Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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MAMM recebe exposição “Viagem”, de Márcio Rodrigues

Mogi Mirim, por Kleber Patricio

Fotos: Acervo do artista.

O Museu de Arte de Mogi Mirim (MAMM) recebe de 7 de fevereiro a 4 de abril de 2026 a exposição “Viagem”, de Márcio Roberto Rodrigues. A mostra conta com 22 quadros coloridos e vibrantes, numa experiência expressiva onde a liberdade criativa do autor desperta sentimentos de felicidade e otimismo, dentro de uma atmosfera leve e descontraída.

A exposição estimula a interpretação pessoal, já que permite múltiplas leituras e significados, dependendo da experiência e sensibilidade de cada um. As cores vibrantes e a composição livre transmitem sensação de movimento. A combinação de cores e formas gera uma conexão emocional com o observador, despertando sentimentos que vão desde alegria e entusiasmo até contemplação e reflexão.

A bicicleta representada nas obras é vista como um símbolo de liberdade individual, independência, senso de aventura, conexão com a natureza – sua própria viagem. Todas as obras usam a técnica de acrílica sobre tela ou monotipia e fazem parte da série “Livre”.

“Cenários”

A exposição conta também com um painel composto de 6 obras individuais cuja representação simbólica enfatiza as diferentes situações e fases da vida, com elementos do cotidiano, suscitando empatia e identificação com as experiências vividas, podendo gerar debates sobre o livre-arbítrio e a influência do acaso em nossas vidas.

A obra pode provocar sentimentos de nostalgia, alegria, tristeza, esperança ou até mesmo, medo. Em resumo, uma obra que explora as fases da vida, a liberdade, o destino final e tem o potencial de provocar uma experiência enriquecedora de reflexões sobre a jornada de cada um.

Nas palavras de Márcio, “As obras desta exposição sugerem liberdade de pensar sobre sua própria viagem, extrapolando os limites da realidade. Um momento de reflexão e escolha do trajeto. Uma viagem livre, flutuante… indefinida. Por que Viagem? Porque a viagem é o caminho… que é mais importante que o destino.”

Serviço:

Exposição Viagem, de Márcio Roberto Rodrigues

Abertura: 7 de fevereiro de 2026 (sábado) | 10 horas

Período expositivo: de 7/2/2026 a 4/4/2026

Local: MAMM – Museu de Arte de Mogi Mirim

Rua Dr. Ulhoa Cintra, 399 – Centro – Mogi Mirim/SP

Tel: (19) 3862-2319.

[LUXO]: Emirates expande serviço exclusivo de motorista particular

Mundo, por Kleber Patricio

Presente em mais de 75 cidades, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, o serviço de chauffeur da Emirates será expandido para duas novas cidades japonesas. Foto: Reprodução/Emirates.

A Emirates anunciou a expansão do seu serviço de motorista particular no Japão, estendendo a experiência para seus passageiros que viajam pelo Aeroporto Internacional de Narita, a partir de 1º de fevereiro de 2026, e pelo Aeroporto Internacional de Kansai, a partir de 1º de março de 2026. Esses destinos somam-se ao serviço já disponível no Aeroporto de Haneda, reforçando que a Emirates ainda é a única companhia aérea internacional a oferecer este tipo de serviço exclusivo de traslado no Japão.

Disponível para passageiros de Primeira Classe e Classe Executiva em voos elegíveis operados pela companhia, o serviço oferece uma experiência de viagem porta a porta, proporcionando traslados privativos de cortesia entre o aeroporto e a residência, hotel ou escritório do passageiro.

Cobertura do serviço e detalhes importantes

Raio de cobertura: O serviço inclui até 100 quilômetros percorridos por trajeto no Japão, calculados com base na distância mais curta entre o aeroporto e o local designado.

Abrangência em Narita: Atende aos 23 distritos de Tóquio e à maior parte das províncias de Tóquio, Chiba, Saitama e Kanagawa.

Abrangência em Kansai: Atende à cidade de Osaka e à maior parte das províncias de Osaka, Nara, Quioto e Hyogo.

Quilometragem excedente: A distância que ultrapassar o limite de 100 km será cobrada à taxa de 500 JPY por quilômetro adicional.

– Pagamento: Eventuais taxas excedentes devem ser pagas diretamente ao motorista (em ienes ou cartão).

A expansão do serviço de motorista particular complementa a crescente presença da Emirates no Japão. A companhia continua a aprimorar sua proposta no país, garantindo que os seus passageiros desfrutem dos mesmos padrões de conforto, conveniência e serviço personalizado em solo que recebem a bordo.

Presença e disponibilidade no Brasil

Além da expansão no mercado asiático, a Emirates reafirma o compromisso com seus passageiros no Brasil, onde o serviço de motorista particular também é uma marca registrada da experiência para passageiros da Classe Executiva e Primeira Classe. O benefício está disponível tanto em São Paulo (GRU) quanto no Rio de Janeiro (GIG).

Em São Paulo, o serviço cobre um raio de até 70 km a partir do Aeroporto de Guarulhos, enquanto no Rio de Janeiro a cobertura é de até 60 km a partir do Aeroporto do Galeão. Assim como no Japão, a conveniência assegura que os passageiros brasileiros desfrutem de um fluxo de viagem contínuo e exclusivo desde a porta de casa até o destino final.

Os clientes podem agendar o serviço com antecedência através da seção “Gerenciar sua reserva” no site emirates.com ou pela central de atendimento da Emirates. Para mais informações sobre o serviço de motorista particular, acesse o link.

Sobre a Emirates
A Emirates foi fundada em 1985 e hoje é uma das maiores e mais reconhecidas companhias aéreas internacionais do mundo. Com sede em Dubai, a Emirates opera uma frota moderna com mais de 260 aeronaves, que atendem a mais de 140 destinos em seis continentes. A companhia aérea é reconhecida por seu compromisso de oferecer serviço excepcional ao cliente e seu foco em inovação, incluindo experiências a bordo e projetos de sustentabilidade. Como pioneira na indústria da aviação, a Emirates constantemente integra tecnologias avançadas e práticas sustentáveis para aprimorar suas operações e reduzir seu impacto ambiental. A companhia aérea desempenha um papel fundamental no posicionamento de Dubai como um hub de aviação global, além de promover iniciativas de sustentabilidade alinhadas à visão dos Emirados Árabes Unidos de um futuro mais verde.

(Com Luiz Ottolini/LLYC Global)

“Projeto Wislawa” aborda criação e destruição sob uma perspectiva feminina e sarcástica a partir da obra de Wislawa Szymborska

São Paulo, por Kleber Patricio

Com Clara Carvalho e Vera Zimmermann e direção de César Ribeiro, montagem mistura poesia, HQs e estética contemporânea. Fotos: João Caldas.

A estreia do espetáculo “Projeto Wislawa” marca uma nova incursão do diretor Cesar Ribeiro na investigação dos sistemas de violência, agora sob um viés ao mesmo tempo lúdico e tragicômico a partir da obra de Wislawa Szymborska, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1996. A montagem estreia dia 6 de fevereiro, no Teatro Paulo Eiró (Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro), com sessões de quinta a domingo, até dia 1° de março, com ingressos populares. Em cena, as atrizes Clara Carvalho e Vera Zimmermann conduzem uma narrativa que articula poesia, teatro e cultura pop para refletir sobre a escalada da intolerância na sociedade contemporânea.

A dramaturgia, criada por Ribeiro a partir de textos de Szymborska, aborda modos diversos de criação e destruição em diálogo com experiências históricas de opressão vividas pela autora, como a invasão da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial e a influência soviética no pós-guerra, apresentando a capacidade de coisas vivas matarem outras coisas vivas – não apenas pessoas, mas a poesia, a criação artística, os modos de solidariedade. Para abordar essa temática, são apresentados os últimos dias de uma assassina condenada à morte pelo fictício assassinato da poeta polonesa, em uma narrativa entrecruzada por poemas como Fotografia de 11 de Setembro e Primeira Foto de Hitler, que abordam os corpos caindo após o atentado ao World Trade Center e uma fotografia de Hitler quando bebê.

A encenação propõe um olhar feminino sobre os processos de exclusão e desumanização, visando discutir como a diferença é instrumentalizada a partir de critérios como orientação político-ideológica, raça, crença, gênero, sexualidade e condição econômica por meio de uma estética contemporânea capaz de dialogar também com públicos não habituados a frequentar teatro, sendo influenciada pelo simbolismo e por desenhos animados e histórias em quadrinhos.

Desse modo, Projeto Wislawa dá continuidade à pesquisa de Cesar Ribeiro sobre formas estéticas contemporâneas que mesclam profundidade do debate com influências da cultura pop, vistas em obras como Projeto Clarice, Trilogia Kafka, Dias Felizes, O Arquiteto e o Imperador da Assíria e Esperando Godot, consolidando um teatro que articula pensamento crítico, rigor estético e acessibilidade de linguagem.

Wislawa Szymborska

A importância de Wislawa Szymborska (1923–2012) está na forma como sua obra pensa os grandes traumas do século XX a partir do detalhe, do cotidiano e de um olhar ético, sem retórica grandiosa ou panfletarismo. Tendo vivido sob o nazismo e o stalinismo, sua poesia responde diretamente à experiência dos regimes totalitários ao investigar como o mal se infiltra na vida comum, nas escolhas banais e na linguagem aparentemente inocente, revelando os mecanismos sutis de desumanização que sustentam sistemas autoritários.

No campo literário e filosófico, Szymborska renovou a poesia ao combinar linguagem simples, ironia fina e rigor intelectual, partindo de situações mínimas para alcançar reflexões universais sobre história, memória e responsabilidade individual. Ao rejeitar certezas absolutas e discursos totalizantes, sua obra afirma a dúvida, a ambiguidade e a empatia como formas de resistência, deslocando o foco da épica oficial para os corpos anônimos e os gestos invisíveis, e mostrando como a violência e o poder se constroem — e podem ser questionados — nas pequenas coisas.

Sinopse

Com estética inspirada em HQs e desenhos animados, Projeto Wislawa apresenta a história fictícia de uma mulher condenada à morte por assassinar a poeta polonesa Wislawa Szymborska. A partir de texto autoral e poemas da autora, o espetáculo reflete sobre a capacidade humana de produzir violência, abordando o totalitarismo, a intolerância e os processos de desumanização sob uma perspectiva feminina e contemporânea.

Ficha Técnica:

Dramaturgia, direção e trilha sonora: Cesar Ribeiro

Textos: Wislawa Szymborska

Atuação: Clara Carvalho e Vera Zimmermann

Cenografia: J. C. Serroni

Figurinos: Telumi Hellen

Iluminação: Rodrigo Palmieri

Visagismo: Louise Helène

Direção de produção: Marisa Medeiros

Coordenação de produção: Edinho Rodrigues

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques e Daniele Valério.

Serviço:

Projeto Wislawa

Data: 6/2 a 1/3

Horários: quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h.

No dia 25/2 (quarta-feira), às 20h – sessão extra

Teatro Paulo Eiró – Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo/ SP

Duração: 60 minutos

Gênero: Tragicomédia

Classificação: 12 anos

Ingresso: R$ 20

Ingressos presenciais 1h antes do início do espetáculo na bilheteria e online pelo Sympla.

(20% da lotação diária será gratuita para ONGs, rede pública de ensino e quem entrar em contato pelo e-mail grupogaragem21@gmail.com informando a data em que deseja comparecer à apresentação, o número de pessoas que irão e dados como nome e e-mails das pessoas).

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Sesc Avenida Paulista recebe espetáculo de dança “A Bailarina Fantasma”, com Verônica Santos

São Paulo, por Kleber Patricio

Com encenação e instalação cênica de Wagner Antônio e dramaturgia de Dione Carlos, apresentações acontecem de 5 a 8 de fevereiro. Foto: Noelia Najera.

“A Bailarina Fantasma” é uma peça-instalação criada a partir da icônica e polêmica escultura francesa ‘A Bailarina de 14 anos’, do escultor Edgar Degas (1834–1917) em fricção com os relatos autobiográficos da bailarina brasileira Verônica Santos. Apresentações nos dias 5, 6, 7, e 8 de fevereiro, de quinta a domingo, no Sesc Avenida Paulista.

Com encenação e instalação cênica de Wagner Antônio e dramaturgia de Dione Carlos, o espetáculo revela um corpo fraturado por violências físicas e simbólicas e também por tentativas de apagamento da visibilidade de uma bailarina clássica negra. A obra propõe uma espacialidade imersiva na qual a performer e a dramaturga ritualizam um diálogo íntimo e, diante do público, elaboram um plano de vingança.

A Bailarina Fantasma foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro (2024) na categoria de Melhor Cenário; ao Prêmio APCA (2024) nas categorias de Melhor Espetáculo e Intérprete; e foi vencedora na categoria de Melhor Espetáculo no XII Prêmio Denilto Gomes de Dança (2025), da Cooperativa Paulista de Dança. A obra também foi destaque na programação da Mostra Abril pra Dança (2025), da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo, e integrou o Festival Internacional Cena Contemporânea de Brasília e a Bienal Sesc de Dança 2025.

Saiba mais

A partir de um pensamento curatorial articulado por Fernando Gimenes, idealizador do projeto, A Bailarina Fantasma reúne artistas brasileiros com fortes traços autorais, como Dione Carlos na dramaturgia, Wagner Antônio na encenação, iluminação e criação da instalação cênica, Natália Nery na trilha sonora original executada ao vivo em piano e Rafael Costa na mediação artística-psicanalítica para o levantamento da biografia e composição da dramaturgia, além da própria Verônica Santos. O espetáculo revela, em uma ‘peça-instalação’ (conceito e pesquisa de longa data do encenador junto ao Grupo 28 Patas Furiosas), os bastidores do universo da dança clássica e da escultura que virou um marco na história da arte moderna.

Degas tinha grande interesse por bailarinas, tema de mais da metade de suas duas mil obras, em que retratava o corpo de balé da Ópera de Paris em palco, ensaios e momentos de descanso. Na Ópera, ele conheceu Marie van Goethem, uma estudante de balé de 13 anos, que posou para sua escultura “A Bailarina de 14 Anos”, exposta em 1881. A obra, inovadora ao usar cera, cabelo real e tecido, recebeu críticas por parecer estranha e animalesca, mas se tornou icônica, com 28 cópias em bronze em museus renomados como o Museu d’Orsay e o MASP.

Sobre as réplicas em bronze, como foram feitas em um material que escurece quando exposto à ação do tempo, muitas pessoas pensam que a bailarina real retratada na obra original era uma jovem negra. O que ao longo dos anos gerou diversos atos de cunho racista sobre a obra, chegando a nomearem como ‘A Pequena Macaca de 14 anos’.

Para Verônica, que cresceu em uma família preta e periférica, o balé foi uma oportunidade de educação, mas sua formação no ambiente foi desafiadora. “Passei anos em salas de balé, pois meus pais viam nisso uma chance de sociabilização”, afirma, ressaltando a busca por uma linguagem que represente suas vivências e subjetividade.

Para Dione Carlos, dramaturga de A Bailarina Fantasma, o espetáculo é um ritual de libertação do corpo. “Queremos mostrar uma mulher renascendo. E como tenho investigado o poder do erotismo, principalmente quando falamos em corpos subalternizados, tenho construído uma espécie de quilombo-erótico-místico nos meus projetos”, explica a dramaturga. Verônica e Dione dialogam e planejam uma vingança, mas contra o colonialismo, contra o sistema, contra o racismo. É um plano de vingança subjetivo e poético compartilhado com a plateia.

O público acompanha a cena de forma livre, sem lugares fixos. A intérprete e a equipe técnica guiam os espectadores por um ambiente imersivo que oferece uma atmosfera intimista na instalação de Wagner Antônio. “Para mim, essa bailarina fantasma também é a memória corporal da primeira diáspora da humanidade, que foi a saída de África. Com esse espetáculo eu gostaria de resgatar essa nossa vocação para a dança”, completa Dione.

Ficha técnica:

Idealização: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural e Fernando Gimenes

Encenação e instalação cênica: Wagner Antônio

Atuação: Verônica Santos

Dramaturgia: Dione Carlos

Pianista: Natália Nery

Diretora Assistente: Isabel Wolfenson

Mediação Artística-Psicanalítica: Rafael Costa

Equipe técnica performativa: Lucas JP Santos e Guilherme Zomer

Desenho de som: Guilherme Zomer

Direção de Produção: Fernando Gimenes

Assistente de Produção: Bruno Ribeiro

Administração: Mava Produções Arísticas

Pesquisa de materiais: Micaela Wernicke

Maquiagem de Cena: Amanda Mantovani

Designer Gráfico: Murilo Thaveira

Fotos: Helton Nóbrega e Noelia Nájera

Redes Sociais: Jorge Ferreira.

Serviço:

Dança | A Bailarina Fantasma, com Verônika Santos 

Dias: 5, 6, 7 e 8 de fevereiro. Quinta, Sexta e sábados, às 20h. Domingos, às 18h.

Onde: Arte II (13º andar)

Duração: 75 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (Meia) e R$ 15 (Credencial plena:)

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:

Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

Exposição propõe encontro imaginário entre Tarsila e Sophie Taeuber-Arp

São Paulo, por Kleber Patricio

Caju laden Frame, 2024 – acrílica sobre tela, 120 x 150 cm. Fotos: Divulgação.

OMA Galeria abre sua programação de 2026 com a exposição “Dada Brasilis”, individual da artista Fernanda Figueiredo que propõe um encontro imaginário entre a brasileira Tarsila do Amaral e a artista suíça Sophie Taeuber-Arp. Com abertura em 7 de fevereiro e texto crítico de Daniela Labra, a mostra reúne cerca de dez pinturas inéditas no Brasil, desenvolvidas a partir de um projeto apresentado pela artista na Suíça, em 2024.

O eixo conceitual da série Dada Brasilis parte desse diálogo entre duas figuras centrais da arte moderna – do modernismo brasileiro e do dadaísmo europeu. Ao se apropriar de fragmentos de obras das artistas, Figueiredo compõe pinturas que relacionam seus diferentes contextos estéticos e culturais.

O procedimento empregado por Figueiredo se aproxima da noção de antropofagia formulada por Oswald de Andrade, entendida como uma estratégia de incorporação e transformação de referências externas. Ao inserir técnica e linguagem próprias em suas obras, a artista atualiza esse material histórico e levanta questões ligadas à autoria, à identidade e às fronteiras globais. Essas questões são centrais e recorrentes na trajetória de Figueiredo, desenvolvida entre o Brasil e Berlim, onde a artista vive e trabalha há mais de dez anos.

Carambola, 2025, acrilica sobre tela, 65 x 90 cm.

Entre os destaques da exposição está a pintura Dada Brasilis, apresentada pela primeira vez na exposição Stattdessenfarbe, no museu suíço Kulturhaus Obere Stube, em Stein am Rhein. Com seis metros de largura, o tríptico articula obras-chave de Tarsila, como Sol Poente e A Lua, às formas geométricas e ao vocabulário abstrato de Taeuber-Arp. A circulação internacional da série inclui ainda a aquisição da obra Manifesto Abacaxi pela Fundação Jakob und Emma Windler-Stiftung, responsável pela gestão do museu suíço, além da participação da artista na Spark Art Fair, na Áustria, em apresentação solo.

Dada Brasilis fica em cartaz na OMA até 28 de fevereiro.

Sobre Fernanda Figueiredo 

Fernanda Figueiredo é uma pintora e artista de apropriação que traduz os conceitos do metamodernismo em representações visuais. Sua prática se constrói a partir da tensão entre a pintura — um meio pré-moderno — e a arte da apropriação, entendida como uma estratégia pós-moderna. Temas como a oscilação entre sinceridade e ironia, o urbanismo, a reconstrução do pensamento ecológico, a política e a governança, o transculturalismo, bem como a busca por sentido e autenticidade em um mundo digitalizado, atravessam seu trabalho. 

Travesseirinho, 2025, acrílico sobre tela, 64 x 80 cm.

Seu trabalho foi apresentado em exposições individuais e coletivas em galerias no Brasil, Alemanha, Suíça e Estados Unidos. Entre as mostras individuais recentes, destacam-se Passado, Passado, Futuro, em São Paulo, e Stattdessenfarbe, na Suíça, que evidenciam sua investigação contínua sobre a interseção entre histórias pessoais e públicas. Suas obras integram importantes coleções públicas, como o MNBA – Museu Nacional de Belas Artes e o MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além do CICA Museum, na Coreia do Sul. Em diálogo constante com o cenário artístico contemporâneo, Fernanda Figueiredo também participa de publicações internacionais e feiras de arte. Em 2025, foi artista indicada ao Neuköllner Kunstpreis, em Berlim, e, em 2023, integrou a 4ª Industrial Art Biennial, na Croácia.

Sobre a OMA Galeria 

Ao longo de uma década, a OMA Galeria tem trilhado um caminho singular nos diversos espaços e circuitos da arte contemporânea, concentrando-se na representação de artistas jovens e emergentes. Originária de São Bernardo do Campo, desde o início esteve profundamente envolvida com o território, promovendo ações em diálogo direto com a comunidade local. Em 2022, a galeria passou a operar no bairro dos Jardins, em São Paulo. Reconhecendo o papel transformador da arte e do artista, a OMA expandiu sua atuação por meio da OMA Cultural e da OMA Educação, buscando alcançar um público mais amplo e atingir todos os setores da sociedade através de projetos como o Laboratório de Artes Visuais e o Edital de Curadoria.   

Serviço:

Exposição Dada Brasilis | Fernanda Figueiredo

Texto crítico: Daniela Labra

Abertura: 7 de fevereiro de 2026 (sábado) | 10h às 15h

Período expositivo: até 28 de fevereiro de 2026

Visitação: de quarta a sexta, das 12h às 19h e sábado das 10h às 15h

Local: OMA Galeria – Rua França Pinto, 1100, Loja 2 – Vila Mariana – São Paulo – SP

Entrada gratuita

Acessibilidade: O espaço possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

Mais informações: @omagaleria | www.omagaleria.com.br.

(Com Patricia Gil/OMA Galeria)