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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Motorhomes: setor registra aumento de vendas na pandemia

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Engaje! Comunicação.

Com o home office cada vez mais em alta no Brasil, muitos começam a pensar em novas formas de trabalhar. Principalmente, o que amam viajar e que sentiram uma enorme sensação de encarceramento domiciliar. Por isso, os veículos recreativos, mais conhecidos como motorhomes, viraram uma tendência que veio para ficar no país. Além de confortáveis e democráticos, podendo se adaptar a vários bolsos, são uma ótima opção para quem deseja desbravar o mundo com segurança e sofisticação. Afinal, é uma casa sobre quatro rodas, com todos os utensílios de uma residência comum: cama, mesa, banheiro, chuveiro (com água quente), internet. E com o diferencial de não ter local fixo – ou seja, dá para fazer o home office de qualquer lugar.

Quem comprova a alta na procura é a Estrella Mobil Motorhomes, fábrica localizada em Santa Branca, no interior de São Paulo, que produz veículos recreativos personalizados desde 2017 e teve seu ápice ano passado, quando o número de vendas aumentou 80%. “A pandemia foi apenas um facilitador para o aumento da procura dos motorhomes aqui na fábrica. Muitas pessoas tinham o sonho de ter um destes veículos, mas pensavam ser algo impossível de acontecer. Achavam que não cabiam no bolso ou acreditavam que as obrigações na cidade não permitiriam desfrutar bem do veículo. De 2020 para cá, essa visão começou a mudar e nosso negócio decolou”, explica Julio Lemos, um dos fundadores da empresa.

Segundo um levantamento realizado pela empresa no início do ano, houve uma forte mudança no perfil de viajantes de motorhome ao longo dos anos: enquanto em 2018 os aposentados lideravam o ranking com 80%, em 2021, pessoas mais jovens que começaram a trabalhar de forma remota já eram 35% do total de vendas na fábrica. “Percebemos que essa mudança no perfil tem muito ver com o novo estilo de vida do brasileiro: com a pandemia, as pessoas perceberam que é possível trabalhar estando em qualquer lugar, seja dentro ou fora de um escritório, à beira da praia ou no pé da serra. Hoje, unir o útil ao agradável é o que faz os motorhomes serem tão procurados no Brasil”.

O grande diferencial para os que aderem aos veículos recreativos e precisam trabalhar remotamente é a possibilidade de recarregamento de independência energética para os clientes, já que todos os carros são equipados com tecnologias avançadas que permitem que a energia dure por longos percursos.

Lançamentos para os trabalhadores viajantes | A Estrella Mobil lança no mercado dois novos modelos de motorhomes: o primeiro é o Comet, montado em chassi Citroen Jumpy. Com tração dianteira e movido a Diesel, pode chegar a 17km/l. É leve e tem capacidade para até quatro pessoas. Além disso, possui sistema de aquecimento boiler, que funciona tanto na rede elétrica, quanto em sistema a gás, que pode ser abastecido sempre e permite acesso a água quente dentro do motorhome. O novo modelo também é composto por duas placas solares de 100 W, que garantem maior autonomia de energia durante as viagens. Já a parte interna é produzida com courvin náutico, que melhora a acústica dentro do veículo.

O outro lançamento é o Capela, motorhome com carroceria fabricada em Divinycell. Montado em chassi Mercedes-Benz Sprinter ou Iveco Daily, tem baixo peso e alta resistência. Os tamanhos totais variam entre 6m a 7,2m. Seu design segue os padrões utilizados na Europa.

Fibromialgia: doença afeta saúde física e mental, mas pode ser controlada

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: diana.grytsku/Freepik.

Não é à toa que, no dia 12 de maio, foi instituída uma data específica para a conscientização da fibromialgia, doença caracterizada por queixas de dores musculoesquelética difusas e persistentes. Estima-se que a doença acometa em torno de 4% da população mundial, incidindo principalmente em mulheres entre 35 e 44 anos e sedentárias. Os homens, no entanto, também podem ter a condição. No Brasil, cerca de 4,8 milhões de pessoas possuem fibromialgia, mas apenas 2,5% dos pacientes recebem tratamento adequado.

Quem possui fibromialgia costuma sentir dores musculares fortes em diferentes regiões do corpo, além de fadiga crônica, sensação de formigamento nas mãos e nos pés, enxaqueca, rigidez muscular, dor após qualquer esforço físico e anormalidades no sono. Pesquisas também indicam os efeitos à saúde mental da doença, inclusive questões acentuadas durante a pandemia e o isolamento social.

“Muitas vezes desacreditados por se queixarem de dor sem outros sintomas aparentes, os pacientes sofrem preconceito de familiares, amigos ou por colegas de trabalho – um gatilho para quadros depressivos, ansiedade, deficiência de memória e desatenção. Estudos clínicos  apontam o aumento de estresse na vida dessas pessoas, inclusive se multiplicando na pandemia”, alerta o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião, médico da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Hospital Israelita Albert Einstein. “Uma vez que os sintomas são similares aos de outras doenças, como tendinite, ou à prática inadequada e intensa de exercícios, a fibromialgia nem sempre é diagnosticada e tratada como o esperado”, complementa o neurocirurgião.

O médico explica, ainda, que consultar neurocirurgião funcional ou um neurologista pode ser valioso para o tratamento. “A fibromialgia é uma doença que envolve, entre outras coisas, uma alteração nos centros do cérebro de percepção dolorosa. O paciente possui, portanto, uma sensação aumentada à dor. Embora hoje a fibromialgia seja tratada por especialidades como reumatologia e medicina da dor, ela é, também, um problema de origem neurológica”, conclui.

Embora ainda não tenha cura, há tratamentos promissores para controlar os sintomas da fibromialgia. Alongamentos, exercícios físicos de baixa intensidade e o uso de medicações apropriadas, como os analgésicos, por exemplo, são opções eficazes, bem como a acupuntura. Mas o ideal é procurar ajuda médica para obter um tratamento personalizado e condizente com as necessidades de cada paciente.

Com transposição do São Francisco, espécie de peixe invasora prolifera em bacia do rio Paraíba do Norte

Paraíba, por Kleber Patricio

Espécie Moenkhausia costae. Foto: Pesquisadores/Arquivo.

Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em parceria com as universidades federais do Rio Grande do Norte e da Paraíba relatam a proliferação de uma nova espécie de peixe na bacia do rio Paraíba do Norte, vinda do canal do rio São Francisco. Identificada pela primeira vez na região pelos pesquisadores após a transposição do rio, a espécie de peixe Moenkhausia costae, popularmente conhecida como tetra fortuna, pode provocar um desequilíbrio no ecossistema da região ao competir com outras espécies de peixes nativas. O estudo está publicado na edição de maio da revista Biota Neotropica.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores compararam a composição e frequência relativa de espécies de peixes do açude Poções usando dados coletados antes e depois da transposição do rio São Francisco. Localizado no município de Monteiro, na Paraíba, esse açude foi o primeiro da bacia do rio Paraíba do Norte a receber águas da transposição do rio São Francisco, em março de 2017. Foram feitas coletas de peixes em julho e novembro de 2016, antes da transposição, e em julho de 2018 e janeiro de 2020, depois da transposição do rio.

Conduzido pelo Governo Federal, o projeto de transposição do rio São Francisco envolveu a construção de mais de 700 quilômetros de canais de concreto em dois grandes eixos ao longo do território de quatro Estados do Nordeste brasileiro – Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte – para o desvio das águas do rio São Francisco. As obras iniciaram em 2007 e, por atrasos, têm o término previsto para 2022.

De acordo com o pesquisador Telton Ramos, autor do estudo, os peixes da bacia do rio Paraíba do Norte já vinham sendo monitorados há alguns anos pelos autores do trabalho, mesmo antes das obras de transposição do rio. “O açude Poções é monitorado há muitos anos pela equipe do Laboratório de Ecologia Aquática da Universidade Estadual da Paraíba que nunca havia registrado a piaba Moenkhausia costae, explica Ramos.

Os pesquisadores localizaram a espécie pela primeira vez em 2018 em coleta de cinco peixes durante o período chuvoso. Em uma segunda coleta pós-transposição, em janeiro de 2020, foram coletados 36 peixes da espécie em período de seca. “Nessa amostragem, a Moenkhausia costae foi a terceira espécie mais abundante, o que nos levou a inferir que a espécie está se proliferando no açude”, destacou o pesquisador.

A transposição de rios em regiões secas ao redor do mundo tem ocorrido bastante, principalmente devido à alta demanda por água doce. Porém, estes grandes empreendimentos representam, também, uma ameaça à biodiversidade aquática das regiões ao provocarem um desequilíbrio na fauna nativa. “A introdução de espécies exóticas é considerada uma das maiores causas de perda de biodiversidade nativa em todo o mundo, levando muitas populações à extinção”, enfatiza Ramos. A proliferação da piaba no novo ambiente pode levar à competição da espécie com as espécies de peixes nativas.

Para Ramos, o estudo serve de alerta para futuras transposições de rios. “É necessário muito cuidado em projetos transposição para que situações como essa não ocorram com frequência. O projeto da transposição do rio São Francisco previa diversas barreiras que, em tese, impediriam a passagem de peixes pelos canais, mas pelo jeito, não foram suficientes”, explica.

(Fonte: Agência Bori)

Iniciativa poética e mulheres venezuelanas são destaques na programação de maio do Museu da Imigração

São Paulo, por Kleber Patricio

A figueira centenária do Museu da Imigração. Foto: divulgação.

Na primeira quinzena de maio, o cronograma híbrido do Museu da Imigração contará com a estreia do Projeto RAIZ, que promove um espaço de escuta no jardim do Museu sobre temas relevantes para a instituição, como identidade, memória e herança. Na sequência, ainda mantendo o formato presencial, os visitantes poderão assistir ao documentário Adelante – A Luta das Venezuelanas Refugiadas no Brasil. Fechando o período, ocorrerá mais uma live da série A situação das mobilidades humanas na pandemia.

A partir do dia 5 (quarta-feira), o público poderá conferir uma iniciativa poética sobre reflexões e memória no jardim da instituição. Após a perda de uma das figueiras centenárias do MI, o Projeto RAIZ foi desenvolvido com o objetivo de promover um espaço de escuta no tronco restante da árvore, disponibilizando aos visitantes conteúdos em áudio que abordam temas relevantes para o Museu, como identidade, direitos humanos, xenofobia, refúgio, natureza e herança. Entre as narrações e textos, poesias e cantos que foram produzidos especialmente para a proposta, acontecerá a despedida dessa presença fundamental da trajetória do Museu. A ação será inaugurada com uma produção do historiador e escritor Leandro Karnal. Outros nomes, como o cantor e compositor Emicida e a jornalista baiana Jessica Senra, estão confirmados para os próximos meses.

Já entre os dias 5 e 30, o Museu exibirá o documentário Adelante – A Luta das Venezuelanas Refugiadas no Brasil, dirigido pela cineasta e jornalista Luiza Trindade, com coprodução do Projeto Celina e do jornal O Globo e apoio da ONG Pares Cáritas. Durante o horário de funcionamento, os visitantes poderão assistir ao filme, que conta as histórias de oito mulheres e é um recorte íntimo sobre as consequências de um país inteiro, além de visualizar fotografias realizadas no processo de gravação.

Fechando a primeira quinzena, a live A situação das mobilidades humanas na pandemia traz, no dia 13 (quinta-feira) uma conversa com o Padre Assis Tavares, um religioso de Cabo Verde que atua no Brasil, na favela de Vila Prudente, em São Paulo, com populações marginalizadas. O projeto mensal promove entrevistas com migrantes ou pesquisadores para tratar da situação das mobilidades na pandemia do Covid-19. Para acompanhar de casa, o diálogo será transmitido ao vivo no Instagram, às 17h.

Serviço:

Projeto RAIZ

Data: 5 de maio (inauguração)

Horário: quarta a domingo, das 11h às 17h

Local: Jardim – Museu da Imigração

Exibição documentário Adelante – A Luta das Venezuelanas Refugiadas no Brasil

Data: 5 a 30 de maio

Horário: quarta a domingo, das 11h às 17h

Local: Museu da Imigração

Live Série A situação das mobilidades humanas na pandemia

Data: 13 de maio

Horário: 17h Plataforma: Instagram

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de quarta a domingo, das 11h às 17h (fechamento da bilheteria às 16h).

R$10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição. http://www.museudaimigracao.org.br.

Caçada aos cogumelos selvagens atrai amantes de gastronomia e aventuras ao Rio Grande do Sul

Cambará do Sul, por Kleber Patricio

Até junho, visitantes podem aproveitar a experiência. Fotos: divulgação.

Parece nome de filme de ação, mas a Caçada aos Cogumelos Selvagens é uma experiência completa e deliciosa para quem estiver em Cambará do Sul (RS) no período que vai de agora até junho. É nesta época que o glamping Parador promove este passeio, que alia aventura, conhecimento e gastronomia.

A bordo de um quadriciclo motorizado – individual ou duplo –, o guia leva os aventureiros pelas florestas de pinus dos Campos de Cima da Serra em busca dos cogumelos comestíveis, que brotam após as primeiras chuvas do outono, logo após um descanso misterioso sob o solo. Durante a caçada, uma aula de como aprender a identificar as espécies variadas de cogumelos, com a possibilidade de prová-los ali em seu habitat natural.

Um jantar no Alma RS fecha a experiência com chave de ouro. O restaurante do glamping já tem sua cozinha conectada com a natureza, com opções do cardápio que valorizam os ingredientes e produtos frescos da terra, do ar e da água, com o que existe de melhor em cada estação do ano. E, especialmente, para esta ocasião, o prato em destaque será o que leva os cogumelos caçados durante o passeio em seu preparo, assinado pelo renomado e premiado chef Rodrigo Bellora. “A caçada aos tartufos é uma tradição no norte da Itália que atrai visitantes do mundo inteiro atrás da caríssima iguaria. A caçada aos cogumelos dos Campos de Cima da Serra, embora não tenha este grau de sofisticação, tem tudo para entrar também no calendário de eventos do sul e fortalecer o turismo gastronômico na região”, comenta Rafael Pecci, diretor de Marketing do Casa Hotéis.

Serviço:

Caçada aos Cogumelos Selvagens

Passeio de 1 hora e meia pelas florestas de pinus para caçar cogumelos

Preço: R$430,00 em quadriciclo individual/R$610,00 em quadriciclo duplo (inclui guia, equipamento de segurança e jantar com prato de cogumelos elaborado pelo chef Rodrigo Bellora)

Período: de abril a junho, todos os dias, às 16h00

Parador

Estrada do Faxinal, s/n° – Morro Agudo – Cambará do Sul/RS

Informações e reservas: (54) 3295-7575

parador@casadamontanha.com.brreservas@casadamontanha.com.br – www.paradorcasadamontanha.com.br

Sobre o Parador | Parador é um hotel estilo glamping (junção de glamour com camping) localizado em Cambará do Sul (RS), próximo aos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral e seus belíssimos cânions. Oferece hospedagem em cabanas, suítes e casulos, com todo conforto e integra o Casa Hotéis, coleção de hotéis de charme do Rio Grande do Sul que oferece hospedagem de alto padrão e atendimento personalizado para os hóspedes. Fundado em 1997, o Casa Hotéis conta com quatro empreendimentos no estado: os hotéis Casa da Montanha, Petit Casa da Montanha e Wood, em Gramado, e o Parador, em Cambará do Sul.