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Cruz Vermelha: 600 incidentes violentos registrados contra profissionais de saúde devido à Covid-19

Genebra, por Kleber Patricio

Imagem de Darko Stojanovic por Pixabay.

Mais de 600 incidentes de violência, assédio ou estigmatização contra profissionais de saúde, pacientes e estabelecimentos de saúde relacionados com o tratamento de casos de Covid-19 foram registrados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) nos primeiros seis meses da pandemia.

Dos 611 incidentes* ocorridos em mais de 40 países, mais de 20% envolveram agressões físicas, 15% foram incidentes relacionados à discriminação baseada no medo e 15% foram agressões verbais ou ameaças. O que mais preocupa é que esta cifra reflete somente os incidentes conhecidos; o número real provavelmente é muito mais elevado.

A divulgação desses dados coincide com o Dia Mundial Humanitário – 19 de agosto –, data em que se recordam os profissionais humanitários mortos ou feridos enquanto prestavam assistência e homenageiam os profissionais de saúde que prestam apoio vital e proteção para as pessoas que mais precisam. “Esta crise coloca os profissionais de saúde em risco quando são mais necessários. Muitos deles foram insultados, assediados ou sofreram violência física. Este ambiente de medo, que quase sempre se soma à falta de equipamento de proteção individual, gera um aumento significativo do estresse para a saúde física e mental dos profissionais e das suas famílias”, afirmou o chefe da iniciativa Assistência à Saúde em Perigo do CICV, Maciej Polkowski. “Esses ataques têm um impacto devastador no acesso e na prestação de assistência à saúde em lugares onde muitos sistemas de saúde estão saturados.”

Quando os incidentes foram cometidos por membros da comunidade, o medo de que a Covid-19 se espalhasse desempenhou um papel significante. Quando os pacientes ou os seus familiares estavam por trás dos atos, ofensas relacionadas com a morte de um familiar ou medo da morte foram os principais motivos. A impossibilidade de realizar rituais funerários devido às restrições causadas pela Covid-19 também levou alguns familiares a cometerem atos agressivos contra os profissionais ou estabelecimentos de saúde.

Alguns exemplos ocorridos em abril e maio incluem:

– No Afeganistão, o principal centro de isolamento relacionado com a Covid-19 foi fechado por meio dia devido a um desentendimento físico entre familiares de um paciente que tinha morrido e profissionais de saúde.

– Em Bangladesh, foram lançados tijolos na casa de um médico depois que o resultado do seu teste de Covid-19 deu positivo em uma tentativa de obrigá-lo a abandonar a área junto com a sua família.

– Na República Centro-Africana, a frustação dos familiares de uma pessoa que morreu em decorrência da Covid-19 levou a que agredissem fisicamente uns profissionais de saúde por não poderem recuperar o corpo do seu ente querido devido às restrições impostas pela Covid-19.

– Na Colômbia, moradores impediram que ambulâncias entrassem na sua cidade para identificar casos de Covid-19 e verificaram os prontuários médicos confidenciais e os nomes dos profissionais da equipe de saúde.

– No Paquistão, médicos em um hospital foram agredidos física e verbalmente depois da morte de um paciente por causa da Covid-19. Os familiares entraram em uma área de alto risco gritando que o coronavírus era uma farsa.

– Nas Filipinas, um profissional de saúde e os seus filhos foram obrigados a abandonar a casa onde moravam depois de serem assediados, discriminados e de que vizinhos cortassem a sua luz.

Entre os incidentes contra pessoas, 67% atacaram profissionais de saúde, 22,5% atacaram pessoas feridas ou doentes (incluindo pacientes com suspeita de Covid-19) e 5% atacaram pessoas deslocadas internamente ou refugiadas.

O CICV insta os governos e as comunidades a trabalharem a questão da falta de informação que fomenta esses incidentes e a garantirem que todos os profissionais de saúde tenham um ambiente de trabalho seguro.

Os incidentes de violência contra a assistência à saúde podem ser evitados. Podem ser tomadas medidas concretas para reduzir o risco de os profissionais, pacientes ou estabelecimentos de saúde serem atacados. “O medo de contrair a doença e a falta de conhecimento básico sobre a COVID-19 são quase sempre motivos por trás dos atos de violência contra os profissionais e estabelecimentos de saúde”, afirmou a chefe da área de saúde do CICV, Dr.ª Esperanza Martinez. “Para proteger a equipe de assistência à saúde, os estabelecimentos e os pacientes contra a violência, é de suma importância difundir informações precisas sobre a origem e os modos de transmissão e prevenção da Covid-19. Os profissionais de saúde, pacientes ou grupos de risco específicos não podem ser estigmatizados ou culpados pela presença ou propagação do vírus. Precisamos fortalecer o nosso sentido coletivo de humanidade se quisermos superar esta pandemia.”

* Os 611 casos de violência, assédio e estigmatização ocorreram entre 1º de fevereiro e 31 de julho de 2020. Este número se baseia em relatos em primeira mão reunidos pelo CICV, dados de outras organizações que monitoram os incidentes relacionados com a assistência à saúde e o acompanhamento de notícias e redes sociais em 40 países na África, Américas, Ásia e Oriente Próximo e Médio.

Para mais informações, http://www.cicv.org.br.

Mostra Jazz Campinas chega à 6ª edição em formato online

Campinas, por Kleber Patricio

Entre as live-shows confirmadas, destaque para apresentações do violão vertiginoso, elegante e refinado de Marcel Powell, filho de Baden Powell. Foto: Roberto Assem.

Há mais de cinco anos, a Mostra Jazz Campinas invade bares, praças, espaços públicos e casas noturnas da cidade. Para 2020, em sua 6ª edição, foi preparado um formato diferente, com atrações exclusivas totalmente online, devido à pandemia do coronavírus. Serão cinco dias de programação, de 20 a 24 de agosto, com 20 shows ao vivo, 5 workshops, 10 lives com DJs, uma mostra de vídeos, 2 mesas de discussão, uma aula-show e uma apresentação gravada especialmente para a programação. A mostra é um evento independente, com produção da Zumbido Cultural e Raabe Andrade. “Apesar das dificuldades, este ano foi possível ampliar a programação, pois o formato online nos permite trazer atrações de fora de Campinas”, explica Arthur Amaral, DJ e Produtor Cultural, diretor da Zumbido Cultural.

Entre as live-shows confirmadas, destaque para apresentações do violão vertiginoso, elegante e refinado de Marcel Powell, filho de Baden Powell, do mestre gaitista Clayber de Souza, considerado um dos dez melhores harmonicistas do mundo e do lendário baterista Robertinho Silva, criador de um estilo único de bateria brasileira. Robertinho participa também da apresentação Ouro de Minas, em vídeo gravado especialmente para a Mostra. O projeto, idealizado por Alexandre Ito Trio, convida dois grandes músicos e amigos para um passeio musical por Minas Gerais, no qual reúnem-se em busca de uma música sem fronteiras, explorando diferentes sonoridades da percussão, do arco e pizzicato do contrabaixo alinhado aos timbres do violão e guitarra. Outro destaque será o show do baiano Greg Baratoux, que entrou na programação por meio do chamamento público realizado pela produção do evento.

Considerado um dos dez melhores harmonicistas do mundo, omestre gaitista Clayber de Souza faz parte da programação. Foto: divulgação.

Além dos shows convidados “de fora”, a Mostra Jazz traz, como sempre, uma ampla programação que reflete a rica cena instrumental da cidade de Campinas. Entre as “pratas da casa” estão Ieda Cruz, Marcelo Modesto, Rodrigo Duarte, Leandro Cruz Trio, Adriano Dias, Regina Dias e Eliza Basile, entre outros (confira abaixo a programação completa). Completam a programação também uma série de DJs de todo o país, fazendo discotecagens de jazz e vertentes, quase sempre totalmente em vinil – são eles: DJ Paulão, DJ Pagu, DJ Digão, DJ Julia Weck, DJ PG, DJ Diogo e DJ Thiago Xá.

Workshops e mesas de discussão

Além das lives musicais, a VI Mostra Jazz 2020 traz uma programação de workshops e mesas de discussão. Este ano serão seis workshops: Ritmos Brasileiros no Piano, com Ana Azevedo, Tocando e Contando História, com Robertinho Silva, Bateria no Jazz & Música Brasileira, com Maria Cecília Collaço, Linha de Contra-Baixo Rítmica e Improvisação, com Felipe Fidelis, Harmonização à Guitarra com Acordes Incompletos: Disposição e Condução de Vozes, com Budi Garcia e Masterclass de Canto, com Alma Thomas (ver inscrições no serviço) .

A Mostra traz também este ano duas mesas: Jazz, Negritude e Brasilidade, com Alma Thomas, Bernardo Oliveira e Daniel Caetano e Mulheres na Música, com a presença de Cassiane Tomilhero, Alessandra Pagu, Luciana Requião e Bruna Duarte e a mediação de Malu Arruda (ver abaixo informações completas).

Serviço:

Programação: https://www.sympla.com.br/mostrajazzcampinas

Transmissões via

Facebook: www.facebook.com/mostrajazzcampinas

Youtube: Mostra Jazz Campinas: http://tiny.cc/mostrajazzcampinas

Workshops – Ingressos já estão à venda em: http://www.sympla.com.br/mostrajazzcampinas  (disponíveis pedidos de bolsas de estudos)

Quinta 20/8

12h às 14h | Almoço com JAZZ, por DJ Digão

15h às 17h | Mostra de vídeos

18h | Live show: Greg Baratoux (BA)

19h | Live show: Ernani Teixeira

20h | Workshop (piano): Ana Azevedo SP

20h | Live show: Marcelo Gomes

21h | Live show: Leandro Cruz Trio

22h | DJ live: DJ Pagu

Sexta 21/8

15h às 16h30 | Mostra de vídeos

16h30 | Apresentação: Ouro de Minas

17h | Aula-Show: Robertinho Silva fora

18h | Mesa: Jazz, Negritude e Brasilidade

19h | Live show: Budi Garcia

20h | Live show: Adriano Dias

21h | Live show: Ana Azevedo Trio São Paulo

22h | DJ live: DJ Thiago Xá

Sábado 22/8

14h | DJ live: DJ PG

15h | DJ live: DJ Diogo

15h | Workshop (bateria): Maria Cecilia Collaço

16h | Live show: Eliza Basile

17h | Live show: Marcelo Modesto

18h | Live show: Clayber de Souza

19h | Live show: Geremias Tiófilo

20h | Workshop (baixo): Felipe Fidelis

20h | Live show: Marcel Powell

21h | Live show: Ieda Cruz

22h | DJ live: DJ Fred Jorge

Domingo 23/8

14h | DJ live: DJ Digão – Apresenta artistas independentes

15h | DJ live + papo com Riva

15h | Workshop (guitarra): Budi Garcia

16h | Live show: Corpo Jazzy

17h | Live show: Elthon Dias

18h | Live show: Silvio Martins

19h | Live show: Sofia Barion Trio

20h | Live show: Du Kiddy Artivista

21h | DJ live: DJ Paulão

22h30 | DJ live: DJ Digão

Segunda 24/8

15h | Workshop (canto): Alma Thomas

16h | Mostra de vídeos

17h | Mesa: Mulheres na música

18h | Live show: Victor Polo

19h | Live show: Klesley Pédhi Pano

20h | Live show: Rodrigo Duarte

21h | Live show: Regina Dias

22h | DJ live: DJ Julia Weck.

Leilão de arte contemporânea arrecada recursos para Médicos Sem Fronteiras

Brasil, por Kleber Patricio

Lucas Länder – Descriptive Landscape #4, 2018. Fotos: divulgação.

Já está no ar, no portal iArremate, o leilão de arte contemporânea, que tem como objetivo arrecadar recursos financeiros para a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). As obras recebem lances online até o dia 1º de setembro. Além do próprio iArremate, a iniciativa de solidariedade ainda tem como parceiros o projeto Roteiro de Ateliês e o portal Guia das Artes, além da participação de 73 artistas. O catálogo conta com 152 obras que terão 50% do valor recebido pelos lances destinados ao trabalho de MSF.

MSF tem como propósito levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por crises humanitárias, como conflitos armados, epidemias e catástrofes naturais. Vinicius Fernandes Villela, diretor do iArremate, fala sobre a importância do trabalho: “A organização tem realizado um trabalho essencial na linha de frente do combate à Covid-19, muitas vezes como única alternativa de atendimento médico  durante a pandemia para populações com dificuldades no acesso à saúde por estarem em regiões mais vulneráveis ou violentas”.

Versão virtual do Roteiro de Ateliês

Neusa Yamaguchi – A Guerreira do Quilombo do Urubu, 2020.

Desde 2018, o projeto Roteiro de Ateliês realiza o evento Portas Abertas, criando um roteiro por ateliês de artistas em São Paulo. Este ano, devido às recomendações de isolamento social, o projeto não pode ser realizado. Contudo, como uma versão online e beneficente, os artistas foram convidados a participar desse apoio ao trabalho de MSF que, ao mesmo tempo, se tornou uma alternativa de continuar com o trabalho de divulgação da arte contemporânea independente. “Nosso trabalho sempre buscou conectar as pessoas interessadas na arte contemporânea diretamente com o artista, com o objetivo de tornar a arte mais acessível e criar novos públicos. A ideia de ajudar MSF foi uma oportunidade de mantermos nossa tradição, ao mesmo tempo em que damos nossa colaboração no combate ao coronavírus. Ficamos muito felizes quando os artistas também abraçaram essa causa”, conta Lia Nasser, do Roteiro de Ateliês.

Diversas linhas de pesquisa e técnicas variadas

O catálogo do leilão beneficente em prol de MSF conta com 152 lotes, nos quais são oferecidas pinturas, fotografias, colagens e esculturas em diversas técnicas e materiais. “Uma oportunidade importantíssima de beneficiar pacientes de MSF, além de apoiar a produção de arte contemporânea paulistana e em um período tão delicado para esse mercado como o que estamos vivendo”, diz Flor Pimentel, do portal Guia das Artes.

Erica Iassuda – Leveza, 2020.

Participam da ação os artistas Adriana Affortunati, Alan Oju, Alessandra Duarte, Ana Amelia Genioli, Ana Paula Oliveira, Ana Rey, André Ricardo, Angella Conte, Beto Borges, Bettina Vaz Guimarães, Bruno Novaes, Carolina Sudati, Cassio Leitão, Cinthia Camargo, Cintia Phiebig, Cipriano Souza, Conrado Zanotto, Cristina Suzuki, Daniel Barclay, David Magila, Débora Bolsoni, Edu Silva, Edvania Rêgo, Erika Iassuda, Felipe Bitencourt, Felipe Góes, Fernando Burjato, Filipe dos Santos Barrocas, Giba Gomes, Helcio Barros, Hugo Fortes, Jacques Jesion, José Elffer, Karola Braga, Leo Ceolin, Lia Nasser, Lucas Lãnder, Luisa Meyer, Marcelo Ghandi, Marcelo Salum, Márcia Regina Azevedo, Marinalva Rosa, Maurício Adinolfi, Nilo de Medina Coeli Neto, Milton Blaser, Mirla Fernandes, Monica Tinoco, Murilo Kammer, Neillane Araujo, Neusa Yamaguchi, Ninetta Rabner, Paula Scavazzini, Paulo Camillo Penna, Paulo Caranpurnalo, Paulo Mattos, Raíssa Arruda, Raquel Magalhães, Renata Pedrosa, Renato Pêra, Ricardo Alves, Roberto Fabra, Rodrigo Pasarello, Ronaldo Grossman, Rosana Guimarães Mariotto, Rose Eisencraft, Sheila Oliveira, Silvia Maria Garcia Pinto, Síssi Fonseca, Susanne Schirato, Taís Cabral Monteiro, Tammy Aires, Tchelo, Thereza Salazar, Thig Martins, Tuca Chicalé Galvan e Vânia Medeiros.

Alguns destaques do catálogo:

Lucas LänderDescriptive Landscape #4, 2018. 19 peças em grafite e nanquim sobre papel com veladura em encáustica de parafina sobre suporte de madeira. Dimensões: Composição completa 118 x 210 cm (21 peças).

Marcia Regina AzevedoTapajós, 2015. Acrílica sobre tela, 1,50 X 1,00m, montagem em chassis de madeira.

Neusa YamaguchiA Guerreira do Quilombo do Urubu, 2020. Media: tecnica mista. Papel Canson Kraft 90 g/m² – 29,7cm x 42 cm. Segue sem montagem.

Carolina Sudati aka Translúcida/BrutaLeveza – dispositivo 1, 2020. Materiais da escultura: tecido, couro e metal (parafusos, porcas e arruelas). Dispositivo da série Procedimento para Evocar a Leveza. Acompanha protocolo. Dimensões: 47cm x 37cm x 25cm.

Erica IassudaLeveza, 2020. Acrílico e óleo sobre tela, 100cm x 80cm, 1kg, tela em chassis tipo painel.

Síssi FonsecaLavagem, Fotografia de performance, 2006, 19,1 x 25,2cm, 50 gramas, sem montagem/sem moldura.

Marcelo GandhiMickey Caveira, 2016.  Serigrafia papel, 41 x 30cm.

LEILÃO BENEFICENTE DE ARTE CONTEMPORÂNEA – MÉDICOS SEM FRONTEIRAS

10/8 a 1/9

Catálogo e lances: www.iarremate.com/iarremate2/025.

Festival ‘De volta para o cinema’ resgata experiência cinematográfica com filmes nostálgicos e blockbusters

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Imagem de Reimund Bertrams por Pixabay.

Clássicos do cinema, filmes para todas as idades e temas variados. Essas são algumas características do festival De Volta Para o Cinema, que celebra a reabertura do circuito exibidor no Brasil. Parte do projeto #JuntosPeloCinema – colocado em prática por mais de 200 profissionais do setor no Brasil – o festival é idealizado por Érico Borgo e conta com apoio de estúdios, exibidores, produtores e um board de curadores.

O projeto estará nos cinemas a partir de 3 de setembro nas cidades onde as salas estiverem abertas e entrará em cartaz sempre na primeira semana de abertura dos cinemas em cada cidade. O festival conta com oito grupos temáticos que brincam com títulos de grandes sucessos do cinema. A programação apresentará filmes em versões legendadas e dubladas dentro dos gêneros de ação, comédia, ficção científica, terror, fantasia, suspense e drama. “Pensamos em um Festival com foco nos maiores fãs do cinema, mas sem esquecer que o Brasil é um país vasto, com particularidades em cada região. Portanto, equilibramos sucessos de público e de crítica, clássicos recentes e filmes que marcaram a história do cinema”, afirma Érico Borgo.

Para acessar o site, clique aqui. Para baixar as artes dos cartazes e o trailer, clique aqui. Para conhecer o movimento #JuntosPeloCinema, clique aqui.

Acompanhe a programação abaixo:

A Fantástica Lista de Clássicos Pop

Superman (1978) | Os Caça-Fantasmas (1984) | Matrix | De Volta Para o Futuro

A Lista do Espanto

Invocação do Mal | O Exorcista (versão do diretor) | O Iluminado | Tubarão

A Sociedade das Sagas

Harry Potter e a Pedra Filosofal | O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel | Crepúsculo

A Vingança dos Geeks

Os Vingadores |Batman: O Cavaleiro das Trevas |Homem-Aranha no Aranhaverso

Curtindo a Família Adoidado

Divertida Mente | Minions | Turma da Mônica: Laços | ET – O Extraterrestre

Dias de Identidade

Corra! | Mulher-Maravilha | Pantera Negra

Sob o Domínio do Drama

O Palhaço | Os Bons Companheiros

Tropa de Risos

Até que a sorte nos separe | Fala Sério, Mãe! | Minha Mãe é uma Peça

O festival será um esquenta para as grandes estreias que estão por vir no segundo semestre. Contará com preços fixos de R$10 para salas convencionais e R$20 para salas VIP, além da meia-entrada. É bom correr: as salas de cinema estarão funcionando com redução de público nas primeiras semanas para garantir o distanciamento social – são duas poltronas ou corredor livres de cada lado.

Segundo a Feneec (Federação das Empresas Exibidoras de Cinema), os protocolos de segurança e bem-estar incluem oferta de álcool gel em pontos ao longo do percurso do cliente, os assentos deixados vazios entre as pessoas para distanciamento não serão vendidos, os intervalos entre as sessões serão ampliados para a completa higienização das salas, o público deve circular de máscara facial e a equipe de limpeza usará EPIs, entre outras medidas aprovadas pelas autoridades governamentais.

Sobre Érico Borgo – Érico Borgo é conhecido como uma das principais vozes da cultura geek/nerd do país. Empresário, jornalista e designer gráfico, atualmente é diretor da Huuro Entretenimento, produtora criativa dedicada ao desenvolvimento de experiências e o estabelecimento de relações entre fãs, marcas e universos ficcionais em projetos especiais. Foi um dos fundadores da Omelete Company e da CCXP (Comic Con Experience).

Festival De Volta Para o Cinema

Quando: A partir de 3 de setembro. Consulte a programação no site.

Valores: R$20 (Salas VIP), R$10 (Salas Convencionais), além de meia-entrada.

Mais informações: www.devoltaparaocinema.com.br Instagram/Twitter @devoltaparaocinema.

10ª Mostra 3M de Arte anuncia adiamento para novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Projeção 3D do projeto Objeto Horizonte do Coletivo Foi à Feira, selecionado via edital. Foto: divulgação.

A 10ª Mostra 3M de Arte, programada para setembro deste ano, anuncia o adiamento. Agora, a Mostra deve ocorrer de 7 de novembro a 6 de dezembro no Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Viabilizada pelo patrocínio da 3M via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com dez instalações diferentes regidas sob o tema Lugar comum: Travessias e coletividades na cidade, a Mostra optou por adiar sua data pensando na segurança de seus visitantes, trabalhadores e artistas.

Sob curadoria de Camila Bechelany, 10 projetos serão dispostos pelo parque. Das 10 obras, quatro foram selecionadas via edital. Neste ano, as inscrições estiveram abertas de 20 de abril a 25 de maio e 338 instalações foram inscritas – 222 a mais que o edital do ano anterior. 84 cidades participaram, além de três cidades fora do país.

O edital inicialmente teria somente três artistas selecionados; porém, com a grande procura, acabou selecionando quatro ao todo. Os demais foram escolhidos de acordo com a proposta da Mostra pela curadora e por um time de jurados composto por Camilla Rocha Campos (artista, professora e escritora) e Eva González-Sancho Bodero (co-curadora da primeira edição da Bienal de Oslo 2019-2024), que participaram ativamente da escolha junto à curadora.

Foram selecionados via edital Maré de Matos (SP), Narcíso Rosário (PI), Coletivo Foi à Feira (SP e ES) e a dupla Gabriel Scapinelli e Otávio Monteiro (SP). Os convidados para a Mostra são Camila Sposati, que frequentemente combina desdobramentos estéticos a procedimentos científicos; Cinthia Marcelle, que trabalha com fotografia, vídeo e instalação, encenando usos improváveis de materiais, artefatos e procedimentos da vida cotidiana; Diran Castro, artista atuante de maneira transversal no terreno das artes visuais, produção de textos e mediação; Lenora de Barros, grande expoente brasileira da poesia visual; Luiza Crosman, que cria obras de natureza especulativa, tomando emprestados conceitos da Teoria do Design Contemporâneo e da Mídia; e Rafael RG, artista que costuma combinar fontes documentais e afetivas para a construção de seus trabalhos, em geral por meio do uso de arquivos institucionais ou pessoais associados a narrativas íntimas.

Essa é a primeira vez que as obras da Mostra ocupam o Parque Ibirapuera. Nos últimos três anos elas foram expostas no Largo da Batata, zona oeste da capital. O objetivo de democratização da arte segue o mesmo, com a ideia de promover a participação do coletivo em espaço público durante o período de um mês de permanência. Este ano, esperam-se receber obras interativas acessíveis tanto para adultos quanto para crianças.