Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

SESC São Paulo apresenta Mostra de Cinemas Africanos em outubro

São Paulo, por Kleber Patricio

Longa “Juju Stories” (2021) – Dir. Surreal 16 – Imagem: 20 Pounds Production.

O SESC São Paulo promove, de 1º a 10 de outubro de 2021, a Mostra de Cinemas Africanos, que exibe 30 títulos de ficção e documentário de 16 países, a maioria inéditos no Brasil. O ciclo online e gratuito apresenta 12 sessões (dez longas e dois programas de curtas), legendados em português, além de curso e catálogo digital. Entre os destaques da programação estão exemplos recentes do cinema de gênero da África do Sul, Nigéria e Uganda e curtas dirigidos por mulheres, com uma mostra competitiva simultânea com o Benin e uma seleção de produções árabes do norte da África. As exibições acontecem na plataforma SESC Digital e contam com o apoio da Embaixada da França no Brasil e do Institut Français. Mais informações em mostradecinemasafricanos.com.

Dos dez longas da mostra, oito são inéditos no Brasil. O principal foco curatorial deste ano é o cinema de gênero. O filme de abertura é Juju Stories (2021), do coletivo nigeriano Surreal 16, com três histórias de bruxaria dirigidas por C.J. Obasi, Abba Makama e Michael Omonua. “Em geral, se vincula a ideia de cinema africano a filmes de arte ou político e sempre queremos quebrar esses estereótipos”, explica Ana Camila Esteves, que divide a curadoria com Beatriz Leal Riesco. Da África do Sul vêm o road movie feminista Flatland (2019), de Jenna Bass, e o policial ambientado no mundo do boxe Knuckle City (2019), de Jahmil X.T. Qubeka. “Os gêneros cinematográficos africanos são comuns e bem particulares. Não seguem a lógica de Hollywood, por exemplo”, conclui Ana Camila. Um curso gratuito ministrado por Jusciele Oliveira, que lança luz sobre este tema, integra o evento.

Outros títulos de ficção da MCA são o drama autoral nigeriano Para Maria (2020), sobre depressão pós-parto, de Damilola Orimogunje; o drama ambientado no universo da diáspora francesa Edifício Gagarine (2020), de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh; o suspense ugandês A Garota do Moletom Amarelo (2020), de Loukman Ali; e o sobrenatural Você morrerá aos 20 (2019), de Amjad Abu Alala, do Sudão.

Longa “Meu primo inglês” (Argélia,2019) – Dir. Karim Sayad – Imagem: Close-Up Film.

Os três longas documentais da seleção são produções ligadas à Argélia: Meu Primo Inglês (2019), de Karim Sayad, Rua do Saara, 143 (2019), de Hassen Ferhani, e O Último Refúgio (2021), de Ousmane Samassekou. Todos os filmes da mostra ficam disponíveis apenas em território brasileiro e serão exibidos durante toda a semana do festival, com exceção de Edifício Gagarine, online por 24 horas, e Você morrerá aos 20, com limite de 500 visualizações. O catálogo digital da mostra virá com material inédito que inclui traduções de artigos de pesquisa sobre cinemas africanos, sinopses exclusivas e resenhas dos longas assinadas pelo crítico nigeriano Dika Ofoma.

Com curadorias compartilhadas com dois festivais, os programas de curtas expandem a abrangência dos núcleos de produção africana cobertos pela Mostra. O primeiro é fruto de parceria com a Mostra de Cinema Árabe Feminino (Brasil), que exibe sete filmes com temáticas, gêneros e formatos diversos. A curadoria é de Analu Bambirra e Ana Camila Esteves e abrange Sudão, Tunísia, Marrocos, Egito e Argélia. Já o segundo programa traz 13 títulos do Festival International des Films de Femmes de Cotonou 2021 (Benin), dirigido por Cornélia Glele. Produções de dez países africanos participam desta primeira mostra competitiva da MCA simultaneamente no Brasil e no Benin, com um júri brasileiro formado por Morgana Gama (BA), Bethânia Maia (DF) e Mariana Angelito (RJ).

A programação da Mostra de Cinemas Africanos conta ainda com apoio da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil (www.cinefrance.com.br) e do Institut Français, agência do Ministério das Relações Exteriores e Europeias para a difusão cultural exterior da França, que traz os longas Você morrerá aos 20, Rua do Saara, 143 e Edifício Gagarine, e a sessão de curtas Mostra de Cinema Árabe Feminino.

Mostra de Cinemas Africanos | Ano IV

De 1º a 10 de outubro de 2021 | 10 longas e 20 curtas-metragens

Online | Gratuito | SESC Digital | Site oficial

Esta edição contempla 16 países do continente: África do Sul, Argélia, Benin, Camarões, Egito, Madagascar, Mali, Marrocos, Mauritânia, Nigéria, República Centro-Africana, Ruanda, Senegal, Sudão, Tunísia e Uganda.

Longas

Edifício Gagarine (Gagarine) – Dir. Fanny Liatard, Jérémy Trouilh. França, 2020 | 98 min

Sinopse: Youri, 16 anos, cresceu em Gagarine, enorme conjunto habitacional de tijolos vermelhos em Ivry-sur-Seine, onde sonha se tornar um cosmonauta. Ao tomar conhecimento de que o lugar onde mora está ameaçado de demolição, Youri decide se somar a um movimento de resistência.

Flatland (Dir. Jenna Bass. África do Sul, 2019 | 117 min)

Sinopse: Flatland é um faroeste contemporâneo, uma jornada de autodescoberta para três mulheres diferentes, mas igualmente presas. O filme pinta um retrato vívido e único da feminilidade contra uma terra de fronteira hostil e questiona o que significa ser uma mulher hoje na África do Sul e no mundo em geral.

A Garota do Moletom Amarelo (The Girl in the Yellow Jumper) – Dir. Loukman Ali. Uganda, 2020 | 125 min

Sinopse: À medida que se espalha a notícia de que há um serial killer à solta que continua a cometer assassinatos, um policial fora de serviço deve levar de volta à cidade uma testemunha idosa que mora em uma parte remota de Uganda.

Juju Stories (Dir. Surreal 16. Nigéria, 2021 | 84 min)

Sinopse: Um filme antológico de três partes que explora as histórias de juju (mágica) modernas enraizadas no folclore nigeriano e na lenda urbana, escrito e dirigido pelo novo coletivo de cinema nigeriano conhecido como Surreal 16.

Knuckle City (Dir. Jahmil X.T. Qubeka. África do Sul, 2019 | 124 min)

Sinopse: Um boxeador profissional mulherengo e decadente tenta recuperar a academia de seu falecido pai com a ajuda de seu irmão, um gângster imprudente. Para isso, eles devem enfrentar o submundo que cerca o boxe.

Meu Primo Inglês (My English Cousin) – Dir. Karim Sayad. Argélia, 2019 | 82 min

Sinopse: Depois de viver na Inglaterra por quase duas décadas, o imigrante argelino (e primo do cineasta Karim Sayad) Fahed planeja retornar ao seu país natal e escapar de sua rotina agitada e monótona com dois empregos e ninguém para esperar por ele em casa. Ao mesmo tempo, deseja cuidar de sua mãe e acompanhá-la na velhice.

Para Maria (For Maria/Ebun Pataki) – Dir. Damilola Orimogunje. Nigéria, 2020 | 75 min

Sinopse: Depois de um parto complicado que resultou na perda de seu útero, Derin tem dificuldade de se conectar com sua filha recém-nascida Maria. Isso faz com que Derin se desconecte cada vez mais do mundo ao seu redor, incluindo seu relacionamento com o marido Afolabi.

Rua do Saara, 143 (143 Rue du Désert) – Dir. Hassen Ferhani. Argélia, 2019 | 100 min

Sinopse: No meio do deserto do Saara, um reino particular é governado por uma rainha misteriosa e solitária. Embora desconfiada e cautelosa, Malika sempre recebe de braços abertos os viajantes que decidem parar em seu castelo transformado em cafeteria em busca de algo para beber, comer ou mesmo um conselho.

O Último Refúgio (Le Dernier Refuge) – Dir. Ousmane Samassekou. Mali, 2021 | 85 min

Sinopse: No extremo sul do deserto do Saara fica a Casa dos Migrantes: um refúgio seguro para aqueles que estão a caminho da Europa ou para os que voltam para casa. Aqui, eles se reconciliam com suas histórias de migração individuais.

Você morrerá aos 20 (Tu Morras à 20 ans) – Dir. Amjad Abu Alala. Sudão, 2019 | 105 min

Sinopse: Depois que um xeque previu para sua mãe, logo após seu nascimento, que ele morreria aos 20 e poucos anos, Muzamil, de 19 anos, deve lidar com todos os eventos e mudanças usuais da transição de jovem para adulto.

Curtas

Programa 1: Sessão Cinema Árabe Africano Feminino

Em parceria com a Mostra de Cinema Árabe Feminino, a sessão apresenta sete curtas-metragens de jovens diretoras do Sudão, Tunísia, Marrocos, Egito e Argélia.

Programa 2: Festival International des Films de Femmes (FIFF) de Cotonou | Competitiva

Em parceria com o FIFF, a sessão apresenta 13 curtas-metragens de realizadoras africanas de países como Madagascar, Ruanda, República Centro-Africana, Senegal, Tunísia, Mauritânia, Camarões, Benin e Mali.

* Disponível apenas para o Brasil;

* Todos os filmes da mostra serão exibidos durante toda a semana do festival, com exceção de Gagarine’, que ficará disponível por 24 horas, e Você morrerá aos 20, com limite de 500 visualizações.

Sobre a Mostra de Cinemas Africanos | A Mostra de Cinemas Africanos foi idealizada em 2018 por Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha) e já exibiu mais de uma centena de curtas e longas-metragens de diversas vertentes do cinema africano. O recorte curatorial atende à demanda do público brasileiro por filmes recentes produzidos na África e sua diáspora e promoção desta cinematografia ainda muito invisibilizada. A Mostra já circulou pelo Brasil, em cidades como São Paulo (SP), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Aracaju (SE) e Poços de Caldas (MG), além de contar com três edições online com filmes dirigidos por cineastas de todas as regiões do continente africano. As curadoras acompanham as trajetórias dos filmes africanos nos mais importantes festivais de cinema do mundo. Esta é a segunda edição da Mostra de Cinemas Africanos em parceria com o SESC São Paulo.

(Com Isidoro Guggiana)

Exposição celebra o Dia Mundial dos Rios e propõe reflexão sobre a importância da água para a humanidade

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A Unibes Cultural, em parceria com o Festival de Fotografia de Paranapiacaba, realizará a exposição Território das Águas, uma mostra com oito fotografias que tem por objetivo refletir sobre a importância da água para o planeta e sociedade, ampliar a discussão sobre o tema e celebrar o Dia Mundial dos Rios, que é comemorado em 26 de setembro. O horário de visitação será das 6h às 23h, a partir do dia 22 de setembro no muro externo da Unibes Cultural. A curadoria é de João Kulcsár.

As fotos para a exposição foram selecionadas pela Convocatória do Festival de Fotografia de Paranapiacaba por meio de cinco fotógrafos: Nilmar Lage, Margulha e Voa, Márcio Borsoi, Raphael Alves e Sheila Oliveira, além de três fotógrafas convidadas: Marilene Ribeiro, Julia Pontés e Elza Lima. A exposição irá exibir, sob os olhares dos artistas mencionados, pessoas atingidas pelas construções das grandes hidroelétricas, vistas aéreas das barragens de minérios e os povos ribeirinhos do Norte do país.

Para Bruno Assami, idealizador e diretor executivo da Unibes Cultural, além de sempre ser atual, o tema merece o devido destaque por conta de sua importância para a vida. “Água é essencial para o planeta e sociedade. Vale o debate sobre como a utilizamos por se tratar de um bem finito. A cultura e a arte, por meio das fotografias, têm esse poder de gerar a consciência e incentivar a reflexão”, destaca Bruno.

(Divulgação)

Simultaneamente com a mostra na Unibes Cultural, a exposição também será realizada em Paris, na Galeria Initial Labo. Além da exposição, também haverá uma projeção na coluna externa da Unibes Cultural de um vídeo com as imagens e animações no dia 24 de setembro, às 19h, e uma live, dia 22 de setembro, às 19h, nas redes sociais da Unibes Cultural e do Festival de Fotografia de Paranapiacaba. A live contará com a presença de José Bueno, da iniciativa Rios e Ruas, projeto que já mapeou 800 cursos de água escondidos no concreto, e Alexandre Gonçalves, designer do estúdio Laborg.

Para mais informações sobre estes e outros eventos, acesse o site da Unibes Cultural. Acompanhe as redes sociais da Unibes Cultural: Facebook, Linkedin, Youtube e Instagram.

Serviço:

Exposições – Unibes Cultural

Fotografias em Lambe nas paredes externas da Unibes na entrada do Metrô Sumaré

Data: 22 de setembro a 30 de novembro.

Horário: 6h às 23h

Paris

Territoire de l’eau

Data: 23 de setembro a 9 de outubro

Horário: 10h às 18h (Horário de Paris)

Local: Galeria Initial Labo

62 Av. Jean-Baptiste Clement

Metrô-SP

Data: 20 de setembro a 31 de outubro

Horário: 6h às 23h

Local: Metrô Paraiso

Projeções:

Unibes Cultural – data: 24 de setembro, às 19h

Vila de Paranapiacaba – data: 25 de setembro, às 18h

Paris – Initial Labo- data: 30 de setembro, às 19h (horário de Paris)

Live:

Data: 22 de setembro, às 19h

Quem: José Bueno (Rios e Ruas) e Alexandre Gonçalves (Laborg)

Onde: Mídias sociais da Unibes Cultural e FFP.

Mediação: João Kulcsár

Data: 23 de setembro, às 19h

Quem: Fotógrafos (as) da convocatória e convidadas – Nilmar Lage, Sheila Oliveira, Marcio Borsoi, Raphael Alves, Mergulha e Voa, Marilene Ribeiro, Julia Pontés e Elza Lima

Mediação: João Kulcsár

Onde: Mídias sociais do FFP.

Data: 30 de setembro, às 19h

Fotografia brasileira em Paris

Quem: Glaucia Nogueira (Iande Photographie) e Denise Zanet (Initial Labo Galerie)

Mediação: João Kulcsár

Onde: Mídias sociais do FFP.

Sobre Unibes Cultural | Em funcionamento desde 2015 na Rua Oscar Freire, em São Paulo, a Unibes Cultural tem o papel de hub da cultura, do empreendedorismo criativo e das causas sociais ao convergir, conectar e distribuir cultura e diferentes conhecimentos. Com uma programação variada, que inclui shows, exposições, palestras, atividades para o público infantil e peças de teatro, o centro cultural da Unibes assume a vocação não só de formadora de público, mas também de agente transformador do cenário cultural. A curadoria do espaço propõe encontros, debates e reflexões para todos que querem ajudar a preparar a cidade para o futuro.

(Fonte: LVBA Comunicação)

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba realiza concerto presencial com entrada gratuita

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Concerto da série “O Brasil e o Mundo” traz Mozart e José Maurício Nunes Garcia. Crédito da foto: Felipe Gomes.

A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba realiza, no dia 26, o segundo concerto da temporada O Brasil e o Mundo, que celebra a conexão de artistas mundiais e regionais. A apresentação Universo Clássico: Mozart e José Maurício Nunes Garcia acontece às 20h na Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba), e recebe os solistas Adonhiran Reis e Gabriel Marin.

Wolfgang Amadeus Mozart e o Padre José Maurício Nunes Garcia habitaram universos distintos, mas tinham um estilo clássico comum. Enquanto Mozart teve um marco na sua trajetória musical com a obra Sinfonia Concertante, escrita para violino, viola e orquestra, Nunes Garcia conseguiu a alcunha de ‘Mozart Brasileiro’ por ser um dos maiores nomes da música clássica nacional na primeira metade do século 19. Sua obra é, majoritariamente, sacra e para o espetáculo da Sinfônica será apresentada a Abertura em Ré, uma de suas poucas peças instrumentais.

O concerto tem direção artística e regência do maestro Paulo de Paula e conta com a participação de dois solistas na Sinfonia Concertante: o violinista Adonhiran Reis, que é professor de violino da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e tem presença garantida nos principais festivais do Brasil e exterior como França e Alemanha; e o violista Gabriel Marin, que já foi chefe de naipe das violas da OSB por seis temporadas, além ter atuado em outras orquestras como as sinfônicas da Paraíba, Sergipe e Campinas e a Orquestre D’Auvergne, da França.

O solista Adonhiran Reis. Foto: divulgação.

Como assistir | O concerto Universo Clássico: Mozart e José Maurício Nunes Garcia tem entrada gratuita, mas é preciso reservar os lugares por meio do preenchimento de um formulário online, que está neste link. É possível reservar no máximo cinco entradas por pessoa das 300 disponíveis – devido à capacidade de público do teatro em número reduzido, em razão do Covid-19.

Vale lembrar que é obrigatório o uso máscara e o respeito ao distanciamento durante toda a atração. No dia do concerto, aqueles que quiserem contribuir podem fazer a doação de um litro de leite longa vida. O Ciaei – Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba fica na avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665, Jardim Regina, Indaiatuba (SP).

Transmissão | Para quem não conseguir ingressos ou não puder comparecer na apresentação presencial, o concerto será transmitido no dia 30 de setembro, às 20h, no canal do YouTube da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, disponível neste link.

O Brasil e o Mundo | As nuances desta série se entrelaçam em um rico diálogo entre a música universal e a regional. Cada um dos três concertos mescla, de uma maneira muito própria, obras reconhecidas pertencentes ao repertório clássico universal com peças que transmitem e se reverenciam à cultura brasileira. Assim, o Brasil e o mundo são colocados em perspectiva por meio de uma experiência enriquecedora.

A viabilização desta temporada é fruto do reconhecimento do trabalho da Orquestra.  Em novembro de 2020, a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba recebeu o Prêmio Histórico de Realização em Música pelo Governo do Estado de São Paulo, por ter conquistado o 1º lugar na premiação após avaliação técnica de uma comissão especializada. Estes recursos estão sendo investidos nos projetos deste ano, incluindo a série de apresentações O Brasil e o Mundo.

O solista Gabriel Marin. Foto: Artística Rawziski.

Além de Universo clássico: Mozart e Padre José Maurício Nunes Garcia, integram este conjunto os espetáculos Bach e Villa-Lobos: de mestre para mestre, que aconteceu em agosto no formato online, e Erudito e Popular. A realização da série O Brasil e o Mundo é da Associação Mantenedora da Orquestra de Indaiatuba (Amoji), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba.

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba – Vídeo: clique aqui

Serviço:

Série O Brasil e o Mundo – Orquestra Sinfônica de Indaiatuba

Concerto: Universo Clássico: Mozart e José Maurício Nunes Garcia

Solistas: Adonhiran Reis (violino) e Gabriel Marin (viola)

Data: 26 de setembro – Horário: 20h

Onde: Sala Acrísio de Camargo (Ciaei – Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba) – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina, Indaiatuba (SP)

Reservas: clique aqui

Online | Com canções praieiras ou sambas baianos, toda a influência e brasilidade do compositor baiano Dorival Caymmi se faz presente no concerto da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba intitulado Caymmi. A homenagem, que aconteceu presencialmente na sexta-feira (10) no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba), ganha uma sessão online, transmitida neste domingo, 19, às 20h, no canal da Orquestra no YouTube.

A apresentação traz no repertório canções como Samba da Minha Terra, Marina, Saudade da Bahia e O Bem do Mar. A direção artística é do maestro Paulo de Paula e os arranjos são de Emanuel Massaro. Dividem o palco com a Sinfônica os cantores Gustavo Spínola e Camila Foroni, além da banda Vila Jazz.

Site www.orquestradeindaiatuba.org.br | Instagram orquestrasinfonicadeindaiatuba | Facebook orquestraindaiatuba.

(Fonte: Armazém da Notícia)

3º Festival de Música Instrumental de Indaiatuba tem inscrições abertas até 24 de outubro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Thomas de Oliveira Caballero foi eleito o Destaque do Festival de Música Instrumental na edição 2020. Foto: divulgação.

Estão abertas as inscrições para o 3º Festival de Música Instrumental de Indaiatuba (Femusin), promovido pela Secretaria de Cultura de Indaiatuba. Os objetivos são incentivar a produção instrumental regional, fomentar este gênero musical e revelar novos talentos. Os interessados têm até 24 de outubro para envio de documentos e obras. O Edital para Participação está disponível no site da Prefeitura.

“O Festival de Música Instrumental vem crescendo a cada ano e em 2021 será realizado novamente de forma virtual”, destaca a secretária de Cultura Tânia Castanho. “Teremos quatro diferentes etapas: Inscrição, Eliminatória, Final e Premiação. Pedimos aos músicos que leiam atentamente o edital e que todos participem para que possamos, cada vez mais, fomentar a música instrumental e revelar novos talentos”.

Podem participar do Femusin coletivos eruditos e populares e solistas eruditos e populares, compostos por participantes residentes em Indaiatuba ou com atuação musical comprovada na cidade. Para participar, é necessário que os integrantes participantes em todas as categorias tenham, no máximo, 29 anos de idade até a data de início das inscrições. Cada participante poderá concorrer em até duas categorias diferentes com uma música por categoria inscrita.

Além dos documentos, os inscritos deverão enviar um vídeo, que será analisado pela Comissão Julgadora. Os critérios de avaliação serão idade dos participantes; interpretação, que engloba expressão musical, afinação e contextualização estilística da obra; composição executada, que envolve nível de dificuldade técnica e qualidade de execução e, por último, desempenho musical, em que serão avaliados criatividade, técnica e entrosamento.

Os quatro melhores avaliados pela comissão em cada categoria passam para a etapa final e o resultado será divulgado às 10h do dia 4 de novembro, no portal Cultura Online (www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura-online/) e demais canais de comunicação oficiais da Prefeitura de Indaiatuba.

Voto popular | As performances dos finalistas serão registradas no formato “ao vivo” e disponibilizadas à população no portal Cultura Online a partir das 20h do dia 15 de novembro. Até o dia 21, os internautas poderão deixar o seu voto. Os três participantes mais votados receberão três, dois e um ponto, respectivamente, que serão acrescidos à média da pontuação oferecida pela Comissão Julgadora.

A Comissão Julgadora será formada por três profissionais ligados à música, que darão seus votos de zero a dez. O resultado oficial com os vencedores será divulgado a partir das 10h do dia 23 de novembro no portal Cultura Online e nos canais de comunicação oficiais da Prefeitura de Indaiatuba.

Melhor Coletivo Erudito e Melhor Coletivo Popular levam R$4 mil cada, Melhor Solo Erudito e Melhor Solo Popular garantem R$2 mil cada e o Melhor Destaque Geral será premiado com R$1 mil. Mais informações pelos telefones (19) 3825-2057 ou 3894-1867.

Serviço:

3º Festival de Música Instrumental de Indaiatuba

Inscrições: até 24 de outubro

Onde: www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/festival-de-musica-instrumental-de-indaiatuba/

Informações: (19) 3825-2057 ou 3894-1867.

(Fonte: Fabio Alexandre/Assessoria de Comunicação-PMI)

Fogo já impactou 90% das espécies de animais e plantas da Amazônia

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama.

Em quase duas décadas, 90% das espécies de animais e plantas da Amazônia já foram impactadas por incêndios. É o que mostra estudo publicado na revista “Nature” no dia 1º de pesquisadores da Universidade do Arizona, com participação de pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), com apoio do Instituto Serrapilheira.

O estudo buscou identificar quanto da distribuição das espécies da Amazônia brasileira foi atingida pelos incêndios florestais entre os anos de 2001 e 2019. Por meio de imagens de satélites, os pesquisadores mapearam o fogo e sobrepuseram essas imagens com mapas que mostram as áreas de ocorrência de 11.514 espécies de plantas e 3.079 espécies de animais a fim de quantificar a extensão da área impactada para cada espécie. Para algumas espécies, mais de 60% da área original sofreu impacto dos incêndios nesse período de quase 20 anos.

Nas análises, Mathias Pires, pesquisador da Unicamp e um dos autores, identificou a ocorrência do fogo em áreas bem mais centrais da Amazônia nos últimos anos e não só naquelas que estão nos limites do bioma, que são áreas mais propensas a incêndios devido ao clima mais seco. No primeiro caso, as queimadas são causadas pela ação humana para transformar a floresta em pasto para gado.

Além de causar a morte de animais, o fogo também transforma o habitat das espécies, comenta Pires. “As plantas amazônicas não têm adaptações ao fogo como as plantas do Cerrado, por exemplo, e geralmente morrem após a passagem do fogo, transformando a floresta fechada em ambientes abertos”. O pesquisador afirma que as mudanças climáticas tornarão essa região mais seca, favorecendo ainda mais o aparecimento de incêndios.

Os ciclos do fogo na Amazônia | O estudo identificou, também, três grandes ciclos de incêndio na Amazônia, que se relacionam com os momentos políticos do país: até 2008, os incêndios eram mais frequentes e impactavam uma área bem maior; já entre 2009 e 2018, com as políticas de controle de desmatamento, mesmo com o tempo seco, conseguiu-se evitar os incêndios. Em 2019 houve um impacto do fogo maior do que esperado, o que coincide com o relaxamento de aplicação dessas políticas pelo governo. “Nosso estudo destaca uma conexão muito estreita entre a política brasileira, o desmatamento e as queimadas na Amazônia”, comenta o pesquisador da UFMG Danilo Neves, coautor da pesquisa. Para reverter essa situação, seria preciso investir na fiscalização e monitoramento das queimadas na região. “Caso contrário, mais espécies serão impactadas e ecossistemas inteiros entrarão em colapso”, alerta.

(Fonte: Agência Bori)