Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

CAIXA Cultural São Paulo apresenta espetáculo ‘Eu Amarelo: Carolina Maria de Jesus’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Colateral Comunicação.

A CAIXA Cultural São Paulo recebe a peça ‘Eu Amarelo: Carolina Maria de Jesus’, com a direção de Isaac Bernat. O espetáculo terá sua primeira apresentação no dia 25 de janeiro e seguirá nos dias 26, 30 e 31 de janeiro e nos dias 1 e 2 de fevereiro. Com dramaturgia de Elissandro Aquino, a peça, baseada na obra ‘Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada’, apresenta um retrato contundente sobre a vida de uma das maiores escritoras negras da literatura brasileira do século XX. O projeto conta com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal e tem entrada gratuita.

O espetáculo retrata três momentos significativos da trajetória da escritora: sua vivência na favela que deu origem aos diários, sua ascensão como fenômeno editorial e o período de esquecimento. Quase cinquenta anos após sua morte, o Brasil volta a se debruçar sobre as palavras de Carolina, que um dia afirmou: “ninguém vai apagar as palavras que eu escrevi”.

Protagonizado pela atriz Maiara Carvalho, que ecoa os versos, as histórias, conquistas e sonhos da escritora. O livro Quarto de Despejo serviu de base para a adaptação teatral e evidencia as inquietudes sociais e as experiências emocionais de quem vive na falta, além de apontar a trajetória ímpar da escritora, que deixou mais de 4.500 páginas em seus manuscritos.

Além de Quarto de Despejo, o espetáculo apresenta fragmentos de outras obras da autora, como Diário de Bitita e Casa de Alvenaria, e ainda a pesquisa biográfica e provérbios. As obras da escritora revelam nuances sobre o racismo, a desigualdade social, o feminicídio e o genocídio e só foi redescoberta na década de 1990. No exterior, porém, ela nunca deixou de ser lida e estudada, sobretudo nos Estados Unidos, onde Quarto de Despejo, traduzido como Child of the Dark, é utilizado nas escolas. “As obras de Carolina revelam nuances sobre o racismo, a desigualdade social, o feminicídio e o genocídio. São tantas camadas descortinadas por ela que não resta muito a fazer, a não ser encarar a miséria de um povo e, consequentemente, a nossa. Trazer Carolina à tona é mostrar um Brasil que ainda precisa de ajuda”, destaca o dramaturgo Elissandro de Aquino.

Oficina

O público também poderá participar de uma oficina presencial e gratuita, intitulada “O Olhar do Griot sobre o Ofício do Griot”, ministrada pelo diretor do espetáculo Eu amarelo: Carolina Maria de Jesus, Isaac Bernat, que compartilhará sua vivência com o renomado Griot Sotigui Kouyaté. A atividade acontecerá nos dias 30 e 31 de janeiro, das 9 às 13h, na CAIXA Cultural São Paulo. Serão ofertadas 30 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail viramundo@viramundo.org.

Sessão promocional e com acessibilidade em LIBRAS | A sessão do 31 de janeiro será gratuita e contará com acessibilidade em LIBRAS.

Serviço:

[Espetáculo] Eu amarelo: Carolina Maria de Jesus

Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo

Horários: às 19h

Datas: 25 e 26, 30 e 31 de janeiro e 1 e 2 de fevereiro de 2025

Ingressos: gratuitos – retirada de ingressos com uma hora de antecedência do evento e limitado a um por pessoa

Classificação indicativa: livre

Informações: Fone: (11) 3321-4400/Site CAIXA Cultural/Instagram

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

[Oficina] O olhar do Griot e o ofício do ator

Datas: 30 e 31 de janeiro

Horário: 9h às 13h

Local: Teatro da CAIXA Cultural Fortaleza

Inscrições gratuitas: pelo e-mail viramundo@viramundo.org

Informações: Fone: (11) 3321-4400/ Site CAIXA Cultural/Instagram.​

(Fonte: Assessoria de imprensa CAIXA) 

Margareth Menezes lança novo single ‘Ramalhete de Flor’

Bahia, por Kleber Patricio

Fotos: Lucas Assis.

Uma exaltação à vida, ao movimento, à natureza e à arte – é com essa energia que Margareth Menezes lança ‘Ramalhete de Flor’, novo single de sua autoria que chega ao streaming de música nesta sexta-feira, dia 24 de janeiro. O lançamento abre-alas para diversas ações da artista durante o verão de 2025 que passam por participações, shows, e culminam em diversas apresentações no Carnaval de Salvador.

Composta por Margareth, ‘Ramalhete de Flor’ teve letra escrita ainda no contexto pós-pandemia, inspirada pelo movimento de volta dos artistas aos palcos. “Essa volta dos shows gerou em mim uma reflexão sobre a alegria das pessoas recebendo de volta a música, o canto, a união, a alegria e, claro, a saúde que um show proporciona no povo. Então, essa canção traduz o nosso reencontro com a música na sua forma mais genuína. Com uma saudação à dança, ao movimento, ao sagrado encontro cheio de encanto do povo com nossa música, com a nossa cultura e com a energia do nosso axé”, explica Margareth Menezes. (Ouça aqui)

A música chega às plataformas três anos depois do seu último lançamento, ‘Terra Afefé’, parceria com Carlinhos Brown, lançada em 2022. Nesta saudação à vida, ‘Ramalhete de Flor’ ganha contornos solares, em um arranjo que destaca o Afropop Brasilieiro, gênero que conduz a carreira de Margareth Menezes, com contribuições eletrônicas em House Music, elementos do Afrobeat e claves sonoras do Ijexá, com acústicos percussivos de atabaques, xequerês e agogôs. Na concepção das artes que acompanham a canção, artes em cores vivas e quentes, com referências ao pôr-do-sol e ao verão.

Além da composição, Margareth Menezes assina a produção musical ao lado de Tito Oliveira, também responsável por arranjos, bateria, percussão e mixagem, e de Mano EL Xiri, também arranjo de base, guitarra e teclados. A música conta ainda com Caio Oliveira, nos arranjos, arranjo de base, percussão, beat, mixagem e masterização; Nelmario Marques, no baixo e Pururu, na percussão.
“Nós, os artistas, e suas vozes e canções, somos as flores e o povo escolhe nesse imenso jardim as flores que eles querem compor seus ramalhetes, entre poesia, música, e artes visuais. Cada um cultiva no seu jardim as flores musicais que gosta mais”, completa Margareth sobre o termo que dá nome à música.

Completando 38 anos de carreira em 2025, Margareth Menezes dá início a uma temporada potente de verão com o lançamento de ‘Ramalhete de Flor’. Além de dividir os vocais com Ivete Sangalo em seu novo EP, gravado em Salvador, na faixa ‘Deixa Merecer’, a artista já tem confirmadas na agenda a Enxaguada de Yemanjá, que participa a convite de Carlinhos Brown no dia 2 de fevereiro, uma participação com a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), no dia 22 de fevereiro, e uma agenda no Carnaval de Salvador com puxada de trio e shows em camarotes. Ouça Ramalhete de Flor, de Margareth Menezes.

(Com Cris Felix/Assessoria de Imprensa Margareth Menezes)

Contrabaixista pernambucano de 16 anos é destaque no 20º FEMUSC

São Paulo, por Kleber Patricio

Matheus Cabral, de Ipojuca (PE), chamou a atenção de professores do Festival Internacional de Música de Santa Catarina e busca estudar no exterior. Foto: Divulgação.

Aos 16 anos, o pernambucano Matheus Cabral é um dos destaques do curso avançado de contrabaixo do Festival Internacional de Música de Santa Catarina, que está na 20ª edição. O jovem de Ipojuca, que participa pela primeira vez do festival, conheceu a música há três anos e já demonstra potencial para formação internacional, avalia o professor Gustavo D’Ippolito. “Matheus é um menino muito jovem e aplicado e que tem um talento fora do comum. Ele ainda faz poucas aulas e já alcançou um nível muito alto. Eu acredito que com mais estrutura, apoio e orientação, ele vai chegar muito longe”. 

Desde os 13 anos, Matheus faz parte da Orquestra Criança Cidadã, um programa social que atua no bairro de Camela, em Ipojuca. Segundo ele, o projeto é uma iniciativa para levar música a comunidades carentes, muitas vezes afetadas por violência e dificuldades. O objetivo é tirar os jovens da criminalidade e das drogas por meio da música. “Entrei no projeto sem nenhuma experiência, mas com o tempo fui descobrindo uma paixão”. Por fazer o ensino médio em horário integral, ele só frequenta as aulas do projeto a cada 15 dias, mas busca impor a mesma rigidez técnica estudando o instrumento em casa.

Nos últimos três anos, o jovem tem superado os diversos desafios da jornada musical. “Quando comecei no contrabaixo, eu tinha zero habilidade e foi muito difícil – quase precisei trocar de instrumento, porque não estava conseguindo me adaptar. Um dia, fiquei bravo e decidi que ia dar um jeito de verdade, passei a estudar muito mais e consegui.”  

Matheus sonha em conquistar, no futuro, uma bolsa de estudos internacional. “Eu tinha a cabeça muito fechada, só que participar de festivais, como o FEMUSC, abriu minha mente, porque conheci pessoas de fora e os professores disseram que eu tenho muito potencial se eu estudar”, ele diz. “Minha meta agora é dar uma condição melhor para minha família e levar o nome do lugar onde eu moro para o mundo.”

Sobre o FEMUSC | Por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), Ministério da Cultura e Governo Federal, o FEMUSC conta com o patrocínio das empresas WEG, Rede Itaú, Grupo Elian, BTG Pactual, Duas Rodas, Martinelli Advogados e Zanotti, e o apoio das empresas Agricopel, Auto Elite, Urbano Alimentos, WPA, Unisociesc e IFSC Santa Catarina – Campus Jaraguá do Sul – Centro – Santa Catarina. O FEMUSC é uma realização da SCAR – Centro Cultural, Instituto FEMUSC e Prefeitura de Jaraguá do Sul.

(Com Ana Farias/A&Z Comunicação)

Exposição ‘Anne Frank: Deixem-nos ser’ é prorrogada até 27 de abril

São Paulo, por Kleber Patricio

Anne Frank, 1942. Coleção de fotos da Anne Frank Stichting (Amsterdam).

Devido ao enorme sucesso, a exposição ‘Anne Frank: Deixem-nos Ser’, idealizada, produzida e concebida pela associação sem fins lucrativos Inspirar-te, permanecerá em cartaz até 27 de abril de 2025 na Unibes Cultural. Trazendo de forma inédita obras de arte contemporâneas originais que se conectam com o legado de Anne Frank, a mostra discute importantes temas da nossa sociedade de hoje, com uma perspectiva iluminada e sensível que se conecta com os jovens.

Durante dois anos, a equipe da Inspirar-te trabalhou para dar vida a uma ambientação sem precedentes do Anexo Secreto, utilizando materiais cedidos pela Anne Frank House de Amsterdã à associação. Essa é a primeira vez que o mundo vê o espaço em detalhes tão precisos, criando uma experiência emocionante que conecta passado e presente de forma lúdica e educativa.

Em um percurso expositivo imersivo, a mostra utiliza O Diário de Anne Frank (1947) como obra fundamental para reconstrução da trajetória da luta pelos direitos humanos e combate ao racismo, antissemitismo e toda e qualquer forma de intolerância.

Imagem histórica: o local onde viveu a família de Anne Frank. Crédito: Coleção de fotos da Anne Frank Stichting (Amsterdam).

Priscilla Parodi, idealizadora do projeto e curadora da mostra, destaca o papel da arte como ponte para reflexões contemporâneas: “A conexão com o presente torna os diálogos que construímos mais potentes. Pela primeira vez, a história de Anne Frank está sendo narrada através da arte, algo inédito que liga seu legado às lutas de hoje”, afirma.

O número expressivo de 33 mil visitantes em apenas 4 meses levou à prorrogação da exposição e à ampliação dos horários de funcionamento, que agora será de quarta a sexta, das 13h30 às 20h, e sábado, domingo e feriados das 11h às 20h. A alta procura reflete a relevância do projeto, que alia a história de Anne Frank ao impacto da arte em direitos humanos e questões sociais atuais, e o nível de expertise da Inspirar-te na criação de exposições marcantes.

Mais do que uma experiência artística, a mostra tem como objetivo inspirar as pessoas a contribuir para uma sociedade mais inclusiva. Esta iniciativa viabiliza um movimento gerador de mudanças sociais, orientado pela pluralidade e humanidade, propondo reflexões profundas sobre os nossos desafios contemporâneos e reforçando a importância da igualdade de direitos e acessos. A exposição tem emocionado os seus visitantes, e é um verdadeiro presente para a cidade de São Paulo.

Vista de uma das alas da exposição. Foto: Cabrel Escritório de Imagem.

A exposição é idealizada, produzida e concebida pela associação sem fins lucrativos Inspirar-te, faz uso de materiais fornecidos para a Inspirar-te pela Anne Frank House Amsterdam e é realizada pela Unibes Cultural e Ministério da Cultura.

Acessibilidade | Durante a visita, é possível acessar conteúdos acessíveis complementares, idealizados e produzidos pela Inspirar-te, como áudio guia na Plataforma Musea. Assim, recomenda-se baixar o aplicativo no celular para aproveitar ao máximo a exposição.

A exposição é indicada para todas as idades e os ingressos podem ser adquiridos pela Plataforma Sympla.

Serviço:

Anne Frank: Deixem-nos ser

Até 27 de abril de 2025

Horário: Quarta a sexta das 13h30 às 20h*

Sábado, domingo e feriados das 11h às 20h*

* última entrada às 19h

Unibes Cultural (1º e 2º andar)

Endereço: R. Oscar Freire, 2500 – Sumaré, São Paulo – SP

WhatsApp: 3065-4333

Compra de ingressos: Plataforma Sympla

Classificação indicativa: Livre

Ingressos: R$20,00 (inteira) R$10,00 (meia-entrada)

Entrada gratuita às sextas-feiras com reserva de ingresso (ingressos liberados às segundas-feiras)

Aberto ao público de todas as idades, como o legado de Anne deve ser.

(Com Agatha Antunes Teixeira/Index Conectada)

Quase metade dos pescadores do ES atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão abandonaram a atividade

Espírito Santo, por Kleber Patricio

Lama tóxica chegou à foz do Rio Doce, no litoral capixaba, prejudicando pesca em lagos, rios e alto mar. Foto: Fred Loureiro/Secom ES/Agência Brasil.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015, foi um dos maiores desastres socioambientais da história do Brasil, causando a contaminação do Rio Doce e de áreas costeiras pela lama tóxica. Segundo estudo publicado na revista Ocean and Coastal Research em dezembro (6) por pesquisadores do Instituto de Pesca de São Paulo e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), quase todos os 441 pescadores artesanais entrevistados pela equipe no Espírito Santo (96%) foram impactados pela falha da barragem.

Desses, 47% tiveram que abandonar a pesca, especialmente mulheres, idosos e pessoas que vivem em áreas mais distantes do mar. O mapeamento também identificou que 49% dos trabalhadores precisaram mudar a área de pesca, a arte de pesca utilizada ou a espécie-alvo – tendo em vista a redução da disponibilidade de peixes maiores, como pacu, robalo, traíra, tainha e garoupa. Menos de 4% seguiram na atividade pesqueira sem relatar limitações.

Baseada em entrevistas realizadas entre os anos de 2021 e 2022, a pesquisa analisa o impacto social do desastre em seis municípios capixabas cortados pelo Rio Doce ou situados no litoral – Baixo Guandu, Colatina, Marilândia, Linhares, Aracruz e Fundão. Dessa forma, o estudo considera a pesca realizada em rios, lagoas, estuários e alto mar. A amostra de entrevistados corresponde a 20% do número total de pescadores nas comunidades pesqueiras da região, abrangendo ambos os gêneros.

O grupo dos pescadores que abandonaram a atividade também é caracterizado pela renda mensal média mais baixa – R$1.217,24, 23% menos que a renda média de R$1.583,16 entre os que se adaptaram, por exemplo. O tempo médio de atividade no primeiro grupo é de 32 anos, frente a pouco mais de 26 anos de atividade registrados em média no grupo daqueles que se adaptaram e de 18 anos entre aqueles que seguiram na pesca sem interrupções. “Assim, os dados evidenciam não apenas os impactos do desastre, mas também as desigualdades que afetam diretamente as populações que dependem da pesca artesanal”, aponta a bióloga Mayra Jankowsky, pós-doutoranda no Instituto de Pesca e uma das autoras do artigo.

Todos os grupos afetados relataram fatores de estresse relacionados à catástrofe, como a contaminação ambiental e do pescado e a maior dificuldade em comercializar os produtos. “Chamou a nossa atenção durante a pesquisa que os entrevistados desconheciam o grau de contaminação e o risco de consumo dos peixes. Mesmo depois de tantos anos, ainda há um receio desse consumo por parte dos consumidores, prejudicando a venda dos pescados nas regiões afetadas”, ressalta Jankowsky.

A população afetada ainda aguarda uma reparação pelos danos sofridos. Em novembro de 2024, a Justiça absolveu as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton e gestores pelo rompimento da barragem. A Fundação Renova, responsável por executar o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta, será extinta, ao mesmo tempo em que continua em andamento o julgamento da ação contra a BHP Billiton, uma das controladoras da empresa Samarco, no Reino Unido. Já no dia 25 de outubro deste ano, foi assinado o acordo entre as empresas e governos federal e estaduais, que estabelece o pagamento total de R$132 bilhões aos afetados.

Para Jankowsky, é fundamental a construção de soluções conjuntas, com maior participação dos afetados. “Garantir que essas comunidades desempenhem um papel ativo na construção das soluções facilita a geração de aprendizado coletivo e ações colaborativas, elementos essenciais para a reconstrução dos modos de vida afetados”, aponta. Ela também defende ações direcionadas aos grupos socialmente mais vulneráveis. “É contraditório que os mais velhos, com mais experiência e conhecimento, estejam entre os mais afetados e distantes do processo de recuperação, pois potencialmente ainda têm muito a contribuir”, frisa.

A pesquisadora afirma ser imprescindível a implementação de um monitoramento ambiental participativo, que permita avaliar a segurança alimentar e definir áreas seguras para a pesca, assim como realizar ações urgentes de descontaminação ambiental.

(Fonte: Agência Bori)