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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Clóvis de Barros Filho descomplica clássicos da literatura de Homero sob a ótica contemporânea

São Paulo, por Kleber Patricio

Célebre por tornar a filosofia compreensível e aplicável a todos os públicos, o jornalista, filósofo, professor e palestrante Clóvis de Barros Filho inaugura a coleção Clóvis Explica com a obra ‘Ilíada & Odisseia’. Em formato 2 em 1, o livro contempla os poemas épicos do escritor grego Homero que se tornaram clássicos na literatura e, com frequência, são recomendados em listas para vestibulares. Neste lançamento publicado pela Citadel Editora, o escritor best-seller explora as lições atemporais presentes nas aventuras de heróis como Aquiles e Odisseu em reflexões sobre coragem, honra e o sentido da vida.

O autor conecta as narrativas à realidade contemporânea, compara disputas mitológicas com as semifinais da Champions League e relaciona batalhas imponentes aos cenários de home office, tornando a leitura leve e instigante. Na primeira parte, dedicada à Ilíada, o filósofo contextualiza os eventos que antecedem a Guerra de Troia. Relata, por exemplo, como a rivalidade entre as deusas Hera, Atena e Afrodite desencadeou o conflito, e como Zeus, incomodado com o crescimento da população humana, ‘patrocinou’ os combates para aliviar a pressão sobre Gaia (Terra). A partir da história trágica do semideus Aquiles, aborda assuntos como integridade, consequências das decisões e liderança em períodos de crise.

O enredo ganha um toque familiar no segundo texto, destinado à Odisseia, quando o professor relembra diálogos da infância com o pai para explicar as aventuras de Odisseu no retorno a Ítaca. A análise reúne lições sobre a importância da perseverança e das escolhas diante dos imprevistos. As provações enfrentadas pelo protagonista revelam como a jornada do “retorno para casa” representa mais que um trajeto — é uma metáfora sobre resiliência, prioridades e crescimento pessoal.

Se em Ilíada o pensador aborda a busca por dignidade e a aceitação da mortalidade, em Odisseia ele explora a volta ao lar como um processo de transformação profunda. Os 12 estágios da Jornada do Herói são apresentados em ambas as obras, destacando como as dificuldades enfrentadas pelos personagens simbolizam desafios universais.

Com analogias criativas, Ilíada & Odisseia é indicada tanto para aqueles que desejam compreender os clássicos de forma descomplicada, quanto estudantes que buscam uma introdução acessível às histórias do poeta grego. Este livro é um convite para amantes de literatura, filosofia, mitologia e para quem deseja refletir sobre os dilemas da vida com leveza, profundidade e pitadas de humor filosófico, típicos de Clóvis de Barros Filho.

FICHA TÉCNICA

Título: Ilíada & Odisseia – Reflexões sobre as obras-primas de Homero
Autor: Clóvis de Barros Filho
Editora: Citadel Grupo Editorial
ISBN: 978-6550475864
Número de páginas: 288
Preço: R$ 64,90
Onde encontrar: Amazon.

Foto: Patrícia Soransso.

Sobre o autor | Clóvis de Barros Filho é doutor e livre-docente pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É autor de vários livros sobre ética, felicidade, autoconhecimento e valores. Palestrante que cativa as mais diversas plateias sem o uso de aparatos tecnológicos. Recorrendo a exemplos do cotidiano e histórias divertidas, ensina conteúdos densos de maneira leve e fascinante.

Redes sociais do autor: Instagram | YouTube | LinkedIn| TikTok.

Sobre a editora

Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores. A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros. As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida. Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.

Redes sociais da editora: Site | Instagram | Facebook | YouTube.

(Com Dielin da Silva/LC – Agência de Comunicação)

DAN Contemporânea apresenta individual de José Roberto Aguilar

São Paulo, por Kleber Patricio

José Roberto Aguilar, Flores da Permissão (2023).

A DAN Contemporânea apresenta ‘Amazônia Vida’, uma exposição de José Roberto Aguilar que explora as dimensões físicas e simbólicas da floresta por meio da pintura. Com um conjunto de 15 obras de grande formato, o artista retrata a Amazônia como uma entidade viva, vibrante e repleta de cor e movimento. Com curadoria de Fabio Magalhães, a mostra convida o público a refletir sobre a relação entre natureza e humanidade, os ciclos da vida, a fluidez do tempo e a transitoriedade da existência. A abertura aconteceu em 29 de março e integra o tradicional Circuito SP-Arte, evento gratuito que antecede a feira e movimenta o complexo de galerias de arte e design da capital paulistana. “Tentar categorizar a arte de Aguilar é correr atrás do vento”, descreve a jornalista Leonor Amarante. José Roberto Aguilar entrou na cena artística brasileira no início dos anos 1960, quando foi selecionado para participar com três pinturas na VII Bienal São Paulo. A partir daí integra as mais importantes manifestações artísticas do país.

Posteriormente, Aguilar participou de várias edições da Bienal de Arte de São Paulo e realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior – Japão, Paris, Londres, Estados Unidos e Alemanha. Suas pinturas estão presentes no acervo de museus no Brasil e no exterior (Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea Niterói, Museu de Arte Brasileira – SP, Hara Museum – Japan, Austin Museum of Art – US e também integram importantes coleções particulares (Gilberto Chateaubriand, João Sattamini, Haron Cohen, Montserrat Ryan, Joaquim Esteves, Jovelino Mineiro, Miguel Chaia, Roger Wright, Ricardo Akagawa e João Carlos Ferraz entre outros). Em meados nos anos 1990 tornou-se diretor da Casa das Rosas, dinamizando aquele espaço cultural com grandes exposições sobre cultura brasileira (1996-2002) e iniciativas pioneiras com arte e tecnologia. O seu trabalho como gestor cultural fez com que fosse convidado pelo então Ministro da Cultura, Gilberto Gil, para ser o representante do Ministério da Cultura em São Paulo (2004-2007). Atualmente, Aguilar concentra em seu acervo importantes obras e documentos da história da arte e da cultura no Brasil. Compreende quadros, instalações, fotografias, documentos, livros, entre outros.

José Roberto Aguilar, Série Seringueiras, 2015.

Sua obra transborda ritmo e dinamismo, como se cada pincelada acompanhasse uma melodia invisível. Sua pintura não se limita à imagem; incorpora palavras, símbolos e trechos textuais que expandem sua linguagem visual com composições evocam uma aura épica, carregada de força e intensidade.

Fabio Magalhães, curador da mostra, acrescenta que “Aguilar sempre pintou como um lutador. O embate entre tintas e tela e a coreografia gestual são atores importantes na construção da sua poética visual. Isto é, o artista desenvolve um verdadeiro corpo a corpo com a tela, numa relação veloz entre pensamento e ação. Basta visitar seu ateliê para perceber que nesses embates pictóricos seus golpes de tinta extravasam, em muito, os limites da tela.”

Desde 2004, o artista se divide entre São Paulo e Alter do Chão, no Pará, onde mantém casa ateliê e uma forte relação com a Floresta Amazônica e a comunidade ribeirinha local.

Seringueiras, 2015.

“O bioma amazônico acende uma nova poética no meu trabalho, onde as forças indomáveis da floresta tropical confrontam a sensibilidade urbana. Em Alter do Chão, mergulho na vastidão do ecossistema amazônico, onde a luz de cada manhã e o matiz de cada pôr do sol revelam a vida oculta da floresta. Aqui, entre as vinhas, os pássaros e a sabedoria dos xamãs, encontro um mundo onde tudo está conectado, onde a vida e a morte dançam em um ciclo contínuo de renovação”, diz José Roberto Aguilar. 

Sobre o artista

José Roberto Aguilar (São Paulo SP 1941). Pintor, videomaker, performer, escultor, escritor, músico e curador. A partir dos anos 1950, José Roberto Aguilar realiza obras que possuem um caráter mágico-expressionista, em diálogo com a abstração, caracterizadas pela espontaneidade na pintura, obtida pela aplicação rápida da tinta. Autodidata, integra o movimento performático-literário Kaos, em 1956, com Jorge Mautner (1941) e José Agripino de Paula. Em 1963, expõe pinturas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo. Considerado um dos pioneiros da nova figuração no Brasil, participa da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ, em 1965. Na Série Futebol 1 (1966), emprega manchas de cor e tintas escorridas, em cores contrastantes, causando grande impacto pelo caráter fantástico das figuras disformes. Por volta de 1963, sua obra passa a revelar preocupações político-sociais. O artista realiza experiências com pinturas a spray e pistola sobre grandes superfícies de tela. Por meio dessas técnicas, obtém efeitos originais, captando a atmosfera dos luminosos em néon, típica das metrópoles atuais.

Seringueiras, 2015.

Nessa época, passa a pintar com spray e pistola de ar comprimido. Vive em Londres, entre 1969 e 1972, e em Nova York, entre 1974 e 1975, época em que inicia suas experimentações com vídeo. Volta a morar em São Paulo em 1976. No ano seguinte, participa da 14ª Bienal Internacional de São Paulo com a instalação Circo Antropofágico Ambulante Cósmico e Latino-Americano Apresenta Esta Noite: A Transformação Permanente do Tabu em Totem, em que expõe 12 monitores de TV no palco do Teatro Ruth Escobar. Em 1981, além da Banda Performática, lança o livro A Divina Comédia Brasileira. Em 1989, realiza a performance Tomada da Bastilha, com a participação de 300 artistas, assistida por cerca de 10 mil pessoas em São Paulo. Nos anos 1990, faz pinturas em telas gigantes e esculturas em vidro e cerâmica.

Em 2002, na exposição Rio de Poemas, Aguilar realiza uma série de telas inspiradas em textos literários, como o conto A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa (1908–1967). A atração pela literatura e pela mitologia são constantes na produção do artista. Ele apropria-se da escrita e dos signos gráficos, tornando-os elementos integrantes de suas telas. Em suas pinturas, apresenta uma dinâmica multidirecional e revela a articulação de emoções. Nas telas da série Rio de Poemas, o artista diminiu a gestualidade, produzindo pinturas quase diáfanas.

Serviço:

DAN Galeria Contemporânea apresenta Amazônia Vida – José Roberto Aguilar

Curadoria: Fabio Magalhães

Abertura: dia 29 de março das 10h às 16h

Período expositivo: de 29 de março a 29 de maio de 2025

Local: DAN Galeria Contemporânea – Rua Amauri 73, Jardim Europa, SP

Horário: das 10h às 19h, de segunda a sexta; das 10h às 13h, aos sábados.

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

E-mail: info@dangaleria.com.br.

(Com Edgard França/A4&Holofote Comunicação)

6ª edição dos Encontros Históricos na Sala São Paulo terá 8 concertos de estrelas da MPB com a São Paulo Big Band

São Paulo, por Kleber Patricio

Criolo e Luciana Mello fizeram última edição dos Encontros Históricos de 2024 na Sala São Paulo. Foto: Íris Zanetti.

Ao longo de 2025, a Sala São Paulo traz para seu palco uma nova temporada da adorada série Encontros Históricos. O projeto coloca lado a lado grandes nomes da nossa música popular acompanhados pelo grupo instrumental São Paulo Big Band, formado por 20 músicos e residente desta série. A sexta edição dos Encontros terá início com uma dupla dedicada ao mais brasileiro dos gêneros musicais: o samba, com Jorge Aragão & Almirzinho Serra (26/abr). Haverá também, em 2025, encontros de Ivan Lins & Gustavo Spínola (21/jun), Zizi Possi & Luiza Possi (30/ago), Péricles & Arlindinho (15/nov) e Marcelo D2 & Juçara Marçal (29/nov), entre outros.

As apresentações acontecem sempre aos sábados, às 21h, e os ingressos para todas as datas começam a ser vendidos na sexta-feira (28/mar), às 12h – basta clicar neste link. Também vale lembrar que os oito concertos da série serão transmitidos ao vivo pelo canal oficial da Sala São Paulo no YouTube.

Foram inúmeros os encontros marcantes nesses cinco anos de projeto, como os de Erasmo Carlos & Roberta Sá, Ivan Lins & MP4, João Donato & Marcos Valle, Paulinho da Viola & Família, Alcione & Martinho da Vila, Daniela Mercury & Maria Gadú, Gilberto Gil & Aldo Brizzi, Tulipa Ruiz & Liniker, Guilherme Arantes & Ed Motta e Criolo & Luciana Mello, entre tantas outras performances inesquecíveis em nosso palco. “A série Encontros Históricos propõe uma nova experiência de escuta para clássicos da MPB, com arranjos originais especialmente criados para a São Paulo Big Band e os artistas convidados. O que o público ouvirá na Sala São Paulo será único, sem repetição em outro palco. Proporcionar essa vivência, além de uma grande alegria, é parte da missão da Fundação Osesp de ampliar os programas de arte e de cultura na cidade”, afirma Marcelo Lopes, diretor executivo da instituição – que é idealizadora do projeto e responsável pela gestão da Sala São Paulo.

A sexta edição da série Encontros Históricos na Sala São Paulo tem o patrocínio de B3, a Bolsa do Brasil, Santander e EMS Farmacêutica, copatrocínio de Citi, Porto e Vivo, apoio de Cebrace, BCG e Mattos Filho, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

Confira, logo abaixo, o calendário completo da sexta temporada do projeto Encontros Históricos na Sala São Paulo.

Sobre a São Paulo Big Band

A São Paulo Big Band une o instrumental refinado do universo das big bands à música popular brasileira e latino-americana. Com arranjos exclusivos que abrangem Bossa Nova, samba, choro, frevo e vários outros ritmos brasileiros, a banda oferece uma interpretação contemporânea de melodias intemporais. Criado em 2021, o conjunto solidificou rapidamente sua posição como uma das principais big bands do país. É composto por 20 membros permanentes, com uma formação dinâmica que inclui cinco saxofones, quatro trombones, quatro trompetes, bateria, guitarra, contrabaixo, percussão e piano. Já foi atração principal em inúmeros festivais prestigiados e se apresentaram em espaços culturais de renome em todo o Brasil, proporcionando performances eletrizantes como uma big band independente, ao lado de orquestras sinfônicas e colaborando com convidados como Daniela Mercury, João Bosco, Paula Lima, Simoninha, Ana Cañas, Vanessa Moreno, Toquinho, Ed Motta e Carlinhos Brown. Em 2024 fez sua estreia no projeto Encontros Históricos na Sala São Paulo, a convite da Fundação Osesp.

PROGRAMAÇÃO

26 ABR (SÁB), 21H00
JORGE ARAGÃO & ALMIRZINHO SERRA
SÃO PAULO BIG BAND

31 MAI (SÁB), 21H00
GABRIEL SATER E SÁ & GUARABIRA
SÃO PAULO BIG BAND

21 JUN (SÁB), 21H00
IVAN LINS & GUSTAVO SPÍNOLA
SÃO PAULO BIG BAND

30 AGO (SÁB), 21H00
ZIZI POSSI & LUIZA POSSI
SÃO PAULO BIG BAND

20 SET (SÁB), 21H00
JOÃO BOSCO & ADRIANA MOREIRA
SÃO PAULO BIG BAND

25 OUT (SÁB), 21H00
ROSA PASSOS & VANESSA MORENO
SÃO PAULO BIG BAND

15 NOV (SÁB), 21H00
PÉRICLES & ARLINDINHO
SÃO PAULO BIG BAND

29 NOV (SÁB), 21H00
MARCELO D2 & JUÇARA MARÇAL
SÃO PAULO BIG BAND

Serviço:

Encontros Históricos na Sala São Paulo

Data: de abril a novembro de 2025, em várias datas

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 230,00 (valores inteiros)

Bilheteria (INTI): https://salasaopaulo.byinti.com/#/ticket/
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno e sábado à tarde)| 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações no site da Sala São Paulo.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Jorge Ben Jor grava nova versão de ‘Os Alquimistas Estão Chegando’ em Paris

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Itaú/Unibanco.

Cinquenta anos depois de compor ‘Os Alquimistas Estão Chegando’, Jorge Ben Jor retorna a Paris, cidade que serviu de inspiração para a criação da música, para gravar em um projeto especial patrocinado pelo Itaú Unibanco. A iniciativa inclui um conteúdo exclusivo e uma parceria com o Spotify para disponibilizar a nova versão da canção.

A canção, que se tornou um marco da música brasileira ao unir samba, rock e elementos experimentais, foi originalmente lançada no disco ‘Tábua de Esmeralda’, eleito pela revista Rolling Stone como um dos maiores discos brasileiros de todos os tempos. A inspiração para a composição surgiu quando Jorge Ben Jor visitou a casa de Nicolas Flamel, um lendário alquimista francês. Foi lá que ele teve seu primeiro contato com a história da alquimia e suas simbologias, o que influenciou diretamente o conceito e as referências místicas presentes na canção e no álbum como um todo.

“Essa música nasceu de uma energia especial que senti naquele momento, inspirada por lugares e histórias que mexeram comigo. Agora, depois de 50 anos, é emocionante voltar a Paris para revivê-la com uma nova roupagem”, compartilha Jorge Ben Jor.

O projeto audiovisual foi produzido pela Africa Creative traz cenas do cantor na casa de Nicolas Flamel em Paris explorando sua trajetória criativa e mergulha na influência da obra de Jorge Ben Jor e no conceito dos ‘alquimistas da música’, destacando como artistas contemporâneos reinterpretam e reinventam a sonoridade brasileira. Para amplificar o lançamento da faixa, o Itaú firmou uma parceria com o Spotify, que disponibilizará a nova versão da canção em primeira mão.

“Nossa proposta é criar franquias de conteúdo com narrativas que realmente conectam o público com a música e a cultura brasileira. Este projeto reflete a essência do Itaú: uma marca moderna, inovadora e que acredita no poder da música para inspirar e transformar”, destaca Thaiza Akemi, superintendente de Comunicação e Conteúdo do Itaú Unibanco.

Na quinta-feira, 27 de março, estreou o vídeo com o making of completo. Os vídeos estão disponíveis nos canais digitais do Itaú com a nova versão da canção, que também poderá ser ouvida no Spotify. Confira o conteúdo exclusivo no link.

FICHA TÉCNICA

Filme Itaú Apresenta: Jorge Ben Jor

Itaú: Sérgio Fajerman, Thaiza Akemi, Pedro Smith, Caroline Pintarelli, Hully Sá, Caroline Paluan, Camile Liguori, Rivalayne Almeida.

Agência: Africa Creative

CCO: Sergio Gordilho

Criação: Angerson Vieira, Rapha Borges, Dudu Barcelos, Diego Viana, Caio Verçosa, Cortez Pereira, Cristine Costa, João Machado, Leandro Lucena e Mateus Souza

Insights: Estevão Meneguzzo, Eduardo Berardinelli, Bea Ribeiro e Mana Black

CEO: Marcio Santoro

Atendimento: Renato Broggin, Stephanie Barbatto, Greta Dalla, Vitória Medauar, Guilherme Pereira e Lannara Nascimento

Head of Design: Bruno Valença

Conteúdo: Patrícia Colombo, Carolina Monterisi e Monikhe Menezes

Mídia: Haroldo Paro, Larissa Francisco, Cibele Vilela, Bruna Nakamura e Jonathan Victor dos Santos

Planejamento: Giacomo Groff, Victoria Franco, Isabela Kachan e Marina Buzzi Fontes

Talents: Fernando Alonso, Bruna Cicolino e Thais Freitas

Produção Agência: Rodrigo Ferrari, Mariana Hermeto e Gabriela Ferrer

Spotify: Isabella Scarpelini, João Godoy e Priscilla Barsotti

Empresa Produtora: GENCO

Roteiro e Direção: André Vidigal

Produtor Executivo: Paulo Murilo Fonseca

Produtora: Manon Stockler Haddad

Produtor Local: Stephane Haddad

Diretor de Fotografia: Kao

Foquista: Jorge Dayeh

2º Assistente de Câmera: Ana Maria Miranda

Montador: Lucas Valente e Thiago Gil

Produtor Executivo: Paulo Geraissate

Atendimento: Gregory Conte

Coordenador de Pós: Patricia Bornato

Supervisão de Pós: Jairo Santos

Diretor Técnico: Gustavo Minicucci

Finalizador: Kleber Araújo

Conform: Guilherme Vila

Colorista: Luca Leocárdio / Guilherme Vila

Motion: Kleber Araújo

Equipe Paris STINK:

Diretor: Ian Ruschel

DOP: Leo Schrepel

AD: Pierre Abadie

Art Director: Martino Piccinini

Object producer: Gael Leroux

Make: Sandra Parmentier

Location Manager: Farid Arhab

Head of Production: Paula Macedo e Clementine Tatin

Managing Director: Alonso Sperb e Jerome Denis

Produtora de Áudio: S de Samba

Diretor musical: Wilson Simoninha e Jair Oliveira

Produtor: Diego Guimarães

Sound design: Antônio Arruda e Rodrigo Tedesco

Direção executiva: Meg Magro

Coordenação: Lara Fratucelli.

(Com Silvia Matos de Vasconcelos/Weber Shandwick)

Nova exposição do Museu da Língua Portuguesa celebra a fala e os sotaques brasileiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Wellington Almeida.

Já parou para pensar que o simples ato de falar é um superpoder da espécie humana? Para pronunciar uma única palavra, acionamos todo o corpo – o cérebro, os pulmões, as cordas vocais, a boca. Quando o som que corta o ar encontra outra pessoa, esta operação se completa na forma de uma conversa, de música ou de protesto. ‘Fala Falar Falares’, próxima exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa, aborda a fantástica capacidade de se manipular o som a partir do corpo sob uma perspectiva mais do que especial: a do português falado no Brasil e de sua variedade. Com curadoria da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e do escritor e linguista Caetano W. Galindo, a exposição Fala Falar Falares abriu para o público no último dia 28 de março.

Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo. A mostra conta com patrocínio master da Petrobras e do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR; patrocínio do Instituto Cultural Vale; apoio do Grupo Ultra e do Itaú Unibanco – todos por meio da Lei Rouanet. A temporada 2025 é uma realização do Ministério da Cultura. Fala Falar Falares é um mosaico de vozes e sotaques que celebram a diversidade do Brasil. No Museu da Língua Portuguesa, acreditamos que a língua é um espaço de encontro e de inclusão, onde todas as formas de falar têm seu lugar e sua importância”, afirma a diretora técnica da instituição, Roberta Saraiva.

A exposição tem o objetivo de fazer o público pensar no quanto é especial a capacidade de falar – e, com a fala, criar música, cultura e se expressar de maneiras tão diferentes dentro da mesma língua. Daniela Thomas explica que a ideia do percurso é provocar uma autoconsciência inédita para o público. “Se tudo der certo, o visitante deverá despertar-se para os inúmeros mecanismos e histórias envolvidas na própria ideia que faz de si mesmo, sempre mediada pela língua que usa para pensar, se comunicar e se identificar no mundo”.

A primeira parte é dedicada a mostrar como o fenômeno da fala acontece dentro do corpo a partir de coisas essenciais para a vida: o ar e a respiração. “O sistema da língua ‘rouba’ órgãos que não foram feitos para a fala, mas a gente está tão familiarizado com isso que não paramos para pensar o quanto é fascinante e maravilhoso”, diz Caetano W. Galindo.

Em uma das instalações, os visitantes serão convidados a usar um microfone que foi calibrado para captar apenas sons de pessoas respirando – e que está ligado a uma projeção de luz que pulsa conforme este som.

Outra experiência mostra imagens captadas por uma máquina de ressonância magnética, onde é possível observar como se movimenta o interior de um corpo humano quando fala algumas frases conhecidas de canções brasileiras. Uma curiosidade é que essas imagens foram gravadas na Alemanha: a equipe da exposição descobriu a existência de um aparelho disponível e de um engenheiro brasileiro que topou se gravar enquanto entoava as frases escolhidas.

Assim, Fala Falar Falares começa a mostrar a relação dos brasileiros com a língua portuguesa, expressa na exposição como uma grande celebração das diferentes formas de se falar em todos os cantos do país. O público vai encontrar os mais diversos sotaques em diálogo com experiências participativas que são uma das marcas do trabalho de Daniela Thomas em exposições.

Depois disso, os visitantes poderão acionar com seus próprios movimentos a imagem de um corpo todo composto de informações a respeito da origem e da formação das palavras que dão nome aos nossos órgãos e membros.

Num outro momento, os visitantes vão se ver diante de um mapa-múndi que, com o Brasil cravado no centro da imagem, permite demonstrar os caminhos que certas palavras, escolhidas em uma mesa, tiveram que traçar até chegar ao nosso vocabulário cotidiano.

“O Brasil é um caleidoscópio de diferenças”, afirma Galindo. E isso ficará bem demonstrado em um quiz em que os visitantes vão testar se conhecem mesmo os diferentes sotaques falados pelo Brasil afora. O quiz funciona a partir de vídeos gravados com dezenas de pessoas de todo o país. O desafio é ouvi-las e tentar adivinhar de onde são. Os curadores garantem: é muito mais difícil do que parece, demonstrando que os estereótipos sobre os sotaques brasileiros muitas vezes mascaram uma diversidade ainda maior.

Em outro ponto da exposição, o público poderá ficar no centro de uma conversa entre doze pessoas de diferentes origens que falam de sua relação com língua, linguagem e sotaque. Em uma instalação circular, com telas de TV que retratam, cada uma, um interlocutor, os visitantes vão se surpreender com histórias de orgulho, pertencimento, estranhamento, humor e também de preconceito com determinados jeitos de falar.

Outra curiosidade: os diálogos foram gravados em grupos de quatro pessoas, mas a mágica da exposição fará a conversa parecer sincronizada entre os doze participantes.

A diversidade da língua portuguesa do Brasil se expressa também nos nomes dos 5.571 municípios brasileiros. Alguns deles poderão ser ouvidos nos elevadores de acesso à sala de exposições temporárias e estarão nas paredes da exposição, formando um poema com cerca de 500 nomes selecionados por Caetano W. Galindo entre os mais curiosos e encantadores.

Para os curadores a exposição deve provocar no público uma sensação de maravilhamento com a diversidade brasileira expressa através do simples ato de falar.
Fala Falar Falares tem sua origem em uma experiência da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa: Falares, no terceiro andar, é uma coleção de depoimentos de pessoas de todo o Brasil, de diferentes idades, origens, religiões, etnias e profissões, que falam de sua relação com a língua portuguesa. Criada para a nova exposição principal, inaugurada em 2021, Falares é um rico retrato da diversidade brasileira que atravessa e é atravessada pela expressão oral.

Lançamento do livro Na ponta da língua, de Caetano W. Galindo

Como parte da programação de abertura da exposição Fala Falar Falares, o curador Caetano W. Galindo lançou seu mais novo livro no Museu da Língua Portuguesa no dia 29 de março, sábado, às 17h. Na ponta da língua (Companhia das Letras) propõe compartilhar instrumentos para que os leitores sejam investigadores da história da língua portuguesa tendo o corpo humano como base. Numa jornada que vai da cabeça aos pés, Caetano W. Galindo nos ensina os processos históricos que explicam por que nosso pescoço deixou de ser ‘poscoço’ e a ligação inusitada entre o joelho e uma almofada. Enquanto nos divertimos com o humor constante de sua prosa, que corre quase como uma performance cômica, mal notamos que estamos aprendendo os complexos mecanismos que regem as mudanças da língua ao longo dos séculos e os processos ocultos por trás da formação das palavras. Ao final da leitura, nunca mais olharemos um diminutivo ‘inho’ da mesma forma. Uma aula magistral de etimologia sem a menor dor de cabeça – que, aliás, vem do latim capitia e tem a mesma origem de ‘chefe’.

Na ponta da língua, de Caetano W. Galindo

Número de páginas: 272

Preço: R$ 69,90 | E-book: R$ 29,90 Saiba mais sobre o livro: link

Sobre os curadores:

Daniela Thomas é cineasta, diretora de teatro, dramaturga e cenógrafa brasileira. É uma das produtoras de Ainda estou aqui, filme de Walter Salles que acaba de conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional. Em museus, vem se destacando na realização de projetos expográficos inovadores, como os das exposições principais do Museu do Futebol (2008 e 2024), Contra-Ataque! As Mulheres do Futebol (Museu do Futebol, 2019) e O Futuro Das Profissões (Sesi Lab, 2022), todas realizadas em parceria com Felipe Tassara.

Caetano W. Galindo é doutor em Linguística, professor, tradutor e escritor. Sua tradução de Ulysses (James Joyce) recebeu os mais importantes prêmios literários do país. É autor de Sim, eu digo sim: Uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce (2016), Sobre os canibais(2019), e Latim em pó (2023), além do romance Lia (2024) e do livro Na ponta da língua (2025).

Juntos, eles já trabalharam em seis espetáculos teatrais, inclusive a peça Ana Lívia, escrita por Caetano e dirigida por Daniela e, agora, também na peça Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso, do diretor Felipe Hirsch, em cartaz no Teatro do SESI-SP. Neste espetáculo Daniela Thomas e Felipe Tassara fizeram a cenografia e Caetano W. Galindo colaborou com a dramaturgia, que teve participação também de Felipe Hirsch, Guilherme Gontijo Flores, Juuar e dos atores.

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando uma língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.

Patrocínios e parcerias

A temporada 2025 do Museu da Língua Portuguesa conta com patrocínio máster da Petrobras e do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR; patrocínio do Instituto Cultural Vale; apoio do GrupoUltra, por meio do Instituto Ultra, do Itaú Unibanco, e do UBS BB Investment Bank. Conta ainda com as empresas parceiras Instituto Votorantim, Unipar, Machado Meyer, Porto e Verde Asset Management. Revista Piauí, Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux são parceiros de mídia. O Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura – Lei Rouanet.

Serviço:

Exposição temporária Fala Falar Falares

De 28 de março a setembro

De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h) R$ 24 (inteira); R$ 12 (meia)

Grátis para crianças até 7 anos Grátis aos sábadose aos domingos

Venda de ingressos na bilheteria e pela internet: link

Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz – Luz – São Paulo

Acesso pelo Portão A.

(Com Clara Lopes/FSB Comunicação)