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BW LIVE: Mudança sistêmica da indústria da moda diminuiria alto impacto ambiental da atividade

Brasil, por Kleber Patricio

Fernanda Simon, diretora executiva do Instituto Fashion Revolution Brasil, conversa com Vagner Barbosa, da BW 2020, durante a BW LIVE: Moda e Sustentabilidade.

O mundo da moda sempre trabalhou fortemente as questões de pertencimento e de identidade, refletindo a sociedade e a cultura de cada época. Sua essência disruptiva também contribuiu para a realização de sonhos em mulheres, homens e adolescentes e para questionamentos – principalmente de jovens, que utilizam as roupas em protesto e como forma de expressão. Por outro lado, nos dias atuais, esse setor enfrenta dois desafios: o alto impacto ambiental da atividade e a precária condição de trabalho em alguns lugares do mundo.

“Eu ouvi a expressão de que a ‘moda é a filha predileta do capitalismo’. E, de fato, ela sempre incentivou o consumo exagerado”, afirmou Fernanda Simon, diretora executiva do Instituto Fashion Revolution Brasil, durante a BW LIVE: Moda e Sustentabilidade, transmitida no dia 9 de setembro pelo perfil @bwexpo no Instagram. Ela avaliou que antigamente as confecções trabalhavam em quatro coleções e, atualmente, esse número pode chegar a 50; por isso lojas recebem semanalmente algumas peças novas, principalmente as de departamento. Em sua opinião, para combater os dois desafios, é preciso olhar na cadeia como um todo. “Necessitamos de uma revolução e uma mudança sistêmica no mundo da moda. Não adianta olhar apenas um aspecto, como por exemplo, a matéria-prima ou o comportamento do consumo”, enfatizou Fernanda, que ressaltou que o consumidor tem uma “chave na mão” para essa mudança porque é ele quem faz o investimento em uma peça. Para isso, ela ponderou que é possível incentivar o cidadão a questionar as marcas sobre a origem dos produtos, a forma como as peças foram feitas e que tipo de matéria-prima ou processo de tingimento foi utilizado. “Esse poder do consumidor pode abrir uma porta para essa transformação sistêmica, despertando as marcas para a necessidade de melhorias”.

Entretanto, o questionamento é apenas uma etapa nesse processo. Outra seria a mudança de comportamento no consumo de forma geral. Isso porque, segundo Fernanda, não basta apenas adquirir produtos de marcas ecologicamente sustentáveis, mas também como usar essa roupa – “O cidadão pode, por exemplo, refazer, trocar, comprar de segunda mão, customizar, ir além da simples aquisição do produto”, complementou.

No caso da indústria, a diretora executiva do Instituto Fashion Revolution Brasil comentou sobre a importância de uma alteração em todo o ciclo de produção, desde a adoção de matérias-primas mais limpas, de processos de beneficiamento atóxicos, do desperdício em todas as etapas – no corte, por exemplo, pode chegar até 30% – e no uso de tecidos biodegradáveis, entre outros. “Essa nova geração está muito mais crítica e informada. Por isso, as marcas têm buscando mudanças, que precisam também ser reconhecidas. Mas ainda temos muito a fazer”, finalizou.

Para assistir ao evento na íntegra, basta acessar o Canal do YouTube da Sobratema.

BW 2020

O movimento BW 2020 irá promover, entre os dias 17 e 19 de novembro, um grande evento totalmente digital que proporcionará uma experiência ímpar para todos os seus participantes. Uma das propostas da BW 2020 é trazer os assuntos prioritários da sustentabilidade do meio ambiente para o mercado. Dessa forma, para abordar com profundidade esses temas, o movimento conta com Núcleos Temáticos que irão conectar redes específicas, compartilhar conhecimento e ampliar as conexões das empresas e profissionais, gerando sinergias e oportunidades de negócio para todos. São eles: Agronegócio Sustentável, Conservação de Recursos Hídricos, Construção Sustentável, Economia Circular, Reciclagem de Resíduos na Construção, Transformação Energética – Hidrogênio, Valorização de Áreas Degradadas e Waste-to-Energy.

‘Lei do Delivery’ entra em vigor em Campinas com maior segurança alimentar para clientes de aplicativos

Campinas, por Kleber Patricio

Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay.

Campinas passa a ser uma das pioneiras no Brasil a contar com uma lei que regulamenta o setor de entregas por aplicativos, exigindo documentos dos estabelecimentos comerciais cadastrados nas plataformas digitais para entrega de alimentos, perecíveis ou não. A Lei Complementar Nº 286, conhecida como Lei do Delivery, aprovada pela Câmara Municipal, foi sancionada pelo Prefeito Jonas Donizette nesta semana e já está em vigor.

Ao cadastrar um bar, restaurante ou empreendedor de comida, as empresas de aplicativos agora são obrigadas a exigir alvará de funcionamento do estabelecimento físico ou o protocolo desse alvará, alvará da Vigilância Sanitária e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB do estabelecimento físico do fornecedor, emitido pelo Corpo de Bombeiros.

A Lei também exige que empresas de aplicativos e plataformas digitais disponibilizem, nos anúncios e demais materiais publicitários que veicularem, o endereço e o telefone do fornecedor, sendo garantido ao consumidor o direito de visitar as dependências do estabelecimento físico onde são preparados os alimentos. O descumprimento implicará o pagamento de multa equivalente a 500 (quinhentas) Unidades Fiscais de Campinas – UFICs, dobrada em caso de reincidência, sem prejuízo de demais sanções incidentes na hipótese.

Presente nas discussões desde o início da elaboração do projeto, ainda no inicio deste ano, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC), Matheus Mason, comemorou a sanção da Lei, uma das primeiras em todo o Brasil. “É uma conquista de grande importância para todo consumidor de alimentação por aplicativo, que passa a contar com dados do fornecedor, saber a origem e a qualidade do produto e ter procedência da segurança sanitária, muito importante nos dias atuais com a pandemia da Covid-19, além de maior proteção aos funcionários e vizinhos dos estabelecimentos, expostos a sérios riscos”, explica o presidente da Abrasel RMC. “Ela também é importante para as empresas do setor, pois defende os pequenos negócios que atuam na legalidade de concorrências desleais, trazendo equilíbrio de mercado”, completa.

Mason explica que não tem uma estimativa de quantos estabelecimentos operam de forma irregular na cidade, mas acredita que seja muito elevado. “Muitos operam lugares irregulares, sem a devida estrutura para garantir a norma sanitária, segurança dos alimentos e os quesitos mínimos para a segurança do trabalhador.”

Obra de Matthew Barney é tema da Série Retrato do Inhotim

Brumadinho, por Kleber Patricio

Foto: Pedro Motta.

O carnaval de Salvador, um trator gigante e uma performance inesquecível no Inhotim resultaram em uma obra que aborda a relação do ser humano com a natureza. O próximo episódio da série Retrato que vai ao ar nas redes sociais do Instituto é sobre a obra De lama lâmina (2004-2009), de Matthew Barney.

O conteúdo estará disponível no YouTube, Facebook e Instagram do Inhotim a partir das 11h deste sábado (12). A série foi editada a partir de uma coletânea de DVDs gravados entre 2011 e 2014 e, neste ano, estão sendo disponibilizados on-line pela primeira vez. Os vídeos retratam o processo de criação na arte contemporânea e são uma referência para pesquisas e estudos no campo das artes.

De lama lâmina é uma das obras mais icônicas do Inhotim. Criada especialmente para o contexto do museu a céu aberto, a localização da instalação é parte importante de sua concepção. A escolha pela mata afastada do núcleo do parque abre a leitura da obra para o campo da ecologia e reflete a preocupação ambiental de Barney, evidenciando também elementos naturais que aludem aos orixás – o minério de ferro do solo e as árvores de eucalipto da mata.

Depois de descobrir detalhes sobre esse importante trabalho para a arte contemporânea, aproveite para assistir aos outros episódios das séries Retrato, Bastidores e Diálogos. Todos ainda estão disponíveis on-line.

Campos do Jordão ocupa 1º lugar entre os destinos mais buscados por brasileiros na última semana de agosto

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Imagem de Viviflorencio por Pixabay.

Os brasileiros já estão pensando nos próximos destinos que visitarão quando chegar o momento de retomarem suas viagens pelo Brasil e a Booking.com vem acompanhando os desejos dos viajantes para identificar as tendências do turismo. Com isso em mente, a plataforma fez um levantamento com os destinos pelo país mais buscados por brasileiros na última semana de agosto, bem como os destinos domésticos que tiveram crescimento mais rápido de buscas em relação ao mesmo período do ano passado. Confira:

10 destinos domésticos mais buscados por brasileiros na última semana de agosto

Campos do Jordão, que nas duas últimas semanas de julho ocupava o segundo lugar do ranking de destinos mais buscados por brasileiros, subiu para a primeira posição na última semana de agosto, liderando os destinos mais procurados pelos viajantes do país, embora a predominância de busca sejam as praias.

1º – Campos do Jordão (SP)

2º – Rio de Janeiro (RJ)

3º – Porto de Galinhas (PE)

4º – Ubatuba (SP)

5º – Gramado (RS)

6º – São Paulo (SP)

7º – Monte Verde (MG)

8º – Guarujá (SP)

9º – Ilhabela (SP)

10º – Búzios (RJ)

10 destinos domésticos com maior crescimento de buscas por brasileiros em relação ao mesmo período de 2019

O interior de São Paulo se destacou entre as cidades que tiveram aumento mais rápido de buscas em relação ao mesmo período de 2019, além de São Miguel dos Milagres, em Alagoas, que ficou no topo do ranking.

1º – São Miguel dos Milagres (AL)

2º – Urubici (SC)

3º – Domingos Martins (ES)

4º – Socorro (SP)

5º – Santo Antonio do Pinhal (SP)

6º – São Bento do Sapucaí (SP)

7º – Atibaia (SP)

8º – São Miguel do Gostoso (RN)

9º – Campos do Jordão (SP)

10º – Tamandaré (PE)

Metodologia: dados obtidos da análise dos destinos mais buscados na última semana de agosto (entre 24/8 e 30/8 de 2020), em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados correspondem a buscas e não a reservas realizadas.

Orlando Morais lança plataforma de transmissões ao vivo com live repleta de convidados

Brasília, por Kleber Patricio

O cantor e compositor Orlando Morais é o mais novo investidor no mercado das lives. Em meio à crise que afeta a renda de milhares de profissionais da música, ele está lançando, em sociedade com o empresário Dio Trotta, a Showin, plataforma para transmissões ao vivo na qual músicos podem cobrar os valores que desejarem por suas apresentações. Para marcar o lançamento oficial, Orlando fará um show no dia 18 de setembro, a partir das 20h30. A receita da transmissão será 100% destinada à campanha Show de Solidariedade, que apoia músicos, técnicos e profissionais do universo artístico em dificuldades financeiras. A live será transmitida diretamente do jardim da família, em Brasília, às margens do Lago Paranoá, e contará com convidados especiais como Seu Jorge, Margareth Menezes e as filhas e também cantoras Cleo, Antonia Morais e Ana Morais.

A ShowIn surge no mercado em meio a um cenário de explosão de lives, possibilitando a remuneração por meio de vendas de ingressos, com variadas opções de preços e formatos. A plataforma apresenta, sempre ao vivo, grandes e pocket shows, teatro, poesia, palestras, stand-up comedies, aulas de gastronomia, de yoga, meditação, dança, espetáculos infantis, esportes e muito mais. “Estamos vivendo um momento histórico, que vai definir os hábitos de consumo não só durante esse período, mas a partir de agora, no mundo todo. As inovações tecnológicas vêm para ficar e se apresentam como formas complementares de entretenimento”, comenta Orlando.

O valor dos ingressos e o tamanho das salas de exibição são definidos para cada evento e as transmissões por streaming são acessíveis pelo site, em qualquer computador ou tablet. E também pelo celular, por meio dos aplicativos disponíveis na Apple Store e no Google Play. Dentro da plataforma, o usuário pode adquirir ingressos, além de comprar e doar Winns, a moeda oficial da ShowIn.

Seu Jorge é um dos convidados de Orlando Morais. Foto: Fábio Nunes.

O projeto é fruto da sociedade entre o cantor e compositor Orlando Morais e o empreendedor e investidor Dio Trotta. Segundo Dio, a ShowIn e as novas plataformas de streaming que surgirão aqui e ao redor do mundo vão acabar com as fronteiras de intercâmbio cultural. “Mesmo quando voltarem os grandes concertos, o público vai continuar querendo assistir ao vivo a shows que estão acontecendo em outras cidades, outros países, numa experiência que vai se aprimorar tecnicamente cada vez mais”, diz.

Plataforma inovadora no mercado, a ShowIn representa não só um hub de conteúdos ao vivo dos mais diversos formatos, mas, fundamentalmente, dá aos artistas e produtores de conteúdo o potencial de gestão de seus recursos. Através da ShowIn, cada realizador poderá monetizar suas apresentações com valores estabelecidos por ele.

Serviço | Live Orlando Morais

Data: 18 de setembro (sexta-feira)

Horário: 20h30

Ingressos: entre R$4,50 e R$9,00

Plataforma: http://www.showin.tv.