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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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A História do Brasil contada por meio da alimentação

Itu, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação/Lucila Turqueto por Pixabay.

Peixe com molho de camarão, tutu de feijão caipira, lombo de porco, leitão assado, arroz, peru e empadas, além de croquetes, frango assado e presunto. Para beber havia vinho, cerveja, água mineral, champanhe, licor e café. Cigarros e charutos também foram servidos aos convidados do 3º Congresso das Estradas de Rodagem, evento oferecido pela Câmara Municipal de Jacareí a Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957) no dia 14 de outubro de 1923.

Os pratos e bebidas constam dos cardápios reunidos pelo presidente Washington Luís e compõem um conjunto iconográfico doado ao Museu Republicano Convenção de Itu, em 1995. “A coleção é formada por dezenas de menus completos, alguns em francês, que trazem informações sobre os alimentos, as bebidas e, em alguns casos, até o programa musical do evento”, conta a Profa. Dra. Eliane Morelli Abrahão, pós-doutoranda no Museu Republicano ‘Convenção de Itu’, extensão do Museu Paulista da USP, que no final de janeiro vai ministrar o curso online A alimentação e seus múltiplos significados: dos artefatos aos menus.

De acordo com Eliane, parte da história pode ser contada ou compreendida também por meio dos hábitos alimentares, das formas de consumo. E por meio do acervo da própria instituição, o curso vai justamente ajudar a compreender aspectos desse período de configuração do regime republicano no Brasil. “Vamos aprofundar a discussão sobre o papel da alimentação na criação de signos sociais e sua imbricação com as questões materiais – os utensílios do fazer e consumir, móveis e objetos”, explica a professora.

O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas até o dia 20 de janeiro no site https://www.uspdigital.usp.br/apolo, selecionando a unidade ‘Museu Paulista’ (São Paulo). Além da coleção de cardápios, os alunos também vão poder conferir virtualmente alguns móveis que eram usados em salas de jantar, as louças para servir e outros objetos do cotidiano familiar que também eram utilizados nas recepções formais da época.

Abaixo, confira a programação completo do curso:

25/1 – Das 19h30 às 21h30: Apresentação do curso.

26/1 – Das 19h30 às 21h30: Fontes para o estudo da alimentação (artefatos, mobília, cadernos e livros de receitas, cardápios).

27/1 – Das 19h30 às 21h30: Comida e condição social.

28/1 – Das 19h30 às 21h30: Espaços e consumos alimentares.

29/1 – Das 19h30 às 22h: Apresentação de projetos e discussões com os alunos/avaliação do curso.

Tour Virtual | Como pertence à USP (Universidade de São Paulo), a instituição segue o plano de segurança estabelecido pela universidade. Devido à pandemia, as visitas ao Museu foram suspensas no final de março, mas o público pode conferir suas exposições de forma online. Lançado em novembro, o tour pode ser realizado por meio do link https://vila360.com.br/tour/mrciusp.html. A plataforma oferece recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, recursos de audiodescrição e também descrição do conteúdo em espanhol e inglês.

Foto: Sistema Nacional de Biblioteca Públicas/Museu Republicano;

História do Museu Republicano | O Museu Republicano “Convenção de Itu” foi inaugurado pelo presidente do Estado de São Paulo, Washington Luis Pereira de Sousa, a 18 de abril de 1923 e, desde então, subordinou-se administrativamente ao Museu Paulista, que, em 1934, tornou-se Instituto complementar da recém-criada Universidade de São Paulo e a ela se integrou em 1963.

É uma instituição científica, cultural e educacional especializada no campo da História e da Cultura Material da sociedade brasileira, com ênfase no período entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX e tendo como núcleo central de estudos o período de configuração do regime republicano no Brasil.

Encontra-se instalado em sobrado histórico em Itu, erguido nas décadas iniciais do século XIX, e que se tornou residência da família Almeida Prado. Foi nesse local que se realizou, em 18 de abril de 1873, uma reunião de políticos e proprietários de fazendas de café para discutir as circunstâncias do país e que, posteriormente, se transformou na famosa Convenção Republicana de Itu, marco originário da campanha republicana e da fundação do Partido Republicano Paulista.

Modelagem na medida certa: estilo e beleza também podem se encontrar nas peças plus size

Brasil, por Kleber Patricio

Alessandra Leão. Fotos: divulgação.

Um estudo feito pelo Senai para apoiar a indústria da moda a estipular o padrão das etiquetas, mostrou que a mulher brasileira tem em média 97 centímetros de busto, 85 de cintura e 102 de quadril – o que corresponde a uma numeração 44 e um corpo cheio de curvas. O mercado da moda está de olho nesse perfil, tanto que as grandes marcas já apostam em modelos que representem essa realidade para suas campanhas de marketing. Centenas de perfis de influenciadoras digitais com esse padrão também já povoam as redes sociais, onde elas mostram que é completamente possível ter autoestima, se vestir bem e ser linda independente da numeração da roupa.

Longe de ser uma apologia à obesidade, a indústria e a mídia tem se adaptado a esse mercado plus size, que está em ascensão, conforme aponta a Associação Brasileira do Vestuário, que mostrou crescimento de 8% e uma movimentação financeira de R$7 bilhões, em 2018. “Até bem pouco tempo, as marcas trabalhavam do 36 ao 42 e o plus size iniciava a partir do 44, mas grandes marcas estão trazendo sua grade para até o GG”, detalha a consultora de estilo e imagem Alessandra Leão.

Segundo ela, as mulheres estão mudando de comportamento e se aceitando mais e isso impactou na forma como a indústria da moda oferece seus produtos.  “Tivemos que nos adequar a esse público, que ficou mais exigente. Elas querem se sentir seguras, bonitas e não aceitam qualquer roupa, independente do preço”, explica Alessandra, que comanda, ao lado das irmãs e da mãe, a loja Neuza Leão, instalada no Shopping Estação Goiânia. A marca tem fabricação própria e investe em coleções exclusivas para moda maior, além dos tamanhos padrão.

Neuza Leão.

Ela explica que confeccionar peças plus size não se resume em apenas aumentar alguns centímetros nos tamanhos, mas respeitar os contornos que o corpo maior tem. “A modelagem é um pouco diferente, pois na graduação das numerações menores fazemos a aplicação de um tamanho para outro de maneira padronizada. Quando vamos trabalhar o mesmo modelo 36 para o 46 e 48, adequamos pequenos detalhes, como comprimento, cavas e largura das costas”.

Nas calças, as proporções do quadril e bumbum também são ajustadas, assim como o gancho.  “Se a cliente veste uma peça que não tem um bom caimento, não importa a estampa, o tecido, o preço. Ela precisa se sentir à vontade; só assim ela vai transmitir a sensação de segurança e de estar bem vestida, um sentimento que todas as mulheres almejam, independente do tamanho da cintura”, destaca.

Dos modelos que mais saem, Alessandra destaca as blusas de tecidos mais leves com manguinhas e dá uma dica de ouro: “Antes de sair comprando, tente entender os objetivos das suas compras. Lembre-se de que é muito importante, pois a roupa tem que se encaixar no corpo. Não compre por impulso só porque a peça está barata e atente-se ao seu estilo”.

(Fonte: Agência Press Voice)

Estudo mapeia flores e abelhas que produzem mel branco do RS

Cambará do Sul, por Kleber Patricio

Foto: Meggyn Pomerleau/Unsplash.

Um mel floral, de sabor delicado e de cor e odor específicos são as principais características do mel branco, produzido na região de Cambará do Sul (RS). Um estudo publicado na revista Biota Neotropica nesta quarta (13) identificou a principal flor fonte desse mel e as diferentes espécies de abelhas nativas sem ferrão que produzem méis com as mesmas características. O estudo foi liderado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul e teve colaboração de pesquisadores da UFSCar, PUC/RS e Universidade Luterana do Brasil.

Os pesquisadores avaliaram os polens presentes nos méis produzidos por cinco espécies de abelhas nativas sem ferrão, embora tenham encontrado pó lens de 36 espécies de plantas diferentes nessa análise em todos os méis avaliados havia grande predominância (acima de 45%) do pólen da espécie Clethra scabra, popularmente conhecida como “carne de vaca”, o que caracteriza o mel branco como um mel unifloral. Além disso, o estudo identificou a Melipona bicolor schencki como a espécie de abelha nativa mais especializada na coleta de pólen de Clethra scabra sendo, portanto, bastante indicada para a produção de mel branco.

A identificação das características físico-químicas do mel branco pode auxiliar produtores no manejo das colmeias associadas a áreas de floração específicas e, também, no aumento do valor agregado do produto. Além disso, os resultados do estudo podem subsidiar a formulação da denominação de origem para o mel branco de Cambará do Sul. Indicação geográfica presente na descrição dos produtos de origem agropecuária, essa ferramenta ajuda a valorizar produtos tradicionais vinculados a determinados territórios, agregando valor e protegendo a sua região produtora. Ela pode constituir uma oportunidade para a conservação da flor da espécie Clethra scabra e das espécies de abelhas associadas à sua produção, que se encontram na lista de espécies ameaçadas de extinção do Rio Grande do Sul.

(Fonte: Agência Bori)

Gabriel Botta realiza mostra individual na Galeria Kogan Amaro

São Paulo, por Kleber Patricio

“Coisa”, 2020, Gabriel Botta.

Transportar a imagem ao seu limite provocando alargamentos e distorções na realidade por meio de excessos cromáticos, repetições, reflexões e materiais distintos. Transformá-la em um enigma e em um deslocamento de um processo automático de leitura do observador. Essa amplitude de significados é proposta pelo artista Gabriel Botta em Nos Confins, sua primeira exposição individual na Galeria Kogan Amaro, em cartaz a partir de 20 de janeiro de 2021.

Com curadoria de Pollyana Quintella, a mostra traz um conjunto inédito de cerca de 20 pinturas e desenhos criados em diferentes suportes e dimensões ao longo de 2020. Nestes trabalhos, é possível observar as conexões pictóricas formadas no campo das ideias. Como um fenômeno intrínseco, eles possuem relação de partilha e referência entre si, como uma paisagem infinita, onde os fragmentos do conjunto são capturados e repetidos de diferentes maneiras, ora através do gesto, ora através de sistemas sígnicos.

“Maré”, 2020, Gabriel Botta.

As obras de Gabriel convidam o público para a beira, onde podem observar a efemeridade de imagens transitórias que se desfazem na mesma medida que se reconstroem. Por um lado, se referem a paisagens do mundo externo, como arrebentações, erupções e ventanias, por outro, tocam o plano do interno do espectador, como cartografias de afetos, intensidades e emoções. Essa dualidade traz às pinturas um corpo que se desloca incessantemente, não se limitando à impressão da tela. “A pintura de Botta pode ser lida como exercício das vidas possíveis, exercício do gesto infinito. Ela nos fala da aparência frágil das coisas no mundo, mas também de sua pulsão por tomar as superfícies”, pontua a curadora Pollyana Quintella.

O artista transporta para a tela questões atuais relacionadas à política e sociedade sem, necessariamente, apontar para o tema claramente, gerando indagações tanto no artista quanto no espectador. “A realidade apresenta uma maneira de ser vista. Quando ela é transportada para uma construção pictórica, é possível expandir a visualidade, o repertório e, consequentemente, a si. A minha busca de expansão do real é um processo constante”, explica Gabriel Botta.

Nos Confins reúne pinturas que, propositalmente, não representam fielmente a imagem do real; ao contrário, propõem enigmas, sussurram segredos e nublam a visão do espectador, proporcionando a sensação de que é possível apenas entrever, espiar e vislumbrar.

“Ponte”, 2020, Gabriel Botta.

O público pode visitar a exposição com horário agendado pelo telefone ou e-mail (ver abaixo). Seguindo o protocolo de segurança ambiental e sanitária da pandemia do Covid-19, a Galeria funciona em horário especial, das 11h às 15h, com número limitado de visitantes, uso obrigatório de máscara, além da disponibilização de álcool em gel e orientação de distanciamento mínimo de 1,5 metro entre clientes e colaboradores.

Sobre Gabriel Botta | Gabriel Botta tem como foco de seu trabalho a investigação da imagem por meio da pintura. Formado em Design de Produto e Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP (2006-2012), Filosofia, Pedagogia e estética no Conglomerado Atelier do Centro – C.A.C (2012-2019) e Pintura e Vídeo Arte na Escola de Artes Visuais do Parque Laje – EAV (2011). Dentre as exposições, participou da 5ª Edição do Prêmio EDP nas Artes, do Instituto Tomie Ohtake (2016) e ganhou o Prêmio Aquisição no 42° Salão de Arte de Ribeirão Preto – SARP, no Museu de Arte de Ribeirão Preto, mesma instituição onde, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual, intitulada 9.

Sobre a Galeria Kogan Amaro | Localizada nas cidades mais populosas do Brasil e da Suíça, as unidades da galeria Kogan Amaro no bairro dos Jardins, em São Paulo, e no centro cultural Löwenbräu-Kunst, de Zurique, têm como norte a diversidade de curadoria e público: com portfólio composto por artistas de carreira sólida, consagrados internacionalmente, e também emergentes que já se posicionam no mercado de arte como promessas do amanhã. Sob gestão da pianista clássica Ksenia Kogan Amaro e do empresário, mecenas e artista visual Marcos Amaro, a galeria joga luz à arte contemporânea com esmero ímpar e integra as principais feiras de arte do mundo.

Serviço:

Galeria Kogan Amaro

Abertura: 20 de janeiro, quarta-feira, das 11h às 15h

Período expositivo: 20 de janeiro a 27 de fevereiro de 2021

Endereço: Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista – São Paulo/SP

Horário: das 11h às 15h, com agendamento prévio

Informações: telefone (11) 3045-0755/0944 ou e-mail atendimento@galeriakoganamaro.com

Instagram: GaleriaKoganAmaro

www.facebook.com/galeriakoganamaro/

https://www.galeriakoganamaro.com.

Restaurante de São Roque oferece a experiência de colheita da uva

São Roque, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O chef Olivardo Saqui ganha cada vez mais popularidade junto ao público nas suas recorrentes participações em programa de tevê. Sempre muito solícito e ensinando receitas da tradicional gastronomia portuguesa, o chef recebe todos os dias deste mês de janeiro seus clientes para a 1ª edição da Colheita da Uva nos parreirais da sua quinta, que fica a uma hora da capital paulistana, em São Roque. Com os parreirais carregados, a colheita vai acontecer até os frutos acabarem.

O passeio não poderia ser mais agradável nesta época de recolhimento social. Em um campo aberto e com muito espaço para que haja o distanciamento necessário, as pessoas vão poder colher as uvas nos carregados parreirais da Quinta e levar suas cestas com a fruta para casa. Perfumados bolinhos de bacalhau saindo da cozinha, pratos com sabores inigualáveis e um sino anunciando fornadas de Pastéis de Belém, além de um circuito de aventuras com direito a arvorismo, tirolesa com 240 metros de extensão, parede de escalada, cama elástica, pesca esportiva e pedalinho garantem a alegria da criançada de todas as idades. O ingresso é de 70 reais por pessoa e inclui uma cesta de vime e um chapéu de palha para que a experiência seja completa.

O chef Olivardo Saqui.

Para reservas de horários, o local dispõe o número de WhatsApp (11) 97088-5401 para a interação com seus clientes, além dos telefones convencionais. A compra dos ingressos é feita exclusivamente na adega, na hora da colheita. “Nossa casa quer proporcionar um dia no campo, em que os clientes vão colher a uva e levar a fruta para casa. Estamos em um momento de experimentar coisas novas e trabalhar de forma diferente. Temos que ter nossa atenção no cuidado com as pessoas e realizar novos modelos de eventos com o máximo de segurança”, diz Olivardo.

Serviço:

1ª Colheita da Uva na Quinta do Olivardo – 2021

Onde: Estrada do Vinho, km 4, com acesso pelo km 58,5 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270)

Quando: todos os dias do mês de janeiro

Horário: das 10h às 17h

Quanto: 70 reais por pessoa

Telefones: (11) 4711-1100 | 4711-1923

Reservas via WhatsApp (11) 97088-5401

Site: www.quintadoolivardo.com.br

Instagram: @quintadoolivardo.