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Galerias de São Paulo organizam “Arte-Circuito” dedicado às artes visuais no Jardim Europa

São Paulo, por Kleber Patricio

Da esquerda para a direita: Luciana Brito, da Luciana Brito Galeria; Alexandre Roesler, da Galeria Nara Roesler; Paulo Kassab Jr., da Galeria Lume; Renato Magalhães Gouvêa Jr. e Guilherme Magalhães Gouvêa, da Arte57; Flávio Cohn, da DAN Galeria; Marília Razuk, da Galeria Marília Razuk, e Victoria Zuffo, da Galeria Lume. Foto: Iara Morselli.

Seis das mais relevantes galerias de arte do Brasil – Arte 57, DAN Galeria Contemporânea, Luciana Brito Galeria, Galeria Lume, Galeria Marilia Razuk e Galeria Nara Roesler – todas localizadas na região do Jardim Europa, em São Paulo, se unem para realizar o primeiro Arte-Circuito, programado para acontecer no sábado, dia 24 de setembro. A iniciativa traz uma programação especialmente criada para a data e as galerias estarão abertas em horário de funcionamento estendido, das 11h às 17h.

Buscando proporcionar maior integração e diálogo entre as exposições idealizadas para cada espaço, os galeristas propõem um dia dedicado à apreciação e conhecimento das artes visuais na metrópole paulista. O foco é desenvolver e ampliar o acesso à arte contemporânea e ter mais pessoas visitando as galerias de arte, para que um público além do usual também frequente estes espaços.

Será disponibilizado ao público serviço gratuito de vans por todo o circuito entre as seis galerias, ininterruptamente, além de mapas para orientar e facilitar o deslocamento.

“O objetivo do Arte-Circuito é incentivar e facilitar a visitação presencial às galerias, e destacar a região do Jardim Europa como um polo cultural importante”, ressalta a galerista Marilia Razuk.

PROGRAMAÇÃO

Arte57 | “Luz Própria”, de José Barbosa

24/9 – 21/10/2022

A exposição “Luz Própria” apresentará obras inéditas do artista pernambucano José Barbosa, pintor, aquarelista, desenhista, ilustrador, escultor, gravador e entalhador. As obras reunidas explicitam a capacidade de Barbosa em unir diferentes referências, gêneros e temas, não se prendendo a uma única técnica. Seus trabalhos vão muito além do regionalismo pernambucano. Até por conta disso, o artista tornou-se mais reconhecido fora do Brasil, após realizar cerca de 20 exposições internacionais (Alemanha, Cuba, França, Espanha, Inglaterra, Portugal, Suécia, EUA) no período em que morou em outros países, entre 1972 e 1998.

DAN Galeria Contemporânea | “As mais altas torres começam no solo”, exposição coletiva (todos os artistas da galeria)

Curadoria: Fernando Mota

24/9 – 23/12/2022

A exposição “As mais altas torres começam no solo” baseia-se em um antigo provérbio chinês que valoriza o esforço, a paciência, a resiliência e a perseverança entre outras virtudes. Na mostra é possível ver, por meio de sinais, analogias e apropriações, um conjunto de obras que desenha um cenário simbólico de construção e evolução gradativa, enquanto explora em diferentes linguagens artísticas o desenvolvimento do pensamento humano. Dividida em dois tomos, cada qual com uma parte fundamental para a sustentação de uma torre – o alicerce e o eixo – como ponto de partida, a exposição se edifica simultaneamente em dois espaços físicos.

Tomo II – Eixo: A nova sede da galeria é o palco central da exposição, onde o encontro do moderno com o contemporâneo se solidifica, o motor que liga ao passado e irá conduzir para o futuro. O eixo é o equivalente vertical ao alicerce, consiste em um suporte contínuo no centro da extensão da torre; apesar de invisível, é indispensável para o alinhamento e determinante para o progresso bem sucedido e a finalização da construção. Este tomo é a consagração de longas pesquisas, um laboratório de experimentos e um celeiro de novas ideias para a posteridade. O local de visão completa do horizonte — revisitar o ontem e projetar o amanhã.

Obs.: O Tomo I da exposição estará em exibição na DAN Galeria (unidade I, localizada na Rua Estados Unidos 1638, fora do Arte-Circuito).

Galeria Lume | “Drama Dream”, de Bruno Vilela

Texto curatorial: Ticiana Porto

24/9 – 5/11/2022

A mostra “Drama Dream” traz uma série de trabalhos que transitam na tríplice fronteira entre arte, psicanálise e espiritualidade. Uma mitologia pessoal feita a partir de uma espécie de “estado de sonho”, universo de estudo da psicanálise. A exposição tem como origem uma vontade antiga do artista de fotografar as cenas que surgiam em seu inconsciente durante o sono. Os psicanalistas Freud e Jung foram a fundo no universo dos sonhos e é de lá que veio a possibilidade de analisar o inconsciente humano por meio da interpretação dos enredos e imagens que lembramos ao acordar.

São seis pinturas a óleo em grandes formatos, um desenho, três fotografias e uma cortina de veludo pintada. As obras têm uma narrativa própria, mas o conjunto conta uma história não linear de realismo mágico, onde o espaço expositivo da galeria é um grande livro.

Galeria Marilia Razuk | “Introdução à História do Brasil”, de Bruno Faria

24/9 – 27/10/2022

A exposição apresenta um conjunto de trabalhos inéditos do artista, que, na apropriação de objetos, imagens e áudios, propõe uma revisão crítica e bem-humorada de traços do nacionalismo brasileiro desde o século XIX. A mostra constitui-se de instalações, desenhos e vídeo que reúnem, editam e interpretam símbolos patrióticos e elementos de uma cultura média e urbana do país.

No dia do Arte-Circuito, 24 de setembro, os visitantes poderão fazer visitas guiadas mediadas por Bruno Faria.

Galeria Nara Roesler (duas exposições em cartaz)

1 – “Verônica”, de Daniel Senise

Curadoria: Luis Pérez-Oramas

20/8 – 1/10/2022

“Verônica” é a terceira mostra individual de Daniel Senise na galeria Nara Roesler. Com curadoria de Luis Pérez-Oramas, a exposição apresenta os mais recentes desdobramentos da série Museus e galerias, além de um conjunto de trabalhos inéditos que refletem sobre as relações entre espaço, tempo, imagem e memória. A relíquia cristã onde se acredita estar registrada a verdadeira face de Cristo, conhecida como Manto de Verônica, teria sido o tecido usado por Verônica para enxugar a face de Jesus a caminho da crucificação, ficando marcado com os relevos de sua face. Este objeto serviu de inspiração para diversos pintores ao longo da história da arte. Representações de artistas como El Greco e Zurbarán, servem de mote para a série “Verônica” (2022), de Daniel Senise. O artista se apropria dessas composições, recriando-as, mas sem incluir o rosto de Cristo, de modo que o foco seja no suporte que dá sustentação para aquela imagem.

No dia 24 de setembro, em razão do Arte-Circuito, o artista Daniel Senise fará uma visita guiada às 16h, aberta ao público.

2 – “Campos de energia: Fluxos fractais”, mostra coletiva organizada pelo Núcleo Curatorial Nara Roesler e por Luis Pérez-Oramas

20/8 – 1/10/2022

A mostra “Campos de energia: Fluxos fractais” apresenta uma seleção de diferentes práticas do campo do abstrato-geométrico, desde a geometria orgânica de Tomie Ohtake, até a pragmática algébrica e serial de José Patrício, passando por trabalhos de Abraham Palatnik, Heinz Mack, Julio Le Parc, Lucia Koch, Raul Mourão, Marco Maggi e Philippe Decrauzat, os quais desdobram suas ressonâncias na forma de energias visuais. Em meados do século XX, diversos artistas atuando na América Latina e na Europa criaram proposições que tinham como foco a experiência do olhar. Influenciados pelas tendências das vanguardas abstrato-geométricas do início do século, em especial aquelas do Construtivismo russo e da Bauhaus, e guiando-se por princípios da óptica, os artistas organizam composições em que a racionalidade científica é aplicada na construção de efeitos visuais expressivos, fazendo-nos perceber como móvel aquilo que é estático, revelando-nos que a instabilidade da imagem observada, sua vibração no nosso olhar, corresponde à instabilidade do significado da obra como algo estabelecido de antemão pela intencionalidade do artista.

Luciana Brito Galeria | “Fauna, Flora e Primavera”, de Analivia Cordeiro, Bianca Turner e Selva de Carvalho

Curadoria: Fernando Mota

24/9 – 22/10/2022

Com curadoria de Fernando Mota, a exposição “Fauna, Flora e Primavera” reúne obras das artistas Analivia Cordeiro, Bianca Turner e Selva de Carvalho para tratar das relações entre corpo, movimento e natureza, temas comuns às artistas. A mostra, cujo título faz uma referência alegórica às três fadas boas do conto “A Bela Adormecida”, é um convite à experiência multissensorial, valendo-se de obras inéditas e históricas, como performances, instalações, vídeos e fotografias, inclusive com a participação especial de Bob Wolfenson e Neo Muyanga.

Serviço:

Arte-Circuito

Sábado, 24 de setembro, das 11h às 17h em todas as galerias participantes

Mapa para deslocamento entre as galerias

Arte57 – https://www.arte57.com.br/

“Luz Própria”: de 24/9 a 21/10

Av. Nove de Julho, 5144 – Itaim Bibi, São Paulo (SP). De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, fechada. Excepcionalmente no dia 24/9 (sábado), das 11h às 17h.

DAN Galeria Contemporânea – www.dangaleria.com.br

“As mais altas torres começam no solo”: de 24/9 a 23/12

Rua Amauri, 73 – Jd. Europa, São Paulo (SP). Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 13h. Excepcionalmente no dia 24/9 (sábado), das 11h às 17h.

Galeria Lume – https://galerialume.com/

“Drama Dream”: De 24/9 a 5/11

Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jd. Europa, São Paulo (SP). Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h. Excepcionalmente no dia 24/9 (sábado), das 11h às 17h.

Galeria Marilia Razuk – https://www.galeriamariliarazuk.com.br/

“Introdução à História do Brasil”: De 24/9 a 27/10

Rua Jerônimo da Veiga, 45 – Itaim Bibi, São Paulo (SP). Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h. Excepcionalmente no dia 24/9 (sábado), das 11h às 17h.

Galeria Nara Roesler – https://nararoesler.art/

“Verônica”: de 20/8 a 1/10

“Campos de energia: Fluxos fractais”: de 20/8 a 1/10

Av. Europa, 655 – Jd. Europa, São Paulo (SP). Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h. Excepcionalmente no dia 24/9 (sábado), das 11h às 17h.

Luciana Brito Galeria – http://www.lucianabritogaleria.com.br/

“Fauna, Flora e Primavera”: De 24/9 a 22/10

Av. Nove de Julho, 5162 – Itaim Bibi, São Paulo (SP). Segunda, das 10h às 18h; terça a sexta, das 10h às 19h; e sábado, das 11h às 17h.

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Gabriel Leone vive Dom Miguel em ‘Independências’, nova minissérie da TV Cultura

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

O ator Gabriel Leone entra em cena no terceiro episódio da nova minissérie da TV Cultura “IndependênciaS”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho. A produção, que irá ao ar nesta quarta-feira (21/9), às 22h, ainda traz grande elenco, incluindo Antonio Fagundes, Daniel de Oliveira, Maria Fernanda Cândido, Walderez de Barros, Ilana kaplan, Louisa Sexton, André Frateschi e Cassio Scapin.

No episódio ‘A vaidade humana’, Dom Pedro (Daniel de Oliveira) se depara com os fantasmas que o rondam: a rivalidade com seu irmão Dom Miguel (Gabriel Leone), a paixão proibida por Noemy (Alli Willow) e a imposição de um casamento com a princesa austríaca Leopoldina (Louisa Sexton), no cumprimento de seus deveres de príncipe herdeiro. A ganhadeira Osória (Dani Ornellas) compra sua carta de alforria e ajuda na fuga de Joana Flor (Jamile Cazumbá), Dembelê (L_Kapa) e outros escravizados enquanto vende quitutes pelas ruas da corte.

A minissérie “IndependênciaS” é exibida às quartas-feiras, a partir das 22h, com reapresentação aos domingos, no mesmo horário.

IndependênciaS

Escrita por Luis Alberto de Abreu

Pesquisa: José Antonio Severo

Texto Final: Luiz Fernando Carvalho

Com: Antonio Fagundes, Daniel de Oliveira, Louisa Sexton, Isabél Zuaa, Ilana Kaplan, Gabriel Leone, André Frateschi, Cassio Scapin, Carol Badra, Katia Daher, Zahy Guajajara, Mauro Schames, Celso Frateschi, Plínio Soares, Wilson Rabello, Fernando Neves, Flávio Tolezani, Sergio Silviero, Zé Renato Forner, Alli Willow, Rodolfo Vaz, Ermi Panzo, Rafael Cortez, Bruna Miglioranza, Odilon Esteves, Sergio Mastropasqua, Fernando Nitsch, Luís Mármora, Marcelo Andrade, Dani Ornellas, Rogério Brito, Tay Lopes, Darcio de Oliveira, Marcelo Diaz, Juliana Sanches, Liz Baskerville.

Apresentando Alana Ayoká como Peregrina Jovem, Marcela Vivan como Domitila, Verônia Mucúna como Maria Felipa, Jamila Cazumbá como Joana Flor e Ywy’zar Guajajara como Cyara.

Atrizes especialmente convidadas: Walderez de Barros, Maria Fernanda Candido, Jussara Freire, Lea Garcia, Fafá de Belém e Margareth Menezes.

Atores especialmente convidados: Renato Borghi, Pedro Paulo Rangel, Cacá Carvalho e Marat Descartes.

Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal – Lei de Incentivo à Cultura.

(Fonte: TV Cultura)

“A Não-Ilha: livro traz ficção fantástica e suspense real vividos em mundos paralelos

São Paulo, por Kleber Patricio

Uma ficção contada em realidades paralelas que servem de pano de fundo para a vida de cinco protagonistas, “A Não-Ilha” é uma densa e poderosa crítica ao Brasil, recontando a história do país com uma mitologia inteiramente nova, inspirada pelas culturas ancestrais que o criaram. Publicado pela editora Telha, o livro parte da ficção para informar a realidade, conectando contos fantásticos a um realismo de tons jornalísticos que mergulha na dura existência de um povo sofrido e esquecido.

“A Não-Ilha” ocorre em duas realidades: A primeira, uma jornada por um não-mundo fantástico no qual os povos das Américas atravessaram o grande mar e onde carne, natureza e lendas se misturam. A segunda, uma viagem investigativa pelos demônios que atormentam o Brasil real. Uma antologia de histórias correlatas sobre as forças que criaram o Brasil, e as violências que o moldaram no que se tornou: Uma terra isolada, supersticiosa e sob a égide do medo e do autoritarismo. Terra de um povo que apagou a sua história enquanto a repete, dia após dia.

Em “A Não-Ilha”, vamos conhecer cinco pessoas com histórias de vida distintas, mas conectadas, em cada um dos universos em que vivem:

– Içaiara nasceu sem boca e estômago; não pode falar ou comer e, por isso, alimenta-se de sonhos. Na Não-Ilha, a agora jornalista padece de uma estranha doença que lhe tira a sanidade e o ar;

– Eloá tem um dom que é só seu: sua voz pode ser ouvida por toda a população e, por isso, ela permanece em silêncio. Na Não-Ilha, a agora guru tem os ouvidos das massas, mas deseja apenas ser amada;

– Moacyr ouve as vozes dos deuses; através das vozes, ele tem acesso a todo o conhecimento, mas não sabe qual é o seu destino. Na Não-Ilha, o agora traficante construiu um império que devora um país;

– Akin é um príncipe da Terra-Quente; enviado em missão do outro lado do oceano, ele domina a diplomacia, mas não tem controle sobre seus pesadelos. Na Não-Ilha, o agora escravo perdeu seu sangue real e tenta sobreviver no inferno;

– Aritana é uma desbravadora; obcecada pela travessia do grande mar, ela parte a serviço dos Grandes Conselhos em busca de algo que não compreende. Na Não-Ilha, o agora guerreiro tenta salvar o que resta de seu povo.

O autor Caio Cortonesi. Foto: divulgação.

Com formato de crítica social adornado de fantasia e elementos mitológicos, “A Não-Ilha” mescla linguagem ficcional com tristes relatos históricos que serviram de fôrma para a construção do Brasil que vivemos atualmente. Um “Realismo Fantástico” onde o absurdo do real se confunde com o universo criado pelo imaginário do autor.

Basta deitar a cabeça sobre o ombro direito para entender que a ilha desenhada na capa se trata de nosso Brasil, tirado do contexto de continente e desconectado do mundo onde existe, perdido em uma realidade paralela.

Sobre o autor | Caio Cortonesi (@caiocortonesi) é autor, cineasta e compositor. Após uma extensa carreira como artista multimídia no Brasil, seus filmes consagrados internacionalmente tornaram-se notórios pelo tratamento delicado de assuntos complexos e temas caleidoscópicos. Hoje atua na indústria cinematográfica e teatral britânica, enquanto prepara-se para publicar seu primeiro romance em língua inglesa.

Serviço:

Livro: A Não-Ilha

Autor: Caio Cortonesi

Editora: Telha

Páginas: 178

Preço: R$55,00

Adquira o livro em: https://editoratelha.com.br/product/a-nao-ilha/.

(Fonte: Aspas & Vírgulas)

CTI apresenta espetáculo “É Tempo de Festa pras Bandas do Coração de Nossa Senhora”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Edu Brisa.

A partir do dia 23 de setembro de 2022, a Cia. Teatro da Investigação apresenta em sua sede (Rua Oti, 212 – Vila Ré – São Paulo/SP) o espetáculo “É Tempo de Festa pras Bandas do Coração de Nossa Senhora”. A obra é uma investigação do grupo acerca da construção da poética do Teatro-Baile, que estuda a festa como possibilidade de mobilização social na criação de um novo espetáculo-festa. Algumas referências musicais e dramatúrgicas, como as obras de Patativa do Assaré, Dominguinhos e J. Borges foram inspiração para a encenação, assim como as danças populares como base para um corpo de cena brincante.

A dramaturgia e direção são de Edu Brisa, a direção musical é de Fernando Alabê e o elenco é composto por Cris Camilo, Harry de Castro e Gustavo Guimarães. Também estão em cena as musicistas Bia Nascimento e Fefê Camilo. O trabalho representa um avanço cênico do grupo, que faz sua pesquisa em torno do Teatro-Baile há mais de dez anos.

Segundo Edu Brisa, a obra procura trazer ao público a experiência de um festejo que também é teatral. Essa conexão se dará por meio de uma estrutura de festa com intervenções de dança e de teatro, exaltando as referências populares e contando a história de três personagens da cultura popular que recebem uma encomenda para preparar a festa de coroação de Nossa Senhora. Enfrentando a realidade de um Brasil sem coração, os três buscam sobreviver e realizar o festejo.

Edu conta que o espetáculo traz também em sua concepção uma fusão da cultura popular com as ideias defendidas pelo filósofo russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin (1895-1975) sobre a festa como um lugar de libertação para o povo. “Conceitualmente a festa não tem patrão, não tem censura. É um lugar fraternal que oferece uma relação de trocas”, diz Edu Brisa.

Sinopse | Três personagens da cultura popular recebem uma encomenda para preparar a festa de coroação de Nossa Senhora, enfrentando a realidade de um Brasil sem coração, os três buscam sobreviver e realizar o festejo.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e direção: Edu Brisa

Elenco: Cris Camilo, Harry de Castro e Gustavo Guimarães

Músic@s: Bia Nascimento e Fefê Camilo

Preparação corporal: Val Ribeiro

Direção Musical: Fernando Alabê

Orientação artística: Ednaldo Freire, Cleydson Catarina e Cida Almeida

Figurinos: Samuel Cabral

Cenografia: Cia Teatro da Investigação.

Serviço:

É Tempo de Festa pras Bandas do Coração de Nossa Senhora

Temporada: 23 de setembro a 29 de outubro de 2022

Sextas e sábados, 20h e domingos, 18h

*No dia 2/10 não haverá espetáculo devido às eleições.

Local: Sede CTI – Teatro-Baile

Endereço: Rua Oti, 212 – Vila Ré – São Paulo (SP)

Classificação indicativa: Livre

Capacidade: 80 pessoas

Duração: 60 minutos

Ingressos: gratuito.

(Fonte: Canal Aberto Comunicação)

Jovens lideranças da Amazônia têm olhar estratégico para a comunicação para promover debate climático

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: arquivo Comitê Chico Mendes.

A participação dos jovens na política ambiental tem se mostrado cada vez mais relevante para melhorar a realidade do planeta — e a mídia pode ser uma aliada na promoção deste debate. Pesquisa da organização Ashoka mostra que iniciativas de promoção da justiça ambiental de jovens lideranças da Amazônia têm um olhar estratégico para a comunicação no seu engajamento com juventudes.

O relatório, divulgado na última semana, mapeou estratégias e desafios em iniciativas ambientais na Amazônia a partir de entrevistas com 45 jovens empreendedores sociais e líderes de organizações da região em 2021. Foram identificadas inovações nas formas de organização desta juventude, que pouco se identifica com as estruturas formais de poder político.

Grande parte das inovações dos jovens líderes amazônidas no relatório tem relação com o uso da mídia para a promoção do debate sobre o clima. Alguns exemplos são a Rádio Mocoronga, criada pelo projeto Saúde e Alegria, o Tapajós de Fato, podcast produzido por jovens da região, e o blog Jovens Cidadãos da Amazônia, desenvolvido por jovens repórteres formados pela agência Amazônia Real.

Outras iniciativas mapeadas abrangem matrizes como: poder público, sociedade civil organizada, educação, empresas etc. Por exemplo, o relatório cita a Ação Popular contra a “Pedalada Climática”, em que jovens se organizaram para exigir do governo brasileiro a redução da meta de emissão de gases poluentes na atmosfera. O Movimento Indígena do Baixo Tapajós, projeto que luta pelo reconhecimento dos saberes dos povos tradicionais, também consta no documento.

Além desses, é possível encontrar diversas outras iniciativas sobre mudanças climáticas com a participação expressiva de jovens em vários estados da Amazônia. A socióloga Helena Singer, líder da Estratégia de Juventude da Ashoka, destaca: “o levantamento das inovações dos jovens da Amazônia serve para mostrar o que os jovens estão fazendo, suas estratégias, o que desmente uma visão do jovem apolítico e sem vontade de participar do debate público. O mapeamento mostra inclusive alguns jovens ainda na educação básica que já estão criando formas inovadoras de promover a justiça climática”, informa.

O relatório também evidencia as principais dificuldades que prejudicam o engajamento da juventude nas questões ambientais. Interesses de curto prazo e distanciamento do poder público são algumas delas apontadas pelas jovens lideranças entrevistadas. “Muitas vezes é dito que o jovem não tem interesse por política; na verdade, ele não se interessa pela forma como os partidos políticos e outros espaços formais estão organizados. Mesmo na escola, o jovem não encontra abertura para participar das decisões e debates, que seriam oportunidades ideais para o aprendizado da política”, conclui a socióloga.

(Fonte: Agência Bori)