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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Coro da Osesp, Orquestra Acadêmica e cantores solistas interpretam ‘A Paixão Segundo São João’, de Bach, com regente Kathy Romey

São Paulo, por Kleber Patricio

Coro da Osesp. Foto: Mario Daloia.

Nesta semana, entre quinta-feira (17/abr) e sábado (19/abr), o Coro da Osesp apresenta na Sala São Paulo, ao lado da Orquestra Acadêmica da Osesp e de cinco cantores solistas, o programa Páscoa na Sala. Sob regência da maestra norte-americana Kathy Romey, o público poderá ouvir o tocante oratório Paixão segundo São João, de Johann Sebastian Bach. Baseada nos capítulos 18 e 19 do Evangelho de João, a monumental obra narra a prisão, o julgamento, a crucificação e a morte de Cristo. Os solistas convidados nas três datas serão Jabez Lima (tenor), Sabah Teixeira (barítono), Norbert Steidl (barítono), Marisú Pavon (soprano) e Clarissa Cabral (mezzo soprano). O concerto de sexta-feira (18/abr) integra a série vespertina Osesp duas e trinta e, por acontecer em um feriado, terá início às 16h30; ele também terá transmissão ao vivo no canal oficial da Osesp no YouTube.

Sobre o programa

Johann Sebastian Bach (1685–1750) apresentou A Paixão segundo São João pela primeira vez na Igreja de São Nicolau no culto da Sexta-feira Santa de 1724. O oratório se insere na tradição luterana de paixões musicais, que buscavam não apenas contar a história bíblica, mas também incentivar a reflexão pessoal e a conexão do ouvinte com o divino.

O texto segue os capítulos 18 e 19 do Evangelho de João, que relatam a prisão, o julgamento, a crucificação e a morte de Cristo. Bach adiciona elementos de outros evangelhos, como o lamento de Pedro após negar Jesus e o terremoto que acompanha a morte de Cristo, conferindo à música um caráter quase operístico. Sua estrutura alterna coros, recitativos e árias, criando um equilíbrio dinâmico entre reflexão, narrativa e comoção. Desde o início, a obra impressiona pela força da abertura, que estabelece o tom geral, sombrio e solene.

Academia de Música da Osesp. Foto: Beatriz de Paula.

Apesar de ser frequentemente comparada à Paixão segundo São Mateus, A Paixão segundo São João carrega uma identidade única. Enquanto a primeira é mais expansiva e dramática, a segunda é mais introspectiva, mais crua e direta, refletindo o texto de João, que enfatiza o papel de Cristo como o redentor divino. Sua combinação de narrativa bíblica, argumentação teológica e domínio musical faz dela um testemunho do gênio de Bach e de seu compromisso com a criação de uma música que transcende o tempo e o espaço, tocando as almas de todos que a escutam.

Coro da Osesp

O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. Desde fevereiro de 2025, Thomas Blunt é seu regente titular.

Orquestra Acadêmica da Osesp

O desejo de formar a próxima geração de músicos para orquestras brasileiras fez com que fosse criada, em 2006, a Classe de Instrumentos da Academia de Música da Osesp – inteiramente gratuita e com bolsas de estudo. Na Academia, os jovens participam do cotidiano do grupo profissional, recebem educação teórica, artística e instrumental. Hoje, vários dos alunos que passaram pelo programa ocupam cadeiras nas principais orquestras do país, alguns deles na própria Osesp. Em 2021, as classes de Instrumento e Canto – criada em 2013 – foram reconhecidas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo como Curso Técnico. A Orquestra Acadêmica é formada pelos atuais estudantes, alguns de seus professores e também por ex-alunos e convidados.

Kathy Romey regente

Kathy Romey. Foto: Amanda Kate Weber.

Kathy Romey é diretora artística do Coro da Orquestra de Minnesota, e professora emérita e ex-diretora de atividades corais da Universidade de Minnesota (EUA). Como regente convidada, preparadora de coros e palestrante nos Estados Unidos e na Europa, colaborou regularmente com a Internationale Bachakademie Stuttgart, o Junges Stuttgarter Bach Ensemble e a Weimar Bach Cantata Academy. Além disso, preparou programas para instituições como Coral Internacional de Berkshire, Carnegie Hall Festival Chorus, Grant Park Music Festival, Coro da Rádio dos Países Baixos, Festival Teatro del Lago e Coro Sinfônico de Westminster. Romey integra a equipe do Festival Bach de Oregon desde 1984 e contribuiu para cinco gravações do evento, incluindo o álbum, vencedor do Grammy em 2001, Credo, de Krzysztof Penderecki. Coordena e apresenta a série “Bridges”, um programa nacionalmente reconhecido do Coral de Minnesota criado em 1994 e voltado à inclusão social. Em 2023, foi homenageada com o Prêmio F. Melius Christiansen em reconhecimento à sua significativa contribuição para a música coral no estado de Minnesota.

PROGRAMA

CORO DA OSESP

ORQUESTRA ACADÊMICA DA OSESP

KATHY ROMEY regente

JABEZ LIMA tenor [Evangelista e árias]

SABAH TEIXEIRA barítono [Jesus]

NORBERT STEIDL barítono [Pilatos e árias]

MARISÚ PAVON soprano

CLARISSA CABRAL mezzo soprano

Johann Sebastian BACH | Paixão segundo São João, BMW 245.

Serviço:
17 de abril, quinta-feira, 20h00

18 de abril, sexta-feira, 16h30 [Osesp duas e trinta | Concerto Digital]

19 de abril, sábado, 16h30

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

38º Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo terá itinerância para o Sesc Campinas

São Paulo, por Kleber Patricio

Melissa de Oliveira, Aquecimento, 2024, Coleção MAM São Paulo.

O 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil Graus, realizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, será exibido no Sesc Campinas a partir de 25 de abril e ficará em cartaz até 31 de agosto de 2025. A mostra reúne obras de 22 artistas que integraram a edição bienal do Panorama no MAM, sendo repensada para o galpão do Sesc Campinas. Com uma grande amplitude geracional e artistas de diversos lugares do Brasil, a exposição reúne obras em diferentes mídias que, em comum, compartilham um elevado índice energético e abordam, por múltiplas perspectivas, processos de transformação.

A itinerância ocorre por meio da parceria institucional entre o MAM e o Sesc São Paulo, consolidando-se como uma estratégia para ampliar o alcance da exposição e possibilitar que novos públicos tenham acesso às discussões propostas pelos curadores Germano Dushá, Thiago de Paula Souza e Ariana Nuala. Esta é a segunda edição do Panorama da Arte Brasileira do MAM que itinerará para uma unidade do Sesc, reforçando o compromisso das instituições em expandir o diálogo sobre arte contemporânea para diferentes territórios.

Para o diretor regional do Sesc São Paulo, Luiz Galina, “a partir da parceria com Museu de Arte Moderna de São Paulo trazemos a itinerância do Panorama da Arte Brasileira para o Sesc Campinas e, assim, reafirmamos nosso compromisso com a ampliação do acesso à arte e à cultura. A exposição não apenas apresenta produções que refletem sobre questões urgentes da nossa sociedade, mas também estimula o diálogo e a troca de experiências entre artistas e público. Para o Sesc, é essencial constituir-se como um espaço educativo e de fruição, onde diferentes sensibilidades e percepções possam se encontrar e se transformar”.

[detalhe da obra] Adriano Amaral, Sem título, 2024, no 38º Panorama da Arte Brasileira Mil graus. Foto: Estúdio em Obra.

“É uma felicidade para o MAM manter essa parceria com o Sesc e itinerar mais uma edição do Panorama. Essa colaboração fortalece nosso compromisso de ampliar o alcance da arte contemporânea brasileira e criar novas oportunidades de troca entre artistas, instituições e comunidades”, afirma Elizabeth Machado, presidente do MAM São Paulo.

Mil Graus

A proposta curatorial do 38º Panorama da Arte Brasileira é elaborar criticamente a realidade atual do Brasil sob a noção de calor-limite — conceito que alude a uma temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transforma. O projeto busca traçar um horizonte multidimensional da produção artística contemporânea brasileira, estabelecendo pontos de contato e contraste entre diversas pesquisas e práticas que, em comum, compartilham uma alta intensidade energética.

A pesquisa curatorial foi norteada por cinco eixos temáticos: Ecologia Geral, Territórios Originários, Chumbo Tropical, Corpo-Aparelhagem e Transes e Travessias. Os eixos não funcionam como núcleos ou segmentos da exposição, mas sim como fios condutores que instigam reflexões e leituras, traçando possíveis relações entre os trabalhos a partir dessas perspectivas.

Em Ecologia Geral, são destacadas noções ecológicas e práticas ambientais ampliadas, orientadas por uma visão de interconectividade total. Já em Territórios Originários, estão narrativas e vivências de povos originários, quilombolas e outros modos de vida fora da matriz uniformizante do capital, capazes de refletir visões alternativas sobre a invenção e a atual conjuntura do Brasil. Chumbo Tropical, por sua vez, trará leituras críticas que subvertem imaginários e representações do Brasil, colocando em xeque aspectos centrais da identidade nacional.

Ana Clara Tito Enxame (SH), 2024. Vista do 38º Panorama da Arte Brasileira Mil graus. Foto: Estúdio em Obra_015.

Corpo-Aparelhagem é a linha que busca evidenciar intervenções experimentais e reflexões sobre a contínua transmutação corpórea dos seres e das coisas, com seus hibridismos e suas inter-relações, enquanto Transes e Travessias aborda conhecimentos transcendentais, práticas espirituais e experiências extáticas que canalizam os mistérios vitais.

Assim como ocorreu no MAC USP, a mostra foi pensada de acordo com o espaço, atenta às suas qualidades físicas e buscando uma espécie de simbiose, para que as obras possam integrar-se ao ambiente. A equipe curatorial explica que “o projeto cria uma experiência imersiva e coesa, com instalações e mobiliários repensados especificamente para o campo expositivo, além de uma nova obra site-specific: um grande painel de Paulo Nimer Pjota pintado diretamente na parede do espaço. Algumas das obras de maior escala e que envolvem experimentações com novas tecnologias — que marcaram a mostra original — também estarão presentes, como Cabeça d’água, de Adriano Amaral, e Baile do terror, de Gabriel Massan.”

Com a itinerância do 38º Panorama, a curadoria buscou preservar as questões conceituais e formais que fundamentaram Mil Graus, mas aproveitou a oportunidade para criar uma nova experiência, com novo fôlego e frescor, que repensa tanto os modos de apresentação das obras quanto propõem diálogos inéditos entre os artistas. Nesse sentido, a itinerância no Sesc contribui ativamente para desenvolver os conceitos, ampliar as relações entre os artistas e as obras, e criar novas imagens dessa edição do Panorama.

Artistas

Gabriel Massan, Baile de terror, 2024, no 38º Panorama da Arte Brasileira Mil graus. Foto: Estúdio em Obra.

Para a itinerância, foram selecionadas obras de 22 artistas e coletivos dos 34 que participaram da exposição exibida entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. São obras que apresentam pesquisas ligadas a questões ecológicas, históricas, sociopolíticas, tecnológicas e espirituais, utilizando tanto tecnologia avançada quanto materiais orgânicos, como o barro.

Adriano Amaral (SP) | Advânio Lessa (MG) | Ana Clara Tito (RJ) | Dona Romana (TO) | Frederico Filippi (SP) | Gabriel Massan (RJ) | Ivan Campos (AC) | Jonas Van (CE) & Juno B. (CE) | Labö (PA) & Rafaela Kennedy (AM) | Lucas Arruda (SP) | Zahỳ Tentehar (MA) | Marcus Deusdedit (MG) | Maria Lira Marques (MG) | Marina Woisky (SP) | Melissa de Oliveira (RJ) | Mestre Nado (PE) | Noara Quintana (SC) | Paulo Nimer Pjota (SP) | Paulo Pires (MT) | Rebeca Carapiá (BA) | Solange Pessoa (MG) | Zimar (MA)

Projetos Especiais

A proposta da curadoria do 38º Panorama da Arte Brasileira envolveu uma série de projetos especiais, desdobramentos da concepção de Mil Graus em diferentes plataformas e linguagens.

O ambiente 3D, um espaço imaginado pelos curadores, visa ampliar o alcance da mostra e criar um espaço de experimentação curatorial. A ideia não é reproduzir no digital os espaços da exposição física, mas sim criar um espaço imaginado pelos curadores, proporcionando uma experiência imersiva que desafia a percepção da materialidade e reflete criticamente sobre a integração das infraestruturas digitais no que entendemos como ‘mundo real’.

Ivan Campos, Rebanhos do céu, 2008. Vista do 38º Panorama da Arte Brasileira Mil graus. Foto: Estúdio em Obra.

Composta por obras digitais e representações tridimensionais de criações físicas de alguns dos artistas participantes, a instalação reúne vídeos, objetos 3D e sons, formando um espaço de interação. Os visitantes podem navegar livremente, explorando novos imaginários e conexões que questionam as convenções tradicionais de produção e interpretação de imagens no campo artístico. A proposta também reflete o dinamismo e a criatividade cibernética do Brasil contemporâneo.

Disponível nos principais tocadores de áudio, o podcast Mil Graus apresenta, em seis episódios, os temas abordados no 38º Panorama da Arte Brasileira e conta a história de alguns dos coletivos e artistas que integram esta edição da mostra bienal do MAM: território indígena Akroá Gamella, Dona Romana, Joseca Yanomami, MEXA e a Tropa do Gurilouko, além de uma introdução a esta edição da mostra e uma viagem pela história dos Panoramas. Narrado pela jornalista Adriana Couto, o podcast traz histórias e discussões sobre arte com temas atuais, mostrando como elas refletem questões sociais, políticas e culturais da contemporaneidade.

Em uma série de cinco episódios disponível no Instagram e no YouTube do MAM, o público pode conhecer mais sobre a prática artística e o ateliê de Advânio Lessa, Adriano Amaral, Marina Woisky, Marlene Almeida e Zimar. A série revela conexões singulares entre os processos e os territórios em que cada um dos artistas vive e trabalha.

Em uma colaboração inédita com uma marca, o MAM lançou uma linha de produtos do 38º Panorama, disponível nos e-commerces do museu e da Hang Loose.

Acessibilidade e Ações Educativas

Obras de Labō & Rafaela Kennedy. Vista do 38º Panorama da Arte Brasileira Mil graus. Foto: Estúdio em Obra.

Como parte do compromisso com a democratização do acesso à arte e à cultura, a itinerância do 38º Panorama da Arte Brasileira do MAM no Sesc Campinas contará com uma programação educativa e acessível, voltada para diversos públicos. Serão realizadas visitas mediadas, oficinas e outras atividades que promovem o diálogo com as obras e artistas da exposição, incentivando reflexões críticas e novas leituras sobre os temas abordados. Além disso, ações de acessibilidade, como materiais táteis e recursos voltados para pessoas com deficiência, buscarão ampliar a experiência de fruição e garantir que mais visitantes possam se conectar com a mostra de maneira significativa.

Sobre o Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo

A série de mostras Panorama da Arte Brasileira foi iniciada em 1969 e coincidiu com a instalação do MAM São Paulo em sua sede na marquise do Parque do Ibirapuera. As primeiras edições do Panorama marcaram a história do museu por terem contribuído direta e efetivamente para a formação de seu acervo de arte contemporânea. Ao longo das 37 mostras já realizadas, o Panorama do MAM buscou estabelecer diálogos produtivos com diferentes noções sobre a produção artística brasileira, nossa história, cultura e sociedade. Realizado a cada dois anos, o Panorama sempre propõe novas reflexões sobre os debates mais urgentes da contemporaneidade brasileira.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Sobre o Sesc São Paulo

Com mais de 78 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 43 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações para promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, além de toda a sociedade. Mantido por empresas do setor, o Sesc é uma entidade privada que atende cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais dos campos das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Para mais informações, acesse o portal: sescsp.org.br.

Serviço:

Itinerância do 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus

Curadoria: Germano Dushá, Thiago de Paula Souza

Curadoria-adjunta: Ariana Nuala

Abertura: 24 de abril, quinta-feira, às 19h

Período expositivo: 25 de abril a 31 de agosto de 2025

Realização: Museu de Arte Moderna de São Paulo e Sesc São Paulo

Local: Sesc Campinas

Endereço: Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas

Funcionamento: terça a sexta, das 9h30 às 21h30, e aos finais de semana, das 10h às 18h

Gratuito

Mais informações em: mam.org.br/38panorama / sescsp.org.br.

(Com Evandro Pimentel/MAM São Paulo)

Victoria&Albert Museum recebe exposição inédita de peças Cartier

Londres, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O Victoria&Albert Museum, em Londres, abriu na última segunda-feira, 12 de abril, a maior exposição dedicada às joias Cartier em 30 anos, explorando como a Maison se tornou uma força inigualável no mundo da joalheria. Apresentando mais de 350 objetos, a mostra mapeia a evolução de seu legado desde a virada do século 20, quando os três netos do fundador Louis-François iniciaram a primeira casa joalheira reconhecida globalmente, estabelecendo filiais em Paris, Londre e Nova York. Com uma invejável lista de clientes da realeza e aristocracia, Cartier ficou conhecido como ‘o joalheiro dos reis e o rei dos joalheiros’ e ampliou esse apelo graças à devoção de personalidades do mundo do cinema, da música e da moda.

A exposição inclui gemas e objetos históricos, relógios icônicos de pulso e de mesa da coleção do Victoria&Albert Museum e dos arquivos da Cartier, bem como desenhos inéditos dos arquivos das duas instituições e dos mais importantes museus e coleções internacionais. O design da exposição é do arquiteto e artista Asif Khan BEM, que dá continuidade à tradição de colaborações marcantes em que artistas moldaram a cenografia da Cartier.

Serviço:

Cartier no V&A South Kensington

The Sainsbury Gallery

12 abril 2025 – 16 novembro 2025

vam.ac.uk/exhibitions/cartier | @V_and_A.

(Com Gabriela Garcia/Index Conectada)

Scorpions no Qualistage: Lenda do rock se apresenta em 21 de abril

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Scorpions, um dos maiores nomes da história do rock mundial, volta ao Rio de Janeiro para show único. Com produção da Mercury Concerts, a banda se apresenta no dia 21 de abril de 2025, segunda-feira (feriado) no Qualistage, na Barra da Tijuca.

Lenda do rock​, o Scorpions dispensa apresentações. Já se passaram 60 anos desde os dias em que os jovens Klaus Meine (vocalista), Rudolf Schenker (guitarrista e compositor) e Matthias Jabs (guitarrista) vagavam pelas ruas de Hannover (Alemanha), no pós-guerra, com um carrinho de mão carregando os instrumentos e amplificadores. Durante essas seis décadas, eles se tornaram a banda de rock mais bem-sucedida da Alemanha, ou melhor, da Europa Continental. Em maio, receberam da revista alemã Metal Hammer o título de Banda Lendária, que os dá o status de lendas do rock. Scorpions é um dos pilares do heavy metal e tem o poder de reunir gerações de fãs desde a década de 1960. Entre as centenas de clássicos forjados desde 1965, três deles se transformaram em verdadeiros hinos: ‘Wind of Change’, ‘No One Like You’ e ‘Rock You Like a Hurricane’ – esta última, regravada mais de 150 vezes por diferentes músicos em todo mundo.

Os fãs brasileiros têm verdadeira paixão por essa banda que foi uma das atrações do Monsters of Rock em 2023. E para a edição 2025, eles preparam um show inesquecível, com os grandes sucessos e as novas canções do mais recente álbum Rock Believer. Além dos três fundadores, a banda de Hanover é formada também pelo baixista Pawel Maciwoda e Mikkey Dee, um dos melhores bateristas de heavy metal do mundo.

Sobre a Mercury Concerts | A Mercury Concerts é responsável pelo agenciamento de turnês internacionais na América Latina e também pela idealização e produção de shows e festivais de grande sucesso em todo o Brasil. Entre suas realizações nesses 30 anos de história estão festivais como Monsters of Rock, Ruffles Reggae, Close-up Planet, Skol Rock, São Paulo Trip e Rockfest. Além disso, a Mercury realizou no país shows e turnês de artistas de renome como AC/DC, Bon Jovi, Yes, Black Sabbath, David Gilmour, Sting, KISS, Guns N’ Roses e Aerosmith. 

Serviço:

21 de abril de 2025 (segunda-feira / feriado)

Local:  Qualistage

Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

​Abertura da casa: 20h

Scorpions: 22h

Classificação Etária: 18 anos desacompanhados. Menores de 18 anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial.

​A partir de R$ 220,00

​Vendas: www.eventim.com.br/scorpions

Ou na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ – de segunda a sábado das 11h às 20h | domingo e feriados das 13h às 20h

Em dias de shows, o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local

Capacidade da casa: 9 mil em pé | 3.500 sentados

Acessibilidade.

(Com Rosângela Silva/BTCom)