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Doze bandas garantem vaga na final da 20ª edição do Festival de Rock de Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A banda Pavilhão 9, que se apresentou na primeira eliminatória. Foto: Fábio Alexandre.

Após três dias de muita música, os jurados da 20ª edição do Festival de Rock de Indaiatuba selecionaram 12 bandas para a final da competição, que acontece dia 9 de outubro, a partir das 15 horas, em palco montado em frente à Prefeitura de Indaiatuba, com shows da banda Insone, vencedora do Festival de Rock em 2021, e da Plebe Rude.

Estão classificadas para a final do 20º Festival de Rock de Indaiatuba as bandas 60Hertz (Indaiatuba), All my Pain (Indaiatuba), Aslam (Indaiatuba), Banda DVS (Indaiatuba), Black Mapache (Indaiatuba), Doma (Guarulhos), Gambia Rock (Indaiatuba), Giovanna Moraes (São Paulo), Hunger (Indaiatuba), Incêndio (Indaiatuba), Radioativa (Rio de Janeiro) e Triunfo (Indaiatuba).

Marcello Pompeu, Tadeu Pattola e Ivan Busic acompanham as bandas concorrente. Foto: Rafael Ré.

O corpo de jurados contou com Marcello Pompeu, Tadeu Pattola e Ivan Busic (saiba mais abaixo), que avaliaram os seguintes quesitos: interpretação (expressão musical, afinação, dicção e presença de palco), composição (estrutura poética e contexto da obra) e desempenho musical (criatividade, arranjo, técnica e entrosamento), que receberam notas de zero a dez.

A banda com a nota mais elevada no critério composição será vencedora do prêmio da categoria, mas o resultado será divulgado apenas na final. Esta nota será mantida para todas as bandas e somada aos demais critérios, interpretação e desempenho musical, que serão zerados e novamente julgados.

“Todas as bandas foram bem legais, por isso escolhemos 12 finalistas, ao invés das dez inicialmente previstas”, comenta o presidente do júri, Tadeu Pattola. “Analisamos criteriosamente todas as bandas e podemos dizer que as 12 finalistas estão um pouco mais prontas e as demais vão chegar lá também, basta seguir firme”, completou Ivan Busic.

Tadeu Pattola e Ivan Busic no anúncio das 12 bandas finalistas. Foto: Rafael Ré.

O 20º Festival de Rock de Indaiatuba é uma realização do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura Municipal de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com correalização de Juntos pela Cultura e Amigos da Arte.

A final acontece dia 9 de outubro com apresentações das bandas finalistas e shows da Insone, vencedora do festival em 2021, e da Plebe Rude. O vencedor leva o prêmio de R$ 6.600, enquanto o segundo colocado garante R$4.950 e o terceiro, R$3.850. Melhor intérprete e melhor composição ganham, cada um, R$2.200.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Curta-metragem produzido em Campinas será lançado no dia 5

Campinas, por Kleber Patricio

Still do filme. (Divulgação)

O filme “Cru”, gravado e produzido em Campinas pela Lokomotiv Studio, estreia na quarta-feira, dia 5 de outubro, no Cineplex do Shopping Prado Boulevard. O curta-metragem explora a temática da solidão e da mistura de sentimentos e utiliza recursos de efeitos especiais de última geração.

O curta começou a ser produzido em 2013 e agora, em 2022, pode ser conferido pelo público em primeira mão. A sessão de lançamento está marcada para 20h da quarta-feira, com entrada gratuita, e os interessados devem comparecer ao local às 19h30. Em seguida à exibição haverá um pós-sessão no Boteco Formol, com a presença dos produtores do curta.

A produção tem a direção de Diego Ruiz de Aquino, premiado como diretor, roteirista e montador nos festivais Gramado Cine Vídeo, MisCon International Short Film Festival, entre outros, e vencedor por duas vezes do Prêmio Profissionais do Ano. A direção musical é desenvolvida por Nelson Pinton e colabora perfeitamente para criar o clima proposto pelo diretor.

Segundo Aquino, a ideia do curta experimental artístico surgiu do autorretrato do pintor austríaco Egon Schiele, feito em 1910. O artista é um dos grandes nomes do movimento expressionista, do início do século XX, e tem sua obra marcada pelo sentimento de angústia e por tensões, temas presentes no enredo de “Cru”. O personagem do filme leva o nome do pintor e tenta expressar o que sente sem nenhum tipo de roupagem, da forma mais transparente e crua possível, daí o nome da produção.

Na trama, o protagonista Egon (Gabriel Bodstein), esgotado pelo que tem vivido, não deseja mais nada, a não ser um bife… cru. Porém, ao conhecer uma Mulher Desdenhosa (Carolina Holly), ele volta a sentir uma mistura de sentimentos: raiva e amor, que entram em conflito. Juntos, o casal vai desvendar as camadas mais sutis da realidade, tentando se livrar dos incômodos. Será que o envolvimento e o conhecimento, intenso e momentâneo, irão contribuir para que eles encontrem, dentro de si, algo além da solidão?

“‘Cru’ é um filme sobre as camadas sociais, emocionais e culturais que nos cobrem, e a busca de um personagem que quer se aprofundar no que há de mais íntimo e natural em si mesmo. O filme ‘Cru’ é sobre as perguntas que vivemos fazendo e sobre as respostas que não encontramos”, afirma o diretor Diego Ruiz de Aquino.

Trajetória de prêmios

Diego Ruiz de Aquino já realizou filmes de curta e média metragens premiados em festivais nacionais e internacionais; entre eles, ‘Noir’, ‘Creepy Walking’ e ‘Mamãe, quero ser Vedete’. Também foi premiado pela direção de videoclipes e foi duas vezes vencedor do prêmio Profissionais do Ano. Hoje atua no CTAv (Câmara Temática do Audiovisual de Campinas) e no ICine (Fórum de Cinema do Interior Paulista), executando ações para o avanço do setor audiovisual.

O diretor, que atua profissionalmente há mais de 20 anos, também recebeu prêmios como diretor, roteirista e montador em diversos festivais: Gramado Cine Vídeo, Goiânia Mostra Curtas, Festival Guaçuano de Cinema, MisCon International Short Film Festival e FestClipe por filmes de ficção, documentários e videoclipes musicais, sendo laureado também em festivais de publicidade regionais e nacionais.

Serviço:

Curta-metragem “Cru”

Quarta, 5/10 – 20h

Cineplex Parque Prado – Av. Washington Luiz, 2480 – Campinas (SP)

Entrada gratuita.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)

A importância econômica do gelo na Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Bruno Kelly/via Ascom Mamirauá.

Por Leonardo Capeleto de Andrade — “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. Com este que pareceria “o maior diamante do mundo”, começa “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Gabriel García Márquez. Neste dia, José Arcádio Buendía pagou para si e seus filhos terem a prodigiosa experiência de tocar no gelo. Para Buendía, aquele era um grande invento que no futuro próximo poderia ser facilmente fabricado em escala com um material tão cotidiano como a água. Mas não foi apenas na tropical Macondo que o gelo foi exaltado.

Em “Fitzcarraldo”, filme de 1982 do alemão Werner Herzog, o personagem Brian Fitzgerald possui uma fábrica de gelo em Iquitos, na Amazônia peruana. “Imagine quantas possibilidades o gelo possui”, afirma o Fitzcarraldo. As crianças adoravam o gelo, mas para o estrangeiro, as pessoas não viam seu potencial – mas imaginava que no futuro este seria encontrado em qualquer navio e armazém.

Décadas se passaram desde o lançamento destas obras ficcionais; porém, o gelo segue sendo uma realidade fantástica em meio à floresta Amazônica. Em meio ao calor tropical, o gelo possui uma importância que vai muito além de gelar a tão brasileira caipirinha.

No interior do Amazonas, o gelo também é o responsável pelo mantenimento do transporte de peixes para as cidades – uma importante atividade econômica em toda Amazônia. Toneladas de gelo são fabricadas diariamente em cidades e carregadas pelos rios para esta logística. Uma atividade repetitiva e diária, visto que o gelo rapidamente derrete no calor tropical amazônico. O gelo é, acima de tudo, uma peça central na economia pesqueira.

Fazer gelo na década de 2020 é algo muito simples e exige poucos ingredientes: basicamente água e energia. Ao redor do mundo as pessoas fabricam gelo em geladeiras e refrigeradores comuns, sem sair de casa. As pedrinhas de água sólida são utilizadas para os mais diversos fins – inclusive gelar bebidas em dias quentes. Apesar deste potencial, o gelo ainda não é encontrado em qualquer barco ou armazém amazônico.

A Amazônia cobre cerca de metade da área do Brasil. Milhões de pessoas vivem dentro desta região. E parte destas em áreas rurais, a quilômetros de distância das grandes cidades. Em toda Amazônia a água é abundante durante todo o ano e certamente não é por falta de água que o gelo ainda é incomum nestas áreas. Mas a energia ainda é uma realidade limitada em muitas residências amazônicas.

Com distâncias amazônicas, a única fonte de energia em muitas comunidades ribeirinhas é a partir de geradores a diesel ou gasolina. Uma energia limitada a poucas horas por dia e com também limitada capacidade de força. Uma capacidade que limita a produção de gelo. Desta forma, o gelo precisa ser comprado em fábricas de gelo de cidades próximas e transportado de barco pelos rios.

Mais de cem anos talvez se passaram desde o encontro dos Buendía com o gelo em Macondo. Atualmente o gelo pode ser fabricado até com o auxílio de energia solar na Amazônia. Mas o encanto de tocar o gelo ainda é presente em muitas comunidades ribeirinhas. Do transporte do gigante Pirarucu até a oficial caipirinha no copo de um turista, o gelo segue como um importante personagem da Amazônia.

Leonardo Capeleto de Andrade é pesquisador associado do Grupo de Pesquisa em Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis (GPIDATS) do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

(Fonte: Agência Bori)

Cia. Histriônica apresenta “Alma Boa: Uma Parábola Chinesa” no Castro Mendes

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Cia. Histriônica de Teatro apresenta nos dias 5, 6 e 7 de outubro o espetáculo “Alma Boa: Uma Parábola Chinesa” no Teatro Municipal Castro Mendes, em Campinas (SP). As sessões acontecerão nos três dias às 20h e os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.

Em “Alma Boa”, os atores e atrizes da companhia, sediada em Campinas, encenam a parábola de Setsuan, escrita pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Na história, três deuses são enviados à Terra para encontrar uma alma boa que justifique a existência do planeta. A partir do encontro com a personagem Chen Te, uma prostituta, a peça se desenvolve trazendo reflexões sobre a sociedade, seus comportamentos e as relações com o outro e consigo mesmo, entre outros temas que vão sendo aprofundados de forma descontraída e reflexiva ao mesmo tempo.

Este ciclo de apresentações no Teatro Castro Mendes, um dos mais antigos e tradicionais palcos de Campinas, marca o retorno de “Alma Boa” aos palcos presenciais da cidade após o período crítico da pandemia causada pela Covid-19.

Além disso, o momento tem um quê de especial: a única vez em que o grupo se apresentou no mesmo local foi em 2016, ocasião em que lançava a versão atual do mesmo espetáculo – concebido originalmente em outro formato em 2013. “Estamos animados, ansiosos e muito honrados em apresentar ‘Alma Boa’ neste palco que já recebeu grandes nomes do teatro brasileiro. Será um momento especial para nós e para o público, com toda certeza”, afirma Júlia Munhoz, uma das atrizes da Histriônica.

O espetáculo

“Alma Boa” é um espetáculo singular. Em uma só montagem, a Cia. reúne música, risadas, movimentos coreografados e identificações com os personagens e, ao mesmo tempo, reflexões profundas sobre o amor, a convivência, conflitos e comportamentos comuns em sociedade. Setsuan é a cidade onde tudo acontece – mas não é de se espantar a mente relacionar as situações fictícias dali com muito do que se vê acontecer hoje em diversas partes do planeta.

Com direção de Dirceu de Carvalho, o espetáculo é apresentado com música ao vivo de Henrique Cantalogo e Felipe Macedo e parte do estudo do teatro épico e do pensamento científico para construção de uma reflexão sobre as relações e comportamentos humanos enquanto sociedade neste planeta. “O mundo não pode permanecer como está e precisa ser destruído, a não ser que se encontre ao menos uma alma boa que o justifique. Três Deuses são enviados à terra para encontrar essa alma boa. Já prestes a desistir, são ajudados por Chen Te, uma mulher que cumpre todos os requisitos que procuram, exceto por um: é uma prostituta”, conta o grupo, resumindo a história retratada no espetáculo.

Serviço:

“Alma Boa: Uma Parábola Chinesa”

Dias: 5, 6 e 7 de outubro

Horário: 20h

Onde: Teatro Municipal Castro Mendes

Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial – Campinas/SP

Valores: R$15 (meia) ou R$30 (inteira)

Ingressos: pela plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro

Duração: 120 minutos

Classificação indicativa: 12 anos.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)

Favela Mundo completa 12 anos com mais de 10 mil crianças e adolescentes beneficiados

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

ONG reconhecida pela ONU como Modelo de Inclusão Social nas Grandes Cidades já esteve presente em 12 comunidades. Fotos: divulgação.

Trabalhando a mediação de conflitos por meio das Artes e da Cultura, a ONG Favela Mundo tem muito o que comemorar em seus 12 anos, completados em setembro. A organização não governamental é a única no país a ser reconhecida pela ONU como “Modelo de Inclusão Social nas Grandes Cidades”. O reconhecimento ocorreu no evento World Cities Day, em Nova York. A Favela Mundo também já representou o Brasil em outros nove eventos no exterior, sendo três deles na Organização das Nações Unidas.

Os mais de 10 mil alunos participaram do projeto, que deu nome à entidade Favela Mundo e realiza oficinas gratuitas de teatro, música e danças no contra turno escolar. Com um caráter itinerante, permanecendo um ano em cada comunidade, a ONG está atualmente em Acari, Caju e Cidade de Deus e está com matrículas abertas para novos alunos.

Um caso de amor pela dança

Na dança, Marcos Vitor de Moraes, de 17 anos, se encontrou: ele conheceu a Favela Mundo quando tinha 11 anos, na comunidade em que mora, no Engenho da Rainha, mas quando o projeto encerrou as atividades em seu bairro, resolveu ir atrás e continuar aprendendo, já que não havia outros projetos na sua região. “Fui para a Rocinha, Tomas Coelho, Acari e agora estou no Caju. Onde eu moro não tem projeto nenhum e aqui eu consigo fazer várias danças no mesmo dia. Estou fazendo danças brasileiras, hip-hop e jazz aqui, pego quatro ônibus, mas eu venho feliz porque vou dançar”, conta.

Arte como terapia

Wendy Sobrinho, de 19 anos, teve a Favela Mundo como um divisor de águas em sua vida. Quando começou a fazer as aulas de teatro e dança em Água Santa, ainda com 9 anos, sofria com TDAH, pois não conseguia se concentrar, mesmo tomando diversos remédios. “Eu brigava sem parar e por isso não tinha amigos. Depois que entrei pro ‘Favela’ mudou tudo isso. Meu psicólogo me deu alta, diminuí os remédios e melhorei na escola. O projeto acabou virando minha família e tenho amigos até hoje da época que comecei em 2012”, comenta.

Ainda há vagas para crianças e jovens

Atenção, moradores de Acari e do Caju: o projeto Favela Mundo está com 200 vagas em oficinas gratuitas de teatro, hip-hop, musicalização, violão, jazz e danças brasileiras. O foco são crianças e adolescentes de 7 anos a 18 anos e o único pré-requisito é estarem estudando.

O projeto Favela Mundo é patrocinado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Rio Brasil Terminal, LAMSA e Metrô Rio, via Lei do ISS.

Serviço:

Favela Mundo completa 12 anos e está com matrículas abertas para crianças e jovens, em Acari e no Caju. Para se inscrever em uma das oficinas é necessário estar matriculado em uma escola.

Acari – Av. Prefeito Sá Lessa, 229 – Acari, na Escola Municipal Daniel Pisa.

Caju – Rua General Sampaio, 74 – fundos, na Associação A Arte Salva Vidas.

Conheça mais sobre a ONG clicando aqui ou (021) 2236-4129.

(Fonte: Agência IS)