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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Chico Buarque e Caetano Veloso homenageiam Elza Soares com textos inéditos em publicação da União Brasileira de Compositores

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Chico Buarque e Elza Soares. Foto: Wania Pedroso.

A aguardada edição nº 47 da revista da União Brasileira de Compositores (UBC) contará com textos inéditos de Chico Buarque e Caetano Veloso em homenagem a vida e obra de Elza Soares, artista que estampará a capa da publicação trimestral gratuita, que será lançada em edição virtual dia 1º de fevereiro no site da entidade: https://www.ubc.org.br/.

Além dos textos inéditos, a edição contará com reportagem entrevista exclusiva com Elza, que aos 90 anos de idade afirma que “O que me dá força é o futuro”.

Em 23 de junho do ano passado, Elza Soares celebrou, entre carinhos e homenagens, suas nove décadas de vida. No dia seguinte, já estava com a cabeça no centenário – e além. Viver do passado não é com ela. Uma das mais longevas e admiradas artistas da música brasileira, a cantora e compositora, que lançou mais de 80 discos, emprestou sua voz a todos os gêneros e ritmos, viveu exilada durante a ditadura, foi casada com um mítico jogador de futebol, perdeu filhos, passou fome, caiu e se reinventou uma e outra vez parece ter assumido uma missão: ser a voz dos excluídos. “Ao longo da minha vida, senti o racismo de todas as maneiras. Fui julgada, tentaram me diminuir, mas não parei para pensar nisso, só fui em frente. Eu não saberia dizer o que seria a Elza Soares se fosse branca. Mas sei o que eu sou: gosto de ir à luta, detesto ficar sentada esperando, eu faço acontecer”, diz a artista, que vem dando um mergulho cada vez mais profundo na denúncia do racismo e do machismo institucionais.

Elza Soares e Caetano Veloso. Foto: Leo Martins.

Em suas letras, em seus discos, em sua postura pública, o empoderamento do negro e da mulher parecem ter se tornado o grande legado que ela vai construindo. “Se eu não lutar por essas coisas, que são minhas, que falam dos meus sacrifícios, das minhas perdas, quem vai lutar?”

Confira abaixo os textos de Chico e Caetano, na íntegra, que serão destaques na reportagem especial sobre a vida e obra de Elza na próxima edição da revista UBC:

Texto para Elza – por Chico Buarque de Holanda

“Se acaso você chegasse a um bairro residencial de Roma e desse com uma pelada de meninos brasileiros no meio da rua, não teria dúvida: ali morava Elza Soares com Garrincha, mais uma penca de filhos e afilhados trazidos do Rio em 1969. Aplaudida de pé no Teatro Sistina, dias mais tarde Elza alugou um apartamento na cidade e foi ficando, ficando e ficando.

Se acaso você chegasse ao Teatro Record em 1968 e fosse apresentado a Elza Soares, ficaria mudo. E ficaria besta quando ela soltasse uma gargalhada e cantasse assim: Elza desatinou, viu.

Se acaso você chegasse a Londres em 1999 e visse Elza Soares entrar no Royal Albert Hall em cadeira de rodas, não acreditaria que ela pudesse subir ao palco. Subiu e sambou ‘de maillot apertadíssimo e semi-transparente’, nas palavras de um jornalista português.

Se acaso você chegasse ao Canecão em 2002 e visse Elza Soares cantar que a carne mais barata do mercado é a carne negra, ficaria arrepiado. Tanto quanto anos antes, ao ouvi-la em Língua com Caetano.

Se acaso você chegasse a uma estação de metrô em Paris e ouvisse alguém às suas costas cantar Elza desatinou, pensaria que estava sonhando. Mas era Elza Soares nos anos 80, apresentando seu jovem manager e os novos olhos cor de esmeralda.

Se acaso você chegasse a 1959 e ouvisse no rádio aquela voz cantando Se acaso você chegasse, saberia que nunca houve nem haverá no mundo uma mulher como Elza Soares”.

O autor de Meu Guri, E Se, Dura Na Queda, entre outras composições imortalizadas na voz de Elza, ganhou a companhia de Caetano na homenagem à diva brasileira. Em seu relato inédito, o baiano escreveu que “Elza Soares é uma das maiores maravilhas que o Brasil já produziu. Quando apareceu cantando no rádio, era um espanto de musicalidade. Logo ficaríamos sabendo que ela vinha de uma favela e desenvolvera seu estilo rico desde o âmago da pobreza. Ela cresceu, brilhou, quis sumir, não deixei, ela voltou, seguiu e prova sempre, desde a gravação de Se acaso você chegasse até os discos produzidos em São Paulo por jovens atentos, que o Brasil não é mole não. Celebrar os 90 anos e Elza é celebrar a energia luminosa que os tronchos monstros não conseguirão apagar da essência do Brasil”.

Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC, também celebra o talento da artista escolhida para estampar a primeira capa da publicação em 2021. “Elza é uma força transgressora da natureza. Sua voz abriu corredores de esperança para muitas mulheres, artistas ou não. Chegou antes e para sempre. É uma intérprete visceralmente autoral , de qualidade e repercussão internacional. Uma voz que inspira e respira o amanhã. Uma provocação irresistível de futuro melhor”, finaliza.

Indaiatuba ganha feira exclusiva de produtos orgânicos

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Eliandro Figueira.

Indaiatuba ganha sua primeira feira exclusivamente orgânica a partir de sábado, 6 de fevereiro, na rua em frente ao estacionamento do Parque Ecológico. Agora, os consumidores de frutas e verduras orgânicas terão um local fixo, todo sábado, para fazerem suas compras das 5h às 13h. Na feira, todo tipo de verdura, fruta ou alimento pode ser comercializado, desde que seja orgânico ou natural.

Produtores rurais com produção estabelecida em Indaiatuba e com certificação de Produtor Orgânico pelo Ministério da Agricultura podem manifestar o interesse no setor de protocolo da Prefeitura de Indaiatuba, na Avenida Eng. Fábio Roberto Barnabé, 2800, das 8h às 17h.

Mais informações (19) 3834-9398.

Prêmio Barco a Vapor 2021 encerra inscrições esta semana

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Pexels por Pixabay.

Há 16 anos no Brasil, o Prêmio Barco a Vapor, uma iniciativa internacional da Fundação SM, reconhece e valoriza obras inéditas de autores brasileiros de literatura infantil e juvenil, revelando autores, estimulando a criação literária nacional e proporcionando aos jovens leitores o acesso a textos de qualidade, não só no Brasil, mas em todos os países onde o Grupo SM atua.

Esta é a última semana de inscrições para sua 17ª edição. Os interessados têm apenas até o dia 31 de janeiro (domingo) para inscrever textos nos gêneros romance e/ou novela para crianças e jovens por meio do site https://barcoavapor.smeducacao.com.br/.

O regulamento prevê que qualquer pessoa pode participar, incluindo cidadãos de outras nacionalidades, desde que os originais sejam inéditos, escritos em língua portuguesa, assinados com nome fictício (pseudônimo) – para assegurar a idoneidade do concurso – e que o autor seja maior de 18 anos e more no Brasil. Além do prêmio de R$40 mil, o vencedor terá seu livro publicado na coleção Barco a Vapor, da SM Educação.

Livro vencedor em 2020 | A última edição do Prêmio Barco a Vapor no Brasil contemplou o escritor carioca Guilherme Semionato, com o livro Nossa Bicicleta (inicialmente intitulado A Bicicleta Azul). Na narrativa, o autor confere múltiplos sentidos a um objeto cotidiano: uma bicicleta antiga que pertence à família do protagonista, um menino que adora desenhar e deseja um estojo completo visto numa papelaria próxima. Entre querer e poder, ele acaba tomando uma decisão impensada envolvendo a bicicleta. Na angústia do arrependimento em busca de solução para resolver a situação, o protagonista Daniel toma contato com memórias familiares, fortalecendo seus laços afetivos.

Sobre a SM Educação | Nascida na Espanha, a SM está presente em 10 países e são mais de 2.300 profissionais e voluntários se dedicando a este projeto. Responsabilidade social, inovação e proximidade com a escola pautam o trabalho da entidade, que tem como objetivo promover o desenvolvimento humano e a transformação social para a construção de uma sociedade mais competente, crítica e justa. Atuante no Brasil desde 2004, a SM oferece um amplo catálogo de serviços educacionais, conteúdos didáticos e de literatura infantil e juvenil no país.

Livro “50 Restaurantes com Mais de 50” homenageia a gastronomia de São Paulo, que celebra 467 anos

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

São Paulo é uma cidade repleta de cores e sabores. É impossível caminhar por suas ruas e não sentir vontade de experimentar as diversas opções gastronômicas que nos são apresentadas, com restaurantes para todos os gostos. Neste aniversário de 467 anos, queremos destacar aqueles que fizeram história. Em 50 Restaurantes com Mais de 50, lançado em 2017, encontramos curiosidades e boas histórias sobre 50 estabelecimentos que, com gestão cuidadosa e excelência em seus serviços, tornaram-se patrimônios incontestáveis da cidade. A obra traz também uma receita icônica de cada casa, com fotografias de Helena de Castro.

Premiado na categoria Melhor Guia, o livro é resultado da parceria entre o jornalista Rafael Tonon e a chef Janaina Rueda, que apresentam o melhor da gastronomia da cidade de São Paulo por meio de restaurantes que se mantêm abertos há pelo menos meio século, vencendo crises e adequando-se às mudanças nos perfis dos consumidores.

Mais que uma homenagem à boa comida, 50 Restaurantes com Mais de 50 é uma viagem às antigas tradições paulistanas: o tempero especial desta obra.

Autores: Janaina Rueda e Rafael Tonon

Fotografia: Helena de Castro | Formato: 15,5 x 23,0 cm

Número de páginas: 208 | ISBN: 978-85-06-08113-6

Preço: R$51,89 (Amazon)

Sobre a Editora Melhoramentos | Há 130 anos, a Editora Melhoramentos ocupa posição de destaque nas diversas áreas em que atua. É referência no mercado editorial com milhares de títulos publicados. À frente de seu tempo desde a fundação, ela se distingue pelo pioneirismo de suas obras, pelos autores e avanços editoriais aos quais se dedica.

https://www.editoramelhoramentos.com.br.

Livros: abram alas à música de Chiquinha Gonzaga

São Paulo, por Kleber Patricio

O legado de Chiquinha Gonzaga continua inspirando gerações – e não só na música. Ô abre alas, a primeira marcha de Carnaval brasileira, composta por ela em 1889 é, agora, homenageada pelo ilustrador paulistano Duda Oliva. O livro homônimo, lançamento da Saíra Editorial, é destinado ao público infantil.

O obra mostra às crianças o poder que a música tem de transformar o mundo em um lugar mais feliz, divertido e colorido. O enredo começa quando uma misteriosa raposa invade uma cidade cinza e sem graça para levar música e arte aos moradores, que não podiam cantar nem dançar.

“Nessa cidade, gente grande, que não gostava de muita coisa, mandava.

Então, gente pequena não podia nada: ninguém podia tocar nem uma música

nem outra…” (Ô abre alas, pág. 14 e 15)

Foi na praça central que a raposa decidiu quebrar o silêncio e bastaram uma bela vitrola e uma flauta para soltar a melodia. No começo todos estranharam a música e reclamaram do “barulho”, mas isso não abalou a musicista. Só precisou de um pouco de tempo para os moradores entrarem na dança e na cantoria, tomados pela alegria da boa melodia. Ao final, com a missão concluída, a raposa se revela: eram crianças disfarçadas, com a deliciosa tarefa de levar alegria e diversão a quem estivesse triste. E não poderia haver inspiração melhor que a música de Chiquinha Gonzaga, composição que inspirou o ilustrador paulistano – apaixonado por folclores, pelas imagens do mundo e pelas narrativas dos livros – a estrear na literatura.

Além de homenagear a musicista com uma obra rica em ilustrações e valores morais, o livro inclui, ainda, uma nota biográfica de Chiquinha, com suas lutas e bandeiras para além do universo das artes.

Ficha técnica

Título: Ô abre alas

Autor: Duda Oliva

Editora: Saíra Editorial

ISBN: 978-65-86236-07-1

Formato: 19,5 x 28 cm

Preço: R$35,00

Número de páginas: 48

Link de venda: http://amzn.to/2XmwTuW.

Sinopse | Uma cidade cinza, em que tudo era proibido, recebe uma visita inesperada que leva música, festa e alegria para renovar tudo por lá.

Sobre o autor e ilustrador | Criador de histórias e apaixonado por natureza, folclore e chás, Duda Oliva é um ilustrador paulista inspirado pelas imagens do mundo e pelas narrativas dos livros. Biólogo e poeta amador na infância, cria ilustrações que se equilibram entre o realismo fantástico, o ativismo ecológico e a poesia escondida nos momentos cotidianos. Ô abre alas é seu livro de estreia e uma tentativa de trazer de volta música a lugares cinzentos.

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