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Festival AmazôniaS Online será transmitido neste final de semana

Brasil, por Kleber Patricio

Cantora Tulipa Ruiz fará parte do show de encerramento, no domingo. Foto: website da artista.

O Festival AmazôniaS Online chega neste fim de semana, de 17 a 19 de abril. Esse intercâmbio entre ativistas e artistas do Norte do país e de São Paulo trará rodas de conversa, shows e exibição de filmes, com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Com a presença de lideranças indígenas e quilombolas, músicos e cineastas, o evento se inicia na sexta-feira, às 22 horas, em parceria com a Greve Mundial pelo Clima, com a Festa do Clima, uma celebração à vida através da música com o músico produtor Daniel Ganjaman como DJ da noite.

No sábado, a programação começa Ailton Krenak falando sobre suas ideias para adiar o fim do mundo, às 15h. A programação segue com Tati dos Santos, Nega Lu, Marlena Soares, Áurea Sena e Thalita Silva, mulheres negras e quilombolas da Amazônia que fazem uma roda de conversa às 17h. E o dia termina com um bate papo entre as artistas Uýra Sodoma e Roberta Carvalho comentando os ativismos entre Manaus e São Paulo e as performances no isolamento, às 19h.

No domingo, dia 19, haverá a exibição dos documentários do cineasta André D’Elia sobre o acampamento Terra Livre, seguido por uma conversa ao vivo entre ele e Sônia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), às 15 horas. Logo após, às 17 horas, Matsipaya Waura Txucarramãe, Kayapó neto do Cacique Raoni, conversa com sua mãe, Kamiha, pajé e grande conhecedora das medicinas tradicionais, e sua irmã Mayalu, que trabalha hoje na Saúde Indígena, sobre os desafios e a resistência indígena em tempos de coronavírus.

O evento termina às 19 horas, com um show ao vivo das cantoras Tulipa Ruiz e Anelis Assumpção, mostrando como a arte é também uma ferramenta essencial para lidarmos com esses novos tempos.

O evento é realizado pelo Engajamundo, Escola de Ativismo, Greenpeace, Goethe-Institut e Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. A edição física do festival, que era prevista para ocorrer de 17 a 21 de abril, segue nos planos, com nova data sendo anunciada o mais breve possível.

Saiba mais pelo perfil @festivalamazonias (Facebook e Instagram).

Taxa média de isolamento social é de 56% nos últimos dias em Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Levantamento é do sistema que monitora telefones celulares em todo o Estado. Foto: Eliandro Figueira.

Nos últimos cinco dias, a média do percentual de isolamento social registrado em Indaiatuba foi de 56% — número abaixo da adesão ideal para controlar a disseminação da Covid-19, que é de 70%, conforme o Centro de Contingência do Coronavírus, em São Paulo. Levantamento realizado por meio do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo revelou que a taxa de isolamento em Indaiatuba foi de 49% na quinta-feira (9), véspera do feriado da Paixão de Cristo, para 61% na sexta-feira, caiu para 57% no sábado (11) e depois subiu para 61%. O sistema analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social no Estado, determinadas pelos decretos estaduais (nº 64.881 e nº 64.920) e municipais (nº 13.037 e nº 13.943).

O prefeito Nilson Gaspar (MDB) reconhece que se trata de um momento muito difícil para todos, mas reforça que ainda não é hora de relaxar com as medidas de segurança. “Fico feliz que a nossa taxa de isolamento esteja se elevando, mas ainda tenho observado alguns pontos com aglomeração de pessoas. Se afrouxarmos as medidas agora, a tendência é que tenhamos muito mais casos e mortes. Como prefeito e como cidadão, quero que tenhamos nossas vidas preservadas e que tudo volte à normalidade. Mas, para que isso aconteça, quanto mais cumprirmos o isolamento, mais rápido nos veremos livres dessa pandemia”, disse.

Informações atualizadas sobre os casos notificados da doença na cidade podem ser consultados no link https://www.indaiatuba.sp.gov.br/saude/vigilancia-em-saude/vigilancia-epidemiologica/novo-coronavirus/.

Desde o início da pandemia no Brasil, a Prefeitura de Indaiatuba adotou diversas ações visando ampliar a conscientização da população sobre a importância de manter o isolamento social. Foram afixadas faixas e outdoors reforçando o #fiqueemcasa; carros de som estão circulando em todo o município lembrando as importantes medidas para se proteger contra o novo coronavírus; a fiscalização em supermercados e farmácias foi ampliada e a guarda civil municipal também tem atuado conscientizando as pessoas durante o patrulhamento pelos bairros.

Diariamente as redes sociais da prefeitura também trazem informações sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação, além de informar sobre o número de casos suspeitos e confirmados. A administração municipal também lançou o WhatsApp da Saúde (19 99779-3856) para que as dúvidas possam ser sanadas com maior rapidez. Também foi criado um blog na página da prefeitura (www.indaiatuba.sp.gov.br) para contendo todas as informações relacionadas à doença, informativos epidemiológicos e dúvidas mais frequentes relacionadas ao novo coronavírus.

RESPONSABILIDADE

O Ministério Público Federal divulgou no sábado (11) uma nota pública alertando que gestores de estados e municípios que flexibilizarem as medidas de distanciamento social sem respaldo técnico para absorver o eventual impacto do aumento de número de casos de Covid-19 poderão responder por improbidade administrativa. Segundo a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do Ministério Público Federal, “no Brasil, a decisão de manter ou não aberto o comércio e a atividade econômica em geral pode significar uma diferença de mais de um milhão de vidas. A simples mitigação do esforço de quarentena social pode produzir catastróficos impactos em relação à estratégia de supressão do contato social, tal como mais 90 milhões de brasileiros infectados em até 250 dias, 280 mil cidadãos mortos e 2 milhões de internações”.

Artigo: “Como o coronavírus vai mudar nossa forma de interagir”, por André Rezende

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A crise do coronavírus trouxe muitos desafios para a nossa sociedade. Esse novo vírus global que nos mantém contidos em nossas casas – talvez por meses – já está reorientando nosso relacionamento com o governo, com o mundo exterior e até uns com os outros. Mas os momentos de crise também apresentam oportunidades: uso mais sofisticado e flexível da tecnologia, menos polarização, uma valorização dos espaços ao ar livre e outros prazeres simples da vida. Ninguém sabe exatamente o que virá, mas com certeza nosso estilo de vida – e muito mais – mudará.

As pessoas estão sendo instruídas a se isolarem em casa. Em muitos países, empresas adotaram o home office e escolas estão fechadas. O mesmo vale para teatros, bares e cinemas. Não é aconselhável viajar para lazer e negócios, as fronteiras estão fechando. A lista de eventos cancelados ou suspensos aumentou exponencialmente nos últimos dias. De festivais a museus e competições esportivas, organizadores e executivos estão fazendo o que podem para limitar as reuniões públicas.

Esse isolamento social com certeza faz com que passemos a maior parte do tempo sozinhos, introspectivos e em período de contemplação. A maneira de nos relacionarmos é através de telas e ligações e, se nos encontramos com alguém, os abraços e cumprimentos calorosos, são substituídos pelo toque de cotovelos. Os seres humanos são criaturas sociais – precisamos estar próximos um do outro e o toque é uma das características mais básicas disso. O fato é que precisamos de toque. Ele reduz o estresse e até acalma funções corporais, como pressão alta. E, instantaneamente, nos dá uma sensação de conexão. De pertencimento e de ser amado.

Você pode até pensar que o home office diminui o estresse; afinal, você não precisa acordar mais cedo para pegar o transporte público lotado ou encarar o trânsito engarrafado. Mas, trabalhar em uma posição remota significa que interagimos com as pessoas de maneira muito diferente. Somos forçados a nos comunicar por e-mail ou mensagem instantânea. Não podemos resolver problemas com reuniões improvisadas na mesa de alguém. Pode funcionar muito bem para alguns de nós, mas outros ainda precisarão de comunicação cara a cara. E muitas empresas não conseguirão sobreviver sem isso.

Nós precisamos nos comunicar. Todos nós. Os seres humanos não prosperam quando trancados e sem contato com o mundo exterior. Nós não trabalhamos bem assim. Alguns são mais sociais do que outros, mas a maioria de nós precisa de um nível básico de interação com os que estão à nossa volta e o coronavírus nos lembra mais uma vez de quão impactante esse ser social é em nossas vidas.

É muito provável que você esteja tendo momentos de estresse, ansiedade e frustração; afinal, é um momento assustador e passar por tudo isso sozinho é ainda pior. Estamos no meio de uma pandemia mundial, com cidades e até países inteiros em isolamento e muitas perguntas sem respostas. Com tantas incertezas, busque focar no que você pode controlar agora. Entenda o que está sentindo, reflita e encontre maneiras de reduzir os pensamentos negativos e amadurecer seus relacionamentos pessoais.

Embora o vírus tenha mudado fundamentalmente a maneira como interagimos com outras pessoas, essas mudanças não serão permanentes. Provavelmente todos emergiremos do outro lado da pandemia retornando às nossas saudações e maneirismos familiares que são instintivos para todos nós. Mas o que pode mudar é a nossa apreciação do mundo ao nosso redor, da nossa liberdade de escolher como gastamos nosso tempo e o contato que fazemos com os que estão à nossa volta – como abraços, cumprimentos e toques nos ombros. A sociedade pode sair da pandemia valorizando ainda mais grandes espaços, não apenas como pano de fundo para grandes eventos e usos ativos, mas como uma oportunidade de estarmos juntos visualmente.

André Rezende é consultor, palestrante e mentor de pessoas e negócios, com uma carreira focada em atingimento de objetivos e resultados. Formado em Administração de empresas, pós-graduado em Gerência Financeira, Finanças Corporativas e MBA executiva em finanças, além de psicologia positiva, já ocupou cargos executivos de gestão e liderança em grandes empresas. Como pano de fundo para sua metodologia está o Caminho de Santiago, uma peregrinação milenar que o inspirou a moldar seus projetos de consultoria e a escrever o livro O caminho da liderança, que será lançado em breve.

Oceana disponibiliza documentário sobre Arquipélago de Juan Fernandez com legendas em português

Juan Fernandez, por Kleber Patricio

Foto: gochile.com.br.

Mal se imagina que o remoto arquipélago de Juan Fernandez, no Pacífico Sul – a 700 km da costa chilena – foi local de batalhas e naufrágios durante a I Guerra Mundial. Ainda com balas cravadas nas rochas, a região abriga uma variedade de espécies endêmicas e ecossistemas únicos.

Essa história é contada no documentário Mar de Juan Fernandez: histórias e lendas do arquipélago, produzido pela Oceana no Chile. O filme retrata em nove episódios eventos históricos, belezas naturais de tirar o fôlego e práticas de pesca sustentável na região.

As séries com legenda em português serão postadas nas mídias sociais da Oceana no Brasil às sextas-feiras. Essa é uma estratégia de aproximar os oceanos das pessoas em tempos de quarentena, por conta da pandemia da Covid-19.

Assista o documentário completo aqui.

Em parceria com galeria, artista Jimson Vilela disponibiliza seus dois livros para download gratuito

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Artista e galeria pretendem ampliar acesso ao universo da arte em tempos de isolamento social. Fotos: Jimson Vilela.

Os dois livros do artista Jimson Vilela – Adaptável ao espaço que as palavras ocupam (2015) e Narrativa (2018) – estão disponíveis em PDF gratuitamente no site da galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea desde 7 de abril. Dessa forma, o público terá acesso às duas publicações que integram importantes bibliotecas nos EUA, como a do Metropolitan Museum, de Nova York, a do Congresso Americano, em Washington DC e a New York Public Library e The Center for Book Art, em Nova York e as bibliotecas públicas especializadas em arte no Estado de São Paulo, onde o artista carioca de 33 anos vive. Em tempos de isolamento social, o artista e a galeria pretendem, com esta iniciativa, facilmente acessível digitalmente, ampliar o acesso ao universo da arte.

Para baixar os dois livros, que contêm imagens e textos do artista, além de ensaios dos críticos Liliane Benetti (Adaptável) e Agnaldo Farias (Narrativa), basta o interessado ir ao link https://www.simonecadinelli.com/livros-jimson e cadastrar seu e-mail para que imediatamente receba os arquivos.

Ganhador de vários prêmios, Jimson Vilela tem obras em importantes coleções públicas, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o MAM Rio e o MAC de Niterói.

LIVROS

Adaptável ao espaço que as palavras ocupam percorre parte do conjunto inicial de trabalhos de Jimson Vilela, apresentando obras feitas a partir de livros, objeto constante dos trabalhos do artista.  O livro aparece muitas vezes aparece como uma escala que mensura tanto o espaço expositivo quando a memória do observador. Narrativa trata do conjunto recente de suas obras, feitas também a partir de livros.

Carioca nascido em 1987, Jimson Vilela se mudou para São Paulo para fazer um mestrado em poéticas visuais, na USP, concluído em 2015 e agora está em fase de conclusão de doutorado na mesma matéria e universidade.

EXPOSIÇÕES

Entre as exposições destacadas de Jimson Vilela estão Longe dos Olhos, sua individual na galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2019; Adaptável ao espaço que as palavras ocupam, no Centro Cultural São Paulo, 2015; Sintomas e Efeitos Secundários da Sintonia (Casa Modernista, São Paulo, 2013) e Cambio (Nuevo Museo Energía Arte Contemporáneo, Buenos Aires, 2012) e as coletivas Retrospectiva – 25 anos Programa de Exposições CCSP (Centro Cultural São Paulo, 2015), Convite à viagem (Rumos Itaú Cultural, 2012 e 2013) e 6ª e 7ª Bienal Internacional da Bolívia (Siart, 2009 e 2011).

PRÊMIOS

No Brasil, Jimson Vilela foi premiado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais (2012), recebeu o Prêmio Honra ao Mérito Arte e Patrimônio do Iphan/Centro Cultural Paço Imperial/MinC (2013), o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição (2013), Prêmio Aquisição Centro Cultural São Paulo (2014), Prêmio ProAC Artes Visuais do Estado de São Paulo (2014 e 2017) e Prêmio Estímulo à Jovens Artistas do 22º Cultura Inglesa Festival (2018).

Serviço:

Simone Cadinelli Arte Contemporânea

Site: https://www.simonecadinelli.com/

Facebook: @galeriasimonecadinelli/

Instagram: @simonecadinelli.com/selecao-obras

Espaço físico (fechado temporariamente):

Rua Aníbal de Mendonça, 171, Ipanema, Rio de Janeiro/RJ

Segunda a sexta, das 10h às 19h

Sábado, das 11h às 15h

Telefone: +55 (21) 3496-6821

contato@simonecadinelli.com.