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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Galatea apresenta coletiva que conecta artistas intergeracionais pelo experimentalismo

São Paulo, por Kleber Patricio

Maíra Dietrich (1988), Cena 21 – Gagueira, da série Olho que vê olho que lê, 2022. Foto: Julia Thompson.

A Galatea inicia o calendário expositivo de 2025 da unidade da Rua Oscar Freire, em São Paulo, com a mostra coletiva ‘Adiar a ordem’, que conta com obras de cinco artistas convidadas — Bianca Madruga (Rio de Janeiro, 1984), Cinthia Marcelle (Belo Horizonte, 1974), Isadora Soares Belletti (Belo Horizonte, 1995), Leila Danziger (Rio de Janeiro, 1962), Maíra Dietrich (Florianópolis, 1988) — e de Carolina Cordeiro (Belo Horizonte, 1983), representada pela galeria. Com curadoria de Fernanda Morse, a exposição reúne artistas mulheres de diferentes gerações que estão produzindo, hoje, sob o vasto guarda-chuva do que se entende como arte conceitual. Herdeiras das vanguardas e das neovanguardas, elas baseiam suas práticas em intenso experimentalismo e transitam entre diferentes linguagens elas transitam entre diferentes linguagens, como o desenho, a colagem, o vídeo, a instalação, a escultura e o objet trouvé, e suportes/materiais como o papel, o metal, o tecido, o látex, o durex, a pedra, o galho e outros ainda.

O título da exposição se relaciona, justamente, com o caráter não-convencional dos métodos e recursos mobilizados pelas artistas. É como se, nesses trabalhos, houvesse uma busca por desafiar a ordem das coisas; é como se, através deles, a ordem das coisas fosse desfeita: vemos uma bandeira sem pátria ou mensagem, muros esburacados, documentos violados e recortados, jornais apagados, palavras rasuradas, gaiolas escancaradas etc.

Leila Danziger, 1962, Pallaksch, Pallaksch, 2010/2025. Foto: Pat Kilgore

O fato de todas as artistas serem mulheres reflete uma posição da curadoria, mas não é o assunto principal da mostra. A escolha das artistas partiu da percepção de que, mesmo com práticas tão singulares, seus trabalhos se conectam pelas sutilezas. São obras que demandam atenção e tempo para serem absorvidas, indo na contramão dos discursos prontos e da aceleração que vivemos hoje. Alinhando-se à própria natureza dos trabalhos, o processo curatorial se desenrolou ao longo de meses de interlocução entre a curadora e as artistas, a fim de que o resultado pudesse transparecer o momento atual de suas produções e se correspondesse com a pesquisa de cada uma.

Para construir o fio conceitual da exposição, Fernanda Morse partiu do repertório adquirido no campo da Teoria Literária, no qual se formou. A curadora defende que essas obras se alinham à definição primordial o que é a poesia, no ponto em que ela é reconhecida enquanto a forma de expressão mais condensada e carregada de sentido, construída a partir de um uso insubordinado e subversivo da linguagem. Pode-se dizer, assim, que os trabalhos apresentados manifestam a poesia em caráter expandido, extrapolando a linguagem escrita e mostrando que o traço poético é uma presença que se encontra não só em expressões verbais, mas nas mais variadas expressões artísticas.

A esse respeito, Fernanda comenta: “Não raro dizemos que não só um texto, mas uma paisagem, uma imagem ou um gesto é poético. Ao fazê-lo, tentamos dar conta de algo inexplicável que nos sensibiliza no encontro com as coisas existentes neste mundo. O poético, então, fala daquilo que chama e requer a nossa atenção e que, a partir disso, nos comove. Esse uso adjetivo do termo poético nos permite entender a noção de poesia como um tipo de presença que não se restringe ao domínio das letras e do poema como texto literário. Acredito que nesta exposição vemos trabalhos que perseguem a poesia, trabalhos onde a poesia mora.”

Carolina Cordeiro 1983, Sem título, da série Há uma observação a ser feita [Untitled, from the Há uma observação a ser feita series] , 2023. Foto: Ding Musa.

Ao mesmo tempo, a relação com a língua, a escrita e a literatura perpassa a produção de diversas das artistas selecionadas. Leila Danziger, por exemplo, é reconhecida pela sua produção literária, cujos temas e pesquisas andam junto da sua prática enquanto artista visual. Bianca Madruga há anos desenvolve trabalhos que trazem versos e nomes de poetas em seus títulos e na própria obra. Maíra Dietrich faz da escrita parte ativa do seu processo de criação, sendo ela o assunto e o meio de realização do seu trabalho. Carolina Cordeiro conversa com diversos escritores, poetas e compositores nos títulos das suas obras, além de partir, em diversas ocasiões, do objeto-livro, da página e da folha em branco para desenvolver a sua produção. Cinthia Marcelle encara os seus desenhos com fita crepe/durex sobre o papel e as listras que apaga e refaz sobre o tecido como uma forma de escrita. Já Isadora Soares Belletti explora a poesia que existe na passagem de um idioma a outro a partir da sua vivência enquanto imigrante na França.

Entre os trabalhos que serão apresentados, destacam-se a nova série de Carolina Cordeiro, em que desenha com tiras de zinco sobre o papel; uma nova versão, dessa vez com durex, da importante série de muros vazados desenhados até então com fita crepe por Cinthia Marcelle e cujo o título, Por via das dúvidas, deu nome à sua exposição panorâmica realizada pelo MASP em 2022; além da grande instalação Pallaksch Pallaksch, de Leila Danziger, que é um desdobramento do trabalho que desenvolve com jornais e pelo qual ganhou o Prêmio SESC de Arte Brasileira na ocasião da 22ª Bienal Sesc Videobrasil, em 2023.

Sobre as artistas

Bianca Madruga (Rio de Janeiro, 1984) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formou-se em Filosofia pela UFF, é mestre em Estética e Filosofia da Arte pela mesma universidade e doutora em Artes Visuais pelo PPGARTES – UERJ. Através de materiais e mídias diversos, seu trabalho busca instaurar uma espécie de inoperância frente às estruturas. Olhar para baixo, usar a mão esquerda, operar a partir do furo, da fratura — são gestos que indicam o seu desejo de reposicionar o corpo no espaço e fazer falhar aquilo que se impõe como lógica e conformação dos vocabulários hegemônicos.

É cofundadora do espaço A MESA, criado em 2015 no Rio de janeiro. Participou de residências artísticas na Casa da Escada Colorida (Rio de Janeiro, 2020) e na FAAP (São Paulo, 2019). Entre as suas mostras individuais, estão: Os trabalhos e as Noites, ato I (A MESA, Rio de Janeiro, 2023), Os trabalhos e as Noites, ato II (Reserva Cultural, Rio de Janeiro, 2023), Ponto de queda (Galeria IBEU, Rio de Janeiro, 2019), entre outras. Entre as coletivas, destacam-se: UZAPO HAW TATEHAR UZAPO (Recipiente Porongo, Rio de Janeiro, 2024), Aqui (Galeria de Arte da UFF, Niterói, 2024), Poéticas do agora (CCJF, Rio de Janeiro, 2023), Não quebres com dores duras demais (Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2022), Salão Mac Paranaense (MAC Paraná, Curitiba, 2022), Dobras (Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2022), A utopia do não (Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2019), entre outras.

Carolina Cordeiro (Belo Horizonte, 1983) vive e trabalha em São Paulo. Formada em Desenho pela UFMG, possui mestrado em Linguagens Visuais pela UFRJ e doutorado pela USP, com período sanduíche no Chelsea College of Art and Design, Londres. Sua prática se caracteriza pela pluralidade de suportes, marcada por processos imersivos e pela relação com o ambiente, propondo uma contaminação pela paisagem ao invés de meras intervenções no espaço. Seus títulos revelam o diálogo com a poesia e a música popular brasileira, como em América do Sal (2021), inspirado em Oswald de Andrade, As impurezas do branco (2019), referência a Carlos Drummond de Andrade, e O tempo é, que parte de uma canção de Gilberto Gil.

Cordeiro fundou, em 2021, a Galeria de Artistas – GDA, projeto coletivo criado por e para artistas como meio de experimentar novas formas de inserção no mercado. Participou de residências como CASCO (Rio Grande do Sul, 2021), Pivô Arte e Pesquisa (São Paulo, 2019), Red Bull Station (São Paulo, 2016), Homesession (Barcelona, Espanha, 2011); GlogauAIR Art Residency (Berlim, Alemanha, 2009) e foi indicada ao Prêmio PIPA em 2020. Entre suas exposições destacam-se: Carolina Cordeiro: o tempo é (Individual, Galatea, São Paulo, 2023); América do Sal (Individual, GDA, São Paulo, 2021); Casa no céu (para Rochelle) (Coletiva, Galeria Vermelho, São Paulo, 2023); I remember earth (Coletiva, Le Magasin des horizons, Grenoble, 2019).

Cinthia Marcelle (Belo Horizonte, 1974) vive e trabalha em São Paulo. Formou-se em Belas Artes pela UFMG. Transitando entre instalação, fotografia, vídeo, pintura, colagem e desenho, a artista desenvolve seu trabalho ao redor dos sistemas de conceitos que organizam politicamente e culturalmente o mundo. Para tanto, o dado social se faz central na concepção de sua obra, que conta, muitas vezes, com processos de elaboração coletivos. Levando em consideração as diferentes experiências de estar no mundo, a artista se atenta ao poder de transformação advindo da organização e da desorganização das coisas, seja para questionar, seja para confrontar estruturas hegemônicas e relações de poder.

Realizou mostras panorâmicas no Marta Herford Museum for Art (Herford, Alemanha, 2023), MACBA (Barcelona, Espanha, 2022), MASP (São Paulo, Brasil, 2022); exposições individuais no Wattis Institute (São Francisco, EUA, 2018), Modern Art Oxford (Oxford, Reino Unido, 2017), MoMA PS1 (Nova York, EUA, 2016), Secession (Viena, Áustria, 2014). Participou da 15ª Bienal de Gwangju (2024), 10ª Bienal de Berlim (2018), 12ª Bienal de Sharjah (2015); Trienal do New Museum (2012); 13ª Bienal de Istambul (2013); 29ª Bienal de São Paulo (2010); 9ª Bienal de Lyon (2007); 9ª Bienal de Havana (2006). Ocupou o Pavilhão do Brasil na 57ª Bienal de Veneza (2017) e recebeu Menção Honrosa. Foi contemplada pelo Future Generation Art Prize (2010); International Prize for Performance (2006); Bolsa Pampulha (2003).

Leila Danziger (Rio de Janeiro, 1962) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desde 2006, é professora do Instituto de Artes da Uerj. Seu trabalho lida com os restos e as ruínas das informações (páginas de jornais, livros, hiperlinks, agendas, e documentos diversos), desenvolvendo-se em diferentes meios (técnicas de impressão e de apagamento, instalação, pintura, video e escrita).

Entre suas exposições individuais estão Descer da nuvem (Museu Judaico de São Paulo, 2022); Navio de emigrantes (Caixa Cultural de Brasília, 2018); Ao sul do futuro (Museu Lasar Segall, São Paulo, 2018). Entre as coletivas, destacam-se The Travelling Eye in Lands, Real and Imagined (Bienal de Bengala/Shantiniketan Artshila, Bolpur, India, 2024); A memória é uma ilha de edição (22ª Bienal Sesc Videobrasil, Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2023), onde foi contemplada com o Prêmio SESC de Arte Brasileira; Espaços do ainda (Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2022); Mémoire des livres (Galerie Dix9, Paris, França, 2021). Em poesia, publicou Três ensaios de fala (2012); Ano novo (2016) e Cinelândia (2021), todos pela editora 7Letras. Publicou também o livro de artista Cadernos do povo brasileiro, pela Relicário Edições.

Isadora Soares Belletti (Belo Horizonte, 1995) vive e trabalha em Paris. Estudou cinema e comunicação social na FAAP, São Paulo, antes de se mudar para França, onde prosseguiu os seus estudos na Beaux-Arts de Paris, concluindo o seu mestrado em 2024 com as honras do júri. Na sua prática, a artista explora as relações entre seres vivos (humanos e/ou outras formas de vida) e paisagem, através de uma perspectiva do deslocamento, do afeto e da compreensão contextual. Seja produzindo filmes, esculturas ou instalações, Isadora cria pontes que ligam esses elementos por meio de narrativas expandidas, moldando ambientes sensoriais onde a percepção, o movimento e as experiências do corpo e do olhar desempenham um papel central.

Entre as suas exposições recentes, destacam-se: Espaço para dia sem sol (individual, Solar Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde, Portugal, 2024); Une mer de petites flammes (coletiva, Air de Paris, França, 2024); Je ne suis pas toujours là où je crois être (projeto sonoro, Museu do Louvre, Paris, França, 2024); Sur le feu (coletiva, Palais des Beaux-Arts de Paris, 2023). Em 2024, Isadora foi contemplada com o prêmio FoRTE (Fonds régional pour les talents émergents) na categoria de artes visuais, graças ao qual irá expor no  Frac Île-de-France em 2025.

Maíra Dietrich (Florianópolis, 1988) vive e trabalha em São Paulo. Bacharel em Artes Plásticas pelo CEART-UDESC, Mestre em Fine Arts pelo KASK School of Arts e Pós Graduada no programa Art By Translation pela École d’Arts de Paris-Cergy e École d’Art TALM-Angers. Trabalha questões da relação entre a linguagem e o corpo através de colagem, instalação, vídeo, performance e ficção. Desde 2012 se dedica a pesquisar e divulgar textos de artista através do selo A Missão.

Entre as suas exposições, destacam-se: CENA-SINTAXE (Individual, GDA, São Paulo, 2022), Escrever sobre ler (Individual, auroras, São Paulo, 2022), Spelling P (Individual, 019, Ghent, 2021), Standing but Not Operating (Coletiva, La Casa Encendida, Madrid, 2024), Cultivo (Coletiva, Galeria Matsumoto, São Paulo, 2021), 2045 (Coletiva, Palais de Beaux Arts, Paris, 2021). Rosa Rosa Rosae Rosae (Coletiva, Maison Pilgrims, Bruxelas, 2021), Biblioteca Floresta (Coletiva, SESC Belenzinho, São Paulo, 2021) e L’intolérable ligne droite (Coletiva, Galerie Art & Essai, Rennes, 2019).

Sobre a curadora

Fernanda Morse (Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, 1996) vive e trabalha entre São Paulo, Brasil, e Paris, França. Concluiu a graduação e o mestrado em Teoria Literária na Faculdade de Letras da USP, com período sanduíche na Université Paris-Sorbonne. Atua entre o universo das letras e das artes, desenvolvendo trabalhos em pesquisa, tradução e curadoria. Tem textos críticos, literários e traduções publicados em diversas revistas, tais como: Rosa, Cult, Escamandro, Select, A Palavra Solta e Ruído Manifesto. Em 2024, publicou a tradução do livro Alma material, da crítica de arte francesa Émilie Notéris (Belo Horizonte, Ayiné). Em 2022, organizou e traduziu a antologia Poemas mais ou menos de amor e outros poemas, da poeta estadunidense Diane di Prima (São Paulo, Edições Jabuticaba). Tem duas plaquetes de poesia publicadas: a primeira pela Coleção Kraft, da editora Cozinha Experimental (Rio de Janeiro, 2014); a segunda intitulada Impossíveis, pelo selo Cactus (São Paulo, 2015).

Sobre a Galatea

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

Adiar a ordem

Local: Galatea

Endereço: Rua Oscar Freire, 379, loja 1 – Jardins, São Paulo – SP

Abertura: 11 de fevereiro, 18h às 21h

Período expositivo: 12 de fevereiro a 8 de março de 2025

Horários:  Terça a quinta das 10h às 19h; sexta das 10h às 18h; sábado das 11h às 17h

Mais informações: https://www.galatea.art/

Instagram: @galatea.art_.

(Com Edgard França/A4&Holofote Comunicação)

Pinacoteca de São Paulo anuncia gratuidade no segundo domingo de cada mês

São Paulo, por Kleber Patricio

Por Wilfredor – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=52159505.

A Pinacoteca de São Paulo celebra a nova proposta de patrocínio do museu: as Mantenedoras. No aniversário de 120 anos da instituição, a Pina amplia a parceria com a B3, que passa a oferecer ingressos gratuitos em todo segundo domingo de cada mês. O Domingo é na Pina começa no dia 9 de fevereiro.

O museu já oferece entrada gratuita todos os sábados e a partir de 2025 passa a contar com um final de semana inteiro de entradas liberadas uma vez ao mês. A expectativa com a ação é que a média de visitantes dobre aos domingos, chegando em cerca de 4.500 pessoas por dia. A parceria entre as instituições teve início em 2022 e segue ativa no compromisso de ampliar o acesso à cultura. Para Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca, “Ampliar a gratuidade do museu, graças a nossa parceria com a B3, torna a Pinacoteca cada vez mais um museu de todas e todos. É nossa missão promover a educação e a experiência do público com a arte, estimular a criatividade e a construção de conhecimento. Cada segundo domingo do mês, organizamos uma programação chamada de PinaFamilia, com atividades propostas para o público habitar o espaço do museu de forma participativa e, a partir de agora, gratuita”.

No dia 25 de dezembro de 2025 a Pinacoteca de São Paulo celebra 120 anos. Inaugurado em 1905, o museu de arte mais antigo de São Paulo divide uma programação de cerca de 18 exposições anuais, interligadas entre seus três edifícios: Pina Luz, Pina Estação e Pina Contemporânea. A gratuidade B3 aos domingos garante o acesso aos três prédios.

Atualmente, estão em cartaz as mostras:

Pina Luz: Caipiras: das derrubadas à saudade (3º andar) e Dan Lie: deixar ir (Octógono)

Pina Estação: A forma do fim: esculturas no acervo da Pinacoteca (2º andar) e Renata Lucas: domingo no parque (4º andar)

Pina Contemporânea: Era uma vez: visões do céu e da terra (Grande Galeria).

Sobre a Pinacoteca de São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. A B3 – A Bolsa do Brasil é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo. 

Serviço:

Pinacoteca de São Paulo

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3.

(Fonte: Pinacoteca de São Paulo)

Comédia teatral ‘Casa, comida e alma lavada’ anuncia curta temporada em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Bianca Rinaldi e Rodrigo Phavanello. Foto: Divulgação.

Após temporada de sucesso no Rio de Janeiro, chega a São Paulo para curta temporada a peça ‘Casa, Comida e Alma Lavada’. Com estreia anunciada para 8 de março, no palco do Teatro União Cultural, a comédia teatral, com autoria de Américo Nouman Jr. e Ricardo Tibau, destaca no elenco os atores Rodrigo Phavanello (Luis Alberto) e Bianca Rinaldi (Tânia Mara).

“Estar no palco representando é uma realização uma alegria transbordante e quando sinto que o público participa do começo ao fim, rindo, se vendo em cena, refletindo, se envolvendo junto com gente nessa história, a realização e a alegria se tornam missão cumprida. Vou pra casa com a Alma Lavada”, comenta a atriz Bianca Rinaldi.

“Com muito humor e uma boa dose de realidade, Casa, Comida e Alma Lavada nos faz rir e refletir sobre os altos e baixos da vida a dois. Entre trocas de farpas e momentos de cumplicidade, a peça mostra que, no fim das contas, o amor que resiste ao tempo é aquele que aprende a rir de si mesmo”, pontua o ator Rodrigo Phavanello.

A comédia apresenta ao público, com muito humor e irreverência, a história de Tânia Mara e Luís Alberto, onde após 20 anos de casados, resolvem aderir à DR (Discussão da relação), quando vem à tona toda a trajetória do relacionamento desde os apaixonados tempos de namoro até os dias atuais, onde, de ambas as partes, são revelados os detalhes e os segredos mais íntimos da relação e também dos que nela estão envolvidos.

Com direção assinada pelo experiente diretor Rogério Fabiano, a montagem preserva com excelência, a essência do texto, com os atores mantendo interação com o público, que acabam contando suas histórias e ao se identificarem com essa troca de farpas, chegam à conclusão de que na tradicional guerra dos sexos, quando o amor resiste ao tempo lutando contra tudo e contra todos, não existe um vencedor. “Nada mais compensador para um autor do que ver sua obra crescer. O espetáculo Casa, Comida e Alma Lavada é para mim como um filho primogênito que faz os pais vibrarem na primeira palavra, no primeiro passo, no primeiro banho. Casa, Comida e Alma Lavada foi a primeira peça escrita, a primeira montada, a primeira remontada, a primeira a trocar elenco. Agora, nessa nova temporada, está adulta. A sensação é quase a mesma de um pai ao ver seu primogênito se formando na faculdade”, comemora o autor Américo Nouman Jr, que fez a estreia do texto da comédia em setembro de 2003.

Sinopse

Uma comédia teatral que mergulha no relacionamento do casal Tânia Mara e Luís Alberto.  A peça oferece uma perspectiva única, alternando entre os pontos de vista feminino e masculino sobre situações cotidianas, enquanto satiriza os defeitos e manias de cada um. Dividida em episódios, a história começa nos tempos de namoro, quando Tânia Mara fala romanticamente ao telefone com sua amiga sobre o seu namorado.

À medida em que avança para o casamento, a empolgação diminui e as conversas revelam uma visão menos entusiasmada sobre o marido. Eventualmente, pequenas peculiaridades como o hábito de Luís Alberto de usar meias pretas para dormir se tornam motivo de desdém por parte de Tânia Mara. O clímax da peça é alcançado quando Tânia Mara e Luís Alberto reconhecem os aspectos positivos de sua jornada juntos, revelando a beleza e a importância de compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.

Ficha técnica

Elenco: Luís Alberto: Rodrigo Phavanello / Tania Mara:  Bianca Rinaldi

Direção: Rogério Fabiano

Direção de Movimentos: Ciro Barcelos

Cenário e Figurinos: Márcio Araújo

Customização: Débora Munhyz

Designer de luz: Rafael Burgath

Trilha Sonora: Miguel Briamonte

Produção Executiva: Gherardo Franco

Produção: Rama Kriya Produções

Assessoria de Imprensa: Davi Brandão.

Serviço:

Casa, comida e alma lavada 

Temporada: apresentações aos sábados, dias 8, 15 e 29 de março

Horário: 21 horas

Teatro União Cultural – Rua Mario Amaral, 209 – Paraíso, São Paulo, SP

Ingressos: R$80,00 (inteira) / R$40,00 (meia) / R$50,00 (antecipado)

Classificação: 14 anos

Duração: 75 minutos

Gênero: Comédia

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

(Com Davi Brandão/Duarte Produções)

Praça vira palco da folia carnavalesca em SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Programação gratuita traz shows que celebram a diversidade dos ritmos brasileiros. Foto: Divulgação.

A praça do Sesc Pinheiros será palco de uma programação musical especial durante o Carnaval, com apresentações gratuitas que prometem animar foliões de todas as idades. Entre marchinhas, frevo, maracatu e axé, os artistas convidados resgatam e reinventam os ritmos tradicionais da festa.

No sábado e na segunda, dias 1º e 3 de março, a festa começa com Carnaval da Velha Fubica, conduzido por Lili Flor & Paulo Pixu. O show traz a temática Le Petit Peticolá – O Carnaval 2025 é para brincar!, homenageando as infâncias com um repertório que inclui canções populares e brincadeiras tradicionais. Após o almoço, o público poderá dançar ao som do Baile da Samucagem, comandado por Samuel Samuca e sua banda completa. O show resgata a energia dos bailes carnavalescos, com releituras de clássicos do axé dos anos 90, brega, MPB e sucessos da música brasileira.

Já no domingo e na terça, dias 2 e 4 de março, a programação se repete com novas atrações. A Cia da Tribo apresenta Folias do Brasil, um show que celebra a riqueza da cultura popular com ritmos como frevo, maracatu, cavalo-marinho, ciranda e samba entre outros. Com músicas de Ricardo Dutra, a apresentação mistura teatro, dança e bonecos para envolver o público na festa. Mais tarde, às 16h, é a vez de Carnaval dos Quatro Cantos, com Tatá Alves e Rodrigo Régis, que fazem um passeio musical pelos carnavais do Brasil, de São Paulo ao Recife, passando por Salvador e São Luiz do Paraitinga.

Todas as apresentações acontecem na Praça, com entrada gratuita e classificação livre.

Programação:

Carnaval da Velha Fubica – Dias 1 e 3/3, sábado e segunda, às 13h30

Baile da Samucagem – Dias 1 e 3/3, sábado e segunda, às 16h

Folias do Brasil – Dias 2 e 4/3, domingo e terça, às 13h30

Carnaval dos Quatro Cantos – Dias 2 e 4/3, domingo e terça, das 16h às 17h30.

Serviço:

De 1º a 4 de março de 2025

Local: Praça

Livre

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h

Mais informações: www.sescsp.org.br.

(Com Gleice Nascimento/Assessoria Sesc Pinheiros)

‘O Sonho Americano’, com texto e direção de Luiz Carlos Checchia, faz novas apresentações no Teatro Studio Heleny Guariba

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: João Caldas.

Diante do crescimento do pensamento fascista ao redor do mundo, a Cia Teatro dos Ventos estava interessada em refletir sobre a popularidade da extrema-direita no Brasil. Assim, nasceu o espetáculo ‘O Sonho Americano’, que faz uma nova temporada no Teatro Studio Heleny Guariba entre os dias 15 de fevereiro e 30 de março, com sessões aos sábados, às 20h, e, aos domingos, às 19h. Não haverá apresentações nos dias 1º e 2/3.

Escrita e dirigida por Luiz Carlos Checchia, a peça antifascista é ambientada no início dos anos 1970, no auge do endurecimento da ditadura militar. Na história, Beatriz, uma jovem de classe média baixa, sonha em ir para os Estados Unidos para escapar de uma vida sem perspectivas. Ela disputa uma vaga em Harvard, mas seus planos podem sofrer um revés com a visita de seu primo Bento, um recém ingresso na luta armada.

Para construir esse texto, o dramaturgo se inspirou na maneira como os estadunidenses constroem as suas narrativas, principalmente quando apostam em um registro mais realista. “Não me restringi ao teatro. Li e reli produções de Eugene O’Neill (1888-1953), Arthur Miller (1915-2005), Tennessee Williams (1911-1983), Tony Kushner (1956-), John Steinbeck (1902-1968), Flannery O’Connor (1925-1964) e Ernest Hemingway (1899-1961). Também assisti a muitos filmes dos anos 40, 50 e 60, especialmente os de Billy Wilder (1906-2002). Alguns me marcaram muito, como ‘Farrapo Humano’ (Wilder, 1945) e ‘Entre Deus e o Pecado’ (Richard Brooks, 1960)”, comenta.

Ao mesmo tempo, a obra flerta com o realismo mágico do escritor argentino Júlio Cortázar (1914-1984). Durante a montagem, acontecem algumas situações absurdas, como se fossem devaneios. A intenção do dramaturgo é usar elementos fantásticos para acentuar as contradições do mundo.

Sobre a encenação

“Podemos dizer que ‘O Sonho Americano’ é dividido em dois momentos. Primeiro, há um clima bastante afetivo entre os integrantes da família (primos e tia). Mas, depois, quando Beatriz descobre que conseguiu a bolsa para sua pós-graduação, tudo se torna sombrio e denso, já que ela fica preocupada que a presença de um subversivo na sua casa possa atrapalhar seus planos”, comenta Checchia.

Em cena estão Camila Costa Melo, Cristina Bordin, Flávio Passos, Gabriel Santana e Ruben Pignatari. “Construímos esse trabalho de maneira que não existem mocinhos e vilões. Os personagens são complexos e cheios de falhas”, completa.

A palavra, mais especificamente a musicalidade da fala dos atores e atrizes, tem um papel fundamental para a narrativa, como se fosse a grande protagonista. Para auxiliar na construção da atmosfera de O Sonho Americano, a Cia Teatro dos Ventos ampliou sua pesquisa sobre o significado das cores. Dessa forma, o elenco veste tons de vermelho, remetendo à violência; verde musgo, que dá uma sensação de agonia; e branco, principalmente no sapato de alguns dos homens, recuperando um visual comum para os anos 70.

O cenário também aposta no branco. Mas o maior destaque fica para uma série de molduras sem fotos. “Queríamos dar a sensação de uma família e um país sem memória”, conta o diretor e dramaturgo.

Em 2024, Luiz Carlos Checchia defendeu o doutorado ‘O discurso do capitão: a emergência do bolsonarismo e sua guerra cultural’. Por conta das suas investigações, a peça estabelece conexões entre o período da ditadura militar e o Brasil de hoje. Para ele, é importante discutir como o pensamento de extrema-direita pode impactar tão profundamente as relações familiares.

Sobre a Cia Teatro dos Ventos

Formada no ano 2000, se constitui como grupo autônomo de pesquisa teatral cujas principais características são a busca pela teatralidade, o compromisso crítico, o olhar sobre as questões históricas por um recorte materialista histórico e, sobretudo, as ininterruptas pesquisas acerca das técnicas e estéticas teatrais.

Sinopse | O Sonho Americano se passa no Brasil dos anos 1970, em plena ditadura militar. Beatriz, jovem de classe média baixa, sonha com uma vaga em Harvard para escapar de sua rotina sem perspectivas. Tudo muda quando seu primo Bento, militante da luta armada, pede abrigo após falhar em uma ação contra o regime. Enquanto memórias e debates sobre o futuro emergem, Beatriz descobre que foi aceita em Harvard. Temendo que Bento comprometa seu sonho, ela enfrenta um dilema entre lealdade e ambição.

Ficha Técnica

Elenco: Camila Costa Melo, Cristina Bordin, Flávio Passos, Gabriel Santana e Ruben Pignatari

Texto e direção: Luiz Carlos Checchia

Realização: Cia Teatro dos Ventos

Luz e som: Iohann Iori

Produção: Lavinia Fernandes

Assistentes de Produção: Aline Castilho, André Pignatari e Lígia Gurgel

Apoio: Padaria Pão do Paulo e Espaço de Danças e Artes do Palco Milena L. Marra.

Serviço:

O Sonho Americano

De 15 de fevereiro a 30 de março, aos sábados, às 20h, e, aos domingos, às 19h. *Não haverá sessões nos dias 1º e 2/3

Local: Teatro Studio Heleny Guariba – Praça Franklin Roosevelt, 184 – República, São Paulo – SP

Capacidade: 60 lugares

Duração: 100 minutos

Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada)

Link de compra de ingressos: www.linklist.bio/CiaTeatrodosVentos ou pelo Sympla

Classificação indicativa: 14 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)