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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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CLAI Campinas promove uma semana de programação cultural online gratuita

Campinas, por Kleber Patricio

Colagem de xilogravura pelo Ateliê Xilomóvel. Foto: Ligia Minami.

Aulas, performances, intervenções urbanas, demonstração de técnicas e exibições de fotofilmes e videoartes ao alcance de uma tela – o Circuito Livre de Arte Independente (CLAI) Campinas, que será realizado nos dias 17 e 18, de 20 a 25 e em 29 deste mês, oferece atividades pra variados interesses. Todo o conteúdo, produzido por artistas visuais da cidade, será transmitido de graça pelas redes sociais e apenas uma atividade exigirá inscrições prévias.

O CLAI é formado por 17 espaços e iniciativas autogeridas ligados às artes visuais e tem foco no fortalecimento do setor a partir do trabalho colaborativo. O projeto é organizado por Ana Angélica Costa (artista e gestora da Casa de Eva), Maíra Endo (editora-curadora do Hipocampo) e Teresa Mas (arquiteta e gestora do Instituto Pavão Cultural) e foi viabilizado com recursos da Lei Federal 14.017, de 29 de junho de 2020 (Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc).

Performance com Cecilia Stelini. Foto: Mateus Stelini.

O projeto original previa a realização do evento CLAI na Praça, com atividades gratuitas em áreas públicas, mas o agravamento da pandemia exigiu a adaptação ao virtual. Outra ação, o CLAI Aberto, um roteiro de visitas aos espaços participantes, foi convertida em um mini documentário em vídeo incluído na programação online. Os espaços do CLAI foram mapeados e sua localização pode ser conferida no Google Maps e no perfil da rede no Instagram (@claicampinas). A versão impressa será lançada futuramente e incluirá os percursos de bicicleta e transporte coletivo até eles.

Confira a agenda e os artistas participantes:

AGENDA CLAI 

Canais de transmissão:

https://www.instagram.com/claicampinas/

http://bit.ly/Youtube_CLAI.

A única atividade que exige inscrição é a performance coletiva do dia 25 e toda a programação é gratuita. Ao final da agenda, há uma lista com os fotofilmes e videoartes que serão exibidos nas sessões Festival Hercule Florence e Hipocampo.

17/4 | sábado

11h às 11h40 – Videoaula Tudo é Desenho (ou pelo menos pode ser…), com o artista visual Marcelo Moscheta, do Ateliê/8. Inspirado em escritos de artistas como Cildo Meireles, Richard Long, De Kooning e outros, a aula aberta vai tratar do desenho e sua realização em diferentes suportes, técnicas e formatos, com proposições de simples realização, acessível e prática. Classificação livre. Transmissão pelo Youtube e Instagram, participação do artista pelo chat e registro disponibilizado depois pelos mesmos canais.

17h – Videoarte 128 dias, da artista visual Estefania Gavina, do Ateliê CASA. A partir da proposta original da intervenção Divindades Inumanas, que seria desenvolvida coletiva e presencialmente, a artista explora em seu jardim e ateliê fragmentos de instantes da vida cotidiana, construindo poeticamente seu olhar para o tempo presente e a finitude da vida. Duração: oito minutos, mais o tempo de uma conversa entre Estefania Gavina e a artista e professora Ana Helena Grimaldi. Classificação livre. Transmissão via Instagram e YouTube (estreia), com participação da artista pelo chat.

18/4 | domingo

13h às 17h – Intervenção urbana: pintura mural com o artista visual Fabiano Carriero, do Ateliê Folha, e participação da artista visual Eduarda Ribas. Pintura ao vivo de um mural em espaço público. As pinturas de Carriero trazem arquétipos de nossa brasilidade, levando as cores e dores do povo para a rua. Classificação livre. Transmissão ao vivo pelo Instagram.

20/4 | terça-feira

20h às 21h – Fotofilme: Sessão Festival Hercule Florence I. Fotofilmes são vídeos em que a linguagem cinematográfica se integra à imagem estática da fotografia. Para o Festival foram selecionados 30, que serão exibidos em três sessões. A comissão de seleção foi formada por Ana Costa Ribeiro, Érico Elias e Mariana Atauri. O Festival tem como matriz e inspiração a invenção isolada da fotografia no Brasil por Hercule Florence, em Campinas (1833) e acontece na cidade no mesmo período do CLAI. Classificação livre. Transmissão ao vivo pelo Instagram e YouTube (estreia) e depois ficará disponível nos mesmos canais.

21/4 | quarta-feira

20h às 21h – Fotofilme: Sessão Festival Hercule Florence II. Transmissão ao vivo pelo Instagram e YouTube (estreia) e depois ficará disponível nos mesmos canais.

22/4 | quinta-feira

20h às 21h – Fotofilme: Sessão Festival Hercule Florence III. Transmissão ao vivo pelo Instagram e YouTube (estreia) e depois ficará disponível nos mesmos canais.

23/4 | sexta-feira

20h às 21h – Videoarte: Sessão Hipocampo. Seleção de peças produzidas por dez artistas visuais entre 1991 e 2017. O Hipocampo dedica-se à construção de um acervo público, multidisciplinar e digital, hoje formado por cerca de 250 peças de mais de 40 colaboradores. Classificação livre. Transmissão ao vivo pelo Instagram e Youtube.

24/4 | sábado

14h30 às 17h30 – Oficina Impressão e colagem de painel em lambe-lambe, com os artistas Luciana Bertarelli, Marcio Elias e Simone Peixoto, do Xilomóvel Ateliê Itinerante. Oficina ao vivo com demonstração da impressão de xilogravuras e criação de um painel de 3 x 3 metros em lambe-lambe com colagem de impressões em monotipia e xilogravura. Classificação livre. Transmissão ao vivo pelo Instagram e YouTube, com registro posterior disponibilizado nos mesmos canais.

18h às 18h20 – Performance Consumindo Kairós, com o artista visual MIRS Monstrengo, do Estúdio Casa Ímpar. MIRS propõe uma performance ao vivo, trazendo elementos simbólicos coletivos e de sua poética que tratam de diferentes concepções da ideia de tempo nos dias atuais. Classificação livre. Transmissão ao vivo no YouTube e Instagram e registro disponibilizado depois nos mesmos canais.

25/4 | domingo

11h – Videoaula Câmeras Obscuras, com Ana Angélica Costa, artista visual e gestora da Casa de Eva. A partir da proposta original da intervenção Uma árvore com frutos estranhos, em que uma série de pequenas câmeras obscuras pendem dos galhos de uma árvore, será explicado o processo de formação da imagem pelo princípio da câmera obscura. Classificação livre. Duração: 15 minutos mais o tempo de uma conversa entre Ana Angélica e a cineasta Andrea Pasquini. Transmitida ao vivo no Instagram e YouTube e depois disponibilizada nos mesmos canais.

17h às 17h40 – Performance coletiva Tempo Corpo versus Tempo Virtual, com a artista experimental Cecília Stelini, do AT|AL 609 – lugar de investigações artísticas. Uma ação que questiona a presença física e a presença virtual de um corpo, evidenciando situações que nos são impostas. Quando o corpo físico é realmente necessário? Realizada pela plataforma Zoom em tempo real com participação do público. Inscrições gratuitas: link na bio do @claicampinas no Instagram, sem limite de participantes. Classificação livre. Transmissão ao vivo pelo Instagram e YouTube.

29/4 | quinta feira

20h – Mini documentário sobre os Espaços Membros do CLAI. Vídeo que mostra os espaços e iniciativas participantes do CLAI e substitui o CLAI Aberto, evento que faria a visitação presencial aos espaços em um passeio de bicicleta. Transmissão pelo YouTube, com participação dos gestores dos espaços pelo chat. Duração: 30 minutos.

FOTOFILMES DA SESSÃO FESTIVAL HERCULE FLORENCE

Dia 20/4

Cego Cidade (2020) – Kauan Oliveira

Concreto e Bruto (2020) – Tony Queiroga

Linha do Tempo – Uma história sobre a fotografia (2020) – Sérgio Silva

Imagens de acesso (2020) – Gu da Cei

Écfrase – frases de mãe (2018) – Gsé Silva

Massacre (2019) – Jean-Michel Rolland

Os sonhos já encontraram outro tempo (2020) – Pedro Carcereri

Palmira: a cidade inventada (2019) – Cauê Nunes

Dia 21/4

Transitório (2020) – Isabela Senatore

Domesticado (2020) – Michel de Oliveira

Polvorosas (2020) – Malu Teodoro e Thaneressa Lima

Dead see (2020) – Tetsuya Maruyama

Fluxus Fungus (2020) – Tuane Eggers

Frame rate (2020) – Tairo Lisboa e Failon Aletos

Despedida remota (2020) – Solange Quiroga

Tormenta (2018) – Flávio Edreira

Ter terra para o tempo (2020) – Matheus Dias

(In)Flama o coração da América do Sul (2020) – Mari Gemma De La Cruz

Loess (2015) – Marise Maués

Ventanas en el paisaje: el mundo al revés (2020) – Dirceu Maués

Dia 22/4

Aguado (2020) – Gabriela Miranda e Matheus Brant

Ana & Copacabana (2020) – Edem Ortegal

Rejunte (2019) – Giulia Baptistella

Somente após o descanso (2020) – Sihan Felix

Tocaia (2020) – Míriam Ramalho

Homens-ilhas (2020) – Marcelo Maia, Juscelino Bezerra, Claudia Tavares e Sônia Góes

Próxima paragem (2020) – Florence Weyne Robert

Quintal de Mariza (2020) – Beatriz Miranda (co-direção Larissa Armstrong)

Sobrevivências (2020) – Mario Victor Bergo Crosta

Um (2017) – Victor Galvão

VIDEOARTES DA SESSÃO HIPOCAMPO

Original Cópia (2014) – Irma Brown

Inconsciente Inconsistente (2014) – Cacá Toledo

Rosto de Álcool (2017) – Desali

Buraco Negro (2015) – Ali do Espírito Santo

Autoterrorismo (2016) – Marcelo Beso

Confortável (1998) – Marco Paulo Rolla

I miss you (2017) – Hifacybe

Ruídos Ruinosos (2010) – Alexandre Silveira

Inmortales (2015) – Marina Mayumi

É a questão (1991) – Ricardo Basbaum

Ficha Técnica do CLAI Campinas

Produção executiva: Maíra Costa Endo

Produção: Camilla Torres, Paula Monterrey e Teresa Mas

Artistas: Ana Angélica Costa, Cecília Stelini, Estefania Gavina, Fabiano Carriero, Eduarda Ribas, Luciana Bertarelli, Marcio Elias, Simone Peixoto, Marcelo Moscheta e MIRS Monstrengo.

Design gráfico: Rhelga Westin

Transmissões ao vivo: Anderson Kaltner

Captação, edição e roteiro do mini documentário: Gabriella Zanardi e Lorran dos Santos

Tratamento e trilha sonora: Lorran dos Santos

Espaços de arte participantes: Silvia Matos Ateliê de Criatividade; Casa de Eva; Instituto Pavão Cultural; Xilomóvel Ateliê Itinerante e Nave na Mata, em Barão Geraldo; Fêmea Fábrica, Estúdio Casa Ímpar, Atelie/8 e Torta, no Centro; Ateliê Oráculo e Ateliê Folha, na Vila Industrial; Rabeca Cultural e Tote Espaço de Arte, em Sousas; Clubinho Eulina, no Jardim Eulina; Ateliê CASA, na Chácara da Barra; AT|AL 609, no Cambuí e Hipocampo, espaço virtual/on-line.

Corrida virtual Run 4 Zero Carbon transforma Kms percorridos em doações

São Paulo, por Kleber Patricio

Nos dias 29 e 30 de maio, corredores e amantes da prática poderão participar da Run 4 Zero Carbon, uma corrida virtual solidária que vai apoiar três importantes ONGs no combate aos efeitos da pandemia de Covid-19. Além de contribuir para a redução do carbono no planeta, a competição irá converter os quilômetros percorridos pelos participantes em doações para atendimento em saúde para vulneráveis (Instituto Horas da Vida), tratamento de crianças e adolescentes com câncer (Tucca) e ensino formal de qualidade para crianças (Mão Amiga Brasil).

Com idealização do aplicativo Km Solidário e patrocínio do Moss, a Run 4 Zero Carbon, cujas inscrições já estão abertas, pode ser realizada no local e horário mais convenientes para o participante, desde que respeitado o período estabelecido para a prova. A corrida será disputada nas distâncias 5K, 10K e 21,097K.

Além de receber um kit composto por camiseta e medalha finisher, o atleta terá acesso também a um painel para enviar a comprovação do seu resultado, que será considerado na composição do ranking geral da corrida virtual. Os dados, que podem ser provenientes de um aplicativo de corrida, relógio GPS ou foto de painel de esteira contendo tempo e distância da prova escolhida, devem ser enviados entre os dias 29 e 30 de maio pelo login do participante no app iguanavirtualclub.com.br.

Para Rubem Ariano, fundador do Instituto Horas da Vida, a iniciativa ajuda a trazer os holofotes a causas extremamente importantes no país. “Contribuir com o sistema público de saúde promovendo a inclusão social por meio do acesso à saúde é um grande desafio do Horas da Vida. E ter parceiros nessa jornada, especialmente em um momento tão delicado da pandemia do coronavírus, é essencial para a concretização do nosso trabalho”, afirma o executivo.

Para inscrições e mais informações, http://www.iguanasports.com.br/run4zerocarbon-vr/.

Sobre o Instituto Horas da Vida | O Instituto Horas da Vida é uma instituição sem fins lucrativos que atua desde 2013 por meio de uma rede de voluntários de profissionais da saúde promovendo a inclusão social e o acesso gratuito à saúde para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A organização atua com foco na atenção primária em 30 especialidades e possui ações como consultas, exames, mutirões, palestras sobre saúde e doação de óculos. Possui, entre outras certificações, o Selo Doar, que atesta a transparência nas ONGs brasileiras. Desde o início da pandemia de Covid-19, tem desenvolvido projetos especiais e parcerias em benefício de grupos diretamente atingidos, como idosos, hospitais filantrópicos e os próprios profissionais de saúde.

Sobre o Colégio Mão Amiga | O Colégio Mão Amiga é uma escola filantrópica que se dedica a oferecer educação formal de qualidade para mais de 660 alunos de baixa renda desde a educação infantil até o ensino médio, com a missão de quebrar o ciclo da pobreza por intermédio da educação. Nos catorze anos de existência, o Colégio tem formado seus jovens de modo integral, abrangendo no currículo uma educação pautada em valores humanos, atividades culturais e de engajamento social, além de fomentar a participação das famílias e da comunidade na vida escolar.

Sobre a Tucca | A Tucca, Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, há mais de 20 anos viabiliza o acesso ao tratamento digno e reais chances de cura para crianças e adolescentes com câncer em situação de vulnerabilidade social. Em 2001, a ONG firmou uma parceria com o Hospital Santa Marcelina, situado em Itaquera, onde foi criado o único centro de Oncologia Pediátrica da Zona Leste de São Paulo, região com mais de cinco milhões de habitantes. A organização atende também as cidades vizinhas, além de manter parcerias com ambulatórios e hospitais de todo o Brasil contribuindo com pesquisas, diagnóstico e acompanhamento de pacientes. Diariamente, a Tucca oferece tratamento, cuidado integral e multidisciplinar para mais de 55 pacientes.

A arte cubista de Eduardo Mendonça

Rio Claro, por Kleber Patricio

O artista e sua obra. Fotos: acervo Edu Mendonça.

Esculturas na areia, desenhos, pinturas – com tanta produção nos tempos de menino, era natural que Eduardo Mendonça, nascido em Rio Claro, no interior de São Paulo, enveredasse pelos caminhos das artes plásticas. Aos 10 anos, os pais o matricularam na escola de pintura do professor e artista plástico Dennizard França Machado, dando com isso um direcionamento técnico a esse talento e a formação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo ampliou seu olhar para o design de móveis e objetos e iluminação de ambientes. A formação acadêmica também o ajudou em trabalhos como montagens cenográficas e na direção de arte.

Mas mesmo seu respeitado trabalho em arquitetura – inevitavelmente às voltas com proporções, linhas e muito senso estético, que são pilares da expressão artística – não saciava por completo sua necessidade de envolvimento direto com a arte e, assim, há pouco tempo, Edu decidiu dar asas à intuição e se dedicar de corpo e alma às suas tantas linguagens de expressão artística, sendo a tinta acrílica sobre tela a técnica usada pelo artista em seus trabalhos de pintura.

Obra: “Concreta” – a/s/t – Edu Mendonça.

Mendonça conta que usualmente inicia os estudos de suas obras no computador, com imagens aleatórias que lhe agradam e/ou instigam. Apaixonado por fotografia, Edu também usa fotos na elaboração das telas, fazendo uma releitura e abstração das cenas captadas pelas lentes.

Quanto ao estilo, o artista diz: “Acredito que me encaixo no estilo Cubista, porque todas as minhas obras têm origem figurativa e são representadas com linhas retas e distorção das perspectivas. Apesar de muitas delas serem irreconhecíveis, elas sempre levam o nome de origem da imagem em que me inspirei – em muitos casos, as pessoas acabam reconhecendo a figura quando sabem qual é o seu nome; em outros, as figuras são facilmente reconhecidas; como os santos, por exemplo”.

Obra: “Monarca” – a/s/t – Edu Mendonça.

Com seu trabalho reconhecido em âmbito nacional e internacional, Edu Mendonça participou de exposições como SNBA, em Paris; Spectrum, em Miami; Artexpo, em Nova York; SP-art, em São Paulo e Uma Convergência de Olhares e Imaginários, na Serra do Japi, em São Paulo.

Saiba mais sobre o trabalho de Edu Mendonça:

www.facebook.com/edu.mendonca.arte | www.instagram.com/edu.mendonca.art.

Galeria de arte colaborativa GC36 inaugura formato online

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Evandro Moraes.

A GC36 – galeria de arte colaborativa que reúne fotógrafos e artistas independentes, marca presença no formato online com o objetivo de levar ao público criações autorais. “Nossa intenção foi estreitar a distância entre a arte e as pessoas. Enxergo a GC36 como uma porta de entrada para quem quer se iniciar nesse mercado tanto como artista ou como consumidor”, comenta a artista e sócia Mari K. Neves.

Impulsionada pela missão de tornar a arte acessível para todos, a GC36 entendeu, em 2020, que era o momento certo de trazer seu portfólio também para a vitrine virtual. “E, com peças a partir de R$40, será mais que possível dar vida à parede de sua galeria particular dos sonhos”, afirma Mari. Para ela, a presença online permite que colecionadores e entusiastas naveguem pela galeria à vontade para ver e adquirir obras de mais de 40 artistas no mesmo ambiente.

No e-commerce da GC36 há cerca de 550 obras, entre fotografia, ilustrações, gravuras, aquarelas e fine art de artistas como Camila Véras, Debbie Villella, Felipe Marques, Fernando Nas, Gabriel Marcondes Egestos, Isabela Quintes, Katharina Giglio, Marcos MÓS, Paula Calderón, PIW, Thalita Teglas e Yumi Muranaka.

Obra “Egestos”, de Gabriel Marcondes.

A galeria presa pela variedade de estilos e temas, tanto nas pinturas e ilustrações como nas fotografias, para agradar a todos os gostos e conta, também, com as coleções Reflexão, Simplicidade e Terra da Garoa, com combinações de obras selecionadas pela curadoria interna.

Todos os produtos contam com opções de impressão a laser ou fotográfica e fine art, com um cuidado extremo na produção, diversidade de tamanhos, formatos e molduras. “Nossa loja online, por exemplo, possui um sistema de filtros orientado por artistas, temas, estilos, cores e formatos para auxiliar o consumidor a encontrar a peça desejada”, afirma Mari.

Entretanto, a sócia da GC36 reconhece que o espaço digital representa um desafio para artistas e obras de arte que não se traduzem bem em uma imagem online. “Aproximadamente 50 artistas compõem o nosso portfólio, sendo 4 deles com obras vendidas exclusivamente na loja física”, explica.

Para esses artistas e para obras originais ou de formatos maiores, a galeria presta ainda consultoria gratuita em sua loja localizada na Praça Benedito Calixto, 36, no bairro de Pinheiros – ponto de referência intelectual, cultural e que já faz parte do calendário turístico e de lazer da cidade São Paulo, aberta a qualquer pessoa que queira ver o trabalho e comprar fisicamente (funcionamento de acordo com Plano São Paulo, estratégia do Governo do Estado de São Paulo para vencer a Covid-19).

Obra “Festa”, de Vanessa Lara.

Embora um relatório recente tenha revelado que 2020 testemunhou uma queda global nas vendas de arte em geral, as vendas online aumentaram, representando um quarto do valor do mercado. “Contudo, até agora, os formatos digitais não substituíram o formato de negócio físico, pois nele nos beneficiamos da interação face a face e da atmosfera de uma feira física”, conta Neves.

A marca pretende ainda, após o período de pandemia, retomar os encontros físicos com o intuito de fomentar a arte promovendo lançamentos de livros, encontros para debates, mesas redondas e workshops, entre outros eventos no espaço, tendo como objetivo se tornar um hub para compradores, decoradores, artistas e designers a fim para fortalecer e incentivar o trabalho de artistas independentes brasileiros.

Lista de artistas

André Amargo, Antonio Albino, Astronautismo, Badu*, Breno Morita*, Bruna Sturzbecher, Camila Véras, Cuca Nakasone*, Daniel Feijó, Daniel Jordão, Debbie Villela, Denise Zinetti, Eduardo Grecco, Evandro Moraes, Ezio Orsatti*, Felipe Bataglia, Felipe Marques, Fernanda D’Angelo, Fernando Nas, Flávio Guimarães, Gabriel Marcondes, Giovani Baleeiro, Helena de Cortez, Isabela Quintes, Isabelle Orsatti*, João Padula, Julio Bomfim, Katharina Giglio, Kazuo Kajihara, Leandro Wissinievski, Leonardo Lima*, Lucas Santana, Luisa Clauson, Marcos Mós, Mari K Neves, Marina Basthos, Paula Calderón, Pedro Bahia, Pedro Vidal, Phelipe Oliveira, Piu Afonseca, PIW, Rebecca Borges*, Ricardo Abreu, Sebastián Curti, Thalita Teglas, Thiago Morais, Vanessa Lara, Victor Requejo e Yumi Muranaka.

* artistas presentes apenas na loja física.

Serviço:

GC36 – Galeria de arte colaborativa

Praça Benedito Calixto, 36 – Pinheiros, São Paulo/SP

(11) 3064-0416

Terça a sexta – 12h às 19h e sábado, das 10h às 18h.

SESC Mulheres discute a atuação feminina no setor cultural

Paraná, por Kleber Patricio

A filósofa, psicanalista e poeta Viviane Mosé. Fotos: divulgação.

Ninguém com mais propriedade do que mulheres para discutir temas relevantes sobre o universo feminino, a condição das mulheres, suas demandas e a relação com a cultura. Por isso o SESC PR promove a partir do dia 20 de abril o projeto SESC Mulheres. Ao longo de 2021, serão cinco os encontros, ao vivo e transmitidos pelas mídias sociais do SESC PR.

A proposta do projeto é abrir um espaço de debates e conversas apresentado por mulheres, mas destinado aos mais variados públicos. “Queremos apresentar e discutir o protagonismo feminino no setor cultural com o SESC Mulheres. Há, em muitas cadeias produtivas do setor, a presença de mulheres empreendedoras não só lutando por seu espaço, mas inovando em diversos campos e possibilitando que outras mulheres possam ser inseridas no setor”, destaca a analista da Gerência de Cultura do SESC PR, Mayara Elisa de Lima Cirico.

De acordo com o gerente de Cultura do SESC PR, Marcio Norberto, será uma oportunidade para viabilizar debates importantes no campo da cultura a partir do olhar de mulheres que trabalham e vivem o setor cultural no Brasil.

A iluminadora, diretora e atriz Nadja Naira.

Mercado de Trabalho | No dia 20 de abril, a partir das 19h, terá início o primeiro encontro do SESC Mulheres, com o tema Mercado de Trabalho e com a participação da filósofa, psicanalista e poeta Viviane Mosé e da atriz, iluminadora e diretora teatral Nadja Naira.

Viviane Mosé é poeta, filósofa e psicanalista, graduada em Psicologia, especialista em Elaboração e Implementação de Políticas Públicas e doutora em Filosofia. Autora de 12 livros, com duas indicações do Prêmio Jabuti. De 2005 a 2008, escreveu e apresentou a série Ser ou não Ser, no programa Fantástico, na Rede Globo e na TV Cultura, trazendo temas de filosofia em uma linguagem cotidiana. Durante sete anos, fez comentários diários na Rádio CBN com Carlos Heitor Cony e Arthur Xexéu. Além disso, é comentarista no programa Encontro, com Fátima Bernardes.

Nadja Naira trabalha há mais de 25 anos em teatro como iluminadora, diretora e atriz. Mora em Curitiba, mas mantém parcerias artísticas em todo o país. Tem diversas criações premiadas, trabalha com importantes diretores e grupos de teatro, colabora com companhias de dança e performance e com diversos grupos de música. Integra a Companhia Brasileira de Teatro desde 2020, tendo participado de todas as produções.

Serviço:

Projeto SESC Mulheres

1º Encontro com Viviane Mosé e Nadja Naira

Data: 20 de abril de 2021 (terça-feira)

Horário: às 19h

Transmissão ao vivo pelo canal do SESC PR no Youtube

Mais informações: www.SESCpr.com.br.