Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Simetria Restaurante retoma Festival Italiano

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Kleber Patricio.

O Simetria Restaurante, do Royal Palm Tower Indaiatuba, voltou a oferecer a opção de Festival Italiano nos finais de semana. Anteriormente oferecido em forma de buffet self-service, o festival foi retomado em formato empratado devido às recomendações das autoridades sanitárias para enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O festival se inicia com o Antipasto, que consiste de queijos (gorgonzola, provolone e ricota temperada), frios (copa, salame e presunto cru) e pães (ciabatta, focaccia e crostini com pasta de berinjela). O Primo Piatto tem como opções Risoto à milanesa, Tagliatelle ao pesto, nhoque recheado ao molho Alfredo ou Capeletti in brodo; já como Secondo Piatto, as opções são Ragú de ossobuco ao vinho tinto, Porpetta de três carnes ao sugo, Merluza Austral à la amalfitana ou Filé à parmegiana. O Contorno consiste de Polenta branca rica em queijo, Minestra grelhada no azeite, Batata na manteiga de sálvia ou Tomate recheado com atum, alcaparras e aliche. Encerram a refeição sobremesas como Panacota de pistache, Canolli, Zeppole Tiramissù e Gelato. O valor por pessoa é de R$75 + taxas.

Protocolos

O Ragú de ossobuco ao vinho tinto.

O protocolo do grupo Royal Palm para os bares e restaurantes da rede inclui medidas como capacidade reduzida em no mínimo 50%, buscando guardar a distância mínima de dois metros entre consumidores de diferentes grupos familiares; substituição do serviço de buffet por serviço empratado (café da manhã completo será servido nas mesas e os clientes poderão repetir suas preferências; almoço e jantar terão menu pré-estabelecidos por dia, serviços empratados e, da mesma forma, os clientes poderão repetir suas preferências à vontade); talheres e guardanapos higienizados e embalados de forma individualizada a fim de evitar contaminação cruzada; sal e pimenta em embalagens descartáveis; menus plastificados, facilitando a desinfecção a cada cliente; colocação dos itens diretamente nas mesas pelo garçons; canetas para assinatura de comandas e outras necessidades disponibilizadas devidamente higienizadas e máquinas para cartões envelopadas com filme plástico e higienizadas a cada uso.

Hospedagem

Os serviços oferecidos pelo hotel Royal Palm Tower Indaiatuba também foram ajustados a partir de medidas como:

Autodeclaração e medição de temperatura na entrada – é feita a medição de temperatura utilizando termômetro digital lazer infravermelho. Caso a temperatura esteja a partir de 37,5 graus, é indicada ao cliente uma futura hospedagem ou consumo e será aplicado questionário para entender o estado de saúde dos hóspedes – caso haja algum sintoma positivo ou contato desse hóspede com alguém que tenha contraído Covid-19 no período de 14 dias antes de sua hospedagem, será feita indicação de uma futura hospedagem. Recomenda-se o uso de máscaras de uso não profissional (comum) para circulação nas áreas sociais do hotel.

Treinamento e orientação a todos os colaboradores – todos os colaboradores do grupo foram treinados e recebem continuamente reforços sobre os cuidados gerais (lavar as mãos, etiqueta respiratória, evitar contatos e cumprimentos), bem como a importância do uso de EPI (equipamentos de proteção individual).

Limpeza e desinfecção de superfícies críticas – a rede Royal Palm aumentou o nível de desinfecção de superfícies críticas (bancadas, corrimões, botoeiras de elevadores, mesas e superfícies de toque em geral).

Muito além do álcool em gel – além da disponibilização de álcool em gel em todos os lugares de circulação de clientes e colaboradores, o hotel incentiva a constante higienização das mãos. Os cuidados em criar barreiras à contaminação vão desde a retirada de todos os livros, diretórios, cardápios (papeis em geral) até a higienização de canetas a cada uso de hóspede e troca de todas as amenities de apartamentos a cada estada – foco total na contaminação cruzada.

Distanciamento e redução no atendimento – todos os bares, restaurantes, salões de eventos trabalharão com 50% da capacidade habitual. Nas áreas sociais foi garantido um distanciamento maior dos mobiliários e haverá constante orientação aos hóspedes para que fiquem próximos apenas de seus acompanhantes e familiares.

Mudanças no serviço de apartamentos – os apartamentos limpos e desinfetados são lacrados e apenas o próprio hóspede pode romper esse lacre. O hóspede pode optar por ninguém entrar em seu quarto durante sua estadia (limite de 72 horas; após esse período, o serviço de arrumação é obrigatório) ou pelo serviço diário de arrumação.

Mudanças nos serviços de lazer – as piscinas e academias de ginástica estão abertas aos hóspedes – apenas estão sendo garantidos maior distanciamento e contínua higienização das superfícies críticas. Saunas permanecem fechadas.

Cuidados especiais nos procedimentos de assinatura e cobrança – assinaturas de FNRH (registro de hóspedes), comandas e outras necessidades permanecem; entretanto, sempre será disponibilizada caneta devidamente higienizada. Máquinas de cartões de crédito e débito também serão envelopadas com filme plástico e higienizadas a cada uso.

Serviço:

Festival Italiano do Simetria Restaurante do Royal Palm Tower Indaiatuba

Av. Francisco de Paula Leite, 3027 – Recreio Campestre Joia – Indaiatuba/SP

(19) 2117-6600

Instagram: https://www.instagram.com/simetriarestaurante/.

SESC 24 de Maio apresenta mostra ‘Infinito Vão: 90 anos de Arquitetura Brasileira’

São Paulo, por Kleber Patricio

Conjunto Residencial Pedregulho, 1946, Affonso Reidy. Foto: Leonardo Finotti/Acervo CA.

A partir de 25 de novembro, o SESC 24 de Maio recebe a exposição Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira. Com curadoria de Fernando Serapião e Guilherme Wisnik, a mostra traz ao público um recorte da história da arquitetura nacional por meio de obras e projetos arquitetônicos de 96 figuras emblemáticas do setor, como Lina Bo Bardi, Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha.

O recorte curatorial compreende desde os anos 1920, marcados pela Semana de Arte Moderna de 1922, até os dias atuais. A mostra convida o visitante a conhecer e refletir sobre a liberdade de criação trazida pela modernidade e pela contemporaneidade advindas de novas perspectivas artístico-culturais em contraponto à arquitetura clássica, influenciada por construções europeias. Exposta entre 2018 e 2019 na Casa de Arquitectura, em Portugal, Infinito Vão é realizada pela primeira vez em território brasileiro e reúne obras e documentos desde o projeto da primeira Casa Modernista de Gregori Warchavchik, passando pelos movimentos ligados ao Direito à Cidade e ao emaranhado de coletivos e ocupações que discutem o tema da habitação nos anos 2010.

Casa Hélio Olga, 1987, Marcos Acayaba. Foto: Leonardo Finotti/Acervo CA.

Entre as obras expostas está o próprio edifício do SESC 24 de Maio, projetado por Paulo Mendes Rocha e o escritório MMBB Arquitetos e inaugurado em 2017. Localizado no centro histórico da cidade, entre as ruas 24 de Maio e Dom José de Barros, o edifício é composto por 13 andares interligados por rampas e vidraças, procurando “agradar ninguém, mas a todos de uma vez só”, nas palavras do arquiteto. O projeto, inclusive, rendeu a Mendes da Rocha e ao MMBB premiações como o International Urban Project Award (IUPA), concedido em outubro deste ano pelas publicações internacionais Bauwelt, da Alemanha e World Architecture WA, da China.

Inicialmente prevista para acontecer entre os meses de abril e junho deste ano, a mostra, que teve sua abertura adiada devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, agora pode ser visitada gratuitamente pelo público de 25 de novembro de 2020 a 27 de junho de 2021, de terça a sexta, das 15h às 21h e, aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo site SESCsp.org.br/24demaio. As visitas à exposição têm duração máxima de 60 minutos e o uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas, durante todo o período.

NÚCLEOS EXPOSITIVOS

Um dos principais pontos que conduziram a curadoria da exposição é que a arquitetura faz parte de um contexto cultural e histórico amplo, que coexiste e compartilha referências com outras linguagens, como as artes plásticas, a literatura e a música. Não à toa, o título da mostra toma de empréstimo versos de Drão (1982), música de Gilberto Gil – “O verdadeiro amor é vão, estende-se infinito, imenso monolito, nossa arquitetura”.

A música, em particular, foi fonte de inspiração para os curadores organizarem os núcleos da mostra: Do Guarani ao Guaraná (1924-43); A Base é uma Só (1943-57); Contra os Chapadões Meu Nariz (1957-69); Eu Vi um Brasil na TV (1969-85); Inteiro e Não pela Metade (1985-2001) e Sentimento na Sola do Pé (2001-2018). Apresentados conforme contextos histórico-culturais, cada núcleo faz menção a uma composição da época.

Do Guarani ao Guaraná (1924-1943)

“Quem foi que inventou o Brasil?

Foi seu Cabral!

Foi seu Cabral!

No dia vinte e um de abril

Dois meses depois do carnaval”

(História do Brasil, Lamartine Babo)

Inspirado na marchinha de carnaval de Lamartine Babo, este núcleo trata do período de formação da arquitetura moderna brasileira. Há obras e projetos que remontam desde a viagem do arquiteto Lucio Costa à cidade histórica de Diamantina (MG), em 1924, que o levou a incorporar elementos da arquitetura colonial em seu trabalho, até as primeiras casas de Warchavchik em São Paulo, passando pelo Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, chegando ao conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, projetado por Oscar Niemeyer.

Segundo os curadores, é um período que salta do romantismo indígena e da escravidão para a cultura industrial e urbana sobre uma base social ainda patriarcal, reinventando o Brasil sob a forma moderna, documentada na mostra Brazil Builds, em 1943, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Lucio Costa – Missão de estudos à Diamantina (Diamantina, MG – 1924)

– Gregori Warchavchik – Casas na Rua Itápolis (São Paulo, SP – 1930)

– Luiz Nunes – Caixa d’água (Olinda, PE – 1934)

– Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho – Edifício Esther (São Paulo, SP – 1934)

Marcelo e Milton Roberto – Associação Brasileira de Imprensa (Rio de Janeiro, RJ – 1935)

– Roberto Burle Marx – Jardim da Casa Forte (Recife, PE – 1935)

– Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Jorge Moreira, Affonso Reidy, Carlos Leão e Ernani Vasconcellos – Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro, RJ – 1936)

– Lúcio Costa – Museu das Missões (São Miguel das Missões, RS – 1937)

– Oscar Niemeyer – Conjunto da Pampulha (Belo Horizonte, MG – 1940-43)

A Base é uma Só (1943-1957)

“Eis aqui este sambinha

feito numa nota só

Outras notas vão entrar,

mas a base é uma só”

(Samba de uma Nota Só, Tom Jobim)

Do período que vai da Pampulha até o concurso para o Plano Piloto de Brasília, o segundo núcleo expositivo trata do Brasil que vive o apogeu daquilo que Tom Jobim, coautor de Samba de uma nota só, chamou de uma “civilização de praia”. Realização quase utópica de uma geração de artistas que soube filtrar a batida do samba, compondo uma nova estrutura harmônica, a Bossa Nova, e inventar uma arquitetura audaz, de espaços amplos e perfis sinuosos, que sublima os esforços da construção e seus grandes vãos, numa leveza aérea, nas palavras dos curadores.

No Brasil, novas cidades projetadas no Amapá e no Mato Grosso abrem caminho para Brasília, cidade-oásis, traçada em forma de cruz no meio do cerrado, à moda Cabralina, como uma refundação ritual do país, reencenando, ao mesmo tempo, a violência da experiência colonial.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Affonso Reidy – Pedregulho (Rio de Janeiro, RJ – 1946)

– Diógenes Rebouças – Escola-Parque (Salvador, BA – 1947)

– Jorge Machado Moreira – Instituto de Puericultura e Pediatria (Rio de Janeiro, RJ – 1949)

– Oscar Niemeyer – Casa das Canoas (Rio de Janeiro, RJ – 1951)

– Adolf Franz Heep – Edifício Lausanne (São Paulo, SP – 1953)

– Jorge Wilhein e Rosa Kliass – Angélica (Angélica, MS – 1954)

– David Libeskind – Conjunto Nacional (São Paulo, SP – 1955)

– Oswaldo Bratke – Serra do Navio (Serra do Navio, AP – 1956)

– Sergio Bernardes – Pavilhão São Cristóvão (Rio de Janeiro, RJ – 1957)

– José Bina Fonyat – Teatro Castro Alves (Salvador, BA – 1957)

– Ernest Mange – Urubupungá (Ilha Solteira, SP e Jupiá, MS – 1957)

– Lucio Costa – Plano Piloto Brasília (Brasília, DF – 1957)

Contra os Chapadões Meu Nariz (1957-1969)

“Sobre a cabeça os aviões

Sob os meus pés os caminhões

Aponta contra os chapadões

Meu nariz”

(Tropicália, Caetano Veloso)

Nos anos 1960, tudo surge dissonante. Com a instauração do Regime Militar de 1964, a ditadura faz de Brasília sua casa. As vanguardas artísticas acusam o desenvolvimentismo tecnocrático da arquitetura brasileira em nome de uma “estética da fome” terceiro-mundista. Na canção Tropicália, de Caetano Veloso, o “monumento no planalto central do país” torna-se a encarnação de um sonho sinistro.

Enquanto a arquitetura carioca declina, surge em São Paulo o centro industrial do Brasil, uma produção vigorosa, baseada no uso do concreto armado e aparente, na afirmação do peso e na exploração formal das estruturas. Clubes, escolas e até casas, nesse momento, são concebidos como obras de infraestrutura.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Oscar Niemeyer – Primeiros esboços (Brasília, DF – 1956)

– Oscar Niemeyer – Palácio da Alvorada (Brasília, DF – 1956)

– Oscar Niemeyer – Congresso Nacional (Brasília, DF – 1958)

– Oscar Niemeyer – Palácio do Planalto (Brasília, DF – 1958)

– Oscar Niemeyer – Palácio do Itamaraty (Brasília, DF – 1962)

– Rino Levi, Roberto Cerqueira César e Roberto Carvalho Franco – Residência Castor Delgado Perez (São Paulo, SP – 1958)

– Lina Bo Bardi – Museu de Arte de São Paulo (São Paulo, SP – 1957)

– Joaquim Guedes – Residência Antônio Carlos Cunha Lima (São Paulo, SP – 1958)

– Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia – Edifício Metrópole (São Paulo, SP – 1959)

– Affonso Reidy e Roberto Burle Marx – Parque do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ – 1961)

– Sérgio Ferro – Residência Boris Fausto (São Paulo, SP – 1961)

– Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi – FAU-USP (São Paulo, SP – 1961)

– Acácio Gil Borsoi – Cajueiro Seco (Jaboatão dos Guararapes, PE – 1963)

– Deócio Tozzi e Luiz Carlos Ramos – Escola Técnica de Comércio (Santos, SP – 1963)

– Carlos Millan – Residência Mário Masetti (Ubatuba, SP – 1964)

– Ruy Ohtake – Residência Ruy Ohtake (São Paulo, SP – 1966)

– Fabio Penteado, Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo – Centro de Convivência Cultural (Campinas, SP – 1967)

– Oswaldo Corrêa Gonçalves, Abrahão Sanovicz e Julio Katinsky – Teatro Municipal (Santos, SP – 1967)

– Marcello Frageli e equipe – Estação Armênia (São Paulo, SP – 1968)

– Jorge Wilheim e Miguel Juliano – Parque Anhembi (São Paulo, SP – 1968)

Eu Vi um Brasil na TV (1969-1985)

“No Tocantins

o chefe dos Parintintins

vidrou na minha calça Lee

Eu vi uns patins pra você

Eu vi um Brasil na tevê”

(Bye Bye Brasil, Chico Buarque e Roberto Menescal)

Em 1969, lembram os curadores que Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha são cassados pelo Regime Militar. Assiste-se ao fechamento de universidades e revistas, além de canções censuradas e movimentos artísticos mergulhados na clandestinidade. Constroem-se hidroelétricas, estradas na Amazônia e cidades industriais sob o mantra do “milagre econômico”, de acordo com os versos de Bye Bye Brasil, de Chico Buarque e Roberto Menescal.

Já no final dos anos 1970, em São Paulo, Lina Bo Bardi, Eurico Prado Lopes e Luiz Telles criam edifícios considerados lúdicos pelos curadores da mostra. Bo Bardi restaura uma antiga fábrica de tambores, onde hoje está localizado o SESC Pompeia, enquanto Prado Lopes e Telles projetam o Centro Cultural São Paulo, fruto de desapropriações causadas pela construção do metrô na Rua Vergueiro.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Hans Broos – Hering Matriz (Blumenau, SC – 1968)

– João Carlos Cauduro, Ludovico Martino e Rosa Kliass – Avenida Paulista (São Paulo, SP – 1973)

– Eduardo Longo – Casa Bola (São Paulo, SP – 1974)

– Pedro Paulo de Melo Saraiva, Sérgio Ficher e Henrique Cambiaghi Filho – Edifício Acal (São Paulo, SP – 1974)

– Joaquim Guedes – Caraíba (Jaguarari, BA – 1976)

– Francisco de Assis Reis – Sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Salvador, BA – 1976

– Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles – Centro Cultural São Paulo (São Paulo, SP – 1976)

– Lina Bo Bardi – SESC Pompeia (São Paulo, SP – 1977)

– Sérgio Magalhães, Ana Luiza Magalhães, Clóvis de Barros e Silvia Pozzana – Cafundá (Rio de Janeiro, RJ – 1977)

– Éolo Maia e Jô Vasconcellos – Capela de Santana do Pé do Morro (Ouro Branco, MG – 1979)

– Severiano Porto e Mário Emílio Ribeiro – Centro de Proteção Ambiental (Balbina, AM – 1983)

– João Walter Toscano, Odiléa Toscano e Massayoshi Kamimura – Estação do Largo 13 de Maio (São Paulo, SP – 1984)

Inteiro e Não Pela Metade (1985-2001)

“A gente não quer só dinheiro

A gente quer dinheiro e felicidade

A gente não quer só dinheiro

A gente quer inteiro e não pela metade”

(Comida, Titãs)

O fragmento dos Titãs em Comida, no início do chamado rock nacional, exprime bem as aspirações de um país que retornava à democracia, desejando implementar tanto projetos sociais, quanto um novo modo de vida. Em resposta à opressão dos grandes conjuntos habitacionais feitos durante o período militar, o programa Favela-Bairro, no Rio de Janeiro, assume a cidade informal como um dado existente, procurando qualificá-la.

Em São Paulo, organizações cooperativas criam caminhos de contraposição ao modelo das grandes empreiteiras e construtoras, empregando alvenaria de tijolo e formas coletivistas de trabalho. Sediado na Bahia, João Filgueiras Lima, o Lelé, adapta as “formas livres” de Niemeyer a um raciocínio de industrialização de componentes, criando fábricas manufatureiras, para amparar a construção dos hospitais da rede Sarah Kubitschek, por todo o Brasil. Em Minas Gerais, a ironia pós-moderna ensaia sua aparição no país “condenado ao moderno”, relembram os curadores.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Paulo Mendes da Rocha – Museu Brasileiro da Escultura (São Paulo, SP – 1986)

– Marcos Acayaba – Casa Hélio Olga (São Paulo, SP – 1987)

– Gustavo Penna – Escola Guignard (Belo Horizonte, MG – 1989)

– Joan Villà – Moradia Estudantil da Unicamp (Campinas, SP – 1989)

– Abrão Anis Assad – Estações-tubo (Curitiba, PR – 1990)

– João Filgueiras Lima – Hospital da Rede Sarah Kubitschek (Rio de Janeiro, RJ – 1991)

– Usina CTAH – COPROMO (Osasco, SP – 1991)

– Jorge Mario Jáuregui – Rio das Pedras (Rio de Janeiro, RJ – 1998)

– Ciro Pirondi – Centro de Formação dos Profissionais da Educação (São Bernardo do Campo, SP – 1999)

– Paulo Mendes da Rocha, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira, Milton Braga – SESC 24 de Maio (São Paulo, SP – 2000)

– Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (São Paulo, SP – 2001)

– Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza – Centros Educacionais Unificados (São Paulo, SP – 2001)

Sentimento na Sola do Pé (2001-2018)

“Você está nas ruas de São Paulo

Onde vagabundo guarda o sentimento na sola do pé”

Né pessimismo não, é assim que é

Vivão e vivendo”

(Vivão e Vivendo, Racionais MCs)

Os versos diretos de Vivão e Vivendo, dos Racionais MCs, abrem o sexto núcleo expositivo da mostra descrevendo a realidade violenta da vida nas grandes cidades do Brasil no novo milênio. Em contraponto – com a promulgação do Estatuto da Cidade e o projeto de escolas de estrutura pré-fabricadas (Centros Educacionais Unificados – CEUs) pela prefeitura de São Paulo – abre-se um período de otimismo sintetizado pela promessa de um crescimento econômico e social por parte dos governantes da época.

Neste período, observa-se uma convivência contrastante entre uma valorização hedonista da arquitetura, manifesta em edifícios culturais, e um forte ativismo de coletivos e movimentos sociais, insuflados pelo lema do “Direito à Cidade”. Contrapondo-se à especulação imobiliária, esses movimentos trabalham junto às ocupações dos sem-teto, ao passo que batalham por novos espaços públicos, enfatizam Serapião e Wisnik.

As obras apresentadas neste núcleo são:

– Rodrigo Cerviño – Galeria Adriana Varejão (Brumadinho, MG – 2004)

– Mauro Munhoz – Museu do Futebol (São Paulo, SP – 2005)

– MGS [Macedo, Gomes & Sobreira] – Fundação Habitacional do Exército (Brasília, DF – 2005)

– Brasil Arquitetura e Marcos Cartum – Praça das Artes (São Paulo, SP – 2006)

– Claudio Libeskind e Sandra Llovet – Universidade Federal do ABC (Santo André, SP – 2006)

– Mario Figueroa, Lucas Fehr e Carlos Dias – Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Santiago, Chile – 2007)

– Boldarini Arquitetura e Urbanismo – Parque Cantinho do Céu (São Paulo, SP – 2008)

– Biselli Katchborian – Centro de Artes e Educação dos Pimentas (Guarulhos, SP – 2008)

– STUDIO MK27 e STUDIO SC – (São Paulo, SP – 2008)

– MMBB Arquitetos & H+F Arquitetos – Jardim Edite (São Paulo, SP -2008)

– Alvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies – Sede do Sebrae Nacional (Brasília, DF – 2008)

– Vigliecca & Associados – Parque Novo Santo Amaro V (São Paulo, SP – 2009)

– SPBR Arquitetos – Casa de fim de semana (São Paulo, SP – 2010)

– Carla Juaçaba – Pavilhão Humanidade 2012 (Rio de Janeiro, RJ – 2011)

– Andrade Morettin Arquitetos – Instituto Moreira Salles (São Paulo, SP – 2011)

– Arquitetos Associados – Galeria Claudia Andujar (Brumadinho, MG – 2012)

– Triptyque Architecture – Residencial Arapiraca (São Paulo, SP – 2012)

– MAPA Arquitetos – Minimod (Sistema modular, várias implantações – 2013)

– SIAA e Apiacás – SESC Franca (Franca, SP – 2013)

– Estúdio 41 – Estação Antártica Comandante Ferraz (Península Keller, Antártica – 2013)

Moradias estudantis – Rosenbaum e Aleph Zero (Formoso do Araguaia, TO – 2013)

– Metro Arquitetos – ITA Ciências Fundamentais (São José dos Campos, SP – 2014)

Sobre os curadores

Fernando Serapião é crítico de arquitetura e editor da revista Monolito. Possui experiência de mais de uma década na edição de revistas de arquitetura e tem centenas de artigos publicados em periódicos especializados no Brasil e no exterior, em países como Espanha, Itália e China. Também escreve sobre arquitetura como colaborador do jornal Folha de São Paulo e da revista Piauí.

Guilherme Wisnik é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Autor de livros como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Caetano Veloso (Publifolha, 2005) e Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009), além de curador e crítico de arte associado à APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte e à LASA – Latin American Studies Association.

Orientações de segurança para visitantes

O SESC São Paulo retoma, de maneira gradual e somente por agendamento prévio online, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 5 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do SESC São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Serviço:

Exposição Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira

Curadoria: Fernando Serapião e Guilherme Wisnik

Local: SESC 24 de Maio – 5º andar

Período expositivo: 25 de novembro de 2020 a 27 de junho de 2021

Funcionamento: de terças a sextas, das 15h às 21h. Sábados, das 10h às 14h. Domingos, segundas e feriados: unidade fechada

Tempo de visitação: até 60 minutos

Agendamento de visitas: consulte horários e adquira seu ingresso no portal SESCsp.org.br/24demaio

Classificação indicativa: livre

Grátis

SESC 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo/SP. 350 metros do metrô República.

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Paraty anuncia Festival Gastronômico entre 4 e 6 de dezembro

Paraty, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação/Pousada do Sandy.

A charmosa cidade de Paraty, acostumada a receber eventos e festivais, teve de rever seu calendário cultural neste 2020 atípico. A agenda foi adaptada à nova realidade e aos protocolos de segurança, dentro do programa Paraty Espera Por Você. Edições online foram sugeridas pelos próprios organizadores, diante das dificuldades logísticas e o risco representado por possíveis aglomerações. Entre as boas notícias, o fim do ano chega temperado com o Festival Gastronômico de Paraty, que acontecerá presencialmente, de 4 a 6 de dezembro. A produção do Festival planeja um evento enxuto, com foco na participação online dos chefs convidados, e investir no circuito Gastronômico nos restaurantes, que vão preparar pratos especiais e temáticos.

Para esta edição, o tema é Raízes – no sentido literal da palavra: mandioca, batata doce, cenoura, beterraba e taioba de dedo, entre outras, mas também um motivo para explorar a base da identidade culinária local. Além dos tradicionais pratos especiais nos mais de 30 restaurantes participantes do Circuito, o evento terá aulas-show na Capelinha N.S. das Dores, um dos cartões postais de Paraty.

A Pousada do Sandy.

Participarão ainda os produtores locais, os chefs da cidade e os tradicionais artesãos, valorizando as razões pelas quais Paraty recebeu o título de Cidade Criativa e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. “Será um evento para saborear, em todos os sentidos, tanto pelo tema, raízes, como pela força de transformação que o setor gastronômico sempre teve e terá na nossa sociedade”, diz Georgia Joufflineau, uma das organizadoras do Festival.

Onde ficar em Paraty
As pousadas de Paraty, em sua maioria, reabriram as portas no segundo semestre, como é o caso da Pousada do Sandi, um dos ícones de hospitalidade na cidade. Com novo projeto de decoração, e uma agência interna para customizar as experiências dos hóspedes, o up date inclui disponibilizar as informações em QR Code, entre outras novidades, como oferecer kombucha, a bebida probiótica do momento, no café da manhã, agora servido à la carte.
A pousada conta com os seus 27 quartos repaginados e adequados aos protocolos de segurança. Para quem deseja apreciar os eventos, ao vivo ou online, sentindo-se em Paraty, a Pousada do Sandi é o cenário perfeito, que mistura o colonial e o contemporâneo, com pegada cosmopolita e todos os confortos da modernidade.

Grand Hyatt São Paulo oferece jantar de Thanksgiving

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

O Dia de Ação de Graças, ou Thanksgiving Day, é uma data tradicional nos Estados Unidos, que propõe que as famílias se unam em torno da mesa para agradecer pelos bons acontecimentos durante o ano que se passou. E é com esse clima de gratidão e união que o Grand Hyatt São Paulo está oferecendo um jantar especial para a data.

O evento irá acontecer no restaurante C, dia 26 de novembro a partir das 19h30. O menu conta com alguns pratos típicos da comemoração, como três tipos de peru com e sem recheio, molho de cranberry, batata doce assada com especiarias e glaceadas com maple syrup e a famosa pumpkin pie, a torta de abóbora. Para completar, buffet de salada com tábua de frios, mesa de sobremesa e opções vegetarianas.

O jantar especial de Thanksgiving do Grand Hyatt São Paulo já está disponível para reservas pelo site pacotes Hyatt pelo valor de R$145 por pessoa para adultos e R$72,50 para as crianças. No evento, será respeitado o distanciamento social e tomadas todas as medidas de segurança já aplicadas pela rede globalmente para preservar a saúde de hóspedes e colaboradores.

Serviço:

Jantar Especial de Thanksgiving

Data: Quinta, 26 de novembro

Horário: 19h30

Local: Restaurante C, Grand Hyatt São Paulo

Endereço: Av. das Nações Unidas, 13301 – Itaim Bibi – São Paulo/SP

Valor: R$145/ adulto e R$72,50 / criança

Sobre o Grand Hyatt São Paulo

O Grand Hyatt São Paulo foi o primeiro hotel da rede Hyatt no Brasil. Construído com um novo conceito em design, conta com três complexos distintos com entradas independentes: apartamentos, área gastronômica e área de eventos. O hotel cinco estrelas conta com 467 apartamentos, 34 suítes e dois restaurantes (o C, com comfort food local, além do Kinu, especializado em cozinha japonesa). O hotel tem ainda em suas dependências o C-Bar, o Wine Library, uma área de eventos com 3 mil m² (com dois ballrooms, sendo o salão principal com capacidade de até 1.200 pessoas, dez salas de reunião com completa infraestrutura tecnológica) e o Amanary Spa, com piscinas interna climatizada e externa.

SP-Foto Viewing Room acontece de 23 a 29 de novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Artista: Bernardita Bennett – Título: “Arqueolografia del último bloque II” – 
Ano: 2020 – © Artespacio.

De 23 a 29 de novembro acontece a SP-Foto Viewing Room. A feira online reúne mais de 50 expositores, entre galerias, editoras e projetos especiais que trazem uma seleção minuciosa de fotografia e videoarte. São casas nacionais e estrangeiras como Almeida e Dale (São Paulo), Artespacio (Chile), Millan (São Paulo), Central (São Paulo), Galeria Kogan Amaro (São Paulo e Zurique), Ginsberg (Peru), Isabel Amado Fotografias (Rio de Janeiro), Luciana Brito Galeria (São Paulo), Galeria Mário Cohen (São Paulo), Silvia Cintra + Box 4 (Rio de Janeiro) e Utópica Photography (São Paulo).

Entre os projetos independentes, estão a 01.01 Art Platform (São Paulo) e Levante Nacional Trovoa (São Paulo), além do estreante internacional MFON: Women Photographers of the African Diaspora (Nova York), coletivo responsável por representar a voz de mulheres afrodescendentes, a Piscina Art (São Paulo), plataforma brasileira com foco em artistas mulheres e o Centro Cultural Veras (Florianópolis), um espaço múltiplo e transdisciplinar que promoverá encontros entre arte contemporânea e yoga. Ainda marcam presença instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo), que comemora os 20 anos de seu Clube de Colecionadores de Fotografia, o Instituto Mário Cravo Neto (Salvador) e a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT), bem como as editoras Fotô Editorial, Lovely House e Terra Virgem Edições.

“Sophia de Mello Breyner”, 1949/1952, de Fernando Lemos (Utópica Photography).

“Cada edição da SP-Foto é única, singular. Buscamos sempre renovar a experiência com o público por meio de diferentes iniciativas onde a fotografia ocupa posição central. Para esta edição em formato digital, que acontece após o sucesso do SP-Arte Viewing Room, que alcançou mais de 56 mil visitantes, traremos conteúdos e projetos expositivos diversos sobre a produção fotográfica moderna e contemporânea”, diz Fernanda Feitosa, fundadora e diretora da SP-Foto. “A fotografia brasileira ocupa uma importante posição no circuito internacional. A cada edição, promovemos um encontro de gerações entre artistas e galerias já consolidadas no circuito e jovens expositores e artistas que estão florescendo agora, são apostas, nomes que acreditamos que vão ascender cada vez mais, a exemplo de casas como a HOA e o Projeto Vênus, e projetos independentes como a 01.01 Art Platform e o Levante Nacional Trovoa”, afirma.

Na página de cada galeria, o visitante poderá percorrer um projeto expositivo com até 20 obras de um ou mais artistas. Cada exposição é enriquecida por conteúdo em textos, vídeos e áudios, a fim de propiciar uma narrativa única e uma experiência imersiva. Caso haja o interesse por algum trabalho disponível no site, apenas um clique em Contactar galeria já permite que o comprador inicie uma conversa com a galeria por meio de um chat da plataforma, Whatsapp ou e-mail.

“Mahnilei”, 2016, de Salimah Mahnilei (MFON).

A fim de estreitar os laços entre as obras expostas e os visitantes, o evento promove também uma programação ampla e gratuita com curadores, fotógrafos e outros especialistas em atividades como visitas guiadas e o ciclo de debates e palestras, o Talks, que retorna ao evento agora em formato online. Os detalhes da programação serão anunciados em breve.

ESTREIAS

Lançar luzes ao impacto que fotógrafas mulheres e não-binárias de ascendência africana têm no mundo é o cerne do coletivo MFON: Women Photographers of the African Diaspora. Fundado pelas fotógrafas nova-iorquinas Adama Delphine Fawundu e Laylah Amatullah Barrayn, o coletivo já reuniu mais de 100 projetos de artistas de diferentes regiões, nacionalidades, pesquisas e gerações. Pela primeira vez em um evento brasileiro, no SP-Foto Viewing Room elas apresentam obras de artistas como Deborah Willis, Dee Dwyer, Jaimee Todd e Tokie Rome-Taylor em um projeto expositivo que enfatiza a forma diversa como cada uma aborda a ascendência africana e representa sua visão de mundo.

Também com foco na presença feminina, a Piscina Art traz à Feira obras produzidas por jovens artistas mulheres que tratam sobre temáticas relacionadas à autoimagem, representação e corpo, além de processos de transformação e diferentes percepções e meios de estar na natureza. Figuram obras das artistas Alice Yura, Alile Dara Onawale, Amapoa (Camila Svenson e Pétala Lopes), Camila Fontenele, Daniela Paoliello, Fernanda Liberti, Fernanda Vallois, Gabriela Silveira, Juh Almeida, Laryssa Machada e Takeuchiss (Andréia e Nathália Takeuchi).

“Modificação e apropriação”, 1980, de Gretta Sarfaty (Central Galeria).

Gestado há quase duas décadas pelo curador catarinense Josué Mattos, o Centro Cultural Veras (CCV) surge com o objetivo de responder à demanda de espaços culturais na região de Santa Catarina. O projeto busca reforçar sua singularidade por meio de um programa estruturado em quatro pilares que unem arte, yoga, educação e sustentabilidade. Em sua estreia no SP-Foto Viewing Room, o CCV apresenta obras de fotógrafos emblemáticos da contemporaneidade, como Ding Musa, João Castilho, Laura Belém, Laura Gorski e Ricardo Barcellos. O valor arrecadado com as vendas das obras será revertido à construção do espaço físico do Centro Cultural.

VINTAGE

O escritor Millôr Fernandes dizia que “uma imagem vale mais do que mil palavras… mas experimente dizer isto sem palavras”. A partir desta provocação, a Utópica apresenta uma experiência que une o visual e o sonoro. O projeto expositivo da galeria trará ao visitante uma seleção de trilhas sonoras. Ora um breve podcast que narra história, traz informação e descontração, ora sons para despertar outros sentidos além do olhar. Cada uma das 20 fotografias será acompanhada por áudio. São obras de artistas como German Lorca, nome seminal da fotografia moderna e um dos integrantes iniciais do prestigiado Foto Cine Clube Bandeirantes, Fernando Lemos, figura da terceira geração de artistas modernistas portugueses e as fotógrafas modernistas emblemáticas Annemarie Heinrich, Alice Kanji e Dulce Carneiro.

01.01 Art Platform – Artista: Sekai Machache – Título: “Kin” – Ano: 2012 –
copyright: 01.01 Art Platform.

Em parceria, as galerias Luciana Brito e Bel Amado exibem uma seleção de obras com alguns dos principais nomes do Foto Cine Clube Bandeirantes, figuras cujas trajetórias se misturam à história da fotografia brasileira, como Gaspar Gasparian, Geraldo de Barros, Gertrudes Altschul, Marcel Giró, Paulo Pires e Thomaz Farkas.

O icônico Foto Cine Clube Bandeirantes também aparece no projeto expositivo da Almeida e Dale. Em Os Frequentadores do Clube, a galeria homenageia o grupo histórico por meio de obras de artistas já consagrados mundialmente que, em comum, são apaixonados frequentadores do Clube. Figuram trabalhos de Barbara Mors, Ivo Ferreira da Silva, Julio Agostinelli e Yalenti.

Iniciado como um grupo de fotógrafos amadores, o Foto Cine Clube Bandeirantes representou o ápice do movimento fotoclubista no Brasil, atividade que se propagou, nos anos 1940, pelas principais capitais do país. Uns dos fatores marcantes da atuação do grupo foi abrir as portas para a fotografia brasileira mundo afora. Instituições como MASP, Itaú Cultural, Tate e MoMA, entre outros museus e coleções públicas e privadas nacionais e internacionais, incorporaram em suas coleções obras da fotografia moderna do Brasil. A título de exemplo, está a exposição que o MoMA inaugura em março de 2021, Modernista Brasileira 1946-1964. Com curadoria de Sarah Meister, que descobriu alguns dos principais fotógrafos modernistas do Brasil em edição da SP-Foto e ajudou a ampliar a coleção de brasileiros no museu norte-americano, será a maior mostra da moderna fotografia brasileira realizada fora do país, com 140 fotos de 60 fotógrafos.

Artista: André Cipryano – Título: “Calçadão” – Ano: 1991 – copyright: Andrea Rehder Arte Contemporânea.

Dentre as principais características da fotografia vintage, está a singularidade do registro em papel feito na mesma data em que a foto foi tirada. A única cópia é o registro em papel de um negativo. Para homenagear essa fotografia única, muitas vezes rara, a MaPa traz ao SP-Foto Viewing Room uma seleção de imagens que registram a singularidade oposta aos tempos atuais, em que o excesso de imagens é o múltiplo do dia a dia. São obras de ícones da fotografia brasileira, como Alicia Rossi, Alair Gomes, Evandro Teixeira e Otto Stupakoff.

Popularmente chamado de fotógrafo das estrelas, Antonio Guerreiro, espanhol radicado no Brasil, foi consagrado como retratista de personagens do mundo da arte, da cultura e da alta sociedade. A Carcará Photo Art apresenta uma seleção de suas célebres fotografias, entre os quais, o icônico retrato da atriz Sônia Braga.

CONTEMPORÂNEOS

Com a missão de reverter antigas rotas de comércio de escravidão em um circuito de intercâmbio cultural, a 01.01 Art Platform promove novas maneiras de coletar e consumir arte. Criada por artistas e curadores africanos-brasileiros, a plataforma tem o apoio de instituições como Bockantaj (Inglaterra), Galeria Ilha do Grilo (Portugal) e Fundação de Arte Contemporânea do Gana (Gana). Um dos destaques da primeira edição do SP-Arte Viewing Room, na SP-Foto exibem o projeto Passagens/propostas rituais, com a mais recente produção de artistas como Ana Beatriz Almeida, Aretha Sadick, Gabriella Marinho Moisés Patricio, Pamina Sebastião, Shai Andrade, Renata Felinto, Rafael BQueer e Sekai Machache .

Artista: Maximo Corvalan-Pincheira – Título: Sem título – Ano: 2011 – copyright: Artespacio.

Com o objetivo de reivindicar a urgência na discussão sobre o sistema de arte no Brasil com especial atenção à visibilidade e inserção das artistas racializadas cis e trans nesse circuito, o Levante Nacional Trovoa reúne artistas visuais e curadoras racializadas das cinco regiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Na Feira, o coletivo traz obras realizadas por Mitsy Queiroz, Moara Brasil e Silvana Mendes.

Explorar a partir de quatro distintas línguas abstratas apagamentos cotidianos e manifestações sensíveis em torno de marcas colonialistas que se atualizam no presente. Essa é a proposta da Central Galeria para o SP-Foto Viewing Room com o projeto intitulado Línguas, que reúne obras de artistas de diferentes gerações. A artista greco-brasileira Gretta Sarfaty, disruptiva e multidisciplinar, faz de seu corpo espaço para experimentação artística, política e campo de transformação. Expoente da Body Art no Brasil, em sua obra, o corpo feminino é território tanto para questionamentos internos quanto sociais. No trabalho de Dora Smék, o público é convidado a uma experiência constante de embate entre um corpo fragmentado e as intempéries do dia a dia. Em suas obras, o corpo é colocado em primeiro plano, nunca por inteiro, mas sempre em posição de resistência.

Artista: Moara Brasil – Título: “Dançando com Kubenkrankein” – Série: “Mirasawá” – Ano: 2020 – © Nacional Trovoa.

Simone Cupello reflete sobre a língua da memória. No projeto da Central, ela traz fósseis de lembranças compostos a partir de fotografias amontoadas e esculpidas, são memórias guardadas e inacessíveis sem sua qualidade imagética. Ridyas dá forma ao encontro de palavra e corpo. A partir de recursos gráficos, cria com as palavras uma língua também visual, cuja leitura ocorre com o auxílio de outros códigos além do textual.

Uma das referências nacionais como retratista, fotógrafo de nus e de moda, Bob Wolfenson transita com a mesma destreza entre a publicidade e a arte. Se define como especialista em breves encontros e, ao longo de seus quase 50 anos de carreira, é responsável por alguns dos retratos mais marcantes da iconografia brasileira recente. Um recorte de sua produção, com fotografias de diferentes épocas de sua carreira, será exibido na Feira pela Galeria Millan.

Representando a produção artística latino-americana, a galeria chilena Artespacio propõe um diálogo entre os fotógrafos Bernadita Benett, Leonardo Finotti, Alexis Mandujano, Tomás Rodríguez e Máximo Corvalan-Pincherira com uma seleção de obras sobre a fotografia como representação da realidade. Enquanto a peruna Ginsberg traz um projeto expositivo com Majo Guerrero e Nicolás Franco .

Artista: Vik Muniz – Título: “Pictures of Junk” – Série: “Melancholy” – Ano: 2010 – © Galeria Frente.

O skate entrou na vida do artista paulista Fabiano Rodrigues há 30 anos, dos quais 15 deles foram dedicados ao esporte de forma profissional. Foi justamente observando os fotógrafos que registravam suas manobras que passou a se interessar pelo gênero artístico, que hoje lhe rende reconhecimento nacional e internacional. Suas fotografias recentes integram o Skateboard Help, projeto exibido pela Galeria Kogan Amaro que une arte, fotografia e skate. Parte do valor das obras será destinado à ONG Social Skate, organização que auxilia crianças e adolescentes de Poá, município da zona leste de São Paulo.

Uma iniciativa pensada para documentar, tornar conhecida a beleza e o valor natural da região do pantanal brasileiro, promover o diálogo entre as forças produtivas, academia, instituições e organizações na busca de soluções implementáveis de consenso. Assim é a Documenta Pantanal, projeto que convida o público a refletir sobre questões urgentes da natureza por meio de fotografias de João Farkas, Luciano Candisani e Araquém Alcântara.

Questões associadas aos ciclos da natureza aparecem também na série Florada, de Rochelle Costi. Exibida pela Galeria Celma Albuquerque, as obras são compostas por flores nativas e exóticas encontradas durante caminhadas pelo bairro da artista, próximo ao centro de São Paulo. Os registros são sempre feitos no mesmo horário e local a fim de proporcionar diferentes tonalidades de luz, conforme a estação do ano.

Artista: Leticia Lampert – Título: “Práticas para destrinchar a cidade” – Ano: 2019 – © Galeria de Arte Mamute.

Para esta edição da Feira, a Galeria Silvia Cintra + Box4 traz fotografias de artistas de diferentes gerações e pesquisas, como Alice Quaresma, Ana Maria Tavares, Cinthia Marcelle, Isidora Gajic, Marcius Galan, Miguel Rio Branco, Nelson Leirner, Omar Salomão, Pedro Motta e Sebastião Salgado. Apresentando imagens clássicas e uma síntese de novas fotografias integrantes de seu acervo, a Mario Cohen exibe obras de Paolo Roversi, Mario Von Bucovich, Henrick Jessen, Erwin Blumenfeld, Frantisek Drtikol, Elaine Pessoa, Roberio Braga, Sebastião Salgado, Pierre Verger, Cristiano Mascaro e Ellen von Unwerth. Destaque para a fotografia de moda Sasha Robertson, de Paolo Roversi.

Em Abissal, exposição apresentada pela Verve, figuram trabalhos de Ana Beatriz Almeida, Angella Conte, Giselle Beiguelman, Felippe Moraes, Francisco Hurtz, Tales Frey e Shai Andrade. A partir de histórias distintas, mas que convergem em algum ponto, como afluentes do mesmo rio, a mostra convida o visitante a refletir sobre a memória, a ancestralidade e os limites do corpo.

Conhecido principalmente por suas intervenções fotográficas na região central de São Paulo, com frases como Eu Me Vejo Em Você, o fotógrafo Felipe Morozini apresenta três séries de diferentes fases artísticas, apresentados pela Bianca Boeckel Galeria. Destaque para A Noiva do Vento, fotografia na qual o artista traz um retrato poético e reflexivo do momento atual.

Confira a lista completa de expositores:

01.01 Art Platform (São Paulo)

Associação Brasileira de Arte Contemporânea ABACT (São Paulo)

Almeida e Dale (São Paulo)

Almeida e Dale Modernos (São Paulo)

AM Galeria de Arte (São Paulo)

Andrea Rehder Arte Contemporânea (São Paulo)

Arte 57 (São Paulo)

Arte Hall (São Paulo)

Artespacio (Santiago)

Babel (São Paulo e Nova York)

Bianca Boeckel (São Paulo)

Bolsa de Arte (São Paulo)

Carcará Photo Art (São Paulo)

Casa Rosa Amarela (São Paulo)

Cassia Bomeny Galeria (Rio de Janeiro)

Celma Albuquerque (Belo Horizonte)

Central Galeria (São Paulo)

Centro Cultural Veras (Florianópolis)

Dan Contemporânea (São Paulo)

Documenta Pantanal (São Paulo)

Fólio (São Paulo)

Fotô Editorial (São Paulo)

Galeria Arte Formatto (São Paulo)

Galeria Aura (São Paulo)

Galeria da Gávea (Rio de Janeiro)

Galeria de Arte Mamute (Porto Alegre)

Galeria Frente (São Paulo)

Galeria Karla Osório (Brasília)

Galeria Kogan Amaro (São Paulo e Zurique)

Galeria Mario Cohen (São Paulo)

Galeria Murilo Castro (Belo Horizonte)

Ginsberg (Lima)

HOA (São Paulo)

Instituto Mario Cravo Neto (Salvador)

Isabel Amado (Rio de Janeiro) + Luciana Brito (São Paulo)

Lovely House (São Paulo)

MaPa (São Paulo)

MFONwomen (Nova York)

Millan (São Paulo)

Museu de Arte Moderna de São Paulo (São Paulo)

Nacional Trovoa (Coletivo) (São Paulo)

Paulo Darzé Galeria de Arte (Bahia)

Pinakotheke (São Paulo)

Piscina (São Paulo)

Projeto Vênus (São Paulo)

Referência (Brasília)

Sérgio Gonçalves Galeria (São Paulo)

Silvia Cintra + Box 4 (Rio de Janeiro)

Simone Cadinelli (Rio de Janeiro)

Terra Virgem Edições (São Paulo)

Utópica (São Paulo)

Verve (São Paulo)

Zilda Fraletti (Paraná)

Zipper Galeria (São Paulo)

Serviço:

SP-Foto Viewing Room

Período: 23 a 29 de novembro

www.sp-arte.com.