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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Aprenda o preparo da famosa maniçoba paraense

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Famosa na região norte do Brasil, a maniçoba é um prato de origem indígena e requer muita atenção durante seu preparo. A base do prato é a folha da maniva (mandioca brava) – extremamente tóxica, a folha precisa ser cozida por mínimo sete dias para ficar livre do ácido cianídrico (cianeto). Após os 7 dias de fervura a maniva está pronta para receber os demais ingredientes do preparo da maniçoba.

No restaurante Amazônia Soul, em São Paulo, a maniva – que já vem cozida da capital Belém – passa por mais alguns dias de cozimento. Segundo Pedro Amaral, dono do restaurante, esse processo garante mais sabor e segurança ao alimento, que é um dos mais pedidos do menu.

Receita da maniçoba paraense do Amazônia Soul 

Ingredientes:

1 kg de maniva pré cozida

300 g de carne seca

300 g de bacon

200 g de pé de porco

200 g de rabo de porco

200 g de orelha

300 g de linguiça calabresa

10 g de folhas de louro

Modo de preparo:

Primeiro dessalgue o pé, orelha e o rabo do porco e reserve. Coloque a folha da maniva para cozinhar em água por 3 horas (observação: para o preparo, compre a maniva pré cozida por 7 dias, que é livre de toxinas). Após esse período, adicione a carne seca, carnes de porco, louro, bacon e a calabresa e deixe cozinhar por aproximadamente 2 horas ou até que as carnes estejam bem cozidas. Ao final do preparo, sirva a maniçoba com arroz branco.

Confira o cardápio e os produtos do empório do restaurante pelo link  https://www.goomer.app/amazoniasoulsp/menu.

Amazônia Soul | Com cardápio fixo, o restaurante faz entregas para até 7 km ou retirada no local. Entre as sugestões estão Isca de Dourada (R$32,90), Costela de Tambaqui (R$57,90), Pirarucu de casaca (R$63,90), Tacacá em versão grande (R$31,90) e açaí paraense orgânico e 100% puro (R$28,90 – 500 ml). Pedidos pelo telefone (11) 5083-4046/Instagram @amazoniasoulsp. Retirada: Rua Áurea, 361, Vila Mariana – São Paulo/SP. Atendimento ao público: Ter a Sáb: 12h às 20h. Dom: 12h às 18h. De terça a sexta, atendimento de mesa e delivery. Sábado e domingo, somente delivery e retirada.

Alimentação escolar pode ter papel protetor contra doenças crônicas, mostra estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Louis Hansel/Unsplash.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (UECE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) demonstraram que nem sempre comer fora de casa produz efeitos maléficos à saúde. Dados de estudo publicado na edição de janeiro de 2021 da revista Cadernos de Saúde Pública mostram que adolescentes que consomem alimentos fora de casa apresentam menos propensão a desenvolver hiperglicemia e hipertensão arterial comparados a jovens que fazem as refeições em casa. Uma explicação está no fato da maioria dessas refeições serem feitas na escola, sobretudo pelos alunos da rede pública de ensino.

Para investigar a relação entre o consumo de alimentos fora de casa e a propensão de adolescentes a desenvolver doenças crônicas, os pesquisadores utilizaram dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), feito em 2013 e 2014. O ERICA foi conduzido com 36.956 jovens de 12 a 17 anos, que estudavam em escolas públicas e privadas de municípios com mais de 100 mil habitantes, de todas as regiões brasileiras. Na ocasião, os jovens foram pesados e tiveram a estatura medida para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Eles também tiveram a pressão arterial aferida e realizaram exames de sangue. Responderam, ainda, um recordatório alimentar sobre o que haviam consumido nas últimas 24 horas e onde haviam feito essas refeições.

O consumo de alimentos fora de casa foi citado por 53,2% dos adolescentes, sendo maior entre aqueles que estudavam em escolas privadas (62,5%). No entanto, considerando apenas a alimentação realizada na escola, a frequência do consumo foi três vezes maior entre os estudantes da rede pública (61,7%) na comparação com os da rede privada (21,4%).

Biomarcadores e importância da merenda | Na análise geral, os pesquisadores encontraram uma relação inversa entre consumo de alimentos fora de casa e a ocorrência de hiperglicemia, que é a alta taxa de glicose no sangue, em ambos os sexos. Não houve associação entre consumo de alimentos fora de casa com excesso de peso e outros biomarcadores para doenças crônicas, como taxas de hemoglobina glicada, triglicerídeos e colesterol total.

Já as análises estratificadas por sexo e rede de ensino mostraram que os meninos que estudavam em escolas públicas e que consumiam alimentos fora de casa apresentaram menor probabilidade de ter altas doses de insulina e glicose no sangue do que aqueles que faziam as refeições somente em casa. Entre as meninas de escolas públicas, aquelas que se alimentavam fora de casa também tiveram menor chance de apresentar hipertensão arterial e hiperglicemia.

Sobre a ingestão média calórica e de açúcar de adição, esta foi maior nos adolescentes que consomem alimentos fora de casa, assim como o consumo de sanduíches, sobremesas e refrigerantes. Mas, ao mesmo tempo, os adolescentes que se alimentam fora de casa também apresentaram maior ingestão de frutas, fibras, verduras e feijão. Esses achados foram observados somente nos estudantes da rede pública de ensino. “O papel protetor da alimentação fora de casa em indicadores bioquímicos nos adolescentes pode ser em função de um maior consumo da merenda escolar”, diz Suelyne Rodrigues de Morais, principal autora do artigo. “O estudo enfatiza a importância da qualidade da alimentação na escola e a sua influência na dieta dos adolescentes, já que a oferta de alimentos saudáveis, como frutas e legumes, pode propiciar um melhor consumo desse grupo alimentar pelos estudantes”, completa Morais. Ela é a autora da dissertação de mestrado que originou o artigo, defendida em 2019 na UECE e que teve financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Segundo ela, os achados sobre maior prevalência de hipertensão e hiperglicemia em adolescentes que não consumiram alimentos fora de casa e sobre excesso de peso nos dois grupos também são dados importantes. “Eles permitem ampliar o olhar para o tipo de alimentação que vem sendo realizada por esse grupo populacional também em casa”.

Morais explica que esse foi o primeiro trabalho de base escolar no Brasil com grande representatividade, que avaliou o consumo alimentar efetivo desses adolescentes juntamente com exames bioquímicos. “Tendo em vista a relevância desses resultados, será dada continuidade à pesquisa, refinando os dados em análises futuras, com o intuito de elaborar trabalhos de intervenção que melhorem a merenda escolar e favoreçam escolhas alimentares mais saudáveis para os adolescentes”, planeja.

(Fonte: Agência Bori)

Terceiro Setor pode ser fundamental para o desenvolvimento pós-pandemia

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Leonardo Coelho, CEO da Instituto BH Futuro. Foto: divulgação.

“O Terceiro Setor tem um papel importante no desenvolvimento social. Quanto mais oportunidades são difundidas, mais pessoas conseguem melhor se estabelecer dentro da economia, ajudando o sistema a girar mais rápido” – é o que defende Leonardo Coelho, CEO do Instituto BH Futuro.

De acordo com uma pesquisa da Markstein, 70% dos consumidores se dizem interessados em saber o que as marcas estão desenvolvendo como ações de responsabilidade social e ambiental. “Para os consumidores, com cada vez mais acesso a diferentes informações, está cada dia mais nítido o interesse nos gastos das instituições que apoiam”, avalia.

Na mesma pesquisa, 44% dos consumidores entrevistados disseram estar dispostos a pagar mais caro por produtos e serviços se tal acréscimo resultar na manutenção contínua dos projetos sociais e ambientais das empresas. “O consumidor na era pós-pandemia é cada vez mais crítico. Houve um crescimento muito grande das plataformas digitais, aliado ao surgimento de novos canais de informação e fortalecimento de influencers. Com esse grande fluxo de conteúdo, é normal buscar estar próximo ao tipo de ideia que se apoia. Isso também é normal em relação ao consumo, onde os compradores buscam marcas aliadas de seus ideais”, reflete Leonardo.

Para ele, nesse cenário de alto crescimento digital e de aumento crítico do consumidor, projetos sociais se fazem indispensáveis para o ‘mindset’ das empresas. “Avalie, se um projeto favorece o crescimento social e econômico, o consumidor está ligado em quem apoia projetos e a economia ganha com isso, por que não investir? – É uma conta simples”, pontua o gestor.

Ainda de acordo com a pesquisa da Markstein, 74% dos consumidores disseram que grandes empresas que realizam ações sociais têm a autopromoção como primeiro objetivo. Além disso, 73% afirmaram acreditar que tais programas são desenvolvidos para compensar os danos que as mesmas corporações causam. “Existe uma relação de causa e efeito. Seja qual for a motivação da companhia, o efeito imediato é o crescimento social dos atendidos pelo projeto. Claro, o ideal seria que as motivações fossem sempre puras. Porém, o Terceiro Setor precisará de mais investimento em 2021. A pandemia esgotou recursos e é necessário promovermos um crescimento igualitário da sociedade, pensando em um futuro mais forte”, conclui.

Canela pode auxiliar no controle do diabetes, aponta estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Luisa Schetinger/Unsplash.

O diabetes tipo 2 – a forma mais comum de diabetes – provoca um conjunto complexo de alterações e requer cuidados variados ao longo da vida. A ingestão de canela, se usada diariamente, pode funcionar como terapia complementar no controle da doença, é capaz de reduzir os níveis de hemoglobina glicada, glicemia em jejum e melhorar a disponibilidade da insulina no sangue. É o que mostram pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com pesquisadores de outras instituições, em artigo publicado no dia 6 de fevereiro no Journal of the American College of Nutrition.

Para avaliar a eficácia da canela no controle glicêmico, os pesquisadores realizaram um ensaio clínico, entre agosto e dezembro de 2019, com 140 pessoas com diabetes tipo 2 que frequentavam cinco unidades básicas de saúde (UBS), no município de Parnaíba, no estado do Piauí.

Os pacientes eram de ambos os sexos, com idade entre 18 a 80 anos, que utilizavam medicamentos orais contra diabetes e registravam índice de hemoglobina glicada maior ou igual a 6,0%. Eles foram divididos igualmente em dois grupos, sendo que o grupo experimental ingeriu diariamente 3 gramas (quatro cápsulas) de canela em pó durante três meses, enquanto o outro grupo ingeriu placebo da mesma forma e durante o mesmo período. Todos mantiveram sua rotina, alimentação e tratamento habituais e realizaram exames sanguíneos antes da intervenção. Pesquisadores, técnicos envolvidos no estudo e participantes não sabiam a qual grupo cada pessoa pertencia.

Após 90 dias da intervenção e a realização de nova bateria de exames, os participantes que ingeriram canela tiveram redução média de 0,21% nos índices de hemoglobina glicada, enquanto os que receberam placebo registraram aumento médio de 0,38% nos mesmos índices. O grupo experimental também teve diminuição do índice de glicemia em jejum (−0,56 mmol/L ou −10 mg/dL) contra uma elevação de 1,17 mmol/L do grupo placebo. Já os níveis de insulina baixaram em ambos os agrupamentos e não foram estatisticamente significativos.

A partir dos dados de glicemia em jejum e insulina, foi calculado o índice HOMA-IR, que mensura se a resistência à insulina (hormônio que quebra o açúcar no sangue) está alta ou não. “Pacientes com diabetes já possuem alteração nesse índice, mas, com o tempo, pode-se avaliar se a resistência à insulina está piorando ou se mantém estável, com níveis aceitáveis para um bom gerenciamento da doença”, explica José Claudio Lira, principal autor do artigo. O índice diminuiu uma média de 0,47% entre os que usaram canela e subiu uma média de 0,30% no grupo placebo.

Recurso auxiliar para o controle da doença | José Cláudio ressalta que a canela conseguiu melhorar a redução dos níveis glicêmicos desses pacientes, algo que os medicamentos para o diabetes, nessa população, já não estavam mais conseguindo fazer. “Por conta dos hábitos de vida dos pacientes, há um momento em que são necessárias medidas adicionais para um melhor gerenciamento da doença, ou o paciente entra em inércia clínica. Nesse sentido, acredita-se que, com o uso da canela por um período maior que os três meses do estudo, a pessoa poderá ter benefícios contínuos”, diz Lira.

Ele destaca ainda que a canela é um produto muito prático para ser inserido no dia a dia do paciente, de baixo custo e sem efeitos colaterais registrados, o que é um aspecto relevante, uma vez que uma dificuldade hoje é a baixa adesão das pessoas ao tratamento. “Também é preciso ter em mente que não é apenas a canela, associada aos antidiabéticos orais, que trará todos os benefícios esperados para um bom controle da doença. É importante que os pacientes tenham um acompanhamento contínuo, uma dieta saudável e pratiquem exercícios físicos de forma regular.”

Segundo Lira, além da canela, já foram testados maracujá, cúrcuma e gengibre e as pesquisas devem continuar com outros produtos, como o café. “Queremos formar um conjunto de possibilidades para ajudar no controle do diabetes. No futuro, quem sabe poderemos produzir um fitoterápico misturando as substâncias que foram mais efetivas para isso”, completa.

(Fonte: Agência Bori)

‘Quarentena com Lume’: exposição reúne fotografias e vídeos realizados na pandemia

São Paulo, por Kleber Patricio

@fredschueler.

No início da pandemia, em março de 2020, a Galeria Lume pensou uma ação para fomentar a produção artística e estimular a criatividade em tempos de isolamento social. Pessoas de diversas idades, histórias e regiões participaram do concurso Quarentena com Lume, promovido por meio do Instagram (@galerialume), em duas etapas, com fotografias e vídeos a partir da hashtag #isoladosmasnuncasozinhos. Uma seleção destas obras poderá ser vista em O eu é um outro, exposição em cartaz a partir de 11 de fevereiro no Anexo Lume, espaço da Galeria Lume voltado a produções experimentais e mostras de curta duração.

Na primeira fase do concurso, cujo foco foi a linguagem fotográfica com a temática Confinamento compartilhado, o júri composto pelo fotógrafo Julio Bittencourt e a equipe da Galeria Lume elegeu registros feitos pelo designer paulistano Kleber Fernandes da Cruz (@quarantinewindow), o fotógrafo de paisagem e natureza de São José dos Campos Ricardo Takamura (@ricardotakamura) e o fotógrafo brasiliense Fred Schueler (@fredschueler). Além de participar da mostra, o trio ganhou fotografias da série Plethora (60 x 56,5), de Bittencourt.

@ricardotakamura.

“Além das ótimas fotografias premiadas que foram praticamente um consenso entre nós jurados, fossem elas bem humoradas, outrora tristes e porque não às vezes loucas, as fotos da ’Quarentena com Lume’ nos deram uma oportunidade de lembrar do poder da fotografia como um meio de se conectar com você mesmo, com o outro ou com o mundo à sua volta”, explica Julio Bittencourt.

A segunda etapa, com foco em vídeos, teve como mote Nós, o outro, o distante..., com júri composto pelo diretor de cinema Renato Amoroso, o artista Gal Oppido e o comitê da Lume. Os vencedores são o professor de história e fotógrafo de Olinda Caio Danyalgil (@caio_danyalgil), o fotógrafo e design gráfico paulistano Fernando Vianna (@fernandovianna_foto) e o coletivo de São Paulo Zanella e Juliana (@zaniz). Como parte da premiação, todos receberam uma obra de Gal Oppido, além de compor a exposição.

O eu é um outro explora a compreensão do outro como fundamental ao equilíbrio do autocuidado e do olhar às novas convivências. Ao afirmar que o eu é um outro, questiona-se o princípio da identidade como relação de igualdade absoluta e trata o ‘eu’ como um universo desconhecido em cada ser. Este olhar permite ser o outro sem contradições, como uma condição intrínseca ao modo de ser que conjuga em si o seu contrário”, reflete Paulo Kassab Júnior, sócio-diretor da Galeria.

@quarantinewindow

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta, das 10 às 19h e, sábado, das 11 às 15h, seguindo os protocolos de saúde e higiene para evitar a disseminação e contaminação do Covid-19.

Sobre a Galeria Lume | Fundada em 2011, a Lume busca promover e incentivar o desenvolvimento de processos criativos contemporâneos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Liderada por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a galeria dedica-se a romper fronteiras entre diferentes linguagens artísticas, operando por meio de um modelo arrojado e único que reforça o papel da cidade de São Paulo como centro cultural e centro de efervescência criativa. Representa um seleto grupo de artistas, estabelecidos e emergentes, dedicados à introdução do pensamento artístico em todas as suas vertentes por meio de um programa de exposições plural, associado a ideias que inspiram e promovem reflexões críticas sobre o contemporâneo mundo. Lume também é focada no diálogo entre a produção de seus artistas e museus, instituições e coleções de arte relevantes.

Serviço:

O eu é um outro

Local: Galeria Lume

Período expositivo: 11 de fevereiro de 2021 até 4 de março de 2021

Funcionamento: segunda a sexta, das 10 às 19h e sábado, das 11 às 15h

Informações: http://www.galerialume.com

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo/SP.