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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Esterco de aves é o que mais reduz acidez de solo e favorece plantações no Cerrado, aponta estudo

Cuiabá, por Kleber Patricio

Foto: Paul Mocan/Unsplash.

Os solos brasileiros são, na sua maioria, naturalmente ácidos, tendo baixa disponibilidade dos nutrientes que são necessários para o crescimento das plantas. Isso dificulta a utilização desse tipo de solo na produção de mudas em viveiros florestais, sem a adição de um material que tenha capacidade nutritiva maior, ou mesmo, dos fertilizantes comerciais. Dentre os materiais que podem ser adicionados para aumentar a fertilidade do solo, estão os resíduos orgânicos, como os estercos. Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade de Cuiabá, publicado na segunda (12) na Revista do Instituto Florestal, aponta que o esterco de aves foi o que apresentou os maiores efeitos redutores da acidez do latossolo vermelho, comumente encontrado no Cerrado.

O experimento foi realizado na casa de vegetação da Faculdade de Agronomia da Universidade de Cuiabá (Unic), situada no campus Beira Rio I, em Cuiabá (MT). Foram realizados três experimentos utilizando estercos de diferentes origens com diferentes tratamentos. Cada dose (tratamento) foi testada com a adição de esterco bovino, equino e de aves, em sacolas plásticas preenchidas com Latossolo Vermelho distrófico, com seis repetições. Ao final de 90 dias, foram avaliadas as características químicas do solo, verificando-se que a adição de esterco influenciou positivamente nessas características.

O estudo foi realizado no latossolo pelo fato desta classe ser a predominante nas condições brasileiras, em especial nos solos do Cerrado, onde está grande parte das áreas destinadas aos plantios. As autoras evidenciaram que o aumento nas doses de esterco bovino ou equino promoveu aumento no pH do solo – com médias semelhantes para ambos – e as maiores médias para pH foram observadas após as aplicações das doses de esterco de aves. A dose recomendada de esterco de aves foi a de 30 toneladas por hectare, que apresentou semelhança com a de 40 toneladas por hectare, porém, é mais econômica.

Essa pesquisa, conforme explica a coautora Cristiane Ramos Vieira, ajudou a demonstrar que efeitos como estes não precisam ser obtidos apenas ao aplicar calcários. É possível, segundo ela, utilizar produtos mais baratos, como os estercos, que estejam ao alcance do produtor e em quantidade suficiente, pois estes também possuem elementos necessários para o processo de neutralização da acidez do solo. “No entanto, sempre é válido ressaltar que as concentrações de macro e de micronutrientes podem variar em função do tipo de adubo orgânico, porque isso dependerá de uma série de fatores, como o manejo e criação do animal, e a fase de crescimento em que o animal estava quando o material foi obtido, dentre outros. Aconselhamos que haja uma análise prévia do produto antes deste ser adicionado ao solo”, explica a especialista, que é engenheira florestal, doutora em Agricultura Tropical e professora no curso de Agronomia da Universidade de Cuiabá.

Esterco de aves deve ser então priorizado?

Vieira explica que, na realidade, sugere-se que o produtor utilize o material orgânico que esteja ao seu alcance, já que os adubos orgânicos, em geral, modificam as características químicas e às vezes melhoram as características físicas também. Além disso, eles podem ser uma alternativa em relação aos adubos inorgânicos, o que permitirá minimizar gastos. Porém, reforça a especialista, tendo a possibilidade de utilizar, para condições de solo semelhantes às do estudo, o esterco de aves, este realmente será o mais recomendado, pois as alterações químicas obtidas serão mais próximas das que ocorreram na presente pesquisa.

(Fonte: Agência Bori)

Conservatório de Tatuí recebe o violonista ucraniano Marko Topchii para concerto gratuito

Tatuí, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação/Cultura Artística.

O Conservatório de Tatuí recebe no dia 14 de setembro, às 20h, o violonista ucraniano Marko Topchii. O concerto, que integra a programação da Série de Violão 2022, promovida pela Cultura Artística, será realizado no Teatro Procópio Ferreira com entrada gratuita. Os ingressos já podem ser retirados pela plataforma virtual INTI ou na bilheteria do teatro, aberta de terça à sexta-feira, das 13h às 16h e das 17h às 20h.

Topchii é reconhecido mundialmente por seus mais de cem prêmios em concursos internacionais, metade deles em 1ª colocação. Endorser da D’Addario desde 2012 e convidado constante dos principais festivais de violão da atualidade, o violonista já se apresentou no Carnegie Hall de Nova Iorque, Yamaha Ginza Hall de Tóquio e Sala Tchaikovsky de Moscou.

O repertório selecionado por Topchii para este concerto será multifacetado e compreende cerca de dois séculos de música, com obras de Fernando Sor, Francisco Tárrega, Agustín Barrios, Albert Roussel, Alexandre Tansman, Joaquín Rodrigo, Vicente Asencio e Leo Brouwer, vencedor do Grammy Latino.

Marko Topchii, violão

Nasceu em 1991 na cidade de Kiev em uma família de músicos e iniciou os estudos de violão aos 4 anos de idade. Vencedor de mais de 100 concursos internacionais de violão, ganhou mais de 50 prêmios de 1º lugar nas Américas, Europa, Ásia e Oceania. Em 2016, gravou os discos “Fleur de Son Classics” (Buffalo, NY) e “Contrastes Records” (Sevilha, Espanha). Em 2018, gravou pelo selo Naxos, como vencedor do concurso Michele Pittaluga.

Convidado constante dos principais festivais de violão da atualidade, Topchii já se apresentou no Carnegie Hall de Nova Iorque, Yamaha Ginza Hall de Tóquio e Sala Tchaikovsky de Moscou. É endorser da D’Addario desde 2012 e utiliza violões Julian Dammann e Jim Redgate em suas performances.

PROGRAMA

Fernando Sor (1778-1839)

Variações sobre um tema de Mozart, op. 9

Vicente Asencio (1908-1979)

Tango de la Casada Infiel

Leo Brouwer (1939)

La Gran Sarabanda

Albert Roussel (1869-1937)

Segovia, op. 29

Alexandre Tansman (1897-1986)

Passacaille

Agustín Barrios (1885-1944)

Sonho na floresta

Francisco Tárrega (1852-1909)

Variações sobre “O Carnaval de Veneza” de Paganini, em lá maior

Joaquín Rodrigo (1901-1999)

Toccata.

Serviço:

Concerto Marko Topchii (Ucrânia)

Série de Violão 2022 – Cultura Artística

Data: 14 de setembro, quarta-feira

Horário: 20h

Local: Teatro Procópio Ferreira

Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí-SP

Entrada gratuita.

(Fonte: Cultura Artística)

Uma semana inteira dedicada a Dorival Caymmi em Rio das Ostras

Rio das Ostras, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Entre os dias 19 e 25 de setembro, a cidade de Rio das Ostras receberá a Semana Caymmi, um evento idealizado por Daniela Name e Leonardo Lichote. O festival, que estreia em 2022 e terá periodicidade anual, inclui, nesta primeira edição, uma exposição imersiva sobre Dorival Caymmi criada a partir do acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, shows de Dori Caymmi e Alice Passos, palestras de Stella Caymmi, Henrique Dantas e Eucanaã Ferraz, oficinas de canto e de artes, mostra de cinema com diversos filmes tendo Dorival como figura central e um cortejo pelas ruas da cidade para celebrar o compositor baiano e sua relação com a cidade. O projeto, contemplado no edital ExpoMIS – Cultura, Educação e Memória, do Museu da Imagem e do Som, conta com patrocínio do MIS RJ e apoio institucional da Fundação Rio das Ostras de Cultura e é uma realização da Caju Conteúdos e Projetos, com coprodução da Mais e Melhores.

“O projeto nasceu do acervo do MIS, sobre o qual foi pensada a exposição. É ela que ancora toda a Semana Caymmi. O arquivo do compositor, que está sob os cuidados do museu, revela sua grandeza de uma perspectiva íntima, com cartas, recortes de jornal, manuscritos, imagens familiares… É esse olhar, próximo e profundo, que buscamos para o evento como um todo. Caymmi permite que possamos ver muito da alma brasileira”, explica Leonardo Lichote. Co-idealizadora, Daniela Name diz que toda a programação busca a participação do público de Rio das Ostras e dos visitantes da cidade: “Vamos realizar os shows na Concha Acústica e fazer um Cortejo Praiano na orla e nas ruas do Centro. Além disso, montamos a exposição como uma sequência de experiências, e não como uma biografia linear. Isso busca dar aos moradores e frequentadores de Rio das Ostras os papéis de protagonismo da Semana, que só se realiza plenamente a partir da adesão do público”.

Um projeto para a “Bahia de Caymmi no Rio”

A Semana Caymmi se propõe a homenagear Dorival Caymmi com várias ações acontecendo durante uma semana em Rio das Ostras. A escolha da cidade para receber o projeto se deu por causa da relação que o compositor tinha com ela – durante muitos anos Caymmi teve casa na cidade, que considerava sua segunda Bahia. O projeto foi idealizado em parceria pela curadora e crítica de arte Daniela Name e o jornalista e crítico musical Leonardo Lichote, que se dividiram na concepção de todas as atrações. Todas as ações pensadas se interligam, proporcionando ao público uma imersão na vida e na obra do homenageado. A ideia de sediar o projeto em Rio das Ostras, onde Caymmi manteve casas de veraneio, vem do fato de o compositor dizer que a cidade era sua “Bahia no Rio”.

A exposição, mergulho em Caymmi

Com projeto expográfico de Karla Pessôa, a exposição será inaugurada dia 22 de setembro na Casa de Cultura de Rio das Ostras. Com reproduções de fotografias, pinturas, manuscritos, vídeos, correspondência pessoal e depoimento sonoro, a Casa de Cultura se transformará num aconchegante ambiente imersivo na vida e obra de Dorival Caymmi. Gustavo Souza é o responsável pela ambientação sonora. Todas as obras expostas são do acervo do Museu da Imagem e do Som. O projeto conta ainda com um site que desdobrará a exposição virtualmente.

Shows promovem contato íntimo com a obra do homenageado

As apresentações musicais acontecerão ao ar livre, na Concha Acústica, no Centro. Nessa primeira edição, a ideia dos organizadores foi proporcionar um contato direto e emocional com a obra do homenageado. Filho mais velho de Dorival, Dori Caymmi é a grande atração das apresentações ao vivo da Semana Caymmi, e cantará as canções praieiras de Caymmi, no dia 24 de setembro, às 18h30. No dia anterior, 23 de agosto, sexta-feira,  às 19h30, a cantora Alice Passos, acompanhada do violonista Maurício Massunaga, apresentará um repertório que passa por várias fases da obra do compositor.

Cortejo Praiano – A população como protagonista

No domingo, com concentração às 9h na Boca da Barra, um Cortejo Praiano vai percorrer as ruas e a Orla do Centro e chegar à estátua de Dorival Caymmi, na Praia do Bosque. Montado como um desfile de carnaval fora de época, a apresentação vai reunir músicos do Rio de Janeiro e do Centro de Formação Artística de Rio das Ostras (Onda), em uma celebração instrumental e lúdica da obra do compositor, que será entremeada com um repertório amplo da música brasileira. Figurinos e estandartes concebidos especialmente para a ocasião vão ampliar a sensação de um desfile momesco em setembro e darão aos moradores e frequentadores da cidade a oportunidade de protagonizar uma das atrações. É o grande encerramento da Semana Caymmi.

Dorival no cinema

Sediada na sala de cinema e vídeo da Fundação Rio das Ostras de Cultura, no Centro, a mostra cinematográfica em homenagem a Dorival Caymmi tem caráter intimista e contará com documentários sobre a vida e obra do compositor e também alguns filmes icônicos que contaram com trilha sonora composta por ele ou mesmo com sua participação. Entre os selecionados, estão “Dorival Caymmi, um homem de afetos”, de Daniela Broitman, “Dorivando Saravá, o preto que virou mar”, de Henrique Dantas, e o documentário realizado em Rio das Ostras “Caymmi – O poeta nas terras do Leripe”, de Cezar Fernandes, Hugo de Paulo de Oliveira e Jorge Ronald.

Palestras – Diálogos sobre vida e obra

O Centro de Formação Artística de Rio das Ostras (Onda), no Centro, vai receber esse segmento da Semana. Três estudiosos de aspectos de Dorival Caymmi foram escolhidos para dar palestras durante a Semana Caymmi. Stella Caymmi, neta do homenageado, vai falar sobre Caymmi e a bossa nova; Henrique Dantas, diretor responsável pelo filme “Dorivando Saravá, o preto que virou mar” vai refletir sobre Dorival Caymmi a partir da perspectiva da negritude; e Eucanaã Ferraz, escritor e pesquisador, vai mergulhar no cancioneiro Caymmi e o imaginário baiano. Três palestras imperdíveis que darão ao público a possibilidade de enxergar o homenageado sob outros ângulos.

Oficinas

Vão ser realizadas na Casa de Cultura, no Centro, que também sedia a exposição. Alice Passos, cantora e professora, ministrará duas oficinas de canto abertas para todos. Noções de respiração, técnica vocal e repertório integram essa imersão no universo de Dorival Caymmi. A cenógrafa e figurinista Karla Pessôa e a curadora Daniela Name entrarão de forma lúdica ao universo do homenageado com uma oficina de arte para crianças de 8 a 12 anos batizada Maré Caymmi.

Site – exposição virtual, comunicação e processos

Entra no ar na última semana de agosto, na home da Revista Caju, o hotsite especial da Semana Caymmi (www.revistacaju.com.br/semanacaymmi). Lá será possível acessar todo o material da exposição (textos, imagens, trechos de áudio), além de outros textos, depoimentos e imagens dos bastidores e dos eventos da Semana Caymmi. Uma plataforma integrada de catalogação e de comunicação.

Idealizadores

Parceiros na concepção da Semana Caymmi, os dois idealizadores se dividiram na concepção e concretização das atrações multilinguagem do evento.

Leonardo Lichote

Foto: divulgação.

Repórter e crítico musical. É autor do texto final do livro “Minha fama de mau”, de Erasmo Carlos, e das análises críticas que acompanham a caixa de Chico Buarque “De todas as maneiras”. Também é um dos organizadores e autores do livro “Gal Costa”, sobre a vida e carreira da cantora. Idealizou e apresentou a série “Cria”, no Manouche, de encontros com compositores — o projeto recebeu nomes como Adriana Calcanhotto, Jards Macalé, Moraes Moreira, João Bosco, Martinho da Vila, Alceu Valença, Tom Zé e Gilberto Gil. Assinou a curadoria da série de shows “Música no jardim”, do Instituto Moreira Salles, e integrou a equipe do documentário “Elza & Mané”, do Globoplay. Trabalhou em “O Globo”, escreveu para o jornal “El País” e hoje é colaborador de veículos como o jornal “Folha de S. Paulo” e as revistas “Piauí” e “Traços”. É também um dos editores da coleção “Cadernos de música” e da revista eletrônica “Resenhas miúdas”, de crítica musical.

Daniela Name

Foto: Marcia Foletto.

Crítica de arte, curadora, professora de História de Arte e produtora de conteúdo. Curadora-geral da Caju Conteúdo e Projetos, plataforma curatorial que desde 2017 mantém a Revista Caju, uma linha de cursos e um banco de projetos. Colunista da Veja Rio online na área de artes visuais. Coordenadora do projeto Livro Labirinto, que fomenta a literatura no Conjunto de Favelas da Maré, projeto da Caju em parceria com a Redes da Maré. Doutora em Comunicação e Cultura e mestre em História e Crítica da Arte, ambos os títulos pela UFRJ, escreveu os livros “Espelho do Brasil” (2008), sobre arte popular brasileira; “Norte – Marcelo Moscheta” (2012); “Almir Mavignier” (2013); e “Amélia Toledo – Forma fluida” (2015). Atua como curadora independente, no Brasil e em outros países, desde 2004. Com primeira formação em jornalismo, trabalhou no jornal Globo entre 1994 e 2005, cobrindo a área cultural.

Produção

Paulo Almeida/ Mais e Melhores

A Mais e Melhores atua na área cultural desde 1998, tendo realizado ao longo dos anos inúmeros projetos entre exposições, shows, mostras de cinema, espetáculos de dança, ciclos de debates, entre outros. Entre os projetos realizados, se destacam: “Espectros contemporâneos” (SESC Friburgo), “Grafite em movimento” (SESC Quitandinha, SESC Teresópolis e SESC Friburgo) e “Metaverso – arte ciência e tecnologia” (primeira exposição brasileira no metaverso), entre outras. Paulo Almida, produtor e assessor de comunicação é sócio-fundador da empresa e está pessoalmente à frente de todos os projetos da empresa.

Realização

Caju Conteúdo e Projetos

A Caju é uma plataforma curatorial colaborativa dedicada ao conteúdo de arte e cultura e elaboração de projetos artísticos e editoriais. Criada 2016, tem curadoria-geral da crítica de arte Daniela Name e conta com dois curadores-associados, o escritor Marcelo Moutinho (editorial) e o crítico de arte Thiago Fernandes (cursos). O projeto inaugural da plataforma é a Revista Caju (www.revistacaju.com.br), revista de ensaios e críticas online que, em 2022, se desdobrou na Teia Crítica. Desde 2017, a Caju mantém, em parceria com a ONG Redes da Maré, o projeto Livro Labirinto, que fomenta Em 2018, a Caju lançou sua linha de cursos, a Caju Cursos. A partir de 2019, a Caju também passou a realizar e correalizar exposições e eventos, como “Luiz Alphonsus – Cartografia poética” (Espaço Cultural BNDES, 2019), “Tecer mundos” (SESC Quitandinha Petrópolis, 2019, em parceria com a Museo) e “Plural” (Vila Aymoré, 2019). Além da Semana Caymmi, em 2022 vai inaugurar a exposição “Agrade Verão”, da artista Agrade Camíz (dezembro, Paço Imperial do Rio de Janeiro).

Serviço:

Semana Caymmi – nas ondas do mar, nas ondas do rádio

Rio das Ostras – entre os dias 19 e 25 de setembro

Mostra de Cinema > Local: Fundação Rio das Ostras de Cultura – Av. Cristóvão Barcelos, 109

Datas e horários: dia 19. Segunda-feira, (20h), dia 20, terça-feira, (20h), dia 21, quarta-feira, (20h), dia 22, quinta-feira, (15h30), dia 23, sexta-feira (15h30) e dia 24, sábado (14h).

Palestras

Local: Centro de Formação Artística de Música, Dança e Teatro – Praça José Pereira Câmara, S/N

Stella Caymmi – Caymmi e a bossa nova – dia 22, quinta-feira (18h)

Henrique Dantas – A negritude em Caymmi – dia 23, sexta-feira (18h)

Eucanaã Ferraz  – O imaginário baiano a partir do cancioneiro – dia 24, sábado (16h)

Shows

Local: Concha acústica – Av. Cristóvão Barcelos – Boca da Barra

Alice Passos – dia 23, sexta-feira (19h30) e Dori Caymmi – dia 24, sábado (18h30)

Exposição >  Local: Casa de Cultura de Rio das Ostras Bento Costa Júnior – R. Bento Costa Júnior, 70

Abertura: dia 22, quinta-feira (20h)

Data: entre 23 de setembro e 23 de outubro – de segunda a sábado

Horário: segunda a sexta (9h às 18h) e sábados (13h às 18h)

Oficinas > Local: Casa de Cultura de Rio das Ostras Bento Costa Júnior – R. Bento Costa Júnior, 70

Oficina musical de Alice Passos – dias 22 e 23, quinta e sexta-feira (11h às 13h)

Oficina Maré Caymmi para crianças entre 8 e 12 anos, com Daniela Name e Karla Pessoa – dia 24, sábado, (11h às 13h)

Cortejo > Concentração: Praia Boca da Barra

Data: 25 de setembro, domingo (9h).

(Fonte: Mais e Melhores)

Pseudoalimentos: “Se você não sabe pronunciar o nome do ingrediente, provavelmente não é bom”

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

“Descasque mais e desembale com inteligência e cautela” – a prática sugerida é mandatória, especialmente após a divulgação de dados alarmantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), realizada pelo Ministério da Saúde, que constatou aumento de 14,3% no consumo de alimentos ultraprocessados. Ainda, um novo estudo do Datafolha, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em 2020, revela que o consumo desses alimentos saltou de 9% para 16% em adultos acima dos 45 anos. O aumento do consumo de ultraprocessados entre os mais jovens subiu de 30% para 35%. Os preferidos: salgadinhos, biscoitos recheados e bebidas açucaradas, como lácteas e achocolatados.

Os alimentos ultraprocessados costumam ser palatáveis e apresentam preços mais competitivos. Inclusive, percebe-se um consumo de geração para geração, na qual a criança cresce exposta a esses produtos, aumentando a chance de consumi-lo ao longo da vida. Mas a que custo? “Os alimentos ultraprocessados são aqueles produtos com adição de aditivos, ou seja, substâncias utilizadas com o objetivo de modificar características físicas, químicas, biológicas e/ou sensoriais durante fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte e/ou manipulação. Esses adicionais podem ser obtidos de fontes naturais ou sintetizados em laboratórios”, explica a nutricionista e consultora da Jasmine Alimentos, Adriana Zanardo.

Além de prontos para o consumo imediato, os ultraprocessados frequentemente apresentam relevantes quantidades de farináceos, açúcares refinados, gordura vegetal hidrogenada, sódio, corantes, aromatizantes e emulsificantes artificiais. Esses aditivos são utilizados para aumentar a palatabilidade (sabor, textura, cheiro), estimular o consumo e prolongar o tempo de validade (também conhecido como shelf life, ou tempo de prateleira do produto).

Todos os aditivos que compõem o produto ultraprocessado estão diretamente relacionados ao aumento do peso corporal, maior propensão e/ou agravamento de câncer, disfunções em glicemia, insulina e pressão. Isso se deve ao fato da maioria deles (farináceos, açúcares refinados e gordura vegetal hidrogenada) apresentarem as chamadas “calorias vazias”, que não agregam nutrientes e ainda incorrem em alterações metabólicas de carboidratos e gorduras. O consumo frequente desses alimentos também tem a capacidade de alterar a microbiota intestinal e aumentar o risco de disbiose (desequilíbrio de bactérias) e todas as condições clínicas e/ou doenças ligadas ao intestino. Ainda, um estudo recente conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), revelou que pessoas que consumiram mais de 20% das calorias diárias em ultraprocessados tiveram um impacto negativo de aproximadamente 30% em sua cognição, ou seja, no que se refere ao conhecimento (pensamento, memória, percepção, linguagem e atenção).

Existem quantidades seguras para os salgadinhos, docinhos e refris?

Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, a quantidade máxima de açúcares simples não pode ultrapassar 10% das calorias sugeridas para ingestão diária. A gordura saturada, ou seja, aquela encontrada principalmente em alimentos de origem animal, não deve corresponder a mais do que 10% da quantidade de gorduras totais consumidas. Em relação ao sódio, orienta-se o consumo de até 2g/dia. “Cabe destacar que a quantidade de sódio indicada diz respeito tanto ao sal de adição como de produtos industrializados”, completa Adriana.

Para as demais substâncias, não existem doses seguras regulamentadas específicas. Desta forma, recomenda-se que a maior parte da dieta seja composta por alimentos in natura e/ou minimamente processados. “A redução do consumo de ultraprocessados deve respeitar a premissa do ‘descasque mais e desembale com consciência’. Além disso, é preciso buscar informação de fontes confiáveis para que nós, consumidores, estejamos munidos de conhecimento para fazer boas escolhas frente à crescente propagação dos ultraprocessados”, explica Adriana.

Atenção: processamento não é necessariamente negativo

Considerando a sociedade moderna, o avanço da tecnologia e o controle de patologias relacionadas a alimentos contaminados, o processamento é um aliado ao estilo de vida saudável devido à segurança alimentar e à rotina atribulada das pessoas. Devido à praticidade e variabilidade do consumo, os alimentos processados cuidadosamente são muito bem-vindos.

“A primeira dica é: leia o rótulo. Gosto de fazer a analogia de que, se você não consegue falar o nome da substância, ela provavelmente não é boa. Você sabia que o corante natural de urucum e o amarelo tartrazina têm a mesma finalidade, mas o primeiro é natural, ao passo que o segundo é artificial?”, comenta Adriana.

Existem produtos embalados sem adição de quaisquer substâncias artificiais. “Os alimentos processados são aqueles que foram submetidos a processos físicos como assamento, resfriamento e foram fabricados em equipamentos industriais específicos. A inclusão de ingredientes ou aditivos naturais a fim de preservar e dar mais cor e sabor aos alimentos é segura”, explica a gerente de P&D da Jasmine Alimentos, Melissa Carpi.

A nutricionista destaca, todavia, que “nenhum alimento e/ou produto tem indicação de consumo livre, pois cada consumidor possui necessidades, condições clínicas, histórico pessoal e familiar específicos”, finaliza.

(Fonte: Central Pres)

Série idealizada por Úrsula Corona desvenda o impacto da ditadura sobre a cultura do nordeste

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

Trinta e sete anos após a redemocratização brasileira, o fantasma da Ditadura Civil-Militar que assolou o país por mais de duas décadas ainda se faz presente. Entendendo que rememorar o passado é a melhor maneira de evitar revivê-lo, a série documental “O Silêncio Que Canta por Liberdade” é Idealizada por Úrsula Corona – que também assina a direção – e Omar Marzagão, da Sete Artes Produções – responsável pela direção geral – a série, que tem trilha sonora original de Daniel Gonzaga, estreia com exclusividade dia 16 de setembro no canal Music Box Brazil.

Contada em oito episódios através das vivências de compositores, jornalistas e artistas nordestinos renomados, como Moraes Moreira, Alceu Valença, Gilberto Gil, Gal Costa, Chico César, Caca Diegues, Capinam e Otto, entre outras personalidades importantes, a série traça um panorama do que foi a ditadura brasileira e como o movimento artístico nordestino sofreu com as repressões e censuras à sua arte.

Os depoimentos trazem a autoridade moral daqueles que lutaram pela liberdade de expressão e por suas vidas durante a ditadura, oferecendo ensinamentos à nova geração de brasileiros sobre o valor da democracia e da arte como veículo de resistência. “Fico muito honrada de estarmos juntos realizando essa série para deixar esse legado para outras gerações . Nossa história não será apagada. Um retrato desconhecido de uma região única com talentos inenarráveis que transborda música e dor. Cada episódio traz ao espectador o mundo de dentro de cada artista e de como a sua arte foi fundamental para a ressignificação e superação de tempos tão difíceis. A música foi a ferramenta fundamental para o silêncio ser superado. Eu, como filha de nordestina e neta de índio fulnio, fico emocionada de aprender tanto nessa jornada e concretizar esse projeto feito com tanta entrega”, afirmou Úrsula Corona.

“Para Sete Artes, preservar a memória cultural do nosso país através dos nossos projetos é um dos pilares que sustentam nossa produtora. Acreditamos que só através desse olhar sobre o nosso passado podemos olhar para o futuro, nos oferecendo uma chance para refletir sobre nossa história e ter consciência para não repetir os mesmos erros. ‘O Silêncio que canta por liberdade’ nos dá a oportunidade de fazer perguntas diferentes sobre o passado e aprender coisas novas sobre nossa história e sobre nós mesmos”, afirmam Omar Marzagão e Úrsula Corona.

Conheça abaixo a sinopse dos episódios:

1 – Primeiro episódio da série “O Silêncio que Canta por Liberdade”, “O Desacato à Liberdade” retrata o panorama do que foi a ditadura brasileira e como o movimento artístico sofreu com as repressões e censuras à sua arte. Paralelo a isso, explora os preconceitos que os artistas nordestinos sofriam no Brasil meridional. Contudo, é neste momento que a cultura nordestina ganha efervescência, através das vozes de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.

2 – No berço do Brasil, onde o país começou, os artistas baianos compartilham a importância da matriz africana para a influência da música local e a riqueza desta simbiose natural desde a colonização, além de relatar as violências sofridas no período da ditadura militar.

3 – O episódio “Somos Todos Iguais” faz justiça à pluralidade musical da Bahia, denunciando a censura sofrida em suas composições durante a ditadura. Dentre as sonoridades baianas, nesse episódio se destaca o axé, o ritmo afro-brasileiro industrial da Bahia, que por vezes foi marginalizada por ser considerada um ritmo comercial. Histórias inéditas reveladas através da coragem em cada relato.

4 – No episódio 4, é a vez do “Pessoal do Ceará” compartilhar suas experiências durante a ditadura, com relatos de artistas que vivenciaram a prisão e a violência sem abrir mão de manifestar e militar através de sua arte, tendo como um de seus precursores Belchior.

5 – Com tantos estilos musicais, tradições e culturas, Pernambuco é o berço de várias influências na cultura brasileira, sob a regência de Luiz Gonzaga. Neste episódio, artistas compartilham a efervescência da cultura pernambucana durante a ditadura militar.

6 – A pluralidade musical pernambucana segue sendo abordada no sexto episódio da série. Artistas relembram os movimentos importantes do estado, como a Feira de Música Experimental, conhecida como o Woodstock Pernambucano. O movimento psicodélico e de contravenção foi um dos alvos do regime militar, através da censura e da repressão.

7 – A resistência dos artistas paraibanos é a protagonista deste episódio, cujo movimento forte e politizado ocupou os espaços culturais como um ato de resistência à ditadura militar. É em meio a este movimento efervescente que nasce a identidade musical paraibana.

8 – O último episódio da série proporciona um encontro entre a geração que viveu a ditadura e a nova geração de artistas nordestinos. O desfecho analisa o impacto da riqueza musical brasileira, desde a sua origem indígena às diversas influências rítmicas, que juntas romperam o Silêncio para oxigenar o respeito à diversidade em busca da liberdade.

Disponível nas principais operadoras de TV por assinatura, o Music Box Brazil pode ser acessado também – em formato linear – através da plataforma de streaming Box Brazil Play, dedicada exclusivamente ao conteúdo nacional.

Serviço:

Série “O Silêncio Que Canta Por Liberdade”

Onde: canal Music Box Brazil

Estreia dia 16 de setembro, às 22h

Episódios: 8

Reprises dia 17, às 10h20 | dia 19, às 14h05 | dia 20, às 1h55 | dia 21, às 19h | dia 22, às 7h05 | dia 24, às 10h | dia 26, às 14h | dia 27, às 1h45 | dia 28. às 19h | dia 29, às 7h10 |

Duração: 30 minutos por episódio

Classificação indicativa: Livre.

(Fonte: Casa do Bom Conteúdo)