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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Ismael Ivo ganha documentário produzido pela TV Cultura

São Paulo, por Kleber Patricio

Ismael Ivo, falecido em abril deste ano em decorrência da Covid-19, aos 66 anos. Imagens: divulgação.

Um dos grandes nomes da cultura brasileira que ganharam o mundo com sua arte, o dançarino e coreógrafo Ismael Ivo, falecido em abril deste ano em decorrência da Covid-19, aos 66 anos, é tema de um documentário inédito produzido pela TV Cultura, com direção de Alberto Pereira Jr.

Com estreia neste sábado (25/9), às 22h, o documentário Ismael Vivo revela quem era o humano atrás do artista, seu lado político e como o poder transformador da arte pode inspirar pessoas. “Ismael Ivo é um ícone da dança mundial. Devido ao seu talento e trabalho incansável, se consagrou nos principais palcos internacionais. Negro e periférico, extrapolou as estatísticas sociais, mostrando o poder transformador da arte. Criou e apoiou inúmeras iniciativas de inclusão social a partir da arte. A história de Ismael serve de inspiração para muitos jovens, ela valida que é possível acreditar nos sonhos”, diz o diretor Alberto Pereira Jr.

O filme é conduzido pelo olhar da jovem artista do Rio de Janeiro Merícia Cassiano, de apenas 23 anos, que ao longo da edição investiga e descobre a história de Ismael Ivo e se conecta com ele. Segundo Merícia, mergulhar na vida de Ismael Ivo como artista e pessoa foi uma experiência única. “Assim como disse um dos depoentes que conviveram com Ismael, conhecê-lo deu um passo a mais em minha coragem”. A jovem artista ainda acrescenta: “Eu me identifiquei com a persistência dele, de se infiltrar em lugares e criar possibilidades onde não existia”.

O documentário | A produção tem início com a notícia da morte do artista. A partir daí, o documentário passeia pelos locais onde Ismael atuou, como o Balé da Cidade de São Paulo e o Ballet Paraisópolis, conversa com colegas de profissão, apresenta os projetos de formação que o dançarino idealizou e participou e entra na intimidade de sua família.

Com duração de 50 minutos, o filme busca trazer a presença de Ismael para além das imagens de arquivo: é a partir de sua voz, em locução, que se conta fatos e histórias de sua vida, uma câmera subjetiva passeia pelos espaços em que transitou e projeções holográficas o revelam em muitos momentos da edição. Ismael Vivo conta com mais de 30 depoimentos, entre eles nomes como a bailarina Ingrid Silva (Dance Theater of Harlem), Karl Regensburger (ImPulsTanz), Meinrad Huber, Francesca Harper, Jarbas Homem de Mello, Bethania Gomes, Ricardo Ohtake, Eliane Dias, Gloria Maria, Paulo Betti, José Adão (Movimento Negro Unificado), Danilo Santos de Miranda, Adriana Couto e João Marcello Bôscoli.

A atração conta com imagens de várias fases da carreira de Ismael Ivo, registros raros do acervo da TV Cultura dos anos 1980 e 1990, e bastidores da preparação do filme Objetos Perdidos, de Luiz Fernando Carvalho, em pré-produção, do qual o artista fazia parte do elenco.

Após conhecer a história do coreógrafo, o documentário caminha para o final, quando a jovem Merícia se inspira e se consolida como artista, iniciando sua jornada no mundo da arte.

O diretor | Alberto Pereira Jr. é diretor e roteirista de TV, artista social e jornalista. Atua no mercado audiovisual há sete anos, com passagens pelas produtoras Academia de Filmes, Conspiração Filmes, FremantleMedia Brasil e Elocompany. Atualmente, dirige, roteiriza e apresenta o Trace Trends, show de variedade da Trace Brasil, com exibição no Globoplay e Multishow. Trabalhou por seis anos no Grupo Folha. Paulistano da zona leste da cidade, é fundador do bloco de carnaval Domingo Ela Não Vai.

(Fonte: Assessoria de comunicação/TV Cultura)

Museu de Arte Sacra exibe mostra coletiva “Nossos Artistas Italianos”

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Antonio Ferrigno que faz parte da mostra. Imagens: divulgação.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS/SP) exibe, em parceria com a Sociarte, a mostra coletiva Nossos Artistas Italianos, sob curadoria de Ruth Sprung Tarasantchi, que seleciona 81 trabalhos, entre pinturas e esculturas dos séculos XIX e XX assinados por 21 artistas italianos, muitos deles exibidos pela primeira vez ao público.

“A exposição Nossos Artistas Italianos, idealizada pelo presidente Dr. José Oswaldo de Paula Santos, que infelizmente nos deixou em outubro do ano passado, apresenta obras com a técnica, leveza, alegria e inspiração dos nossos artistas italianos que integram coleções particulares”, diz Francisco de Paula Simões Vicente de Azevedo, presidente da Sociarte. Reunir essa quantidade de obras de artistas italianos só foi possível graças à colaboração dos membros e colecionadores da Sociarte, que cederam parte de seu acervo exclusivamente para integrar a exposição. “A presente mostra celebra um segmento de destacada importância no contexto da arte brasileira: a dos artistas italianos que aqui trabalharam. Em São Paulo, no último quartel do século XIX, a colônia italiana crescia. Começaram a desembarcar por aqui pintores, atraídos pela maravilhosa paisagem tropical de que tanto ouviam falar”, define a curadora.

Obra de Victor Brecheret.

Além da origem, o elo entre os artistas participantes é a enorme importância que exerceram no cenário artístico brasileiro. Os trabalhos de Antonio Ferrigno, nascido na região de Salerno em 1863, evidenciam isso, já que o Brasil foi sua morada por mais de uma década. As dez pinturas assinadas pelo artista, muitas delas expostas pela primeira vez, revelam desde cenas tipicamente brasileiras a paisagens de uma São Paulo que já não existe mais, devido ao rápido processo de urbanização ocorrido na primeira metade do século XX. A mostra conta ainda com esculturas assinadas por Victor Brecheret e Torquato Bassi, além de pinturas de Eliseu Visconti, Edoardo de Martino, Felisberto Ranzini, Nicolau Facchinetti, Giovanni Castagneto e muitos outros.

Segundo a curadora Ruth Tarasantchi, os artistas italianos vinham ao Brasil frequentemente trazendo seus trabalhos para mostrar na cidade de São Paulo e aqui comercializá-lo. Nesse período de estada, pintavam novas telas com foco na cidade. Retornavam com frequência, pois seus quadros eram logo comercializados e recebiam muitas encomendas. “No início do século XX, quando os artistas da terra ainda não se sentiam atraídos por cenas da capital e arredores, os italianos, seduzidos pela beleza de recantos paulistanos, realizavam pinturas focadas em trechos da paisagem, que hoje não existem mais. (….) Os italianos sempre foram muito atuantes no meio artístico da cidade. A Primeira Exposição de Arte, realizada em 1903, contou com grande número deles e suas obras estiveram entre as mais vendidas”, explica a curadora. Com a estada desses artistas na cidade, os jovens artistas paulistanos deixaram de ir para a Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro e passaram a estudar na cidade com esses estrangeiros e alguns artistas nacionais que aqui fizeram sua morada.

Mas não era só em São Paulo que os artistas italianos estavam estabelecidos – o Rio de Janeiro também abrigou muitos deles, onde se destacam as marinhas e embarcações de Edoardo de Martino, as marinhas, praias e embarcações de Giovanni Battista Castagneto, as telas e cerâmicas de Eliseu Visconti, que construiu rica trajetória abraçando tendências de art nouveau e introduziu o impressionismo europeu na arte brasileira. Os italianos dominaram o meio escultórico brasileiro, destacando-se Vitor Brecheret, que se tornou um símbolo da cidade de São Paulo e do conceito modernista de brasilidade.

Exposição “Nossos Artistas Italianos”

Artistas: Adolfo Fonzari, Alfredo Norfini, Angelo Cantú, Antonio Ferrigno, Antonio Rocco, Bigio Gerardenghi, Carlo de Servi, Dario Mecatti, Edoardo de Martino, Eliseu d’Angelo Visconti, Enrico Vio, Felisberto Ranzini, Gino Bruno, Giovanni Batista Castagneto, Nicola de Corsi, Nicola Fabricatore, Nicolau Antonio Facchinetti, Ottone Zorlini, Salvatore Parlagreco, Torquato Bassi, Victor Brecheret

Curadoria: Ruth Sprung Tarasantchi

Abertura: 25 de setembro de 2021, às 11h

Duração: de 26 de setembro a 13 de novembro de 2021

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo/SP (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Tel.: (11) 3326-5393 – informações adicionais

Horários: De terça-feira a domingo, das 11 às 17h (entrada permitida até as 16h30)

Ingresso: R$6,00 (Inteira) | R$3,00 (meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem – mediante comprovação) | Grátis aos sábados | Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares – mediante comprovação.

Compra de ingressos

Número de obras: 81

Técnicas: pinturas, esculturas

Dimensões: variadas

Midias Digitais:

Site: www.museuartesacra.org.br

Instagram: https://www.instagram.com/museuartesacra/

Facebook: https://www.facebook.com/MuseuArteSacra

Twitter: https://twitter.com/MuseuArteSacra

YouTube: https://www.youtube.com/MuseuArteSacra

Google Arts & Culture: https://bit.ly/2C1d7gX.

(Fonte: Assessoria de Imprensa – Museu de Arte Sacra de São Paulo)

Grupo Acatum faz apresentação ao vivo na Casa Museu Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Grupo Acatum. Foto: Duda Morais.

No próximo dia 25 de setembro, às 16h30, o Grupo Acatum se apresenta ao vivo no Programa Tardes Musicais da Casa Museu Ema Klabin com transmissão pelo Canal do YouTube do Museu.

Muitos instrumentos como guizos, chocalhos, atabaque fazem parte desse espetáculo. O diálogo criativo estabelecido entre o regente, seus gestos e os músicos/intérpretes resulta em música orgânica e espontânea, representante da pluralidade e riqueza dos ritmos.

O grupo Acatum conta com integrantes de vários países como Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Equador, o que reflete diretamente na sonoridade do espetáculo.

Inspiração em Barbatuques e Santiago Vazquez | Idealizado e dirigido pelo músico, compositor e educador Gui Augusto Pacheco, em 2017, o Acatum tem como referência os trabalhos de Fernando Barba (1971-2021), do grupo Barbatuques, reconhecido internacionalmente pela linguagem única de percussão e música corporal, além de outros grandes nomes da música, como Naná Vasconcelos, Airto Moreira, Uakti e, especialmente, o músico argentino e fundador do grupo La Bomba del Tiempo, Santiago Vazquez.

Na Casa Museu Ema Klabin, o Grupo Acatum se apresenta com os músicos Remi Barbosa Chatain, Renata Fernanda Espoz Jerez, Domingo Duclos Aguilar, Wellington Conceição Santana, Victória Ferreira Alves, Bruno Duarte e Gabriel Draetta.

O espetáculo tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e patrocínio da Klabin S.A.

Serviço:

Grupo Acatum

Casa Museu Ema Klabin – #CasaMuseuEmCasa – #TardesMusicaisEmCasa

Data: 25 de setembro, 16h30 às 17h30

Transmissão ao vivo no Canal da casa museu no YouTube

Gratuito*

Classificação etária: 16 anos

Acesse as redes sociais:

Instagram: @emaklabin

Facebook:  https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Twitter: https://twitter.com/emaklabin

Canal do YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Linkedin:  https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Site: https://emaklabin.org.br/.

*Como em todos os seus eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das suas atividades a apoiar com uma doação voluntária no site.

(Fonte: Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Artista plástico Andrey Guaianá Zignnatto apresenta exposição no Museu da Cidade de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A construção do lar a partir de memórias afetivas é tema constantemente presente na vida e trabalho do artista plástico Andrey Guaianá Zignnatto. Para a exposição Co Yby Ore Retama (Esta Terra é Nosso Lugar), em cartaz a partir de 25 de setembro, no Museu da Cidade de São Paulo – Solar da Marquesa de Santos, ele equilibra forças de universos distintos – vida urbana e ancestralidade indígena – para reconstruir um Tekoa (lar) de fôlego em tempos de sufocamento.

Com curadoria assinada por Sandra Ará Reté Benites e produção de Ellen Navarro, serão exibidas obras em diversos suportes, como escultura, instalação, performance, videoarte, objetos, pintura e fotografia, que se utilizam de materiais como concreto, cerâmica, saco de cimento, jenipapo, carvão e livros, misturando a vida urbana com o universo das aldeias.

A escolha do Solar da Marquesa não aconteceu por acaso: o centro cultural está localizado onde antes do período colonial paulista foi Inhapuambaçu, aldeia Tupinaky’ia da qual Zignatto é descendente por parte de pai e que sofreu apagamento total de seu universo ancestral. O artista também possui ancestralidade indígena por parte de mãe, dos Guarani Mby’a, povo que o auxilia num processo pessoal de retomada como aba (homem) indígena.

“Apoiado sobre essas poucas memórias que me sobram como herança, na arte e suas muitas potências, me esforço para desenvolver um processo de reflorestamento do universo ancestral de minha família, onde este esforço se inicia no território de meu próprio pensamento e espírito e toma forma em meu trabalho”, afirma o artista.

Memórias afetivas | Os trabalhos são frutos das memórias afetivas da época em que o artista atuou como pedreiro, dos 10 aos 14 anos de idade, e das memórias ancestrais de sua família indígena Tupinaky’ia e Guarani. “A arte é o meio possível que encontrei para equalizar as memórias afetivas de minha vida urbana e de minha experiência como pedreiro participante da construção de cidades com minhas memórias ancestrais indígenas”, comenta.

Embyra | Até 5 de dezembro, no Museu Afro Brasil (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Vila Mariana, São Paulo) , Zignnatto segue apresentando Embyra, ou “restos” na língua Tupi, um conjunto de sete obras, entre escultura, instalação, videoarte e objetos, criados a partir das memórias afetivas e ancestrais de sua família indígena Tupinaky’ia e Guarani. A exposição Embyra, na visão do artista, é um esforço para equalizar os elementos de dois universos muitos distintos: o urbano e o dos povos originários, de forma a reconstruir seu universo ancestral indígena.

Embyra está em cartaz no Museu simultaneamente à mostra Heranças de um Brasil Profundo, que reúne mais de 500 objetos entre obras de arte e utensílios da cultura material indígena de raiz brasileira. A exposição encerra a trilogia do Museu Afro Brasil que visa iluminar as contribuições artísticas e culturais dos povos que deram origem ao Brasil, que teve início com Africa Africans, em 2015, e foi seguida por Portugal, Portugueses – Arte contemporânea, em 2016.

Quem é Andrey Guaianá Zignnatto | Eu sou artista descendente por pai dos povos Tupinaky’ia Guaianás, que habitaram os territórios onde hoje é chamado São Paulo, etnia indígena que sofreu apagamento total de seu universo ancestral. O que restou deste povo e seu universo são alguns relatos em textos produzidos por seus colonizadores. Por parte de minha mãe, descendo dos Guarani Mby’a, povo que me tem auxiliado num processo pessoal de retomada como aba (homem) indígena. Apoiado sobre essas poucas memórias que me sobram como herança, na arte e suas muitas potências, me esforço para desenvolver um processo de reflorestamento do universo ancestral de minha família, esforço que se inicia no território de meu próprio pensamento e espírito. A reconstrução desse Tekoa* toma forma em cada trabalho produzido durante estas pesquisas e pode se expandir para muitas dimensões durante cada exposição, na experiência do contato entre o público e cada trabalho.

*Tekoa- A literalmente, significa o lugar do modo de ser guarani, sendo esta categoria modo de ser (tekó) entendida como um conjunto de preceitos para a vida, em consonância com os regramentos cosmológicos herdados pelos antigos guaranis.

Serviço:

Nome: Co Yby Oré Retama (Essa Terra é o Nosso Lugar)

Curadoria: Sandra Ará Reté Benites

Produtora: Ellen Navarro

Local: Museu da Cidade de São Paulo – Solar da Marquesa de Santos

Abertura: 25 de setembro, sábado

Endereço: R. Roberto Simonsen, 136, Sé, Centro Histórico de São Paulo/SP

Dias e horários: terça a domingo, das 11h às 15h

Entrada: gratuita.

(Fonte: Comunicação Conectada)

Crises do clima e da biodiversidade demandam solução integrada, analisa estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Rodrigo Pinheiro/Ag. Pará.

Enfrentar separadamente a crise climática global e as crises de biodiversidade é, na melhor das hipóteses, ineficaz e, na pior, pode aprofundar a crise do clima, já que a perda de ecossistemas diminui a capacidade do planeta de capturar carbono. É o que afirma estudo de pesquisadores da Zoological Society of London (ZSL) e da Universidade de Brasília (UnB) publicado no “Journal of Applied Ecology” na quarta (22). No artigo, os pesquisadores enfatizam a necessidade de uma abordagem integrada para lidar com os dois desafios globais e, assim, garantir soluções de baixo custo e risco. Eles identificam cinco áreas da pesquisa de ecologia que podem ajudar nestes desafios.

Algumas soluções propostas incluem desenvolver uma abordagem amplamente aceita para avaliar os benefícios que os projetos voltados para a mitigação das mudanças climáticas trazem para a biodiversidade; métodos de monitoramento de ecossistemas que estão mudando sua distribuição ou enfrentando colapso devido aos impactos das mudanças climáticas e desenvolver maneiras de prever os impactos das mudanças climáticas sobre a eficácia das Soluções Baseadas na Natureza, como a restauração de ecossistemas.

Para Mercedes Bustamante (UnB), coautora do estudo, a integração das agendas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e de conservação da biodiversidade é crítica, principalmente, para países do Sul Global, como o Brasil. “Esses países abrigam uma fração significativa da biodiversidade global e dos estoques de carbono e são, ao mesmo tempo, fortemente dependentes dos recursos naturais”, comenta. Com a integração, novas oportunidades de desenvolvimento com base na sustentabilidade podem ser geradas, segundo acredita a pesquisadora.

Embora a atenção esteja sobre a crise climática, a biodiversidade também está diminuindo em todo o mundo a taxas sem precedentes. O Índice Planeta Vivo de 2020 registrou um declínio de 68% da abundância média da população de espécies desde 1970. Ao corroer os meios de subsistência de populações, a perda de biodiversidade tem impacto sobre a segurança alimentar, saúde e qualidade de vida de todo o mundo.

Publicado antes da Conferência do Clima, a COP26, que acontece em novembro, o artigo argumenta que são necessárias grandes mudanças sistêmicas para melhorar drasticamente as chances da humanidade de lidar com as crises da biodiversidade e do clima.

“Não se pode continuar a gerir de forma independente as paisagens para a conservação da biodiversidade ou mitigação e adaptação às mudanças climáticas na esperança de que um beneficie automaticamente o outro”, comenta a pesquisadora Nathalie Pettorelli (ZSL), que liderou o estudo. “Precisamos urgentemente melhorar a integração científica e política das agendas da biodiversidade e mudança climática para que situações onde todos ganhem possam ser identificadas de forma mais rápida e ágil”.

(Fonte: Agência Bori)