Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Shopping campineiro implementa tecnologia de última geração para o sistema de ar condicionado

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Para garantir a segurança e o bem-estar de seus consumidores, lojistas e colaboradores, o Parque D. Pedro Shopping segue inovando e traz a tecnologia de lâmpadas UV-C (Ultravioleta C) para o sistema de ar condicionado do ambiente de compras. A nova tecnologia promove melhor antissepsia dos dutos de ar, impedindo a proliferação de vírus e bactérias na distribuição do fluxo de ar.

O dispositivo atua eliminando e evitando o acúmulo de materiais orgânicos e micróbios nas serpentinas de resfriamento, nos filtros de ar, nas superfícies dos dutos de passagem e nas bandejas de drenagem dos sistemas de ar condicionado. Sendo assim, a utilização da tecnologia busca garantir maior qualidade do ar e oferece uma experiência mais higiênica e agradável durante a visita.

A tecnologia de iluminação UV-C tem sido utilizada em diversos segmentos desde a década de 1990, sendo eficiente para melhorar a qualidade de ar interna (IAQ), incrementar o sistema de troca de calor do ambiente, aumentar o fluxo de ar e reduzir a manutenção. Recentemente, um estudo realizado pela Universidade de Hiroshima, no Japão, demonstrou também que a exposição de uma superfície a radiação Ultravioleta C por 30 segundos é capaz de eliminar de forma eficaz o vírus SARS-CoV-2, reduzindo-o a “níveis indetectáveis” e eliminando 99,7% de sua carga viral.

A implementação da iluminação UV-C faz parte das medidas que o empreendimento tem adotado para reforçar seus protocolos de higiene. “Temos investido durante o ano em novas tecnologias para aumentar a segurança de todos que circulam diariamente pelo shopping. Acreditamos que o uso da iluminação UV-C chega para agregar, proporcionando ainda mais qualidade no ambiente que oferecemos”, comenta Rodrigo Galo, superintendente do Parque D. Pedro Shopping.

Tecnologia Ultra UV nos corrimãos das escadas rolantes

Recentemente, o Parque Dom Pedro Shopping passou a utilizar a tecnologia Ultra UV nos corrimãos das escadas rolantes. O dispositivo, implantado no interior do mecanismo das escadas, é invisível aos usuários e garante a desinfecção constante e automática das superfícies. Na prática, a tecnologia assegura uma experiência completa e melhorada, sem resíduos de produtos de limpeza.

Além da tecnologia UV no ar condicionado e escadas rolantes, o shopping implementou durante o ano sensores de movimento nas catracas do estacionamento para que não seja preciso apertar botões para entrar no empreendimento, além do pagamento virtual da estadia do veículo e a instalação de câmeras termográficas para aferição de temperatura.

Empresa Júnior de Jornalismo da USP produz reportagens sobre direitos humanos e lutas sociais

São Paulo, por Kleber Patricio

A Covid-19 dominou os noticiários de 2020 devido à sua gravidade e à sua escala global. Mas também houve outros acontecimentos marcantes do ano, ligados ao movimento negro, às questões de saúde mental no sistema público e ao aprofundamento de crises sociais e econômicas. Como o debate humanitário é constante e necessário, a Jornalismo Júnior, veículo jornalístico formado por estudantes da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), dedicou parte de suas produções a diferentes aspectos dos direitos humanos e dos movimentos sociais. Confira algumas delas nas áreas de cultura, sociedade, ciência e esportes.

Cultura (editoria ‘Sala 33’)

Vogue: ‘Ballroom’, resistência e protagonismo negro e transexual

O Vogue, que tem sua origem ligada aos balls nova-iorquinos, se construiu como espaço de empoderamento de pessoas socialmente marginalizadas, como transexuais, gays, negras e latinas. A influência da cantora Madonna e do filme Paris is Burning alçou o estilo ao gosto popular nos anos 90, mas seu histórico de resistência atravessa várias décadas. Atualmente o Vogue voltou à tona e tem influenciado coreografias de grandes nomes como Beyoncé, Rihanna e Ariana Grande. Para entender a história da dança, seus significados e como se modificou ao chegar ao Brasil, leia a reportagem completa acessando o link.

Longas Reportagens (editoria ‘J. Press’)

Maiorias inviabilizadas em São Paulo

Desemprego prolongado, agravamento de crises econômicas, vícios e abusos são alguns dos fatores que provocam a vivência nas ruas, sem mencionar o preconceito e a falta de equiparação de salários. Historicamente e sob uma perspectiva higienista, os cortiços –  taxados como locais de insalubridade e proliferação de doenças – foram proibidos em centros urbanos brasileiros. Com isso, surgiram os primeiros reflexos do que seria viver em situação de rua no Brasil. Não coincidentemente, o perfil dos moradores de cortiços é similar ao daqueles que vivem nas ruas atualmente. Confira a reportagem da J. Press para saber mais sobre a vivência em situação de rua entre as minorias sociais.

Ciências (editoria ‘Laboratório’)

América Latina: a luta pela liberdade, ainda que tan-tan

Instituições dedicadas à saúde mental na América Latina historicamente foram lugares de aprisionamento de pessoas que não se encaixavam nos padrões conservadores da sociedade. Ainda hoje, a ideia de loucura está ligada não só a aspectos psiquiátricos, mas também ao colonialismo, ao racismo e a questões de classe e gênero. Ao falar sobre o histórico da luta antimanicomial, a reportagem do Laboratório explora as relações com a democracia e o capitalismo, além de discutir a herança dos manicômios nos dias atuais. Confira o texto completo e saiba mais sobre o passado, o presente e o futuro da saúde mental na América Latina.

Esportes (editoria ‘Arquibancada’)

Refugiados se conectam ao poder transformador do esporte

A divergência cultural é um fator muito presente na vida das pessoas que tiveram de se exilar em um novo país. Por isso, o esporte muitas vezes se torna uma oportunidade de inclusão e adaptação. Mesmo assim, ainda são grandes as dificuldades encontradas para terem melhores condições de sobrevivência e trabalho, além de terem que encarar a distância de seus países de origem. Para saber mais sobre a relação entre refugiados e esporte, confira a reportagem aqui.

Acompanhe as produções da Jornalismo Júnior no site e nas redes sociais:

Site: http://jornalismojunior.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/jornalismojunior

Instagram: https://www.instagram.com/jornalismojunior/?hl=pt-br

Twitter: https://twitter.com/jornalismojr

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCFVC7UrWuFXEy4ILmLAZUWA?view_as=subscriber.

Palácio Tangará apresenta programação especial para Natal e réveillon

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Nunca o Natal e o Ano Novo foram tão aguardados como em 2020. Afinal, em um ano que apresentou tantos desafios, ficou clara a importância de estar ao lado de quem se ama, aproveitando cada segundo. Pensando em trazer um momento de alegria e descontração, o Palácio Tangará anuncia uma programação especial para essas datas, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança elaborados pelo hospital Albert Einstein, bem como as diretrizes anunciadas pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para aqueles que não abrem mão de vivências únicas e de provar criações de alta gastronomia, o hotel preparou diversas experiências. No Natal, duas opções de ceias serão servidas: uma no Tangará Jean-Georges e a outra, no Pateo do Palácio.

Quem escolher o Pateo poderá degustar um menu de quatro tempos (R$520) preparado pelas mãos do chef Felipe Rodrigues, com a opção de harmonização de vinhos (R$220). A receita principal escolhida para a noite foi o Bacalhau grelhado com ragu de aspargos e cebola caramelizada. O restaurante também vai contar com jazz ao vivo, visita do Papai Noel e presentes para os pequenos, além de decoração especial temática. No Tangará Jean-Georges, o cliente poderá desfrutar das mesmas atrações com um menu diferenciado de cinco tempos (R$650), com harmonização opcional de vinhos (R$260). As Vieiras canadenses e trufas negras em ciabatta tostada iniciam o menu da maneira mais saborosa e, como prato principal, será servido Salmão em crosta de trufas negras com infusão de champagne e uvas passas e Magret de pato com batatas salteadas. A experiência se estende até às 23h, de acordo com orientações dos órgãos competentes.

No dia seguinte, o hotel oferece um brunch dedicado à data (R$390), que inclui espumante e 18 itens, entre entradas, principais e sobremesas. Destaque para o Steak Tartare, o Arroz de polvo e a Torta Banoffee. Para aqueles que quiserem aproveitar a ocasião para também se hospedar no hotel, os pacotes saem a partir de R$4.357,50 por uma noite para duas pessoas e incluem a ceia e o brunch.

Para o Ano Novo, também será possível escolher em qual restaurante aproveitar a última noite do ano. No Tangará Jean-Georges, a ceia especial (R$1.800) terá cinco tempos e inclui espumante Ruinart. O chef Felipe Rodrigues realizou uma curadoria detalhada para selecionar ingredientes especiais, como caviar, foie gras, lagosta e vieiras, que aparecem em criações como a Salada quente de vieiras, lagostas e camarões com ervas finas e citronette e o Tournedo Rossini, foie gras e jus trufado. No Pateo do Palácio, a ceia de Ano Novo (R$1.200) será em quatro tempos e conta com pratos como Atum Selado, Caviar Defumado, Salsa de Tomates e Citronette de Azeitonas Sicilianas e Filé Mignon Grelhado, Ragú de Lentilhas do Puy com Cogumelos e Aspargos, Jus Trufado. Em ambos restaurantes, a noite contará com a curadoria musical de um DJ e se estende até às 23h. No dia seguinte, o hotel serve seu primeiro brunch do ano (R$385), com diversas opções, entre entradas, pratos principais e sobremesas. Há ainda a possibilidade de passar a primeira noite de 2021 hospedado no hotel. Os pacotes começam no valor de R$8.988,00 para duas pessoas, com ceia e brunch inclusos.

A partir do dia 6 de dezembro até o dia 23, o Palácio Tangará também vai oferecer o Chá da Tarde Natalino para hóspedes e não hóspedes. O menu, que traz opções como doces natalinos, macarons decorados, gingerbread, gâteau mollet de frutas cristalizadas, sanduíches de peru assado com cranberry, salmão defumado e dill, será à la carte e sai pelo valor de R$165,00 por pessoa. Para aqueles que desejarem espumante à vontade, é possível desfrutar com acréscimo de uma taxa de R$75 por pessoa.

As reservas podem ser realizadas pelo site https://www.oetkercollection.com/pt/hoteis/palacio-tangara/ ou pelo telefone (11) 4904-4 001 e estão disponíveis inclusive para não hóspedes.

Serviço:

Endereço: R. Dep. Laércio Corte, 1501 – Panamby, São Paulo/SP

Reservas: (11) 4904-4001

Instagram: @palaciotangara

Site: https://www.oetkercollection.com/pt/hoteis/palacio-tangara/

24/12

Horário: 18h30 às 23h. Entrada até às 22h.

Valor:

Pateo do Palácio

Menu 4 Tempos – R$520,00 por pessoa | Inclui bebidas não alcoólicas

Harmonização de Vinhos – R$220,00 por pessoa

Crianças de 6 a 11 anos – R$260,00 | 0 a 5 anos cortesia

Tangará Jean-Georges

Menu 5 Tempos – R$650,00 por pessoa | Inclui bebidas não alcoólicas

Harmonização de Vinhos – R$260,00 por pessoa

Crianças de 6 a 11 anos – R$325,00 | 0 a 5 anos cortesia

25/12

Horário: 13h às 17h

Valor – R$390 por pessoa | Inclui bebidas não alcoólicas e espumante

Crianças de 6 a 11 anos – R$195,00 | 0 a 5 anos cortesia

31/12

Horário: 18h30 às 23h. Entrada até às 22h.

Pateo do Palácio

Menu 4 Tempos – R$1.200,00 por pessoa | Inclui bebidas não alcoólicas e espumante

Crianças de 6 a 11 anos – R$430,00 | 0 a 5 anos cortesia

1/1

Horário: 13h às 17h

Valor: R$385 por pessoa | Inclui bebidas não alcoólicas e espumante

Crianças de 6 a 11 anos – R$193,00 | 0 a 5 anos cortesia

Tangará Jean-Georges

Menu 5 Tempos – R$1.800,00 por pessoa | Inclui bebidas não alcoólicas e espumante

Crianças de 6 a 11 anos – R$530, 00 | 0 a 5 anos cortesia.

“Fale com as Abelhas” estreia dia 21 de janeiro nos cinemas

Brasil, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O drama Fale com as Abelhas, adaptação para o cinema do best-seller homônimo de Fiona Shaw, não foge de temas complexos: aborto, violência doméstica, agressão sexual, racismo e homofobia compõem a delicada trama do longa dirigido por Annabel Jankel.

Em uma vila escocesa em 1952, Lydia (Holliday Grainger) trabalha em uma fábrica, mas seu salário é insuficiente para cobrir a sobrevivência dela e de Charlie (Gregor Selkirk), seu introvertido filho de dez anos. Robert (Emun Elliott), seu marido, voltou diferente da guerra e aos poucos abandonou a família. O infortúnio de Lydia gera fofocas na pequena cidade e, pela boca dos vizinhos, ela acaba se tornando a algoz do próprio destino: o caráter “selvagem” de Lydia, como descrito pelos outros, seria o culpado pela sua triste sina.

O despejo e o súbito desemprego levam mãe e filho à única porta ainda aberta: a da nova amiga de Charlie, a doutora Jean Markham (Anna Paquin). A médica, que acaba de voltar para a aldeia após anos trabalhando em diversas cidades, também é vítima de maledicência e conquistou o carinho de Charlie por meio das colmeias que tem em seu quintal. Ela contrata Lydia como governanta e Charlie passa a morar perto das abelhas, ajudando a cuidar delas e contando seus segredos para elas.

Essas duas mulheres desprezadas pela sociedade se apaixonam, mas são hostilizadas pelo romance, podendo perder tudo. Fale com as Abelhas passou por diversos festivais internacionais, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2019, e entra em cartaz em 21 de janeiro de 2021.

Fale com as Abelhas  (Tell it to the Bees)

Reino Unido, Suécia, 2019, 108 min. Ficção, cor.

Direção: Annabel Jankel

Roteiro: Henrietta Ashworth e Jessica Ashworth

Produção: Daisy Allsop, Nick Hill, Annabel Jankel, Nik Bower e Laure Vaysse

Co-produção: Sean Wheelan, Anthony Muir e Hannah Leader

Direção de fotografia: Bartosz Nalazek

Edição: Jon Harris e Maya Maffioli

Música: Claire M Singer

Elenco: Anna Paquin, Euan Mason, Holliday Grainger, Lauren Lyle, Kate Dickie, Billy Boyd, Gregor Selkirk, Joanne Gallagher

Annabel Jankel, diretora | Annabel Jankel nasceu em 1955, em Londres. Seus primeiros trabalhos como diretora foram videoclipes de artistas como Talking Heads, Miles Davis, Elvis Costello e George Harrison. Ficou conhecida após criar, junto com George Stone e Rocky Morton, o personagem Max Headroom, que se tornou um ícone cultural. A partir disso, dirigiu dois longas de Hollywood com Rocky Morton: Super Mario Bros.” (1993) e D.O.A. (1988). Também dirigiu premiados comerciais para empresas como Speedo e Coca-Cola e para o Greenpeace. Sua série Live from Abbey Road e Abbey Road Classics, gravou mais de 70 dos músicos, incluindo Massive Attack, Herbie Hancock, Red Hot Chili Peppers e The Killers. Em 2009, Annabel dirigiu a adaptação para o cinema do romance Skellig, de David Almond, com elenco formado por nomes como Tim Roth, John Simm e Kelly McDonald.

Livro reflete sobre o papel da mídia nas representações de saúde, doença e corpo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Velizar Inov/Unsplash.

Como podemos refletir sobre o lugar que a mídia ocupa nas configurações das representações de saúdes e doenças? Diante dos muitos desafios e debates levantados pela pandemia do novo coronavírus, a proliferação da cobertura midiática de saúde passou a assumir um papel de grande importância no cotidiano global. É nesse contexto que os pesquisadores Igor Sacramento e Wilson Couto Borges lançam o livro Representações Midiáticas da Saúde. Integrante da coleção Temas em Saúde da Editora Fiocruz, o livro está disponível para aquisição desde quarta (16), nos formatos impresso – via Livraria Virtual da Editora – e digital, por meio da plataforma SciELO Books.

Nos estudos analíticos presentes na obra, os autores contemplam questões do corpo que dialogam com a reconfiguração – causada pela pandemia – da ideia de fatores de risco. “A Covid-19 traz uma reinserção da noção de grupo de risco, classificando indivíduos, sujeitos e grupos sociais como aqueles que correm maior risco, como no caso dos idosos, pessoas com doenças cardiovasculares preexistentes e também pessoas obesas, que é um dos pontos da nossa análise nesse livro”, analisa Igor Sacramento.

Além da obesidade, o título propõe contribuições para demais dimensões das representações midiáticas da saúde, como as noções de corpo em forma, cirurgia bariátrica, a cultura do fitness e a dismorfia corporal (marcada pela insatisfação obsessiva de uma pessoa com seu próprio corpo). Pesquisadores e professores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), Sacramento e Borges apresentam, na obra, conceitos de representação e alguns de seus problemas.

Em orientações de pesquisas e participações em bancas de pós-graduação, os autores percebiam que os estudos das representações em geral (e particularmente das representações midiáticas) estavam constantemente associados ou a uma ideia de espelho – ou seja, de uma reflexão sobre a realidade – ou a uma ideia de distorção. “Mas é importante destacar que a representação é, sobretudo, um campo de disputas por poder, inclusive o poder de representar”, pondera Igor.

Dessa forma, os autores alertam que as simplificações causadas por dicotomias como verdadeiro x falso, original x cópia, correto x errado inviabilizam uma agenda de pesquisas que possa analisar o jogo de representações a partir de suas disputas e interesses. Para eles, não existe ser humano sem representação, já que a existência de cada um de nós é marcada por símbolos e pela linguagem.

Nesse contexto, Wilson Borges ressalta que, diante da centralidade que a comunicação ocupa nesse processo, é fundamental entendermos o que significa esse estudo das representações. Segundo o autor, são várias as pesquisas que mostram o quanto a comunicação é olhada pela lógica da saúde, mas que é possível ir além nas análises. “O que fazemos nesse trabalho é colocar a comunicação em diálogo com a saúde. Mostramos que a representação midiática sobre a saúde é o nosso foco, mas que a questão da representação transcende o campo da saúde. Ele vai atuar e vai interferir em todas as áreas da vida social”, defende.

As representações do corpo no jornal, na TV e no YouTube

Em cinco capítulos, o volume atravessa, de forma acessível e objetiva, diferentes momentos nas análises de representação. No início, eles propõem um “passeio teórico” sobre a noção de representação. Em seguida, investigam as construções discursivas de identidades e diferenças nas representações midiáticas sobre saúde e doença: o eu e o outro, o nós e o eles. Nos capítulos três, quatro e cinco são apresentadas análises mais específicas em torno das relações entre os discursos de promoção da saúde e as práticas de controle sobre as formas corporais.

Entram nessas abordagens diversas mídias: o veículo impresso, os programas de entrevistas e entretenimento de televisão, o YouTube. Entre os espaços analisados estão o jornal O Globo, Encontro com Fátima Bernardes, Programa da Eliana e entrevistas comandadas por Jô Soares, além de EuVejo, canal do YouTube que fala de problemas da relação com o corpo. “O que a gente busca destacar é qual o lugar da mídia na construção de efeitos não só simbólicos da representação, mas também na hierarquia e na definição de fatores e grupos associados a risco. E sobre essa demarcação de fronteiras entre aceitável e inaceitável, o normal e o patológico, o bom e o mau. Refletimos sobre o papel das várias mídias não só como ferramenta, mas especialmente como palco dos acontecimentos da vida contemporânea”, reflete Igor Sacramento.

A origem do livro dialoga com o nascimento do grupo de pesquisa coordenado pelos autores no Icict/Fiocruz: o Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde (Nechs). Segundo eles, Representações Midiáticas da Saúde é um dos resultados do projeto de pesquisa O Imperativo da Saúde: corpo, estilo de vida e performances de gênero na cultura da mídia (décadas de 1980/2010), que tem como objetivos analisar os processos de representação dos corpos em relação a ideais de saúde, boa forma e bem-estar. Em 2018, a pesquisa foi contemplada pelo edital universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que auxiliou o desenvolvimento dos estudos.

(Fonte: Agência Bori)