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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Tragédia “Medea”, de Sêneca, novo espetáculo de Gabriel Villela, terá estreia nacional no Sesc Consolação

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: João Caldas.

Ao atribuir a responsabilidade dos atos humanos aos próprios indivíduos, as tragédias do filósofo romano Sêneca ficaram por séculos fora do palco, sob a ideia de que sua violência só poderia ser suportada na leitura. “Medea”na versão de Sêneca, novo projeto do diretor Gabriel Villela, traz o desafio de colocar em cena a desmedida da fúria, da ira e da vingança. Até hoje, com raras montagens no Brasil, o espetáculo estreia dia 29 de janeiro de 2026, no Sesc Consolação, e a temporada segue até 8 de março.

Escrita cerca de quatro séculos depois da versão de Eurípides, a Medea de Sêneca revisita o mito da mãe que mata os próprios filhos como vingança ao ser repudiada por Jasão, mas também apresenta outros debates como o etarismo. A ruptura entre Medea e Jasão expõe a lógica social que descarta mulheres com o avançar da idade; um tema que ressoa nas falas da peça. A montagem apresenta três intérpretes para Medea: Rosana Stavis, Mariana Muniz e a participação especial de Walderez de Barros. A elas se somam Jorge Emil, Claudio Fontana, Plínio Soares, Letícia Teixeira e Gabriel Sobreiro, completando o elenco.

A versão de Sêneca também traz outras diferenças importantes. “Para começar, é mais curta e muito mais violenta. De modo geral, suas tragédias ampliam o que chamam de desmedida: a fúria, a ira, estão no centro de tudo o que escreve”, afirma Gabriel Villela. O diretor também destaca que, em Sêneca, o conflito interno de Medea é mais evidente, com uma escalada dramática que conduz ao crime final.

Na tragédia do filósofo do período romano (Sêneca foi preceptor do imperador Nero), Medea emerge como uma estrangeira, traída e politicamente silenciada, cuja revolta ecoa em questões femininas e na violência contra a natureza. A montagem desta Medea por Villela enfatiza essa dimensão: uma mulher que devolve ao mundo a fúria acumulada pelo desprezo de Jasão e a sentença de exílio proferida pelo rei Creonte, de Corinto. A natureza torna-se uma narradora trágica que responde às atrocidades cometidas pelos próprios homens.

“O texto é primoroso e parece importante hoje apontar a relação dele com a violência que ronda o nosso dia a dia. Nós temos nos confrontado com a barbárie o tempo inteiro, na política, nos assassinatos festivos, na internet que julga e sentencia, nos tornamos o vírus capaz de acabar com o planeta”, observa Villela. A equipe de criação destaca ainda a potência retórica de Sêneca e sua capacidade de unir a palavra ao poder da imagem. “Isso é um valor importante de seu texto”, completa.

Com a cenografia de J. C. Serroni, a montagem cria um espaço duplo inspirado no circo-teatro mambembe e no palácio de Creonte. Os figurinos de Gabriel Villela são também um forte elemento cênico nesta montagem. Ao todo, são 27 peças usadas ao longo do espetáculo. Cada figurino traz a sobreposição de peças ou tecidos com elementos extraídos da natureza da floresta do cerrado mineiro.

Séneca e o Estoicismo

Filósofo, poeta e humanista, Sêneca, expoente do Estoicismo, defendia a igualdade entre os homens, rejeitava a escravidão e a distinção social, e valorizava o autocontrole, a liberdade interior e a responsabilidade ética aplicados à vida concreta. Para ele, o exercício da moderação e da serenidade frente às adversidades constituía um caminho ético para atravessar o sofrimento e sustentar a vida.

“Todas as tragédias que ele escreveu, na verdade, são formas de apresentar essa filosofia, o Estoicismo”, diz o diretor adjunto Ivan Andrade. “O cerne de seus textos é essa desmedida humana. Na tragédia grega, as desmedidas eram atribuídas aos deuses. Sêneca coloca a responsabilidade maior no ser humano, é sempre uma ação humana que passa das medidas. Em suas peças, há a ideia da moderação e sempre tem um momento em que dá a entender que o personagem pode recuar”, completa.

Gabriel Villela

Estudou Direção Teatral na Universidade de São Paulo. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com “Você Vai Ver O Que Você Vai Ver”, de Raymond Queneau, e “O Concílio Do Amor”, de Oscar Panizza. Desde então, recebeu três Prêmios Molière, três Prêmios Sharp, 12 Prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, seis Troféus APCA, cinco Prêmios APETESP, dois Prêmios PANAMCO, Prêmio Zilka Salaberry e o Prêmio Governador do Estado de São Paulo. Dirigiu mais de 50 espetáculos, com participação em festivais nacionais e internacionais.

Sinopse | Abandonada por Jasão, que decide se casar com Creúsa, filha do rei Creonte, a feiticeira Medea vê ruir não apenas o seu matrimônio, como também sua identidade. Movida pela fúria e pela vingança, ela envia presentes envenenados para sua rival, o que culmina na morte da família real.  Para atingir o marido no que ele tem de mais precioso, Medea assassina os próprios filhos.

Ficha Técnica 

Autor: Sêneca

Tradução: Ricardo Duarte

Direção e figurinos: Gabriel Villela

Elenco: Walderez de Barros (participação especial), Rosana Stavis, Mariana Muniz, Jorge Emil, Claudio Fontana, Plínio Soares, Letícia Teixeira e Gabriel Sobreiro

Cenografia: J C Serroni

Iluminação: Wagner Freire

Trilha Sonora Original: Carlos Zhimber

Diretor Adjunto: Ivan Andrade

Assistente de Direção: Gabriel Sobreiro

Costureira: Zilda Peres

Máscaras: Shicó do Mamulengo e Junior Soares

Assistente de Cenografia: Débora Ferreira

Pintura de Arte e Texturização: Beatriz Leandro, Débora Ferreira, Flávia Bittencourt e Camila Myczkowski

Cenotécnicos: Alicio Silva e Douglas Vendramini

Assistentes de Cenotecnia: Theo Piazzi, João Portella e Benilson Alves

Costuras Cenográficas: Flávia Bittencourt

Músicos Convidados: Daniel Doctors, Luca Frazão e Gustavo Souza

Maquiagem: Claudinei Hidalgo

Assistente de Maquiagem: Patrícia Barbosa

Fotografia: João Caldas Fº

Assistente de Fotografia: Andréia Machado

Ilustração do morcego: Guilherme Crivelaro

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Diretor de Palco: Diego Dac

Operador de Luz: Rodrigo Sawl

Operador de Som: Ricardo Oliveira

Camareira: Ana Lucia Laurino

Produção Executiva: Augusto Vieira

Direção de Produção: Claudio Fontana.

Serviço

Medea 

Sesc Consolação – Teatro Anchieta – Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo – SP

Telefone para informações: 11 3234-3000

Temporada: 29/1 a 8/3/2025

Horários: Quintas, Sextas e Sábados, às 20h. Domingos, às 18h

Sessões em horários diferenciados:

Dia 14/2. Sábado, às 18h

Dias 26/2 e 5/3. Quintas, às 15h

Lotação: 280 lugares | Duração: 80 minutos | Classificação: 16 anos

Ingressos: R$70 (inteira) R$35 (meia entrada) e R$21 (credencial plena)

Venda on-line a partir de 20/1 (terça), às 17h, em centralrelacionamento.sescsp.org.br  e no App Credencial Sesc SP

Venda presencial a partir de 21/1 (quarta), às 17h, nas bilheterias do Sesc São Paulo.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

 

Filarmônica de Pasárgada se apresenta no Sesc Belenzinho

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Zé Vicente.

No dia 30 de janeiro, o Sesc Belenzinho recebe o grupo Filarmônica de Pasárgada. Os ingressos vão de R$ 18 (Credencial Sesc) a R$ 60 (inteira). A Filarmônica de Pasárgada apresenta o show do álbum ‘PSSP’ com 14 canções inspiradas na história da cidade de São Paulo.

As faixas do disco abordam diversos aspectos ligados à metrópole paulista, ora de modo mais factual, ora de modo mais onírico, por vezes com ironia e humor: a sua fundação na colina histórica pelos jesuítas no século XVI, a economia do café, a desigualdade social, o drama da Cracolândia, a recorrente crise hídrica, a poluição, o descaso em relação aos rios da cidade, o machismo e o racismo impregnados no desenvolvimento urbano de São Paulo são alguns dos temas que atravessam o álbum. As canções foram escritas e arranjadas pelo compositor do grupo, Marcelo Segreto, e contam com participações especiais de Tom Zé, Barbatuques, Trupe Chá de Boldo, Música de Montagem, Mestre Zelão e Escola Mutungo de Capoeira Angola. O projeto gráfico do disco é de Guto Lacaz, as fotomontagens de Zé Vicente, a produção musical de Segreto e o lançamento é pelo selo YB Music em parceria com a Gravadora Experimental da Fatec Tatuí.

A Filarmônica de Pasárgada foi formada em 2008 por alunos do curso de música da USP com o objetivo de interpretar as canções de Marcelo Segreto. O grupo possui quatro álbuns lançados: O Hábito da Força (2012), Rádio Lixão (2014), Algorritmos (2016) e PSSP (2022). A banda participou do EP Tribunal do Feicebuque (2013) do compositor Tom Zé, juntamente com Emicida, o Terno, Trupe Chá de Boldo e Tatá Aeroplano, e do CD Vira Lata na via láctea (2014) do mesmo compositor, com Caetano Veloso, Milton Nascimento e Criolo, entre outros. Foi vencedor do 17º Programa Nascente USP, do I Festival da Unicamp e do 41º Festival Nacional da Canção-Fenac e premiado em diversos festivais.

Serviço:

Filarmônica de Pasárgada

Dia 30 de janeiro de 2026 | sexta, 21h

Local: Teatro (374 lugares)

Valores: R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc)

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc

Classificação: 12 anos

Duração: 90 minutos

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

(Com Priscila Dias/Assessoria de Imprensa Sesc Belenzinho)

Casa Triângulo recebe mostra ‘Jardim Flamejante’, de Rafael Chavez, inspirada na força criativa da caatinga paraibana

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A dança dos vaga-lumes, 2025. Foto: Filipe Berndt/Cortesia Casa Triângulo.

A artista plástica autodidata Rafael Chavez, natural de Santa Luzia, no Vale do Sabugi – território reconhecido por sua importância arqueológica, com mais de 25 sítios catalogados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) – inaugura em 24 de janeiro de 2026 sua nova exposição, ‘Jardim Flamejante’, a primeira individual da artista na Casa Triângulo, reunindo obras que revelam a potência sensorial, espiritual e política do sertão nordestino. A mostra tem texto crítico de Walter Arcela. O projeto articula matéria, território, memória e cosmologia, inscrevendo o trabalho de Chavez em um campo no qual técnica, rito e imaginação se tornam indissociáveis.

Criada em meio à paisagem singular da caatinga, Rafael Chavez desenvolveu uma trajetória artística marcada pela experimentação contínua. Pintura a óleo, acrílica, aquarela, pintura digital, animação, escultura, videoarte e música compõem o repertório que sustenta sua pesquisa visual, sempre movida pela inquietação e pelo desejo de expandir linguagens.

Em seu texto crítico, Walter Arcela destaca que, nas pinturas, Chavez desenvolve uma espacialidade que desloca a lógica clássica da pintura como janela. Em vez de organizar o mundo a partir de um ponto de vista estável, suas imagens sugerem cavidades, interiores e campos que se confundem com o horizonte, dissolvendo a distinção entre dentro e fora. O espaço pictórico emerge como extensão do próprio território, onde o corpo que pinta não se coloca diante da paisagem, mas dentro dela. Muitas obras, de orientação vertical, se lançam como troncos tensionados, soldando chão e céu num mesmo eixo cósmico.

As pinturas de Chavez são uma gramática expositiva do chão que ecoa a aridez e o mistério do sertão a céu aberto. A territorialidade é reforçada por meio da mistificação sem recorrer a obviedades arquetípicas. As obras, majoritariamente verticais, se lançam para cima como troncos tensionados, conectando o plano telúrico ao etéreo. Há nelas uma tentativa constante de soldar céu e chão, como se a forma buscasse alinhar o olhar humano com um eixo mais amplo, cósmico.

As esculturas cerâmicas – botijas, totens, casulos e receptáculos – vieram diretamente do Sertão paraibano, e carregam em suas superfícies uma luminosidade quase corpórea, como se cada uma fosse um campo de radiação de calor e de sentidos. As botijas insinuam volumes que parecem capturar a própria chama, uma luz pela memória arqueológica da caatinga. Os totens que se dobram tornam-se portais; recipientes se oferecem como abrigos densos, onde a luz parece habitar cada dobra da matéria.

Nas obras de Rafael Chaves, o sertão deixa de ser cenário para tornar-se corpo vivo: território de memória, energia e presença. Chavez articula elementos da paisagem sertaneja, da espiritualidade local e das possibilidades arqueológicas da mata da caatinga, criando composições que transcendem a representação figurativa e se aproximam de dimensões simbólicas e afetivas.

A expressão de corpos queer e desviantes é um eixo fundamental de seu trabalho, tensionando normas de identidade e autenticidade. Ao trazer essas corporalidades para o centro de sua produção, a artista desafia estereótipos historicamente associados ao sertão, ressignificando-o como espaço múltiplo, diverso e pulsante.

As obras apresentadas funcionam como portais para reflexões contemporâneas sobre existência, resistência e transformação. A arte de Rafael Chavez celebra as complexidades da vida sertaneja e da experiência humana em toda sua diversidade, convertendo-as em uma euforia vibrante que convoca o público a repensar limites, normatividades e leituras hegemônicas sobre o Nordeste.

A exposição reafirma a relevância de Chavez como uma das vozes mais instigantes da produção artística contemporânea surgida do sertão paraibano, revelando camadas de um território rico, ancestral e profundamente atual. O conjunto configura um jardim ardente, no qual paisagem, cor e calor se condensam em corpos de intensidade.

Assim define Arcela: cinco pontas flamejantes de uma estrela apresentam um trabalho que não separa cosmologia, território e técnica, no qual a arte se afirma como prática material e sensível de ligação entre o humano, o telúrico e o cósmico. 

SERVIÇO

Jardim Flamejante – Rafael Chaves

Texto crítico: Walter Arcela

Abertura: 24 de janeiro de 2026 |14h às 18h

Período da exposição:24 de janeiro a 14 de março
Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h

Casa Triângulo

Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins – São Paulo

Telefone: (11) 3167-5621 | www.casatriangulo.com | info@casatriangulo.com

Entrada gratuita.

(Com Bernadete Druzian/A4&Holofote Comunicação)

Theatro Municipal de São Paulo abre Temporada de Óperas em fevereiro com a remontagem de “O Amor das Três Laranjas”

São Paulo, por Kleber Patricio

Montagem O Amor das Três Laranjas (L’Amour des Trois Oranges) encenada em 2022. Foto: Rafael Salvador.

Em fevereiro, iniciando uma nova temporada de óperas, o Theatro Municipal de São Paulo abre as cortinas com a remontagem de  “L’Amour des Trois Oranges” (O Amor das Três Laranjas), ópera em quatro atos de Sergei Prokofiev, com libreto do próprio compositor baseado na peça homônima de Carlo Gozzi, com participação da Orquestra Sinfônica Municipal e do Coro Lírico Municipal. O mês ainda conta com concertos do Quarteto de Cordas e do Coral Paulistano.

No dia 7, sábado, às 11h, acontece a Lavagem da Escadaria no Theatro Municipal. A Lavagem da Escadaria é uma celebração cultural que dialoga com as tradicionais lavagens que ocorrem na Bahia, como a Lavagem do Bonfim, e na Fran Madeleine, ligadas aos movimentos culturais tradicionais. O evento contará com o ritual de lavagem da escadaria, apresentação de Bloco de Afoxé Ọmọdé Ọba e baianas. Os ingressos são gratuitos, distribuídos com uma hora e meia de antecedência, a classificação é livre e a duração de 240 minutos, sem intervalo.

Lavagem da Escadaria em janeiro de 2025. Foto: Fernanda Stavich.

Coral Paulistano celebra 90 anos de trajetória com o concerto de aniversário Paulistano 90 Anos: Memórias, no dia 12 de fevereiro, às 20h, na Sala do Conservatório. Sob regência de Maíra Ferreira, o programa revisita a história do grupo por meio de obras de compositoras e compositores brasileiros que marcaram sua atuação, estreando mundialmente o Auto de Todo Mundo e Ninguém, de Camargo Guarnieri. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

No dia 26, quinta-feira, às 20h, o Quarteto de Cordas convida Nelson Ayres na Sala do Conservatório. Formado por Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola e Rafael Cesario no violoncelo. O repertório apresentado pelo grupo a ser anunciado. Os ingressos custam R$50 e a classificação é livre.

Encerrando o mês e estreando a Temporada de Óperas, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta a remontagem de O Amor das Três Laranjas (L’Amour des Trois Oranges), ópera em quatro atos de Sergei Prokofiev, com libreto do próprio compositor baseado na peça homônima de Carlo Gozzi.

Coral Paulistano. Foto: Rafael Salvador.

Estrondoso sucesso em 2022, a obra retorna ao palco da Sala de Espetáculos entre 27 de fevereiro e 7 de março, em uma temporada que combina humor, fantasia e inventividade musical. A ópera conta a história de um príncipe melancólico, que após ter seu estado de constante preocupação curado, acidentalmente pela Fada Morgana, que o amaldiçoa condenando-o a uma extensa jornada em busca de três laranjas que abrigam uma princesa em cada uma delas. Os ingressos custam R$290, com classificação de 12 anos e duração de 135 minutos, com intervalo.

A Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal participam da montagem, com Roberto Minczuk na direção musical, Hernán Sánchez Arteaga na regência do Coro Lírico, e Ronaldo Zero na direção cênica, a partir da concepção do ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos, que imprime à ópera referências do circo, das máscaras e da commedia dell’arte.

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

O elenco reúne nomes como Giovanni Tristacci, Lídia Schäffer, Gabriella Pace, entre outros. Com uma narrativa que flerta com o surrealismo fantástico e uma partitura espirituosa, célebre pela icônica marcha. A remontagem reafirma o caráter único e encantador desta obra, convidando o público a curar, com humor e imaginação, toda e qualquer melancolia.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Temporada das Ninfeias no Jardim Botânico de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Flores, que já foram inspiração para grandes artistas, hoje encantam os visitantes durante o verão paulistano. Fotos: Divulgação.

Janeiro chega a São Paulo com calor intenso, céu aberto e uma recompensa silenciosa para quem desacelera o passo: a temporada das ninfeias no Jardim Botânico. Sobre o espelho d’água formado pelas nascentes do Riacho do Ipiranga, as flores – que surgem em tons de rosa, amarelo e azul – transformam o Lago das Ninfeias no ponto mais “instagramável” do parque.

Maior lago da área de visitação, o espaço concentra um dos momentos mais delicados do verão paulistano. As cores vibrantes das flores contrastam com o verde fechado da mata e criam uma cena que convida à contemplação.

As ninfeias não crescem para fora da água. Vivem sobre ela. Sem caule, desenvolvem-se a partir de rizomas submersos e se abrem com a luz do sol, logo ao amanhecer. Durante a tarde, recolhem-se. As folhas largas flutuam e formam um tapete contínuo, imagem que lembra uma “prima” da região amazônica – a vitória-régia (Victoria amazonica).

No lago do Jardim Botânico convivem três espécies: a ninfeia-amarela (Nymphaea mexicana), a azul (Nymphaea caerulea) e a rosa (Nymphaea odorata). Ao redor delas, libélulas, peixes, borboletas e aves aquáticas – como jaçanãs, biguás, garças e saracuras – completam o cenário, em diálogo com as estufas, o Jardim de Lineu e o Jardim dos Sentidos. Com sorte, também é possível observar bugios, pequenos primatas de pelo avermelhados que vivem livres nas árvores e trilhas.

Inspiração de Monet

As mesmas flores que hoje encantam os visitantes foram a obsessão de Claude Monet por três décadas. O pintor francês produziu mais de uma centena de obras inspiradas nas ninfeias de seu jardim em Giverny, num exercício contínuo de luz, reflexo e cor. Monet morreu em 1926 – dois anos antes da inauguração do Jardim Botânico de São Paulo. Quase um século mais tarde, as ninfeias continuam ali, repetindo seu ritual diário.

Todo mundo paga meia no mês de janeiro

Janeiro também trouxe promoções imperdíveis para todas as atrações do complexo do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI). Confira:

– Jardim Botânico – ingresso avulso antecipado por R$19,95, válido para todos os dias da semana. O valor no dia é de R$39,90

– Zoológico de São Paulo – ingresso avulso antecipado por R$49,95, válido para todos os dias da semana. O valor no dia é de R$99,90

– Simba Safari – ingresso avulso antecipado por R$59,95, válido de segunda à sexta-feira. Ingresso avulso antecipado nos finais de semana por R$89,90. O valor no dia é de R$119,90 (necessário agendar o horário de visita)

– Combo com quatro atrações – Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari e Mundo Dino – de R$319,60 por R$129,90, na compra antecipada. O valor no dia é de R$ 139,90

– Combo com cinco atrações – Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo – de R$359,50 por R$119,90 na compra antecipada. O valor no dia é de R$149,90.

Serviço:

Funcionamento dos parques a partir do dia 20 de dezembro:

Zoo São Paulo: aberto todos os dias das 8h30 às 17h30 (visitação até às 18h30);

Jardim Botânico: aberto todos os dias das 9h às 17h (visitação até às 18h);

Simba Safari: aberto todos os dias das 8h às 17h30 (visitação até às 18h30).

Site para compra de ingressos – Zoo SP e Simba Safari

Endereços: Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estefno, 4241 – Água Funda.

Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estefno, 3031 – Água Funda.

(Fonte: Zoológico de São Paulo)