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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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“Canteiro Solidário” da Congesa arrecada cerca de R$20 mil para a Volacc

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Crédito das fotos: Pieri Imagens.

A Congesa promoveu no último dia 25 de janeiro o evento Canteiro Solidário, criado como forma de auxiliar na arrecadação de recursos para a Volacc (Voluntários de Apoio no Combate ao Câncer), instituição que há 25 anos dedica-se a dar suporte a pacientes de câncer e suas famílias.

A ação aconteceu das 10 às 17 horas em uma área no canteiro de obras do empreendimento Life e se desenvolveu em torno da desmobilização do apartamento modelo do edifício, que se encontra em fase de conclusão – prevista para cerca de 90 dias – e da venda de todos os itens que compõem a decoração do apartamento, com 100% da renda revertida para a instituição. Além disso, cerca de vinte expositores, nas áreas de arte, moda, decoração, artesanato e gastronomia, também destinaram parte da renda obtida com as vendas para a instituição – tudo entremeado com atrações culturais, com direito a solos do saxofonista Derico e apresentação da maestrina Sonia di Moraes (e uma rápida jam session com a monja budista Kelsang Norwang) e do DJ Cauê Guedes.

Segundo o presidente da Volacc, Silvio de Oliveira, a realização do evento em janeiro veio a calhar, já que neste período há uma significativa diminuição no ritmo dos eventos dos quais a instituição participa. “Será de grande ajuda para o pagamento de nossas despesas correntes”, disse ele.

O presidente da Volacc, Silvio Oliveira, com voluntários na barraca de pastel da instituição.

Nas palavras diretora da Congesa e idealizadora do evento, Adriana Mazzoni, “Nossa parceria com a Volacc já vem de muitos anos e esta foi mais uma forma de apoiar esse trabalho tão bonito e importante que a instituição executa com tanto desvelo”.

Segundo a Volacc, cerca de 300 pessoas prestigiaram o evento, resultando em uma renda de R$19.964,80 para a instituição.

O evento contou com apoio de Colégio Objetivo, Festiva, GTA, JG WebCom, Derico Sciotti,  Cauê Guedes DJ,  KPM&E, Sonia di Morais e Raissa Schroeder.

Iguatemi Campinas apresenta exposição interativa “Paisagens de Van Gogh”

Campinas, por Kleber Patricio

Visitantes poderão conferir experiência sensorial pelos cenários do pintor. Fotos: divulgação.

Como parte das comemorações pelo aniversário de seus 40 anos, o Shopping Iguatemi Campinas oferece ao público gratuitamente, de 14 de fevereiro a 29 de março, a exposição Paisagens de Van Gogh, uma experiência imersiva e sensorial por cenários pintados por um dos grandes nomes do pós-impressionismo.

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de março de 1853 – Auvers-sur-Oise, 29 de julho de 1890) foi um pintor holandês considerado uma das figuras mais famosas e influentes da história da arte ocidental. Ele criou mais de dois mil trabalhos em pouco mais de uma década, incluindo por volta de 860 pinturas a óleo, a maioria dos quais durante seus dois últimos anos de vida. Suas obras abrangem paisagens, naturezas-mortas, retratos e autorretratos caracterizados por cores dramáticas e vibrantes, além de pinceladas impulsivas e expressivas que contribuíram para as fundações da arte moderna.

Exposição ficará localizada na praça de eventos do terceiro piso.

A exposição conta a vida e a obra do pintor por meio de salas temáticas. Em cada sala, o visitante irá viver a experiência única de sentir-se dentro de suas telas e mergulhar na alma do artista, conhecendo os cenários que o inspiraram, um pouco de suas reflexões e algumas pinceladas sobre fatos de sua vida e obra.

A sensação de estar dentro dos quadros será conseguida com uso de cenografia inspirada nas obras de arte e tecnologias como projeção, realidade virtual, vídeos e áudios. Cada sala apresenta uma obra diferente do artista e, nos textos das paredes, faz uma analogia com aspectos de sua vida e de sua personalidade partindo de trechos de cartas escritas pelo próprio artista.

A exposição ficará localizada na praça de eventos do terceiro piso do shopping e poderá ser visitada de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos e feriados das 12h às 20h.

Saiba mais sobre cada sala:

Sala 1: Cartão-postal (entrada)

A entrada da exposição apresenta um cartão postal com texto de Vincent Van Gogh para seu irmão Theo, representando o carinho que o artista, incompreendido em sua época, tinha por sua família. As cartas são repletas de sentimentos e uma enorme vontade de que sua obra agrade e faça sentido, o que não ocorreu durante a vida do pintor. Os selos, que se sobrepõem ao cartão, representam a aclamação oficial e popular do artista e de sua obra, por seu país, Holanda, e por todo o mundo.

Ficha Técnica: Reprodução de um dos cartões-postais trocados entre Vincent e Theo (1872 a 1890). Cartão-postal, 10 cm x 15 cm.

Sala 2: Campo de trigo com corvos

Nesta sala é apresentada a angústia dicotômica sentida pelo pintor. Enquanto o amarelo, cor preferida de Van Gogh, é a matiz predominante no quadro Campo de Trigo com Corvos, os corvos efetivamente o enlouqueciam com o desalento de seu grasnar alto. É a felicidade representada pelo amarelo em contraste com a profunda tristeza e o desalento de um caminho sem saída, ao som melancólico e até irritante dos pássaros. Ao final da projeção, o som de um tiro, representando a morte do pintor, que atentou contra a própria vida, dando um tiro em sua barriga e falecendo dias depois no hospital, no colo do amado irmão.

Ficha Técnica: Campo de Trigo com Corvos (julho de 1890), Óleo sobre tela, 50,5 cm x 103 cm, Museu Van Gogh, Amsterdã, Holanda.

Sala 3: Labirinto de flores

O labirinto formado por uma infinidade de flores de íris representa a fascinação do pintor pela natureza. Por acreditar que seu papel como artista era o de captar tudo o que a natureza tinha a oferecer, buscava mostrar a todos, por meio de pinceladas intensas, mais do que os olhos podiam efetivamente enxergar. O período em que o pintor esteve recuso em um sanatório francês rendeu centenas de quadros retratando todo este esplendor.

Ficha Técnica: Jardim de Íris (1890), Óleo sobre tela – 71 cm x 93 cm, J. Paul Getty Museum, Los Angeles, EUA.

Sala 4: Praça da amendoeira

Van Gogh, filho de um pastor calvinista, foi criado em meio à religião e a uma numerosa família. Entretanto, a doença o afastou de todos, com exceção de Theo, o irmão caçula, que além de incentivar o artista a seguir seus sonhos, sempre o tratou com muito amor e carinho. Os dois trocaram lindas e emocionantes cartas ao longo de anos. Esta sala representa exatamente todo o sentimento existente nesta relação, apresentando uma amoreira em flor ao centro, cercada por bancos de madeira onde os visitantes podem escutar os áudios de algumas das referidas cartas.

Ficha Técnica: Amendoeira em flor (1890), Óleo sobre tela – 74 cm x 92 cm, Museu Van Gogh, Amsterdã, Holanda.

Sala 5: Banho de Lua

A sala Banho de Lua representa não somente a vida boêmia de Vincent, como também o seu fascínio pela noite e pelo brilho das estrelas. Para ele, a noite era tão intensamente povoada de cores que frequentemente lhe parecia ser mais viva do que o dia. Angustiado, Van Gogh buscava conforto na bebida e nos bares. A experiência em realidade virtual apresenta o Café Noturno, um bar que o pintor costumava frequentar, retratado em cores vivas e alegres, em contraponto com a agonia e inquietação em que os frequentadores contumazes viviam mergulhados.

Ficha técnica: Noite Estrelada Sobre o Ródano (1888), Óleo sobre tela – 72,5 cm x 92 cm, Museu d’Orsay, Paris, França.

Sala 6: Sinfonia da Noite Estrelada

Esta sala foi criada de maneira a apresentar aos visitantes a incrível e esplendorosa obra de Van Gogh como um todo e sua inegável genialidade, que pode ser sentida e observada em cada pincelada, na escolha das cores e na maneira de retratar a natureza. De artista incompreendido a reconhecido gênio da pintura, sua obra é magnética e inegavelmente emociona a todos que têm a oportunidade de apreciá-la.

Ficha Técnica: A Noite Etrelada (1889), Óleo sobre tela – 74 cm x 92 cm, MOMA, New York, EUA.

Sala 7: Saída Pelo Bosque

Uma das opções de saída da exposição. Nesta sala, impressões e espelhos criam nos visitantes uma sensação de imersão em um bosque pintado por Van Gogh.

Ficha Técnica: Duas Figuras no Bosque (1889), Óleo sobre tela – 50 cm x 100 cm, Cincinnati Art Museum, Cincinnati, EUA.

Sala 8: Foto Pintada

Aqui os visitantes terão a oportunidade de tirar uma foto com um filtro que remete à obra pós-impressionista, simulando suas pinceladas características. A foto poderá ser compartilha nas redes sociais. A cenografia da sala é composta por espelhos e girassóis, remetendo a uma das mais famosas obras do artista.

Serviço:

Exposição Paisagens de Van Gogh

Quando: de 14 de fevereiro a 29 de março

Horários: das 10h às 22h de segunda a sábado e das 12h às 20h aos domingos e feriados

Onde: praça de eventos do terceiro piso do Shopping Center Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas, SP)

Entrada gratuita

www.iguatemicampinas.com.br.

Carnaval com natureza: Legado das Águas é opção de ecoturismo no feriado

Miracatu, por Kleber Patricio

Reserva tem programação especial de verão, com opções para observação de astros, trilhas e canoagem. Foto: divulgação.

Para quem gosta de verão e natureza, a combinação ideal está a duas horas de São Paulo capital. O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, em Miracatu (SP), está com uma programação especial para o período de verão, além de uma agenda exclusiva para o feriadão de Carnaval 2020. As atividades iniciaram em janeiro e vão até 26 de fevereiro.

As programações não são apenas alternativas para curtir o calor, mas uma oportunidade de contato com a natureza em alto grau de conservação da Mata Atlântica, reservando experiências únicas. Entre elas, o encontro com espécies raras da flora nativa, além de conhecer a floresta que abriga animais extremamente raros no mundo todo, como a anta-albina e o cachorro-vinagre, sem contar a orquestra formada por aves e pássaros das mais variadas espécies e cores, espetáculo que pode ser assistido e escutado enquanto o turista aprecia o seu café da manhã ou almoço – a culinária é uma das marcas do Legado das Águas.

A programação tem opções para aproveitar os diferentes atrativos turísticos da Reserva:

– Astro Experience: a posição geográfica do Legado das Águas favorece a observação de planetas, berços estelares, estrelas mortas, aglomerados e outras galáxias com equipamentos de ponta. Realizar essa observação noturna é uma experiência diferente de beleza singular;

– Trilha Copaíba – Mirante do Sinal: passa por diversos córregos e contempla um mirante natural de tirar o fôlego a 700 m de altitude com vista de 360° da Mata Atlântica e com direito a sinal de celular, onde o turista pode fazer fotos, vídeos e postar nas redes sociais;

– Trilha Cachoeira Dezembro: além de um visual deslumbrante dentro da floresta, a trilha finaliza em uma cachoeira com piscinas naturais, ideais para banhos;

– Canoagem: ideal para quem já fez e para quem fará pela primeira vez. Enquanto o turista rema, poderá contemplar a floresta que margeia o Rio Juquiá, além de ter uma grande possibilidade de avistar aves como martim-pescador, águia pescadora, garças e biguás;

– Legado Experience: já é considerada a atração queridinha dos turistas. A atividade engloba trilhas curtas de nível de execução fácil com lindas paisagens, visita ao viveiro de plantas nativas (um trabalho pioneiro no Brasil feito pelo Legado das Águas) e banho de cachoeira.

Carnaval 2020

A programação de Carnaval tem uma atividade que está sendo considerada uma inovação no ecoturismo: a canoagem noturna. Um passeio sensorial guiado pelo luar, onde o turista vive a experiência de sentir a imponência da floresta durante a noite, com segurança, conforto e diversão.

A programação para o feriado teve início no dia 22 e se encerra no dia 26 de fevereiro, começando com o Legado Experience, Astro Experience, Caiaque, Trilha Cachoeira Dezembro, Trilha Copaíba-Prainha (sendo 8 km terrestre e 3 km aquática, que pode ser percorrida de caiaque ou barco), banho no Rio Juquiá e a canoagem noturna.

O turista que optar por passar mais de um dia no Legado pode se hospedar em Pousada ou camping à beira do rio – necessário consultar disponibilidade. As atividades podem ser realizadas por todas as idades, ideais para famílias e grupo de amigos que buscam por uma experiência que proporcione bem-estar por meio do contato com a natureza.

A programação de verão completa pode ser consultada por meio do endereço eletrônico:

http://legadodasaguas.com.br/agenda/

A agenda do Carnaval pode ser consultada por meio do endereço eletrônico:

http://legadodasaguas.com.br/agenda-carnaval/

Para consultar a disponibilidade para hospedagem:

http://legadodasaguas.com.br/hospedagem/

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim

O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com extensão aproximada à da cidade de Curitiba (PR), é um dos ativos ambientais da Votorantim. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área foi adquirida a partir da década de 1940 e conservada desde então pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que manteve sua floresta e rica biodiversidade local com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas.

Em 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Hoje, o Legado das Águas é administrado pela empresa Reservas Votorantim, criada para estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável.

Clube 9 apresenta grupo Bolerolero na Noite dos Anos Dourados

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Dentro do Projeto 9 Musical, o Clube 9 de Julho realiza nesta sexta-feira, 31, a Noite dos Anos Dourados, a partir das 20h30. O evento apresentará o grupo Bolerolero interpretando sucessos da música popular brasileira da melhor qualidade, abrangendo um período de vai de Caymmi a Tom Jobim e do Samba Canção até a Bossa Nova.

Também haverá uma interação do grupo com o público por meio do Correio Elegante, onde a pessoa poderá pedir uma música do Cardápio Musical e oferecer a outra pessoa presente. Uma oportunidade de curtir uma noite agradável, com excelente repertório, boas conversas e serviço de bar.

A organização do evento tem a participação do Maestro Marcelo Martins, responsável pelo Projeto 9 Musical.

Sócios retiram seu convite gratuito na Secretaria do Clube 9. Não sócios podem adquirir os ingressos na Secretaria, na portaria do evento ou pelo site https://www.tkingressos.com.br/noite-dos-anos-dourados-31-01-20-indaiatuba-sp.

Valor para não sócios: R$20,00. Mesas gratuitas sem reservas. Censura: 16 anos acompanhado de responsável.

Projeto 9 Musical

O Projeto 9 Musical traz a ideia de que a música é um dos principais fundamentos de um clube social. Que ela é o motivo principal pelo qual as pessoas vêm ao clube ou, mesmo sendo um motivo secundário, está sempre presente. O projeto visa fortalecer essa ideia de convivência através da música, seja ela aprendendo e praticando música nas dependências do clube ou, ainda, admirando e curtindo música no clube.

Além dos cursos oferecidos para todas as idades, que visam o desenvolvimento musical em todos os gêneros, o Clube 9 realiza eventos com o objetivo de trazer sócios e convidados, de acordo com o gosto pessoal. São realizadas rodas de samba, rodas de viola, Noite do Pop Rock e há o projeto para uma Fanfarra Eletrônica – visando um público mais jovem e a Noite dos Anos Dourados, com a música popular brasileira da melhor qualidade.

Longa brasileiro “Todos os Mortos” é selecionado para Competição Oficial do Festival de Berlim

São Paulo, por Kleber Patricio

Thomás Aquino e Carolina Bianchi em cena do filme. Foto: divulgação..

Ambientado em São Paulo entre 1899 e 1900, Todos os Mortos é o único filme brasileiro selecionado para a Competição Oficial do 70º Festival de Berlim, que ocorre de 20 de fevereiro a 1º de março de 2020. O longa foi escrito e dirigido pela dupla Caetano Gotardo (O Que Se Move) e Marco Dutra (As Boas Maneiras), com produção da Dezenove Som e Imagens e da Good Fortune Films.

Duas famílias, uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento, guiam a trama, que se passa onze anos após o fim do período escravista – passado recente que ainda mantém os decadentes Soares presos à ideia de superioridade e posse.

A história é conduzida pelas mulheres das famílias, interpretadas por Mawusi Tulani (dos espetáculos Bom Retiro 948 metros e Cartas de Despejo), Clarissa Kiste (do longa Trabalhar Cansa e atualmente no elenco da novela Amor de Mãe), Carolina Bianchi (das peças Lobo e Mata-me de Prazer) e Thaia Perez (dos filmes Aquarius e O Homem Cordial). O jovem Agyei Augusto (do musical Escola do Rock) é um dos protagonistas do filme, que também tem participações especiais da cantora Alaíde Costa, da atriz portuguesa Leonor Silveira (conhecida por seu trabalho com o diretor Manoel de Oliveira) e de Thomás Aquino (Bacurau).

A trilha sonora é composta por Salloma Salomão, músico, historiador e educador com profunda pesquisa no cruzamento entre a música brasileira e as tradições da cultura e da música africanas.

Todos os Mortos – produzido por Sara Silveira e Maria Ionescu, da Dezenove Som e Imagens, e por Clément Duboin e Florence Cohen, da Good Fortune Films; participou da Residência da Cinéfondation e da Fabriques des Cinémas du Monde, do Festival de Cannes. A produção foi realizada com incentivos da Lei do Audiovisual e Fundo Setorial do Audiovisual/BRDE, Ancine; Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo/Sabesp e ProAC | Governo do Estado de São Paulo; coprodução com Canal Brasil, Telecine, Spcine | Secretaria Municipal de Cultura; Produção Associada com Bord Cadre e To Be Continued. Todos os Mortos também teve apoio do Projeto Paradiso. A coprodução com a França foi viabilizada com parcerias do CNC – Centre National du Cinema et de L’Image Animée e Institut Français.

Todos os Mortos (All the Dead Ones)

Brasil | França, 2020. 120 min., Ficção, Cor, 1.85:1

Direção e Roteiro: Caetano Gotardo & Marco Dutra

Direção de Fotografia: Hélène Louvart

Direção de Arte: Juliana Lobo

Montagem: Juliana Rojas, Caetano Gotardo & Marco Dutra

Produção: Maria Ionescu, Sara Silveira, Clément Duboin e Florence Cohen

Produção Executiva: Maria Ionescu

Elenco: Mawusi Tulani, Clarissa Kiste, Carolina Bianchi, Thaia Perez, Agyei Augusto, Rogério Brito, Andrea Marquee, Leonor Silveira, Thomás Aquino, Alaíde Costa e Gilda Nomacce

Distribuição: Vitrine Filmes

Vendas Internacionais: Indie Sales

Sinopse

Na São Paulo de 1899, os fantasmas do passado ainda caminham entre os vivos. As mulheres da família Soares, antigas proprietárias de terra, tentam se agarrar ao que resta de seus privilégios. Para Iná Nascimento, que viveu muito tempo escravizada, a luta para reunir seus entes queridos em um mundo hostil a conduz a um questionamento de suas próprias vontades. Entre o passado conturbado do Brasil e seu presente fraturado, essas mulheres tentam construir um futuro próprio.

Caetano Gotardo & Marco Dutra

Caetano Gotardo e Marco Dutra se conheceram no curso de cinema da Universidade de São Paulo, há vinte e um anos e sempre trabalharam em proximidade, colaborando em diferentes funções nos filmes um do outro. Ambos são membros do coletivo Filmes do Caixote, assim como Juliana Rojas, montadora de Todos os Mortos. Caetano e Marco dirigiram juntos a montagem teatral Bodas de Sangue, experimento cênico a partir do o texto de Lorca e do filme de Carlos Saura e também a série ainda inédita Noturnos, do Canal Brasil. Todos os Mortos é o primeiro filme que ambos dirigem em parceria.

Crédito da foto: Beth Gotardo.

Caetano Gotardo formou-se em Cinema na USP em 2003. Escreveu e dirigiu os curtas Merencória (2017), Choclo (2015), Matéria (2013), Os barcos (2012, em parceria com Thaís de Almeida Prado), Outras Pessoas (2010), O Menino Japonês (2009), Areia (2008), O Diário Aberto de R. (2005) e Feito Não Para Doer (2003), todos exibidos em diversos festivais brasileiros e internacionais, como a Semana da Crítica do Festival de Cannes. Seu primeiro longa, O Que Se Move (2012), foi selecionado e premiado em vários festivais brasileiros e estrangeiros, com calorosa acolhida da crítica. Em 2019, lançou Seus ossos e seus olhos, seu segundo longa, nos festivais de Rotterdam e de Tiradentes. Caetano participou como diretor do projeto coletivo Desassossego (2010), sob coordenação de Felipe Bragança e Marina Meliande. Vem trabalhando também no roteiro de filmes de outros realizadores, como O Silêncio do Céu, de Marco Dutra, Pela Janela, de Caroline Leone, ganhador do prêmio Fipresci no festival de Rotterdam 2017, e Pendular, de Julia Murat, prêmio Fipresci da sessão Panorama do Festival de Berlim 2017. Como montador, foi responsável por filmes como As Boas Maneiras (2017) e Trabalhar Cansa (2011), ambos de Juliana Rojas e Marco Dutra. Em 2012, lançou o livro de poesia Matéria (editora 7Letras), junto a Marco Dutra e Carla Kinzo. Assinou ainda a dramaturgia das peças Quase de Verdade, Seis da Tarde, Três Estações e O Ruído Branco da Palavra Noite (que também dirigiu, junto a Marina Tranjan), todas encenadas na cidade de São Paulo. Caetano trabalha também como ator em cinema e em teatro.

Crédito da foto: John Trengove.

Nascido e criado em São Paulo, Marco Dutra formou-se em Cinema na USP. Seu curta de graduação, O Lençol Branco, parceria com Juliana Rojas, foi exibido em diversos festivais, incluindo a seleção da Cinéfondation do Festival de Cannes 2005. O curta seguinte dos dois – Um Ramo, 2007 – foi selecionado para a Semana da Crítica em Cannes, onde ganhou o Prêmio Descoberta como melhor curta. Trabalhar Cansa (2011), produzido pela Dezenove Som e Imagens, foi o primeiro longa de Marco, também em parceria com Juliana. O filme foi finalista do prêmio Sundance/NHK e teve estreia mundial na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes. Seu longa mais recente com Juliana, a fábula de horror As Boas Maneiras, foi lançando no Festival de Locarno em 2017 e conquistou o Prêmio Especial do Júri. Em 2014, Marco dirigiu Quando Eu Era Vivo, suspense com Antonio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah. O filme fez parte da seleção oficial do Festival de Roma. Em 2016, lançou o longa O Silêncio do Céu, produzido pela RT Features. Ganhador do Prêmio Especial do Júri e do Prêmio da Crítica no Festival de Gramado, o filme conta com Leonardo Sbaraglia (Relatos Selvagens) e Carolina Dieckmann no elenco. Marco dirigiu também três episódios da série El Hipnotizador, da HBO. Trabalha ainda como roteirista, montador e compositor. Compôs a trilha do longa de Caetano Gotardo, O Que Se Move, de Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas (prêmio de Melhor Trilha Original em Paulínia) e ganhou o Prêmio de Melhor Montagem em Brasília pelo curta A Mão Que Afaga, de Gabriela Amaral Almeida.

Dezenove Som e Imagens

A Dezenove Som e Imagens produziu alguns dos filmes de maior destaque na cinematografia nacional. Fundada em 1991 pelo cineasta Carlos Reichenbach e pela produtora Sara Silveira, a empresa conta, desde seu início, com a parceria de Maria Ionescu, executiva de todas as produções e coproduções realizadas pela empresa, que sempre marcou forte presença nos festivais nacionais e internacionais em mais de 28 anos de vida.

Good Fortune Films

Localizada em Paris e dirigida por Clément Duboin, a Good Fortune Films produz ficção e documentários, longas e curtas, franceses e estrangeiros.

Vitrine Filmes

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão Aquarius, O Som ao Redor e Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, longa que já alcançou mais de 730.000 espectadores, além de A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar deste ano, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro e O Filme da Minha Vida, de Selton Mello.

Entre os documentários, a distribuidora lançou Divinas Divas, dirigido por Leandra Leal e O Processo, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Em 2020, ano em que completa 10 anos, a Vitrine Filmes já lançou O Farol, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e ainda lançará Três Verões, de Sandra Kogut, o premiadíssimo A Febre, de Maya Da-Rin e Você Não Estava Aqui, novo longa de Ken Loach, ainda no primeiro semestre.