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Complexo de Visitantes da NASA proporciona visualização de lançamentos espaciais

Florida, por Kleber Patricio

Imagem; divulgação/NASA.

Desde 2020, os olhares se voltaram para o céu, graças à retomada de voos comerciais tripulados a partir dos Estados Unidos. Até o momento, foram feitos três envios com grupos de astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS) através da cápsula Crew Dragon da SpaceX em parceria com a NASA. E a agenda de lançamentos seguirá movimentada em 2021, já que, sob o Programa de Tripulação Comercial, a Agência e os parceiros da indústria se preparam para a próxima geração de espaçonaves americanas. E para que a população possa testemunhar esses avanços, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex, próximo a Orlando, na Flórida, oferece a oportunidade exclusiva de assistir esses eventos históricos.

No último dia 3 de junho, foi a vez da SpaceX Falcon 9 CRS-22 decolar para uma missão de reabastecimento. A espaçonave Dragon cargo entregará suprimentos e investigações científicas, incluindo estudos sobre tratamentos de doenças renais, sistemas de raízes de algodão e muito mais.

Já no dia 30 de julho, será realizado o segundo lançamento orbital da Boeing Starliner, a bordo de um foguete Atlas V. Nenhum astronauta estará a bordo para esta missão de certificação; no entanto, se trata de uma etapa necessária antes do teste de voo final com os astronautas Butch Wilmore, Mike Fincke e Nicole Mann, que em breve irão à ISS.

Depois, em outubro, no dia 16, será realizado o lançamento da inédita missão para os Trojan, uma jornada de 12 anos da espaçonave Lucy por oito asteroides diferentes. Será a primeira vez que a NASA irá explorar esses asteroides, que orbitam o Sol em dois grupos ao longo do caminho da órbita de Júpiter e são os blocos de construção restantes dos planetas externos do nosso sistema solar. O estudo dessa missão fornecerá uma visão única das origens planetárias de nosso sistema solar. Lucy fará o lançamento do Cabo Canaveral e usará os impulsos da gravidade da Terra para realizar tal jornada. Este caminho incluirá um asteroide do Cinturão Principal e sete asteroides Trojan.

Por fim, no dia 23 de outubro, quatro astronautas embarcarão na missão SpaceX Crew-3, na cápsula Dragon, no topo do foguete Falcon 9. Este lançamento será a terceira missão de rotação de tripulação para a ISS como parte do Programa de Tripulação Comercial da NASA.

O Complexo de Visitantes pode disponibilizar pacotes especiais para assistir esses lançamentos; por isso, é necessário ficar atento às novidades do site oficial. Além disso, se possível, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex oferece a oportunidade de visualização de dentro do complexo, inclusa no ingresso admission. Contudo, datas, horários e oportunidades de exibição estão sujeitos a alterações, já que os lançamentos podem ser afetados por problemas técnicos e mecânicos, bem como operações de alcance e clima, antecipadamente ou no último minuto.

Para além desta experiência excepcional, o complexo de visitantes também possui um grande leque de exibições e atividades, incluindo simulações espaciais e detalhes sobre os bastidores das missões da NASA.

Detalhes adicionais estão disponíveis em www.kennedyspacecenter.com.

Sobre o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex | O NASA Kennedy Space Center Visitor Complex dá vida à épica história do programa especial dos Estados Unidos, oferecendo um ou mais dias inteiros de diversão, inspiração e atividades educacionais. Atualmente aberto com capacidade e atrações limitadas devido à Covid-19, inclui no ingresso admission o Heroes & Legends, apresentando o U.S. Astronaut Hall of Fame®, exibido pela Boeing, Ônibus Espacial Atlantis®, Jornada para Marte: Procuram-se Exploradores, filmes espaciais, o Jardim de Foguetes e o novíssimo Planet Play. A reabertura do Apollo/Saturn V Center está prevista para março de 2021. Apenas 45 minutos de Orlando, Flórida, o NASA Kennedy Space Center Visitor Complex abre diariamente das 10h a.m. e o horário de fechamento varia de acordo com a época do ano. Para mais informações, visite KennedySpaceCenter.com.

O NASA Kennedy Space Center Visitor Complex desenvolveu o protocolo de saúde e segurança Trusted Space, com medidas e procedimentos que estão em vigor para visitantes e funcionários, incluindo limitação de capacidade, máscaras faciais obrigatórias e medições de temperatura, promovendo o distanciamento social e aumentando a frequência de higienização. Saiba mais sobre o compromisso do complexo de visitantes em criar um espaço confiável para você e sua turma. Siga nas redes sociais Instagram, Twitter e Facebook.

Caroços de açaí viram bolsa térmica natural e ajudam a proteger a Mata Atlântica

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Buscando criar uma escolha de consumo mais responsável e com o menor impacto negativo humano, social e ambiental possível, a Mercur, indústria com atuação na área da saúde e educação, cocriou a Bolsa Térmica Natural. O produto, que utiliza caroços de açaí da Palmeira Juçara e uma macia camada de algodão orgânico, é um grande aliado da natureza, contribuindo com a proteção de uma espécie ameaçada de extinção e na preservação da Mata Atlântica.

Desde a concepção da Bolsa Térmica Natural, foi estabelecida a diretriz de privilegiar a geração de renda local para pequenos produtores e cooperativas e, por isso, o projeto elegeu matérias-primas de fornecedores que têm um alto senso de responsabilidade com o meio ambiente e com as pessoas, traduzido em impacto social: as Cooperativas Justa Trama e Econativa. Seu desenvolvimento se deu por meio da cocriação, metodologia que reúne técnicos da empresa, usuários, pesquisadores, estudantes e profissionais de saúde, entre outros públicos, para criar um item conectado com as necessidades das pessoas.

Caroços de açaí eram descartados após o despolpe | Sobra do processo de produção da polpa pelos agricultores agroecológicos da Cooperativa Econativa – Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina, os caroços de açaí são um dos principais insumos da  Bolsa Térmica Natural da Mercur. São esses caroços que retêm o calor no produto utilizado para termoterapia, auxiliando no tratamento de dores e lesões musculares e articulares, processos inflamatórios e no alívio de estresse muscular e cólicas.

Dessa forma, o insumo, que representa cerca de 70% do fruto e era descartado, hoje é mais uma fonte de renda para as famílias de produtores e incentiva o cuidado com a Palmeira Juçara – planta ameaçada de extinção e que tem papel importante na manutenção da biodiversidade da mata Atlântica.

Algodão orgânico e agroecológico | Já o algodão utilizado no tecido da Bolsa é produzido de forma orgânica pela maior cadeia produtiva no segmento de confecção da economia solidária, articulando 600 cooperados/associados em cinco estados, a Justa Trama. Ela foi escolhida após o grupo de trabalho envolvido no desenvolvimento do produto buscar estudos e contatos para compreender qual seria o tecido de menor impacto socioambiental.

“Escolher um tecido de reuso ou reciclado aumentaria o ciclo de vida dele, mas continuaria incentivando a produção de algodão convencional. E depois de conhecer a produção do algodão convencional, que contamina o solo, água, ar, além de causar alto índice de suicídio de produtores, tivemos a certeza de que precisávamos incentivar a cadeia do algodão orgânico como forma de preservação da vida, do ecossistema e da saúde humana”, explica Liciani Lindemayer, que atua na área de Inovação da Mercur.  Assim, os tecidos utilizados na bolsa provêm dessa rede distribuída nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará e Rondônia. Dessa forma, muito mais que um produto para promoção da saúde e bem-estar das pessoas, a Bolsa Térmica Natural promove o cuidado com o planeta e seus recursos naturais.

Amazon estreia série brasileira original “Dom”

Brasil, por Kleber Patricio

Frame de “Dom”. Imagem: divulgação.

A Amazon Prime Video divulgou um vídeo inédito de bastidores das filmagens da série brasileira Original Amazon Dom. O programete é parte dos conteúdos extra, disponíveis por meio do X-Ray, recurso do Prime Video que apresenta informações e imagens sobre a série e elenco. A produção, que estreou na última sexta-feira, 4 de junho, é um drama policial inspirado na história verídica de pai e filho que estão em lados opostos na guerra contra às drogas no Rio de Janeiro. Produzida pela Conspiração e com oito episódios de uma hora de duração cada, a série conta com Breno Silveira como diretor e showrunner e foi lançada em mais de 240 países e territórios exclusivamente no Prime Video.

Estrelada por Gabriel Leone, Flavio Tolezani, Raquel Villar e Isabella Santoni, Dom conta a história de um belo rapaz da classe média carioca que foi apresentado à cocaína na adolescência, colocando-o no caminho para se tornar o líder de uma gangue criminosa que dominou os tabloides cariocas no início dos anos 2000: Pedro Dom. Alternando entre ação, aventura e drama, a produção também acompanha o pai de Pedro, Victor Dantas, que, na adolescência, faz uma descoberta no fundo do mar, denuncia às autoridades e acaba ingressando no serviço de inteligência da polícia.

Poster do filme (divulgação).

A série também mostra a jornada de pai e filho vivendo vidas opostas, muitas vezes se espelhando e se complementando, enquanto ambos enfrentam situações que confundem os limites entre o certo e o errado.

O elenco de Dom também reúne nomes como Filipe Bragança, Ramon Francisco, Digão Ribeiro, Fábio Lago, Julia Konrad, André Mattos e Laila Garin, entre outros. Dom é dirigida por Vicente Kubrusly e Breno Silveira, que também é produtor e lidera a equipe de roteiristas formada por Fabio Mendes, Higia Ikeda, Carolina Neves e Marcelo Vindicatto. A série é produzida por Renata Brandão e Ramona Bakker, da Conspiração. Antonio Pinto e Gabriel Ferreira compuseram a trilha sonora original.

“O Efeito Frankenstein”: livro fala sobre amor e empoderamento numa viagem entre séculos

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa (divulgação).

Quem é o monstro? O criador ou a criatura? E se você pudesse decidir isso ‘in loco’, vivendo naquela época e conhecendo a ambos? Em O Efeito Frankenstein, o protagonismo não é nem do criador e nem da criatura, mas de um caso de amor que atravessa os séculos. Em seu premiado romance de ficção científica, a espanhola Elia Barceló nos convida a viajar no tempo com Nora e torcer por essa paixão.

A feminista estudante de medicina conhece alguém muito diferente e cheio de mistérios em pleno baile de carnaval, quando salvam uma criança de se afogar no Rio Danúbio. Como uma “Cinderela” às avessas, o misterioso Max desaparece e Nora vai atrás dele. É quando fica presa no passado. Barceló com maestria situa o leitor no tempo com mudanças no texto que vão da linguagem a hábitos da época e cultura.

Como alguém que luta pelo empoderamento feminino consegue sobreviver em pleno século XVIII? Como lida com o choque de costumes e o impacto da Revolução Francesa? Sem poder voltar a estudar na universidade de Medicina? Sem poder frequentar bares e restaurantes sozinha? Sem poder dormir com o homem que ama? Assim como Mary Shelley, Nora terá que se rebelar contra a sociedade conservadora e machista da época para viver plenamente sua história de amor e tentar ajudar Frankenstein a construir uma nova vida. Se ela vai voltar ao Século XXI, só o tempo dirá.

Ficha Técnica

Autor: Elia Barceló

Tradução: Ana Maria Doll Portas

Formato: A 21 cm / L 14 cm / P 1,4 cm / 200 g

Número de páginas: 295

ISBN: 978-65-5539-259-3

Editora Melhoramentos

Preço sugerido: R$39,00

Sobre a autora | Elia Barceló nasceu na cidade de Alicante, Espanha, em 1957. Professora e escritora, estudou Filologia Anglo-Germânica na cidade de Valência e Filologia Hispânica nas universidades de Alicante e Innsbruck, Áustria. Atualmente mora em Innsbruck, onde ministra aulas de literatura hispânica e escrita criativa na universidade local. Dentre muitos títulos publicados, seus romances El Caso del Artista Cruel, Cordeluna e O Efeito Frankenstein receberam o prêmio edebé de Literatura Juvenil em 1998, 2007 e 2019, respectivamente. Também publicou romances para jovens, inúmeros contos e um ensaio sobre Julio Cortázar.

Violência doméstica contra mulheres: a outra pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: MT Elgassier/Unsplash.

Desde o início da pandemia de Covid-19, a violência doméstica contra mulheres e meninas cresceu no mundo todo, revelando a amplitude deste fenômeno. Segundo a ONU Mulheres, os casos aumentaram 30% em diferentes países do mundo, da França ao Chipre, de Singapura à Argentina. No Brasil, as chamadas para o 190 aumentaram 3,8% em 2020, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O disque-denúncia de violência doméstica disponibilizado pelo Ministério dos Direitos Humanos recebeu 105 mil chamadas de mulheres neste mesmo período. O aumento de 1,9% dos feminicídios e de medidas protetivas em muitas delegacias e a diminuição de 9,9% de registros policiais de casos de violência contra a mulher, em relação a 2019, sugerem que a pandemia impactou o atendimento a essas mulheres de forma significativa. Esse cenário faz com que cresça a subnotificação desse tipo de violência.

Além da recomendação de isolamento social imposta pela doença, as causas do aumento da violência de gênero são várias e demandam estudos mais aprofundados. Entretanto, já se sabe que contextos de crise sanitária, econômica e social exacerbam a divisão sexual do trabalho, reforçando o papel de cuidado não remunerado que as mulheres historicamente exercem. O desemprego das mulheres e de seus familiares, somado à queda da renda, à volta da fome e ao fechamento das escolas, são fatores que agravam a situação.

A violência de gênero possui múltiplas dimensões e geralmente se apresenta sob mais de uma forma. Sua expressão no ambiente doméstico e familiar é uma das mais difíceis de enfrentar, por ser de autoria de familiar ou de pessoa com quem a mulher mantém relação afetiva. Violências física, psicológica, patrimonial, moral, sexual se misturam e, infelizmente, podem ser o prenúncio de feminicídio.

Com a igualdade de direitos conquistada na Constituição Federal e as medidas previstas na Lei Maria da Penha, houve muitos avanços na configuração do problema e na formação de uma rede de proteção social às mulheres que sofrem violência. No entanto, vale lembrar que apenas em 2021, na decisão da ADPF 779, o STF consolidou o entendimento de que a legítima defesa da honra não pode mais ser alegada em defesa do agressor.

Desde 2003, com a criação da Secretaria de Política para as Mulheres, as políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres são ampliadas e passam a incluir ações integradas de assistência social, saúde, segurança pública e acesso à justiça que proporcionam acolhimento, cuidados e defesa dos direitos. Para avançar no sentido de garantir esse direito a todas, essas políticas precisam ter financiamento e apoio de todas as esferas de governo e da justiça.

É importante, por exemplo, que haja um olhar específico para a violência contra mulheres mesmo em municípios de pequeno e médio porte, onde não há demanda ou equipamentos especializados no atendimento a mulheres. A partir desse olhar, se poderá diagnosticar o problema e construir estratégias de atendimento às mulheres e aos agressores.

Deve-se cuidar para que o atendimento à mulher, especialmente nas delegacias de polícia, não seja tão ou mais violento do que o ato de violência sofrido, reforçando a vitimização ao invés de garantir direitos. Outro ponto importante a ser observado é a articulação em rede dos serviços governamentais e da Justiça e o diálogo permanente com os movimentos de mulheres do território. É essencial, ainda, que a Justiça avance na concessão de medidas protetivas atreladas à resolução de conflitos em processos de divórcios e guarda de filhos.

No atual contexto, faz-se ainda mais urgente a caracterização da violência contra a mulher como grave violação de direitos humanos e a implementação de políticas públicas especializadas e articuladas. Se não fizermos isso, enquanto sociedade, estaremos permitindo o avanço de grandes retrocessos na agenda de direitos das mulheres, duramente conquistados nas últimas décadas.

Sobre as autoras:

Carolina Gabas Stuchi, Alessandra Teixeira e Regimeire Maciel são professoras da UFABC e pesquisadoras integrantes da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC).