Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Coleção Miscigenação, de Gisela Pedroso, investiga a arqueologia da identidade por meio da cerâmica contemporânea

São Paulo, por Kleber Patricio

Mostra tem como ponto de partida o conceito de “Arqueologia da Identidade” – campo que investiga como a cultura material e os vestígios do passado são usados para construir, manter e negociar identidades individuais e coletivas. Fotos: Giselle Capri.

A ceramista Gisela Pedroso apresenta a Coleção Miscigenação, um conjunto de obras que propõe uma reflexão sensível e profunda sobre identidade, território e memória cultural. Com trajetória marcada pela conexão entre arte, natureza e ancestralidade, a artista reafirma, nesta nova série, a cerâmica como uma linguagem potente para traduzir histórias coletivas e individuais por meio de formas, texturas e grafismos.

Tendo como ponto de partida o conceito de “Arqueologia da Identidade” – campo que investiga como a cultura material e os vestígios do passado são usados para construir, manter e negociar identidades individuais e coletivas – a coleção se ancora também no contexto cultural e espiritual da “escrita na pele por meio da terra”. Para isso, Gisela utiliza pigmentos minerais e naturais, como ocre, argila e outros elementos extraídos diretamente do solo, reforçando a relação íntima entre matéria, território e memória.

Por meio da técnica do sgraffito, processo em que camadas são riscadas para revelar superfícies ocultas, a artista constrói uma metáfora visual sobre a sobreposição de culturas que moldam a sociedade brasileira. Os grafismos presentes nas peças narram encontros e tensões entre diferentes matrizes culturais, evidenciando tanto o rigor geométrico das influências externas quanto a fluidez orgânica dos padrões ancestrais indígenas.

Cada obra funciona como um vestígio, um fragmento simbólico escavado do tempo no qual marcas, linhas e relevos evocam memórias inscritas na própria matéria. Ao riscar, revelar e recompor a superfície, Gisela Pedroso transforma a cerâmica em um território narrativo onde passado e presente dialogam de forma poética e contundente.

A Coleção Miscigenação reafirma, assim, a importância da cerâmica como suporte artístico contemporâneo e como meio potente de reflexão sobre pertencimento, diversidade e identidade cultural brasileira, convidando o observador a um olhar atento sobre as camadas que formam quem somos individual e coletivamente.

Sobre Gisela Pedroso | Ceramista e arquiteta há mais de 20 anos, Gisela Pedroso dedica sua trajetória à conexão entre arte, natureza e cidade. Idealizadora do Sarau Atelier-Escola, localizado no Centro Histórico de Itu, Gisela é especialista em cerâmica e pintura que unem técnica, expressão artística e olhar sensível para o belo. Sua produção e seu trabalho buscam valorizar as formas orgânicas e as cores da natureza, aproximando-as da vida urbana e estimulando novas experiências estéticas e criativas.

(Com Alessandra Barbieri/A4&Holofote Comunicação)

Galatea Salvador e Nara Roesler anunciam “Barracas e Fachadas do Nordeste”

Salvador, por Kleber Patricio

Adenor Gondim, Barraca de festas de largo da Bahia, dec. 1980/2026 [1980s/2026]. Crédito: Cortesia do artista

Galatea Salvador abre a programação de 2026 com duas exposições paralelas. Na primeira, une-se à galeria Nara Roesler para inaugurar “Barracas e Fachadas do Nordeste”, coletiva que propõe um diálogo entre Montez Magno, Mari Ra, Zé di Cabeça, Fabio Miguez e Adenor Gondim a partir de obras que retratam paisagem urbana e cultural do Nordeste. E, no espaço expositivo do Cofre, apresenta “Gabriel Branco: A luz sem nome”, série de pinturas em que o artista aprofunda sua pesquisa que parte do corpo, da luz e da cor como elementos estruturantes da composiçãoAmbas as aberturas acontecem no dia 30 de janeiro e alinham-se ao calendário festivo da cidade, que celebra Iemanjá no dia 2 de fevereiro.

Com curadoria de Tomás Toledo, sócio fundador da Galatea, e Alana Silveira, diretora da unidade Salvador, Barracas e Fachadas do Nordeste reúne mais de 60 obras, entre pinturas, fotografias e trabalhos em diferentes suportes, dos artistas Montez Magno, Mari Ra, Zé di Cabeça, Fabio Miguez e Adenor Gondim. A exposição toma como eixo temático as arquiteturas vernaculares que atravessam o cotidiano urbano e as manifestações culturais do Nordeste, propondo um diálogo entre diferentes gerações e linguagens.

Adenor Gondim 1950, Barraca de festas de largo da Bahia [Bahian Street Party Stall], década de 1980/2026.

Fachadas urbanas, platibandas ornamentais, barracas de festas populares e estruturas aparecem como elementos centrais da exposição, entendidos não apenas como construções funcionais, mas como formas carregadas de memória social e cultural. Esses elementos, recorrentes na paisagem nordestina, operam como dispositivos visuais e simbólicos que articulam práticas cotidianas, circulação urbana e expressão cultural.

Adenor Gondim e Montez Magno convergem ao destacar as formas vernaculares do Nordeste a partir de abordagens distintas. Gondim, fotógrafo convidado especialmente para uma série para a coletiva, apresenta registros das barracas que marcaram as festas de largo de Salvador, enquanto Magno é representado por obras das séries Barracas do Nordeste (1972–1993) e Fachadas do Nordeste (1996–1997), nas quais referências da cultura popular são sintetizadas por meio da abstração geométrica.

Já Fabio Miguez, artista representado pela Nara Roesler, investiga as fachadas de Salvador como um mosaico de variações arquitetônicas, a partir de um olhar atento sobre o casario urbano e suas composições formais, em que geometria e cor estruturam a pintura. Para a exposição, o artista realizou uma viagem de pesquisa a Salvador e à Ilha de Itaparica, da qual resulta uma série inédita de pinturas concebidas especialmente para a mostra.

Adenor Gondim 1950, Barraca de festas de largo da Bahia [Bahian Street Party Stall], década de 1980/2026.

A dimensão urbana e migratória da mostra se amplia com Zé di Cabeça, criador do Acervo da Laje, cujas pinturas derivam de um amplo inventário visual do subúrbio ferroviário soteropolitano e evidenciam seu processo de transposição do desenho para o azulejo e, posteriormente, para a pintura. Enquanto Mari Ra aproxima fachadas de Recife e Olinda encontradas na Zona Leste de São Paulo, revelando vínculos formais produzidos pelos fluxos migratórios nordestinos.

Entre corpo, luz e abstração | Gabriel Branco: A luz sem nome é a primeira exposição individual de pinturas do artista paulistano Gabriel Branco (1997, São Paulo). A mostra ocupa o espaço expositivo do Cofre da unidade e reúne 10 pinturas inéditas, realizadas em 2025, com texto crítico assinado por Paulo Monteiro.

Na série apresentada, Branco aprofunda uma pesquisa que parte do corpo, da luz e da cor como elementos estruturantes da composição. Trabalhando com óleo e cera de abelha sobre tela, o artista constrói superfícies veladas e luminosas, nas quais formas orgânicas parecem emergir e, ao mesmo tempo, se dissolver. A pintura abstrata surge como um desdobramento direto com seus trabalhos na fotografia, especialmente no modo como a luz atua como agente de instabilidade e transformação da imagem.

Gabriel Branco 1997, Sem título [Untitled], 2025.

Na abstração, o corpo aparece como referência inicial para o surgimento das formas. Partes de um corpo conformam outro corpo, que se adapta ao formato da tela e se reorganiza como uma espécie de estrutura orgânica. Essas formas, no entanto, não são fixas: ora evocam imagens reconhecíveis, ora se desfazem sob a ação da luminosidade, criando um campo ambíguo entre o abstrato e o figurativo.

Paulo Monteiro comenta em seu texto crítico que “Como toda arte abstrata que se livrou do apego aos argumentos racionais da vanguarda, a pintura de Gabriel é livre, e nessas formas podemos ver o que quisermos ver: um órgão sexual, ou o começo de uma onda, um astro no céu, a luz do sol. Tudo isso está ali presente, pulsando. E, de fato, não se está falando aqui da universalidade da arte abstrata. Estamos diante do avesso dela.”

A geometria também atravessa essa pesquisa. Em trabalhos anteriores, padrões visuais presentes em portões e estampas da periferia de São Paulo serviram como ponto de partida para o uso livre da cor. O triângulo, forma recorrente nesse momento inicial, adquire posteriormente uma dimensão luminosa e quase mística, articulando tensões entre o universal e o específico, entre símbolos compartilhados e experiências culturais situadas no contexto brasileiro.

Gabriel Branco 1997, Sem título [Untitled], 2025.

A luz, no entanto, não atua apenas como elemento formal, mas como força capaz de desestabilizar as próprias formas do quadro. Em alguns trabalhos, a luminosidade incide de tal maneira que dissolve contornos e embaralha referências corporais e geométricas. Essa instabilidade aproxima a pintura da fotografia, outra prática central na trajetória de Gabriel Branco, na qual a luz e o ambiente urbano — especialmente das periferias de São Paulo — produzem camadas múltiplas de significado.

Na sequência de Gabriel Branco: A luz sem nome, o artista realiza uma exposição individual na ARCO Madrid, uma das principais feiras internacionais de arte contemporânea, marcando o início de sua representação pela Galatea.

As duas exposições e a parceria com a galeria Nara Roesler marcam a celebração dos dois anos da Galatea em Salvador e reafirmam o papel de sua sede na capital baiana como um espaço de convergência e articulação no circuito de arte contemporânea. Desde a sua chegada à cidade, em janeiro de 2024, a galeria tem atuado como plataforma de intercâmbio entre artistas, curadores, galerias, agentes culturais, colecionadores e o público, em diálogo com o momento de revitalização do centro histórico de Salvador e de fortalecimento de sua vida cultural. 

Serviço:

Barracas e Fachadas do Nordeste

Curadoria: Tomás Toledo e Alana Silveira

Local: Galatea Salvador

Endereço:  R. Chile, 22 – Centro, Salvador – BA

Abertura: 30 de janeiro das 18h às 21h

Período expositivo: 30 de janeiro a 30 de maio de 2026

Horários: Terça a quinta das 10h às 19h | Sexta das 10h às 18h | Sábado das 11h às 15h

Ingresso: Gratuito

Mais informações: https://www.galatea.art/

Instagram: @galatea.art_

Gabriel Branco: A luz sem nome

Texto crítico: Paulo Monteiro

Local: Galatea Salvador

Endereço:  R. Chile, 22 – Centro, Salvador – BA

Abertura: 30 de janeiro das 18h às 21h

Período expositivo: 30 de janeiro a 30 de maio de 2026

Horários: Terça à quinta das 10h às 19h | Sexta das 10h às 18h | Sábado das 11h às 15h

Ingresso: Gratuito

Mais informações: https://www.galatea.art/

Instagram: @galatea.art_.

(Com Edgard França/Cor Comunicação)

Osesp faz dois concertos de pré-abertura da Temporada 2026 com pianista russo Daniil Trifonov

São Paulo, por Kleber Patricio

A Sala São Paulo. Foto: Manuel Sá.

Fundação Osesp apresenta os concertos de pré-abertura da Temporada Osesp 2026. Na sexta-feira (13/fev), às 20h, e no sábado (14/fev), às 16h30, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp realiza na Sala São Paulo as performances que marcam a pré-abertura da Temporada de 2026. Com o russo Daniil Trifonov ao piano e também na regência, o programa especial terá como fio condutor o Sul do continente americano — com sua combinação única de vozes, espiritualidade, ritmos, cores e religiosidade popular.

Trata-se de um marco histórico para a música clássica no Brasil: além de apresentar estes dois concertos, esta será a primeira vez que uma orquestra brasileira gravará um álbum para o selo alemão Deutsche Grammophon, referência máxima mundial em registros sinfônicos. Intitulado História Americana: Sul, a iniciativa é capitaneada por Trifonov, um dos maiores pianistas de nosso tempo — e que, com a Osesp, também fará a direção musical do projeto.

O programa reúne a Orquestra e o pianista em torno de Cuadros del Sur, obra do venezuelano Gonzalo Grau composta a partir de A Paixão segundo São Marcos, do argentino Osvaldo Golijov, em uma perspectiva latino-americana contemporânea, espiritual e profundamente ligada às raízes culturais de nosso continente. “Sinto profunda gratidão ao incrível Daniil Trifonov por ter motivado a criação de ‘Cuadros del Sur’ e por poder tocá-la e gravá-la. Adoro o que o multi-instrumentista Gonzalo Grau fez com a música da minha ‘Paixão segundo São Marcos’: a versão dele demonstra a mesma imaginação sem limites que o arranjo de Gil Evans para a música de ‘Porgy and Bess’ representa para Miles Davis”, afirma Osvaldo Golijov.

Daniil Trifonov. Foto: Dario Acosta.

Além e interpretar a peça de Grau com a Osesp, Trifonov tocará peças solo de outros compositores latinos, como Heitor Villa-Lobos, Alberto Ginastera, Camargo Guarnieri e Ary Barroso, além de uma composição de sua autoria (Tango). Os ingressos custam a partir de R$ 50,00 (valor inteiro) e estão à venda através deste link.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Daniil Trifonov regência e piano
O pianista Daniil Trifonov nasceu em 1991 em Níjni Novgorod, Rússia. Foi premiado em alguns dos mais prestigiados concursos internacionais, incluindo o Tchaikovsky de Moscou. Em 2016, foi considerado o Artista do Ano pela revista Gramophone e, em 2018, conquistou um Grammy de Melhor Álbum Solo Instrumental com Transcendental. O álbum duplo com obras de Liszt marcou seu terceiro título como artista exclusivo da Deutsche Grammophon. Trifonov teve ascensão espetacular no mundo da música clássica como solista, concertista, camerista e compositor. Combinando técnica consumada com sensibilidade e profundidade, suas performances são altamente admiradas. Daniil Trifonov é apontado como um dos maiores talentos da nova geração e tem se apresentado com as mais importantes orquestras mundiais, como a Concertgebouw de Amsterdã e a Filarmônica de Viena.

A Osesp. Foto: Lilian Alves.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

PROGRAMA

OSESP

DANIIL TRIFONOV regência e piano

Juan GARCÍA | Sambumbia — Rhapsodia Dominicana

Heitor VILLA-LOBOS | Valsa da dor

Rafael LANDESTOY | El vals de Santo Domingo

Alberto GINASTERA | Milonga

Daniil TRIFONOV | Tango

Rafael LANDESTOY | Estudio en zamba

Mozart CAMARGO GUARNIERI | Dança negra

Heitor VILLA-LOBOS | Bachianas Brasileiras nº 4

Osvaldo GOLIJOV / Gonzalo GRAU | Cuadros del Sur [a partir de A Paixão segundo São Marcos, de Golijov, para piano e ensemble de câmara | Coencomenda da Deutsche Grammophon junto à Osesp, à Orchestre de Radio France e ao Festival de Aspen]

Ary BARROSO | Aquarela do Brasil [transcrição para piano de Gonzalo Grau].

SERVIÇO:

13 de fevereiro, sexta-feira, 20h00

14 de fevereiro, sábado, 16h30

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo)

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: Entre R$ 50,00 e R$ 330,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (Fever): neste link

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | a partir de R$ 27,00 | 600 vagas

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

(Com Fabio Rigobelo /Fundação Osesp)

Sinfônica Jovem de Indaiatuba abre inscrição para bolsistas

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Inscrições para bolsas de estudo já estão abertas. Fotos: Daniel Cardoso.

A Orquestra Sinfônica Jovem de Indaiatuba (OSJI) está com edital aberto para jovens de 12 a 30 anos que tenham interesse em participar do processo seletivo, que tem foco no desenvolvimento artístico e educacional. Não é preciso residir no município e os interessados tem até 5 de fevereiro para se inscrever.

As vagas contemplam todos os naipes de orquestra; entre elas, cordas, madeiras, metais e percussão, oferecendo experiência em repertório sinfônico, prática de conjunto e apresentações públicas. Além da técnica, a Orquestra de formação, sob regência do maestro Anderson Vargas, tem como objetivo oferecer um espaço para desenvolver autoconfiança, trabalho coletivo e a vivência necessária para a carreira profissional.

ETAPAS 

O processo seletivo será composto de duas etapas. Na primeira o candidato precisa enviar, no próprio formulário de inscrição – disponível aqui –, um vídeo, de até cinco minutos, executando uma peça de livre escolha. Se aprovado, seguirá para a segunda fase, na qual fará, no dia 9 de fevereiro, uma audição presencial com uma peça de confronto no Centro Cultural Wanderley Peres, em Indaiatuba. O resultado está previsto para 11/2 e, o início das atividades, 16/2. Todas as informações, inclusive sobre a segunda fase, estão disponíveis no edital, que pode ser acessado neste link.

Esta é uma iniciativa da AMOSI (Associação Mantenedora da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba), em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tem patrocínio de Tuberfil, Plastek e John Deere e apoio da MMídia e Atom. Mais informações pelo WhatsApp (19) 97151-1150 ou pelo e-mail secretaria.osindaiatuba@gmail.com.

Informações:

Edital aqui 

Inscrições aqui

WhatsApp: (19) 97151-1150

E-mail: emosi@orquestraindaiatuba.com.br

Instagram emosindaiatuba.

Sobre a Sinfônica Jovem | Fundada em 2003 pelo maestro Paulo de Paula, desde sua criação, tem funcionado como uma orquestra escola onde jovens da cidade podem aprofundar suas experiências musicais através dos ensaios e apresentações do grupo. A Orquestra está ligada a Escola de Música e a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, e tem possibilitado a formação musical de inúmeros instrumentistas, sendo atualmente o principal grupo orquestral jovem da cidade. Atualmente é regida pelo maestro Anderson Vargas e conta com participação de monitores profissionais, que orientam os músicos durante os ensaios e apresentações. O grupo tem realizado concertos regulares em Indaiatuba, tendo também se apresentado em São Paulo, Vinhedo, Monte Verde, Serra Negra, Jaguariúna, Salto, Itapira e Pindamonhangaba.

(Com Samantha de Martino/Armazém da Notícia)

[Turismo]: Uruguai: cultura, gastronomia, esportes e natureza

Uruguai, por Kleber Patricio

Estádio Centenário tem visitas guiadas, museu e bar com cardápio uruguaio. Foto: Ministério do Turismo do Uruguai

Um país elegante e surpreendente, o Uruguai é um destino emocionante para as férias de verão na América do Sul. Fácil de percorrer e com distâncias curtas, o país oferece experiências para todos os gostos. Em um só roteiro, é possível combinar história, esportes, arte, gastronomia e paisagens naturais e urbanas que convivem lado a lado.

A capital, Montevidéu, ganha ainda mais protagonismo em um ano marcado pelo Mundial. A capital uruguaia tem uma relação profunda com o futebol e os esportes, elemento central de sua identidade cultural. Essa história pode ser vivida de perto no Museo del Fútbol, localizado no Estádio Centenário, único estádio declarado Patrimônio Mundial pela FIFA. O espaço reúne troféus, camisas históricas, documentos e memórias que ajudam a entender por que o Uruguai ocupa um lugar tão simbólico na história do esporte. Há também uma saborosa opção gastronômica por lá, o 1930 Bar, que tem cardápio com tradicional comida uruguaia e pátio com parrillas.

Além do esporte, Montevidéu convida a explorar sua cultura: as diversas livrarias que convidam a ler e tomar um café, assim como museus, feiras de rua, como a tradicional Tristán Narvaja, revelam hábitos locais, sabores e objetos curiosos. Bares históricos e cafés centenários completam o passeio pela cidade, que também mostra um lado contemporâneo e cosmopolita ao entardecer. O rooftop do Edifício Salvo, ícone arquitetônico da capital, tem uma das vistas mais emblemáticas do Centro, enquanto o bar no topo do Hotel Montevideo reforça a cena urbana sofisticada com coquetelaria criativa e clima atual. Durante as férias, a cidade aposta ainda em uma programação cultural diferenciada e acessível.

Pôr do sol na Casapueblo. Foto: Alexis Noquet.

Cine en el Botánico transforma o Jardim Botânico em uma sala de cinema a céu aberto, com exibições noturnas de ficções e documentários recentes do audiovisual uruguaio. Com entrada gratuita, o ciclo reúne obras premiadas neste mês de janeiro e promove encontros entre realizadores e público, em um dos cenários naturais mais emblemáticos da capital.

Seguindo pela costa, Punta del Este revela uma fase de novos restaurantes, com propostas autorais e foco em produtos locais, e mantém atrações que agradam diferentes perfis de viajantes. Para famílias, existem propostas que unem natureza, gastronomia e atividades ao ar livre.

A integração entre arte e paisagem é um dos pontos altos. O Museo de Arte Contemporáneo Atchugarry (MACA) impressiona pela arquitetura e pelo acervo, enquanto o Arboretum Lussich convida a caminhadas entre trilhas e mirantes. O Jardim Japonês de Punta del Este oferece um momento de contemplação e equilíbrio, e Casapueblo, além do tradicional pôr do sol, abriga uma galeria de arte que aprofunda o contato com a obra e o universo criativo de Carlos Páez Vilaró.

Vista do farol de Cabo Polônio. Foto: Ministério do Turismo do Uruguai.

Mais a oeste, Colonia del Sacramento convida a desacelerar. Pedalar pelas ruas de pedra do bairro histórico, patrimônio mundial da Unesco, é uma das formas mais agradáveis de explorar a cidade. O pôr do sol às margens do Rio da Prata transforma a orla em um cenário romântico, complementado por cafés charmosos, pequenos restaurantes e vinhos locais.

E para quem busca um Uruguai mais calmo, Cabo Polonio é um convite ao essencial. Entre dunas, sem ruas asfaltadas e cercado por natureza praticamente intocada, o vilarejo oferece uma experiência de desconexão, com lobos marinhos, praias oceânicas e noites silenciosas sob um céu estrelado.

Entre cidades com arquitetura variada, balneários cheios de charme, vilas históricas e refúgios naturais, o Uruguai se consolida como um destino seguro para as férias, ideal para quem valoriza cultura, boa mesa, paisagens marcantes e experiências que permanecem na memória muito depois da viagem.

Benefícios para turistas brasileiros

Durante as férias, viajantes estrangeiros contam com vantagens que tornam a viagem ainda mais atrativa:

– IVA zero em hotelaria e gastronomia pagos com cartão internacional;

– Devolução de IVA no aluguel de carros;

– Tax-free em compras realizadas em lojas credenciadas.

Os benefícios reforçam a excelente relação custo-benefício do país e ampliam o conforto de quem escolhe o Uruguai para as férias. https://uruguaynatural.com/pt/uruguaysorprende/.

(Com Luise Sanches/ AVIAREPS)