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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Em nova exposição na OMA Galeria, Renan Marcondes questiona figura tradicional do artista

São Paulo, por Kleber Patricio

Série “Leite Derramado”, 2021, Renan Marcondes –
Impressão em papel algodão – 70 x 50 cm. Foto: Cacá Bernardes.

Na próxima sexta-feira, 28 de maio, a OMA Galeria apresenta Como se a paixão fosse uma grande esponja molhada, com curadoria de Raphael Fonseca. A mostra individual de Renan Marcondes exibe trabalhos que exploram a relação de seu corpo com objetos, o espaço e outros corpos, ao mesmo tempo em que questionam a figura tradicional do artista.

Apesar de ser mais conhecido por seu trabalho com a performance, Marcondes tem a experimentação como marca de sua pesquisa, utilizando-se de linguagens como fotografia, desenho e pintura para esta exposição. No vídeo O amador, o espectador vê flashes do artista vestindo um objeto que se assemelha a um arco e flecha enquanto faz movimentos indecifráveis à primeira vista. Uma inspeção mais cuidadosa das fotos dispostas no espaço revela que, no lugar da flecha, há um pincel e, ao invés de usar os braços, Marcondes usa o corpo todo para pintar uma partitura. Com essa ação, que culmina na obra O amante, questiona a ideia convencional do que é pintar e ser um artista. Ele se coloca no lugar do “amador”, que não necessariamente é aquele que não sabe fazer bem algo, mas sim, alguém movido pelo amor e não necessariamente pelo desejo de sucesso.

“Cena (os quinze minutos)”, 2021 – Renan Marcondes – Vídeo em full HD –
Performer convidada: Carolina Callegaro. Foto: divulgação.

Em outro de seus trabalhos, o vídeo Cena, o artista manipula um corpo inerte como se fosse uma marionete, suportando-o com grande esforço e lhe conferindo diferentes movimentos. Essa “marionete” veste uma peruca branca e óculos escuros, em uma referência ao artista Andy Warhol. Segundo Marcondes, “Eu sempre fui fascinado por esse artista, porque eu nunca o entendi direito e, mesmo assim, ele parece ter criado bases e regras para como um artista deveria se comportar publicamente”.

Renan Marcondes é doutorando em Artes da cena pela Universidade de São Paulo e faz aproximações entre performance, dança, pesquisa teórica e escultura. Mesclando essas linguagens, propõe situações cíclicas onde o corpo aparece submetido a elementos que o humano sempre buscou dominar, como o chão, a força da gravidade, os objetos e o olhar. A exposição na OMA Galeria vai até 24 de julho e a entrada é gratuita.

O artista ainda participa de exposição na Casa de Cultura do Parque intitulada Ensaio para uma cidadania mundana, com curadoria de Ruy Luduvice, onde apresenta uma série de vídeos. Haverá uma mesa de abertura no dia 9 de junho, às 19h, no Facebook e no canal no YouTube do espaço.

“O amador”, 2021 – Renan Marcondes – 5 fotografias impressas sobre papel algodão acompanhadas por vídeo – 30 x 15 cm.

Sobre a OMA | A OMA Galeria é o primeiro e único espaço privado de artes visuais do ABC. Localizada em São Bernardo do Campo, a galeria está sob os cuidados do galerista Thomaz Pacheco. Em pouco tempo, o espaço tornou-se referência na região e destaca-se no circuito das artes por seus projetos culturais promovidos pelo OMA Educação e OMA Cultural e por seu quadro de artistas representados: Andrey Rossi, Bruno Novaes, Daniel Melim, Giovani Caramello, Isis Gasparini, Laerte Ramos, Nario Barbosa, Paulo Nenflidio, Renan Marcondes e Thiago Toes.

Redes sociais/site:

Facebook: https://www.facebook.com/omagaleria

Instagram: @omagaleria

Site: https://www.omagaleria.com.

Serviço:

Exposição Como se a paixão fosse uma grande esponja molhada

Local: OMA Galeria

Endereço: Rua Carlos Gomes, 69 – Centro – São Bernardo do Campo/SP

Visitação: de 28 de maio a 24 de julho de 2021

Horário: terça a sexta das 13h às 18h e, sábado, das 10h às 15h

Entrada gratuita com agendamento por WhatsApp: (11) 95595-0797

Mais informações: (11) 97153-3107

E-mail: contato@omagaleria.com.

Romance LGBTQI+ expõe hipocrisia da família, do Estado e das religiões

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Foto: divulgação.

Em A Padroeira dos Pervertidos, novo livro do escritor Alexandre Braoios, assuntos como abuso infantil, distorções religiosas, homofobia e racismo, dentre outros temas sensíveis, são tratados com delicadeza, mas sem pudores. Como é seu estilo, Braoios expõe a hipocrisia de Estado, religiões e os núcleos familiares quando lidam com aqueles que não se encaixam em padrões.

A Padroeira dos Pervertidos usa um elemento fantástico – igual acontece com algumas obras clássicas – como ferramenta para direcionar a história e apresentar sua trama. Na obra, o espírito de uma prostituta torturada e assassinada décadas atrás, Nadine, se manifesta através de uma ex-prostituta, agora moradora de rua e decreta que Nova Pequiá deverá lidar com seus segredos, custe a quem custar. Junto com ela, o pior do passado da cidade emerge dos túmulos disposto a cobrar sua dívida.

Para tratar do futuro da cidade, quem toma a frente dos acontecimentos são o pouco ortodoxo padre Ramiro, o pastor Benevides e a mãe de santo Quitéria de Nanã, um trio excêntrico que também esconde seus segredos. A trama principal caminha acompanhada por diversas histórias em paralelo, todas tendo em comum a hipocrisia da sociedade brasileira ao lidar seja com o amor entre iguais, o celibato, a corrupção e o coronelismo, entre outros temas. Braoios não deixou de fora nada que não se encontro nos noticiários brasileiros. “Nova Pequiá é o Brasil”, decretou.

A Padroeira dos Pervertidos entrou em pré-venda no dia 20 de maio por meio do site Catarse (https://www.catarse.me/padroeira?ref=imp). Uma das recompensas do projeto prevê, por 48 horas, doação de parte da arrecadação para uma instituição LGBTIQ+ a ser anunciada.

Sinopse oficial | Não há segredo que fique oculto para sempre. Nova Pequiá terá certeza disso quando, durante a seca, a velha Igreja emergir, trazendo com ela os assassinatos, estupros e torturas que, no passado, mancharam aquele solo sagrado. Padre Ramiro, o pastor Benevides e mão Quitéria de Nanã sempre souberam que esse dia chegaria. As almas das vítimas do passado nebuloso da cidade não estão dispostas a perdoar e clamam por vingança. Mas a população de Nova Pequiá receberá a proteção de uma entidade inesperada: Nadine, a prostituta, a pervertida, a “santa”.

O autor | Alexandre Braoios é biomédico e psicólogo por formação, atua como professor universitário e exerce o ativismo LGBT+ por meio de sua literatura. Seu primeiro romance, Coisas de Menino, trata de abuso infantil e como ele é mascarado por familiares. O segundo, O Beijo de Darwin, expõe o Estado e a igreja como ferramenta de controle da sociedade e de ‘higienização social’. Esses dois romances, junto com A Padroeira dos Pervertidos, são batizados como a Trilogia da Hipocrisia.

Edição | A Sala do Escritor é um bureau editorial que trabalha com autores independentes produzindo suas obras desde o inicio da escrita até a chegada à gráfica. Contato: (11) 98197-4493 / adriana@saladoescritor.com.br.

Caneta preenchida de insulina é aposta para ajudar pessoas com diabetes em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

A caneta preenchida de insulina está no SUS. Crédito das fotos: divulgação.

O Brasil conta mais de 13 milhões de brasileiros vivendo com diabetes. Deste total, estima-se que 7% dependam do uso rotineiro de insulina como forma de tratamento e controle da doença. Com eles, são milhares de famílias convivendo com uma doença crônica em uma rotina que exige cuidado intenso e atenção redobrada com a alimentação, além da prática de atividade física e a disciplina na manutenção do tratamento, especialmente em tempos de pandemia do novo coronavírus. É pensando nesses pacientes e suas famílias e no complexo contexto da pandemia que surge a campanha Caneta da Saúde, uma iniciativa de saúde pública e fruto da soma dos esforços e da parceria entre a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) e da Novo Nordisk, além de contar com o apoio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O objetivo é informar e educar a população sobre as vantagens das canetas preenchidas de insulina, estimulando o uso do recurso que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o Brasil, para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, preferencialmente acima de 50 anos e menores de 19 anos.

Considerada um dos dispositivos mais modernos para o tratamento da doença, a caneta preenchida de insulina é uma importante aliada para o controle do diabetes, reduzindo episódios de hipoglicemia e possíveis hospitalizações decorrentes desta complicação.

Caminhão estará nos estados durante três meses.

Diferente das seringas, que precisam de frascos e ampolas e com a agulha mais fina e curta, causando menos desconforto na aplicação, a Caneta da Saúde já vem preenchida com insulina e seletor de dose, o que garante maior precisão, oferecendo menos risco de erro na aplicação. Além disso, pode ser transportada com facilidade e manuseada com praticidade pelas pessoas com diabetes, seus cuidadores e familiares. “O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo muito presente na vida de milhões de famílias. Neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença”, explica a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk, Priscilla Olim Mattar.

A campanha | Por se tratar de uma iniciativa de utilidade pública, a campanha Caneta da Saúde tem abrangência nacional e contará com diversas iniciativas no ambiente digital e presenciais. No site https://www.canetadasaude.com.br, dedicado à campanha, a população encontrará informações e orientações sobre o diabetes, o uso de insulina, as vantagens e benefícios da utilização da caneta preenchida de insulina, além de um conteúdo que desmistifica inúmeras fake news sobre a doença e seu tratamento. Há também uma área destinada aos profissionais da saúde, com um exclusivo e-book e orientações técnicas sobre a utilização das canetas preenchidas de insulina no SUS.

Ao longo de três meses, um caminhão circulará pelos estados de São Paulo (Capital, Campinas e Ribeirão Preto), Rio de Janeiro (Capital e São Gonçalo), Bahia (Salvador e Feira de Santana), Minas Gerais (Belo Horizonte e Uberlândia), Paraná (Curitiba e Londrina) e Paraíba (João Pessoa e Campina Grande) distribuindo kits de orientação e esclarecendo dúvidas da população em frente a algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dessas cidades. Em Campinas, o caminhão estará na cidade entre os dias 27 e 28 de maio, a partir das 8h, no intuito de reforçar a importância da campanha. Nestes dias, o caminhão poderá ser encontrado nos arredores das UBS Jardim Aurélia, localizada na Rua Dona Lucínia Teixeira de Sousa, 331, Vila Proost de Souza.

Nos caminhões serão distribuídos kits de orientação.

Já no ambiente digital, a campanha contará com muito conteúdo no Facebook e Instagram, além de ação especial com influenciadores digitais e celebridades que têm diabetes ou que tenham algum familiar com a doença. O objetivo é contar com a ajuda desse público na disseminação de informações corretas sobre a utilização das canetas preenchidas de insulina e, principalmente, destacar que o recurso é gratuito e distribuído pelo SUS. A campanha também conta com um filme especial que explica as vantagens da “Caneta da Saúde”, que será veiculado nas principais redes de TV, como Globo, SBT, Record e Bandeirantes, em todo o País.

Diabetes em tempos de Covid | A pandemia do novo coronavírus desponta no cenário como preocupação extra. Já se sabe que pessoas com diabetes não estão mais suscetíveis a se contaminar se tomarem os cuidados recomentados pelas autoridades de saúde. No entanto, estando no grupo de risco, elas são sim mais susceptíveis a desenvolver as formas mais graves da doença quando o diabetes não está devidamente controlado. Um tratamento adequado controla os picos glicêmicos evitando, por consequência, emergências médicas neste momento tão delicado da história mundial. Esses elementos tornam a campanha “Caneta da Saúde” ainda mais significativa em um momento de escassez de informações sobre o novo coronavírus, com sobrecarga dos profissionais de saúde das unidades médicas e com o isolamento social.

O diabetes no Brasil | No mundo, o Brasil ocupa o 5º lugar entre os países com maior número de pessoas com diabetes por milhão de habitantes. Se nada for feito, essa tendência não deve melhorar até 2045. Complicações decorrentes do diabetes também estão entre as principais causas de morte no Brasil. Por isso, preocupados com este cenário, os setores público e privado estudam formas de diminuir as mortes entre as pessoas com diabetes e de melhorar sua qualidade de vida, bem como reduzir os custos associados ao diabetes.

Boas notícias em números | Embora as canetas preenchidas de insulina estejam no mercado desde 1985, foi só em 2018 que elas foram incluídas no SUS, ampliando o alcance de tratamento para populações mais vulneráveis e colocando pela primeira vez na história a tecnologia na malha de saúde pública.

Essa tecnologia demonstrou melhorar a qualidade de vida de pessoas com diabetes e reduzir as emergências hospitalares em diversos estudos nacionais e internacionais. Por exemplo, 90% dos usuários de caneta afirmam precisar de menos assistência para aplicar a insulina, 64% das pessoas com diabetes que adotaram a caneta apresentaram menos episódios de hipoglicemia. Já um estudo entre médicos dos Estados Unidos mostrou que 97% deles acreditam que a aplicação de insulina com a caneta é melhor do que o uso de frascos, seringas e ampolas. E, na Itália, Estados Unidos e Irlanda, 90% das pessoas com diabetes consideram as canetas mais discretas, mais rápidas e fácies de usar.

Para mais informações, acesse https://www.canetadasaúde.com.br.

Websérie “Iê acarajé” apresenta retrato histórico sobre uma das maiores heranças culturais da Bahia

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação/Casa Mar.

A Casa Mar — hub de cultura, influência e tecnologias criativas com sede em Salvador e um dos braços de negócios da agência MAP Brasil — se prepara para o lançamento da websérie Iê Acarajé, produção audiovisual que tem como principal objetivo apresentar de forma próxima e emocionante a história de personagens importantes para a cultura do estado: as Baianas de Acarajé. Além da trajetória das profissionais, os episódios, que serão lançados de 25 a 28 de maio no IGTV do Instagram oficial do Casa Mar (@casamar.art), trazem os desafios encontrados na profissão, principalmente frente às incertezas da pandemia.

A produção, dividida em quatro episódios, apresenta um retrato especial sobre a vida e os desafios de cinco mulheres protagonistas em suas comunidades que se dedicam à prática da tradicional venda de acarajé e outras iguarias da culinária afro-baiana. Resgatando importante referência histórica e cultural, a escolha do nome Iê acarajé faz referência à primeira metade do século XX, quando, segundo o ex-diretor do Centro de estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, Ubiratan Castro, as famílias aguardavam as mulheres do acarajé passarem em uma espécie de cerimônia às 19h, anunciando a venda de “Iê acarajé, Iê abará!”.

O Ofício da Baiana do Acarajé é hoje reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil. A prática tem como protagonista o acarajé, elemento simbólico e constituinte da identidade baiana, com forte ligação às religiões de matriz africana, que simboliza uma das mais importantes contribuições africanas à identidade do país, revelando uma cultura afro-brasileira, ancestral e matriarcal.

Com roteiro e direção de Mariana Jaspe e direção de fotografia de Lucas Raion, a websérie conta com trilha sonora do Duo B.A.V.I. e produção de Gordo Calasans. Em seus quatro episódios, a narrativa apresentará o trabalho das baianas Ubaldina, Dinha, Elaine, família Miranda, Taty e Marluce sob diferentes perspectivas, mostrando como essas mulheres se descobriram na profissão junto à herança familiar, acordos coletivos, oportunidade de empreender e contato com a religiosidade que ela pode proporcionar, além de sua importância cultural, gastronômica e histórica para o país.

lê Acarajé é a união de duas paixões: acarajé – não à toa tenho a palavra dendê tatuada no braço -, e a possibilidade de encontrar grandes personagens e dialogar com eles. Por isso, o mais interessante desse processo foi a troca com essas mulheres; ouvi-las sobre suas trajetórias, vivências, dores e delícias de suas vidas e perceber como ser baiana é fundamento para elas serem quem são”, revela a diretora e roteirista, Mariana Jaspe .

FICHA TÉCNICA

Iê acarajé

Episódio 1 – Ubaldina, Dinha, Elaine

Episódio 2 – Família Miranda

Episódio 3 – Taty

Episódio 4 – Marluce

Roteiro e direção – Mariana Jaspe

Roteiro – Filipe Volz

Direção de fotografia – Lucas Raion

Montagem – Yasmin Reis e Mariana Jaspe

Trilha sonora – Duo B.A.V.I.

Produção – Gordo Calasans

Pesquisa – Vagner Rocha

Som direto – Gabriela Palha e Pedro Garcia

Assistente de fotografia – Ema Ribeiro

Assistente de produção – Jonaire Mendonça.