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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Artigo: “A moda como um símbolo: o que existe por trás da roupa?”, por Renata Domingues Balbino Munhoz Soares

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem de Pexels por Pixabay.

Para Hanayrá Negreiros, pesquisadora de moda e colunista da Elle Brasil, as roupas são como dispositivo de memória, história e cultura. As vestimentas carregam narrativas, sejam elas religiosas, políticas, culturais – a roupa conta uma história, seja de quem a faz, seja de quem a usa. Os consumidores procuram uma identidade e compram valores simbólicos.

Hoje, a moda passou a ser um consumo de objetos com valores por trás da roupa, um produto cultural, criativo e manufatureiro. No entanto, já foi historicamente palco de muitas proibições, como a proibição de usar calças para mulheres (proibições em razão do sexo) ou de proibições políticas, quando, por exemplo, as forças de ocupação britânicas proibiram os escoceses de usar kilts.

A partir de 1800, a produção e o consumo em massa cresceram e estes adquiriram gradualmente um caráter simbólico estável. A famosa “túnica Mao”, abotoada até a gola, com versões mais atuais estreladas por personagens do filme 007, foi usada, em 1949, por Mao-Tsé-Tung, ao proclamar a República Popular da China, para projetar uma China moderna.

Momento do desfile “A costura do invisível”, de Jum Nakao, na edição de 2004 da São Paulo Fashion Week.

Para a museóloga britânica Amy Barnes, o significado dessa túnica representava: “eu rejeito a burguesia e o padrão ocidental de beleza e moda; estou transmitindo uma mensagem de uniformidade e conformidade”. Quanto mais bolsos existissem na túnica, mais status. O tecido também indicava poder, do mais simples (cinza e áspero), ao mais caro (trajes de lã). Na década de 1990, Galliano ressignificou o traje para Dior, usando seda verde e cetim vermelho e Vivienne Westwood o tornou mais sexy. A indumentária conta também a história de quem a confecciona. Em 2015, um projeto em Milão, Itália, capacitou refugiados que trabalhavam com costura em seus países de origem (Afeganistão, Irã, Somália, Gâmbia e Senegal) para tornarem-se alfaiates de grifes famosas na capital italiana da moda.

No Brasil, durante o período de pandemia do novo coronavírus, em grave violação de direitos humanos, imigrantes bolivianos e paraguaios, em São Paulo, recebiam R$0,05 para confeccionar máscaras para intermediários. Na última semana, iniciando o ano de 2021, constatamos mais um símbolo por trás das roupas: o ativismo.

Na posse no novo presidente americano, Joe Biden, o traje das mulheres expressava diversos movimentos sociais. A primeira-dama Jill Baden, a vice-presidente Kamala Harris e a ex- primeira-dama Michelle Obama usaram marcas que apoiam uma moda inclusiva, social e economicamente sustentável. A cor da roupa de Kamala Harris – o roxo –, remete ao movimento feminista e ao símbolo de união (representando a mistura do azul, do partido democrata com o vermelho, do partido republicano), além de ser criação de um estilista negro de Nova York.

De forma singela e poética, Carla Cristina Garcia define um sentido à cor lilás, como “a cor do feminismo, em honra às 129 mulheres mortas dentro de uma tecelagem norte-americana em 8 de março de 1857, cujo incêndio fora criminosamente provocado pelo dono da fábrica após a greve realizada pelas funcionárias, que reivindicavam melhores condições de trabalho. A história conta que os tecidos em que as vítimas estavam trabalhando neste dia eram da cor lilás, sendo esta data considerada, atualmente, o Dia Internacional da Mulher.”

Assim, as diferentes dimensões da moda não estão no ponto de chegada, nem na reta final, mas, sim, em ascendente ressignificação.

Renata Domingues Balbino Munhoz Soares é advogada, professora e coordenadora acadêmica do e-LLM em Fashion Law Mackenzie. Doutora em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Fashion Law pelo Milano Fashion Institute (Itália) e coordenadora do livro Fashion Law – Direito da Moda, editora Almedina.

Nutricionista dá dicas para garantir uma boa noite de sono

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Dormir bem é extremamente importante para a saúde em geral. Uma boa noite de sono pode reduzir o risco de desenvolver certas doenças crônicas, ajudar a manter o cérebro saudável e estimular o sistema imunológico. Para garantir que isso aconteça, existem algumas estratégias que podem ser seguidas, incluindo mudanças na alimentação. “Alguns alimentos e bebidas têm propriedades que podem promover um descanso saudável. Optar por ingredientes que tenham altas quantidades de antioxidantes e nutrientes, como triptofano, magnésio e vitaminas do complexo B, podem ajudar você a ter um sono de melhor qualidade”, explica a nutricionista do Comitê Umami Marília Zagato.

Para não precisar contar carneirinhos e cair no sono mais rápido, a especialista separou algumas dicas que podem ser essenciais para ajudar na hora do repouso diário. Confira:

Respeite o horário | Uma atitude importante é considerar o horário da última refeição. O ideal é que ela seja realizada de duas a três horas antes de dormir. Deitar logo depois de comer pode causar problemas digestivos, como refluxo. “No jantar, escolha opções mais leves, como caldos, sopas, saladas, vegetais e proteínas com baixa quantidade de gorduras e grãos integrais. Uma ceia sobrecarregada pode causar desconforto e impedir o relaxamento. Caso queira se alimentar perto da hora de deitar, opte por lanchinhos leves, como um copo de leite”, indica a nutricionista.

De olho na cafeína | Que a cafeína pode atrapalhar a hora de dormir não é novidade. Mas além das fontes óbvias, como chocolate, café preto e refrigerante, existe outro ponto que precisa de atenção. “Medicamentos como analgésicos e diuréticos podem conter cafeína. Para tirar a dúvida, vale olhar o rótulo ou a bula e checar se o remédio pode interferir no sono ou até mesmo causar insônia e conversar com o médico que o prescreveu. Atente-se à cafeína escondida; a falta de sono pode prejudicar a memória e a concentração e contribuir para o ganho de peso de forma inadequada”, alerta a especialista.

Escolhendo os alimentos | Uma dieta equilibrada é capaz de oferecer um sono mais reparador. Adicionar folhas verdes, como espinafre e couve, ao jantar pode ser uma grande vantagem, pois elas são ricas em magnésio e potássio, nutrientes que contribuem com o sono. Outra alternativa leve e saudável são os cogumelos, que possuem altos níveis de vitamina D e selênio, essenciais para o corpo.

Consumir peixes, como salmão e atum, garante vitamina D, ácidos graxos ômega-3 e proteína, que têm propriedades que podem melhorar a qualidade do sono. “Todos os alimentos citados conferem o gosto umami, um poderoso aliado na aceitação alimentar de, principalmente, crianças e idosos, além de auxiliar na manutenção da higiene bucal porque promove a salivação”, explica Marília.

Consumo de álcool| O álcool pode ajudar a adormecer mais rápido; no entanto, a bebida também deixa a noite mais agitada, fazendo com que a pessoa acorde com frequência e até mesmo causando dores de cabeça no dia seguinte. “O ideal é ingerir um copo de água para cada copo de bebida alcoólica assim, os efeitos do álcool serão diluídos, e não exagerar. Para quem quer ter realmente uma boa noite de sono, é melhor evitar o álcool de 4 a 6 horas antes de deitar”, finaliza.

Umami

É o quinto gosto básico do paladar humano, descoberto em 1908 pelo cientista japonês Kikunae Ikeda. Foi reconhecido cientificamente no ano 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami constataram a existência de receptores específicos para este gosto nas papilas gustativas. O aminoácido ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias umami. As duas principais características do umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento. Para saber mais, acesse www.portalumami.com.br.

Jornalista reconstrói a história de Santo Antônio em livro

Brasil, por Kleber Patricio

Foto da capa (divulgação).

Da religião ao folclore, Santo Antônio é parte da cultura e da história brasileira. Nas simpatias populares, dependurar a imagem de cabeça para baixo, fazer novenas ou propagar correntes são algumas das estratégias para conseguir um apoio daquele que é considerado o santo casamenteiro. Outro papel milagreiro atribuído a ele é o de ajudar a encontrar coisas perdidas. Apesar de Santo Antônio povoar o imaginário e a fé dos brasileiros, pouco se sabe sobre sua trajetória. O fato de ele ter vivido há oitocentos anos e a ausência de documentação de época para muitos dos relatos contribuem para que história e lenda se misturem e tornem árdua a tarefa de uma biografia com esta.

Com a missão de buscar evidências para contar a versão mais próxima da verdadeira de quem foi o religioso, Edison Veiga realizou viagens e longas pesquisas. O resultado está em Santo Antônio, livro que chega às lojas pela Editora Planeta. Nascido em Lisboa, Portugal, em uma família pertencente à elite, o santo foi batizado com o nome Fernando, identificou a vocação religiosa, realizou missão no Marrocos, percorreu boa parte da Itália em seus trabalhos missionários, foi enviado à França para converter hereges e escolheu passar o fim da vida em Pádua. Após sua morte, em menos de um ano foi reconhecido oficialmente como santo pela Igreja, após a análise de 53 milagres.

Na obra, o jornalista reconstrói a trajetória do religioso, apresentando como ele se tornou Santo Antônio, detalhes de seus milagres e como surgiu sua fama popular como casamenteiro. O autor também revela curiosidades como as patentes militares – com direito a salários – e os títulos honoríficos recebidos pelo religioso e como foi o processo de reconstituição tridimensional facial a partir dos restos mortais do santo – trabalho este realizado por um brasileiro.

Sobre o autor | Nascido em 1984 na cidade de Taquarituba (SP), o escritor e jornalista Edison Veiga trabalhou na revista Veja São Paulo e no jornal O Estado de S. Paulo. A partir de 2018, passou a colaborar com veículos como Deutsche Welle, BBC, Radio France Internationale, Vice, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, entre outros. Além deste, já publicou sete livros. Atualmente mora em Bled, na Eslovênia.

Ficha técnica

Título: Santo Antônio A história do intelectual português que se chamava Fernando, quase morreu na África, pregou por toda a Itália, ganhou fama de casamenteiro e se tornou o santo mais querido do Brasil

Autor: Edison Veiga

208 páginas

R$44,90.

“E se ensinássemos bondade nas escolas?”: evento gratuito busca cultivar a bondade e empatia por meio da meditação

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de ludi por Pixabay.

Você já parou para pensar sobre o quanto a bondade e a compaixão estão relacionadas ao bem estar? Ao cultivar a bondade, estamos contribuindo com a saúde do nosso cérebro e com a nossa qualidade de vida. Nas escolas, a prática da bondade junto aos alunos pode ser capaz de oferecer um ambiente mais positivo e propício ao aprendizado. Pensando nisso, a MindKids realiza o evento gratuito Bondade: E se ensinássemos bondade nas escolas?, que acontece entre os dias 1º e 4 de fevereiro, às 20h30, no canal de Youtube da Mindkids. Os encontros são voltados para pais, gestores, educadores e demais interessados em aprender sobre o desenvolvimento de ambientes mais bondosos e empáticos, dentro e fora da sala de aula, por meio da perspectiva da meditação mindfulness.

Ao longo dos 4 dias, serão abordados temas como os benefícios comprovados da bondade, a bondade como prática e como cultivar a bondade em crianças e adolescentes com práticas que ajudam a minimizar a rotina estressante, fazendo com que os alunos possam se conectar entre si, percebendo quem está a sua volta.

As inscrições são gratuitas, inscreva-se neste link e receba mais informações de forma exclusiva e antecipada.

Sobre a MindKids | A MindKids é uma das iniciativas pioneiras em levar o mindfulness para dentro das escolas, com sólida experiência em capacitação de professores em meditação mindfulness para prática em sala de aula. Desde 2015, a iniciativa já atendeu uma grande variedade de tipos e perfis de escola, públicas e privadas, utilizando metodologias validadas globalmente, da Mindful Schools, dos Estados Unidos, do Mindfulness Training Institute, na Inglaterra e da Inner Kids Foundation, de Susan Kaiser Greenland.

Serviço:

A Bondade: E se ensinássemos bondade na escola?

Quando: 1 a 4/02

Horário: 20h30

Local: Canal de Youtube da MindKids

Inscrições: https://conteudo.mindkids.net/a-bondade.

Audiência do Instagram já é 35% maior que a do Facebook, aponta estudo

Mundo, por Kleber Patricio

Imagem de Photo Mix por Pixabay.

Estudo inédito realizado pela Socialbakers, plataforma líder global em soluções para otimização de performance corporativa em redes sociais, revela que o Instagram ampliou sua liderança sobre o Facebook durante a pandemia. De acordo com o levantamento mundial, o público no Instagram já é 34,7% maior que na primeira rede social de Mark Zuckerberg, ante uma vantagem de 28% no primeiro trimestre de 2020. Além disso, o irmão mais novo recebeu 22 vezes mais interações do que o Facebook, contra 16 vezes no primeiro trimestre de 2020. Apesar de o Instagram ser a rede com maior público e melhor engajamento, 61,9% de todas as postagens dos perfis de marcas ainda são no Facebook, mesmo o número sendo menor em comparação com o segundo trimestre de 2020, quando a concentração de posts na rede representava 70,1%.

Segundo Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers, as marcas escolhem cada rede social para alcançar o público de maneiras diferentes. “Enquanto o Instagram lidera o envolvimento e o tamanho do público, as marcas ainda publicam mais no Facebook. Afinal, as plataformas diferem na maneira como os usuários interagem com elas, sendo o Facebook frequentemente a escolha de conteúdo mais informativo enquanto o Instagram é altamente eficaz para promover o engajamento e alcançar grandes públicos e é cada vez mais o lugar certo para as empresas se mostrarem de maneira criativa, estimularem engajamento e aumentarem o reconhecimento da marca. Já o Facebook continua sendo a melhor opção para alcançar segmentos específicos do público e transformar leads em clientes”, comenta.

Quando se trata de quantidade de posts no Brasil, é possível perceber que o montante de publicações é quase o mesmo, mas, ao contrário do que acontece no mundo, a audiência das marcas é menor no Instagram, mesmo o engajamento sendo muito maior.

Ainda segundo o estudo, a quantidade total de tempo que usuários passam no Facebook voltou aos níveis pré-pandêmicos, uma tendência que começou no segundo trimestre de 2020. No entanto, de acordo com Alexandra Avelar, o horário em que as pessoas estão online mudou e as marcas precisam se atentar a isso. “É importante que os profissionais de marketing tenham um conhecimento sólido de seu público para determinar como seus hábitos mudaram por conta da pandemia. Os usuários agora passam mais tempo online pela manhã. Por exemplo, a quantidade de fãs conectados às 5 da manhã às sextas-feiras aumentou 98% em setembro em comparação com março e crescimentos semelhantes foram vistos em todos os dias da semana”, explica.

As  conclusões do relatório Social Media Trends Report Q3 2020 da Socialbakers foram feitas com base nos 50 maiores perfis de marcas do mundo e no Brasil, entre julho e setembro de 2020.

Metodologia do relatório | Os Social Media Trends Reports refletem o banco de dados da Socialbakers no início do trimestre seguinte ao trimestre do relatório. Os dados são extraídos uma vez e não são atualizados entre as liberações.