Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Plataforma de ensino gratuita do Instituto PROA inicia nova turma no Estado de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Guto Garrote.

O Instituto PROA, uma ONG que acredita e tem o compromisso de criar oportunidades reais de desenvolvimento e empregabilidade para jovens de baixa renda, abre nova turma para a Plataforma PROA. Jovens entre 17 e 22 anos de idade que concluíram o Ensino Médio em escolas públicas, que residam no Estado de São Paulo e que buscam seu primeiro emprego terão a oportunidade de se aperfeiçoarem para o mercado de trabalho e se conectarem com vagas de emprego. A Plataforma PROA de formação on-line levará aos jovens 100 horas de aulas por meio de um modelo de aprendizagem ativa e por projetos onde os alunos terão a oportunidade de colocarem a mão na massa e se prepararem para iniciar a carreira profissional, além da possibilidade de seguirem uma trilha técnica com mais 50 horas na carreira de vendas ou análise de dados.

Para formatar o curso, profissionais do Instituto PROA entrevistaram mais de 70 empresas com o objetivo de entender as reais demandas do mercado de trabalho, assim como as competências necessárias para os jovens estarem preparados para o início de carreira. Durante o curso, os alunos contarão com orientação e apoio de tutores em encontros semanais ao vivo. A Plataforma PROA tem como objetivo preparar os jovens para o mercado de trabalho dentro dos seguintes temas: Autoconhecimento (20 horas), Planejamento de Carreira (20 horas), Projeto de Vida (20 horas), Raciocínio Lógico (20 horas), Comunicação (20 horas) e Trilha Técnica (50 horas/opcional). Ao final, os alunos que concluírem estarão aptos para participarem de processos seletivos para vagas de posições de início de carreira e primeiro emprego. Todos receberão certificado de conclusão emitido pelo PROA e terão acesso a vagas de emprego disponíveis no mercado.

A jornada de estudos será de 7h30 de estudos por semana, de segunda a sexta-feira, cerca de 1h30 de dedicação por dia. O jovem poderá estudar e fazer as atividades em qualquer horário do dia, com exceção dos encontros mediados pelos tutores, que acontecerão uma vez por semana, às quartas-feiras, com 1h30 de duração e em diversas opções de horários. Serão oferecidas aos jovens várias opções de horários para os encontros com os tutores. A participação nos encontros e a conclusão de todas as atividades são fundamentais para o jovem seguir para a empregabilidade. “Nossa meta é contribuir para que os jovens tenham oportunidades de trabalho e estejam preparados para iniciarem a carreira profissional. Segundo dados divulgados recentes pelo IBGE, o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos ficou em 31,4% no 3º trimestre de 2020. É o maior índice já registrado. A falta de experiência e oportunidades de estudo aliada ao cenário da pandemia faz com que os jovens sofram mais com o desemprego. Por isso, todo esforço e dedicação para ajudar esse jovem são válidos. Acreditamos que quanto mais cedo esse jovem tenha contato com habilidades que ainda não foram desenvolvidas ou que precisam ser aprimoradas, mais chances eles terão de serem bem-sucedidos profissionalmente, independentemente do que eles queiram fazer”, afirma Alini Dal’Magro, CEO do Instituto PROA.

Para participar do curso, o jovem passará por uma avaliação de língua portuguesa e matemática. Independentemente de serem aprovados, receberão acesso a uma trilha de língua portuguesa e matemática após a conclusão das avaliações. Desde que estejam dentro dos critérios de idade, escolaridade e geográfico, os jovens poderão participar do processo seletivo quantas vezes quiserem. “O PROA tem se provado, cada vez mais, uma escolha fantástica, pois tanto a Plataforma PROA, quanto as pessoas por trás, nos disponibilizam ajuda e conhecimento que vão desde algo simples a mais complicado. Entrei no PROA com uma base de plano de vida e atualmente, após apenas um mês, já posso dizer que meu projeto de vida está mais estruturado. Com o PROA, sinto que estou mais perto de realizar meus sonhos e entrar no mercado de trabalho”, afirma Júlia da Silva Rocha, de 17 anos, que está cursando a Plataforma PROA.

Outra história de sucesso é da Letícia Vitória Salgado da Silva, de 18 anos. “O curso está agregando muito na minha vida. Estou descobrindo muitas coisas sobre mim e isso está me ajudando a descobrir o meu caminho. Agora tenho mais certeza da carreira que quero seguir, começando por um curso na faculdade. Sinto-me mais segura para o mercado de trabalho, graças à Plataforma PROA. Todos os encontros e atividades têm me amadurecido muito e acredito que todos deveriam ter uma oportunidade assim.”

Ellen Souza Casto, 18 anos, está amando o curso: “Em cada missão eu me descubro mais, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. As missões são muito importantes, pois elas nos estimulam a pensar realmente no que queremos para nosso futuro; às vezes, eles nos indagam com possibilidades que eu jamais pensaria no meu dia a dia e espero me aprofundar mais sobre os meus sonhos a cada missão. Só tenho a agradecer ao PROA por me proporcionar esse autoconhecimento.”

As inscrições já estão abertas e terminam no dia 11 de junho. As aulas da próxima turma começam no dia 14 de junho. As inscrições podem ser feitas pelo site https://plataforma.proa.org.br/.

Precursor do urban jazz, Jonathan Ferr lança álbum “Cura” e websérie afrofuturista

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Capa do álbum. Foto: divulgação.

Se ao ouvir falar em jazz e piano você automaticamente pensa em músicos de figurinos clássicos e cores sóbrias, pode esquecer essa persona. E ninguém melhor para acabar com essa imagem pré-concebida do que o pianista brasileiro – e carioca – Jonathan Ferr. Ferr, aliás, é a personificação da quebra de paradigmas: estética, essencial e musicalmente falando. E é com essa proposta disruptiva que o precursor do gênero urban jazz no Brasil lançou, na sexta-feira (28), seu novo álbum Cura (ouça aqui), o primeiro a ser lançado pelo selo slap, da Som Livre.

O projeto chega ainda com uma websérie no YouTube envelopada em estética afro futurista – outra marcante assinatura do multifacetado artista, que também está sempre à frente da direção das suas produções audiovisuais e nas quais eventualmente atua. Composta por oito music visualizers – um para cada faixa inédita e com o número 8 representando o infinito, simbolizando a cura infinita de cada um –, a série chega ao canal do artista na próxima terça-feira (1/6) e retrata o encontro de um casal que se apaixona e vive um drama da vida cotidiana, em um processo contínuo de busca pela referida cura do título do disco.

Com nove faixas no total, o álbum alcança o feito de simultaneamente ser uma obra essencialmente pessoal do artista, enquanto transmite uma mensagem universal a quem escuta. A universalidade, aliás – para além da experiência sensorial intensificada pelo caráter instrumental do projeto – fica evidente também no título das canções, apresentando elementos comuns à trajetória humana: Nascimento, Choro, Sensível, Chuva, Amor, Felicidade, Caminho e Esperança – sendo essa última o único single já lançado com a participação de Serjão Loroza. A única faixa que foge a essa regra e não à toa é Sino da Igrejinha. Canção de domínio público e familiar aos cultos de matrizes africanas, ela foi a escolhida para ser a primeira da tracklist. “Dentro dos terreiros, essa é uma música cantada para a entidade responsável por abrir os caminhos para todas as coisas”, explica Ferr, evidenciando mais uma faceta de sua personalidade plural.

Jonathan Ferr. Foto: divulgação.

Além da brilhante musicalidade, Cura encanta também pela proposta democrática – sem perder o apuro técnico –, tendo como um de seus objetivos principais a desmistificação da música instrumental como um gênero erudito. O caráter contemporâneo do urban jazz – estilo assumido pelo músico para denominar a mistura de elementos do jazz, hip hop, R&B e outros estilos de música urbana, promovendo um verdadeiro mix pop – contribui para o alcance mais popular que Jonathan almeja. “Busquei um certo minimalismo para a produção de Cura, no sentido de apostar em poucos elementos e muita clareza nas informações musicais. É um disco fácil de ouvir e sentir”, diz Jonathan. O cuidado fica evidente na audição do álbum, que traz sempre o piano no centro de cada composição, acompanhado de um quinteto de cordas e alguns convidados especiais, como o violoncelista Jaques Morelenbaum, a filósofa Viviane Mosé e o cantor Serjão Loroza. “Penso nesse projeto como uma espécie de ‘Jonathan Ferr Unplugged’, porque eu me dispo muito de toda essa essa coisa de banda, cantores etc.”, completa.

Outro importante pilar de Cura é o conceito de música-medicina, com intenção clara desde o título do álbum, uma vez que Jonathan acredita na música como um elemento para acalentar a alma em busca do ‘curamento’. “O conceito (de música-medicina) normalmente está ligado à música espiritualista e eu acho muito bonito pensar nele dentro da proposta instrumental também, porque acredito que a música por si só é medicinal. O que seria de nós na pandemia se não fosse a música, por exemplo? Então eu intencionalmente quis trazer o disco pra esse lugar, onde você pode dar o play, meditar  etc., usando esse disco para um movimento de auto cura mesmo”, declara o artista. “Na última faixa, Caminho, a Vivi Mosé declama um texto lindo e poderoso no qual ela diz ‘o que cura é a vida’, que resume muito bem a proposta do disco. Ela usa ainda um mantra indígena que eu gosto muito, que é ‘a cura está acontecendo agora, nesse momento’. E é isso o que quero dizer: a cura é a vida, a água pura, é estar com quem você ama, é o bom dia para o quem acorda do seu lado, é olhar para o seu filho e se reconhecer nele, é comer uma comida gostosa, é beber uma cerveja com os amigos”, exemplifica Jonathan.

Assim como o próprio artista, Cura é um disco repleto de nuances que conversam de maneira muito orgânica e de fácil absorção ao ouvinte. Ao mesmo tempo em que o álbum apresenta uma essência sentimental, a busca pela espiritualidade e um caráter curativo – evidentes em Sino da Igrejinha e Caminho, respectivamente –, ele não deixa de apresentar também seu viés político-social alinhado com a identidade do seu criador, como na track Esperança, que traz um poema de autoria de Ferr declamado por Serjão Loroza e um clipe repleto de simbolismos. Mas há também espaço para faixas como a love song Amor, um blues sensual para dançar a dois; Choro, que imprime uma conexão com nossos sentimentos mais profundos; Felicidade e sua vibe rock’n roll’ com um solo de guitarra; o resgate a um local seguro da infância em Chuva; uma reflexão sobre a deusa egípcia Maat e a energia do feminino em Sensível, com participação do violoncelista Jaques Morelenbaum e uma homenagem ao ícone da MPB Milton Nascimento em Nascimento.

Tornar sua obra e mensagem acessíveis é tão importante para Jonathan que, segundo o artista – e ao contrário da maioria dos álbuns musicais –, a ordem de consumo das faixas proposta na tracklist não é essencial para a compreensão do disco. “Com esse trabalho, estou buscando conexão com todo mundo – desde uma senhorinha humilde que mora no interior e nem sabe o que é jazz, até um colecionador que tenha milhares de vinis em casa. Quero que todos que deem play nesse álbum sintam e estabeleçam uma conexão, porque vão entender. Não quero mostrar que consigo fazer 30 notas por segundo, porque acho que isso não conecta ninguém. Então esse é um álbum que fiz para alcançar esse lugar e que vai trazer muitas possibilidades”, conclui Jonathan.

Por fim, é possível vivenciar a experiência de um projeto cheio de frescor, ineditismo, beleza e cura.

Álbum Cura – Jonathan Ferr

Lançamento slap/Som Livre

Tracklist:

1 – Sino da Igrejinha

2 – Nascimento

3 – Choro

4 – Esperança (feat. Serjão Loroza)

5 – Felicidade

6 – Chuva

7 – Amor

8 – Sensível (Maat) – feat. Jaques Morelenbaum

9 – Caminho (feat. Vivi Mosé)

Ficha técnica da série Cura:

Criação original de Jonathan Ferr

Direção: Bárbara Fuentes

Roteiro: Jonathan Ferr e Bárbara Fuentes

Direção de produção: Tânia Artur

Elenco: Jonathan Ferr e Juliane Cruz

Assistente de set/platô: Raquel Artur

Direção de Fotografia/ Câmera: Matheus Dafi

Foquista: Renan Herison

Logger: Carlos Alexandre

Gaffer: Toni Oliveira

Assistente gaffer: Jacinto Estevam

Contrarregra: Cabelinho

Preparadora de elenco: Iane de Jesus

Direção de Arte: Giulia Maria Reis

Figurino: Taíssa Rombaldi

Maquiagem: Jessyca Teixeira

Preparação de elenco: Iane de Jesus

Still/Making of: Nathália Pires

Edição de Making of: Carlos Alexandre

Edição/Montagem: Stephany Barros

Colorização: Eric Palma

Apoio de catering: Contemporâneo Lapa

Apoio de Figurino: Acervo Bruneba e Acervo Hugo Nogueira

Comunicação: Listo

Assessoria de imprensa: InPress

Produção Executiva: Sim Produções

Lançamento: slap/Som Livre

Todas as músicas foram compostas, produzidas, arranjadas e performadas por Jonathan Ferr, exceto Sino da Igrejinha (domínio público)

Créditos da capa do álbum e shooting: Jonathan Ferr

Fotografia: Renan Oliveira

Assistente de fotografia: Felippe Costa

Assistente de fotografia: Bia Novaes

Stylist: Lucas Magno

Assistente stylist: Fabiana Pernambuco

Beleza: Laura Peres

Estúdio: Crop

Produção: Tânia Artur/Sim Produções

Look: Leandro Castro

Acervo de roupas/acessórios: Leandro Castro, Durags Brasil, Converse, SãnSe, Gil Haguenauer.

Sobre o slap | O slap faz parte da vida de quem busca novas experiências musicais e orgulha-se de, desde 2007, fomentar a cena indie e abrir as portas do mercado para novos artistas. Sua missão é potencializar e empoderar a cena musical independente do país, incentivando o midstream e fazendo com que novos sons, originais e arrojados, cheguem a cada vez mais pessoas. O slap carrega em sua história grandes lançamentos de nomes como Maria Gadú e Scalene. Seus representantes têm todos a autenticidade como característica e, entre eles, estão Céu, Jonathan Ferr, Luthuly, Marcelo Jeneci, Maria Gadú, Gustavo Bertoni e Scalene. @slapmusica

Tabacaria promove campeonato de degustação de charutos às cegas

Curitiba, por Kleber Patricio

Degustação às Cegas da Bulldog já está com a venda de kits disponível. Foto: divulgação.

Na última terça-feira (25) a Bulldog Tabacaria deu a largada para mais uma edição da degustação às cegas, evento no qual os participantes degustam charutos com bitolas e origens diferentes para, ao final, descobrir quais foram os puros provados. O evento é um sucesso entre os fãs de charutos que aguardam as edições para testar os seus conhecimentos sobre o assunto.

“Desta vez elaboramos um kit com quatro tipos de charutos para deixar o campeonato ainda mais divertido. O kit inclui uma carta com quatro questões sobre cada charuto e precisam ser respondidas até o dia 7 de junho”, explica Carolina Macedo, sócia da Bulldog Tabacaria ao lado de Walter Macedo.

No dia 7 de junho, às 20h, a Bulldog realiza live no Instagram da casa para apresentar cada um dos charutos e revelar o grande vencedor do campeonato. O kit da Degustação às Cegas custa R$290 (+ taxa de entrega). Os pedidos são enviados para todo o Brasil e podem ser feitos pelo perfil @bulldog_tabacaria ou pelo Whatsapp (41) 98736-3251.

Cantora Negra Li lança novo single

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A cantora Negra Li, conhecida por sua carreira consolidada e com repertorio de sucesso, anuncia grandes novidades para esse ano. A primeira delas chegou no último dia 27 às plataformas digitais na faixa intitulada Comando. A música traz em seu conceito um manifesto sobre os obstáculos e preconceitos que a comunidade preta enfrenta diariamente e faz parte de seu novo álbum de estúdio.

Por reconhecimento de muito trabalho desde a adolescência, Negra, que quebrou barreiras em toda sua trajetória artística, usa seu espaço para falar de questões sociais importantes. Por meio de sua arte, ampliando seu discurso em prol de mudanças. Nesse álbum, isso não será diferente. “Sou uma cantora bem sucedida em minha carreira, depois de muita luta e trabalho. Quero usar este espaço como um manifesto sobre o preconceito que ainda existe na sociedade”, comenta Negra Li .

Com o verso Chego Chegando, incendiando no meu comando, sou eu que mando … Negra Li mostra que está em controle total de sua carreira, mostrando toda sua potencialidade musical e ressignificando seus 41 anos. Comando traz uma letra empoderada ao melhor estilo do rap com influências do afro-beat, enaltecendo as raízes e ancestralidade das mulheres pretas. Este será o primeiro lançamento de uma série de divulgações repletas de parceria inéditas.

Capa do single “Comando”.

O single ganhou sua versão em videoclipe, ambientado no meio de uma fazenda no interior de São Paulo construída por trabalho escravo na época dos barões de café. Nela, Negra Li trouxe em seu contexto a ressignificação, a ascendência das mulheres pretas em espaços que antes não ocupavam, mostrando o empoderamento feminino e preto e dando voz à diversidade.

O vídeo, que chegou no canal oficial da cantora dia 27 de maio, conta com a presença de Sofia, filha de Negra Li, representando a continuidade do seu legado em cenas de muita representatividade e evidenciando sua ancestralidade. Além disso, a equipe desta gravação foi formada maioritariamente de profissionais pretos. “Essa música é um salve ao passado e um brinde ao meu futuro. Fala de gratidão e orgulho daquilo que foi minha base, fé e esperança por dias melhores, pelo sucesso e vitória do povo preto. Porque a minha trajetória foi de força e resiliência. Comando fala de força, fala de empoderamento incentivando as pessoas a acreditarem nelas mesmas. Fala de legado e honrar suas origens e ter orgulho da sua história e suas marcas. O clipe também fala de empatia e diversidade, abordando o combate ao machismo e ao racismo e de continuar lutando”, finaliza a cantora.

Assista o clipe no Youtube.

Por meio de 20 filmes locais, série de TV revisita quatro décadas de Porto Alegre

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Still – “Sob Águas Claras e Inocentes” (2016) – Still – Anelise Vargas – cred. Edu Rabin ©Ausgang.

Do distanciamento social à diversidade de gênero: a série O Cinema e As Cidades revisita quatro décadas de Porto Alegre, por meio de 20 produções locais, entre curta e longas-metragens e documentários. Dirigido por Eduardo Wannmacher e produzido por Frederico Mendina, o seriado vai ao ar por meio de quatro episódios semanais, exibidos nas sextas-feiras, às 21h30, a partir de 4 de junho, em rede nacional no canal de TV por assinatura Prime Box Brazil.

A geração oitentista inicia a produção de um novo cinema urbano em Porto Alegre com a descoberta do super-8 no formato de ficção. Esse movimento é revisitado no episódio introdutório da série, por meio do depoimento de Carlos Gerbase, diretor de Inverno (1983). O distanciamento social por muros e grades é retratado no segundo episódio, com uma análise do curta Ângelo Anda Sumido (1997), de Jorge Furtado.

O cinema fantástico, com criaturas e lendas mágicas, chega ao terceiro episódio, com a animação Reino Azul (1989), de Otto Guerra. Ao longo do tempo, temas ligados ao cinema de gênero, como ficção-científica e terror, sempre estiveram presentes nas produções gaúchas, revelando um lado mais sombrio da capital. Sob Águas Claras e Inocentes (2016), de Emiliano Cunha, também integra o roteiro do seriado.

O diretor Eduardo Wannmacher. Foto: Isidoro B. Guggiana.

O último episódio explora temas urgentes, como a diversidade de gênero, o racismo, a ocupação de lugares públicos e as manifestações sociais. Esses temas são revisitados pelo documentário O Caso do Homem Errado (2017), de Camila de Moraes, entre outros títulos. Produzida pela Pironauta e coproduzida pela Firma Filmes, a série é estruturada em imagens originais das obras analisadas e depoimentos dos respectivos realizadores.

O Cinema e As Cidades tem financiamento do Edital Pró-cultura RS FAC de Produção Audiovisual, realizado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Sedac, em parceria com a Ancine, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual.

Serviço:

Série O Cinema e As Cidades

TV por assinatura: Prime Box Brazil

Estreia: 4 de junho

Exibições: sextas-feiras, 21h30

Último episódio: 25 de junho

Temporada: 4 episódios de 30 minutos, cada

Reprises: sábados, 10h30; domingos, 02h30; segundas-feiras, 08h30; terças-feiras, 19h e quinta-feira, 9h

Classificação indicativa: 12 anos.

EQUIPE TÉCNICA

Direção e Roteiro: Eduardo Wannmacher | Produção e Produção Executiva: Frederico Mendina | Controller: Tanize Cardoso | Assistente de Produção Executiva: Fernanda Bischoff | Direção de Fotografia: Thiago Gruner | Assistente de Fotografia e Logger: Rodrigo Scheid | Direção de Produção: Martina Zanetello | Assistente de Produção: Estevão Comelli | Montagem: Thais Fernandes | Assistente de Montagem: Joana Bernardes | Sound Designer: Rafael Rodrigues | Som Direto: Fábio Baltar Duarte | Trilha sonora Original: Ricardo de Carli | Colorista: Daniel Dode | Design Gráfico: Leo Lage | Produção: Pironauta | Co-produção: Firma Filmes | Depoimentos: Bruno Carboni, Camila de Moraes, Carlos Gerbase, Emiliano Cunha, Filipe Matzembacher, Giba Assis Brasil, Gustavo Spolidoro, Jéssica Luz, Jorge Furtado, Julio Andrade, Kiko Ferraz, Lucas Cassales, Mariani Ferreira, Nelson Diniz, Otto Guerra, Valéria Verba e outros. | Filmes: Ainda Orangotangos (2007), Amores Passageiros (2012), Ângelo Anda Sumido (1997), Castanha (2014), Cidade Fantasma (1999), De Lá pra Cá (2011), Inverno (1983), O Cárcere e a Rua (2005), O Caso do Homem Errado (2017), O Corpo (2015), O Teto Sobre Nós (2015), Quem? (2000), Reino Azul (1989), Secundas (2017), Sob Águas Claras e Inocentes (2016), Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes (2013), Tinta Bruta (2018), Três Minutos (1999), Um Corpo Feminino (2018), Um Estrangeiro em Porto Alegre (1999).

Sobre Pironauta | A Pironauta foi fundada para atuar na criação e produção de conteúdo audiovisual, com foco na abrangência e diversidade de conteúdo. Produziu o longa Xico Stockinger (2012), de Frederico Mendina – prêmio de melhor fotografia no 4º Curta Amazônia e seleções no Portobello Film Festival (Reino Unido), Bogocine (Colombia), Duhok Film Festival (Iraque) e Gramado. Atualmente, prepara-se para lançar o longa inédito Depois de Ser Cinza (2021), de Eduardo Wannmacher, e desenvolve o projeto intitulado Castas.

Sobre Eduardo Wannmacher | Diretor, produtor e roteirista, Eduardo Wannmacher trabalha com televisão e cinema desde os anos 1990. É realizador de diversos documentários para TV e curtas; entre eles, 24 Horas com Carolina (2012), selecionado para o Festival de Havana. Outros trabalhos incluem Pra que Servem os Homens? (2013), Eu, Ele e os Outros (2012), Melhor que Aqui (2011), Na Rota do Imperador (2009). O inédito Depois de Ser Cinza (2021) é sua estreia na direção de longas-metragens.