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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Semana Literária reúne oficinas e espetáculos musicais e teatrais gratuitos em Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Grupo Estrada apresenta “Tú País, Está Feliz?” no dia 29. Foto: divulgação.

Entre os dias 22 a 29 acontece a Semana Literária, com promoção da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com sarau, feira de troca de livros e diversas atividades voltadas à literatura como oficinas, espetáculos musicais, teatrais e filmes. O evento, que integra a programação do Outubro Literário, é gratuito e conta ainda com duas sessões especiais no Topázio Cinemas, com a troca de ingressos por livros que serão doados à Biblioteca Municipal, localizada na Casa da Memória ‘José Luiz Sigrist’.

O objetivo da Semana Literária é fomentar e difundir o segmento literário, estimulando ainda a formação de público em Indaiatuba e região. “Teremos diversas atividades dentro do Outubro Literário, em uma programação que conta ainda com o 18º Prêmio Literário Acrísio de Camargo – Nova Geração e o Encontro de Escritores de Indaiatuba”, destaca a secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho.

Para as duas sessões da Semana Literária no Topázio Cinemas, os ingressos devem ser trocados por um livro (com exceção de pedagógicos ou de religião e espiritualidade) a partir do dia 20, das 15h30 às 21h, nas bilheterias do multiplex no Shopping Jaraguá Indaiatuba.

Confira a programação:

22 de outubro, às 9h

Oficina Infantil de Marcadores de Página em EVA

Oficina Juvenil e Adulta de Marcadores Poéticos

Local: Biblioteca Municipal

A oficina infantil de confecção de marcadores em EVA, que será ministrada por Analma Moura para crianças e jovens entre 4 e 13 anos de idade, visa desenvolver a criatividade e o lado lúdico dos participantes através da criação de marcadores de páginas personalizados nos mais variados temas e cores, respeitando a individualidade e personalidade de cada um. Serão disponibilizadas duas turmas com dez vagas cada, das 10h às 11h e das 11h15 às 12h15.

A oficina de Marcadores Poéticos será ministrada por Beth Ziani para pessoas a partir de 14 anos de idade e busca estimular a escuta de textos em prosa e poesia para a criação de representações em imagens bordadas. A proposta fundamental é possibilitar a experiência de bordar como forma de expressão, integrando literatura e bordado. Serão disponibilizadas até 20 vagas e a oficina acontecerá das 9h às 12h.

Para as duas oficinas, as inscrições já podem ser feitas presencialmente na Biblioteca Municipal ou pelo telefone (19) 3834-6319.

22 de outubro, às 15h

Pontos MIS com “Viva: A Vida é uma Festa” (EUA, 2017)

Local: Tulha do Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: Livre

Em “Viva – A Vida é uma Festa”, Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

Os ingressos devem ser retirados no local com uma hora de antecedência. O Pontos MIS é um programa de formação e difusão cultural em todo o Estado de São Paulo. As cidades parceiras recebem programações de sessões de cinema, oficinas, palestras, exposições e formação em gestão cultural, visando à formação de novos públicos para a cultura e para o cinema.

22 de outubro, às 20h

Sarau Todas Palavras + Poetas do SLAM

Local: Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: 10 anos

O Sarau Todas Palavras é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressar ou manifestar artisticamente. A palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer) porque acontecia, em geral, no fim do dia. Muito comuns no século XIX, os saraus vêm sendo resgatados como forma de fortalecer a identidade da comunidade, promover a integração de forma descontraída, despertar a sensibilidade das pessoas e estimular o gosto pela literatura e outras vertentes artísticas.

O Sarau contará com a participação especial de um grupo de poetas comandado por Vini Almeida com uma demonstração do Slam, batalha de rimas poéticas originária da cultura hip hop nos anos 80 e trazida ao Brasil em 2008 por Roberta Estrela D’Alva. As inscrições para o Sarau acontecem através de formulário eletrônico em https://forms.gle/Y4GHVW9C6X5yFpBK6.

23 de outubro, às 10h

Jardim das Letras, com Antonio da Cunha Penna e professores e alunos do Núcleo Musical Nabor Pires Camargo

Local: Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: Livre 

O projeto Jardim das Letras busca, através de um ambiente descontraído, convidar escritores locais ou artistas convidados para contarem causos da cidade ou para realizarem leituras de trechos de suas obras ou de grandes obras da literatura nacional e mundial intercalados com apresentações musicais.

Quem abre o projeto é Antonio da Cunha Penna, fotógrafo e escritor com dois livros publicados sobre o cotidiano de Indaiatuba, narrando causos da cidade com a participação da Roda de Choro formada pelos professores e alunos do Núcleo Nabor Pires Camargo, que executam canções de Nabor e de grandes nomes do gênero como Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo, entre outros.

23 de outubro, às 17h

Mostra de Artes Cênicas: “Como uma Metáfora”, do Coletivo Fleuma

Local: Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano)

Classificação indicativa: 12 anos

“Como uma Metáfora” explora algumas das cenas mais absurdas e metafóricas do livro “On”, de Marcus Mazieri. Coloca em cena figuras excêntricas cujos diálogos transitam entre a procura de um consenso improvável sobre um assunto, o iminente fim do mundo, o silêncio necessário para o sono de um bebê, as raízes do abacate e a vida das abelhas.

Entre desentendimentos e incompreensões, as personagens se revelam caricaturas deste início de século XXI. Elas – que não revelam serem a mesma ou uma infinidade de pessoas – expõem as consequências trágicas e cômicas de uma sociedade hiperativa, hiperconectada e hiperansiosa.

A peça conta com direção de Fabio Pimenta, que também atua ao lado de Marcus Mazierie, responsável pelo texto e dramaturgia. Luz, som, câmera e projeção são de Kimberly Christie e Filipe França, que também comanda a cenografia. A sonoplastia é de Diego Angelini e Victor Simões Lobato.

24 de outubro, às 19h30

Um Lugar Bem Longe Daqui

Local: Topázio Cinemas do Shopping Jaraguá

Classificação indicativa: 14 anos

Trailer do filme: https://youtu.be/QDg59F6cYSw.

Baseado no romance de Delia Owens “Um Lugar Bem Longe Daqui” acompanha duas linhas temporais: a primeira sobre as aventuras da jovem Kya (Daisy Edgar-Jones) enquanto vive isolada em uma pequena cidade da Carolina do Norte. E a segunda, sobre a investigação de um assassinato de uma celebridade local na cidade fictícia de Barkley Cove. Com direção de Olivia Newman, conta ainda com Taylor John Smith, Harris Dickinson, Michael Hyatt, David Strathairn e Garret Dillahunt no elenco.

24, 25 e 27 de outubro, das 19h às 21h

Oficina de Roteiro “Minha História Dá um Filme”, com Ana Squilante

Local: Centro Cultural Wanderley Peres

Em três encontros, os participantes serão desafiados a criar o argumento para um curta-metragem. Para tanto, serão oferecidos estímulos criativos e teoria. A ideia é descolonizar o olhar sobre personagens femininas e levá-los a outro lugar fora da estereotipização, além de trabalhar histórias dos inscritos, sejam pessoais ou de mulheres de seu círculo familiar ou de amigos. A oficina conta com apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo de São Paulo).

As inscrições para a oficina acontecem através de formulário eletrônico em https://forms.gle/7cbWBRPEb3RvjfVu9.

25 e 27 de outubro, das 19h às 21h

Oficina de Mangá com Léo Tatarana

Local: Centro Cultural Wanderley Peres

Classificação indicativa: 14 anos

A oficina terá como objetivo a apresentação da cultura HQ através do Mangá, com o desenvolvimento de exercícios de melhoria do traço, comportamento, postura, movimento e narrativa, criação de personagens, rosto, corpo, expressões e proporção. Serão disponibilizadas 20 vagas.

As inscrições para a oficina acontecerão através de formulário eletrônico em https://forms.gle/mS41E6emi8BiUdrW7.

26 de outubro, às 19h30

“Não Se Preocupe, Querida”

Local: Topázio Cinemas do Shopping Jaraguá

Classificação indicativa: 16 anos

Trailer do filme: https://youtu.be/l0ae8gNI9u4.

Alice (Florence Pugh) e Jack Chambers (Harry Stiles) têm a sorte de viver na comunidade planejada de Victory, cidade experimental que abriga os trabalhadores do ultrassecreto Projeto Victory e suas famílias. O otimismo social da década de 1950, defendido pelo CEO da empresa, Frank (Chris Pine) – um visionário coach tanto da vida corporativa como pessoal – fundamenta todos os aspectos da vida em Victory, uma utopia no deserto.

Mas quando rachaduras nessa vida idílica começam a aparecer, expondo flashes de algo muito mais sinistro à espreita, sob uma fachada sedutora, Alice não pode se furtar de questionar o que exatamente é feito no Projeto Victory e por quê. Mas quanto ela está disposta a perder para expor o que realmente acontece naquele paraíso? Com direção de Olivia Wilde.

27 de outubro, às 19h30

Pontos MIS: “Grandes Olhos” (EUA, 2014), de Tim Burton

Local: Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: 14 anos

Filme retrata a história da pintora Margaret Keane (Amy Adams), de grande sucesso nos anos 50, que precisou provar a autoria de suas obras, já que seu marido Walter (Christoph Waltz) se dizia o verdadeiro autor das pinturas, querendo se apropriar do sucesso e talento da artista. Após a exibição, acontece debate com mediação do projeto Leia Mulheres. Os ingressos devem ser retirados no local com uma hora de antecedência.

28 de outubro, às 19h30

Mostra de Artes Cênicas: “Romeu e Julieta”, do Grupo Anankê

Local: Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano)

Classificação indicativa: Livre

Romeu Montecchio e Julieta Capuleto são jovens perdidamente apaixonados, mas que não podem usufruir desse amor em virtude da enorme rivalidade das suas famílias. Rivais, eles começam a viver um intenso amor proibido. “Romeu e Julieta”, o espetáculo que tem como tema a peça de William Shakespeare, não foi adaptado, mas é uma criação autônoma feita sobre a narrativa do autor inglês, cuja estrutura poética se apoia nos tipos populares, nos maravilhosos personagens grotescos que perambulam pelo mundo, de cidade em cidade, desde a Idade Média até os tempos atuais. Uma homenagem à perseverança e a superação de barreiras impostas ao artista, seja no passado, seja no presente, e certamente continuará a ser no futuro.

Baseado na obra homônima de William Shakespeare, a peça tem texto de Wagner Cintra, direção de Marli Lopes, orientação artística de Lucas Gonzaga e preparação vocal e musical de Olivia Gênesi. O cenário é de Chicó Ferreira, figurino de Lucas Gonzaga e operação de sonoplastia e luz de Clélio Santos. O elenco conta com André Almeida, Gisele Campos, Flávio Cardoso, Marli Lopes, Chicó Ferreira, Leonardo Kayan e Gabriel Kitzmann.

29 de outubro, às 9h

Encontro de Escritores + Feira de Troca de Livros

Local: Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: Livre

A tradicional Feira de Troca de Livros da Biblioteca Municipal ocorrerá no Casarão Pau Preto e, para participar, basta levar um livro (exceto didático e apostilas) e trocar por outro.

Esse dia também contará com o Encontro de Escritores. Para participar, os interessados em apresentar suas obras devem preencher cadastro disponível no site da Prefeitura de Indaiatuba. Para mais detalhes, acesse https://www.indaiatuba.sp.gov.br/relacoes-institucionais/imprensa/noticias/31637/.

29 de outubro, às 11h

Camerata do SESI

Local: Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: Livre

Espetáculo instrumental da Camerata do SESI, composta por 13 músicos, baseado em obras literárias, entre elas “Erlkönig” (O Rei dos Elfos), balada composta por Johann Wolfgang von Goethe e musicalizada por Franz Schubert, e “Dança dos Cavaleiros”, um dos atos do balé “Romeu e Julieta”, de Sergei Sergeyevich Prokofiev, baseado na tragédia homónima de William Shakespeare. A regência será de Fernando Baumgartner.

29 de outubro, às 14h30

Projeto Biblioteca Itinerante – Livros em Todos os Lugares

Contação de histórias: “A Jornada das Cores”, com Coletivo Exórdio

Local: Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: Livre

A Biblioteca Itinerante é um ônibus importado da Ford, ano de fabricação e modelo 1987, com prateleiras para cinco mil livros e piso interno de EVA. O veículo tem como objetivo criar oportunidades de leitura em todos os bairros de Indaiatuba, através da difusão e fomento, contribuindo assim para a formação de novos leitores.

29 de outubro, às 15h

Pontos MIS: “A Família Addams” (EUA, 2019)

Local: Tulha do Casarão Pau Preto

Classificação indicativa: Livre

Para ir de mal a pior, a Família Addams precisa se preparar para receber uma visita de parentes ainda mais arrepiantes. Mas a misteriosa mansão deles parece estar com os dias de maldade contados. O clã assustador mais querido dos cinemas está de volta nesta animação baseada nos quadrinhos de Charles Addams. Com direção de Conrad Vernon e Greg Tierman. Os ingressos devem ser retirados no local com uma hora de antecedência.

29 de outubro, às 19h30

Mostra de Artes Cênicas: “Tú País, Está Feliz?”, do Grupo Estrada

Local: Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano)

Classificação indicativa: 14 anos

Adaptação do texto de Antônio Miranda, este poemário é um encontro do poeta com seus fantasmas: a solidão, a saudade dos amigos que partiram, a reclusão, a revolta com o “sistema”, os amores impossíveis, a liberdade ou falta dela, como inseparável companheira. Poesia em busca da liberdade, nutrida pela solidão, perseguidora de esperanças, tem seu mérito em questionar-se por si mesma: “Tu está feliz?”. Mas, acima de tudo, é um grito de rebeldia e esperança, de sangue jovem, disposto à luta e às batalhas diárias por seguir acreditando cada dia, no dia que virá.

O elenco conta com Vlademir Daniel, Raphaela Silva, Nando Almeida, Kellen Tobaldini e Douglas Lyra. A adaptação é de Vlademir Daniel e a direção é coletiva, assim como cenários, figurinos e maquiagem. A sonoplastia, iluminação e operação de luz e som são de André Lupércio.

Endereços:

Biblioteca Municipal – Rua das Primaveras, 450, Vila Bergamo

Casarão Cultural Pau Preto – Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro

Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano) – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5.924, Jardim Morada do Sol

Topázio Cinemas do Shopping Jaraguá – Rua 15 de Novembro, 1.200, Centro

Centro Cultural Wanderley Peres – Praça Dom Pedro II, Centro.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Belizario Galeria exibe coletiva “Escrever outros Corpos – Criar outras Margens”

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Marcelo Solá que faz parte da exposição. Foto: divulgação.

A Belizário Galeria exibe a coletiva “Escrever outros Corpos – Criar outras Margens”, com Estêvão Parreiras, Laura Gorski, Marcelo Solá, Raquel Nava, Stella Margarita e Sara Não Tem Nome + Juliana Franco, Rafael Abdala e Victor Galvão, composta por 32 trabalhos que “apresentam múltiplos desafios e fricções que visam interrogar o lugar do corpo”, define a curadora da mostra Bianca Dias.

De acordo com o conceito curatorial pelo qual optou Bianca Dias, os diversos trabalhos, com técnicas distintas suportes múltiplos, “visam investigar o corpo num movimento que vai desde a pulsação visual e onírica, passando pela dimensão da animalidade e do feminino. O corpo será pensado além de si, ocupando o espaço circundante e interagindo com outros corpos e os seus prolongamentos”.

Os desenhos de Estevão Parreiras, com traços exatos e formas estruturantes, transmitem sua forma de comunicação com o mundo, uma vez que para o artista, desenhar é como escrever. “O desenho é a maneira pela qual Estevão habita seu próprio corpo e o mundo. No universo de seus desenhos, as paisagens surgem estrangeiras e como emissárias de outro mundo, paradoxalmente impregnadas de uma realidade ambígua”, diz a curadora.

Marcelo Solá – Sem título, 2022. Técnica mista sobre papel.

Já nos traços de Laura Gorski, o corpo ocupa o centro do trabalho. “A partir de técnicas diversas com pigmentos, texturas e espessuras distintas, a artista inclui no seu trabalho a transfiguração do visível através da relação com a terra e seus frutos e ecos”, diz Bianca.

As obras de Marcelo Solá agrupam arquiteturas fantásticas e bichos que, através do desenho e da serigrafia, são aplicados numa sistemática sem fim. Animais e formas arquitetônicas muito singulares se embaralham e conduzem a espaços atemporais. Os trabalhos de Raquel Nava, compostos por objetos do cotidiano e partes de animais, dialogam com a pintura e se desdobram em experiências diversas, sinalizando o interesse por questões corpóreas e de natureza material. Já para Stella Margarita, sua pintura “se ancora numa tentativa de fuga às margens da representação, encontrando ritmo em plena queda. A dimensão do acontecimento surge nas entranhas do inconsciente e, por isso, fascina, encanta e causa certa perplexidade”, explica a curadora.

Stella Margaritta – “Antebraços”, 2018. Técnica mista 120 x 145 cm.

Fechando a seleção curatorial, um coletivo experimental entre quatro artistas – Juliana Franco, Rafael Abdala, Sara Não Tem Nome e Victor Galvão – criam a série de fotografias “Apneia”, onde na série de obras densas e monocromáticas possui um último registro imagético com uma sutil abertura para a ‘cor’, ainda que sutil, do mesmo corpo capturado em movimento suspenso.

“O diálogo que acontece nesta exposição se dá por vibração e contágio. Em uma zona fronteiriça – um espaço tão visível quanto invisível – o conjunto de obras forja um corpo que produz devires em potencial”, pontua Bianca Dias.

Exposição “Escrever outros corpos – criar outras margens”

Artistas: Estêvão Parreiras, Laura Gorski, Marcelo Solá, Raquel Nava, Stella Margarita e Coletivo Sara Não Tem Nome, Juliana Franco, Rafael Abdala e Victor Galvão

Curadoria e Texto Crítico: Bianca Dias

Período: até 12 e novembro de 2022

Local: Belizário Galeria R Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 491 – Pinheiros – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 3816-2404

Horários: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19hs; sábado das 11 às 15h.

(Fonte: Balady Comunicação)

Mais de 4.500 profissionais de saúde morreram por Covid-19, revela estudo inédito

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Entre março de 2020 e dezembro de 2021, morreram no Brasil mais de 4.500 profissionais da saúde pública e privada. Oito a cada dez entre os que morreram salvando vidas na pandemia eram mulheres. O levantamento divulgado nesta quinta (13), que cruza dados de fontes oficiais, foi feito especialmente para a Internacional de Serviços Públicos (PSI, Public Services International, da sigla em inglês) pelo estúdio de inteligência de dados Lagom Data.

A pesquisa faz parte de uma campanha documental da ISP que denuncia a situação de quatro países nos momentos mais intensos da pandemia de Covid-19. Além do Zimbábue, Paquistão e Tunísia, o Brasil foi escolhido pela abordagem negacionista do governo Bolsonaro. A ISP atua com o sistema das Nações Unidas em parcerias com a sociedade civil.

“Faltaram equipamentos de proteção, oxigênio, vacinas e medicamentos e sobraram mensagens falsas e desaforadas do governo sobre a Covid-19, chocando o mundo. E até hoje os profissionais da linha de frente seguem desvalorizados no Brasil”, afirma Rosa Pavanelli, secretária-geral da ISP, que tem sua sede mundial em Genebra, e integra a Comissão de Alto Nível do Secretário-Geral da ONU sobre Emprego em Saúde e Crescimento Econômico.

A análise foi feita a partir do cruzamento de micro dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados e Registros de profissionais do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

Os dados revelam que as mortes entre os profissionais brasileiros de saúde se avolumaram mais rapidamente do que o observado na população geral, especialmente nos meses em que faltaram equipamentos de proteção individual para esses trabalhadores. E o impacto da doença foi maior nas ocupações com menores salários e mais próximas à linha de frente: auxiliares e técnicos de enfermagem morreram proporcionalmente mais do que enfermeiros e estes, proporcionalmente, mais do que os médicos.

“Apesar de os dados serem incompletos, é possível ver por meio deles o quanto os profissionais da saúde foram atingidos no começo da pandemia por estarem mais expostos”, comenta o jornalista de dados Marcelo Soares, responsável pela análise. “Com a prioridade dada a eles na vacinação, os dados também mostram como vacinar mais cedo derrubou as mortes antes do resto da população.”

Quanto mais próximos aos pacientes esses profissionais trabalhavam, mais morriam: 70% dos mortos trabalhavam como técnicos e auxiliares de enfermagem; em seguida, vieram os enfermeiros (25%) e por último os médicos (5%). Para se ter uma ideia, foram 1.184 enfermeiros mortos, o que pode ter impactado diretamente o atendimento de 21.300 pacientes. Pelas regras do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), cada enfermeiro atende até 18 pacientes e cada atendente, 9 doentes. Em Manaus, por exemplo, cada enfermeiro atendeu 40 pacientes com o auxílio de dois atendentes.

Dois terços dos profissionais de saúde que morreram durante a pandemia  provavelmente não tinham contrato formal de trabalho, segundo cruzamento entre os dados do Ministério da Saúde e informações sobre desligamentos por morte no Novo Caged. Tanto nos dados oficiais de emprego formal quanto nos registros dos conselhos profissionais, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem representavam 61%, 20% e 18% dos profissionais empregados – o que ilustra as desigualdades de exposição ao risco dentro das especialidades da área da saúde.

Ainda segundo a pesquisa, nos primeiros meses da pandemia, a curva do excesso de desligamentos por morte entre os profissionais da saúde era mais elevada do que a da totalidade das ocupações no Brasil. Ou seja, os profissionais da saúde morriam proporcionalmente mais. Em maio de 2020, as mortes excedentes chegaram ao dobro da média anterior.

Da mesma forma, quando finalmente o Brasil avançou na vacinação prioritária dos profissionais de saúde, a mortalidade entre eles caiu mais rápido do que na população em geral, que demorou mais meses para ser vacinada. Mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse zelo ou empenho governamental, segundo a análise da ISP.

Em março de 2021, com uma confluência de fatores que iam da pressão pela volta precoce das atividades presenciais à lentidão do governo em avançar com a vacinação, as mortes de Covid explodiram no Brasil inteiro. Os profissionais da saúde sentiram esse impacto também, embora por menos tempo: o avanço da vacinação prioritária abreviou no setor o pior pico prolongado de mortes que já se viu no Brasil durante o período pandêmico.

(Fonte: Agência Bori)

Tapera das Artes: a arte de criar instrumentos musicais a partir de material reciclado

Aquiraz, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Tapera das Artes, organização social da sociedade civil (OSC) de Aquiraz – Ceará, desenvolve atividades pedagógicas utilizando a linguagem da luteria experimental desde 2015. A luteria é a arte de confeccionar e consertar instrumentos musicais. Na Tapera, essa ação consiste no processo inventivo e de construção de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis. Para Ritelza Cabral, fundadora e presidente do Conselho Administrativo da Tapera, a luteria revolucionou a trajetória da própria associação. “É emocionante ver como essa arte toca tão profundamente os aprendizes – nos despertou para um novo mundo de possibilidades e criatividade”.

A Luteria Experimental da Tapera das Artes tem foco em obras construídas de diversos tipos de matérias primas – sendo orgânicas, como cabaça, bambu e madeira, e sintéticas, como plástico, papel, borracha e metal. A proposta é explorar uma grande variedade de materiais para a criação e construção de instrumentos musicais e esculturas sonoras em busca de novas sonoridades, novas formas estéticas e alternativas sustentáveis para a luteria.

Muito dos materiais são doados por parceiros da Tapera; outros são advindos do lixo, coletados pelos participantes da luteria, que acontece de segunda a sexta, de 8h às 17h, com a presença de um coordenador e oito assistentes, sendo duas crianças bolsistas. “A luteria possibilita um direcionamento profissional para os participantes que se interessam pelo ofício”, destaca Magno Miranda, presidente da Tapera.

O grupo Catavento surgiu na Tapera das Artes, dentro das oficinas profissionalizantes ministrada pelo mentor e diretor artístico pedagógico da luteria experimental da Tapera, Fernando Sardo, em 2015. O grupo apresenta performances com instrumentos musicais criados a partir de diversos materiais recicláveis, ressignificando a estética, formatos e suas utilidades, possibilitando assim, criar novos timbres, cores e sons. “No repertório estão músicas autorais em diálogo com músicas do mundo, trazendo alegria e sentimentos poéticos para novas formas de ver a vida”, comenta o diretor Fernando. Inclusive, o grupo foi convidado para participar da Bienal do Lixo, que aconteceu de 26 de maio a 5 de junho deste ano, em São Paulo.

O grupo conta com quatro integrantes: Aramins, Calaça, Alexandro e Domingos. Algumas apresentações tem a participação especial do Mestre Fernando Sardo e outros convidados.

Sobre a Tapera das Artes

A música sempre foi a grande paixão de Ritelza Cabral, idealizadora da Tapera das Artes. Em 1993, iniciou voluntariamente ateliês com 30 crianças e adolescentes oriundos de famílias de baixa renda do distrito de Tapera, no município de Aquiraz, ocupando as mangueiras de seu sítio. O trabalho logo criou corpo – em pouco tempo, já existiam 60 crianças abrigadas nas sombras dos manguezais e os sons dos pífaros repercutiam intensamente, encantando rendeiras, pescadores, agricultores e familiares dos pequeninos músicos.

O sucesso que o programa gerou na comunidade possibilitou em pouco tempo a sua expansão, propiciando nos anos seguintes a inclusão de novas ações educativas, com atividades voltadas para o desenvolvimento de diversas atividades artísticas. As mangueiras já não eram suficientes para abrigar os participantes e, em 1996, os pequeninos estavam ocupando espaço apropriado na primeira sede da instituição. A partir daí foi possível a implantação de um programa pedagógico permanente, que gerou vários grupos musicais artísticos; dentre eles, a Orquestra Bachiana Jovem de Aquiraz, criada com apoio do maestro João Carlos Martins, sob a regência do maestro Ênio Antunes. Outras conquistas merecem destaque: o Centro Cultural, parceria com a Fundação Vitae, e o Teatro Escola da Tapera das Artes, com recursos não reembolsáveis do BNDES; ambos oferecem ações formativas de relevância para a cultura no Estado do Ceará.

O compartilhamento é parte do DNA da Tapera das Artes, que desde sua fundação vem cumprindo um importante papel no seu território, município de Aquiraz, litoral leste do Ceará, propiciando a formação integral, desenvolvimento do potencial humano, suas competências e habilidades e o enriquecimento cultural de crianças, adolescentes, jovens e seus familiares, moradores da região, com a oferta de vários projetos e programas que têm como eixo central a música, mas que trabalham a formação do ser para posturas cidadãs ao longo da vida.

(Fonte: AD2M Engenharia de Comunicação)

Unindo poesia e artes visuais, Pinacoteca inaugura mostra panorâmica de Lenora de Barros

São Paulo, por Kleber Patricio

Lenora de Barros – “Fogo no Olho”, 1994. Impressão jato de tinta sobre papel de algodão (Haahnmühle Photo Rag) 60 x 80 cm. Foto: Ciro Coelho.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta a mostra “Lenora de Barros: minha língua”, que ocupa as três galerias temporárias do segundo andar da Pinacoteca Luz. Com curadoria de Pollyana Quintella, a exposição tem um recorte conceitual que foca nas obras que discutem as relações entre corpo e linguagem, num arco que agrega desde trabalhos do início de sua trajetória até um comissionamento produzido especialmente para a ocasião, incluindo ainda produções icônicas como “Poema” (1979) e a série “Procuro-me” (2003).

Reunindo cerca de 40 obras da artista visual paulistana, que usa a fotografia, o vídeo, a instalação e a performance como suporte, a mostra reúne peças como “Homenagem a George Segal” (1975-2014) – obra emblemática da sua produção, fruto de um trabalho escolar que criticava a sociedade de consumo tomando como inspiração as expressões das obras do escultor homônimo, além de apresentar um trabalho inédito comissionado especialmente para a mostra intitulado “A cara. A língua. O ventre.” (2022), um vídeo composto de três atos (em p&b e cor) em que Lenora explora diferentes situações com argila em diálogo com seu próprio corpo, partindo de significantes que já compõem o repertório de sua obra, como o rosto expressivo, a língua ambígua (a um só tempo órgão e idioma) e o ventre feminino.

A exposição foi organizada em estreito diálogo com a mostra “Pinacoteca: acervo” – que consiste na nova montagem do acervo do museu, inaugurado em outubro de 2020, levando em conta que, em 2022, o país celebra o centenário da Semana de Arte Moderna e o bicentenário de sua Independência. “Trata-se de ocasião propícia para, como propõe a

instituição, olharmos criticamente para o legado dos modernistas e nos perguntarmos qual história da arte brasileira se deseja contar”, cita Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca. Um dos destaques é a obra “Poema” (1979), que faz parte do acervo do museu, doação dos Patronos da Arte Contemporânea da Pinacoteca de São Paulo 2018. Espécie de síntese de inúmeras questões que a artista investiga, a obra é constituída de uma série fotográfica em seis atos que documentam um encontro íntimo e conflituoso entre corpo e máquina.

A exposição “Lenora de Barros: minha língua” tem patrocínio do Bradesco. A exposição está acompanhada de um catálogo bilíngue, vídeo com participação da curadora e artista e tour virtual.

Sobre Lenora de Barros

Lenora de Barros nasceu em1953, em São Paulo, onde vive e trabalha. Tem como suporte a fotografia, vídeo, instalação e performance. Realizou exposições individuais e coletivas em instituições conceituadas ,como o Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo), o Paço Imperial (Rio de Janeiro), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Casa Daros (Rio de Janeiro), o Centro Cultural Banco do Nordeste (Fortaleza), a Fundação Proa (Buenos Aires), a Trienal Poli/Gráfica de San Juan de 2012, a Bienal de Lyon de 2011, as 29ª, 24ª e 17ª Bienais de São Paulo, a 7ª e 5ª Bienais do Mercosul (Porto Alegre) e o Museu da Cidade de Lisboa. Suas obras fazem parte das coleções do Museu d’Art Contemporani de Barcelona, da Daros Latinoamerica, do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Centro Cultural São

Paulo.

Formada em linguística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) na década de 1970, Lenora inicialmente explorou a palavra em forma de texto. Trabalhou em importantes veículos de comunicação, como o Jornal da Tarde, em que, entre 1993 e 1996, escrevia semanalmente uma coluna experimental.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. A Pina também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo.

Serviço:

Lenora de Barros: minha língua

Período: 8/10/2022 a 9/4/2023

Curadoria: Pollyana Quintella

Edifício Pinacoteca Luz

Praça da Luz, 2, São Paulo, SP, 2º andar

De quarta a segunda, das 10h às 18h – gratuito aos sábados

R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada)

Ingressos no site oficial ou na bilheteria do museu

Redes sociais da Pinacoteca de São Paulo: Instagram | Facebook | Twitter.

(Fonte: Marmiroli Comunicação)