Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Intuição Companhia de Dança apresenta “O Antropólogo Viajante” em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Intuição Companhia de Dança realiza presencialmente neste domingo, 24 de outubro, às 17h, o espetáculo O Antropólogo Viajante na Concha Acústica do Taquaral. A entrada é gratuita e o público-alvo é jovem e adulto. A quantidade de público no local será limitada obedecendo os protocolos sanitários. A apresentação tem apoio do governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo também apoia o evento.

O espetáculo interage com o meio ambiente em uma viagem com Charlie, um ambientalista contemporâneo que busca respostas sobre o presente com nossos ancestrais, desde 150 mil anos atrás. A duração é de 50 minutos e, ao término, abre uma roda de conversa com o público abordando temas como sustentabilidade, dicas de reciclagem, reutilização e redução de lixo. É obrigatório o uso de máscara e álcool em gel e distanciamento social.

As obras da Intuição Companhia de Dança abordam temas atemporais, inerentes à vida, instigando uma profunda reflexão sobre os caminhos do psicológico humano. Neste novo espetáculo, O Antropólogo Viajante, ela parte da constatação de que não fomos a única espécie de hominídeos a habitar o planeta.

A direção e coreografia é de Vinícius Anselmo, premiado em importantes festivais nacionais e internacionais de ballet como Tanzolymp (Alemanha), YAGP (Nova York) e Festival de Dança de Joinville (Brasil). Anselmo estudou em Paris, na França, o repertório e construção coreográfica de grandes nomes como Jiri Kilyan, Ohah Naharin, Cristal Pite e Sharon Eyal.

A locução é de Rodolfo Dias (Dipa) e os diálogos foram escritos por Rodrigo Vilalba, doutor em Comunicação e Letras e professor de Teoria da Comunicação, Antropologia Cultural e Filosofia. Vilalba integra o quadro da Intuição Companhia de Dança, formada ainda por professores renomados, musicistas e dez bailarinos.

Serviço:

O Antropólogo Viajante, com Intuição Companhia de Dança

Data e Horário: 24 de outubro, domingo, às 17h

Local: Concha Acústica – Auditório Beethoven. Av. Dr. Heitor Penteado, s/nº – Parque Portugal – Taquaral – Campinas/SP

Mais informações: https://www.intuicaocia.com.br.

(Fonte: Assessoria de imprensa/Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas)

Nona edição do Festival de Música Erudita do Espírito Santo aborda negação do sofrimento e morte

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Steve Buissinne/Pixabay.

Entre os dias 5 e 27 de novembro, a cidade de Vitória abrigará a 9ª edição do Festival de Música Erudita do Espírito Santo, sob a direção geral de Tarcísio Santório e Natércia Lopes.

As atividades acontecerão de forma híbrida. Serão apresentados oito concertos de câmara gratuitos com público presencial, sendo quatro deles transmitidos ao vivo pela internet, assim como as duas conversas que serão realizadas por artistas e pesquisadores convidados sobre temas ligados à programação do Festival.

Segue à frente da curadoria a encenadora Livia Sabag, que apresenta a programação de 2021 como um desdobramento da edição do ano passado, na qual o Festival percorreu os limites das fronteiras físicas e simbólicas dos tempos atuais. “A pandemia continua tornando cada vez mais evidentes as grandes desigualdades existentes entre as pessoas. Não só contrastes socioeconômicos, mas também abismos nas relações interpessoais. O choque dos primeiros momentos da pandemia tem, gradualmente, cedido lugar à banalização e mesmo à negação do sofrimento e da morte”, afirma a curadora.

A partir da necessidade de abordar essas questões, Livia propõe um olhar sobre a complexa dinâmica humana que surge entre pulsões de vida e de morte por meio de uma programação que gira em torno do eixo temático amor e morte, circundado por outros temas relacionados, como crueldade e compaixão, guerra e paz.

Imagens de Victor Braga ilustram a programação da edição do festival deste ano.

Dentre os destaques do repertório, formado por obras compostas entre o final do século XIX e começo do século XXI, estão a Sinfonia nº 14 do compositor russo Dmitri Shostakovitch, criada como um diálogo artístico com o ciclo Canções e Danças da Morte, para piano e voz, do também russo Modest Mussorgsky.

Destacam-se também o quinteto para piano e cordas Canto de Amor e de Morte, do compositor português Fernando Lopes-Graça; o Quarteto para o Fim dos Tempos, do francês Olivier Messiaen, uma das mais importantes obras de câmara do Século XX; o quarteto Terra Memoria, da compositora finlandesa Kaija Saariaho; o duo de flauta e contrabaixo Valsas do Velho Testamento, da compositora egípcia Nahla Mattar e o concerto para orquestra de cordas Canto de Amor e Paz, do compositor brasileiro Cláudio Santoro.

Além desses compositores, a nona edição apresentará composições de Sergei Rachmaninoff (Rússia), Clotilde Rosa e Joly Braga Santos (Portugal), Kilza Setti, Esther Scliar e Nathália Fragoso (Brasil), Henri Duparc, Maurice Ravel e François Poulenc (França), Dorothee Eberhardt-Lutz (Alemanha), Florence Price e Frederic Rzewski (Estados Unidos).

Para a execução destas obras, foram convidados renomados artistas e conjuntos brasileiros, como as sopranos Eliane Coelho e Ludmilla Bauerfeldt, o baixo-barítono Sávio Sperandio, os pianistas Gustavo Carvalho, Célia Ottoni, Aleyson Scopel, Fabio Bezuti e Willian Lizardo, a violinista Gabriela Queiroz, o clarinetista Cristiano Costa, o violoncelista Jonathan Azevedo, a flautista Rúbia de Moraes, o contrabaixista Felipe Medeiros, os maestros Gabriel Rhein-Schirato e Helder Trefzger, os quartetos Bratya e Camburi e a Orquestra Camerata SESI.

Além de reger o concerto de abertura, o maestro Gabriel Rhein-Schirato integra, como consultor musical, a equipe de artistas colaboradores do Festival, ao lado da musicóloga Guilhermina Lopes, assistente de curadoria e pesquisadora convidada desta edição.

Os concertos transmitidos ao vivo terão, mais uma vez, a direção de fotografia da cineasta Úrsula Dart. Seguindo a sua tradição anual, o Festival homenageará, nesta edição, a soprano Eliane Coelho e a pianista capixaba Célia Ottoni.

A realização do evento é da Cia de Ópera do Espírito Santo (COES), da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio Master da ArcelorMittal, patrocínio do Banestes; parceria do SESI e FINDES; apoio do Hotel Ilha do Boi e apoio institucional do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da FAMES, OSES, Funcultura e da Secretaria de Estado da Cultura.

PROGRAMAÇÃO*

5 de novembro, às 20h

(presencial e online)

ABERTURA OFICIAL DO FESTIVAL – HOMENAGENS

CONCERTO DE ABERTURA

Orquestra Camerata SESI

Gabriel Rhein-Schirato, regência

Eliane Coelho, soprano

Sávio Sperandio, baixo-barítono

Dmitri Shostakovitch (1906-1975)

Sinfonia n. 14 Op. 135

6 de novembro, às 20h

(presencial)

CANTO E PIANO

Eliane Coelho, soprano

Gustavo Carvalho, piano

Sergei Rachmaninoff (1873-1943)

Ti pomnish’ li vecher (Você se lembra da noite?)

Fontan Op. 26 n. 11 (Fonte)

Burya Op. 34 n. 3 (Tempestade)

Ostrovok Op. 14 n. 2 (Ilhota)

Vesennie vodi Op. 14 n. 11 (Águas de primavera)

Ne poi krasavitsa Op. 4 n. 4 (Não cante, oh bela, na minha frente)

Ne ver mne, drug Op. 14 n. 7 (Não acredite em mim, amiga)

Modest Mussorgsky (1839-1881)

Canções e Danças da Morte

Kolybel’naya (Canção de ninar)

Serenada (Serenata)

Trepak (Dança tradicional russa)

Polkovodets (Marechal de campo)

12 de novembro, às 20h

(presencial e online)

CANTO E PIANO

Ludmila Bauerfeldt, soprano

Fábio Bezuti, piano

Willian Lizardo, piano (participação especial)

Henri Duparc (1848-1933)

L’invitation au voyage

Au pays où se fait la guerre

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

O menino de sua mãe

Henri Duparc (1848-1933)

Phidylé

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Onde me levas, rio que cantei

Henri Duparc (1848-1933)

Chanson triste

Maurice Ravel (1875-1937)

– Ma mère l’oye

Le jardin féerique

Pavane de la belle au bois dormant

– Trois chansons

Nicolette

Trois beaux oiseaux du Paradis

Rondelay

Francis Poulenc (1899-1963)

Priez pour paix

13 de novembro, às 20h

(presencial)

TRIO, QUARTETO E QUINTETO

Quarteto Bratya, cordas

Célia Ottoni, piano

Clotilde Rosa (1930-1917)

Trio de Cordas

Esther Scliar (1926-1978)

Movimento de Quarteto

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Canto de Amor e de Morte (quinteto)

19 de novembro, às 20h

(presencial e online)

QUARTETO

Aleyson Scopel, piano

Cristiano Costa, clarinete

Gabriela Queiroz, violino

Jonathan Azevedo, violoncelo

Olivier Messiaen (1908-1992)

Quatuor pour la fin du temps

20 de novembro, às 20h

(presencial)

QUARTETO

Quarteto Camburi

Florence Price (1887-1953)

Quarteto nº 2

Kaija Saariaho (1952)

Terra Memoria

26 de novembro, às 20h

(presencial)

SOLOS E DUOS

Rúbia de Moraes, flauta

Felipe Medeiros, contrabaixo

Nahla Mattar (1971)

Waltzes from Old Testament, Op. 17/1 (flauta e contrabaixo)

Frederic Rzewski (1938-2021)

Mollitude (solo flauta)

Nathalia Fragoso (1985)

Não há (solo contrabaixo)

Dorothee Eberhardt (1952)

Zusammen (flauta e contrabaixo)

27 de novembro, às 20h

(presencial e online)

CONCERTO DE ENCERRAMENTO

Orquestra Camerata SESI

Helder Trefzger, regência

Joly Braga Santos (1924-1988)

Concerto para Orquestra de Cordas

Kilza Setti (1932)

Variações para Cordas

Claudio Santoro (1919-1989)

Canto de Amor e Paz

CONVERSAS ONLINE:

(transmitidas pelo www.youtube.com/festivaldemusica)

6 de novembro às 11h

O amor e a morte segundo Shostakovich, Mussorgsky e Rachmaninoff

20 de novembro às 11h

Mesa-redonda:

Clotilde Rosa, Joly Braga Santos e Fernando Lopes-Graça – A música portuguesa no Festival de Música Erudita do Espírito Santo

FORMAÇÃO PRESENCIAL:

II ÓPERA-CIONAL

22 a 26 de novembro

Inscrições a partir de 1/11 no site do festival

Coordenação pedagógica: Luza Carvalho

Curso de Iluminação Cênica:

Prof. Fábio Retti

22 a 25 de novembro, das 18h30 às 21h30 e 26 de novembro, das 12 às 21h

Centro Cultural SESI (Vitória-ES)

Curso de Camareira:

Profª. Luza Carvalho

22 a 25 de novembro, das 19h às 21h

Centro Cultural SESI (Vitória-ES)

*programação sujeita a alterações.

Serviço:

9º Festival de Música Erudita do Espírito Santo

Local: TEATRO SESI

Endereço: R. Tupinambás, 240 – Jardim da Penha, Vitória/ES

Ingressos: Todos os concertos são gratuitos, sendo que as apresentações dos dias 5, 12,19 e 27 também terão transmissões online diretamente do Youtube. (https://www.youtube.com/festivaldemusica)

Distribuição dos ingressos presenciais: Um dia antes do concerto, na bilheteria do teatro (sujeito à lotação).

Horário de funcionamento da bilheteria: das 12h às 19h.

Classificação indicativa: 10 anos

Capacidade reduzida para 150 lugares

Acessibilidade: Sim

Protocolo Sanitário: Será exigido o passaporte da vacina no acesso à sala de espetáculo. O espectador deverá estar completamente imunizado com no mínimo duas doses ou dose única (Jansen)

Para mais detalhes sobre o festival, acesse www.festivaldemusicaerudita.com.br.

(Fonte: Assessoria de imprensa do festival)

De carro-chefe a negação: como a fome aparece no debate político brasileiro

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Roberto Parizotti/Unsplash.

Após a redemocratização, a fome tem sido abordada de diferentes formas no debate político brasileiro: enquanto alguns políticos a colocaram como carro-chefe de seu governo, como política de combate à pobreza, outros negaram a sua existência. Apesar de avanços significativos ao longo dessas três décadas, a fome nunca foi erradicada no país. Essa é a conclusão de um artigo de pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fiocruz, publicado na revista “Cadernos de Saúde Pública” na quarta (20).

O estudo tem origem na tese de doutorado da cientista Fernanda Sá Brito, com orientação de Tatiana Baptista. A pesquisadora deu início ao trabalho em 2015, quando o Brasil comemorava a saída do Mapa da Fome da ONU. “A celebração me causava um incômodo: sair do Mapa quer dizer ter menos de 5% da população em situação de fome. Para a nossa população, isso ainda significava que mais de 7 milhões de pessoas continuavam em situação de insegurança alimentar grave, em um país onde o acesso à alimentação é um direito constitucional”, diz Brito.

Com o objetivo de avaliar as abordagens da fome no debate político, a cientista analisou documentos relacionados a governos, partidos e ONGS de 1986 a 2015. A conclusão é que o uso da fome pelo discurso político é retórico, com diferentes vieses.

Brito conta, por exemplo, que, na década de 1980, o ativista e sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho, abordava a fome para mobilização, sensibilizando pessoas sobre a causa. Mais tarde, no governo Lula, o tema ganhou outra abordagem, aparecendo como carro-chefe. “No governo atual, o presidente nega a existência de fome no Brasil”, comenta a pesquisadora. “Enquanto chefe do Executivo, ele tem uma representatividade, e isso legitima a ideia de que a fome não existe, invisibilizando a questão.”

Os dados levantados pela cientista trazem à tona os interesses políticos da inclusão da fome no debate e lembram que, apesar de o país já ter tido sucesso em políticas públicas e programas de alimentação e nutrição, a fome sempre atingiu alguma parte da população. “Independente de metas globais (como o Mapa da Fome da ONU), o uso da fome no debate deve ir além da sensibilização, resultando em mudanças estruturais até que a fome não seja mais uma realidade”.

(Fonte: Agência Bori)

Exposição Casa Chandon oferece programação cultural intensa entre 29/10 e 14/11

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: divulgação.

Tendo como temas principais a viticultura sustentável, a diversidade e o otimismo, valores da marca, a Chandon apresenta sua nova identidade com a abertura da Casa Chandon, que acontece de 29 de outubro a 14 de novembro, em São Paulo.

Instalada na Casa de Cultura do Parque, um espaço dedicado à cultura localizado no bairro do Alto de Pinheiros em São Paulo, a Casa Chandon tem projeto assinado por Guto Requena, designer e arquiteto inovador que traduziu em cores, imagens, texturas e mobiliário o espírito Chandon, além de assinar o cardápio das experiências culturais.

Os visitantes do evento farão um tour guiado para uma experiência completa no mundo Chandon. Ao chegarem, serão recebidos e guiados em uma imersão cultural nos terroirs Chandon na Serra Gaúcha, na sala Terroir. Por meio de uma videoinstalação e de um aroma sutil que enche a sala, serão transportados a Garibaldi, com suas belas paisagens dos vinhedos.

O próximo destino é o Bar Sinestésico. Ali, ao longo de um grande balcão de linhas sinuosas serão degustados quatro cuvées da linha de espumantes por meio de uma experiência coletiva. Sensores captam as emoções dos visitantes, e esses dados, processados por computadores, são transformados em formas e cores exibidas nos grandes painéis de LED que decoram a sala. O resultado é um grande mood board que vai sendo atualizado em tempo real, se enchendo de cores a partir do fluxo de sensações e sentimentos de quem compartilha nossa grande mesa.

Na sequência, será servido um brunch Chandon no restaurante, assinado pelo BotâniKafé. A casa dispõe de um solarium com espreguiçadeiras para relaxar após o brunch.

Em um bar longe, um pequeno palco acolhe, ao longo das semanas, uma variada programação, com intervenções musicais artísticas e drinks à base de espumante preparados por jovens bartenders expoentes, como Daiane Ferreira, Ricardo Takashi Paulon, Ana Paula Gumeri e Heitor Marin, mostrando a diversidade de perfis que faz parte do DNA da marca.

Em seguida o percurso conduz ao Bar de Cima, no piso superior, onde um mirante com vista para a copa das árvores convida a brindar à natureza e faz lembrar do horizonte verde como nos terroirs Chandon nas Serras Gaúchas.

A casa conta com uma loja temática para aquisição de itens especiais da marca customizados ao vivo por artistas, como garrafas, taças, baldes e outros.

Programação Artística

30/10

Das 16h15 às 17h – Anelis Assumpção – Intimates Concert

31/10

Das 15 às 17h – Felipe Morozini

2/11- Edição especial de feriado

Das 16h15 às 17h – Alessandro Penezzi & Fabio Peron (bandolim)

6/11

Das 15 às 17h – Graça Cunha

7/11

Das 15 às 17h – Kiara Felipe

13/11

Das 16h15 às 17h – Karina Zeviani

14/11

Horário a definir – Tutu Moraes

Sobre a Chandon | Em 1973, a Chandon do Brasil foi inaugurada em Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Localizada na Serra Gaúcha, a área faz parte de uma região vinícola de renome com um microclima local temperado e de noites frescas, ideal para a elaboração de espumantes de alta qualidade. Desde então, sob a orientação do renomado enólogo francês Philippe Mével, a Chandon busca excelência e inovação. A Chandon Brasil cultiva em seus vinhedos variedades nobres das cepas Chardonnay e Pinot Noir, mudas importadas da França, e o Riesling Itálico, já cultivado na região, que foi melhorado e incorporado aos assemblages. A marca apresenta a seguinte gama de variedades: Chandon Réserve Brut, Chandon Brut Rosé, Chandon Riche Demi-Sec, Chandon Passion, Excellence Brut e Excellence Rosé. A Chandon faz parte do grupo LVMH – Louis Vuitton Moët Hennessy – o maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.

Serviço:

Casa Chandon

Quando: de 29 de outubro a 14 de novembro

6as. feiras, sábados e domingos das 11 às 22h

Horário dos tours:

Sábado, domingo e terça (2/11): 11h; 11h30; 12h; 12h30; 13h; 13h30; 14h; 14h30

Tolerância de 15 minutos.

Onde: Casa de Cultura do Parque

Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo/SP

Ingresso: R$250,00, experiência completa: Tour + degustação + Brunch

Vendas: eventim.com.br ou App Eventim Brasil

Não serão vendidos ingressos no local

Bicicletário

Manobristas: R$35,00

*Uso de máscara obrigatório

Facebook: /ChandonBrasil

Instagram: @ChandonBrasil

Site: https://www.chandon.com.br

SAC Chandon: (11) 3062-8388.

(Fonte: Mkt Mix Assessoria de Comunicação)

Artistas e intelectuais brasileiros são destaque em festival europeu de arte e criatividade

Romênia, por Kleber Patricio

O grupo Francisco El Hombre. Fotos: divulgação/Unfinished.

De 24 a 31 de outubro, será realizada a nova edição do festival Unfinished, evento romeno multidisciplinar de arte e criatividade considerado a melhor experiência online de 2020 pelo cientista-chefe de dados do The New York Times, Chris Wiggins. O prazo limite para inscrições é nesta quarta-feira, 20 de outubro. O festival chega à edição de 2021 com ampla programação online e gratuita de palestras, shows, performances e exibições artísticas, além de diversas sessões de interação entre os participantes e convidados. E, dessa vez, o Brasil estará presente em peso (da curadoria à lista de atrações) e já pensando em expandir a parceria em 2022.

Ao longo dos oito dias de festival serão realizadas atividades multidisciplinares, com artistas, intelectuais e profissionais de criatividade e tecnologia, abertas à participação online e gratuita do público de qualquer parte do mundo. Na grade de programação, destaca-se a forte presença brasileira. Até o momento, já há sete atrações nacionais confirmadas.

A psicanalista Maria Homem realizará uma performance inédita em memória ao também psicanalista, escritor e dramaturgo Contardo Calligaris, que era seu companheiro e faleceu em março deste ano. Também está confirmada uma performance ao vivo da jornalista, mixologista e antropóloga Néli Pereira. Entre as atrações musicais, estão os grupos Francisco El Hombre, Duo Àvuà (Bruna Black e Jota.Pê), Baby (Luê Soares e Mateo Ugarte) e Macul. O evento ainda terá a participação da quadrinista e ilustradora coreano-brasileira surda oralizada Ing Lee, que produzirá sketches traduzindo suas impressões ao longo do evento e os publicará na plataforma do festival.

A psicanalista Maria Homem.

Esses convidados chegam a um palco pelo qual já passaram diversos nomes internacionais de peso em edições anteriores, como a artista Marina Abramović; o diretor criativo da Louis Vuitton, Virgil Abloh; o cofundador da Pixar, Alvy Ray Smith e o fundador do Kickstarter, Perry Chen.

O festival Unfinished é realizado pela organização romena Eidos Foundation e patrocinado pelo Parlamento Europeu. Na edição de 2020, a primeira realizada totalmente online, o evento reuniu cerca de 4.000 participantes de 64 países.

De acordo com o fundador do festival, Cristian Movilă, a aproximação com os convidados e o público brasileiro vem ocorrendo com muita sinergia: “A comunidade criada em torno do Unfinished é plural, engajada e aberta ao diálogo. O Brasil é enorme em sua diversidade, suas múltiplas realidades e a versatilidade de temas e perfis de pessoas que agregam a essa comunidade”, afirma. Segundo ele, estão sendo construídas as bases para, em breve, ser possível realizar uma edição totalmente brasileira do evento.

Experiência brasileira | A expansão da presença brasileira no Unfinished não acontece por acaso. Por trás dela está a designer de experiências e curadora Isabella Nardini. A profissional – que nos últimos anos ganhou notoriedade por sua atuação como Head Global de Experiência na empresa MESA e pela criação da plataforma de relacionamentos Love is in the Cloud – atualmente assina o design de experiência e integra a curadoria do festival.

A quadrinista e ilustradora coreano-brasileira surda oralizada Ing Lee.

O primeiro contato de Nardini com o Unfinished ocorreu em 2019, quando participou como palestrante ainda na versão presencial. No ano seguinte, em meio à pandemia, foi nela que os fundadores pensaram para preparar o evento para o mundo digital. Foi então que Isabella se juntou de forma oficial ao time.

Não só Nardini costurou algumas das conexões brasileiras que tinham tudo a ver com o festival – abrindo portas para uma, até então, inesperada sinergia entre Romênia e Brasil –, como desenhou a experiência do festival como um todo ao lado do time romeno. “A principal característica do Unfinished é o senso de comunidade e eu cheguei com o desafio de traduzir essa interação, que antes era totalmente presencial, para uma forma remota”, diz Nardini.

Para ela, o segredo do bom resultado está em não tentar adaptar o evento físico a um novo meio. “Não se traduz o formato de evento para o online, mas sim a intenção, ou seja: quais são as trocas que eu quero gerar, por que estou reunindo essas pessoas e, aí sim, penso em como colocá-las em contato de forma remota”, explica.

Desse modo, o festival conta com algumas atividades-chave que são realizadas ao vivo para que todos participem ao mesmo tempo. Porém, tem também programações que são planejadas para se adaptarem ao fuso horário local e à rotina de cada participante. Uma aula de yoga ou qigong, por exemplo, ficará disponível de manhã cedo, sendo que isso significa que não será exibida simultaneamente em todas as partes do mundo.

O grupo Baby (Luê Soares e Mateo Ugarte) .

Alguns dos momentos mais importantes do festival são as horas das refeições. Assim, almoço e café, por exemplo, foram pensados para que as pessoas se conectem e participem de salas de videochat. Nesses espaços, podem conversar enquanto fazem suas refeições ou intervalos e uma pergunta introdutória é proposta pela organização do festival a cada abertura de sala, facilitando a conexão. “Nesses momentos, são criadas salas de até quatro participantes; então acabamos promovendo uma interação muito próxima do que aconteceria se estivéssemos todos juntos, compartilhando refeições presencialmente”, explica Isabella.

Outra novidade do festival é o “social mood” – um modo que o participante pode ativar ou desativar no perfil que diz o quão sociável quer estar. Assim, pode ser pareado na plataforma com outra pessoa para entrar em uma ligação privativa a dois a qualquer hora durante o evento, como se estivesse conhecendo alguém pelos corredores.

São esses detalhes que garantem o engajamento. “Nas minhas experiências anteriores, aprendi o quanto pode ser poderoso criar ambientes e situações que favoreçam o comportamento e o comprometimento com um objetivo claro”, afirma. Ela lembra que o evento começa, para os participantes, no momento da inscrição. O festival é gratuito, mas, para garantir a vaga, é necessário preencher um longo questionário, cujas reflexões já são a porta de entrada para o evento.

Unfinished 2021 | A cada ano, o Unfinished, que já está em sua sexta edição, é realizado a partir de um tema principal, que dá o tom do evento. Independentemente do tema, o objetivo é sempre ser um evento plural e multidisciplinar que reúna pessoas com diferentes formações dispostas a construir conhecimento por meio da interação, despertar a curiosidade e promover a inovação. Para 2021, o tema proposto pela diretora artística Capucine Gros é Meia-noite, em uma metáfora a um período de transição que vivemos.

A jornalista, mixologista e antropóloga Néli Pereira.

Segundo Capucine, uma referência utilizada para definir o tema foi o Relógio do Juízo Final, um relógio simbólico criado por um grupo de cientistas que faz a medição da vulnerabilidade do planeta quanto às catástrofes climáticas e nucleares desde 1940. “Vivemos muitas emergências atualmente, como a emergência ambiental, e a alusão ao tempo é uma forma de pensarmos quais são as esperanças de transformação que temos. Também é uma forma de olharmos para dentro, para o que acontece com cada um nessa noite metafórica”, diz.

A forma como esse tema inicial se traduz em cada atração do festival é muito variada e parte dos próprios convidados, que se apropriam a partir de diferentes pontos de vista.

Capucine exemplifica: “Alguns artistas aproveitaram o tema da meia-noite para transmitir suas participações a partir de espaços muito pessoais ou íntimos, como um quarto e uma sauna. Já a psicanalista Maria Homem saiu do lugar de escutar as dores das pessoas para colocar a sua própria dor em evidência, mostrando o que normalmente ninguém pode ver, por meio de uma performance inédita”.

Festival Unfinished 2021

Data: de 24 a 31 de outubro

Inscrição: unfinished.ro/applytoattend

Preço: gratuito. O “pagamento” é o tempo do participante, que deve preencher uma ficha de cadastro longa e pessoal.

Data limite para inscrição: 20 de outubro

Participações brasileiras

Maria Homem – psicanalista | Performance inédita em memória ao escritor, psicanalista e dramaturgo Contardo Calligaris, que também era seu companheiro e faleceu em março deste ano.

Néli Pereira – jornalista, mixologista e antropóloga | Realizará performance em que prepara drinks e lê notícias do dia.

Ing Lee – quadrinista e ilustradora | A profissional, que se define como coreano-brasileira surda oralizada, produzirá sketches ao longo do evento e os publicará na seção Galeria da plataforma.

Duo Àvuà (Bruna Black e Jota.Pê) – músicos | Apresentação musical no jardim.

Francisco El Hombre – músicos | Première de música do novo álbum, que está sendo gravado na Casa Francisco – espaço em que a banda está reunida no último mês, transmitindo diariamente sua evolução, numa espécie de reality show.

Baby (Luê Soares e Mateo Ugarte) – músicos | O casal de músicos apresenta a parceria que nasceu durante a pandemia, super sensual, gravada na intimidade do quarto.

O músico Macul.

Macul – músico | Na edição do ano passado, Macul era um dos participantes que ouvia e interagia com os convidados do festival Unfinished. Em uma pausa para o “café” – momento de intervalos e refeições em que os participantes se conectam em videochats –, ele conheceu a Sarah Roston, que era uma das artistas convidadas da edição. Desse encontro virtual, surgiram propostas de parceria e Macul, de participante, passou ao posto de convidado. Brasileiro radicado em Munique, na Alemanha, ele vai se apresentar com sua banda em uma exibição em que cada música é gravada em um cômodo de sua casa (do quarto ao terraço, cozinha, sala).

(Fonte: Blankspace Online)