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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Bromélia rupícola é espécie-chave para garantir a biodiversidade do semiárido brasileiro, aponta estudo

Rio Grande do Norte, por Kleber Patricio

Foto: Jaqueiuto Silva Jorge.

Planta muito comum no semiárido brasileiro, a bromélia rupícola ou macambira-de-flecha tem uma importância que vai muito além dos seus usos em artesanatos, medicamentos e alimentos para animais e pessoas da região. Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra que a planta tem papel-chave na conservação da biodiversidade da região e está publicado em early view na revista Ecology. A pesquisa recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para investigar como a bromélia rupícola atua nos ecossistemas da caatinga, bioma endêmico do Brasil que ocupa boa parte do Nordeste e a porção norte de Minas Gerais, os pesquisadores realizaram observações mensais durante o período de 2011 a 2018 em três afloramentos rochosos onde elas ocorrem, localizados no município de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Norte. Esses locais, que somam cerca de 21 mil metros quadrados de área, continham 313 aglomerados com 3.696 unidades da planta amostradas.

A equipe de pesquisa constatou que a espécie é uma das poucas que conseguem crescer nesses afloramentos rochosos, bastante inóspitos do ponto de vista das condições físicas. Nesses locais, elas formam um habitat favorável para os animais que vivem na região, proporcionando um ambiente com temperaturas mais amenas e maior umidade em comparação com o meio externo e funcionam, assim, como um refúgio. “Ao criarem tais oásis, essas bromélias atraem desde pequenos invertebrados, como formigas, cupins e besouros, até anfíbios, lagartos, serpentes e aves, incluindo mamíferos de pequeno e de médio porte, criando uma rede de interações (teias tróficas) entre esses grupos”, explica Jaqueiuto da Silva Jorge, um dos autores do estudo.

Além de oferecer abrigo e ambiente adequado para a reprodução e fixação de ninhos de diversas espécies, o estudo mostrou que essa espécie de bromélia também é uma fonte importante de alimento para muitos animais. “Elas disponibilizam seus próprios tecidos, como folhas, partes internas e flores, além de néctar e pólen em abundância, principalmente nos períodos de seca na região, épocas de escassez de recursos”, conta Jorge. Assim, espécies herbívoras que se alimentam da planta atraem seus predadores naturais que, por sua vez, trazem outros, chegando a consumidores finais como mamíferos, a exemplo do furão e do gato macambira, espécies características da caatinga.

Ambientes ameaçados | Por atuarem como espécie-chave na reunião de tal diversidade de animais, essa espécie de bromélia é fundamental para a manutenção da biodiversidade nas regiões semiáridas brasileiras. No entanto, a sua preservação vem sendo ameaçada, uma vez que os lajedos e afloramentos rochosos têm sido cada vez mais atingidos pela mineração e queimadas. “Em nosso estudo, propomos políticas de conservação para preservar esses ambientes. Continuaremos realizando pesquisas com essas plantas e sua fauna associada, a fim de compreender melhor tais relações e como isso afeta nosso bem-estar enquanto espécie”, afirma Jorge.

O pesquisador ainda acrescenta que a bromélia rupícola funciona como um ótimo modelo para estudos na área da ecologia, sobre interações entre seres vivos e formação de comunidades, e outras áreas e temas, como o estudo dos processos de decomposição e aporte de nutrientes em ambientes semiáridos. “Apesar de terem sido negligenciadas nos estudos sobre importância biológica, nossas pesquisas vêm demonstrando que as bromélias como um todo exercem papéis essenciais nos ecossistemas em que ocorrem, principalmente como amplificadoras da diversidade biológica”, finaliza.

(Fonte: Agência Bori)

Selo SESC lança single do novo álbum “Forró de Rabeca”, do Mestre Luiz Paixão

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Mateus Sá.

Em 2021, o mestre rabequeiro Luiz Paixão completa 60 anos de dedicação ao instrumento e o Selo SESC celebra com o lançamento de seu novo trabalho, Forró de Rabeca. O álbum de forró e músicas tradicionais, incluindo inéditas e de sua autoria, só chega às plataformas de streaming em junho, mas já no dia 30 de abril é possível conferir o primeiro single: a faixa instrumental Amor Amor Amor, que Mestre Luiz Paixão divide os solos na companhia de Renata Rosa, rabequeira, cantora, compositora e atriz. Ouça no SESC Digital.

Amor Amor Amor é uma composição de domínio público e faz parte da cultura deste instrumento, que é uma versão rústica do violino. Compõe o repertório do Cavalo Marinho Pernambucano, uma dança dramática típica da região que combina demonstrações de trupes (passos), evoluções coreográficas, toadas (cantos) e figuras mascaradas. Por tradição, a brincadeira popular do Cavalo Marinho acontece no ciclo natalino, entre o anoitecer e o amanhecer do outro dia.

Com uma mescla de composições preferidas de Mestre Luiz, Forró de Rabeca reúne ritmos do nordeste brasileiro e foi gravado em abril de 2020 no estúdio Gargolândia, em São Paulo, sob direção artística, produção musical e arranjos de João Selva.

Parceria Luiz Paixão e Renata Rosa | Renata Rosa conheceu Luiz Paixão no início dos anos 1990 e logo ele se tornaria seu mestre no instrumento. Em 2002, Paixão é convidado a participar da gravação do primeiro álbum da cantora, compositora e rabequeira, Zunido da Mata, e três anos depois é ela quem produz o primeiro registro fonográfico do mestre da Zona da Mata Norte pernambucana, o CD Pimenta com Pitú. A parceria ganhou os palcos brasileiros e internacionais.

Mestre Luiz Paixão com Renata Rosa. Foto: Jason Gardner.

Mestre Luiz Paixão | Filho de agricultores e de família de músicos, Luiz Paixão (1949-) começou a trabalhar aos oito anos de idade cortando cana-de-açúcar e a troco de uma galinha conseguiu a sua primeira rabeca. Sempre conciliando o trabalho no campo com as noites puxando toadas e baianos e solando em grupos de forró, em 1998 “abandona o campo” de vez para empunhar a sua rabeca em palcos, festivais, cursos e oficinas. Entre os discos gravados, incluindo as participações, destaque para o autoral A Arte da Rabeca (2013) e Zunido da Mata (2002), este de Renata Rosa. Instrumentista virtuoso e compositor imaginativo, Mestre Luiz Paixão é um patrimônio vivo que carrega em si a musicalidade dos canaviais da zona da mata pernambucana.

Ficha técnica

Amor Amor Amor

Rabecas: Luiz Paixão e Renata Rosa

Serviço:

Selo SESC lança o single Amor Amor Amor, de Mestre Luiz Paixão

No SESC Digital e nas demais plataformas de streaming a partir de 30 de abril

Selo SESC nas redes:

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Jota Quest realiza show exclusivo em live aberta ao público nesta sexta (30)

Sorocaba, por Kleber Patricio

Foto: website do grupo – nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

O grupo Jota Quest realiza nesta sexta-feira, 30 de abril, às 20h, um show exclusivo, sem a presença de público, que será transmitido em tempo real no canal do YouTube. O conjunto apresentará hits que marcaram época e também sucessos mais atuais, embalando os fãs que estiverem conectados.

A banda mineira segue como uma das mais queridas, ativas e populares do país. Com a mesma formação desde o início — Paulinho Fonseca (bateria), PJ (baixo), Marco Túlio Lara (guitarra), Marcio Buzelin (teclado) e Rogério Flausino (vocal) —, soma mais de sete milhões de cópias vendidas de seus nove álbuns e seis registros ao vivo, ultrapassando a marca de meio bilhão de views e plays no ambiente digital.

Com dois prêmios Grammy Latino na bagagem e muita história para contar, o grupo prepara turnê comemorativa de seus 25 anos de carreira, enquanto se aproxima da marca histórica de três mil shows, no Brasil e no exterior, incluindo quatro passagens pelo Palco Mundo do Rock in Rio.

A live da banda no dia 30 integra o evento de apresentação do Planeta Square Garden, em Sorocaba.

Brasileiros se preparam para viajar para a Islândia, único país europeu que controlou o coronavírus

Curitiba, por Kleber Patricio

A aurora boreal islandesa. Fotos: divulgação.

A Islândia é um dos poucos países no mundo que conseguiram erradicar o novo coronavírus e tornou obrigatório que toda pessoa que chegue ao país faça quarentena e testes antes de sair do aeroporto. As medidas sanitárias contribuem para o aumento do interesse pelo turismo no país, famoso pelas paisagens deslumbrantes e por ser palco de um fenômeno raro, a aurora boreal.

O brasileiro Marco Brotto, o Caçador de Aurora Boreal, acredita que a retomada do turismo nos próximos meses será para os países nórdicos, principalmente pela segurança sanitária. “A região teve um cuidado extremo com a pandemia e o resultado veio: a doença está sob controle. Estou fechando grupos de viagens com destino à aurora boreal para os próximos semestres e a segurança sanitária da Islândia é fator decisivo para o cliente fechar o passeio”, diz.

Cézar Edgard, Marco Brotto e Marquinhos Brotto.

Outro ponto de destaque para quem organiza viagens turísticas, como é o caso de Cézar Edgard, da Marco Brotto Expeditions, além da segurança sanitária em meio à pandemia, é o fato de a Islândia ser um país ainda pouco explorado dentro dos destinos tradicionais. “A Islândia parece outro planeta, com paisagens vulcânicas, campos de lava, gêiseres, neve, uma gastronomia extremamente saborosa e a língua é considerada uma das mais intocadas da humanidade”, explica.

O setor de turismo espera uma grande retomada a partir do segundo semestre e, entre os brasileiros, a Islândia já é bastante procurada. “Após meses sem expedições em busca da aurora boreal, já voltamos a fechar pacotes para viagens a partir de setembro. Notamos todo tipo de perfil de interessados”, conta Brotto.

Segundo Cézar, os protocolos rígidos de segurança para viagens aos países nórdicos são sempre adotados, mesmo antes da pandemia.  “Conduzimos nossas expedições estritamente dentro da lei local. Mantemos um relacionamento de perto com fornecedores locais; escutamos quem nasceu e vive lá. Vamos adotar os novos protocolos da Organização Mundial de Saúde e, com isso, garantir ainda mais a segurança das viagens”, detalha.

Turistas procuram a Islândia para viagens pós-pandemia.

Os meses entre setembro e abril têm maior potencial de visualização da aurora boreal, por isso o foco nas viagens durante este período. “Existe uma faixa territorial que se encontra no Circulo Polar Ártico que engloba a Islândia, Finlândia, Suécia, Noruega, Rússia, Svalbard, Groenlândia, Ilhas Faroe e Alaska e, de setembro a abril, temos no inverno um tempo maior de escuridão, o que permite sair à caça desse fenômeno”, finaliza Cézar.

Para saber mais sobre viagens em busca da aurora boreal, acesse https://auroraboreal.com.br/.

Casal de antas, animal em extinção, formado com um albino é flagrado no Legado das Águas

Vale do Ribeira, por Kleber Patricio

O Canjica, macho albino flagrado no Legado das Águas. Foto: Luciano Candisani.

No Dia Mundial da Anta (Tapirus terrestris), 27 de abril, o registro de casal de antas formado por um macho albino e uma fêmea de coloração normal no Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, é motivo para comemorar, pois é indício de que o animal albino está tendo qualidade de vida e conseguindo se reproduzir. O registro é fruto da parceria do Legado das Águas com o Onçafari – projeto dedicado ao estudo e conservação da vida selvagem – para monitoramento de fauna.

As armadilhas fotográficas (como são chamadas as câmeras automáticas camufladas na floresta) do projeto com o Onçafari, têm possibilitado importantes registros da fauna na Reserva. Entre os mais recentes estão os do Canjica (um dos machos albinos do Legado das Águas) com uma fêmea.

Então vem filhote albino por aí? Não é bem assim. Antes da parte fofa da história, tem a importância ecológica. De acordo com Mariana Landis, bióloga pesquisadora do Instituto Manacá, responsável pelo estudo com as antas no Legado das Águas, o registro tem dois pontos importantes: o primeiro é que o Canjica não está sendo rejeitado pelas fêmeas e, outro, é a sua aparência saudável. “É importante ponderar que ciência ainda não tem todas as respostas quando se trata de antas albinas. Isso porque a descoberta é recente, sendo necessários muitos estudos. Mas podemos sugerir algumas interpretações com base no conhecimento que já temos da espécie. É possível dizer que o registro sugere que o macho albino está desempenhando seu comportamento como qualquer outra anta, buscando formar um par reprodutivo. Além disso, o Canjica aparenta que está saudável, o que é importante a ser monitorado, já que animais albinos costumam ser mais sensíveis”, contou.

Filhotes albinos? | Mariana explica que o registro do Canjica com a fêmea pode significar a formação de um casal, já que antas são animais solitários e só se juntam no período reprodutivo. No entanto, a pesquisadora pondera que o albinismo é hereditário e recessivo – isso significa que o macho e a fêmea precisam ter o gene que causa a falta de pigmentação para gerar um filhote albino.

Mas o Canjica está na “Terra das Antas Albinas”. Além dele, no Legado das Águas há outro macho albino, o Gasparzinho, e no Vale do Ribeira há registro de mais duas antas albinas.

E tem mais: o Canjica não foi o único que “deu match”. O Gasparzinho, outro macho albino identificado no Legado das Águas, também já foi registrado com uma fêmea* diversas vezes. O registro foi feito pelo projeto Floresta Viva, criação do fotógrafo Luciano Candisani que consiste em um estúdio fotográfico camuflado na floresta e equipado com flashes e câmeras profissionais que fotografam automaticamente o animal quando passa pelos sensores de movimento e, também, pela equipe do Instituto Manacá durante o monitoramento de sua pesquisa na reserva.

Monitoramento | O projeto de monitoramento em parceria com o Onçafari inclui 20 câmeras instaladas nas áreas do Legado das Águas, fornecidas pela Log Nature, e faz parte do Onçafari Science, braço científico da instituição que tem como objetivo a observação do comportamento de animais, avaliando seu estado de saúde e desenvolvendo pesquisas ecológicas.

De acordo com Victória Pinheiro, bióloga responsável pelo Onçafari no Legado das Águas, o projeto visa realizar o levantamento populacional de onças-pardas e pintadas na Reserva para ações de proteção desses felinos na Mata Atlântica, incluindo atividades de ecoturismo como ferramenta para a conservação. Em adicional, o projeto tem gerado registros significativos de outros animais. “As câmeras, que estão instaladas em diferentes pontos da Reserva, geram um mapeamento mais abrangente que é importante para o nosso objetivo principal, pois onças dependem de uma floresta saudável, com disponibilidade de alimento. Por outro lado, o monitoramento contínuo também gera dados que podem contribuir com uma maior compreensão de outras espécies, como a anta”, diz a bióloga.

Para David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, a parceria com o Onçafari está fortalecendo os dados de outros estudos realizados na Reserva. “Desde 2014, realizamos pesquisas científicas com diferentes parceiros, que resultaram em descobertas muito relevantes para a conservação da Mata Atlântica. Os projetos com o Instituto Manacá e o fotógrafo Luciano Candisani são um ótimo exemplo, com a descoberta das antas albinas. Agora, com monitoramento contínuo pelo projeto com o Onçafari, ampliamos as possibilidades e oportunidades de novas descobertas, seja por dados que se sobrepõem ou os que complementam com novas informações”, finaliza.

Acesse o vídeo: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1dnc-L1n8rYx34ifQgsjXnoHebI9tzD3V.

*O registro em fotografia do Gasparzinho, assim como a descoberta das duas antas albinas, foi descrito em artigo científico, disponível em https://bit.ly/3i46Mlq.

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim | O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com extensão aproximada à cidade de Curitiba (PR), é um dos ativos ambientais da Votorantim. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área foi adquirida a partir da década de 1940 e conservada desde então pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que manteve sua floresta e rica biodiversidade local com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas. Em 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Hoje, o Legado das Águas é administrado pela empresa Reservas Votorantim, criada para estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável.

Sobre o Onçafari | O Onçafari atua no Pantanal, Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica com o objetivo de promover a conservação do meio ambiente e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das regiões em que está inserido por meio do ecoturismo e de estudos científicos. O projeto é focado na preservação da biodiversidade em diversos biomas brasileiros, com ênfase em onças-pintadas e lobos-guarás.