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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Construções antigas são atingidas pelas mudanças climáticas na cidade de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de remoção e recuperação do telhado do Jockey Clube de São Paulo. Fotos: divulgação.

Os paulistanos mais antigos e até mesmo os turistas que chegavam a São Paulo nas décadas de 40 a 60, sabiam que o município era conhecido como a Terra da Garoa. Com essa característica, engenheiros e arquitetos projetavam suas obras contando com chuvas constantes, mas em sua grande parte de moderadas a leves.

Ao iniciar o processo de restauro do Jockey Club de São Paulo, os engenheiros responsáveis pela obra descobriram que o teto e o forro dos prédios tinham todo seu madeiramento apodrecido por conta do acúmulo de água em sua estrutura. “Isso ocorreu porque quando o Jockey Club foi projetado as tubulações e estruturas de escoamento foram dimensionados para um volume muito menor de águas”, explica Wolney Unes, diretor da Elysium Sociedade Cultural, organização social responsável pelas obras no Jockey. “Hoje em dia não temos mais tanta garoa e chuvas leves, mas sim grandes massas de água que desabam de uma só vez em um curto período sobre a cidade.”

Segundo Unes, este problema pode estar se repetindo em muitas outras edificações de valor histórico para a cidade. “Assim como o Jockey Club de São Paulo, que é tombado por ser um dos maiores complexos art déco do mundo, outros edifícios podem estar na mesma situação sem que os responsáveis se deem conta”, avisa ele. “Contratamos um estudo pluviométrico que apontou essa discrepância”, indica Unes.

Obra de remoção e recuperação do telhado do Jockey Clube de São Paulo.

“Todo projeto dos edifícios é anterior à edição da Norma Brasileira NBR 10844, de 1.989, assim como de sua antecessora a NB611, de 1.981”, diz o engenheiro civil Gerson Arantes, responsável pelo laudo. “As calhas e os tubos de queda de águas pluviais atendiam à intensidade pluviométrica máxima vigente à época”, diz ele. “Hoje em dia a água acaba represada, danificando as estruturas”, garante.

Com isso, a obra de restauro do Jockey seguiu as determinações dos órgãos responsáveis pelo patrimônio para refazer toda a cobertura dentro dos novos padrões, mas sem descaracterizar a preservação de sua originalidade.

Sobre o Jockey Club de São Paulo

Fundado em 14 de março de 1875 sob o nome de Club de Corridas Paulistano, ainda no bairro da Mooca, o Jockey Club de São Paulo se mudou para o Hipódromo Cidade Jardim em 1941, onde hoje ocupa uma área de 600 mil m² às margens do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo. O clube é aberto ao público e oferece atrações como corridas de cavalo, eventos, restaurantes, bares e áreas de caminhada.

O projeto arquitetônico do Jockey Club de São Paulo foi feito pelo brasileiro Elisário Bahiana, sendo mais tarde alterado pelo arquiteto francês Henri Sajous. Atualmente, o Jockey Club de São Paulo passa por um processo de completo restauro de suas instalações, tombadas pelo patrimônio histórico.

Projeto ‘Assista Mulheres’ é retomado com exibição de documentário sobre a cineasta Alice Guy-Blaché

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Alice dirigindo “Life of Christ”. Foto: divulgação.

Na próxima terça-feira, 17 de novembro, a partir das 20h00, o projeto Assista Mulheres do Topázio Cinemas retoma as atividades com a exibição do documentário Alice Guy-Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo, da diretora Pamela B. Green. O ingresso para a sessão tem valor único de R$10 por pessoa.

O filme apresenta a história da primeira mulher diretora, produtora, roteirista e diretora de estúdio da história de Hollywood. Alice Guy-Blaché fez seu primeiro filme aos 23 anos em 1896 e seguiu carreira, chegando a participar da produção de mais de 1.000 filmes. Narrado pela atriz Jodie Foster, o documentário estreou no Festival de Cannes em 2018, além de ter sido exibido também nos festivais de Telluride, Deauville, Nova Iorque e Londres. Ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Vancouver International Women in Film Festival em 2020.

Segurança e bem-estar

O protocolo de segurança e bem-estar adotado pelo Topázio Cinemas foi desenvolvido pelas autoridades das áreas de saúde e vigilância sanitária. Entre as principais medidas estão: capacidade das salas reduzida a 40% da ocupação; bloqueio de lugares em 360°, ou seja, à frente, atrás e ao lado do espectador, garantindo o distanciamento físico e uso obrigatório de máscara para todos os clientes e em todas as áreas do cinema (a retirada é permitida exclusivamente para o consumo de alimentos e somente em sua respectiva poltrona).

Alice Guy-Blaché.

Com o objetivo de incentivar a compra online, os ingressos estão mais baratos na internet do que na bilheteria e a compra de produtos da bombonière também está disponível através deste canal, com a retirada acontecendo por meio de uma fila exclusiva nos cinemas. A validação dos ingressos é feita através de leitores óticos, sem contato físico.

O protocolo detalhado está disponível no site oficial do Topázio Cinemas: topaziocinemas.com.br/seguranca-e-bem-estar.

Sobre o projeto

O Assista Mulheres é um projeto do Topázio Cinemas que visa fomentar o trabalho das mulheres na indústria cinematográfica e também discutir a representatividade delas nas produções. Acontece na terceira terça-feira do mês, no Shopping Jaraguá Indaiatuba, com exibição de filmes que sejam ou produzidos ou dirigidos ou protagonizados por mulheres, seguida por uma roda de conversa com mediadoras especialmente convidadas.

Facebook: fb.com/TopazioCinemas | Instagram: @topaziocinemas | Twitter: @topaziocinemas

Serviço:

Projeto Assista Mulheres

Filme: Alice Guy-Blaché: A História Não Contada da Primeira Cineasta do Mundo (documentário – 10 anos – 104 min.)

Local: Topázio Cinemas – Shopping Jaraguá Indaiatuba (Rua 15 de Novembro, 1.200, Centro – Indaiatuba/SP)

Data: 17 de novembro de 2020

Horário: 20h00

Ingresso único: R$10 por pessoa

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=vCrxxOiUPAo.

Leopoldo Restaurante lança novo cardápio

Campinas, por Kleber Patricio

Crédito das fotos: @senhoritagourmetoficial.

O Leopoldo Restaurante, no Cambuí, anuncia um novo cardápio assinado por Gabriel Grassmann, chef e sócio proprietário da casa. O lançamento chega para fortalecer o conceito do estabelecimento, reconhecido pela personalidade dos pratos exclusivos, ingredientes de qualidade e domínio de técnicas da alta cozinha internacional. A novidade está disponível de quarta a sábado para o jantar e, de quinta a domingo, para o almoço.

A inspiração do profissional vem da vontade de promover novas experiências aos clientes e de despertar o interesse por possibilidades ainda não exploradas. “Com um pouco mais de um ano de atividades, já somos reconhecidos por sair do comum. O objetivo do Leopoldo nunca foi oferecer mais do mesmo, então, apostamos na criatividade da equipe para superar as expectativas do público que deseja ser surpreendido a cada visita na casa”, ressalta Grassmann.

Ao todo, são 25 opções, divididas em entradas, principais e sobremesas. O Filet mignon com crosta de mostarda, demi glace, batata assada com manteiga de alho e cebolinha francesa assume a posição de carro-chefe do cardápio. Feitas na casa, as massas têm tudo para ser as queridinhas dos clientes. O destaque vai para o Risoto de mussarela, castanha do Pará noisette, vinagrete de cebola roxa e edamame e para o Fettuccine ao alho e óleo com brócolis, couve kale e farofa de tomilho.

A leveza da Pera assada com mousseline de gorgonzola e endívia fez sucesso no último cardápio e se mantém como opção de entrada. Já a Carne cruda com gema perola – versão do steak tartar – está na lista de novidades e reflete toda a habilidade do chef ao chegar à mesa como uma verdadeira obra de arte. Deliciosa, a Bruschetta de cogumelos com queijo mascarpone reúne texturas, aromas e sabores e não deixa nada a desejar.

As sobremesas completam a experiência e deixam um convite para a próxima visita ao restaurante. Pudim de pão com cranberry, crème englaise e sorvete de creme, Bolo de abóbora com sorvete de crumble e Rocambole de goiaba recheado com cheesecake estão entre as possibilidades.

Sobre o Leopoldo

Inaugurado em setembro de 2019, o Leopoldo Restaurante traz a Campinas o melhor da cozinha internacional, com pratos originais e impecáveis assinados pelo chef Gabriel Grassmann. São 25 itens à la carte, com opções de entrada, prato principal e sobremesa, além de drinks tradicionais e exclusivos, que agradam a todos os paladares. Idealizado pelo arquiteto Otto Félix, o projeto do estabelecimento marca a cidade com um ambiente contemporâneo que une o clássico ao moderno e é dividido em bar, terraço e salão. Os pratos do Leopoldo Restaurante também estão disponível no superapp Rappi, na categoria “Rappi Chefs”.

Serviço:

Leopoldo Restaurante

Endereço: Rua Padre Almeida, 810, Cambuí – Campinas/SP

Telefone: (19) 3255-6655 | (19) 98968-0372

Horário de funcionamento: almoço de quinta a sexta, das 11h45 às 14h45 e, aos sábados e domingos, das 12h às 15h30. Jantar de quarta a sábado, das 19h às 22h.

Redes sociais: @leopoldorestaurante | @chefggrassmann

www.leopoldorestaurante.com.br.

‘Tramas Culturais’ discute o Carnaval na Casa-Museu Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem de anncapictures por Pixabay.

Sem uma data prevista para a produção de uma vacina do novo coronavírus, o carnaval em 2021 foi adiado, juntamente com a possibilidade do abraço e afeto. Para falar sobre a relação entre as festas populares, sociabilidade e como o impedimento delas afeta a população e os artistas que nelas trabalham e que delas dependem, a Casa-Museu Ema Klabin promove o primeiro Tramas Culturais virtual com grandes especialistas no assunto. Com o título Carnaval e outras festas populares: impactos, memórias e cancelamentos, o Tramas Culturais acontece no dia 18 de novembro, às 17h, pela plataforma Zoom. São 95 vagas e as inscrições, gratuitas, podem ser realizadas no site.

O encontro será ministrado pela jornalista Claudia Alexandre, ex-assessora da Fundação Cultural Palmares (Brasília-DF), assessora de Comunicação do Museu Afro Brasil (SP) e da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas) e pelo professor da Unifesp e músico Tiaraju Pablo D’Andrea. Desse modo, se falará sobre os impactos subjetivos do distanciamento nos artistas e em sua capacidade criativa e também sobre os impactos materiais ocasionados pela falta de trabalho e perda de renda.

De acordo com os palestrantes, tanto o carnaval quanto a pandemia revelam aspectos até então escondidos da vida íntima de uma sociedade, sejam de natureza política, econômica, religiosa ou moral, entre outras. Entretanto, se uma é marcada pela confluência de agentes, corpos e intenções, a outra é principalmente caracterizada pelo distanciamento social, o que dificulta – ou move para novas práticas – os processos já estabelecidos de elaboração de festividades populares.

Música sempre presente

Casa-Museu Ema Klabin conta com mais de 1500 obras e uma rica programação cultural. Foto: divulgação.

A Casa-Museu Ema Klabin continua levando, através das redes sociais, conteúdo musical de qualidade pelo Programa Tardes Musicais em Casa. Segundo o produtor musical Thiago Guarnieri, todas as terças-feiras do mês, nas redes sociais do museu, é possível conferir um vídeo com uma música inédita de um espetáculo realizado na Casa-Museu Ema Klabin em 2019, sempre trazendo curiosidades sobre as mesmas. Entre elas: Aos Homens (Linna Karo) e Duas Beiras: das barrancas do Rio São Francisco às margens do Rio Pinheiros ( Anabel Andrés e Priscila Magella).

E às quintas-feiras, dando continuidade à parceria com o projeto Violão e Ponto, o público pode conferir apresentações inéditas gravadas por violonistas direto de suas residências. O próximo será no dia 19 de novembro.

Além disso, é possível rever espetáculos completos que estão disponíveis no canal do YouTube da Casa-Museu, como o show  A São Paulo Caipira, que trouxe, no formato de canção, as crônicas do campo e da cidade interpretadas por Osni Ribeiro ( violão e voz), Arnaldo Silva (violão e vocal) e Marcos Lopes (acordeom) e o espetáculo Girandêra, do grupo musical Clarianas, apresentando ladainhas que resgatam a memória das mulheres cantadeiras do Brasil.

Sentiu saudades do museu? Você pode realizar visitas virtuais no Google Arts & Culture  no link https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin ou por meio da ferramenta digital Explore, no site do museu: https://emaklabin.org.br/explore/.

Serviço:

Casa-Museu Ema Klabin: #CasaMuseuEmCasa

Tramas Culturais: Carnaval e outras festas populares: impactos, memórias e cancelamentos – plataforma Zoom. São 95 vagas, as inscrições gratuitas podem ser realizadas no site https://emaklabin.org.br/

Apresentações exclusivas: Casa-Museu Ema Klabin e Violão e Ponto

Músicas inéditas: sobem no Canal do YouTube do Museu as terças-feiras, sempre às 17 horas,  Linna Karo, Anabel Andrés e Priscila Magella

Relembre shows completos: A São Paulo Caipira, Osni Ribeiro ( violão e voz), Arnaldo Silva (violão e vocal) e  Marcos Lopes (acordeom),  Girandêra, do grupo musical Clarianas. Shows já disponíveis no Canal do YouTube

Gratuito

Acesse as redes sociais do museu:

Instagram: @emaklabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Twitter: https://twitter.com/emaklabin

Canal do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Site: https://emaklabin.org.br/.

Artigo: “Mitomania: a necessidade de mentir compulsivamente”, por Andréa Ladislau

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Pedro Costa.

A mania de mentir pode ser muito mais grave do que parece: é o que chamamos de mitomania. É comum ter um amigo, parente ou conhecido que sempre inventa uma mentira, uma viagem que não fez ou uma história que nunca aconteceu. Um transtorno caracterizado pela compulsão de mentir, onde o indivíduo, inconscientemente, mente com grande frequência. Existe um prazer enraizado na criação de suas próprias histórias.

E qual seria a razão para esse tipo de comportamento? Existem dois possíveis motivos para que alguém recorra às mentiras, um deles é o medo. Na grande maioria das vezes, o indivíduo mente porque tem medo de enfrentar a sua própria realidade. Ou medo de perder alguém, além do perder afeto e reconhecimento. Uma outra razão possível é a ambição.

O transtorno da mitomania pode ser desencadeado por transtornos de personalidade, doenças neurológicas ou psiquiátricas – mas nem sempre está ligado a alguma doença. E o que vai diferenciar este transtorno de uma simples mentira é a intensidade e a frequência. Quando mais se mente, mas sente a necessidade de mentir, fazendo elos entre as histórias inventadas.

As consequências da mitomania na vida de uma pessoa podem ser muito sérias, como o fim de relacionamentos amorosos e até a perda de emprego. Ao perder o controle sobre as histórias fantasiosas que inventa, a pessoa acaba se complicando nos relacionamentos pessoais e profissionais por não ter sustentação para suas mentiras. Além disso, quando são descobertas as mentiras, é comum que o afastamento do mitomaníaco ocorra por pessoas próximas, fazendo com que este sinta-se rejeitado e agravando ainda mais seu quadro psíquico.

O transtorno pode ser tratado, mas os métodos utilizados no tratamento dependem da gravidade do quadro do paciente. Antes de se controlar a mitomania, o indivíduo deve passar por uma investigação terapêutica que irá identificar as doenças psiquiátricas que possam estar associadas a este transtorno, motivo pelo qual a terapia é fundamental para tratar a mitomania. Em alguns casos onde os níveis estão elevados, também é indicado o uso de intervenção medicamentosa. Os antidepressivos entram com a função de reforçar a confiança e autoestima desse indivíduo, bloqueando a necessidade de aceitação e eliminando as angústias oriundas pelo sentimento de rejeição.

É de suma importância estar atento às crianças. É normal que elas mintam. Esse comportamento fantasioso faz parte do universo infantil quando o amadurecimento pessoal começa a ser formado. Porém, o que parece uma atitude ingênua pode tornar-se um problema sério na juventude, quando este jovem começa a se assumir como indivíduo e passa a sustentar relacionamentos sociais adultos.

Também chamada de “síndrome de Pinóquio”, percebemos que existe consciência sobre aquilo que está sendo feito; porém, o mentiroso encara o hábito como uma “mentira boa ou inofensiva”. Fato é que essa doença surge como sintomas de outras questões psicológicas, a exemplo da depressão e outros problemas emocionais, como a necessidade de atenção e o medo da rejeição. Os mentirosos, em geral, são tidos como contadores de histórias. Precisam sentir-se superiores aos demais e, para isso, contam histórias de sua bravura, popularidade e grandes feitos. Ou mesmo mentem para esconder erros e falhas. No entanto, não existe neste comportamento qualquer indício de culpa ou responsabilidade.

Para manter sua “vida grandiosa” aos olhos dos outros, adotam o plágio como uma parte integrante de suas ações. Ao contar uma mentira após a outra, podem não perceber que disseram a mesma mentira para a mesma pessoa mais de uma vez. Cada vez que se conta a mesma mentira, o conceito básico irá permanecer, sendo modificados apenas os personagens, local e data da ocorrência.

Ficam evidentes razões como a baixa autoestima, o déficit de atenção, a hiperatividade e o transtorno bipolar como umas das principais razões que podem transformar um indivíduo em um mitomaníaco ou portador da “Síndrome de Pinóquio”. Uma das molas presentes nesta alteração comportamental é o complexo de inferioridade que impulsiona a pessoa a inventar histórias, fazendo-a acreditar que desta maneira poderá se tornar mais importante e apreciada pelo outro. Indivíduos com alterações severas de humor, oscilando entre a depressão e a agitação (típico comportamento maníaco), bem como os dependentes e viciados em drogas ou jogos, são fortes candidatos a se tornarem mitomaníacos. Os dependentes, por exemplo, precisam mentir – na grande maioria dos casos – para fugir de situações difíceis,  como problemas financeiros.

Portanto, a incapacidade de enfrentamento da realidade desencadeia neste ser humano a sentimentos de negação, contribuindo para que a mentira seja uma muleta em sua vida, construída a partir das fantasias criadas. À medida que percebem os “falsos ganhos” com este comportamento, passam a alimentar suas mentiras compulsivamente. Seu maior objetivo é levar a atenção do outro para longe da realidade em que vivem. Por isso, dizemos que o mitomaníaco acredita em sua própria mentira. Por mentir tanto, passa a confundir o que é real do que é fantasioso. Mas tenhamos muita cautela, pois o diagnóstico dessa patologia deve ser minucioso e realizado por profissional de saúde mental adequado. Quem sofre com a mitomania, a mentira patológica, apresenta transtornos de personalidade narcisista e antissocial. Quando tratadas prematuramente, essas características, notadas a partir de observações criteriosas, diminuem o risco de evolução da doença – visto que é extremamente importante o desenvolvimento da elevação da autoestima e a potencialização de valores e forças, além do enfraquecimento do medo da rejeição e do abandono. Para conseguir uma melhor qualidade de vida, se faz necessária a promoção de sentimentos positivos e um melhor gerenciamento das emoções; assim, a mentira compulsiva deixa de fazer parte da realidade do indivíduo – libertando-o da Síndrome de Pinóquio.

Dra. Andrea Ladislau é psicanalista. Doutora em Psicanálise, membro da Academia Fluminense de Letras – cadeira de numero 15 de Ciências Sociais, administradora hospitalar e gestora em saúde, pós graduada em psicopedagogia e inclusão social, professora na graduação em Psicanálise, embaixadora e diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói, Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo e Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada.