Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Instituto Pavão Cultural promove feira de arte contemporânea de 4 a 6/11

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Abre nesta sexta-feira, 4 de novembro, e se estende até domingo, dia 6, a segunda edição da Feira Livre de Arte Independente – FLAI 2022 com a participação de 21 expositores no Instituto Pavão Cultural, em Campinas. A FLAI se diferencia de outras feiras de arte por não ter fins lucrativos, proporcionando a expositores e colecionadores um ambiente de comércio justo de obras de arte.

A proposta da FLAI é proporcionar um lugar de encontro entre artistas e outros trabalhadores das artes visuais, colecionadores e público interessado, em busca de novos formatos para o mercado de arte contemporânea.

Os 21 expositores foram selecionados após convocatória aberta a artistas visuais, coletivos e espaços de arte independentes de Campinas e região. O visitante da FLAI terá a oportunidade de entrar em contato com a arte contemporânea nas mais diversas linguagens – desenhos, pinturas, gravuras, fotografias, ilustrações, quadrinhos, impressões botânicas, cianotipias, livros de artista, lambe-lambe, colagens, joalheria e cerâmica –, podendo adquirir os trabalhos expostos diretamente das mãos dos artistas.

O evento de abertura contará com a apresentação de jazz de primeira, com o Ricardo Matsuda Trio, e segue no sábado e domingo com a exposição e venda de obras.

O acesso ao evento ocorre mediante contribuição de R$5 (social) e R$10.

O Instituto Pavão Cultural fica na Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708 – Cidade Universitária, em Barão Geraldo, distrito de Campinas.

Sobre a FLAI

Organizada pelos espaços de arte Casa de Eva, Hipocampo e Pavão Cultural, a FLAI é uma iniciativa independente, viabilizada com a verba arrecadada junto aos expositores através do pagamento da taxa de inscrição, da contribuição dos visitantes, de parcerias e apoios. Este ano a FLAI está trabalhando em parceria com a Cervejaria Garimpero e com a Rotisserie D’Zucca, além de contar com o importante apoio do Bureau Visite Campinas.

Ofertando obras para todos os gostos e bolsos e sem a separação por stands, a FLAI lembra uma exposição coletiva, onde amantes da arte e novos colecionadores podem entrar em contato com a produção em arte contemporânea da cidade e região e comprar diretamente dos artistas.

Com a realização de sua segunda edição, a FLAI entra para o calendário cultural de Campinas como o único evento com este perfil, possibilitando o comércio justo de obras de arte contemporânea produzidas na região, fomentando a produção dos artistas envolvidos e estimulando o desenvolvimento do colecionismo e do mercado da arte na cidade.

PROGRAMAÇÃO

4 de novembro, das 18h às 21h

19h – 21h | Ricardo Matsuda Trio

5 de novembro, das 12h às 20h

16h | performance com Maíra Freitas – Na hora do almoço

18h | performance com Arcília Lima (Ateliê Soma) – YUXIN SERINGUEIRA

6 de novembro, das 12h às 18h

16h | oficina Câmeras Obscuras com Ana Angélica Costa (Casa de Eva).

Durante o funcionamento da FLAI e também das apresentações musicais, o bar do Pavão estará aberto com bebidas – cafés, refrigerantes, sucos e cervejas convencionais –, além das deliciosas comidinhas, doces e salgados da D’Zucca e das cervejas artesanais do Garimpero. A área externa contará com mesas, cadeiras e um sonzinho para embalar.

Expositores da FLAI 2022: Anita Fernandes de Siqueira | Atelier GZBL & amigues | Ateliê Soma | Carol Ambrósio | Casa de Eva | Claudia Schmidt | Elisângela A. Gomes de Andrade | Hipocampo | Hofstatter | Instituto Pavão Cultural | Jardim da Débora | João Bosco | Juliana Magalhães | Mariana de Mendonça | Mario Cau, Paulo Kielwagen e Didi Mamushka | Olívia Niemeyer | PlasmaDuo | SeiZo | Seja Cor | Sílvia F. Lima | Silvia Matos & Antropoantro.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)

Livros: lançamento da Edusp conta sobre a construção de quilombo em Goiás

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) lançou na terça-feira (1) o livro “Tecer Amizade, Habitar o Deserto: Território e Política no Quilombo Família Magalhães”, resultado de pesquisa etnográfica de Daniela Perutti sobre a comunidade rural originária do Kalunga, maior quilombo contemporâneo do Brasil, em Goiás.

A autora desenvolve a história do grupo desde quando o casal, acompanhado de filhos pequenos e poucos pertences, caminhou para o interior do Brasil até chegar ao território Kalunga. Perutti analisa questões demográficas, geográficas e sociais em diferentes tempos e territórios para abordar questões como crises climáticas, migração, êxodo rural, projetos nacionais, falências e surtos econômicos.

A pesquisa oferece ainda um trabalho de dar voz a essa família, esquecida ao menos até a Constituição de 1988. As relações de amizade, os modos de produção da vida e do território por homens e mulheres apresentam peculiaridades como a entrega de casas pelo governo federal. Pequenas, as habitações foram modificadas pelos moradores, com a construção de cozinhas anexas, barracões e áreas cobertas, para abrigar um fogão a lenha e permitir o bate-papo com visitantes, parte fundamental da sociabilidade do grupo.

A autora | Daniela Carolina Perutti tem mestrado e doutorado em Antropologia Social pela USP e foi professora colaboradora e pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Trabalhou na Comissão Pró-Índio de São Paulo como pesquisadora e assessora de projetos, tem experiência em Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, Antropologia Rural e Antropologia da Política. É pesquisadora do Hybris (Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Relações de Poder, Conflitos, Socialidades – USP e UFSCAR) e do NuAP (Núcleo de Antropologia da Política).

(Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada)

“A Hora da Estrela – O Canto de Macabéa” entra em cartaz no Teatro Vivo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Beto Oliveira.

O musical “A Hora da Estrela – O Canto de Macabéa” estreia no Teatro Vivo entre os dias 3 de novembro e 11 de dezembro, com apresentações de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h. O espetáculo tem adaptação e direção de André Paes Leme, canções especialmente compostas por Chico César e direção musical e arranjos de Marcelo Caldi.

Laila Garin é Macabéa, a mítica protagonista do aclamado romance, ao lado de Claudia Ventura e Leonardo Miggiorin. Também estão em cena os músicos Fabio Luna (bateria, percussão, flauta e voz), Pedro Franco (guitarra, violão, bandolim, violino e voz) e Pedro Aune (baixo acústico, baixo elétrico, tuba e voz). A idealização e produção do projeto é de Andréa Alves, da Sarau Cultura Brasileira, responsável por espetáculos como ‘Elza’, ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ‘Sísifo’ e ‘Macunaíma’.

“A Hora da Estrela” foi o último livro escrito por Clarice Lispector, que faleceu pouco tempo após o seu lançamento. Suas páginas narram a saga de Macabéa, imigrante nordestina cuja vida no Rio de Janeiro é marcada pela ausência de afeto e poesia. Vista pela sociedade como uma mulher desprovida de qualquer atrativo, ela se contenta com uma existência medíocre: ganha menos do que um salário, divide um quarto com quatro pessoas, sofre com um chefe rigoroso e não atrai a atenção de ninguém. Na obra literária, tal história é contada por um escritor, que vê Macabéa na rua e resolve narrar a vida de uma pessoa tão invisível, comum e sem brilho, em um exercício de alteridade. Para esta versão teatral, André Paes Leme propõe uma inversão e essa figura do escritor se transforma em uma atriz. Desta forma, Laila Garin tem o desafio de se alternar entre a Macabéa e a Atriz, que não somente narra, mas também comenta e lança uma série de questões ao longo da encenação. O espetáculo não somente faz uso de diálogos, mas coloca os atores como narradores, enquanto contracenam, fazendo uso de frases na íntegra do livro original.

André Paes Leme, que já assinou elogiadas adaptações de Guimarães Rosa (‘A Hora e Vez de Augusto Matraga’) e Nelson Rodrigues (‘Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados’), teve ainda a parceria de Chico César no processo de criação. As músicas pontuam toda a dramaturgia e aparecem para ilustrar o estado emocional e o interior de cada personagem. Ao longo da montagem, as canções servem ainda para detalhar algum acontecimento e também para tirar as personagens do sofrido estágio em que se encontram, trazendo alguma fantasia para existências tão opacas.

Chico César vem de outra experiência bem-sucedida, ao ter a literatura como base de uma criação musical para teatro. Em 2017, ele assinou a trilha de ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ao lado da Cia. Barca dos Corações Partidos. A experiência rendeu uma série de prêmios e indicações, inclusive ao Prêmio da Música Brasileira pelo álbum. ‘A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa’ vai trazer mais um conjunto de canções inéditas do compositor, com trechos musicados do próprio livro e criações livres, com base no original de Clarice Lispector.

O espetáculo marca ainda a primeira vez em que Laila Garin atua em uma peça de composições inéditas, produzidas ao longo do processo de ensaios. Após ser recordistas de premiações por seu trabalho em ‘Elis – A Musical’ e ‘Gota D’Água [a seco]’, Laila foi dirigida pela lendária Ariane Mnouckine em ‘As Comadres’, no início de 2019. Enquanto segue com uma série de projetos de TV, Laila se consagrou na última década como uma das grandes vozes do teatro musical brasileiro.

Histórico

“A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa” estreou em março de 2020 no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, em comemoração ao centenário de Clarice Lispector, mas teve a sua temporada interrompida pela pandemia do Covid-19. Após a pausa, o espetáculo retornou para uma temporada híbrida, entre maio e junho desse ano, seguindo todos os protocolos e lotação limitada, passando também pelo CCBB Brasília e CCBB BH. Em 2022, o musical cumpriu uma nova temporada no SESC Santana, em fevereiro. Na ocasião, também foi lançado o álbum “O Canto de Macabéa ou a Hora da Estrela”, com canções interpretadas por Chico César e Laila Garin, que pode ser conferido nas principais plataformas digitais.

Vivo Cultura

A nova temporada de “A Hora da Estrela – O Canto de Macabéia” tem o patrocínio da Vivo, uma das maiores incentivadoras da cultura no País. Clientes Vivo Valoriza, plataforma de relacionamento da marca, têm desconto de 50% na compra de até dois ingressos por CPF, válidos para qualquer apresentação. Para acessar o benefício, basta acessar o app da Vivo, clicar em Vivo Valoriza e realizar o resgate. Os vouchers são limitados. Fazem parte do programa os clientes pós-pago, controle e de serviços residenciais da Vivo, consulte a disponibilidade de benefícios de acordo com cada categoria.

Sinopse

Macabéa é uma migrante nordestina cuja vida é marcada pela ausência de afeto e poesia. Sua história é contada por uma atriz, que resolve narrar sua vida em um exercício de alteridade.

Ficha Técnica

Da obra de Clarice Lispector

Adaptação e Direção: André Paes Leme

Música: Chico César (canções originais) e Marcelo Caldi (direção musical e arranjos)

Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves

Com Claudia Ventura, Leonardo Miggiorin e Laila Garin

Músicos:

Fabio Luna – Bateria, Percussão, Flauta e voz.

Pedro Franco – Guitarra, Violão, Bandolim, Violino e voz.

Pedro Aune – Baixo acústico, Baixo elétrico, Tuba e voz.

Produção:

Coordenação de Produção: Rafael Lydio

Produção Executiva: Flávia Primo

Assistente de Produção: Matheus Castro

Assessoria de imprensa: Pombo Correio.

Serviço:

A Hora da Estrela ou o Canto de Macabéa

Temporada: 3 de novembro a 11 de dezembro (exceto no dia 17/11)

De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h

Teatro Vivo – Avenida Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro – São Paulo (SP)

Ingressos: R$100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)** | Preço popular (há limite por sessão): R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada)

**Meia-entrada para estudantes, idosos, professores, PCDs, funcionários da Vivo e participantes do programa Vivo Valoriza (com voucher de desconto)

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/76705/d/159075/s/1057209

Acessibilidade:

PNE (cadeirante) – 6 lugares + 6 acompanhantes

PMR – 2 lugares + 2 acompanhantes

Obeso – 3 lugares + 3 acompanhantes

Os ingressos dos acentos de acessibilidade poderão ser adquiridos através de reserva pela bilheteria (11) 3279-1520 (funcionamento somente nos dias de peça 2h antes da sessão) ou pelo e-mail teatrovivo@trimitraco.com.br

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos.

(Fonte: Comunicação Corporativa Vivo)

Museu da Energia de São Paulo reabre suas portas com nova identidade visual e exposições permanentes

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Uma grande notícia para os apaixonados por museus em São Paulo e em todo o Brasil. Depois de fechar temporariamente em agosto, o Museu da Energia de São Paulo abriu novamente suas portas ao público no dia 25 de outubro. O polo da capital paulista retoma com suas exposições permanentes e atividades inéditas para todas as idades. E terá uma nova identidade, uma cara nova, com a assinatura do artista Filiage, por meio do projeto Muros na Mata Atlântica. O artista mescla a tradição do muralismo com as pinceladas contemporâneas da street art e dessa forma o novo mural do museu celebra a biodiversidade da Mata Atlântica, reproduzindo espécies da flora e da fauna deste bioma que é tão importante para o Brasil.

Exposições permanentes

A exposição “São Paulo pelas lentes de Gaensly”, com o registro de Guilherme Gaensly, é uma verdadeira viagem no tempo pelas ruas da cidade. A mostra apresenta, além de objetos e documentos, uma seleção do maior acervo fotográfico conhecido do fotógrafo suíço, preservado pela Fundação Energia e Saneamento. Nos destaques da mostra, o público vai conhecer a câmera de Grande Formato 5×7, modelo similar utilizado pelo fotógrafo na época, cartas da Light para Gaensly e desenhos técnicos de iluminação pública, tais como os postes instalados no período pela empresa. Com a finalidade de fotografar as obras e patrimônio da Light, Gaensly acabou realizando uma extensa memória visual de São Paulo no período registro único da cidade que, em plena transformação urbana, deixava para trás suas características rurais.

Em “Tempos de Energia”, por meio de um rico acervo, tanto museológico quanto documental, a exposição apresenta importantes momentos da formação e expansão do setor elétrico paulista, exibindo a complexidade da implementação da energia e os seus reflexos em São Paulo, bem como os atuais desafios do setor. É também uma viagem de volta ao passado, onde o visitante verá, a partir desse acervo, o processo de formação do sistema hidrelétrico paulista e as transformações ocorridas nas residências, com a chegada de equipamentos como fogão elétrico, geladeiras, que para nós parece ser básico nos dias de hoje, mas que naqueles tempos foi uma verdadeira revolução.

Novidades a partir de novembro | Além dessa programação, o Museu da Energia de São Paulo terá uma extensa programação cultural em novembro, com a introdução de mais acessibilidade às exposições fixas, teatro para crianças, oficinas de fanzine, tintas naturais, musicalização e quadrinhos, entre outras atrações.

Serviço:

Reabertura do Museu da Energia de São Paulo

Endereço: Alameda Nothmann, 184 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)

Informações pelos WhatsApp (11) 99169-8531 ou pelo e-mail (link).

Sobre a Fundação Energia e Saneamento

Desde 1998, a Fundação Energia e Saneamento pesquisa, preserva e divulga o patrimônio

histórico e cultural dos setores de energia e de saneamento ambiental. Atuando em várias regiões do Estado de São Paulo por meio das unidades do Museu da Energia (São Paulo, Itu e Salesópolis), realiza ações culturais e educativas que reforçam conceitos de cidadania e incentivam o uso responsável de recursos naturais, trabalhando nos eixos de história, ciência, tecnologia e meio ambiente.

Empresa mantenedora da Fundação Energia e Saneamento: CESP

Patrocinador Master: CTG Brasil

Patrocinador: Comgás – Companhia de Gás de São Paulo.

(Fonte: Betini Comunicação)

Uma em cada quatro mortes infantis em Pernambuco ocorre nas primeiras 24 horas de vida

Pernambuco, por Kleber Patricio

Foto: Charles Eugene/Unsplash.

Em Pernambuco, cerca de um quarto das mortes infantis entre 2000 e 2019 ocorreram nas primeiras 24 horas de vida. A gestação de curta duração e o baixo peso ao nascer foram relacionadas com a principal causa de mortes nesta faixa etária, que poderiam ter sido reduzidas com atenção adequada no pré-natal. É o que mostra estudo de pesquisadores do Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz, de Pernambuco, publicado no último dia 24 na Revista Brasileira de Enfermagem.

A fim de analisar os riscos e as causas evitáveis da morte de bebês nas primeiras 24 horas de vida, os pesquisadores utilizaram dados de 2000 a 2019 dos sistemas de Informações sobre Mortalidade (SIM) e sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do DataSUS. Ao todo, 52.831 óbitos infantis foram registrados neste período, sendo que óbitos nas primeiras 24 horas de vida representavam 13.601, ou seja, 25% deste montante.

O estudo revelou que a ​​idade gestacional, o sexo do bebê, o peso ao nascer, o tipo de gravidez e de trabalho de parto, a idade da mãe e a escolaridade materna têm relação com a morte prematura do recém-nascido.

Segundo analisa a pesquisadora Aline Beatriz dos Santos da Silva, coautora do estudo, a maioria das mortes infantis ocorre no primeiro dia de vida, o que faz com que a mortalidade de recém-nascidos seja considerada um problema de saúde pública mundial. “Essas mortes representam mais de dois terços do total de óbitos infantis e sua compreensão perpassa questões que revelam lacunas socioeconômicas e de acesso a serviços de saúde, pois os países e regiões de baixa renda são os mais atingidos”. Em 2019, a região Nordeste liderou o número de mortes de recém-nascidos nas primeiras 24 horas de vida, com 3.020 mortes registradas. Destas, 16% ocorreram no estado de Pernambuco.

Com os resultados da pesquisa, se torna mais fácil aos pesquisadores e profissionais de saúde identificar variáveis associadas ao óbito prematuro, segundo pontua a pesquisadora. Assim, se podem tomar decisões de atenção e cuidado a mulheres grávidas e recém-nascidos que diminuam essa mortalidade. “Para conseguir avançar de forma efetiva sob essa problemática, é necessário que as intervenções sejam respaldadas na realidade epidemiológica e de capacidade de rede assistencial à saúde materna e infantil de cada localidade, bem como do uso de evidências científicas aplicáveis a esses contextos”, finaliza.

Pesquisa indexada no Scielo – DOI: https://www.scielo.br/j/reben/a/c9b4sWCr7RtMd9jGXqSLxDt/?lang=pt.

(Fonte: Agência Bori)