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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Reapresentação da OSMC marca programação da Semana Carlos Gomes

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Arquivo/PMC.

Quer conhecer um pouco mais do famoso maestro e compositor campineiro Carlos Gomes? A Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas promove anualmente o Mês Carlos Gomes. Nesta quarta semana de atividades, de 20 a 26 de setembro, haverá entrevistas na Rádio Educativa, palestras no canal no Youtube Cultura Abraça Campinas, sessão memória e também reapresentação do concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas de 2017 com cantores líricos. A programação este ano está online por conta da pandemia.

O Mês Carlos Gomes é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas. As homenagens iniciaram com a Semana Carlos Gomes, instituída em Campinas pela Lei Municipal Nº 9.152, de 1996, na semana que antecedeu o 16 de setembro, no dia em que o maestro faleceu em 1896. No entanto, devido à necessidade de difundir cada vez mais a obra de Carlos Gomes e o vasto material deixado pelo compositor campineiro, a comissão organizadora estendeu a programação para todo o mês de setembro. O Mês Carlos Gomes foi instituído pela Lei Municipal Nº 14.909 de 2014.

Sobre Carlos Gomes | Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas, em 1836, e morreu em Belém, em 1896. Foi compositor de óperas e dedicou a maior parte de sua produção musical a este gênero. Começou a estudar música com o pai e continuou os estudos no Conservatório do Rio de Janeiro. Ganhou uma bolsa de estudos e foi para a Europa, em Milão, na Itália, onde se diplomou.

Em março de 1870, a sua ópera mais famosa, O Guarani, estreou no Teatro Scala de Milão e, da Itália, a obra ganhou fama por toda a Europa e consagrou Carlos Gomes como o maior gênio musical das Américas. Doente e com dificuldades financeiras, ele teve que voltar ao Brasil em 1892. Foi para Belém para ocupar o cargo de diretor do Conservatório de Música na capital do Pará, onde morou até morrer, no dia 16 de setembro de 1896.

Confira a programação da quarta semana do Mês Carlos Gomes:

20/9 – segunda-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Marina Becker – entrevistada por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

20/9 – terça-feira

19h

Palestra Tão longe e Tão distante: a presença de Antônio Carlos Gomes na Belle Époque de Belém do Pará com o Prof. Dr. Jonas Monteiro Arraes – Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará

Canal Cultura Abraça Campinas

21/9 – terça-feira

Academia Campinense de Letras

Seção Memória com Sérgio Galvão Caponi

Jornal Hora Campinas – https://horacampinas.com.br/

21/9 – terça-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Olga Von Simson – entrevistado por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

21/9 – terça-feira

18h45/20h30

Reunião do Rotary Cambuí – Palestrante Tenor João Gabriel Bertolini, Vice-Presidente da ABAL e membro da Comissão, on-line, sobre As Canções de Carlos Gomes

21/9 – terça-feira

19h

Conservatório Carlos Gomes – Quem sabe?

Canal Cultura Abraça Campinas

22/9 – quarta-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Regina Márcia Moura Tavares – entrevistada por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

22/9 – quarta-feira

19h

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas – A Noite do Castelo – Niza De Castro Tank (Leonor)

José Dainese (Conde Orlando)

Luiz Tenaglia (Henrique)

Alcides Acosta (Fernando)

Vera Lucia Pessagno (Ignez)

José A. Marson (Raymundo)

Fernando J. C. Duarte (Um Pagem)

Coral da Unicamp

Coral da USP

Benito Juarez (Director)

Campinas, 14/9/1978

Canal Cultura Abraça Campinas

23/9 – quinta-feira

Academia Campinense de Letras

Seção Memória com Sérgio Eduardo Montes Castanho

Jornal Hora Campinas – https://horacampinas.com.br/

23/9 – quinta-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Sérgio Galvão Caponi – entrevistado por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

24/9 – sexta-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Sérgio Eduardo Montes Castanho – entrevistado por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

24/9 – sexta-feira

19h

Apresentação dos Candidatos (Melhor Voz Masculina) inscritos no Concurso Lírico de 2021 – vídeos da Terceira Etapa

Canal Cultura Abraça Campinas

25/9 – sábado

19h

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas – Programa “Terra de Carlos Gomes” no canal da TV Câmara de Campinas. Apresentação no Teatro Castro Mendes em 2017 em homenagem ao mês de Carlos Gomes com participação do Conservatório Carlos Gomes e de cantores líricos da ABAL Campinas. Regência de Victor Hugo Toro

Canal Cultura Abraça Campinas

26/9 – domingo

08h30

Vera Pessagno

Aberturas e intermezzos de óperas de Carlos Gomes: O Guarani,  Maria Tudor, Lo Schiavo,  Fosca

Rádio Cultura de Amparo FM – 88,5

26/9 – domingo

12h30

Vera Pessagno

Aberturas e intermezzos de óperas de Carlos Gomes: O Guarani, Maria Tudor, Lo Schiavo, Fosca

Rádio Brasil de Campinas AM-1270

26/9 – domingo

19h

Apresentação dos Candidatos (Melhor Voz Feminina) inscritos no Concurso Lírico de 2021 – vídeos da Terceira Etapa

Canal Cultura Abraça Campinas

21h30

Vera Pessagno

Aberturas e intermezzos de óperas de Carlos Gomes: O Guarani, Maria Tudor, Lo Schiavo, Fosca

Rádio Educativa de Campinas FM-101,9.

(Fonte: Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Campinas)

Artigo: “Gigante pela própria natureza, até quando?” por Luiz Aragão

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT.

Em um planeta com quase oito bilhões de pessoas, o paradoxo entre desmatar florestas e conservar o ambiente deve ser equacionado. Não é novidade que as mudanças climáticas — causadas por um modelo de desenvolvimento que depende exclusivamente do capital econômico — põem em risco a segurança alimentar, hídrica e energética.

O Brasil deve demonstrar ao mundo como equilibrar os capitais econômicos, sociais e ambientais validando o modelo de desenvolvimento sustentável adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização para o Comércio e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Temos capacidade para isso: o país já se destacou, no início do século 21, ao propor planos e ações para a sustentabilidade.

Entre 1996 e 2005, 19.500 km² de floresta foram desmatados por ano. A solução teve foco no desmatamento, que contribui, atualmente, com mais de 40% das emissões de gases de efeito estufa (GEE): foram criados o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (2004) e o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima (2009).

Em 2015, ao assinar o Acordo de Paris, o Brasil se voluntariou a reduzir 43% (em relação a 2005) das emissões de GEE até 2030. Esse conjunto de ações se mostrou efetivo. Entre 2004 e 2012, o desmatamento foi reduzido em mais de 75%, quando atingimos 4.500 km² em áreas desmatadas por ano. Os esforços garantiram a doação voluntária de 1,3 bilhões de dólares, que compuseram o Fundo Amazônia.

Hoje, no entanto, os dados mostram um cenário preocupante. O desmatamento acelera na Amazônia, com taxas superiores a 10.000 km2/ano desde 2019, os maiores números registrados desde 2008. Cada área aberta causa a formação de bordas florestais permanentes, matando árvores. O chamado “efeito de borda” aumenta em até 37% as emissões de carbono por desmatamento. Além disso, essas bordas facilitam a entrada de fogo nas florestas, causando incêndios (e somando outros 30% às emissões). Esses efeitos ainda causam a perda da biodiversidade, comprometendo a bioeconomia nacional. Estima-se que causem também uma redução de até 40% da chuva da Amazônia, a mesma que irriga a agricultura no centro-oeste.

Esse contexto não tem impactos negativos apenas para o meio ambiente, mas afeta a economia. Enquanto o desmatamento impossibilita a captação de bilhões de dólares, ele também favorece o descontrole das queimadas – para se ter uma ideia, as queimadas que ocorreram no Acre entre 2008 e 2012 geraram perdas superiores a 300 milhões de dólares. O desmatamento e a redução de chuvas têm consequências drásticas ao agronegócio — atividade que sustenta mais de 40% das exportações brasileiras, o equivalente a 86 bilhões de dólares anuais (2010-2019) segundo o Ministério da Economia.

A resposta nacional, contudo, parece-me antagônica. Nosso atual discurso internacional preza a sustentabilidade e os investimentos na área ambiental, mas não converge com o que vemos na prática. Projetos de lei controversos, buscando a descriminalização da ocupação ilegal de terras públicas e a flexibilização do licenciamento ambiental, adicionados a uma drástica redução dos orçamentos, esgotam as maiores reservas de biodiversidade do planeta, aceleram as mudanças climáticas e comprometem o desenvolvimento nacional.

Um país com 750.000 km² de áreas degradadas, o dobro da área de soja plantada hoje, não tem justificativa para desmatar. A produção agrícola não depende de mais terras, mas de uma gestão sustentável e tecnologias que promovam o aumento de produtividade. Acordar para as prioridades do século 21 é condição inegociável para desenvolver o gigante pela própria natureza.

Sobre o autor | Luiz Aragão é pesquisador e chefe da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

(Fonte: Agência Bori)

Inhotim celebra o Setembro Azul com programação gratuita

Brumadinho, por Kleber Patricio

“Narcissus Garden Inhotim”, 2009, de Yayoi Kusama. Esferas de aço inoxidável, dimensões variáveis. Foto: Daniela Paoliello.

O Setembro Azul, movimento de visibilidade da Comunidade Brasileira de Surdos, será celebrado na programação educativa do Instituto Inhotim com atividades gratuitas e acessíveis em libras.

No dia 22 de setembro, quarta-feira, o museu promove em seu perfil do Instagram (@inhotim) o Mediação Minuto, com interpretação em libras da mediadora Selena Leal. A obra exibida nesta edição será Narcissus Garden Inhotim (2009), da artista japonesa Yayoi Kusama, instalação criada em referência ao mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem refletida na água. A obra reúne 750 esferas de aço inoxidável sobre um espelho d’água no terraço do Centro de Educação e Cultura Burle Marx e, nas palavras da artista, se comporta como “um tapete cinético”, dada a ação do vento, que cria diferentes agrupamentos das esferas em meio à vegetação aquática.

O Mediação Minuto é uma parceria entre as equipes do Educativo e da Comunicação do Inhotim em que os educadores e educadoras assumem as redes sociais do Instituto por um dia para dialogar com o público e mediar a obra em pauta.

Nos dias 24, 25 e 26 de setembro, sexta a domingo, o museu promove visitas mediadas com a comunidade surda de instituições da região: Associação dos Surdos de Minas Gerais, Sociedade dos Surdos de Belo Horizonte e Pastoral dos Surdos da Arquidiocese de Belo Horizonte.

O público surdo que quiser visitar o Instituto nos dias 23 e 26 de setembro terá entrada gratuita por meio do Inhotim para Todxs, projeto que contempla o Setembro Azul e é apoiado pela Localiza e Instituto Unimed através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço: 

Setembro Azul no Instituto Inhotim

22 de setembro – Mediação Minuto no Instagram do Instituto (@inhotim)

24, 25 e 26 de setembro – Visitas mediadas no museu

Visitação: de quinta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30 e, aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30

Ingressos: R$22 (meia) e R$44 (inteira) no Sympla

Entrada gratuita na última sexta-feira de cada mês, exceto feriados, mediante retirada prévia através do Sympla. Excepcionalmente nos dias 24, 25 e 26 de setembro, o público surdo terá entrada gratuita por meio do Inhotim para Todxs.

***Moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim e Amigos do Inhotim também possuem entrada franca.

Localização | O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP.

Pode-se chegar ao Inhotim também pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na altura da entrada para o Retiro do Chalé.

Opções de transporte regular:

Transfer – a Belvitur, agência oficial de turismo e eventos do Inhotim, oferece transporte aos sábados, domingos e feriados, partindo do Hotel Holiday Inn Savassi (Rua Professor Moraes, 600). O horário de saída é às 8h30 com retorno às 17h30. O transporte até o Parque custa R$66 (ida e volta) ou R$35 (só volta). O pagamento é feito com o motorista em dinheiro ou no cartão. O serviço também pode ser reservado de terça a sexta-feira, mas necessita de lotação mínima de quatro pessoas. Contatos: (31) 3290-9180 / inhotim@belvitur.com.br.

Ônibus Saritur – saída da Rodoviária de Belo Horizonte de terça a domingo, às 8h15 e retorno às 16h30 durante a semana e 17h30 aos fins de semana e feriados. R$41,50 (ida) e R$37,15 (volta).

(Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Inhotim)

Centro Cultural Coreano no Brasil promove festival de cinema sul coreano online e gratuito

São Paulo, por Kleber Patricio

Filme “Canola”, com Youn Yuh-Jung. Foto: divulgação.

Intitulada Volta ao Mundo: Coreia do Sul, a nova edição do Festival Petra Belas Artes À La Carte (plataforma de streaming do cinema Belas Artes), chega com grandes sucessos do cinema sul coreano. A mostra vai contar com sete longas-metragens renomados mostrando diferentes décadas do país e seu desenvolvimento cultural ao longo dos anos. Os títulos escolhidos são produções realizadas de 1961, mostrando a época do pós-guerra das Coreias, até 2016, apontando uma realidade cultural mais moderna. Os longas de destaque que estarão disponíveis na plataforma serão Bala Sem Rumo (1961), de Yoo Hyun-mok; O Caminho para Sampo (1975), de Lee Man-hee; Amora (Classificação indicativa: + 18) (1985), de Lee Doo-young; Atrizes (2009), de Lee Jae-young; Paju (2009), de Park Chan-ok; A Empregada (2010), da Im Sang-soo e Canola (2016), de Yoon Hong-seung.

O intuito do Centro Cultural Coreano no Brasil com o festival é celebrar o cinema coreano e colocar opções de longas-metragens aclamados pela crítica e inéditos no Brasil. Um dos destaques da mostra fica por conta dos filmes estrelados por grandes atrizes da atualidade, como Youn Yuh-Jung (longas Atrizes, A Empregada e Canola), primeira atriz sul coreana a ganhar um Oscar.

Para participar do festival, os interessados deverão inserir o código do voucher exclusivo (culturacoreiacccbmes), que posteriormente deverá ser colocado no aplicativo À La Carte, para os usuários terem acesso exclusivo e gratuito aos filmes durante a mostra cultural.

Serviço:

Volta ao Mundo: Coreia do Sul

Onde assistir: https://www.belasartesalacarte.com.br/  (Baixe o aplicativo Bela Artes À La Carte na Google Play ou App Store)

Data: Até 30/9

Evento gratuito (cupom: culturacoreiacccbmes)

Disponível para Android, Android TV, Iphone, Apple TV e Roku.

Sobre o Centro Cultural Coreano no Brasil | Desde 2013 o Centro Cultural Coreano no Brasil tem como objetivo apoiar o intercâmbio cultural entre os países, trazendo para o público brasileiro informações concisas, cursos de língua coreana, aulas de Taekwondo e culinária, eventos musicais e exposições sobre diversos temas relacionados à Coreia do Sul. Em suas redes sociais, especialmente no Youtube, no canal do Centro Cultural Coreano, atualmente com quase 47 mil inscritos, é possível acessar conteúdos didáticos e divertidos sobre cultura e muito mais.

Sobre o À La Carte | O À La Carte é um streaming de filmes pensado para quem ama cinema de verdade. Em seu catálogo, que já conta com cerca de 500 títulos e inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas – contemporâneos, clássicos, cult, obras de grandes diretores, super premiados e principalmente aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos –, além de pelo menos quatro novos filmes que entram semanalmente no catálogo, há também a possibilidade do aluguel unitário, que são os super lançamentos – um espaço para filmes que estreiam antes dos cinemas, simultâneos ao cinema e filmes inéditos no Brasil, entre outras modalidades. Outro diferencial são as mostras de cinema – recentemente o À La Carte trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana, espanhola, britânica e suíça. O À La Carte foi criado no final de 2019 e integra o Belas Artes Grupo, que inclui também a Pandora Filmes e o Cine Petra Belas Artes, um dos mais tradicionais e queridos cinemas de rua de São Paulo.

(Com Mayara Carlis)

Museu do Café tem fachadas recuperadas

Santos, por Kleber Patricio

Fachada recuperada do Museu do Café, em Santos. Foto: Barbara Perez.

Ainda em comemoração aos 99 anos do edifício da antiga Bolsa Oficial de Café, celebrado em 7 de setembro, o Museu do Café, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, realizou uma cerimônia especial de entrega da fachada após a conclusão das obras de conservação e manutenção que tiveram início há um ano. O evento aconteceu na manhã da última terça-feira (14) e contou ainda com a inauguração do novo auditório da instituição.

O secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, visitou o Palácio do Café para conhecer as instalações e exposições atualmente em cartaz no Museu. Em seu percurso, passou também pelo auditório, uma novidade que agregará ainda mais valor ao patrimônio, ampliando o leque das programações culturais e possibilitando o crescimento da captação de recursos por meio de locações. “Estamos devolvendo a glória original para este museu que é tão importante para a história do Brasil”, afirmou o secretário durante o evento.

Para marcar o momento, o coral do Grupo Tirolli apresentou um musical na varanda do prédio, um dos muitos locais contemplados nas intervenções.

As obras | Os serviços de recuperação foram aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), órgãos pelos quais o edifício é protegido. O investimento total foi de R$2.868.690,23, com recursos provenientes do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

As intervenções ocorreram por meio da empresa Estúdio Sarasá Conservação e Restauração, selecionada por meio de chamamento público, e contemplaram todas as fachadas do edifício (Ruas XV de Novembro, Frei Gaspar e Tuiuti), além da Torre do Relógio.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa)