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British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Theatro Municipal de São Paulo abre temporada de Óperas com “Così Fan Tutte: A escola dos Amantes”, de Mozart

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Stig de Lavor.

Quando lançada em 1790, “Così Fan Tutte (Assim Fazem Todas): A Escola dos Amantes”, obra em dois atos de Wolfgang Amadeus Mozart com libreto de Lorenzo da Ponte, causou certa relutância em parte do público por trazer temas como sexualidade, fidelidade e amor. Na época, os críticos mais equivocados ligados ao romantismo a descreveram como “ultrajante, improvável, imoral e indigna para um músico como Mozart”. A história e sucesso crescente ao passar dos anos os provaram errados.

Sendo uma daquelas obras que provocam incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si a cada nova montagem, a ópera italiana foi o clássico escolhido como abertura da temporada 2023 do Theatro Municipal de São Paulo, com participação da Orquestra Sinfônica Municipal e Coro Lírico Municipal. Ela será apresentada entre os dias 24/3 e 1/4, tem duração de 170 minutos com intervalo e ingressos de R$12 a R$158 (inteira).

Apaixonados por suas respectivas noivas, as irmãs Fiordiligi e Dorabella, damas de Ferrara, os jovens oficiais Guglielmo e Ferrando confiam nelas incondicionalmente. Mas, provocados pelo velho filósofo Don Alfonso, decidem testar a fidelidade delas. A trama se desenvolve em um jogo de desentendimentos, inseguranças e dúvidas dos personagens, principalmente por parte dos homens. A obra trata dos temas da infidelidade, questionando a instituição do amor romântico, o que fez com que só fosse reconhecida como uma obra-prima tardiamente, no século XX. A música de Mozart dá ao libreto de Lorenzo da Ponte uma dimensão de forte realismo e um olhar cuidadoso de investigação da natureza humana.

A nova montagem de “Così Fan Tutte” terá Roberto Minczuk com direção musical, Julianna Santos na direção cênica, André Cortez na cenografia e Olintho Malaquias no figurino. Nos dias 24, 26, 29 e 1, o elenco será composto por: Laura Pisani (Fiordiligi), Josy Santos (Dorabella), Anibal Mancini (Ferrando), Michel De Souza (Guglielmo), Saulo Javan (Don Alfonso) e Chiara Santoro (Despina). Já nos dias 25, 28 e 31, a obra será encenada pelo elenco 2, com Gabriella Pace (Fiordiligi), Juliana Taino (Dorabella), Luciano Botelho (Ferrando), Fellipe Oliveira (Guglielmo), Daniel Germano (Don Alfonso) e Carla Domingues (Despina).

Em seu processo de pesquisa, a diretora cênica Julianna Santos conta que partiu do estudo do libreto para construção da nova montagem da ópera. O libreto de Da Ponte de “Così Fan Tutte”, diferente de outras obras, não tem um ponto de partida originário claro. Segunda a diretora, algumas teorias dos anos 1950 dizem que ela é baseada no mito de Céfalo e Prócris. Fez parte do processo de elaboração dessa montagem um mergulho nas interpretações ao longo dos séculos sobre sua origem misteriosa. “Geralmente começamos a trabalhar em uma ópera muito antes. Mas meu primeiro contato foi diretamente com o libreto, deixando a música como um fundo de estudos, pensando como ela pulsa junto do texto”, explica.

Segundo a diretora, a ideia da nova montagem é misturar o realismo e ambiguidade do texto original ao sonho e o delírio do olhar individual e das incertezas das personagens. “Ela é uma obra que Mozart não deixa ficar banal. Então a música vem para dar uma profundidade quase que filosófica sobre o que são as relações e a pulsão humana, sem colocar no lugar do vulgar, dando até um lugar da beleza. Na ópera, tentamos criar um espaço que não fosse necessariamente realista, mas que se alargasse como uma pulsão, em jogo de espelhos entre os personagens e uma simetria do texto e do espaço, que existe na música também. No segundo ato, focamos em individualidade e como os temperamentos das personagens divergem”, pontua Julianna.

A apresentação trará um Mozart de sonoridade alegre, cômica e satírica, com uma certa leveza para abrir a temporada. Para Roberto Minczuk, regente da Orquestra Sinfônica Municipal e quem assina a direção musical do espetáculo, a escolha por essa obra envolveu longa concepção e processo criativo construído por anos. “Essa ópera seria encenada em 2015; então, é um desejo do público de São Paulo há muitos anos. O processo de construção dessa ópera passou por muitas audições para cantores, além de um debate de como seria a cara dada a ela”, explica. “A cidade de São Paulo tem um público enorme e ávido por óperas e pelas produções do Theatro Municipal. A expectativa é grande. Vamos abrir com uma ópera leve e bem humorada, que os solistas adoram tocar e o público adora ouvir”, continua o regente.

A obra estreou pela primeira vez no Municipal de São Paulo em 23 de setembro de 1957, com Orquestra Sinfônica Municipal, Coro Lírico Municipal, com regência do maestro Roberto Kinsky e direção cênica de Martin Eisler. Na temporada, além de “Così fan Tutte”, o público de São Paulo viu pela primeira vez “Der Fliegende Holländer” (O Navio Fantasma). Curiosamente, em 2023, sessenta e seis anos depois, assim como em 1957, “Cosi fan Tutte” volta ao palco do Theatro Municipal na mesma temporada lírica que “O Navio Fantasma”, de Richard Wagner, prevista para novembro.

Seu reconhecimento chegou apenas no século XX, por conta de suas personagens repletas de mulheres volúveis e seus homens postos em um lugar de insegurança. Seu humor foi melhor compreendido anos depois, justamente por tratar-se de um ópera considerada por alguns como buffa, mas de final melancólico, cheia de vividez e, consequentemente, de ironia.

Esses elementos são frutos dessa fusão com Da Ponte, que permitiu a Mozart produzir uma obra mais cômica, gênero que vinha em alta desde a década de 1760. A parceria que se iniciou nas óperas “Le Nozze di Fígaro” e “Don Giovanni”, o que leva certa especulação de que esse não seria o último trabalho dos dois se não fosse a morte do compositor dois anos após a estreia. “’Cosí Fan Tutte’ faz parte de uma trilogia de Mozart com o libretista Da Ponte, ao lado de ‘Le Nozze di Figaro’ e ‘Don Giovanni’. Entre as três, ‘Così Fan Tutte’ de fato não tem os trechos musicais mais famosos dessa parceria, mas é extraordinária e genial e isso foi reconhecido através do tempo”, pontua Minczuk.

A parceria dá a obra uma multiplicidade de sentidos, que vai desde emaranhado desejos, desentendimentos e inseguranças da personagem, até uma verdadeira crítica de costumes e a própria natureza humana, marcada por melodias leves e divertidas.

Em concordância com a direção musical, pensando na questão de como ler o texto para os dias de hoje, Julianna Santos afirma que a montagem vai lançar olhar para questões anacrônicas. “O que tem de mais contemporâneo no texto é seu olhar para as pulsões humanas, da impulsividade, ciúme, fidelidade e amor”, explica. “O nome dela (Così Fan Tutte ou Assim Fazem Todas) é uma questão que se discute muito. Mas o que mais me interessa nessa montagem é o subtítulo que é ‘A Escola dos Amantes’. Não quero que seja entendida como uma guerra dos sexos”, finaliza.

Justamente por trazer reflexão profunda sobre a sexualidade humana, algo que em muito conversa com o debate contemporâneo sobre não monogamia e amor livre, sem esquecer da dicotomia base da filosofia humana entre razão e emoção, que “Così Fan Tutte” teve sua trajetória marcada por críticas e ressalvas da sociedade europeia na época, até chegar mais potente que nunca nos dias de hoje. Algo que só um clássico seria capaz.

Serviço:

Così Fan Tutte (Assim Fazem Todas): A Escola dos Amantes

Ópera em 2 atos de Wolfgang Amadeus Mozart com libreto de Lorenzo da Ponte

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL

Roberto Minczuk, direção musical

Julianna Santos, direção cênica

André Cortez, cenografia

Olintho Malaquias, figurino

Dias 24, 26, 29 e 1

Laura Pisani, Fiordiligi

Josy Santos, Dorabella

Anibal Mancini, Ferrando

Michel De Souza, Guglielmo

Saulo Javan, Don Alfonso

Chiara Santoro, Despina

Dias 25, 28 e 31

Gabriella Pace, Fiordiligi

Juliana Taino, Dorabella

Luciano Botelho, Ferrando

Fellipe Oliveira, Guglielmo

Murilo Neves, Don Alfonso

Carla Domingues, Despina

Duração: aproximadamente 170 minutos com intervalo

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos. Pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo.

Ingresso de R$12 a R$158 (inteira)

Para assistir a este espetáculo recomendamos seguir os protocolos estipulados em nosso Manual do Espectador (acesse aqui)

Programa sujeito a alteração.

(Fonte: Theatro Municipal de São Paulo)

Novos decretos do Governo Federal alteram sistema de implementação de logística reversa e dão foco aos catadores de materiais recicláveis

Brasil, por Kleber Patricio

Mauricio Pellegrino. Fotos: divulgação.

No começo do novo mandato, o Governo Federal deixou clara a sua intenção de retomar importantes discussões ambientais, publicando nove decretos que revogam medidas do antigo governo e iniciam ou retomam políticas ambientais. Seguindo sua intenção de alavancar políticas socioambientais, o atual Governo Federal publicou, no último dia 13 de fevereiro, dois novos decretos (Decreto nº 11.413/2023 e Decreto nº 11.414/2023) que contém disposições relevantes acerca da necessidade de implementação de políticas institucionais voltadas às práticas socioeconômicas ambientais.

O novo modelo de certificação, instituído pelo Decreto nº 11.413/2023, guarda grande semelhança com o certificado antigo (Recicla+) no que tange à forma de comprovação do atendimento às metas, mas difere no enfoque que concede ao fomento às práticas de Governança Socioambiental. O Certificado Recicla+, instituído por meio do Decreto nº 11.044/2022, estabelecia que as empresas sujeitas à implementação de logística reversa deveriam apresentar à entidade gestora as notas fiscais eletrônicas oriundas das operações de comercialização de produtos e de embalagens recicláveis para a comprovação do retorno dos materiais recicláveis ao ciclo produtivo. Uma vez verificada a veracidade e autenticidade por meio da figura do verificador independente, contratado pela entidade gestora, emitia-se o certificado Recicla+ como forma de atestar a conformidade das empresas com as metas de logística reversa do setor.

Com o Decreto nº 11.413/2023, responsável por revogar o Decreto nº 11.044/2022, foram apresentadas três novas certificações como forma de comprovação do cumprimento das metas de logística reversa. O primeiro é o Crédito de Reciclagem de Logística Reversa (CCRLR), que vem para substituir o Recicla+ e destina-se à comprovação da restituição ao ciclo produtivo da massa equivalente dos produtos ou embalagens sujeitas à logística reversa.

Isabela Bueno Ojima.

Assim, apesar do Decreto do Recicla+ ter sido revogado, o novo CCRLR não passa de uma nova nomenclatura ao certificado, vez que ambos (i) são documentos emitidos pela entidade gestora para os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes para fins de comprovação do cumprimento das metas de logística reversa e (ii) são fundamentados no certificado de destinação final e nas notas fiscais eletrônicas das operações de comercialização de produtos ou de embalagens comprovadamente retornados ao fabricante ou à empresa responsável pela sua reciclagem.

O segundo é o Certificado de Estruturação e Reciclagem de Embalagens em Geral (CERE), destinado aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos ou embalagens sujeitos à logística reversa que invistam em projetos estruturantes de recuperação de materiais recicláveis e que comprovem a restituição ao ciclo produtivo da massa equivalente dos produtos ou embalagens.

O terceiro é o Certificado de Crédito de Massa Futura, que permite às empresas sujeitas à logística reversa auferir antecipadamente o cumprimento de sua meta de logística reversa relativa à massa de materiais que serão reintroduzidos na cadeia produtiva em anos subsequentes, fruto de investimentos financeiros antecipados para implementar sistemas que permitam que a fração seca reciclável contida nos resíduos sólidos urbanos seja desviada de aterros e lixões. Para ser elegível a esse crédito, é necessário que, além de possuir CERE, atenda e implemente, concomitante, uma séria de ações e premissas de impacto socioambiental, como geração de renda e inclusão socioeconômica de catadores e outros requisitos estabelecidos no Decreto.

Carolina de Toledo Nascimento.

Nota-se que tanto o CERE quanto o Certificado de Crédito de Massa Futura não possuem o condão de, por si só, comprovar a implementação do sistema de logística reversa. Na realidade, têm por finalidade incentivar a prática de políticas de governança socioambiental ao estipular requisitos obrigatórios para elegibilidade à certificação pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos e embalagens sujeitos à logística reversa.

Assim, por meio desses dois certificados, não basta que as empresas comprovem a restituição ao ciclo produtivo da massa equivalente dos produtos ou embalagens que coloquem no mercado, sendo essencial, para sua emissão, que implementem projetos estruturantes ou invistam financeiramente em projetos com a intenção de evitar o despejo de resíduos em aterros ou lixões para fins de comprovação de atendimento às metas.

Verifica-se, assim, que o Decreto nº 11.413/2023 confere posição privilegiada à figura dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis, uma vez que, para fins de emissão dos três certificados, as notas fiscais eletrônicas, autenticadas pela entidade gestora, deverão ser oriundas, preferencialmente, das operações de comercialização dos materiais recicláveis a partir de catadores e catadoras individuais, cooperativas e associações de catadoras e catadores que realizem a coleta ou a triagem e encaminhem esse material para a cadeia da reciclagem, devendo esgotar os resultados oriundos das organizações de catadores antes de usar os créditos de reciclagem oriundos de outros operadores logísticos.

Outro exemplo da relevância conferida a essas figuras é que, para emissão do CERE, é necessário que a empresa tenha mais de 50% de sua meta de recuperação de embalagens em geral cumprida por meio de parceria com catadores individuais, cooperativas e associações de catadores ou entidades cuja origem dos resíduos seja comprovadamente de catadores.

Como reflexo dessa movimentação política, não está mais prevista como uma das formas de comprovação do sistema de logística reversa a destinação de resíduos sólidos para o aproveitamento energético, por meio dos combustíveis oriundos de resíduos sólidos urbanos. Acredita-se que essa exclusão se dê em decorrência das críticas apresentadas pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR ao Recicla+, que apresentava, como um de seus objetivos, o estímulo à destinação dos resíduos sólidos a programas de recuperação energética.

Para o MNCR, tal objetivo estaria em aparente desacordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), vez que, em seu entendimento, deixaria de priorizar a atuação dos catadores, colocando-os apenas como uma dentre as várias outras formas de atendimento às metas de logística reversa. Contudo, a leitura do decreto que regulamentava o Recicla+ deveria ser realizada em consonância com a PNRS, que possui justamente como um dos seus objetivos primordiais a inclusão socioeconômica dos catadores, assim como a sua expressa priorização para fins de operação do sistema.

Cumpre pontuar que Decreto entra em vigor apenas em 14 de abril de 2023 e determina que as empresas possuam 12 meses e os catadores, organizações, associações e cooperativas possuem 24 meses para se adequar à implementação e a operacionalização da ferramenta de emissão dos Manifestos de Transporte de Resíduos do Sinir. Há ainda a previsão de que as entidades gestoras e os responsáveis por modelos individuais disponibilizem ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima relatório de resultados até o dia 30 de julho de cada ano, com as informações e os dados consolidados no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano anterior, para fins de verificação do cumprimento das ações e das metas de logística reversa, respeitado o sigilo das informações quando solicitado e devidamente justificado.

Por fim, conjuntamente com o novo sistema de certificação, foi publicado também o Decreto nº 11.414/2023, dando continuidade à política de promover a integração socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis de baixa renda por meio da reinstituição do Programa Pró-Catador através do Programa Diogo de Sant’Ana Pró-Catadoras e do Pró-Catadores para a Reciclagem Popular, voltados à promoção e à defesa dos direitos humanos das catadoras e dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.

O novo Decreto define que o sistema será implementado por meio da articulação da União com os Estados, Distrito Federal e Municípios que optarem a aderir ao Programa, que será custeado pelas dotações orçamentárias próprias de cada um dos entes. O Programa segue pendente de maiores regulamentações e, por ora, possui apenas o potencial de trazer benefícios aos catadores, tendo em vista que somente será colocado em prática a partir da adesão voluntária dos demais entes federados.

Isabela Bueno Ojima é advogada associada, Maurício Pellegrino é sócio e Carolina de Toledo Nascimento é estagiária do Cescon Barrieu Advogados na área ambiental.

(Fonte: Tree Comunicação)

Prefeitura encerra hoje inscrições para o Catálogo das Indústrias 2023

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar, e o secretário de Governo, Luiz Alberto Pereira. Foto: Eliandro Figueira.

A Secretaria de Governo da Prefeitura de Indaiatuba realiza a 13ª edição do Catálogo das Indústrias. Os interessados em se inscrever na versão impressa podem realizar o cadastro neste link até o dia 28 de fevereiro. Já para quem optar por aderir à versão digital pode se cadastrar durante todo o ano no site. O projeto é realizado em parceria com as unidades locais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O catálogo tem como finalidade fomentar negócios para as indústrias do município por meio da conexão entre empresários e clientes, facilitando assim a comunicação entre as duas partes. O anuário está disponível nas versões para Android, iOS  e pela web. Para fazer o download basta pesquisar “Indústrias Indaiatuba”. Para o acesso via web, é só clicar neste link.

Para indústrias já cadastradas, não é necessário fazer nova inscrição. Caso precise atualizar alguma informação, a Prefeitura pede que seja feito contato pelo e-mail governo.empresa@indaiatuba.sp.gov.br ou pelo telefone (19) 3834-9278.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Instituto Tomie Ohtake inaugura exposição “Quanto pior, pior” de Fernando Lindote

São Paulo, por Kleber Patricio

Fernando Lindote, “O nascimento da Yara”, 2021. Fotos: Sergio Guerini.

Duas décadas depois de sua primeira individual no Instituto Tomie Ohtake, realizada no primeiro ano de funcionamento do espaço paulistano, Fernando Lindote retorna para apresentar sua produção recente na mostra “Quanto pior, pior”. Com curadoria de Paulo Miyada e Julia Cavazzini, do Núcleo do Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake, a exposição está centrada na apresentação densa e imersiva de 26 pinturas, realizadas entre 2010 e 2023, que evidenciam o interesse do artista pela imagem da selva tropical, às quais se agregam algumas obras anteriores, de mídias variadas.

“Há algo em Lindote que remete à figura mitológica de Sísifo, que todos os dias empurra uma pesada pedra montanha acima, fadado a vê-la rolar em seguida e ter de recomeçar sua lida. As ideias de repetição, labor e fracasso permeiam toda a trajetória de Lindote; seja no modo como cada obra se faz no enfrentamento obstinado dos materiais e processos, seja na sua percepção do contexto histórico e social”, destaca a dupla de curadores.

Fernando Lindote, “Coração de escorpião (Máquina barroca)”, 2020.

Segundo Miyada e Cavazzini, na série de pinturas as coisas viram ruínas, formando uma selva úmida e voraz, aceleradora da entropia que consome o futuro conjugado nos projetos de país. “Não faz sol; pintar não é uma forma de alcançar beleza. O Brasil retratado pela máquina colonial falhou, faliu. Quanto pior, pior. Não há nada na capacidade de habitar o caos que relativize essa certeza. Quanto pior, pior – e isso não é motivo para indiferença. É motivo para a obstinação de fazer da repetição o motor da persistência”, completam.

No dia 28 de março, às 19h, os curadores Paulo Herkenhoff, Paulo Miyada e Julia Cavazzini participam de um bate-papo com o artista no Instituto Tomie Ohtake. O evento marca também o lançamento do livro “Fernando Lindote: não desespere por um estilo”, concebido, organizado e escrito por Paulo Herkenhoff. Com prefácio assinado por Raúl Antelo, o livro é dividido em 27 capítulos com ensaios que abordam distintas séries, momentos ou conjuntos da carreira do artista Fernando Lindote. Os textos trazem descrições instigantes sobre a obra do artista, bem como uma visão crítica sobre os trabalhos, inserindo-os no panorama da arte contemporânea, conjugando imagens de trabalhos de Lindote (pinturas, esculturas, vídeos, performances, instalações, impressos) com imagens de referência da História da Arte.

Fernando Lindote (RS, 1960 – vive e trabalha em Florianópolis) – Nascido em Sant’Ana do Livramento na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, Fernando Lindote começou sua trajetória no final dos anos 1970. Iniciou-se como cartunista e chargista nos jornais gaúchos e adentrou as artes visuais como uma figura inquieta, mergulhada em uma prática inesgotável com performance, fotografia, instalação, pintura e escultura, sem nunca interromper sua relação com o desenho. A maior parte de sua produção fez-se em Florianópolis, ilha em que se estabeleceu desde 1983.

Fernando Lindote, “Louise, you know, I_m no good”, 2021

O artista, indicado ao Prêmio Pipa em 2015, reúne entre suas individuais: “DCI – Dispositivo de Circulação de Imagem”, Galeria Flávio de Carvalho, Funarte, São Paulo, SP, 2014; “O Soberano Discreto”, São Paulo, SP, 2013, “1971 – a cisão da superfície”, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, RJ, 2012, “Cosmorelief”, na Fundação Cultural Badesc, Florianópolis, SC, em 2011,”Todas as Imagens do Mundo”, na Fundação Hassis, Florianópolis, SC, em 2010, “Desenhos Antelo” na Galeria Nara Roesler, São Paulo, SP, em 2008, “3D3M”, no Centro Universitário Mariantonia, São Paulo, SP, 2008, “Experiências com o Corpo”, no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP, 2002, “Muito Perto”, Museu Victor Meirelles, Florianópolis, SC 2002, “EDAX, XII Mostra da Gravura Museu da Gravura”, Curitiba, PR, 2000, “Teatro Privado”, no MAM-Rio, Rio de Janeiro, RJ, em 1999, “Olho de Mosca”, MASC, Santa Catarina, SC, em 1999.

Serviço:

Exposição “Fernando Lindote – Quanto pior, pior”

Abertura: 2 de março de 2023, às 19h – até 23 de abril de 2023

De terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Aconselha-se o uso de máscara

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros – São Paulo (SP)

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: (11) 2245 1900.

(Fonte: Pool de Comunicação)

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é atração imperdível na Semana Santa

Brejo da Madre de Deus, por Kleber Patricio

Jesus (Klebber Toledo) e Maria (Luíza Tomé) em uma das cenas mais dramáticas do espetáculo. Fotos: divulgação.

A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é uma atração imperdível para turistas durante a Semana Santa. Realizado a mais de meio século, o espetáculo é uma mega encenação teatral ao ar livre que conta momentos marcantes da vida de Jesus, começando pelo Sermão da Montanha e terminando com a sua crucificação e ascensão ao céu em uma cena final cheia de efeitos especiais que impressionam e emocionam a todos.

Este ano, a temporada da Paixão de Cristo acontecerá no período de 1º a 8 de abril. A peça é realizada em Nova Jerusalém, o maior teatro ao ar livre do mundo, localizado no município de Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife. A cidade-teatro é uma estrutura grandiosa construída em uma área de 100 mil metros quadrados, cercada por muralhas de pedra de quatro metros e 70 torres de sete metros. Dentro, nove palcos plateia reproduzem a Jerusalém do século I.

Aclamado por milhões de espectadores do Brasil e de vários países, o espetáculo conta com um elenco de mais de 50 atores, além de centenas de figurantes e técnicos, que trabalham para criar uma experiência emocionante e inesquecível para o público. Este ano, entre os artistas convidados estão Klebber Toledo, no papel de Jesus; Luiza Tomé, como será Maria; Eriberto Leão interpretando o governador romano Pilatos; Nelson Freitas vivendo o personagem Rei Herodes e a atriz e influenciadora digital Duda Reis como a rainha Herodíades.

A cada ano, o espetáculo se reinventa, trazendo novidades e muitos efeitos especiais para encantar os espectadores. Segundo pesquisas realizadas a cada temporada, cerca de 98% dos entrevistados consideram o espetáculo ótimo ou bom. Além disso, cerca de 50% do público retorna para assistir ao espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém pelo menos mais uma vez.

Nelson Freitas faz o personagem Rei Herodes e a atriz e influenciadora digital Duda Reis é a rainha Herodíades.

“Nós nos esmeramos na riqueza dos detalhes e no realismo das cenas de modo a proporcionar ao nosso público uma viagem no tempo, na qual as pessoas possam viver emoções como se estivessem presenciando os fatos que aconteceram há mais de dois mil anos”, afirma Robinson Pacheco, coordenador geral do espetáculo.

Como chegar a Nova Jerusalém

Quem deseja assistir ao espetáculo deve planejar com antecedência a ida a Nova Jerusalém. Para a maior parte do público, a forma mais cômoda de chegar a Brejo da Madre de Deus é por meio de ônibus de turismo e vans. Esses serviços de traslados têm preços variados e podem ser encontrados facilmente na internet.

Existem também iniciativas independentes de grupos de amigos, igrejas, clubes e associações que formam caravanas para assistir ao espetáculo. Muitas pessoas também preferem ir de automóvel. A estrada que liga a cidade-teatro à capital pernambucana, Recife, é duplicada na maior parte do trajeto, oferecendo conforto e segurança para os viajantes.

O governador romano Pôncio Pilatos é interpretado por Eriberto Leão.

Além disso, os turistas de qualquer parte do Brasil, que optarem por pacotes de hospedagem no Recife/PE, em Caruaru/PE ou na paradisíaca praia de Porto de Galinhas/PE, podem adquirir o passeio para assistir ao espetáculo oferecido pela Luck Viagens (81 3366-6222 / www.luckviagens.com.br), pelas lojas da CVC em todo Brasil e várias outras agências de viagens.

O pacote inclui transporte de ida e volta em ônibus especial para turismo, guia turístico e parada na famosa feira de Caruaru para conhecer o artesanato regional e saborear uma deliciosa comida regional. No Recife/PE, o ônibus sai do aeroporto e, em Porto de Galinhas/PE, o turista tem acesso ao transporte nos hotéis e pousadas.

As entradas para o espetáculo já estão à venda pelo site oficial https://www.novajerusalem.com.br/. Os valores são de R$90,00, meia-entrada, e R$180,00 inteira para as apresentações na segunda (3), terça (4) e quarta-feira (5). Nos demais dias, R$100,00 meia e R$ 200,00 inteira. As compras podem ser feitas em até 12 X nos cartões.

Encenação teve início nas ruas de uma pequena vila

O espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém teve sua origem nas encenações do Drama do Calvário, realizadas nas ruas da pequena vila de Fazenda Nova, que é distrito do município do Brejo da Madre de Deus, Pernambuco, no período de 1951 a 1962. A iniciativa foi do patriarca da família Mendonça, o comerciante e líder político local Epaminondas Mendonça.

Depois de ter lido em uma revista de variedades como os habitantes da cidade de Oberammergau, na Baviera alemã, encenavam a Paixão de Cristo, Mendonça teve a ideia de realizar um evento semelhante, durante a Semana Santa, a fim de atrair turistas e, assim, movimentar o comércio do lugar.

Os primeiros espetáculos da pequena vila contavam com a participação apenas de familiares e amigos dos Mendonça. Com o passar dos anos, as encenações começaram a atrair atores e técnicos de teatro do Recife/PE e a Paixão começou a ganhar fama e notoriedade em todo o Estado. A vila de Fazenda Nova, onde aconteceram essas primeiras encenações, fica a 1 km do local onde hoje se situa a cidade-teatro de Nova Jerusalém.

A ideia de construir um teatro que fosse uma réplica da cidade de Jerusalé, para que nela ocorressem as encenações da Paixão de Cristo, foi de Plínio Pacheco, jornalista gaúcho que chegou à vila Fazenda Nova em 1956. Mas o plano só veio a se concretizar em 1968, quando foi realizado o primeiro espetáculo na cidade-teatro de Nova Jerusalém. Desde então, já são 54 anos de apresentações ininterruptas dentro das muralhas, atraindo espectadores de todo o Brasil e do mundo.

Nova Jerusalém, maior teatro ao ar livre do mundo, é uma cidade-teatro com 100 mil metros quadrados, o que equivale a um terço da área murada da Jerusalém original, onde Jesus viveu seus últimos dias. Toda sua área é cercada por uma muralha de pedras de quatro metros de altura e com 70 torres de sete metros cada uma. No seu interior, nove palcos-plateias reproduzem cenários naturais, arruados, lagos, jardins e palácios, além do Templo de Jerusalém, constituindo um conjunto de obras monumentais concebidas por vários arquitetos e cenógrafos nordestinos e pelo seu fundador Plínio Pacheco.

(Fonte: Mauro Gomes Assessoria de Imprensa)