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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello protagonizam ‘Cenas da Menopausa’

Curitiba, por Kleber Patricio

Fotos: Renam Christofoletti.

Após temporada de sucesso em Portugal, o espetáculo ‘Cenas da Menopausa’, comédia musical interpretada por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello – que também dirige o espetáculo – e com texto e versões musicais de Anna Toledo, chega em solo nacional para curtas temporadas em Curitiba (Teatro Guaíra) nos dias 06, 07 e 08 de junho de 2025, sexta e sábado, 21h; e domingo, 18h; e em São Paulo (Teatro Claro MAIS SP), a partir de 12 de junho.

Cenas da Menopausa é uma peça sobre a mulher 50+, que retrata situações vividas no ‘segundo ato’ da vida, através de cenas curtas e números com paródias musicais com personagens divertidas, honestas e, por vezes, dramáticas. As cenas refletem as inquietações, angústias, sonhos e desejos impactados pela maturidade e pela incontornável menopausa.

Mudanças corporais, questionamentos de vida e carreira, saúde, beleza, expectativas sociais e relacionamentos afetivos são abordados de forma franca – propondo, ao mesmo tempo, riso e reflexão sobre uma das fases mais impactantes e ainda pouco discutidas na vida das mulheres.

“A menopausa não é um fim, é um recomeço – e agora, um espetáculo! Subo no palco para dar voz a essa revolução com humor, verdade e emoção. Já falamos de tantos tabus, por que não esse? No palco, sou muitas, na plateia, somos milhões – e juntas, seguimos mais livres”, define Claudia Raia.

Escrever esta peça foi um desafogo!”, conta Anna Toledo, que assina o texto e as versões musicais do espetáculo. “Na época em que a Claudia Raia me convidou para escrever, eu estava em pleno climatério, atordoada com o que estava descobrindo sobre essa fase para a qual nada havia me preparado. Foi chocante perceber o meu despreparo para algo que acontece, aconteceu e acontecerá com absolutamente todas nós.

“Quando a gente resolveu fazer esse espetáculo, logo decidimos que teria que ser uma comédia, pra falar com graça e leveza de um assunto que pode ser tão pesado. O processo criativo foi muito em cima das experiências da Claudia com a menopausa, da minha experiência como marido e também da autora Anna Toledo, que está passando por esse momento”, conta Jarbas Homem de Mello.

Ele completa: “Optamos por esquetes com várias situações de mulheres diferentes, em contextos diversos, para abordar sintomas, perspectivas e pontos de vista. No final, ainda tem um bate-papo com a plateia, que virou quase um momento de desabafo das mulheres, que percebem que não estão sozinhas.”

A estrutura do espetáculo acompanha o que a autora chama de ‘fases do luto ovariano’ — choque, negação, revolta, depressão, barganha e aceitação. Cada cena traz uma mulher diferente vivendo um momento-chave da menopausa, e há uma personagem que costura toda a dramaturgia: Teresa, que atravessa todas essas fases. Segundo Anna, o riso é uma chave essencial para quebrar o silêncio em torno do tema: “A menopausa é um grande perrengue, mas também rende histórias engraçadíssimas. E se todas nós ríssemos, juntas, com as nossas próprias histórias?

O espetáculo traz intervenções musicais cômicas com paródias de músicas pop, usadas como vinhetas ou comentários das cenas. “Escolhi músicas bem conhecidas, que ficaram marcadas na voz de grandes divas. É mais uma camada feminina na linguagem do espetáculo”, completa a autora.

A história acompanha Teresa (Claudia Raia), uma mulher de 49 anos, casada há 18, mãe de dois filhos e sobrecarregada no trabalho como corretora de imóveis. Entre as responsabilidades do dia a dia, ela se depara com algo inesperado: os primeiros sintomas da menopausa.

Ondas de calor, insônia, alterações de humor e uma enxurrada de dúvidas vão transformar sua rotina em uma jornada surreal e cheia de reviravoltas cômicas. A peça ainda se propõe a discutir situações práticas que vão desde como abordar o novo momento com o parceiro, Mario, para não se isolar emocionalmente, ou como lidar com as capacidades criativas e de vitalidade que se apresentam nesta fase.

Outras personagens interpretadas por Claudia são Laurinha, mulher com mais de 50 anos, divorciada, sarada, jovial e em absoluta negação diante dos sintomas da menopausa; Gilda, mulher com mais de 60 anos, divorciada, hippie e desencanada, cujo marido a trocou por uma jovem de 20 e poucos; e Isabel, uma cinquentona super executiva, workaholic, sem tempo para cuidados pessoais e cliente de Vini Visage, (interpretado por Jarbas). Claudia interpreta ainda um mix de divas 50+ que aparecem na abertura do espetáculo.

Já os personagens vividos por Jarbas são Mario, marido de Teresa; Alberto, ex-marido de Gilda, 60 anos; um médico; um vidente que trabalha com realinhamento energético, joga tarô e búzios; uma vendedora; uma freira; a tia Judite, uma senhorinha rabugenta de 75 anos; a cantora Madonna e, como mencionado, Vini Visage – cabeleireiro e influencer no YouTube.

Com um repertório empolgante, o espetáculo revisita hits dos anos 80 e 90, transformando-os em paródias hilárias. Desde a abertura explosiva com um mashup de ‘Fever/Hot Stuff/Flashdance’ até momentos icônicos como ‘Total Eclipse of the Heart’, ‘Like a Virgin’ e ‘I Will Survive’, cada música traz uma nova camada de humor e ironia para a trama.

O cenário do espetáculo Cenas da Menopausa é formado por módulos de madeira que os próprios artistas movimentam em cena. Inspirada nas curvas e nuances femininas, a cenografia reflete as múltiplas camadas vividas pelas mulheres ao longo da vida. Para dar conta dessa narrativa dinâmica, as estruturas móveis se transformam rapidamente à vista do público revelando ambientes como uma academia de ginástica, um camarim, uma loja de roupas e o quarto de um casal, entre outros. O projeto cenográfico alia praticidade e fluidez sem abrir mão do charme e da sofisticação, características já reconhecidas nas produções estreladas por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello.

A iluminação tem papel essencial na ambientação e contribui para guiar o público pelos temas abordados em cada momento. Já os figurinos adicionam dinamismo à encenação: são 12 trocas de roupa feitas por Jarbas Homem de Mello e 11 por Claudia Raia, além de peças cenográficas expostas em araras, somando mais de 60 peças no total.

Em Portugal, a Cenas da Menopausa ficou 6 semanas em cartaz no Teatro Tivoli BBVA (em Lisboa), como parte das comemorações do centenário do espaço. Em seguida, percorreu por mais 6 semanas diversas cidades, passando pelo Coliseu Ageas (Porto), Teatro Aveirense (Aveiro), Cine-Teatro Garrett (Póvoa de Varzim), Teatro José Lúcio da Silva (Leiria), Centro de Artes e Espectáculo (Figueira da Foz) e Teatro das Figuras (Faro), totalizando 67 apresentações e reunindo um público de mais de 70 mil espectadores. O sucesso fez com que a peça, que já fazia sessões de terça a domingo, tivesse sessões extras para dar conta da demanda.

Ficha técnica

Elenco: Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello

Texto e Versões Musicais: Anna Toledo

Direção: Jarbas Homem de Mello

Diretora Residente: Sabrina Mirabelli

Diretor Musical, Arranjos e Trilha Sonora: Guilherme Terra

Voz Off: Miguel Falabella

Trilha Sonora – backing vocals: Helga Nemetik, Marilice Cosenz e Paula Capovilla

Design de Som: Tocko Michelazzo

Design de Luz: Wagner Freire

Cenário: Natália Lana

Assistente de Cenografia: Victor Aragão

Cenotécnico: André Salles

Figurinos: Bruno Oliveira

Assistente de Figurino: Eliana Liu

Visagismo: Dicko Lorenzo

Assistente de Visagismo: Rud Motta

Contrarregra: Jonatas Henrique

Operador de Som: Silney Marcondes

Operador de Luz: Mateus Macedo

Produção: Amanda Leones (Versa Cultural) e Magali Elena Produções

Produção Geral: Fernando Pagan

Realização: Raia Produções.

Serviço:

Cenas da Menopausa

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Curitiba

Temporada: 6, 7 e 8 de junho de 2025, sexta e sábado, 21h e domingo, 18h

Local: Teatro Guaíra (R. XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba – PR)

Capacidade: 2,8 mil lugares

Ingressos: de R$25,00 a R$250,00

Obs.: Confira legislação vigente para meia-entrada

6/6 – https://www.diskingressos.com.br/event/9417

7/6 – https://www.diskingressos.com.br/event/9418

8/6 – https://www.diskingressos.com.br/event/9419

São Paulo

Temporada: 15 de junho a 17 de agosto de 2025

Local: Teatro Claro MAIS SP – Shopping Vila Olímpia – R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo – SP

Capacidade: 801 lugares

Sessões: quinta a sábado, às 20h; domingos às 18h

Ingressos: de R$25 a R$250 – Obs.: Confira legislação vigente para meia-entrada

Canais de vendas oficiais:

Uhuu! – com taxa de serviço

Bilheteria física – sem taxa de serviço

Teatro Claro MAIS SP (Shopping Vila Olímpia) 

De 2ª a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados das 12h às 20h

Telefone: (11) 3448-5061.

(Com Diogo Locci/Agência Taga)

Orquestra Jovem do Estado, Maestro Cláudio Cruz e cantoras solistas levam ‘Gala Lírica’ à Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra Jovem do Estado. Foto: Heloísa Bortz.

Na próxima semana, entre quinta-feira (24/abr) e sábado (26/abr), a Sala São Paulo convida a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, grupo artístico ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim, para um programa especial: o Gala Lírica, recheado de momentos marcantes de óperas que fazem parte da história da música. A regência será do Diretor Musical e Regente Titular da Ojesp, Cláudio Cruz.

Nas vozes das cantoras solistas Marília Vargas (soprano), Rosana Lamosa (soprano) e Ana Lucia Benedetti (mezzo soprano), ouviremos composições clássicas de Vivaldi, Händel, Bizet, Verdi, Puccini, Mascagni, Delibes e do brasileiro Carlos Gomes. Os ingressos têm preço único de R$ 42,00 (valor inteiro) e podem ser adquiridos neste link.

Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

De acordo com o maestro Cláudio Cruz, “este programa foi pensado como uma ‘gala diva’, isto é, escolhemos três cantoras que apresentarão uma cronologia das árias mais impactantes, vamos dizer assim, das divas da ópera. Ele começa com árias barrocas, com a soprano Marília Vargas. Também inserimos algumas Aberturas famosas de óperas, algumas delas barrocas, de Vivaldi, Händel e na sequência Ana Lucia Benedetti e Rosana Lamosa irão cantar as árias românticas mais conhecidas, de nomes como Verdi, Carlos Gomes e Puccini. Será um repertório bastante inusitado e que vai encantar os ouvintes”.

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico, quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo é sinônimo de excelência musical no Brasil. Há mais de 40 anos contribui para o aprimoramento técnico e artístico dos bolsistas que a integram, ajudando-os a se prepararem para a vida profissional. Sob a direção musical do maestro Cláudio Cruz, o grupo já tocou nos principais palcos e festivais do Brasil e do mundo, com a participação de renomados solistas, gravou discos e recebeu prêmios. Em parceria com o Machado Mayer Advogados, realiza o Prêmio Ernani de Almeida Machado desde 2012. A Orquestra Jovem do Estado é um grupo artístico ligado à EMESP Tom Jobim, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura.

Cláudio Cruz regente

Claudio Cruz. Foto: Rubens Cortez.

É Diretor Musical e Regente Titular da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Já regeu a Sinfonia Varsovia, New Japan Philharmonic, Hiroshima Symphony, Svogtland Philharmonie (Alemanha), Jerusalem Symphony, Orquestra de Câmara de Osaka, Orquestra de Câmara de Toulouse, Sinfônica de Avignon, Northern Sinfonia, Filarmônica de Montevideo, Osesp, Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Paraná, Sinfônica Brasileira e Sinfônica de Porto Alegre, entre outras. Foi Regente Titular da Orquestra Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, da Orquestra do Festival de Inverno de Campos de Jordão, do Festival da Carinthia e Festival Internacional de Cartagena, e Diretor da Oficina de Música de Curitiba (Núcleo Erudita). Cláudio Cruz foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), Prêmio Carlos Gomes, Prêmio Bravo! e Grammy Awards, entre outros.

Marília Vargas soprano

Marilia Vargas. Foto: Andrea Paccini.

Marília Vargas começou a estudar música aos cinco anos. Inicialmente com o violino, mas logo descobriu seu gosto pelo canto. Debutou nos palcos aos 12 anos de idade, como Pastor na ópera Tosca, sob direção do maestro Alceo Bocchino no Teatro Guaíra, em Curitiba (PR). Formada em Canto Barroco na Schola Cantorum Basiliensis e em Lied e Oratório no Conservatório de Zurique, na Suíça, estudou com Neyde Thomas, Montserrat Figueras, Christoph Prégardien e Silvana Bartoli. Uma das mais ativas e respeitadas sopranos de sua geração, Marília Vargas divide seu tempo entre concertos, aulas, masterclasses e festivais de música. Marília é também professora de Canto Barroco da EMESP Tom Jobim e professora da Oficina de Música Barroca da Escola Municipal de Música de São Paulo.

Rosana Lamosa soprano

A carioca Rosana Lamosa é uma das mais importantes sopranos brasileiras, sendo reconhecida pela crítica e meio cultural que lhe agraciou com os Prêmios APCA (1996), Carlos Gomes (1998 e 2002) e a Ordem do Ipiranga (2010) no grau de Comendadeira. Em sua carreira destacam-se os papéis de Manon, Melisande, Mimi, Violetta, Juliette e Marie (Fille du Regiment), Lucia de Lammermoor, Norina, Gilda, Rosalinde, Anne Truelove, Nannetta, Hanna Glavari, Micaela, Lucy, Condessa, tendo participado da primeira produção brasileira do Anel do Nibelungo, de Wagner. Cantou O Guarany em Lisboa, Armide no Festival de Buxton na Inglaterra, Rigoletto nos Estados Unidos, tendo atuado também como concertista em apresentações no Carnegie Hall e no Concert Hall de Seoul. Protagonizou as estréias brasileiras de Magdalena, de Villa-Lobos, Alma, de Claudio Santoro, e A Tempestade, de Ronaldo Miranda. Apresentou-se para o Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil e na Nona Sinfonia de Beethoven, sob regência de Kurt Masur. É professora de canto da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ana Lucia Benedetti mezzo soprano

Ana Lucia Benedetti. Foto: Mauricio Henrique.

Brasileira, natural de São Paulo, é bacharel em Canto pela Faculdade Mozarteum. Orientou-se com Hildalea Gaidzakian, Marcos Thadeu, Regina Elena Mesquita, Francisco Campos Neto, Rosana Lamosa, Gabriel Rhein-Schirato, Eliane Coelho, Rafael Andrade e Isabel Maresca. Venceu o 1º lugar no IX Concurso de Canto Maria Callas, o prêmio Melhor Voz Feminina no IV Concurso de Canto Carlos Gomes, 3º lugar no IX Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão e 2º lugar no Prêmio I Solisti. Vem se destacando no cenário lírico como Amneris (Aida), Ulrica (Un Ballo in Maschera), Santuzza (Cavalleria Rusticana), Isabella (L’italiana in Algeri), Ježibaba (Rusalka), Olga (Eugene Onegin), Marguerite (A danação de Fausto), Fidalma (Il Matrimonio Segreto), entre outros e, no repertório sinfônico, no Requiem de Verdi; Sinfonias nº 2, nº 3 e nº 8, Rückert-Lieder e Das Lied von der Erde de Mahler; Sinfonia nº 9 e Fantasia Coral de Beethoven; Magnificat Aleluia de Villa-Lobos; Oratório de Natal de Saint-Säens; Stabat Mater de Pergolesi, Missa a seis vozes de Claudio Santoro e outros, apresentando-se nos palcos do Theatro Municipal de São Paulo e do Rio de Janeiro, Sala São Paulo, Sala Minas Gerais, Auditorio Nacional Adela Reta/Sodre, Teatro Municipal de Santiago, Palácio das Artes e Theatro da Paz, entre outros.

PROGRAMA

GALA LÍRICA

ORQUESTRA JOVEM DO ESTADO

CLÁUDIO CRUZ regente

MARÍLIA VARGAS soprano

ROSANA LAMOSA soprano

ANA LUCIA BENEDETTI mezzo soprano

Antonio VIVALDI

Griselda: Excertos

Bajazet: Sposa son disprezzata

Georg Friedrich HÄNDEL

Alcina: Excertos

Rinaldo: Lascia ch’io pianga

Georges BIZET | Carmen: Excertos

Giuseppe VERDI

La forza del destino: Abertura

Falstaff: Sull fil d’un soffio etesio

Il trovatore: Condotta ell’era in ceppi

Giacomo PUCCINI

Manon Lescaut: Intermezzo

La Bohème: Si, mi chiamano Mimi

Pietro MASCAGNI | Cavalleria Rusticana: Voi lo sapete

Léo DELIBES | Lakmè: Sous le dôme épais

Antonio Carlos GOMES | Fosca: Abertura.

Serviço:

24 de abril, quinta-feira, 20h00

25 de abril, sexta-feira, 20h00

26 de abril, sábado, 15h30

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: R$ 42,00 (valor inteiro)

Bilheteria (INTI): salasaopaulo.byinti.com

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações no site oficial da Sala São Paulo

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

No Dia dos Povos Indígenas (19/4), evento em Altamira (PA) celebra a cultura, esporte e protagonismo do povo Xikrin

Altamira, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

No próximo dia 19 de abril, data em que o Brasil celebra o Dia dos Povos Indígenas, a cidade de Altamira (PA) sediará um evento que reafirma o protagonismo do povo Mẽbêngôkre Xikrin e o valor da cultura indígena no cenário nacional. Realizada pela Associação Indígena Berê Xikrin da Terra Indígena Bacajá, a programação tem como objetivo valorizar as expressões culturais Xikrin, promover a integração entre comunidades indígenas e não indígenas e fortalecer o desenvolvimento social por meio da arte e do esporte. O dia será marcado por dois grandes momentos com a assinatura de um patrocínio da Transpetro para apoio à cultura e ao esporte Xikrin e o lançamento do documentário que retrata a festa Kwyrykangô (Festa da Mandioca), uma das tradições mais importantes do povo Mẽbêngôkre Xikrin.

Durante todo o dia, das 9h às 22h, o espaço do teatro – localizado na Travessa Treze de Maio, 201, Jardim Uirapuru, ao lado do Cinema Lúcio Mauro – será tomado por manifestações culturais, estéticas e artísticas que refletem a vitalidade do povo Xikrin. Um dos destaques será a Exposição de Artes e Artesanato Xikrin, com brincos, colares, braceletes, biojoias e bolsas, ecobags e mochilas estampadas com os grafismos tradicionais da etnia. As peças são produzidas pelas Menires (ou Niras), mulheres Xikrin responsáveis por manter viva a herança cultural por meio da arte.

Além de apreciar os objetos, o público poderá acompanhar demonstrações ao vivo das técnicas tradicionais, interagir com painéis informativos sobre o grafismo e a história dos objetos rituais e utilitários e ainda participar de sessões de pintura corporal com jenipapo, realizadas pelas próprias Menires, que aplicarão nos visitantes os traços típicos usados pelas aldeias nos braços, pernas e rosto. Toda essa movimentação representa também uma oportunidade de geração de renda para as comunidades envolvidas, que comercializarão seus produtos diretamente ao público local.

À tarde, das 14h às 16h, acontece um dos momentos centrais do evento: a cerimônia de assinatura do patrocínio da Transpetro ao projeto Kukràdjá Xikrin, que fomenta práticas esportivas tradicionais e contemporâneas nas 13 aldeias representadas pela associação. A iniciativa, contemplada pelo edital do Programa Transpetro em Movimento, prevê a realização de jogos de arco e flecha, corrida, cabo de guerra e pau de sebo, além de campeonatos de futebol masculino e feminino.

O projeto foi idealizado pela Associação Berê Xikrin como forma de promover saúde, identidade, integração e fortalecimento da juventude indígena. A cerimônia contará com a presença de atletas, representantes das aldeias, lideranças indígenas, autoridades locais e representantes da Transpetro. “Queremos que todos possam conhecer nossa cultura e assim sermos respeitados por ela”, afirma Bep Kamaty Xikrin, presidente da Associação Indígena Berê Xikrin da TI Bacajá, reforçando o papel do esporte e da cultura como pontes entre os povos.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, destaca a capilaridade do edital de patrocínios da companhia por todo o território nacional, permitindo a circulação e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, como os costumes ancestrais do povo Xikrin. “Nossa ação visa à promoção de esportes tradicionais e contemporâneos da etnia Mẽbêngôkre Xikrin, com gestão e liderança da própria comunidade e conexão entre diferentes públicos e idades. A Transpetro é entusiasta da valorização dos povos originários brasileiros e busca a preservação da cultura e da história que essa população carrega”, afirma Bacci.

Lançamento do documentário ‘Raízes da Celebração’

Encerrando a programação do evento Dia dos Povos Indígenas, a partir das 19h30, será lançado oficialmente e exibido o documentário ‘Raízes da Celebração’, uma produção de 30 minutos que revela a beleza e os significados da festa Kwyrykangô (Festa da Mandioca), ritual ancestral que celebra a colheita, a fertilidade e a vida entre os Xikrin. O filme é resultado do projeto Festival Kwyrykangô, que aconteceu em 2024 via lei Rouanet e patrocinado pelo Itaú Cultural e a Equatorial Energia, duas instituições comprometidas com a preservação da memória e o apoio a expressões culturais plurais e autênticas.

Para Robson Santos, coordenador do projeto Festival Kwyrykangô, conquistar patrocínios como estes representa várias linhas para os povos indígenas Xikrin da Associação Berê. “É um marco de muitos significados e importâncias. E para os patrocinadores, acredito que participar desse lindo documentário com o incentivo fiscal amplia a diversificação dos aportes e fomenta o incentivo à cultura na Amazônia”, comenta ele.

Com um diferencial marcante, o documentário é falado integralmente na língua Xikrin, com legendas em português. Trata-se de um registro narrado pelos próprios indígenas, em primeira pessoa, sem intermediações externas, respeitando seu modo de vida e sua visão de mundo. A produção é nacional, desenvolvida com participação ativa da comunidade Xikrin em todas as etapas — da concepção à realização, reafirmando seu protagonismo e sua autonomia na preservação e na divulgação de sua cultura. “Este documentário é mais uma forma de sermos lembrados, vistos e compreendidos”, comenta Beb Kamati Xikrin.

Antes da exibição, o público poderá assistir a apresentações de dança e canto tradicionais com a participação ativa da comunidade Xikrin. Após o documentário, haverá um debate com realizadores, representantes das instituições parceiras e membros da comunidade indígena promovendo o intercâmbio entre saberes ancestrais e contemporâneos.

Sobre o Projeto Kukràdjá Xikrin Transpetro

A prática esportiva vai além do condicionamento físico. Para o povo Kurkràdjá Xikrin, representa um instrumento de fortalecimento cultural, socialização e resistência. O projeto Kurkràdjá Xikrin Transpetro surge com o propósito de democratizar o acesso ao esporte e ao lazer dentro das aldeias Xikrin promovendo atividades que respeitam suas tradições e incentivam a integração entre diferentes comunidades indígenas.

Realizado com o apoio da Transpetro, o projeto reforça o compromisso com a valorização da cultura indígena e a promoção do esporte como ferramenta de desenvolvimento. A iniciativa busca estimular a prática esportiva, resgatando jogos tradicionais e oferecendo novas modalidades, incluindo o futebol que é uma paixão dos Xikrins, sem descaracterizar o modo de vida desse povo.

Na cultura Xikrin, a coletividade é um valor essencial. Tudo é compartilhado e a prática esportiva não é diferente. As atividades do projeto são voltadas para toda a comunidade, promovendo integração, cooperação e bem-estar. Além dos esportes ocidentais, como futebol e corrida, os jogos tradicionais, como arco e flecha, cabo de guerra e pau de sebo, são valorizados como expressões culturais.

O esporte não apenas fortalece o corpo, mas também reforça a identidade e a conexão com a ancestralidade. Ao participar das oficinas e competições, crianças, jovens e adultos revivem práticas ancestrais e reafirmam a importância do pertencimento cultural.

Além do impacto direto dentro das aldeias, o projeto Kurkràdjá Xikrin Transpetro também tem um papel essencial na visibilidade do povo Xikrin perante a sociedade. Por meio de registros audiovisuais e materiais informativos, a iniciativa busca combater estereótipos e mostrar a riqueza cultural e organizacional desse povo.

Os Xikrin não vivem isolados ou alheios às transformações do mundo. Pelo contrário, são protagonistas na luta pela preservação de seus territórios e na defesa de suas tradições. O projeto não apenas incentiva o esporte, mas também promove um olhar mais respeitoso e realista sobre os povos indígenas, desconstruindo visões preconceituosas e equivocadas.

A expectativa é de que o Kurkràdjá Xikrin Transpetro alcance centenas de indígenas, promovendo o esporte como um direito e um elemento de resistência cultural. Com a realização de oficinas, torneios e atividades de integração, o projeto se consolida como um marco na valorização das práticas esportivas indígenas e no fortalecimento das comunidades Xikrin.

Sobre o Programa Transpetro em Movimento

O Programa Transpetro em Movimento impacta positivamente quase 300 mil pessoas em 55 municípios brasileiros em todas as regiões do país e é uma parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério do Esporte por meio da Lei Rouanet e da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Com capilaridade nacional, o primeiro edital público de patrocínio incentivado da Transpetro valoriza e promove a circulação de traços culturais brasileiros e a formação profissional, fortalecendo a diversidade e estimulando a inclusão de públicos menorizados ou em situação de vulnerabilidade. Mais de 80% dos projetos contemplados acontecem em comunidades tradicionais ou em áreas de periferia, com público prioritário formado em sua maioria por crianças e adolescentes.

Sobre os Mẽbêngôkre Xikrin

Os Mẽbêngôkre Xikrin são um dos povos indígenas do Brasil que, por gerações, têm preservado sua cultura, seu território e seu modo de vida. Habitantes da Terra Indígena Trincheira Bacajá, no Pará, os Xikrin são conhecidos por sua forte conexão com a natureza, suas tradições e seu espírito coletivo. Mais do que um povo com um passado rico, são protagonistas do presente, reafirmando diariamente sua identidade e enfrentando desafios impostos pelo avanço da sociedade não indígena.

Diferente da sociedade ocidental, os Xikrin não vivem sob a lógica do relógio. Seu tempo é regido pelos ciclos da natureza, pelos rios, pela caça e pela plantação. A vida na aldeia segue um ritmo próprio, no qual o coletivo tem papel essencial. Se um come, todos comem. Os alimentos e bebidas são sempre compartilhados, fortalecendo o espírito comunitário que caracteriza esse povo.

A transmissão do conhecimento se dá pela oralidade e pela prática. As crianças aprendem observando os mais velhos, participando do dia a dia e se envolvendo nos rituais e festividades. A pintura corporal, os adornos e os cantos são expressões culturais carregadas de significados que reforçam a identidade e a conexão com os ancestrais.

Entre as tradições mais importantes do povo Mẽbêngôkre Xikrin está a Festa da Mandioca (Kwyrykangô), uma celebração de grande significado para a comunidade. Mais do que um evento, a festa simboliza a fertilidade da terra, a valorização das mulheres e a partilha de saberes ancestrais. Durante dias, a aldeia se mobiliza para cantar, dançar, preparar alimentos e reafirmar sua identidade cultural. A mandioca, alimento base da dieta Xikrin, é reverenciada como símbolo de fartura e sobrevivência.

Apesar da riqueza cultural e da força de sua organização social, os Xikrin enfrentam desafios cada vez maiores. A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte trouxe impactos significativos para seu território, afetando a dinâmica dos rios e da fauna, elementos essenciais para sua sobrevivência. Além disso, o avanço de atividades extrativistas impõe constantes ameaças à preservação da floresta e ao modo de vida tradicional.

Mesmo diante dessas adversidades, os Xikrins seguem resistindo. Buscam, por meio de projetos e parcerias, fortalecer sua autonomia, preservar sua cultura e garantir que as futuras gerações possam viver conforme suas tradições.

Um olhar livre de estereótipos

Ao falar sobre os Xikrins ou qualquer outra etnia indígena, é essencial evitar estereótipos que reduzem os povos indígenas a imagens ultrapassadas, pejorativas e equivocadas. Eles não são povos do passado, mas sim, sociedades vivas, com saberes sofisticados e modos de organização exemplares. Seu conhecimento sobre a floresta e sua coletividade são lições valiosas que a sociedade não indígena tem muito a aprender. A relação do indígena com o tempo é diferente do padrão do ‘kuben’ (homem branco) e, em tempos de discussão sobre saúde mental, é algo que muito tem para ser observado e aprendido. “Dar visibilidade ao povo Mẽbêngôkre Xikrin é reconhecer sua importância e fortalecer a luta por seus direitos. Preservar sua cultura não é apenas um compromisso com o passado, mas um investimento no futuro da diversidade e da identidade brasileira”, garante Beb Kamati Xikrin, presidente da Associação Indígena Bere Xikrin da TI Bacajá.

Local do evento: Teatro Jarbas Passarinho

O Teatro Municipal Jarbas Passarinho, localizado na Travessa Treze de Maio, 201, no bairro Jardim Uirapuru, em Altamira (PA), é um importante espaço cultural da cidade. Após passar por reformas, o teatro foi reinaugurado com instalações modernizadas, oferecendo infraestrutura adequada para apresentações de artes cênicas, danças, musicais, leitura e outras atividades artísticas.

O teatro tem sido palco de diversos eventos culturais, incluindo espetáculos de dança e música, além de servir como espaço para grupos teatrais locais, como o GRUTBBRA, que realiza encontros regulares no local. Sua localização central e acessível o torna um ponto de encontro para a comunidade, fortalecendo a identidade cultural de Altamira.

Com capacidade para receber um público significativo, o Teatro Municipal Jarbas Passarinho desempenha um papel fundamental na promoção da cultura e das artes na região, sendo um espaço de expressão e valorização das tradições locais e será palco para a celebração deste dia marcante na história do povo Mẽbêngôkre Xikrin.

Serviço:

Dia dos Povos Indígenas – Associação Indígena Berê Xikrin da Terra Indígena Bacajá

Data: 19 de abril

Local: Teatro Jarbas Passarinho – Travessa Treze de Maio, 201 – Jardim Uirapuru, ao lado do Cinema Lúcio Mauro

Início do evento Dia dos Povos Indígenas: 9h

Assinatura do patrocínio da Transpetro ao projeto esportivo Kukràdjá Xikrin: 14h

Lançamento documentário: 19h30.

(Com Gustavo Ribeiro/Pessoa Comunicação)

Nova série para crianças gratuita aborda folclore brasileiro e cultura popular

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Um pescador com barba de fogo e seus amigos do folclore brasileiro em uma aventura que envolve um sanduíche, uma vitória-régia e uma onça – esse é o enredo da série ‘Causos do Zé Barbado, o mistério do cesto de frutas’, o mais novo projeto da Cia. Camarim, produtora artística atuante no interior paulista há mais de 20 anos, que estreou em 14 de abril e pode ser assistido de forma gratuita pelo canal do Youtube @ciacamarim.

A série é composta por sete episódios de aproximadamente cinco minutos cada que apresentam causos fantásticos vividos pelo personagem Zé Barbado, um pescador que se transforma em contador de estórias para vencer o preconceito após ter seu rosto queimado. Originalmente criado pelo líder da Cia. Camarim e diretor da obra Bruno Wan-Dick, o personagem Zé Barbado se apresenta em peças de teatro e contações infantis desde 2008. Mais recentemente, em 2021, estreou no audiovisual com um espetáculo formatado para as plataformas digitais.

No novo enredo, as andanças do pescador com barba de fogo e seus amigos Cuca, Saci e Curupira adentram a Cidade Cesto de Frutas, uma vila inspirada em Bauru, município-sede da Cia. Camarim. Por um portal mágico, eles acessam um universo paralelo, com uma ambientação atrativa para o imaginário infantil. “O lúdico e o espaço para que a criança possa completar o que vê por meio da sua imaginação, assim como no teatro, também se faz presente em nossa série. O que está na tela não é o produto que buscamos, o que está ali, sendo exibido, só será finalizado a partir do momento em que a estória encontra a imaginação da criança”, explica Wan-Dick.

O projeto aposta na interação entre atores e bonecos em cenários produzidos de forma artesanal para estimular as crianças a valorizarem a cultura popular brasileira por meio de seus mitos. “Tivemos oito artistas que trabalharam com diferentes técnicas, desde a pintura, costura, papel cachê e patchwork. Temos, por exemplo, mais de setenta metros de telões pintados ou tingidos à mão. Para contar um causo, precisamos de aconchego, e somente o trabalho artesanal é capaz de proporcionar esse acolhimento”, conta o diretor.

O conteúdo da série tem classificação indicativa livre e vídeos com legenda de acessibilidade, libras e audiodescrição. O projeto é uma realização da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Ficha técnica

Data de estreia do primeiro vídeo: 14/4

Episódios: 7

Tempo de duração de cada episódio: até cinco minutos

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Temas: Respeito à natureza, combate ao preconceito, lendas e mitos

Conteúdo: Folclore brasileiro e bonecos

Autor: Bruno Wan-Dick

Produção: Cia. Camarim

Produção de Filmagens: Síntese Filmes

Estúdio: TV Unesp

Realização: Lei Paulo Gustavo por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

(Com Tayane Abib)

Curitiba recebe ‘Jazz Is Dead’, um dos maiores projetos do jazz mundial

Curitiba, por Kleber Patricio

Adrian Younge. Fotos: Divulgação.

Curitiba (PR) entrará de vez na rota do jazz mundial. No próximo dia 8 de maio, a cidade receberá pela primeira vez o projeto Jazz Is Dead, uma iniciativa artística global que celebra o legado do jazz de forma irreverente, afetiva e contemporânea. Criado por músicos e produtores de diferentes países, o projeto ressignifica o gênero musical por meio de experimentações sonoras, colaborações internacionais e uma estética que mistura tradição e vanguarda. Para sua estreia na capital paranaense, com realização da Barleria em parceria com o ArtDontSleep, o Jazz Is Dead terá como grande atração o compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor musical estadunidense Adrian Younge, um dos fundadores do projeto, com sua badalada turnê ‘Something About April’.

Mais do que um movimento, o projeto Jazz is Dead é uma revolução musical que viaja o mundo e atravessa o tempo, conectando pessoas por meio da atmosfera do jazz e da história da música. O selo foi criado em 2017 por produtores musicais e profissionais com grande influência no cenário do jazz mundial. Além de Younge, o Jazz Is Dead conta com assinaturas de nomes como Ali Shaheed Muhammad, membro do lendário grupo de hip-hop A Tribe Called Quest, Andrew Lojero e Adam Block.

Em sua apresentação na cidade de Curitiba, Adrian Younge mostrará um pouco do talento que o transformou em uma das lendas do jazz mundial, em uma carreira marcada pela fusão entre o soul psicodélico, o hip hop e o jazz, sempre com uma abordagem analógica e cinematográfica. Autodidata, Younge ganhou notoriedade ao compor a trilha sonora do filme Black Dynamite (2009) e consolidou seu estilo com o álbum Something About April (2011), que se tornou referência para artistas como Jay-Z e Kendrick Lamar. Ele também é conhecido por colaborações com nomes como Ghostface Killah, The Delfonics e Souls of Mischief, além de cocriar a trilha sonora da série Luke Cage (2016) ao lado de Ali Shaheed Muhammad, seu parceiro de longa data.

O diferencial de Younge está em seu compromisso com a produção analógica, utilizando equipamentos vintage e técnicas que resgatam a sonoridade das décadas de 1960 e 1970, conferindo autenticidade e profundidade emocional às suas composições. Além disso, ele aborda questões sociais e raciais em projetos como The American Negro (2021), que inclui um álbum, um podcast e um curta-metragem explorando o impacto psicológico do racismo sistêmico nos Estados Unidos. Com o selo Jazz Is Dead, Younge tem promovido colaborações com artistas brasileiros como João Donato, Marcos Valle e Hyldon, ampliando o diálogo entre o jazz e a música brasileira contemporânea. Sua abordagem única e visionária o posiciona como uma figura central na preservação e reinvenção da música negra global.

O Jazz Is Dead com Adrian Younge acontece no próximo dia 8 de maio, a partir das 19h, na Rua Matheus Leme, 1719, no bairro São Francisco, na cidade de Curitiba (PR). Os ingressos custam a partir de R$ 70 (lote promocional) e estão disponíveis na plataforma Meaple. Mais informações nos perfis oficiais no Instagram: @barleria e @jazzisdead.

(Com Maria Emilia Silveira/P+G Trendmakers)