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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Atletas transplantadas celebram conquistas e utilizam esporte para aumentar conscientização sobre doação de órgãos

Brasil, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Aos 33 anos, o maior desejo de Luciane de Lima era voltar a beber um copo de suco de laranja de 300 ml. A advogada nunca havia tido problemas de saúde, mas começou a sentir mal-estar, dores de cabeça, registrar lapsos de memória, dificuldade para ingerir líquidos e se alimentar, entre outros sintomas. Sua função renal era de 15% e, após sete meses e meio de hemodiálise, ela saiu desse quadro de ansiedade e incerteza graças a um transplante. Atualmente, Luciane pratica corrida e ciclismo e faz parte da Liga dos Atletas Transplantados do Brasil, que adota o esporte como filosofia de vida e o considera um complemento valioso ao tratamento pós-transplante.

Criada no final de 2021, a Liga reúne 19 atletas brasileiros transplantados de fígado, rins, pulmão, pâncreas, coração e medula que superaram doenças graves. Seus membros encontraram no esporte um grande aliado para a manutenção da saúde física e psíquica e participam de competições do calendário brasileiro e internacional.

Embora o Brasil seja uma referência mundial em doação de órgãos e o Ministério da Saúde tenha registrado mais de 12 mil transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano, mais de 50 mil pessoas aguardam por um transplante e o desconhecimento sobre essa realidade permanece. Uma das consequências da falta de informação é a prevalência de mitos de que pessoas transplantadas são muito doentes e com múltiplas limitações. Ao participar de eventos esportivos, a Liga visa desmistificar tabus e aumentar a conscientização sobre a doação de órgãos.

Após se recuperar da insuficiência renal, Luciane ressignificou sua relação com a atividade física. Ela se exercitava de maneira descompromissada, mas inspirou-se em outras pessoas e entrou em um grupo de corrida. Posteriormente, adicionou exercícios de fortalecimento, natação e bicicleta e começou a participar de competições. Nos IX Jogos Latino Americanos para Transplantados em 2018, realizado na Argentina, a advogada conquistou segundo e terceiro lugar em diferentes categorias de corrida.

O sucesso se manteve nos eventos seguintes e, em 2021, Luciane fundou a Liga dos Atletas Transplantados em conjunto com outros colegas. “Eu praticava atividades esportivas sem seguir uma rotina na escola, mas depois comecei a ver o resultado da disciplina e a sentir esse poder. Sou agraciada por estar viva. Quando você fala com uma pessoa que faz hemodiálise, o sonho dela é fazer xixi. Parece tão insignificante beber água, mas quando você perde isso, o mais importante é ter sua saúde de volta”, relata.

Atividade física melhora sistema imunológico e qualidade de vida de transplantados

Os benefícios dos exercícios físicos à saúde foram elencados por um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Transplantes. A pesquisa foi realizada pela educadora física e atleta Liège Gautério, que faz parte da Liga. Ela ressaltou a melhoria do sistema imunológico de transplantados, que são imunossuprimidos pelas medicações e têm os efeitos colaterais amenizados ao saírem do sedentarismo. Foi constatada também a redução do risco de doença cardiovascular e da diabetes – que é aumentado por alguns medicamentos imunossupressores –, prevenção de osteoporose, hipertensão; ganho de massa muscular; aumento da qualidade do sono e do humor. Entretanto, a possibilidade de realizar atividade física depende das particularidades de cada caso e precisa ser orientada por profissionais.

Apaixonada por esportes desde a infância, Liège fazia ballet aos cinco anos. Ela experimentou uma série de modalidades como musculação, natação, street dance e ciclismo, até ser diagnosticada com fibrose pulmonar, com 30 anos. Inicialmente, estava assintomática, mas, aos poucos, a patologia progressiva minou sua disposição. Oito anos depois, no auge da doença, ela estava prestes a realizar o sonho de se graduar em Educação Física e compareceu à formatura com o oxigênio portátil do qual dependia durante 24 horas para respirar.

A educadora física recebeu um transplante unilateral pulmonar em 2011 e retornou ao trabalho e aos treinos três meses depois da cirurgia. Quando descobriu a existência dos Jogos Mundiais de Transplantados, percebeu uma oportunidade de mostrar que pessoas transplantadas também podem ter uma vida saudável.

Resiliência e pódio

Ela se inscreveu nas provas de 100 metros e 200 metros rasos, mas outros percalços apareceram no caminho: o diagnóstico de câncer de mama e um tornozelo quebrado. A atleta não desistiu e foi a primeira mulher brasileira a participar de uma competição para transplantados e a conquistar a medalha de ouro feminina do Brasil. A mastectomia foi feita depois da disputa e, dois anos depois, ela tornou-se bicampeã mundial dos 100 metros rasos. Nos jogos seguintes, obteve o bronze.

“O corpo de um transplantado, quando é bem cuidado, segue todas as orientações médicas e um planejamento de treinamento, consegue ótimos resultados. As pessoas se surpreendem porque existe essa visão do transplantado como alguém com muita limitação”, explica a bicampeã dos 100 metros rasos. Durante a pandemia, em 2020, Liège utilizou as redes sociais para criar o projeto Se Mexe TX!  Seu objetivo é incentivar a prática de exercícios físicos para transplantados. “Uma pessoa renasce após a doação de órgãos. Os transplantados que são fisicamente ativos gastam menos em saúde”, completa.

A vida pode ser preciosa

Há 24 anos, Simone Avelino descobriu por acaso que tinha doença renal crônica depois de sofrer uma crise de hipertensão. O percentual de seu funcionamento renal era de 40% e ela recebeu um novo rim 10 anos depois, com 39 anos. Assim como Luciane, Simone não praticava esportes regularmente, mas, após a cirurgia, participou de um grupo de pedal noturno e nunca mais parou. Hoje, ela concilia os treinos de natação e corrida de terças às sextas-feiras com sua rotina de dentista: “Quando você faz o transplante, você quer viver a vida num gole só. Antes de transplantar, eu não conseguia subir uma escada. Na primeira vez em que nadei 1000 metros, chorei no vestiário. Quando comecei a treinar, não conseguia nadar 25 metros”.

A dentista competiu nos IX Jogos Latino-americanos para Transplantados e conseguiu o bronze na natação. “Estou aprendendo a correr, é muito emocionante pela condição que eu enfrentava. Todos os dias, tenho que celebrar e, se faço esportes, tenho que comemorar mais um pouco, mas não é uma medalha de super-herói. O transplante é uma alternativa maravilhosa. Todo mundo que participa desses jogos tem uma história de vida pesadíssima”, afirma.

Convidada por Luciane para participar da Liga, ela chora a cada conquista. “A gratidão é tão forte e maravilhosa porque todo mundo sabe que está nos jogos devido ao transplante. A energia é quase palpável, é quase física”, comenta.

Para continuarem a competir e a trazer visibilidade para a doação de órgãos, os membros da Liga terão uniformes patrocinados pela Biometrix Diagnóstica, uma das maiores apoiadoras de transplantes no Brasil. Segundo a gerente de marketing da empresa, Paula Mazuco, a parceria celebra a vida dos atletas e incentiva a quebra de alguns mitos, que vão desde o processo da decisão da doação de órgãos ou até de algumas incertezas relacionadas à qualidade de vida de quem recebe um transplante. “Para nós, independente do pódio, esses atletas são campeões por terem vencido o desafio da doença, o processo de espera por um transplante e, principalmente, por terem conquistado a recuperação e o retorno da normalidade da vida pelas atividades físicas e cuidando também para que o sistema imunológico esteja em boas condições”, complementa.

(Fonte: DePropósito Comunicação de Causas)

SescTV exibe programação especial ‘Caymmi’ em maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena do “Instrumental Sesc Brasil”, com Dori Caymmi. Foto: divulgação.

O SescTV terá programação especial ‘Caymmi’ em reverência à música brasileira. Serão exibidos o documentário “Dê Lembranças a Todos”, dirigido pelos irmãos Fábio Di Fiori e Thiago Di Fiori; o musical “Família Caymmi”, os programas “Passagem de Som” e “Instrumental Sesc Brasil”, com Dori Caymmi, e dois Compactos – depoimentos curtos, em que Danilo e Alice Caymmi relembram momentos de suas carreiras e as influências que definiram suas obras. A apresentação será no formato de interprograma, entre os intervalos da programação, em vídeos de até 4 minutos, que também estão disponíveis no Canal do YouTube do SescTV. Todas as obras da programação especial ‘Caymmi’ passam a integrar a grade do Sesc TV a partir de maio e também estarão disponíveis sob demanda no site do canal.

A série começa na noite de 6 de maio (às 23 horas), com o documentário “Dê Lembranças a Todos”, em que entes queridos e profissionais que conviveram com Dorival Caymmi relembram sua vida e a construção da sua trajetória como um ícone da cultura brasileira. Em 94 anos de vida, Dorival cantou, compôs, escreveu e pensou a Bahia, mesmo quando longe dela. Com Jorge Amado, ele é considerado um dos responsáveis pelo imaginário baiano.

No musical “Família Caymmi”, com participação dos três filhos de Dorival e sua mulher, Stella Maris, Danilo Caymmi comenta como começou a se unir musicalmente com Dori quando tinha 12 ou 13 anos: aprendeu a tocar flauta com Levi Siqueira e passou a tocar com o irmão. “Cada um descobriu seu instrumento e papai também recebia João Gilberto, o Trio Irakitan, Tom Jobim e a gente tinha acesso a esses músicos”, conta Dori no programa, que vai ao ar a partir do dia 7, às 10 horas.

O musical traz belos duetos: Dori e Nana interpretando “Dora” e “Só Louco”, e Danilo e Nana cantando “Vamos Falar de Teresa”. Os três irmãos emocionados entoam a “Marcha dos Pescadores”.

Já em “Passagem de Som”, no dia 8, às 21 horas, com direção de Carlos Zen, é apresentado o compositor e cantor Dori Caymmi, filho do meio que revela alguns traços de sua influência artística e referências herdadas por sua tradição familiar. Ele comenta sobre seu gosto musical e temas relativos ao mar, em clara influência do universo sonoro e rítmico de seu pai.

O episódio mostra fotos de família e Dori relata que uma fonte de inspiração para suas composições é a natureza brasileira – “gosto de fazer músicas para coisas bonitas” , revela. Também a literatura aliada à vitalidade da natureza, explica o músico, constituem a força motora para suas criações.

Para Dori, mesmo morando nos Estados Unidos, o Brasil continua sendo sua inspiração; contudo, ele destaca ter influências jazzísticas, como Miles Davis e John Coltrane. Enfatiza, ainda, a qualidade e versatilidade do violão brasileiro, com nomes de grandes compositores como Baden Powell e João Gilberto.

Outra participação na obra é a do saxofonista e flautista Teco Cardoso, que conta a sua grande admiração pela família Caymmi. Os ensaios para o show instrumental foram gravados e estes bastidores serão apresentados na série.

Na sequência do “Passagem de Som”, o Instrumental Sesc Brasil, também com Dori Caymmi, direção de Max Alvim e Carlos Zen, exibe o show, gravado no Sesc Consolação em 4 de fevereiro de 2013, com interpretações de composições conhecidas como as versões instrumentais para “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e “Você já foi à Bahia”, de Dorival Caymmi, além de músicas próprias e em parceria com Paulo César Pinheiro.

Dori Caymmi já fez arranjos para Tom Jobim, Edu Lobo e Chico Buarque, Nara Leão, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Ganhou dois Prêmios Grammy Latinos: em 2002, pela canção “Saudade de amor”, com letra de Paulo César Pinheiro; em 2004, pelo CD “Para Caymmi – 90 anos”, com os irmãos Nana e Danilo.

Por fim, os vídeos do programa “Compacto”, que tem dois episódios com cerca de quatro minutos, um com Alice Caymmi e outro com Danilo Caymmi, traz músicos e compositores brasileiros para contar histórias de suas carreiras.

A cantora e compositora carioca Alice, neta de Dorival Caymmi e filha de Danilo Caymmi, comenta suas principais referências sonoras, uma mistura de pop, rock e música brasileira. No episódio do arranjador, cantor, compositor e flautista Danilo Caymmi, ele relembra sua trajetória e parceria com Tom Jobim.

Serviço:

Especial Caymmi

Estreia – “Dê lembranças a todos”

Direção: Fábio Di Fiori e Thiago Di Fiori

Documentário. Brasil, 2018, 73 min.

Classificação indicativa: 10 anos.

Sob Demanda: sexta, 6/5

TV Linear: sexta, 6/5, 23h; terça, 10/5, 1 hora

Destaques do acervo – Produções originais

Musical “Família Caymmi” – 2014 – TV: sábado, 10 horas

Diretor: Cói Beluzzo

Classificação Indicativa: Livre

7/5, sábado, 10 horas

9/5, segunda, 12 horas

10/5, terça, 8 horas

13/5, sexta, 7 horas

“Passagem de som”. Dori Caymmi – 2013 – TV: domingos, 21h.

Diretor: Carlos Zen

Classificação Indicativa: Livre

8/5, domingo, 21 horas

9/5, segunda, 16h30

10/5, terça, 9h30

11/5, quarta, 11 horas

12/5, quinta, 13 horas

14/5, sábado, 14 horas

“Instrumental Sesc Brasil”. Dori Caymmi – Sob Demanda: no canal do YouTube e site do Instrumental Sesc Brasil. TV Linear: Domingos, 21h30.

Diretores: Max Alvim e Carlos Zen

Classificação Indicativa: Livre

8/5, domingo, 21 horas

9/5, segunda, 17 horas

10/5, terça, 10 horas

11/5, quarta, 11 horas

12/5, quinta, 13 horas

14/5, sábado, 14 horas

“Compacto” – Alice Caymmi, Danilo Caymmi

Diretor: Max Alvim

Classificação Indicativa: Livre

Data e horário: O programa será exibido no formato de interprograma, entre os intervalos da programação de maio, em vídeos curtos, e o conteúdo também pode ser acessado no canal do YouTube do SescTV.

Para sintonizar o SescTV:

Disponível ao vivo e sob demanda no site

Redes do SescTV:

Twitter @sesctv

Facebook 

Instagram @sesctv.

(Fonte: Agência Lema)

Caçada aos cogumelos selvagens: uma das experiências mais bacanas do Parador está de volta

Cambará do Sul, por Kleber Patricio

Experiência “Cogumelos Selvagens” no Parador. Fotos: divulgação.

A época dos tartufos atrai para o norte da Itália visitantes do mundo inteiro atrás da disputada iguaria. Mas não é preciso mais viajar para lá para ter uma experiência similar: a Serra Gaúcha tem assumido este papel no segmento do turismo gastronômico no Brasil, especialmente no outono, com a temporada dos cogumelos selvagens. É nesta época que o Parador, o primeiro e mais charmoso glamping do Brasil, promove duas experiências sazonais que aliam aventura, conhecimento e gastronomia.

Uma é o “Despertar dos Cogumelos Selvagens”, um evento gastronômico que o hotel já realiza há vários anos: ele reúne chefs e biólogos especializados em uma programação de 3 dias para que os hóspedes possam conhecer mais variedades de cogumelos e depois apreciar alguns pratos da alta gastronomia feitos com eles.

A outra experiência é um roteiro batizado de “Caçada aos Cogumelos Selvagens”, que existe desde 2021. Trata-se de um passeio que dever ser agendado no hotel: a bordo de um quadriciclo motorizado – individual ou duplo –, um guia leva os hóspedes aventureiros pelas florestas de pinus  em busca dos cogumelos comestíveis, que brotam após as primeiras chuvas do outono, logo após um descanso misterioso sob o solo. Durante a caçada, uma aula de como aprender a identificar as espécies variadas de cogumelos, com a possibilidade de prová-los ali em seu habitat natural.

Um jantar no Alma RS fecha  com chave de ouro esta programação. O restaurante do Parador já tem sua cozinha conectada com a natureza, com opções do cardápio que valorizam os ingredientes e produtos frescos da terra, do ar e da água, com o que existe de melhor em cada estação do ano. E, especialmente, para esta ocasião, o prato em destaque será o que leva os cogumelos caçados durante o passeio em seu preparo, assinado pelo renomado e premiado chef Rodrigo Bellora.

Serviço:

Despertar dos cogumelos selvagens:

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira (24/5)

Cozinha Mata E Fogo

21h00 – Jantar de Boas Vindas no Alma RS, valorizando a cozinha do Rio Grande do Sul, utilizando ingredientes frescos de produtores regionais, elemento central será o mundo dos fungos com participação especial do Chef convidado Altemir Pessali.

Quarta-feira (25/5)

Os Cogumelos – Capitulo 1

09h00: Exploração guiada pelas matas de pinus em busca de cogumelos selvagens com os especialistas Altemir Pessali.

11h00: No próprio habitat dos cogumelos, haverá um aperivo com degustação.

14h00: Churrasco campeiro onde a carne é assada no fogo de chão.

20h00: Jantar no Restaurante AlmaRS com 2 pratos especiais feitos com cogumelos.

Quinta-feira (26/5)

Os Cogumelos – Capitulo 2

09h00: Trilha em mata nativa com o biólogo João Travi contemplando campos, matas de araucárias, rios e banhados. Além do mundo dos fungos, serão observadas a fauna e flora local.

11h00: – Identificação e usos dos diferentes cogumelos: Entender a biodiversidade destas matas e identificar os tipos, usos, famílias e entender um pouco mais sobre o mundo dos fungos.

Convidados:

Rodrigo Bellora (chef Alma e Coletor de cogumelos)

Altemir Pessali (chef e Coletor de cogumelos)

Jair Putzky (Biólogo especialista em cogumelos)

João Pedro Travi (Biólogo especialista na fauna e flora Rio Grandense)

Caçada aos cogumelos selvagens

Passeio de 1 hora e meia pelas florestas de pinus para caçar cogumelos

Preço: R$510,00 em quadriciclo individual/R$850,00 em quadriciclo duplo (inclui guia, equipamento de segurança); opcional de R$100,00 para um jantar com prato de cogumelos elaborado pelo chef Rodrigo Bellora.

Período: até junho, todos os dias, às 16h00

Parador

Estrada do Faxinal, s/n° – Morro Agudo – Cambará do Sul/RS

Mais informações e reservas: (54) 3295-7575

parador@casadamontanha.com.brreservas@casadamontanha.com.br

www.paradorcasadamontanha.com.br

Sobre o Parador |  Parador é um hotel estilo glamping (junção de glamour com camping) localizado em Cambará do Sul (RS), próximo aos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral e seus belíssimos cânions. Oferece hospedagem em cabanas, suítes e casulos, com todo conforto. Integra o Casa Hotéis, coleção de hotéis de charme do Rio Grande do Sul que oferece hospedagem de alto padrão e atendimento personalizado para os hóspedes. Fundado em 1997, o Casa Hotéis conta com quatro empreendimentos no estado: os hotéis Casa da Montanha, Petit Casa da Montanha e Wood, em Gramado, e o Parador, em Cambará do Sul.

(Fonte: B4Tcomm)

Espetáculo “Em Busca de Judith” aborda o silenciamento feminino e a crueldade do sistema manicomial

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Fernando Dias.

Afinal, o que é a loucura? Essa pergunta dá o tom do espetáculo “Em Busca de Judith”, que faz sua temporada de estreia no Itaú Cultural entre os dias 5 e 15 de maio, com sessões de quinta a sábado, às 20h e, aos domingos, às 19h. Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados direto pelo site do Itaú Cultural.

Para quem não estiver em São Paulo no período, é possível entrar em contato com a obra de outra maneira. Será exibida online a peça-filme que serviu de base para a montagem presencial, filmada em pavilhões da antiga Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. No online, “Em Busca de Judith” integra o Palco Virtual Ancestralidades e poderá ser assistido no Youtube do Itaú Cultural – www.youtube/itaucultural.

O espetáculo estreia no Mês da Luta Antimanicomial. A data celebra a mudança na forma de lidar com a saúde mental. Chamado de Reforma Psiquiátrica, o movimento iniciado na década de 1970 foi responsável por deslocar dos hospitais para a comunidade os tratamentos para os transtornos mentais, criando dispositivos que são fundamentais para a assistência e a luta contra os estigmas, como os CAPS e as residências terapêuticas.

Idealizado por Jéssica Barbosa e Pedro Sá Moraes, o trabalho resgata uma história familiar muito importante para a atriz. Até os 32 anos, a artista acreditava que a sua avó paterna, Judith, havia morrido em um acidente de carro, quando seu pai ainda era um bebê. No entanto, a realidade era bem diferente.

Na verdade, a matriarca foi internada compulsoriamente por seu marido em um hospital psiquiátrico, aos 28 anos. Ela passou 13 anos na instituição, até sua morte, aos 42. Quando Jéssica descobriu esse fato, sentiu que era sua missão descortinar essa história. Afinal, era injusto mais uma jovem mulher preta, mãe de cinco filhos, ter sua voz silenciada de uma maneira tão brutal. “Meu avô nunca se casou com ela no papel. Na verdade, ele a traiu e se casou com uma mulher branca. Desconfiamos que ela enfrentou uma depressão pós-parto, mas não havia esse diagnóstico nos anos 40”, comenta Jéssica.

O desenvolvimento da peça começou em 2018, quando Jéssica e Pedro ingressaram na residência artística do Museu Bispo do Rosário, chamado de Programa Casa B. A dupla pesquisou o universo da saúde mental, a história de Judith e sua interface com a arte durante três anos. Nesse período, trocaram experiências com os artistas residentes do Ateliê Gaia, além de acessar vários materiais de pesquisa e contar com o apoio da curadora pedagógica do Museu Bispo do Rosário Diana Kolker, orientadora durante a construção desse trabalho.

Enquanto construía a dramaturgia, a atriz debruçou-se sobre livros como “Holocausto brasileiro” (2013), da jornalista Daniela Arbex, sobre o Hospital Colônia de Barbacena, e “Mulheres e Loucura: Narrativas de Resistência” (2020), de Melissa de Oliveira Pereira. Além disso, promoveu debates em seu canal do YouTube com o psicólogo Lucas Veiga, com a psicóloga e doula Luiza Ferreira e com a própria Diana Kolker.

“Precisamos racializar a história da luta antimanicomial, especialmente no caso das mulheres, que sempre escutam que estão ficando loucas. E pensarmos sobre saúde mental em uma época em que estamos generalizadamente doentes, com insônia, bruxismo, burnout e depressão, é fundamental. Afinal, o que é a loucura?”, completa.

Espetáculo como ebó

Segundo Jéssica, “Em Busca de Judith” é muito mais do que um espetáculo teatral. A conexão espiritual – e até ancestral – dela foi tão grande, ao longo do processo, que é quase como um ebó, ritual de oferenda aos Orixás para equilibrar diferentes aspectos da vida e até desfazer nós.

Outro aspecto importante da montagem é a música. Com trilha sonora ao vivo executada por Alysson Bruno (percussão e voz) e Muato (voz, baixo, guitarra e violão), a peça também é embalada pela potente voz de Jéssica Barbosa, que interpreta canções carregadas de afeto e emoção. A direção musical é de Pedro Sá Moraes.  “As canções são momentos de reflexão, de respiro. Ao mesmo tempo, essa musicalidade conversa com a pesquisa de doutorado do Pedro, que investiga o quanto a música traz um ritmo para a fala – e como se constrói um tipo de espetáculo em que o texto é atravessado pelas canções”, comenta a idealizadora. Há também muitas referências a elementos relacionados à estética negra, como a capoeira e a própria dança executada em cena. “Nossa historiografia pessoal se dá no coletivo. Por isso, tem muita coisa do coletivo que se dá pela busca pessoal. O quintal é o mundo. Se houve X pessoas internadas no manicômio Y, todos temos responsabilidade sobre isso”, acrescenta.

Para os espectadores mergulharem nessa realidade dos hospitais psiquiátricos, serão projetados trechos da peça-filme durante o espetáculo presencial. É a chance de conhecer os escombros da Colônia Juliano Moreira e dar um significado para aquilo.

Sinopse

Até os 32 anos, Jéssica Barbosa acreditava que Judith Alves Macedo, sua avó paterna, havia falecido em um acidente de carro. A história que lhe era contada desde a infância ganhou uma reviravolta quando a atriz se deparou com uma fotografia num livro e ouviu um relato familiar, gatilhos que dispararam nela a busca pela história real de Judith.

A mulher negra, mãe de cinco filhos, fora internada compulsoriamente em um hospital psiquiátrico, onde permaneceu até a sua morte, em 1958. É sobre as buscas e descobertas dessa história, permeada pelo silenciamento das vozes femininas e questões que atravessam o sistema manicomial que trata “Em Busca de Judith”, espetáculo idealizado por Jéssica e Pedro Sá Moraes, que também assina a direção.

FICHA TÉCNICA

Idealização e dramaturgia: Jéssica Barbosa e Pedro Sá Moraes

Atriz: Jéssica Barbosa

Músicos/performers: Alysson Bruno e Muato

Direção e direção musical: Pedro Sá Moraes

Supervisão de direção e criação da iluminação: Fabiano de Freitas Dadado

Direção de movimento e preparação corporal: Leandro Vieira

Figurino: Cris Rose

Cenografia: Ana Rita Bueno

Produção: Corpo Rastreado

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques.

Serviço:

Presencial

“Em Busca de Judith”

De 5 a 15 de maio, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h

Duração: 70 minutos  Classificação: 12 anos

Local: Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – Bela Vista – São Paulo (SP)

Ingresso: grátis (os ingressos devem ser reservados pela INTI – acesso pelo site www.itaucultural.org.br).

Formato peça-filme no Palco Virtual Ancestralidades

“Em Busca de Judith”

A programação do Palco Virtual Ancestralidades faz link com a plataforma Ancestralidades https://www.ancestralidades.org.br, lançada em novembro de 2021 pelo Itaú Cultural e a Fundação Tide Setubal. Neste ambiente digital, voltado às heranças culturais do Brasil, o público poderá conferir texto reflexivo sobre o espetáculo.

De 1º de maio, a partir das 19h, até às 23h59 do dia 29 de maio, sob demanda

Duração: 60 minutos Classificação: 12 anos

Local: Youtube do Itaú Cultural www.youtube/itaucultural

Ingresso: grátis.

(Fonte: Canal Aberto Comunicação)

Festa da Flor marca retomada na Ilha da Madeira

Ilha da Madeira, por Kleber Patricio

Desfile durante a Festa da Flor, na Ilha da Madeira. Crédito da foto: Francisco Correia.

A primavera já chegou no Hemisfério Norte e, na Ilha da Madeira, charmoso destino português localizado em meio ao Oceano Atlântico, é motivo para celebração. Após dois anos sem comemorações no mês de maio (a última edição foi promovida no outono), o destino volta a realizar o seu evento mais emblemático na data tradicional: a Festa da Flor, que acontece de 5 a 29 de maio de 2022.

A celebração homenageia a chegada da estação das flores com uma programação intensa. Isso porque, graças às condições climáticas do arquipélago, ali nascem e crescem espécies de flores de diversas partes do mundo.

Os eventos mais marcantes já têm espaço no primeiro final de semana, como o Cortejo Infantil, em que crianças madeirenses desfilam e colocam flores em um mural chamado de “Muro da Esperança”, e o Grande Cortejo da Flor, um dos acontecimentos mais aguardados da ocasião, em que centenas de pessoas e carros alegóricos decorados com flores atravessam o centro de Funchal, a capital da Madeira, mostrando a exuberante e diversificada flora local ao som de incríveis apresentações musicais.

Foto: José Mendes.

A festa tradicional também tem outras atrações, como o Mercado das Flores, onde é possível conhecer inúmeras espécies, a Exposição das Flores, com flores cultivadas com muito esmero, que posteriormente são avaliadas por um júri especializado, os tapetes de flores que colorem o centro de Funchal em uma belíssima forma de expressão artística, além de workshops e mostras e artesanato.

Mais informações sobre a Festa da Flor estão disponíveis no site https://www.madeiraallyear.com/eventos-2/festa-da-flor/.

Sobre a Ilha da Madeira

Considerado o melhor destino insular do mundo, a Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo as principais e únicas habitadas Madeira e Porto Santo. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses. Para mais informações, acesse www.madeiraallyear.com.

(Fonte: AFT Comunicação Digital)