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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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“Black Machine” chega ao Itaú Cultural no Dia da Consciência Negra propondo encontro entre Hamlet e Ofélia encarnados em corpos pretos no século 21

São Paulo, por Kleber Patricio

Trabalho tem dramaturgia de Dione Carlos, concepção de Eugênio Lima e Fernando Lufer, que está em cena com a atriz Marina Esteves; peça aborda temas como raça, necropolítica, masculinidade tóxica, dor e desejo. Fotos: Sergio Silva.

O espetáculo “Black Machine” chega ao Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, Bela Vista) no Dia da Consciência Negra, com sessões de 20 de novembro a 14 de dezembro de 2025. Buscando discutir o legado de “Hamlet”, de William Shakespeare, e sua influência até os dias de hoje, a obra propõe um encontro do personagem do dramaturgo inglês com a Ofélia de Heiner Muller, da obra Hamlet Machine (1972). A peça foi contemplada na 20ª edição do Prêmio Zé Renato – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e chega ao Itaú Cultural após passar por temporadas na Casa do Povo e na Casa Farofa em setembro último.

Com dramaturgia de Dione Carlos e concepção de Fernando Lufer e Eugênio Lima, o trabalho é dividido em duas partes. A ideia é promover um embate radical entre esses dois grandes cânones do teatro ocidental, aproveitando para confrontar temas como gênero, raça, necropolítica, masculinidade, dor e desejo.

E, para garantir o caráter atemporal da obra, os dois personagens centrais são pós-coloniais. Enquanto Hamlet é atravessado por vozes como as de Frantz Fanon, Jean-Michel Basquiat, Aimé Césaire e Mano Brown, Ofélia é inspirada por nomes como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Erykah Badu. “A grande brincadeira de Black Machine é que, na verdade, os personagens clássicos estão tentando ser atores. Só que eles ‘incorporam’ em corpos negros em pleno século 21 e nós estamos investigando quais seriam as implicações disso”, comenta Eugênio.

Sobre a encenação

Durante a encenação, que se alterna entre delírio, manifesto e performance, Ofélia desafia Hamlet a assumir outro papel. “Pensamos nisso porque há 400 anos ele só fala dele mesmo. Nesse ponto da narrativa, Fanon ganha mais destaque, desdizendo tudo o que foi dito antes”, explica Lima.

Por apresentar ao público um embate que atravessa eras, o diretor Eugênio Lima define a peça como um experimento polifônico. Em meio a provocações filosóficas e referências políticas, os personagens expõem as ruínas do patriarcado enquanto constroem suas identidades. Para os realizadores, a questão central é: será que todo mundo pode realmente se identificar com o dilema existencialista do Hamlet sobre a dor de estar vivo?

“Fato é que a população negra nem sempre é vista como ‘ser’ e, talvez, tudo que a gente mais queira seja poder não ser mesmo. Assim, abre-se um mundo de possibilidades. Não queremos nos limitar: por que uma mulher branca pode dizer que é apenas uma mulher e uma mulher negra sempre deve se definir como mulher negra? Da mesma forma, não quero fazer teatro negro, quero fazer teatro. O que quero? Parafraseando Sueli Carneiro, quero ser negro sem ser somente negro e tornar-me um ser humano pleno de possibilidades e oportunidades”, defende Eugênio.

A montagem segue a estética do audiovisual expandindo, com destaque para a música constante e a presença de uma videografia projetada dividida em três telas em frequente diálogo com as dramaturgias sonora e textual. Em cena, Fernando Lufer e Marina Esteves performam seus textos flertando com a linguagem do spoken word em diversos momentos.

A montagem aposta em um visual afro-surrealista, mesclando passado, presente e futuro. Todos os tempos acontecem simultaneamente, expondo as feridas, evocando ancestralidades e construindo uma nova realidade.

Sinopse

Em um embate radical com os cânones do teatro ocidental, Black Machine reinventa Hamlet e Ofélia numa peça pop. Ele é um Hamlet pós-colonial, atravessado por vozes de Frantz Fanon, Jean-Michel Basquiat, Aimé Césaire e Mano Brown. Ela é uma Ofélia insurgente, construída a partir de Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Erykah Badu.

Em um espaço entre o delírio, o manifesto e a performance, os dois personagens criam um “debate de gênero com pitadas de melodrama” confrontando, raça, necropolítica, masculinidade tóxica, dor e desejo — enquanto expõem as ruínas de um mundo reconstroem suas identidades em pleno palco.

Feita de estilhaços poéticos, provocações filosóficas e camadas de referências políticas, a peça é um experimento polifônico em que o clássico é atravessado pelo presente: da colonização à globalização, das dores íntimas à violência sistêmica. Hamlet e Ofélia se enfrentam, se provocam, se reinventam — e, ao fazer isso, expõem o mundo em que vivem.

FICHA TÉCNICA

Idealização: Fernando Lufer

Direção Geral: Eugênio Lima

Concepção: Fernando Lufer e Eugênio Lima

Intérpretes: Fernando Lufer e Marina Esteves

Dramaturgia: Dione Carlos

Intervenção Dramatúrgica: Eugênio Lima e Fernando Lufer

Produção: Umbabarauma Produções Artísticas

Coordenação de Produção: Iramaia Gongora

Assistente de Produção: Thaís Cris

Assistente de Direção: Rafa Penteado

Direção Musical: Eugênio Lima

Figurino: Claudia Schapira

Videografia: Vic Von Poser

Iluminação: Matheus Brant

Direção de Movimento e Preparação Corporal: Luaa Gabanini

Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva

Dramaturgismo: Luz Ribeiro

Engenharia de Som: João Souza Neto e Clevinho Souza

Operadora de Iluminação: Letícia Nanni

Operadora de Vídeo: Júlia Fávero

Fotos: Sérgio Silva

Redes Sociais: Jorge Ferreira

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Marcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo

Contador: Glauco Zocoler

Costureira: Cleusa Amaro da Silva Barbosa

Apoio: Casa do Povo e Casa Farofa

Realização: Umbabarauma Produções Artísticas.

SERVIÇO:

Black Machine

Duração: 80 minutos | Classificação: 12 anos

Data: 20 de novembro a 14 de dezembro de 2025, de quinta a sábado, às 20h, e domingos e feriados, às 19h (horário de Brasília)

**No feriado de 20 de novembro (quinta-feira), a sessão é às 19h.

Endereço: Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-000

Sala Itaú Cultural

GRATUITO

Entrada gratuita. Reservas de ingressos são disponibilizadas a partir das 12h da terça-feira da semana de apresentação dos espetáculos, pela plataforma INTI – acesso pelo site do Itaú Cultural.

PROTOCOLOS:

– É necessário apresentar o QR Code do ingresso na entrada da atividade até 10 minutos antes do seu início. Após esse período, o ingresso será invalidado e disponibilizado na bilheteria.

– Se os ingressos estiverem esgotados, uma fila de espera presencial começará a ser formada 1 hora antes da atividade. Caso ocorra alguma desistência, os lugares vagos serão ocupados por ordem de chegada.

– O mezanino é liberado mediante ocupação total do piso térreo.

– A bilheteria presencial abre uma hora antes do evento começar.

– Devolução de ingresso: Até duas horas antes do início da atividade, é possível cancelar o ingresso diretamente na página da Inti, assim outra pessoa poderá utilizá-lo. Na área do usuário, selecione a opção “Minhas compras” no menu lateral, escolha o evento e solicite o cancelamento no botão disponível.

– Programação sujeita a cancelamento: O Itaú Cultural informa que sua programação poderá ser cancelada em virtude de questões extraordinárias. Nesse caso, os ingressos adquiridos perdem a validade. O público que reservou o ingresso será notificado por e-mail. Um eventual reagendamento da programação ficará a exclusivo critério do IC, de acordo com a disponibilidade de agendas, sem preferência para quem adquiriu os ingressos anteriormente.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Dalal Achcar apresenta ballet inédito no feriadão de 20 de novembro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Ensaio de Água de Meninos. Fotos: Divulgação.

A mestre de ballet e coreógrafa Dalal Achcar guardou por mais de 60 anos uma partitura inédita de Tom Jobim. A obra, intitulada “Água de Meninos”, foi encomendada ao compositor para ser trilha de um de seus ballets, que vai ser apresentado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, a partir do dia 22 de novembro. O espetáculo inédito “Água de Meninos – Fantasia Poética em Dois Atos” conta com produção da Aventura e patrocínio master da Vale e da Bradesco Seguros via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Após mais de 20 anos sem criar uma coreografia, Dalal Achcar assina o espetáculo em parceria com Éric Frédéric, maître de ballet e coreógrafo da Cia de Ballet Dalal Achcar. No palco, 21 bailarinos contam a história de amizade entre a coreógrafa e Tom Jobim. Arranjada para orquestra sinfônica pelo maestro Radamés Gnattali, o espetáculo se passa entre o Rio de Janeiro e Salvador. Além dos bailarinos da Cia de Ballet Dalal Achcar, a montagem conta com Claudia Mota, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretando Dalal, Manoel Francisco como Tom Jobim e Irene Orazem com Madame Makarova, professora e mestra da Dalal.

Para Dalal Achcar, tirar da gaveta e realizar o ballet “Água de Meninos” é uma forma de homenagear o amigo, além de valorizar a cultura brasileira. “Mostrar para o Brasil a riqueza que temos em termos de música, de dança e de manifestações populares é magnífico, ainda mais nos dias de hoje, em que tudo é digital. Reviver o Tom, que foi quem popularizou a música brasileira no mundo inteiro, é uma forma de fazer essa nova geração se dar conta da riqueza dos artistas brasileiros que marcaram época.”

Ensaio de Água de Meninos.

Na trilha inédita, Tom Jobim incluiu canções como por exemplo “Eu Preciso de Você”, “Água de Beber”, “Quebra Pedra”, além de batuques de capoeira. O espetáculo conta ainda com músicas de grandes nomes da música brasileira como Baden Powell, com “Canto de Yemanjá”; Dorival Caymmi, com “Pescaria” e “Você Já Foi à Bahia”; Pixinguinha, com “Naquele Tempo e Quem é Você?” e Vinicius de Moraes, com as clássicas “Garota de Ipanema”. Ao todo, 23 músicas compõem o repertório de “Água de Meninos”.

“Quando a Dalal me contou sobre Água de Meninos, esse presente que ela ganhou de Tom Jobim, e me chamou para coreografar junto com ela, foi uma gratidão imensa. A Dalal é apaixonada pela Bahia e eu também tenho essa região do Brasil no coração. Esse é um ballet que representa a cultura brasileira, tivemos um cuidado em trazer para a atualidade o Rio de Janeiro dos anos 60, a feira popular em Salvador, a amizade entre Dalal e Tom e, é claro, a importância da Bossa Nova”, destaca Éric Frédéric.

Sinopse

Uma trilha sonora “perdida” há mais de 60 anos. Elaborada especialmente pelo multiartista Antônio Carlos Jobim, um dos maiores expoentes da música brasileira e mundial, a pedido de outra estrela maior das nossas artes, a mestra de ballet e coreógrafa Dalal Achcar. Como mote, um bairro de Salvador que atende pelo não menos poético nome de Água de Meninos. Arranjada para orquestra sinfônica pelo maestro Radamés Gnattali, a trilha, composta por seis faixas e suas variações, permaneceu inédita até hoje, jamais tendo sido apresentada ao público no formato em que foi concebida. O balé “Água de Meninos – Fantasia poética em dois atos” é, portanto, a materialização deste duplo presente recebido por Dalal e que restou escondido por longas décadas. E que ela, agora, se encarrega generosamente de nos ofertar.

Manoel Francisco, Amanda Peçanha, Dalal Achcar, Claudia Mota, Irene Orazem e Éric Frédéric.

Dividido em dois movimentos, no primeiro ato percorrerá a Ipanema do início dos anos 1960, na qual Tom Jobim e Vinícius de Moraes transitavam. Da varanda do Bar Veloso, de onde viam passar a garota que serviria de inspiração para a canção brasileira mais gravada e executada em todo o mundo, até o contato travado com a própria Dalal Achcar, cuja escola de balé, à época, funcionava naquele mesmo bairro e onde, por vezes, a dupla ia testar melodias ao piano. Veremos como a “encomenda” feita por Dalal foi concebida; as prováveis influências sofridas por Tom na concepção daquela trilha sonora e a atmosfera de um tempo rico de encantamento, em meio à efervescência de um bairro que veria nascer, naqueles mesmos anos, a Banda de Ipanema – tornando-se, ela também, símbolo da cultura e do modo de ser carioca.

Ainda no primeiro ato, um mar separa a idílica Ipanema do soteropolitano bairro de Água de Meninos. Tal como uma mensagem em uma garrafa lançada ao mar, a partitura de “Água de Meninos” perdeu-se nas profundezas do infinito, mantendo-se, por assim dizer, “submersa” por décadas a fio. A fantasia poética se configura, aqui, com a mão de Cronos, o implacável titã do tempo, que a tudo assiste, adiando tanto a execução da trilha quanto a apresentação do balé ao público. Poseidon, o deus do mar, é testemunha da briga de Cronos com Urano pelo domínio da Terra. Desta briga, forma-se uma espuma branca e dela nasce uma bela mulher, Afrodite. O povo do mar – marinheiros, sereias e iabás – saúda o maestro Tom Jobim, que, em sonho, segue procurando sua partitura perdida. E é Iemanjá, a Afrodite brasileira, divindade dos mares, mãe de todos os orixás e mãe do mundo, quem conduz Tom à Bahia, promovendo seu encontro com Água de Meninos da Baía de Todos os Santos.

Chegamos, assim, ao segundo ato e último movimento, à Bahia idealizada por Dalal e presentificada na trilha elaborada por Tom Jobim. Voltamos à realidade urbana, a um bairro bucólico em plenos anos 1960. Aqui, a feira popular de Água de Meninos ainda existe, a praia ainda existe, um certo modo de viver ainda existe. Entre a nostalgia e a vontade de lembrar de uma Salvador também idílica e, amparados na trilha sonora elaborada por Tom, contaremos a vida dos habitantes soteropolitanos em meio aos passantes, turistas, pedestres, banhistas e brincantes das festas populares, do folclore e dos ritmos baianos. É nesta atmosfera pulsante que Dalal realiza, finalmente, seu sonho. E nos faz sonhar.

Dalal Axcar e Claudia Mota.

Importa destacar que, para a trilha, Tom valeu-se de composições próprias ou em parceria com Vinícius de Moraes e Aloysio de Oliveira, indo buscar, ainda, o amparo dos baianos Dorival Caymmi e João Gilberto. Procurando seguir esta mesma lógica e tomando por base o critério de proximidade estética com a obra de Tom, foi proposto, para os dois primeiros movimentos desta fantasia poética, uma trilha capaz de dialogar com tais escolhas, seja por filiação ou afinidade. Sem preocupação cronológica, foram compositores do naipe de Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Chico Buarque, Baden Powell e João Bosco.

Dalal Achcar

Com mais de meio século de trajetória artística, Dalal é a responsável pelo lançamento dos maiores bailarinos brasileiros no mercado nacional e internacional; entre eles, Marcelo Gomes – American Ballet Theatre New York – USA; Ana Botafogo – primeira bailarina do Theatro Municipal, e Roberta Marques – Royal Ballet – Londres – Inglaterra, entre muitos outros.

Carioca, Dalal tem o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro marcado em sua carreira: foi diretora do Ballet e duas vezes presidente da Fundação Theatro Municipal. Além disso, conviveu e trabalhou com os maiores nomes da cultura brasileira; dentre eles, Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira, que escreveram um balé especialmente para a coreógrafa. Di Cavalcanti e Burle Marx fizeram cenários e figurinos de alguns de seus espetáculos. Tom Jobim compôs uma canção para ela, que continua inédita. “O Tom fez uma música orquestrada pelo maestro Radamés Gnatalli, que guardo em meus arquivos”, revela Achcar. Margot Fonteyn, falecida em 1991 e principal estrela do Royal Ballet, foi madrinha profissional de Dalal, que começou a dançar aos 15 anos. Aos 18, fundou a Associação de Ballet do Rio de Janeiro.

Dalal coreografou o ballet “O Quebra-Nozes”, considerado pela revista NewsWeek a mais bela produção entre centenas de outras e uma tradição anual de mais de 30 anos no Theatro Municipal, além de “A Floresta Amazônica”, um marco brasileiro criado para Margot Fonteyn, o ballet “Dom Quixote”, com o qual recebeu o prêmio Ibéria e os Pas de deux com “Amor para Ann Marie de Angelo e o Joffrey Ballet” e “SomethingSpecial” este para Natália Makarova e o American Ballet Theatre.

Cia de Ballet Dalal Achcar

Ensaio de Água de Meninos.

Patrocinada pela Vale e Bradesco Seguros via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Cia de Ballet Dalal Achcar baseia sua trajetória em mais de 50 anos de história ligada à dança de sua fundadora a diretora e coreógrafa, Dalal Achcar, e a Associação de Ballet do Rio de Janeiro. No trabalho de sua companhia, pináculo do projeto “A Dança Como Poder de Transformação”, Dalal une a técnica e arte com personalidade, emoção e identidade, acreditando que todo processo na humanidade passa pelo afeto. Afeto em sua forma ampla infiltrando, despertando e levando as pessoas a aventurarem-se nessa grande viagem que é a fruição. A Cia é formada por 20 bailarinos profissionais das mais variadas origens que trazem em sua bagagem o amor pela dança e muitas histórias para compartilhar e dançar. O repertório é trabalhado de forma universal com clássicos e contemporâneos, criados por renomados coreógrafos nacionais e internacionais, sem esquecer do trabalho experimental que traz o futuro, o novo.

SERVIÇO:

Água de Meninos – Fantasia Poética em Dois Atos”

Local: Cidade das Artes Bibi Ferreira – Grande Sala

Datas e Horários:

Temporada: 22 de novembro a 7 de dezembro de 2025

22/11, 27/11, 28/11, 4/12 e 5/12 – 20h30

29/11 e 6/12 – 16h e 20h30

23/11, 30/11 e 7/12 – 16h

Preços:

Plateia VIP: R$140,00 (inteira) / R$ 70,00 (meia

Plateia: R$ 120,00 (inteira) / R$ 60,00 (meia)

Frisa Lat.: R$ 70,00 (inteira) / R$ 35,00 (meia)

Camarote: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia)

Galeria 3º e 4º and.: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia)

Duração: 76 minutos com 1 intervalo de 15 minutos

Classificação: Livre

Vendas no site: www.sympla.com.br.

(Com Juliana Rosa/MNiemeyer Assessoria de Comunicação)

Momentos presentes e conexões reais: estudo mostra que brasileiros querem mais “tempo de qualidade”

São Paulo, por Kleber Patricio

Com base em 1.000 conversas nas redes, análise da Orbit Data Science revela uma tendência crescente: viver com calma, estar presente e cultivar conexões reais se tornou um desejo coletivo. Foto: Divulgação/gerada por IA.

Cansado da rotina, das telas e da pressa, o brasileiro quer viver de forma mais leve – é o que aponta um novo estudo da Orbit Data Science que analisou mais de 1.000 conversas públicas nas redes sociais para entender o que significa “tempo de qualidade” hoje. O resultado é um retrato de um país que busca pausas, vínculos e experiências simples, como por exemplo, cozinhar junto, conversar e rir sem pressa como sinônimo de amor e bem-estar.

O novo estudo da Orbit Data Science — baseado em 1.000 conversas públicas mapeadas nas redes sociais X e Bluesky — revela que esse conceito hoje é entendido como uma verdadeira “linguagem do amor”, um modo de demonstrar presença e afeto, em vez de apenas falar sobre eles.

Segundo a análise, quase 40% das menções tratam o tempo de qualidade como forma de expressar amor e vínculo, enquanto 9% associam o tema à criação de memórias afetivas. A pesquisa indica que o valor está menos no luxo ou no planejamento e mais na intenção: cozinhar junto, conversar, assistir a um filme ou até dividir o silêncio aparecem como exemplos de experiências que fortalecem as relações pessoais.

Mas a busca por esses momentos esbarra em obstáculos concretos. Mais de 60% das pessoas citam o excesso de obrigações como principal barreira para viver tempo de qualidade, seguido pela falta de disposição ou companhia com quem realmente se identificam (15,8%). É um retrato de uma sociedade que valoriza a presença, mas não encontra espaço para ela.

O estudo mostra ainda que o celular ocupa um papel ambíguo nessa equação: 2,2% mencionam o uso do telefone como forma de relaxar, enquanto 2,7% afirmam que “menos tela” significa mais qualidade de vida. Cerca de 10% reconhecem a necessidade de se afastar do aparelho para estar mais presentes, um paradoxo que revela como o digital é, ao mesmo tempo, ferramenta de conexão e fonte de dispersão.

Essa tensão entre conexão e presença abre caminho para um entendimento mais sofisticado da vida emocional e da cultura de consumo. “Marcas que oferecem tempo, em vez de tomá-lo, ganham relevância. A próxima fronteira do marketing não é capturar atenção, mas devolver presença”, explica Lena Império, gerente de projetos da Orbit Data Science. “As pessoas estão redesenhando seus valores em torno do tempo. Ele deixou de ser apenas um recurso produtivo e passou a ser uma métrica de afeto. E isso muda a forma como nos relacionamos com marcas, trabalho e relacionamentos”, complementa.

PERFIS DE COMPORTAMENTO MAPEADOS

O levantamento também identificou quatro principais perfis de comportamento em torno do tema: as chamadas “personas”, no termo técnico de pesquisa. Os Carentes expressam culpa e frustração pela ausência desses momentos e buscam compensação constante. Os Esforçados, ou Pragmáticos, tentam otimizar o tempo livre com atividades significativas. Já os Fechados veem o ‘tempo de qualidade’ como pressão e preferem ficar sozinhos. Por fim, os Doadores, mais propositivos, criam ativamente ocasiões para estarem com outras pessoas, como amigos e familiares. Na prática, essas categorias refletem modos distintos de entender o bem-estar emocional e podem ajudar empresas e criadores de conteúdo a se comunicar de forma mais autêntica.

Outro ponto de destaque é o impacto geracional do conceito: enquanto adultos citam o ‘tempo de qualidade’ como antídoto à rotina, jovens o encaram como forma de pertencimento e autocuidado. A tendência indica uma virada cultural em que desacelerar deixa de ser sinônimo de preguiça e passa a representar maturidade emocional e prioridade afetiva.

Para além das relações pessoais, o estudo mostra que o ‘tempo de qualidade’ se tornou também valor social e até político. Aproximadamente 6% dos comentários analisados associam o tema à ideia de “direito”, sobretudo entre mulheres e cuidadores, que reivindicam pausas e convivência como parte da qualidade de vida. Em contrapartida, 2% veem esses momentos como “privilégio”, sinalizando desigualdades no acesso ao descanso e lazer.

Com esses dados, a Orbit reforça o papel dos estudos comportamentais como bússola para entender transformações culturais. O conceito de ‘tempo de qualidade’ transcende o ambiente doméstico e começa a influenciar escolhas de consumo, gestão de tempo e até políticas de bem-estar corporativo. “O desafio das marcas e instituições é compreender que tempo de qualidade não é só ausência de pressa, mas presença intencional. É nesse espaço que nascem vínculos genuínos, confiança e propósito”, conclui Lena.

A análise foi baseada em 1.000 conversas nas redes sociais X e Bluesky coletadas entre 25 de agosto de 2024 e 25 de agosto de 2025, com metodologia proprietária da Orbit Data Science e nível de confiança de 95%. O artigo completo pode ser acessado no site.

Sobre a Orbit Data Science | A Orbit Data Science é uma empresa especializada em análise de dados e tendências de mercado, oferecendo insights estratégicos para marcas em diversos setores. Com expertise em big data e inteligência artificial, a Orbit ajuda empresas a tomarem decisões informadas e a se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo.

(Com Felipe Mortara/Kyvo PR)

Carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam de três exposições simultâneas

Rio—São Paulo, por Kleber Patricio

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – Exposição Manguezal. Foto: Rafael Arantes.

Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam de três exposições simultâneas em importantes instituições do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde apresentam obras de naturezas diversas, todas atravessadas pelo carnaval. No Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, eles integram a recém-inaugurada “Manguezal”, com curadoria de Marcelo Campos. No Paço Imperial, participam da mostra que apresenta os premiados da 16ª edição do PIPA, um dos mais importantes prêmios da arte contemporânea brasileira, sendo os primeiros artistas do carnaval a vencerem o prêmio. Em São Paulo, desenhos da dupla compõem a exposição “Trabalho de Carnaval”, com curadoria de Ana Maria Maia e Renato Menezes. Paralelamente às exposições, eles assinam o projeto artístico da Unidos de Vila Isabel para o desfile de 2026, com enredo sobre o sambista e multiartista Heitor dos Prazeres, intitulado “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África.” 

No Paço Imperial, até o dia 16 de novembro de 2025, Haddad e Bora apresentam a instalação inédita “Rebordar”, composta por 12 quilômetros de fios de malha, cordas, cordões, cabos de luz e tubos de plástico, utilizados para “costurar” um globo de ferro a um manto de tecido. A instalação também utiliza materiais como rendas, pastilhas, galões, franjas, espelhos, paetês, botões, fuxicos e placas de acetato, comumente utilizados no dia a dia dos ateliês que produzem o “maior espetáculo da Terra”. Juntamente com a instalação, os artistas também apresentam um conjunto de desenhos de projetos de fantasias e carros alegóricos dos desfiles de 2018 e 2022. A exposição coletiva também reúne trabalhos de Andréa Hygino, Flávia Ventura e Darks Miranda e para marcar o encerramento, no dia 15 de novembro, às 14h, serão realizadas conversas na Sala dos Archeiros, onde também será lançado o catálogo do prêmio deste ano, com distribuição gratuita (quantidade limitada), que conta com imagens da mostra, e uma entrevista de Haddad e Bora com o curador Luiz Camillo Osorio.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – Rebordar. Foto: Fabio Souza.

“Rebordar” sintetiza vivências, memórias e materialidades carnavalescas: “A nossa estreia na Marquês de Sapucaí ocorreu em 2018, quando desenvolvemos para a Acadêmicos do Cubango um enredo que era encerrado com uma interpretação carnavalizada do Manto da Apresentação de Arthur Bispo do Rosario, veste ritual e obra de arte que literalmente norteou todo o processo criativo. As pessoas perguntavam se aquilo era uma escultura ou uma fantasia gigante e passavam horas nos ajudando a colar retalhos. Também escreviam os seus próprios nomes e anotavam pedidos diversos, ou seja, o manto passou a ser uma obra coletiva, um arquipélago de memórias. Agora, em 2025, conectamos os vestígios de 2018 a um globo de ferro que sintetiza a abertura do desfile que concebemos artisticamente para a Acadêmicos do Grande Rio, em 2022. A releitura do globo de Exu pode gerar múltiplas interpretações poéticas, o que nos reanima e dá novos significados às memórias que bordamos”, contam os artistas, que adiantam que a obra também recebeu materiais que sobraram do processo de feitura dos protótipos das fantasias idealizadas para o desfile de 2026 da Unidos de Vila Isabel.

No CCBB RJ, Haddad e Bora apresentam, na exposição “Manguezal”, uma instalação site-specific chamada “Vermelho-Mangue”, que reinterpreta um conjunto de peças escultóricas originalmente concebidas para a cenografia do segundo carro alegórico do desfile de 2025 da Grande Rio. Inserida em um enredo que celebrava a encruzilhada cultural do Tambor de Mina paraense, a alegoria, intitulada “Quem é de barro, no igapó, é Caruana”, representava os seres encantados que habitam os manguezais marajoaras, os Caruanas, e a arte em cerâmica que expressa milênios de saberes e hibridações. Na visão dos autores, “Vermelho-Mangue” amplia o imaginário do manguezal como espaço de encantamento, oralidade e criação coletiva.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – Exposição Trabalho de Carnaval – Pinacoteca de São Paulo.

A centelha criativa da obra é a observação de espécimes vegetais e animais existentes nos manguezais brasileiros, com ênfase na árvore Mangue Vermelho e na coloração de crustáceos, como o caranguejo Aratu. “O jogo lexical evoca o tom vermelho-sangue. O emaranhado de raízes e galhos (veias e artérias) confeccionados com espuma, tecidos e materiais que oriundos de diferentes criações carnavalescas (reprocessamento e ressignificação), convida o público a um mergulho no ‘útero do mundo’, reflexão acerca do fervilhar da vida observado no ecossistema em questão”, dizem Haddad e Bora. A obra traz, ainda, luzes e fios elétricos que dão ritmo ao conjunto visual. As peças que, na Marquês de Sapucaí, deram contornos a uma visão onírica dos manguezais da Amazônia, agora se misturam a uma instalação inédita, enredando memórias, sons, resquícios, sensações: “Trata-se de uma instalação produzida no barracão da Vila Isabel, com esculturas da Grande Rio. Ou seja: as ideias de fluxo, mistura e cruzamento já estão aí”, sintetiza a dupla.

Na Pinacoteca de São Paulo, Bora e Haddad estão elencados entre os 70 artistas que compõem a exposição “Trabalho de Carnaval”, mosaico do qual fazem parte nomes como Alberto Pitta, Bajado, Bárbara Wagner, Heitor dos Prazeres, Rosa Magalhães, Joãosinho Trinta, Maria Augusta Rodrigues e Rafa Bqueer. Três estudos realizados pela dupla para elementos alegóricos do desfile de 2019 da Acadêmicos do Cubango são apresentados aos visitantes. Na expografia, os desenhos dialogam com o filme “A Alma das Coisas”, de Douglas Soares e Felipe Herzog, que poeticamente narra o nascimento e a morte de uma escultura de isopor, justamente o boneco Babalotim do carro abre-alas do desfile em questão, intitulado “Igbá Cubango: a alma das coisas e a arte dos milagres”. “A feitura de estudos, esboços, croquis, trabalhos parcialmente pintados, riscados a grafite, é o nosso cotidiano. Para nós, é muito interessante expor esses desenhos ‘miúdos’, inacabados, e revisitar um processo de criação que nos levou a refletir sobre os ex-votos e as religiosidades populares do Brasil. E mais interessante ainda é perceber que esses trabalhos estão em uma exposição que também conta com estudos de Marina Vergara para esculturas dos carnavais de 2024 e 2025 da Grande Rio, e com a pintura de Heitor dos Prazeres, o enredo que estamos desenvolvendo para o carnaval da Vila Isabel de 2026. O passado e o futuro se conectam, sempre girando”, finalizam os artistas.

SOBRE OS ARTISTAS

Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Foto: Rafael Arantes.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora são multiartistas e professores brasileiros que encontram nas linguagens das escolas de samba a sua principal encruzilhada criativa. Enquanto carnavalescos, desenvolveram narrativas escritas e visuais para agremiações como Mocidade Unida do Santa Marta, Acadêmicos do Sossego, Acadêmicos do Cubango, Acadêmicos do Grande Rio e Unidos de Vila Isabel. Na Grande Rio, merece destaque o cortejo de 2022, “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu”, campeão do Grupo Especial carioca ao celebrar as potências de Exu. Misturando vozes e materialidades, expuseram trabalhos em instituições como o Museu de Arte do Rio, o CCBB-RJ, o Centre National du Costume (Moulins), o Grand Palais (Paris), o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, o SESC Pinheiros, o Museu do Samba e o MUHCAB. Os enredos que desfiam em palavras, fantasias e alegorias propõem reflexões acerca de temas como religiosidade, fantasmagoria, metalinguagem e memória. 

SERVIÇO:

Gabriel Haddad e Leonardo Bora no CCBB RJ, no Paço Imperial e na Pinacoteca de São Paulo

Exposição 16ª edição do Prêmio PIPA – Paço Imperial

Até 16 de novembro de 2025

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Exposição Manguezal – CCBB RJ

Até 2 de fevereiro de 2026

Entrada gratuita – De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças-feiras)

*Aos domingos, das 8h às 9h, atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

Classificação indicativa: Livre

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ)

Rua Primeiro de Março, 66 – 2º andar – Centro – Rio de Janeiro / RJ

Contato: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Mais informações em bb.com.br/cultura

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Exposição Trabalho de Carnaval – Pinacoteca de São Paulo

Abertura 8 de novembro de 2025, às 11 horas, com entrada gratuita

Até 12 de abril de 2026

Aberto todos os dias, exceto terças

Entrada gratuita aos sábados e no segundo domingo de cada mês

Edifício Pina Contemporânea, Grande Galeria – Avenida Tiradentes, 273 – Luz – São Paulo – SP.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Vanessa da Mata faz ponte musical com a China e canta ao lado da Orquestra Chinesa de Macau

Macau, por Kleber Patricio

Fotos: Priscila Pride.

Um diálogo singular entre a suavidade e a harmonia do canto brasileiro com o timbre milenar dos instrumentos orientais – neste sábado, a cantora Vanessa da Mata leva sua voz marcante e de rara afinação à China, como representante do Brasil na sétima edição do Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre China e os Países de Língua Portuguesa. A artista se apresenta no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, acompanhada pela Orquestra Chinesa de Macau, em um concerto que serve de ponte entre duas culturas distintas.

O repertório reúne sucessos consagrados da cantora e faixas de seu mais recente álbum, Todas Elas, além de uma interpretação especial da ária de ópera “Mio Babbino Caro”. Com uma trajetória consolidada em apresentações sinfônicas, Vanessa tem se destacado pela capacidade de adaptar sua musicalidade a diferentes formações orquestrais. Já se apresentou ao lado de importantes conjuntos de música clássica no Brasil e no exterior, como a Orquestra Filarmônica de Roterdã, na Holanda, em 2017.

A apresentação na China é um importante reconhecimento em sua carreira. Anualmente, o Festival escolhe um artista de um país de língua portuguesa para se apresentar em Macau e Vanessa da Mata é a convidada deste ano. “É uma honra enorme receber este convite e ser a única brasileira a representar a língua portuguesa no festival, cantando com uma orquestra chinesa que tem instrumentos orientais e ocidentais. Será um concerto maravilhoso”, antecipa Vanessa.

O concerto será dirigido pelo Maestro Zhang Lie, diretor musical e maestro principal da Orquestra Chinesa de Macau. Reconhecido como maestro de primeira classe a nível nacional, Zhang Lie tem conduzido diversas orquestras em apresentações internacionais. A Orquestra vai interpretar as canções de Vanessa da Mata que foram especialmente orquestradas para o Festival. O concerto vai unir a sutileza e o lirismo da música tradicional chinesa com a obra da cantora, oferecendo para o público uma experiência musical transcultural.

(Com Igor Basilio)