Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

O mutante Sérgio Dias faz live no Festival #CulturaEmCasa nesta segunda (18)

São Paulo, por Kleber Patricio

Conteúdos da plataforma podem ser assistidos gratuitamente por televisão, computador, tablets e celulares.

O mutante Sérgio Dias faz live nesta segunda-feira, 18 de maio, às 21h30, na plataforma de streaming e vídeo #CulturaEmCasa. A plataforma foi criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Organização Social Amigos da Arte. O acesso é por meio do site http://www.culturaemcasa.com.br.

Os conteúdos da plataforma podem ser assistidos gratuitamente por televisão, computador, tablets e celulares. Sérgio Dias contará um pouco da sua vida, do novo disco de inéditas de sua banda Os Mutantes, que acaba de ser lançado, e mostra seu apartamento em Las Vegas, onde vive atualmente. Para ilustrar tudo isso, cantará e tocará um repertório sem previsão de pura inspiração.

Serviço:

Festival #CulturaEmCasa

Live Sérgio Dias

18 de maio (segunda-feira) às 21h30

Site: www.culturaemcasa.com.br

Redes Sociais:

http://www.facebook.com/culturaemcasasp/

http://www.instragram.com/culturaemcasasp/

http://twitter.com/culturaemcasasp.

A importância de falar de fadas, príncipes e heróis durante a pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Educadora afirma que, assim como os adultos, crianças precisam da fantasia para dar conta da realidade. Foto: divulgação.

Mestre em Educação e consultora educacional, a professora Carla Jarlicht defende que o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 seja aproveitado para a construção de memórias afetivas entre pais e filhos. E que ler e brincar são caminhos essenciais para essa conexão.

Carla, que no próximo dia 19, ministrará na Casa do Saber Rio (rj.casadosaber.com.br) o curso online Ler e brincar: como potencializar a ludicidade nas crianças, diz que a pandemia deve ser abordada com os pequenos “com respeito, transparência e bom senso”. “A criança está vendo que há algo diferente ocorrendo. Ela não é tola”, acrescenta.

Confira a entrevista a seguir

Assim como com qualquer tema delicado, com respeito, transparência e bom senso. Respeito, no sentido de ter clareza de que a criança é um ser capaz, sensível e que pode compreender o que se passa ao seu redor. Transparência porque é preciso honestidade ao lidar com as pessoas. Se há uma pandemia e esse é um estado de incertezas e de muita cautela não podemos fingir que nada está acontecendo, até porque a criança está vendo que há algo diferente ocorrendo, ela não é tola.

A internet faz parte da rotina das crianças, até mesmo das menores. Muitas ficam horas diante da tela do computador e assim leem, brincam e se divertem. O que há de positivo e negativo nessa ferramenta?

A internet faz parte da vida de todos. E esse é um caminho sem volta. Por isso, é preciso estabelecer uma rotina balanceada, gerindo melhor esse tempo das crianças em frente às telas – todas elas. O recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é que crianças até dois anos de idade, por exemplo, não sejam expostas às telas em geral (TV, tablets, celulares) e que as maiores tenham um tempo de até 2 horas em frente às mesmas. Isso porque a exposição excessiva é nociva para o corpo e para a mente. Portanto, precisamos aderir ao máximo a essas recomendações. É claro que a internet oferece um sem número de possibilidades de leituras, vídeos e joguinhos, muitos deles de qualidade, que respeitam o universo da criança. Mas, mesmo assim, é importante lembrar que a internet é como uma rua extremamente movimentada e imprevisível. Da mesma forma que não convém deixar uma criança andar desacompanhada na rua, não convém deixá-la sozinha na internet ou diante de qualquer outra mídia – menos ainda por tempo indeterminado. É também imprescindível termos clareza de que a criança precisa de interação para se desenvolver de forma plena e saudável. Interação ativa, com o outro (seus pais, cuidadores e amigos), consigo mesma e com o mundo externo, o mundo real. É nessa interação que ela explora a complexidade do mundo e vai construindo o seu mundo simbólico. É nessa relação com o outro, com todos os desafios e delicadezas que possa haver, que a criança se faz sujeito, compreendendo o que a cerca. Esse tipo de interação não há como encontrar na internet nem em nenhuma outra mídia.

Outro aspecto que precisamos considerar na rotina das crianças e que é estruturante é o não fazer nada. O ócio. Já repararam como estamos sempre preocupados em ocupar o tempo da criança com milhares de tarefas? Nem nos damos conta do quanto é importante também as crianças não fazerem “nada”. Porque justamente é esse nada que faz com que a criança mergulhe no seu processo de criatividade interno. Esse “não fazer nada”, assim como o brincar, são restauradores do mundo interno. Portanto, se não temos mais como evitar totalmente essa exposição às telas e elas já estão incorporadas à rotina, precisamos dosar e acompanhar o que a meninada vem assistindo – mais do que isso, dialogar, explicar e oferecer alternativas. Brincar, ler e interagir mais, ao vivo e a cores. Reservar um tempo para essa partilha, construir memórias afetivas, é o melhor que os adultos podem oferecer às crianças.

O contato com livros de papel ainda tem alguma relevância para as crianças?

Desde que a tecnologia foi ocupando cada vez mais espaço em nossas vidas, passamos a questionar a serventia de tudo que veio antes dela. Os livros fizeram parte desse questionamento. Mas o tempo foi nos mostrando que sim, há ainda espaço para o livro, que segue firme e forte, sobretudo na vida das crianças. Isso porque elas precisam dessa experiência, pois conhecem o mundo assim, sentindo, comendo pelas beiradas (ou se lambuzando mesmo), através do toque, do cheiro, e a cada virada de página vão adentrando na história a partir daquele suporte. Hoje existem também livros-objeto que proporcionam ainda outro tipo de experiência, surpreendendo o leitor com seus projetos gráficos, ampliando a leitura. Há uma autora tcheca, Kveta Pacovska, que diz que o livro ilustrado é a primeira galeria de artes que uma criança visita. E é bem isso. O livro de qualidade proporciona essa experiência estética, que é essencial à formação do leitor. E poder tê-lo em mãos, manuseá-lo, proporciona outro tipo de experiência, uma apropriação singular da narrativa. Ao invés de pensar na troca do livro físico pelo digital, acho mais interessante poder oferecer à criança uma variedade de opções tanto de narrativa quanto de suporte, porque é nessa pluralidade de experiências que ela vai tomando gosto pela leitura, vai se descobrindo leitora.

Entre brincar e ler com os filhos, o que os pais devem priorizar?

Não é preciso escolher. Eu diria os dois. E diria mais: o que os pais devem priorizar é o tempo de estar verdadeiramente com os filhos. Inteiros, interessados. Sem distratores. Estar conectado com o filho/a é ter a chance de conhecê-lo melhor, de partilhar experiências e construir memórias afetivas. E nesse caminho, o brincar e a leitura são atividades extremamente convidativas e essenciais. Tanto uma quanto a outra permitem essa aproximação, esse aconchego, esse encontro de mundos e de afinidades. O brincar é condição de ser criança; é assim que ela lida e organiza seus conteúdos afetivos e vai entendendo melhor o mundo que a cerca. A leitura é, em boa medida, um brincar com a imaginação, possibilitando ainda mais uma ampliação de mundo pelo sem-fim de narrativas que traz. É possível também unir essas atividades, o que é sensacional. O mais importante é entender que elas são essenciais na vida das crianças e, portanto, tê-las como prioridade na rotina é o melhor presente que poderia se dar a uma criança. Aliás, esse é um presente de mão dupla.

Qual a importância de falar de fadas, princesas e heróis neste momento tão cinza, com o novo coronavírus assombrando a humanidade?

Falar de princesas, fadas, príncipes e heróis é sempre muito importante; tão importante quanto falar das bruxas, monstros e dragões. Isso sempre e, ainda mais, em momentos como o atual. Explico: a literatura para crianças nos brinda com todo tipo de narrativas e, quanto mais pudermos explorar essa pluralidade, melhor. Geralmente as boas narrativas trazem conteúdos humanos complexos de uma maneira delicada, poética, inusitada. Algumas vezes de forma divertida; outras, de forma absurda, triste, assustadora e até repugnante. O caso é que precisamos dessas histórias porque são elas que provocam questionamentos acerca dos nossos conflitos ao articularmos a narrativa com nossas próprias emoções. A leitura ecoa dentro da gente. E gente, de todo tamanho, precisa da fantasia para dar conta da realidade. “A arte existe porque a vida não basta”, já dizia Ferreira Gullar. É isso que nos ajuda a lidar melhor com nossos próprios sentimentos e a encontrar saídas nos labirintos da vida. Portanto, pode-se dizer que é encarando o monstro ou a bruxa das narrativas que ficamos mais prontos para encarar os monstros e bruxas que estão aqui fora. Nesse sentido, posso dizer que a leitura modula o estresse, apazigua e fortalece.

Vivemos tempos difíceis. Como tratar o tema pandemia sem causar traumas em nossas crianças?

Assim como com qualquer tema delicado, com respeito, transparência e bom senso. Respeito, no sentido de ter clareza de que a criança é um ser capaz, sensível e que pode compreender o que se passa ao seu redor. Transparência, porque é preciso honestidade ao lidar com as pessoas. Se há uma pandemia e esse é um estado de incertezas e de muita cautela, não podemos fingir que nada está acontecendo, até porque a criança está vendo que há algo diferente ocorrendo; ela não é tola. E bom senso, porque vamos ter que encontrar uma maneira de falar de modo que a criança entenda e se sinta segura de alguma forma. É o adulto que vai poder transmitir essa segurança. Portanto, o adulto precisa manter a calma e entender que esse período, apesar de ser trágico, é provisório. Informar-se junto às organizações de saúde e, se preciso, pedir ajuda aos profissionais da escola do seu filho ou filha na condução dessa conversa são atitudes que dão mais segurança.

Algo que também ajuda muito as crianças a entenderem é falar de forma simples e através de exemplos; isto é, exemplificar a situação usando uma situação semelhante que ela já tenha vivido favorece o entendimento da criança. E ainda responder do tamanho da pergunta, considerando a sua idade e maturidade, para não gerar nela ainda mais incertezas.

Outro ponto valioso e que pode fortalecer a todos, não apenas às crianças, é focar no copo meio cheio desse momento – direcionar o olhar para o que há de ganho nas pequenas coisas boas do dia, como a oportunidade da família passar mais tempo junto, compartilhando os momentos do dia, divertindo-se entre outras coisas é encorajador. Precisamos valorizar isso, ou melhor, aprender isso com as crianças para poder passar pela dificuldade menos fragilizado.

Por último, ouçam as crianças, validem o que elas dizem estar sentindo. O medo, a raiva, a agitação exagerada, a tristeza, os receios – tudo é legítimo. Acolham. Aconcheguem-se, perguntem, estejam perto, observem. Esse contorno afetivo é essencial para que as crianças entendam que os pais estarão ali junto delas, para o que der e vier.

Escolas fechadas, crianças sem conviver com outras… Brincadeiras e leitura em casa substituem brincadeiras e leitura na escola ou no parquinho?

Nada substitui a presença. E isso não tem idade. No caso das crianças, estar no seu espaço escolar, junto com seus amigos e professores, é precioso. E as crianças precisam disso para crescerem saudáveis, para se desenvolverem bem, para serem mais felizes. Com certeza, muitas estão saudosas desse contato e é nesse momento que a tecnologia vem ajudando a estreitar as distâncias.

Aproveito para reafirmar veementemente que crianças precisam brincar, precisam ler. Tanto dentro quanto fora de casa – e por fora de casa falo em contato com a natureza, não dentro de shoppings. E isso não é por hoje, é sempre. É preciso que os adultos entendam, de uma vez por todas, que essas são atividades vitais para toda e qualquer criança. O que ela aprende ao brincar e ao ler, nas relações com os amigos e no contato com a natureza são aprendizagens de valor inestimável e que ela levará para a sua vida. Criança que brinca livremente e que lê é uma criança mais empática, generosa, criativa, resiliente. Afinal, não são essas as habilidades que pensamos ser essenciais na sua formação? Deixem que brinquem. Chega de ocupar seu tempo precioso com mais uma aula disso ou daquilo. O tempo de brincar é agora e ele passa voando.

Com o novo coronavírus, as rotinas familiares mudaram drasticamente, com pais e filhos juntos o tempo todo. Qual a melhor forma para aproveitar esse convívio sem causar estresse?

Por mais óbvia que possa parecer essa resposta, vou arriscar: a própria rotina – mas não a rotina anterior. Porque aquela atendia a uma determinada demanda. A situação agora é outra. Portanto, organizar em conjunto (isso mesmo: coletivamente) a nova rotina pode ser um bom passo para atravessar a nova situação de maneira menos estressante. É preciso que a família se reúna, avalie as necessidades atuais, converse sobre suas atividades, combine o que fará individualmente e em grupo, quais os espaços da casa que estarão ocupados etc. etc. Tudo isso incluindo as crianças; afinal, elas têm voz, precisam ser ouvidas e consideradas. Vale pensar em quais momentos as crianças da casa vão precisar de orientação e ajuda dos adultos e se planejar para esses estarem presentes. Encorajar os filhos a brincar livremente, sozinhos, a realizar as tarefas possíveis com autonomia crescente e elogiar o seu esforço e suas conquistas. Reservar um momento para a família fazer algo junto pode ser divertido. Pode ser fazer a comida, lanchar, jogar um jogo, assistir filmes, ler… Aproveitar para resgatar esses momentos que são tão ricos e essenciais ao bem-estar. E, à medida que a nova rotina for funcionando, é possível avaliar, resolver os desentendimentos, ajustar, reformular. Cada família vai encontrar o seu jeito. Sem rigidez. O momento nos pede flexibilidade e generosidade.

Moacyr Luz apresenta nova live em homenagem a Aldir Blanc

Brasil, por Kleber Patricio

Depois de uma primeira edição de sucesso, o cantor e compositor Moacyr Luz vai repetir a dose com segunda live Luz & Blanc, que homenageia o grande parceiro Aldir Blanc, falecido na última semana, em decorrência da Covid-19. Dessa vez, o repertório contará com composições mais raras e pérolas guardadas no baú. A transmissão vai acontecer na sexta-feira, dia 15 de maio, às 19 horas, no perfil do músico no Instagram (@moaluz).“Foram 23 de amizade e parceria. Temos mais de 100 músicas gravadas. Ficou muita coisa de fora… Não tinha como ficar em uma live só! Tem muita história para contar também”, comenta Moa.

Farão parte do repertório canções como Samba pro Geraldo, que Moacyr gravou no álbum Batucando, em 2009, Remanso, gravada por Maria Bethânia em 2013, para o disco Tua, Feito o mar, registrada pela madrinha Beth Carvalho em 1991 para o álbum Intérprete, Mandingueiro, gravada por Leny Andrade, entre outros intérpretes e Rainha Negra, também gravada por Bethânia em 1992 para disco Olho d’água.

Programação do 28º Maio Musical Virtual 2020 começa nesta sexta (15) com 31 atrações

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Trinta e uma atrações, dos mais diversos estilos, integram a programação do 28º Maio Musical Virtual, que terá início na sexta-feira (15), às 21 horas. O evento foi readequado para assegurar a proteção dos direitos culturais da população durante a situação de emergência em saúde, em virtude das ações de combate à pandemia de Covid-19. As apresentações foram gravadas em estúdio, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança, e serão disponibilizadas no site da Prefeitura de Indaiatuba, por meio do Cultura Online. “Foi um processo bastante intenso readequar e colocar o 28º Maio Musical Virtual em prática. O objetivo é valorizar a produção artística do município e garantir aos nossos cidadãos atrações de qualidade para este momento de isolamento social”, destaca a secretária de Cultura, Tânia Castanho.

As apresentações dos projetos habilitados vêm sendo registradas em estúdio no formato ao vivo e disponibilizadas por tempo indeterminado à população no portal Cultura Online no site da Prefeitura de Indaiatuba. “A população poderá conferir uma série de apresentações, de diversos estilos musicais e a qualquer hora do dia, acessando o Cultura Online”, ressalta Tânia. Para conferir, é só acessar www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura-online/.

PROGRAMAÇÃO

15 de maio, às 21 horas

Dechris, com Acústico de Varanda

O Trio Dechris é formado pelo irmãos Cris, Robson e Wagner, cantores, compositores e produtores do próprio trabalho. Em seu show Acústico de Varanda, reúnem músicas próprias e canções internacionais que foram adaptadas em português, relembrando sucessos de várias épocas. O formato acústico torna a apresentação mais intimista e eleva a percepção da interpretação artística.

16 de maio, às 19 horas

Fabrício Rodrigues, com Suítes I e II de Bach

Com as Suítes I e II para violoncelo solo de Bach, Fabrício se apresenta no Maio Musical. Primeiro Violoncelo da Orquestra do Theatro São Pedro desde 2010 e membro da Bachiana Filarmônica, atuou como solista em concertos realizados na Sala São Paulo e Auditório Ibirapuera. É Bacharel em cello pela Universidade Mozarteum de São Paulo. Participou de tour pela Ásia e Alemanha com a Orquestra Jovem Mundial.

16 de maio, às 20 horas

Banda Trinne’s

Banda pop/rock formada pela Família Trinne’s, conta com Junior (baixo e vocal), Edu (guitarra), Igor (bateria), João Carlos (saxofone) e Teresa (teclados). Na ativa desde 1991, já participou de vários programas televisivos de renome, como Fantástico e Tamanho Família (Rede Globo) e Programa Fábio Jr (Rede TV), entre outros. Em seu repertório, reúne grandes sucessos nacionais e internacionais.

16 de maio, às 21 horas

Skive Rock, com Clássicos do Rock Acústico

Formada em 1998, a Skive Rock traz clássicos do pop/rock de todas as épocas. Amanda Wohl (vocal), Carlão (vocal e guitarra), Thiago (guitarra e teclados), Bilo Vilela (baixo) e Matheus Giatti (bateria) reúnem influências em uma verdadeira mistura de todas as tribos do rock. Com essa mesma formação há mais de uma década e apostando no vocal feminino e masculino, apresenta versões de grandes clássicos.

17 de maio, às 19 horas

Agnaldo Araújo e Banda Digital

Agnaldo Araújo é cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor cultural. Iniciou sua carreira no começo dos anos 90 e já gravou quatro discos. Seu novo show tem o propósito de resgatar canções clássicas da Música Popular Brasileira de nomes como Tom Jobim, 14 Bis, Guilherme Arantes, Zé Ramalho, Alceu Valença, Milton Nascimento, Cartola, Chico Buarque, entre outros, além de composições autorais.

17 de maio, às 20 horas

Banda Jogral, com Memorial do Samba

Formada há pouco mais de um ano, a banda conta com Fernando de Sá, Márcio Santos e os irmãos Juliana Alves e Julio Alves, filhos de Serjão, um dos nomes mais renomados do samba em Indaiatuba, que participa da apresentação. O repertório relembra canções inesquecíveis, gravadas por grandes intérpretes como Gonzaguinha, Beth Carvalho, Elis Regina, Ivone Lara, Cartola, Almir Guineto e Reinaldo, o Príncipe do Pagode.

18 de maio, às 20 horas

Dão Ferreira e Gaudiê Otero

Baiano de Bom Jesus da Lapa, Dão Ferreira começou sua carreira em 1995, quando passou a tocar em bares e casas noturnas. Em 2002 gravou seu primeiro CD com Elton Bee e, quatro anos depois, participou do Maio Musical. Recentemente, se uniu ao instrumentista Gaudiê Otero para um novo trabalho, que mistura músicas autorais com interpretações de nomes da MPB como Zeca Balero e Vander Lee, entre outros.

19 de maio, às 20 horas

Camila Foroni

O projeto solo da cantora de Indaiatuba surgiu da vontade em mesclar MPB com distorções de guitarra, reviver o rock e “distorcer” a MPB. Para tanto, se inspirou em artistas como Cássia Eller, Rita Lee, Pitty, Marisa Monte, Alanis Morissette, Pink e Adele. Em diversos formatos, seu show aposta nos covers. Paralelamente, desenvolve seu trabalho autoral, com ênfase em sua inspiração pela cantora Cássia Eller.

20 de maio, às 20 horas

Black7Colts, com Rock Live

Show com seis músicas autorais inéditas e seis covers com clássicos do rock que marcaram diversas gerações. A banda já tem dois videoclipes gravados das músicas I’ve Broken e You Change the World, que retratam a vida cotidiana e suas tendências e a maneira como podemos mudar nosso mundo. Com diversas influências, seu objetivo é levar o rock’n’roll para ouvintes de todas as faixas etárias.

21 de maio, às 20 horas

Projeto M2 Acústico

O duo formado pela cantora Erica Mayumi e pelo músico Marcos Monsão iniciou seu projeto na cidade de Indaiatuba no ano de 2018. Através de releituras e versões acústicas de clássicos da música nacional e internacional, buscam levar ao público um retorno às grandes canções dos anos 80, 90 e da atualidade. Já se apresentaram nas cidades de Campinas, Salto, Itu, Cabreúva, Limeira e São Pedro.

22 de maio, às 20 horas

Trio Diáspora interpreta Djavan

Liberdade e improvisação são marcas registradas do trio, baseado na clássica formação piano, baixo e bateria. Desta maneira, o Trio Diáspora busca a interpretação balanceada com o improviso e a combinação de estilos sem clichês. Show busca a ligação do estilo eclético e sofisticado do cantor e compositor alagoano, ao minimalismo estético que a formação traz, com novos arranjos para clássicos como Flor de Liz e Oceano.

22 de maio, às 21 horas

Lucy Campos, com Elis sempre Elis

Foto: Robson Senne.

Lucy Campos e sua banda apresentam um show em tributo à dama da MPB. Serão apresentadas canções que foram imortalizadas pela intérprete marcando época e consagrando grandes compositores. Um show que não tem a pretensão de copiar Elis Regina, mas homenageá-la, apoiado no estilo singular da cantora Lucy Campos, os arranjos de Isaac Miranda e a experiente banda que os acompanham.

23 de maio, às 19 horas

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba com Grandes Clássicos

A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba realiza nesse Maio Musical seu primeiro concerto virtual. No programa estão obras de grandes compositores como Mozart, Bach, Vivaldi, Piazzolla e Pixinguinha. Sob a direção artística do maestro Paulo de Paula, a orquestra aceitou este grande desafio de apesar da distância, se reunir para presentear a cidade com um belo concerto: cada um em sua casa, mas unidos pela música.

23 de maio, às 20 horas

Beto Tempesta e Banda com Brasília – Protesto e Poesia

Uma homenagem às bandas de Brasília que mudaram o cenário do pop e do rock nacional. O som do cerrado, com uma releitura acústica das músicas que marcaram uma geração, de bandas como Aborto Elétrico, Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, aos mais novos como Raimundos, Natiruts e Maskavo, entre outros. Beto Tempesta é músico, cantor e compositor com 39 anos de estrada completados em 2020.

23 de maio, às 21 horas

Banda Hutal com Alforria

A Hutal acredita que a liberdade é o melhor caminho para unir as pessoas. Por isso, em seu primeiro álbum traz composições dançantes que flutuam do rock ao reggae e possuem letras fortes para um público ativo de 18 a 30 anos que os acompanham fortemente em seus shows e mídias sociais. Banda finalista do Festival de Rock de Indaiatuba em 2019.

24 de maio, às 19 horas

Gr Primaz com Do Velho ao Novo: Samba sem Fronteiras

Considerado patrimônio histórico cultural do Brasil, o samba é protagonista nesse projeto. Do Velho ao Novo traz uma viagem musical, cheia de balanço e alto astral. Dos sambas mais antigos e aclamados, aos novos desdobramentos do gênero, recheados de paixão e melodia, o Gr Primaz coloca a família toda para dançar, com muita alegria e descontração, em uma genuína roda de samba para todas as idades.

24 de maio, às 20 horas

Quarteto Guarany com Quarteto em Afetos

Formado pelos chefes de naipe da Camerata Filarmônica de Indaiatuba, através da curadoria da maestrina Natália Larangeira, o Quarteto Guarany traz um repertório com grandes joias produzidas ao longo de nossa história. Uma celebração através do que nos torna humanos: a nossa capacidade de sentir e se expressar, de sentir empatia e lutar por um mundo melhor. Deixe-se envolver nesta verdadeira celebração pela vida.

24 de maio, às 21 horas

Guitar N’Beats

Com Patrícia Aline e Priscila Moreno nos vocais e Fernando Madeira na guitarra, o projeto une as habilidades de duas vozes que se destacam pela semelhança de timbres e abertura vocal, solos marcantes, improvisos e beat box, com a harmonia da guitarra semiacústica. Os estilos musicais foram escolhidos de acordo com a personalidade vocal das intérpretes: funk, pop e jazz são as vertentes do projeto.

25 de maio, às 20 horas

Fabi Gasser com Acústico Gospel

Projeto visa um repertório gospel com músicas que marcaram décadas, apresentadas de forma acústica, apenas com voz e piano. Fabi Gasser atua há mais de 25 anos na música e é formada em Canto Lírico e Regência. Cantou e regeu em vários grupos, coros, orquestras e projetos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Idealizadora do Projeto Uma Voz, já em sua terceira edição, cantará em vários idiomas.

26 de maio, às 20 horas

Maria Luiza Zani com Músicas e suas Inspirações

Maria Luiza Zani iniciou os estudos de piano aos 8 anos e é Bacharel em piano pela Faculdade de Artes Alcântara Machado. No repertório da apresentação, música erudita escrita para o piano de forma leve, com breves comentários sobre cada obra, permitindo ao público apreciar as obras mais profundamente. Destaque para os compositores eruditos brasileiros, incluindo o indaiatubano Nabor Pires Camargo.

27 de maio, às 20 horas

Arthur Raymundo (Tenor) e José Francisco Costa (Piano) com Entre o Erudito e o Popular

Arthur Raymundo é Bacharel em Canto lírico pela Unicamp e University of Alberta (Canadá). José Francisco Costa é doutor em Música pela Unicamp. O recital consiste em interpretações para voz e piano de um eclético programa de grande sensibilidade e valor musical, incluindo peças do repertório camerístico erudito e joias do repertório popular, contribuindo assim para a formação de público na música erudita.

28 de maio, às 20 horas

Gilton Foschiani com Alma nas Pontas dos Dedos

O show instrumental viaja pelos diferentes sons do violão de aço e violão de nylon, executando grandes sucessos do Queen, Lady Gaga, Beatles, Stevie Wonder e Pink Floyd, entre outros, explorando afinações diferentes, harmônicos e regiões percussivas do instrumento, sem o uso de palhetas. Atua em produções de trilhas sonoras, como integrante da banda Os Imortais, Duo do Jazz e com o trabalho solo no estilo Fingerstyle.

29 de maio, às 20 horas

Radiola Acústico

O Radiola Acústico traz grandes clássicos da MPB e o melhor do pop rock nacional e internacional. Formado por Cezar Girardi (voz e violão), Stefany Ueda (voz e Cajon) e Dinho Bass (baixo), já tocou nos principais barzinhos da cidade, além de participar de grandes eventos em Indaiatuba e região. Sempre prezando pela excelência em suas apresentações, empolga e emociona o público com seu amor e dedicação à música.

29 de maio, às 21 horas

DJ Flavioflavs com Remix Brasil

Apresentação reúne a essência da Música Popular Brasileira (MPB) com a mistura de instrumentos eletrônicos e orgânicos, tudo feito ao vivo. Adepto da House Music e do Hip Hop, Flavs atualmente apresenta um programa de lives semanal, com o objetivo de levar música para todos neste momento de pandemia. Em sua apresentação, reúne uma MPD, um controlador e um bongô para atingir sons diferenciados.

30 de maio, às 19 horas

Grupo de Saxofones Villa-Lobos

O Grupo de Saxofones Villa-Lobos possui esse nome por ser constituído pelos integrantes do naipe de saxofones da Banda Corporação Musical Villa-Lobos de Indaiatuba, que é regida pelos maestros Samuel Nascimento De Lima e Tiago Morandi Roscani. O grupo sempre tenta levar música e cultura para os habitantes da cidade e nesse isolamento social preparou um repertório bastante diversificado.

30 de maio, às 20 horas

Tavinho Rezende

Show faz uma leitura do blues e do folk tradicional de autoria de grandes artistas do século 20, além de canções de seu álbum autoral, Meu Blues Desalmado, lançado em 2018. O objetivo é apresentar uma amostra da história da música através da raiz que vem do blues e do folk, como base para outros estilos importantes de nossa cultura musical, como o rock e o country, em projeto solo com violão, gaita e voz.

30 de maio, às 21 horas

Bruno di Marco & Cristiano com Sucessos do Sertanejo

Uma viagem no tempo para contar a história da música sertaneja, desde a moda caipira de Tonico & Tinoco, passando pelos anos 80 com Milionário & José Rico, os anos 90 com o projeto Amigos, até chegar ao sertanejo universitário, alavancado por nomes como César Menotti & Fabiano e Jorge & Mateus, entre outros. A dupla fez sua estreia em 2004 e já gravou cinco CDs e dois DVDs.

31 de maio, às 17 horas

Koringa com Brincando de Música

Hilton Rufino é radialista formado em Comunicação Social, animador de palco e mágico. Intérprete do Koringa Bobo da Corte desde 1989, apresenta o espetáculo infantil Brincando de Música, que mistura música, mágica, arte circense e muita interação com o público. No repertório, as músicas infantis ganham nova roupagens, que navegam por diversas influências, divertindo toda a família.

31 de maio, às 19 horas

Pintou o Samba

O grupo foi criado em 2011 após alguns encontros em bares na cidade de Indaiatuba para uma “brincadeira” entre amigos. Porém, o que era um passatempo tornou-se profissional, graças à união, harmonia e profissionalismo que existe entre seus integrantes: João Paulo Eugênio (percussão), Marcelinho Oliveira (cavaquinho) e Rafa Munhoz (vocal). Em pouco tempo, conquistaram fãs e acumulam shows em toda a região.

31 de maio, às 20 horas

Banda Rock’n’Roça

Todos músicos com mais de 20 anos no meio, Cássio Domingues, Valgério Gianotto, Tocha Nogueira, Nau Martins e David Quitzau uniram-se com a proposta de promover um estilo musical próprio, promovendo a reconexão com a memória popular. Depois de três temporadas flertando com o rock e o baião, a Banda Rock’n’Roça retorna com novo show, dessa vez com pitadas de Rock Rural, Regionais e claro, os Clássicos Caipiras.

31 de maio, às 21 horas

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba com Rock Sinfônico

Para encerrar o 28º Maio Musical Virtual, a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba convida a banda Gambia Rock para um concerto com grandes clássicos do Rock. No programa, orquestra e banda relembram sucessos dos maiores grupos musicais do gênero como Aerosmith, Bon Jovi, Metallica, Nirvana, Pink Floyd, Beatles e mais. Arranjos de Emanuel Massaro e direção artística do maestro Paulo de Paula.

Instituto Bardi/Casa de Vidro comemora 30 anos

São Paulo, por Kleber Patricio

Instituto comemora 30 anos com sua icônica sede, a Casa de Vidro, fechada em função das medidas para conter a pandemia de Covid-19. Por PCPetrachini – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=51834501.

O Instituto Bardi comemora 30 anos com a sua icônica sede, a Casa de Vidro, fechada em função das medidas para conter a pandemia de Covid-19. Neste dia 15 de maio, data oficial do registro da instituição, tem início um programa de conversas on-line com profissionais que fazem parte da história do Instituto nestes 30 anos. Ainda como parte das comemorações da data, um novo website, a ser lançado em breve, deve ampliar os conteúdos e interfaces do atual, de modo intuitivo e rápido.

Para enfrentar o desafio imposto pelo isolamento social, desde abril o Instituto marca presença nas redes sociais com novo formato e conteúdos mais abrangentes e abordagens inéditas, apresentando aspectos da trajetória do casal Bardi pouco conhecidos do público.

Ao completar trinta anos de existência, o Instituto Bardi/Casa de Vidro comemora um intenso trabalho no sentido de manter vivo e relevante o legado de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi para a cultura brasileira.

A nova gestão de Giuseppe d’Anna na presidência do Conselho de Administração do Instituto, eleito em setembro de 2019, busca aprimorar o planejamento e administração, visando o futuro da instituição. A proposta é estruturar um comitê estratégico com profissionais e especialistas, associados ou não ao Instituto, capazes de contribuir de forma efetiva para implantar novos usos e visões do acervo, no sentido de valorizar a realização de sua missão original.

Os primeiros anos

Lina Bo e Pietro Maria Bardi desembarcando em Congonhas em 26 de fevereiro de 1947. Foto: divulgação.

Fundado pelo casal Bardi como Instituto Quadrante em maio de 1990, a instituição tem como objetivos primordiais o incentivo da cultura e das artes, sendo abrigada na antiga residência do casal, a Casa de Vidro. Diretor do Museu de Arte de São Paulo desde sua criação, Pietro Bardi já manifesta essa intenção em 1986, quando solicita o tombamento da Casa de Vidro ao Condephaat. Na ocasião, pensava em uma fundação que custodiasse a coleção de obras de arte, algumas delas ambientadas no seu “jardim-florestal”, registrando “um trecho da história da renovação da museografia nacional”.

Em 1992, Lina vem a falecer e, no ano seguinte, a instituição passa a se chamar Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Tem início a primeira sistematização do acervo da arquiteta e sua apresentação ao público com livro, exposição e vídeo apresentados no Brasil e no exterior, atingindo mais de vinte 20 países.

Nesses primeiros anos, com a atuação dos colaboradores de Lina – os arquitetos Marcelo Ferraz, André Vainer e Marcelo Suzuki –, o Instituto exerce um papel importante na divulgação da história da arte e arquitetura brasileira. São publicados volumes fartamente ilustrados sobre os arquitetos Afonso Eduardo Reidy, Vilanova Artigas e João Filgueiras Lima (Lelé), estabelecendo um novo padrão editorial na área.

Pietro Maria Bardi falece em outubro de 1999, pouco antes de seu centenário, que é festejado em 2000 com a publicação de sua biografia, exposições e um filme/documentário, trabalho coordenado por Marcelo Ferraz.

Desafios e conquistas

As dificuldades de manutenção da Casa de Vidro levam à suspensão de visitas em 2007. Além disso, a redução de recursos do endowment, viabilizado por Bardi quando da fundação para assegurar a missão do Instituto, tem impacto direto nas ações e projetos da instituição.

Após o falecimento da irmã de Lina, Graziella Bo Valentinetti, vice-presidente (1993 a 1999) e presidente (1999 a 2008) do Instituto, Giuseppe D’Anna assume a presidência. A casa recebe manutenção adequada, projetos de apoio à cultura (Petrobras e CEF) são bem sucedidos e o acervo tem sua importância para a pesquisa reconhecida por apoio também da Fapesp.

O reconhecimento internacional de Lina cresce e em 2010 ela recebe uma homenagem especial na Bienal de Arquitetura de Veneza. Pouco depois, a Casa de Vidro apresenta a primeira exposição em seu espaço, curada por Hans Ulrich Obrist em 2013, com dez mil visitantes. Nesse mesmo ano, o Instituto comercializa o copyright de uma edição limitada da cadeira Bardi’s Bowl para a empresa italiana Arper. Assim inicia uma série de reedições de mobiliário da arquiteta.

As comemorações do centenário de Lina ampliam seu reconhecimento, se estendendo por 12 meses, de julho de 2014 a junho de 2015, para permitir exposições, publicações e eventos em museus de prestígio no Brasil e no exterior.

Nova visão

Na presidência de Sonia Guarita do Amaral (2014 a 2019), o Instituto obtém apoio da Petrobras e inicia sua transformação em Organização Social do Estado de São Paulo. Com essa nova estrutura, apesar das dificuldades criadas pela interrupção do apoio da Petrobras em 2016, o Instituto alcança êxito na criação de novos modos de sustentabilidade financeira.

Visitas acompanhadas por serviço educativo tornam a Casa de Vidro parte do circuito cultural paulistano. O Instituto retoma sua vocação editorial e, em parceria com a Editora Romano Guerra, publica, em 2016 e 2017, as obras dos arquitetos Pedro Paulo de Melo Saraiva e Abraão Sanovicz (apoio CAU SP), o catálogo da exposição Casas de Vidro (ProAC SP/ AGC) e a reedição do livro Lina Bo Bardi (MinC/Imprensa Oficial do Estado) em 2018, marcando os 25 anos da primeira edição em 1993.

Também em 2016, a Getty Foundation, pelo programa Keeping It Modern, patrocina a elaboração de um Plano de Gestão e Conservação da Casa de Vidro, visando o futuro da primeira obra construída de Lina Bo Bardi e uma base clara de planejamento estratégico em longo prazo. Este Plano prevê ações físicas: o restauro da Casa de Vidro, estúdio e casa do caseiro, o manejo do jardim, a adequação à acessibilidade universal e criação de outras infraestruturas necessárias para o funcionamento do espaço. No tocante à memória e produção intelectual, o Plano destaca o estímulo à pesquisa no acervo, com ênfase também ao legado de Pietro Maria Bardi.

O plano apoiado pela Getty propiciou o intercâmbio de experiências com outras casas similares nos Estados Unidos: a Glass House de Philip Johnson, a Farnsworth House, de Mies Van Der Rohe e a Eames House, de Charles e Ray Eames. Esta aproximação permitiu entender métodos de gestão para a sustentabilidade financeira baseada em doações privadas, promoção de eventos, cobrança de copyrights e formatos de acesso público às obras.

Nos últimos três anos, o Instituto implementa um modo de levantamento de recursos similar. Exposições em parcerias com o MASP e outras instituições ocupam periodicamente a casa, assim como shows e eventos anuais são promovidos em um pavilhão temporário, instalado, entre dezembro e março, na área de acesso à residência dos Bardi. O Instituto Bardi/Casa de Vidro chega assim aos 30 anos cumprindo sua missão de estímulo à arte e cultura brasileira.

Instituto Bardi/Casa de Vidro

Criado em 1990 como Instituto Quadrante pelo casal Bardi, passou a chamar-se Instituto Lina Bo e P. M. Bardi partir de 1993. Hoje, como Instituto Bardi/Casa de Vidro, mantém o objetivo inicial de promover e estimular o estudo e a pesquisa nas áreas de arquitetura, design, arte e urbanismo no Brasil.

Os Bardi atuaram de forma relevante e incansável para a consolidação da área cultural no país. Historiador, crítico de arte e de arquitetura, Pietro Maria Bardi foi cofundador do MASP, dirigindo o Museu de 1947 a 1996. Lina Bo Bardi assinou o projeto arquitetônico, museográfico e educativo do MASP, atuando de forma arrojada também em design, educação, cinema, teatro e moda.

Com foco em exposições, publicações, workshops e conferências, o Instituto possibilita o acesso a diferentes aspectos do pensamento e da produção artística e cultural do país a partir do legado de Lina Bo e P. M. Bardi, preservado no acervo existente na Casa de Vidro.

Residência dos Bardi desde 1951, a Casa de Vidro, como ficou conhecida a primeira obra construída de Lina Bo Bardi, tornou-se um ícone da arquitetura moderna e representa de forma atemporal o pensamento e o modo de vida simples e engajado do casal. Tombada pelo Condephaat como patrimônio histórico em 1987, a Casa de Vidro abriga, hoje, a sede do Instituto e o acervo de Lina e Pietro, composto por mais de 40 mil itens.

Serviço:
Instituto Bardi/Casa de Vidro

Rua General Almério de Moura, 200 – Morumbi, São Paulo/SP

institutobardi.com.br

@institutobardi

(11) 3744-9902.