se escondeu na Bahia” 

O refrão chega de surpresa. As vozes, violão aço, guitarras, baixo e teclados, além da bateria de Mario Fabre nos levam a essa viagem, ao novo mundo.

Anonimato

Letra de muitas imagens, que narra a visão de um morador de rua e sua invisibilidade diante da sociedade: Uma das primeiras músicas do álbum a ser gravada em dueto, marca pela conexão e similaridade dos timbres vocais de Ney e Gê. “Anonimato” é um samba disfarçado, (comenta Gê), mas a atitude rock está presente. O arranjo é calcado no piano e acaba levando a canção pra outro lugar. Além dos instrumentos de base, Gê também gravou com uma cadeira de ferro tocada com vassourinha, instrumento customizado presente em outras canções do álbum.

O refrão é direto e sem rodeios:

“Saudade de existir

Saudade”

Videoclipe Teu Sangue

Reforçando a parceria (já antiga) de Ney e Hecto com o artista visual Batman Zavareze, ‘Teu Sangue’ (canção que já foi semifinalista do ISC (International Songwriting Competition – Nashville-EUA em 2001), ganha videoclipe com estreia também no dia 10. A direção artística do videoclipe de Batman Zavareze aponta para a imersão de imagens em projeções mapeadas no rosto e também nos corpos dos dois. Além da participação da vigorosa guitarra de Marcelo Lader, parceiro de Gê na Hecto.

O clipe tem nas cores matrizes principais o vermelho e o azul, representando o sangue e o céu, e uma luz contrastada, saturada e vibrante. “Teu sangue é uma música visceral e com muita personalidade. O clipe é um grito de fúria e amor, das mazelas e das esperanças nesse encontro de talento das vozes de diferentes gerações que se complementam nesse encontro mágico entre Ney Matogrosso e Gê”, define Batman.

A Hecto é formada pelo cantor, produtor e instrumentista Guilherme Gê e o guitarrista Marcelo Lader – uma conexão entre Rio de Janeiro e Santa Catarina. Com nove singles lançados nas plataformas digitais e cinco videoclipes, e participações especiais de Tom Zé, Zeca Baleiro e Sérgio Britto.

FICHA TÉCNICA ‘CANÇÕES PARA UM NOVO MUNDO’

Ney Matogrosso e Hecto

Produção musical – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Produção executiva – João Mario Linhares e Déa Moura

Redes Sociais – Déa Moura

Assessoria de Imprensa – Lupa Comunicação

Foto capa/divulgação – Marcos Hermes

Capa/Design Gráfico – Déa Moura

A&R: João Cantanhede, Alan Lopes, Gregg Bordallo

Gravadora: Som Livre

Pátria Gentil (Guilherme Gê)

Ney Matogrosso – voz

Guilherme Gê – voz, vocais

Will Calhoun – bateria e caxixi

Guilherme Gê – guitarras, baixo elétrico, teclados, programação de bateria, loops e samples

Produção musical e arranjo – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro nos estúdios Visom Digital, Eco Som e Udu Music Rio, por Leo Alcantara e Fabricio Garcia

Bateria gravada no estúdio Jimmo por Zé Nóbrega

Monólogo (Paulo Sérgio Valle/Guilherme Gê/Sérgio Britto)

Ney Matogrosso – voz

Guilherme Gê – voz, vocais

Guto Goffi – bateria e pandeirola

Rafael Dias Bello – violinos e violas

Guilherme Gê – piano, violão aço, guitarras, baixo elétrico, teclados, programação de bateria, percussão, cadeira, loops e samples

Produção musical, arranjo de base e de cordas – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro nos estúdios Visom Digital, Eco Som e Udu Music Rio, por Leo Alcantara e Fabricio Garcia

Solaris (Mauro Santa Cecilia/Guilherme Gê)

Ney Matogrosso – voz, vocais

Guilherme Gê – voz, vocais

Frejat – voz

João Viana – bateria

Guilherme Gê – violão aço, bandolins, guitarras, baixo elétrico, teclados, programação de bateria, loops e samples

Produção musical e arranjo – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro, nos estúdios Visom Digital, Eco Som e Udu Music Rio, por Leo Alcantara e Fabricio Garcia

Voz Frejat gravada no estúdio Dubrou por Rafael Frejat

O Amor Vem Antes de Tudo (Guilherme Gê/Déa Moura)

Ney Matogrosso – voz, vocais

Guilherme Gê – voz, vocais

Ana Cañas – voz, vocais

Will Calhoun – bateria e caxixi

Guilherme Gê – piano, violão aço, bandolins, guitarras, baixo elétrico, teclados, programação de bateria, loops e samples

Produção musical e arranjo – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro, nos estúdios Visom Digital, Eco Som e Udu Music Rio, por Leo Alcantara e Fabricio Garcia

Voz Ana Cañas gravada no estúdio Rootsans por Rodrigo Sanches – SP

Bateria gravada no estúdio Jimmo por Zé Nóbrega – RJ

Troço (Guilherme Gê)

Ney Matogrosso – voz

Guilherme Gê – voz, vocais

Claudio Infante – bateria

Rafael Dias Bello – violinos e violas

Guilherme Gê – violão aço, guitarras, baixo elétrico, teclados, loops e samples

Produção musical, arranjo de base e de cordas – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro nos estúdios Visom Digital, Eco Som e Udu Music Rio, por Leo Alcantara e Fabricio Garcia

Bateria gravada no Bhakti Studio por Claudio Infante

Canção Para Um Novo Mundo (Mauro Santa Cecilia/Guilherme Gê)

Ney Matogrosso – voz

Guilherme Gê – voz, vocais

Fernando Magalhães – guitarra solo

Mario Fabre – bateria

Guilherme Gê – violão aço, guitarras, baixo elétrico, teclados, loops e samples

Produção musical, arranjo – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro, nos estúdios Corredor 5, Eco som e Udu Music Rio, por Renato Alscher e Fabricio Garcia

Bateria gravada no Estúdio 2011 por Mario Fabre – SP

Anonimato (Guilherme Gê)

Ney Matogrosso – voz

Guilherme Gê – voz, vocais

Mario Fabre – bateria

Guilherme Gê – piano, guitarras, órgão, sintetizadores, baixo elétrico, teclados, percussão, cadeira, palmas, loops e samples

Produção musical, arranjo – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado no Rio de Janeiro nos estúdios Casa do Mato, Eco Som e Udu Music Rio, por Erik Valentim e Fabricio Garcia

Bateria gravada no Estúdio 2011 por Mario Fabre – SP

Músicas já lançadas:

Teu Sangue (Guilherme Gê)

Ney Matogrosso – Voz

Guilherme Gê – Voz, vocais, piano, teclados, bandolim, baixo, guitarras e samples

Carlos Malta – Flautas

Mario Fabre – Bateria

Produção musical e arranjo – Guilherme Gê

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Gravado nos estúdios Visom Digital, Eco Som e Udu Music Rio por Leo Alcantara e Fabricio Garcia

Nosso Grito (Guilherme Gê/Déa Moura)

Ney Matogrosso – voz

Guilherme Gê – voz, piano, guitarras, baixo elétrico, teclados e samples

Filipe Moura – sax tenor, trompete e trombone

DJ BeatBox – Beatbox, efeitos

Marcos Suzano – pandeiros e congas

Mario Fabre – bateria

Produção musical e arranjo – Guilherme Gê

Arranjo de metais – Guilherme Gê e Filipe Moura

Mixagem – Walter Costa

Masterização – Ricardo Garcia

Produção executiva – Déa Moura.

‘Canções Para Um Novo Mundo’

Ney Matogrosso e Hecto

Lançamento dia 10/1

Link do Pré-save

Videoclipe Teu Sangue – Direção Batman Zavareze

Hecto nas redes: Instagram | TikTok | Facebook | YouTube | Spotify.
(Com Flavia Motta/Lupa Comunicação)

Sesc Santana recebe premiada companhia carioca Amok Teatro em ‘Furacão’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Sabrina Paz.

Baseado na obra homônima do escritor francês Laurent Gaudé, ‘Furacão’ traz uma personagem da comunidade negra de Nova Orleans face à violência do Katrina, furacão de devastou o sul dos Estados Unidos (2005).  O espetáculo, dirigido por Ana Teixeira e Stephane Brodt, que também assinam a adaptação do texto de Gaudé, e um elenco composto pelas atrizes Sirlea Aleixo e Taty Aleixo e pelos músicos Anderson Ribeiro e Rudá Brauns, estreia em 17 de janeiro no Sesc Santana, em temporada que permanece em cartaz até 16/2, de quinta a sábado, às 20h, domingo e feriados, às 18h.

“‘Furacão’ coloca em cena uma poderosa personagem feminina alertando para a situação dos excluídos diante das catástrofes climáticas que devastam o planeta em uma narrativa que funde a gravidade do trágico com a doçura da fábula, exaltando a beleza comovente daqueles que, apesar de tudo, permanecem de pé”, explica a fundadora do Amok Teatro, Ana Teixeira, que assina a direção e adaptação do texto de Laurent Gaudé, ao lado do parceiro Stephane Brodt.

Foto: Dila Puccini.

Em 2005, quando o Katrina devastou o sul dos EUA, a artista recorda: “assistimos a pessoas brancas dos bairros ricos sendo evacuadas e, as mais pobres, em sua maioria pessoas negras, abandonadas à própria sorte”. Diante de tudo o que tem acontecido com o planeta, afirma: “Precisamos olhar de frente para o problema da emergência climática. Não basta fiscalizar e punir. Precisamos de programas de reflorestamento, de recuperação dos biomas. Estamos assistindo à falência do planeta e parecemos anestesiados. O teatro tem essa capacidade de resgatar nossa humanidade, exercitar a empatia, de não nos deixar esquecer da fragilidade da vida”, complementa.

No coração da tempestade, Joséphine Linc Steelson, “uma velha negra de quase cem anos” enfrenta a fúria da natureza. Uma mulher marcada pela segregação racial. Uma voz que ecoa como um grito na cidade inundada e abandonada à própria sorte. O espetáculo segue a trajetória desta mulher cuja história poderia ser também a história de tantas outras mulheres brasileiras.

Foto: Renato Mangolin.

Com direção musical de Stephane Brodt, as músicas negras estadunidenses (em particular, o blues) são tocadas ao vivo pelos músicos Rudá Brauns e Anderson Ribeiro, acompanhados de Taty Aleixo no vocal. Além de assinarem a criação e produção musical, eles tocam também versões próprias de clássicos como Pussycat Moan, de Katie Webster; O Death, de Ralph Stanley; Hard Times Killing Floor Blues, de Chris Thomas King; e Strange Fruit, de Abel Meeropol.

A ambientação cênica de ‘Furacão’ é inspirada no Preservation Hall Jazz Band, uma pequena casa de jazz em Nova Orleans que apresenta shows intimistas e acústicos da banda com o mesmo nome, local onde a diretora Ana Teixeira esteve repetidas vezes.
‘Furacão’ nasce e se nutre de dois projetos da trajetória recente do Amok Teatro, o ciclo da África com Salina – A Última Vértebra (2015) e Os Cadernos de Kindzu (2018), e o ciclo das mulheres com Jogo de Damas (2019) e Bordados (2023), assim como dialoga com alguns outros grandes problemas do mundo na atualidade. “O teatro como o lugar da experiência do outro”, nos revelam os diretores. ’Furacão’ estreou nacionalmente na noite de 3 de agosto, quinta-feira, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Rio de Janeiro.

Sinopse | Furacão coloca em cena Joséphine Linc Steelson, uma velha de quase cem anos que enfrenta a violência do Katrina, furacão que devastou o sul dos Estados Unidos em 2005. Uma mulher marcada pela segregação racial, cuja voz ecoa como um grito na cidade inundada e abandonada a própria sorte. No espetáculo, teatro e música se unem num ato único, transitando entre contemporaneidade e retorno à ancestralidade para exaltar a beleza daqueles que, apesar de tudo, permanecem de pé.

Amok Teatro: 25 anos de trajetória consistente

Foto: Sabrina Paz.

O Amok Teatro é um grupo fortemente representativo do teatro de pesquisa carioca e vem construindo há 25 anos uma trajetória consistente. Seu trabalho se caracteriza pela dedicação a um processo contínuo de pesquisa sobre a arte do ator e sobre as linguagens da cena. Dirigido por Ana Teixeira e Stephane Brodt, desde sua fundação, em 1998, o grupo tem recebido grande reconhecimento da crítica e do público, diversos prêmios do teatro, sendo considerada uma das companhias de maior prestígio da cena carioca contemporânea e com grande reconhecimento internacional.

Seu propósito norteador de trabalho é pela busca de um rigor formal e por uma intensidade que se afirma no corpo do ator, como sendo o lugar em que o teatro acontece. Cada novo projeto impulsiona o grupo a procurar diferentes caminhos de pesquisa cênica e de treinamento para o ator a partir do diálogo com diferentes tradições e culturas. Os espetáculos do Amok tratam de temas contemporâneos, questões fundamentais de nossa época, sem perder de vista a busca de uma linguagem poética e a afirmação da cena como um espaço cerimonial. Para conhecer mais: https://www.amokteatro.com.br. 

Ficha técnica

Texto: Laurent Gaudé

Direção e adaptação: Ana Teixeira e Stephane Brodt

Elenco: Sirlea Aleixo, Taty Aleixo, Rudá Brauns e Anderson Ribeiro

Direção musical: Stephane Brodt

Criação e produção musical: Rudá Brauns e Aderson Ribeiro

Cenário e figurino: Ana Teixeira e Stephane Brodt

Iluminação: Renato Machado

Fotografia: Sabrina Paz, Renato Mangolin e Dila Puccini

Operador de luz: Maurício Fuziyama

Cenotécnica: Beto de Almeida

Técnico de som: Thiago Sampaio

Designer gráfico: Alex Takahashi

Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro – Ofício das Letras

Direção de produção: Jorge Moreira

Assistente de Produção: Elmar Bradley

Produção São Paulo: ORAPRONOBIS Produções Culturais.

Serviço:

Estreia dia 17/1, às 20h

18.jan a 16.fev | 2025

quinta a sábado, às 20h,

domingo e feriado, às 18h

Sessão extra gratuita para maiores de 60 anos

31.jan | sexta | 15h

Sessões com recursos de acessibilidade

26.jan e 9.fev (domingos)

Sesc Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo, São Paulo, SP

Local: Teatro | 330 lugares | 12 anos

Ingressos: R$60 (inteira), R$30 (meia) R$18 (credencial plena)

Duração: 80 minutos

Acesso para pessoas com deficiência

Estacionamento – R$17,00 a primeira hora e R$4,00 a hora adicional

Desconto para credenciados

Paraciclo: gratuito (obs.: é necessário a utilização travas de seguranças) | 19 vagas

Para mais informações, acesse o portal Sesc SP.

(Com Adriana Monteiro/Ofício das Letras)