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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Brasil produz 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano e recicla apenas 20%

São Paulo, por Kleber Patricio

Na contramão do modelo fast fashion, a moda circular vem ganhando cada vez mais adeptos. Fotos: divulgação.

A indústria têxtil cresce a passos largos. A previsão para este ano é de que 6 bilhões de peças de roupas sejam vendidas no Brasil, segundo o Instituto IEMI – Inteligência de Mercado. Os números acompanham a velocidade da chamada fast fashion, em que as roupas são consumidas e descartadas com rapidez. Esse padrão de consumo, porém, tem um grande impacto ao meio ambiente. O Brasil produz por ano 170 mil toneladas de resíduos têxteis e apenas 20% desse material é reciclado, segundo o Sebrae. O restante, 136 mil toneladas de roupas, acaba em lixões e aterros sanitários.

No maior polo têxtil do Brasil, o Brás, em São Paulo, 16 caminhões de lixo têxtil são descartados diariamente, principalmente com sobras de produção. Ainda segundo uma pesquisa do Sebrae, no mundo, o número chega a 50 milhões de toneladas de roupas que são jogadas fora a cada ano, parte delas levadas para países da África, como Gana, e da América do Sul, como o Chile. A maioria não é biodegradável.

Pesquisas indicam que tecidos sintéticos levam de 100 a 300 anos para se decompor e o poliéster leva até 400 anos. As roupas de algodão demoram entre 10 e 20 anos para se decompor. Todo esse material pode ter um destino mais nobre que os aterros e os lixões. O relatório “A New Textiles Economy: Redesigning fashion’s future” da Fundação MacArthur estima que mais de US$500 bilhões são perdidos ao ano por falta de reciclagem do vestuário. De acordo com o estudo, o setor têxtil produz 1,2 bilhão de toneladas anuais de gases do efeito estufa – mais do que todos os voos internacionais e de transporte marítimo juntos. Ainda segundo o documento, quando lavadas, algumas peças de roupa libertam microfibras de plástico que somam meio milhão de toneladas todos os anos lançadas em cursos de água.

Na contramão do modelo fast fashion, a moda circular vem ganhando cada vez mais adeptos mundo afora, nas fábricas, passarelas, nas vitrines das lojas e no comportamento dos consumidores. A proposta, que já vem sendo adotada por designers, estilistas e algumas redes varejistas, é valorizar produtos com um ciclo de vida mais duradouro e sustentável, e reduzir os impactos negativos à sociedade e ambiente.

Professor Edson Grandisoli, coordenador do Movimento Circular.

“A democratização da moda e a criação do modelo fast fashion, na década de 1990, mudaram o comportamento das pessoas, que passaram a consumir roupas com maior velocidade. Hoje vivemos uma nova realidade, de rever hábitos e repensar o consumo para que possamos conter as mudanças do clima e dar mais fôlego ao nosso planeta. A economia circular é um dos principais caminhos para atingirmos esses objetivos”, afirma Edson Grandisoli, coordenador pedagógico do Movimento Circular, mestre em Ecologia, doutor em Educação e Sustentabilidade pela Universidade de São Paulo (USP) e Pós-Doutor pelo Programa Cidades Globais (IEA-USP) do Movimento Circular.

Na economia circular o lixo não existe. Os resíduos se transformam em matéria-prima para as empresas praticarem o upcycling, processo que reaproveita os materiais sem perda de valor ou qualidade. “A circularidade se inspira na natureza e seus ciclos. Nela, nada se perde, tudo se transforma”, explica Edson.

A economia circular é uma alternativa à economia linear, baseada em extrair, produzir, usar e descartar, modelo que já se mostrou insustentável. Na circularidade, os materiais são mais duráveis e reaproveitados, até que nada vire lixo. “Para que esse modelo se torne realidade, todos nós temos um papel a desempenhar. É um círculo colaborativo, que alimenta a si mesmo, e ajuda a regenerar o planeta e nossas relações”, comenta o professor Edson. Várias empresas já abraçaram o desafio de tornar a indústria da moda mais saudável para o meio ambiente.

Roupa Descolada, parceiro do Movimento Circular

Projeto de um adolescente que cresceu rapidamente e perdeu muitas roupas, a ONG Roupa Descolada nasceu em São José dos Campos. Com o apoio da mãe, Alinye Amorim, e engajamento da comunidade, a iniciativa de Pedro já conta com três unidades. “Em um ano, Pedro cresceu 20 centímetros e perdeu todas as roupas e calçados. Ele imaginou como seria se pudesse trocar essas peças com outras pessoas”, conta Alinye.

Com ajuda dos professores e da Pastoral da Educação da cidade, a primeira sede da Roupa Descolada ganhou espaço na Escola Franciscana em agosto de 2020. A proposta conquistou adeptos, cresceu e, no final do ano passado, outras duas unidades foram abertas, na escola de Pedro e na paróquia da cidade. Nas escolas, o projeto conta ainda com palestras para os alunos repensarem hábitos de consumo e o respeito ao meio ambiente.

As peças encalhadas são customizadas. “A camiseta não precisa virar lixo. Ela pode virar matéria-prima para uma ecobag, que vai durar mais um tempão, e depois ainda pode virar um pano de chão”, explica Alinye. A Roupa Descolada contabiliza 4 mil peças trocadas, entre roupas e calçados, envolvendo mais de 700 pessoas, o que equivale a 14 mil quilos de gases do efeito estufa que deixaram de ser lançados ao meio ambiente e economia de 20 milhões de litros de água. A ONG busca apoiadores para levar o projeto para mais escolas.

Sobre o Movimento Circular

Criado em 2020, o Movimento Circular é um ecossistema colaborativo que se empenha em incentivar a transição da economia linear para a circular. A ideia de que todo recurso pode ser reaproveitado e transformado é o mote da Economia Circular, conceito-base do movimento. O Movimento Circular é uma iniciativa aberta que promove espaços colaborativos com o objetivo de informar as pessoas e instituições de que um futuro sem lixo é possível a partir da educação e cultura, da adoção de novos comportamentos, da inclusão e do desenvolvimento de novos processos, produtos e atitudes.

Site: https://movimentocircular.io/

Instagram: @_movimentocircular

Saiba mais: Circular Academy.

(Fonte: Betini Comunicação)

Consumo consciente no universo infantil

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

No universo infantil, é muito comum as crianças acumularem uma grande quantidade de brinquedos, muitos dos quais acabam sendo esquecidos ou deixados de lado após algum tempo de uso. Esse consumo excessivo e desenfreado de brinquedos acaba gerando um grande impacto ambiental e financeiro. Por isso, é importante conscientizar as crianças sobre a importância do consumo consciente e dar um novo destino aos brinquedos com os quais já não brincam mais.

Para os pais que desejam ensinar aos filhos sobre o consumo consciente, existem algumas dicas que podem ser úteis. A primeira delas é mostrar às crianças que nem sempre é necessário ter muitos brinquedos para se divertir. Assim, juntos podem inventar brincadeiras que gerem interação com toda a família e estimulem a criatividade. É possível também se divertir com poucos brinquedos ou até mesmo com brinquedos improvisados, como objetos do dia a dia que podem ser customizados e transformados em brinquedos temporários até que recuperem seu uso original.

Outra dica importante é incentivar a doação dos brinquedos que vão ficando desinteressante conforme a criança cresce e se desenvolve. É preciso ensinar às crianças que muitos brinquedos ainda podem ser úteis e divertidos para outras crianças. Assim, elas aprendem a dar um novo destino aos brinquedos com os quais não brincam mais, evitando o acúmulo desnecessário e promovendo a solidariedade.

Uma ótima opção para dar um novo destino aos brinquedos usados é vendê-los na internet. Existe um site incrível que vale a pena ser acesso por todos os pais junto com seus filhos. O Brinquedo Livre é o primeiro e único marketplace exclusivo para brinquedos do Brasil. Lá, é possível anunciar os brinquedos usados e seminovos permitindo que outras crianças possam desfrutar deles.

O Brinquedo Livre é uma excelente opção para os pais que desejam ensinar aos filhos sobre o consumo consciente, incentivando a venda de brinquedos usados. Assim, de forma sustentável, podem ensinar também sobre economia, usando o dinheiro das vendas para ajudar na educação financeira das crianças, que poderão utilizá-lo como crédito para compra de outros brinquedos no site, ou os pais podem realizar o saque dos valores e ensinar as crianças sobre opções de investimento que já podem começar a fazer.

Além disso, os pais também podem encontrar ótimas opções de brinquedos para comprar, contribuindo para a economia circular e para um futuro mais sustentável. Afinal, no Brinquedo Livre é possível encontrar brinquedos para os pais também. O site conta com diversas categorias de produtos, como eletrônicos, tecnológicos, gamers, colecionáveis e muito mais. É para todas as idades.

Em resumo, é importante conscientizar as crianças sobre a importância do consumo consciente e dar um novo destino aos brinquedos com os quais já não brincam mais. Seja por meio da doação, da troca (também disponível no Brinquedo Livre) ou mesmo da venda de brinquedos usados. Ensinando os valores de sustentabilidade e solidariedade desde cedo, as crianças podem contribuir para um futuro melhor e mais consciente.

(Fonte: Sofonias Comunicação)

Campinas recebe oficinas gratuitas de dança para crianças entre 10 e 15 anos

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: José Neto.

Consciência corporal, fortalecimento da musculatura, flexibilidade, postura, estímulo à coordenação motora e ao convívio social. Esses são alguns dos benefícios que a dança proporciona às pessoas e que são evidenciados em crianças e adolescentes. E é justamente esse o objetivo do projeto “Oficinas Livres de Dança” que chega a três cidades do estado de São Paulo. Durante seis meses, o projeto contemplará crianças entre 10 e 15 anos de idade em aulas semanais gratuitas, de três horas de duração. As oficinas de dança serão realizadas a partir do mês de abril em instituições sociais das cidades de Diadema, Campinas e São Paulo. Em Campinas, as oficinas contemplarão 40 crianças atendidas pela AMIC – Amigos da Criança, que desde 1990 atende crianças carentes em duas regiões de Campinas. As oficinas estão previstas para começar no dia 11 de abril.

Lígia Loschi, idealizadora do projeto, explica que as oficinas buscam despertar nas crianças o interesse pela dança enquanto manifestação artística, inserindo os jovens de comunidades menos favorecidas no movimento cultural. “Tem sido muito gratificante para mim poder levar arte e cultura através de um movimento humanizador e transformador. Agregar arte e educação é o que mais gosto de fazer. Para mim, a arte aproxima e acolhe”, reforça Lígia.

As oficinas serão divididas em quatro módulos, entre teoria e prática, que passam pelos fundamentos da dança clássica, dança contemporânea e estilo livre, anatomia e fisiologia do movimento relacionado à dança, até produção em dança e montagem do espetáculo. Pelo menos 40 crianças serão beneficiadas com as atividades em Campinas. As crianças terão apostilas e poderão não apenas consultar o conteúdo, mas eternizar todo o aprendizado. Ao final das oficinas, haverá um evento especial com a apresentação dos alunos.

O projeto “Oficinas Livres de Dança” é realizado por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC), produzido pela MR2 Cultural, com patrocínio da Mastersense, apoio da AFAF Consultoria e AMIC – Amigos da Criança e idealizado por Ligia Loschi.

Serviço:

Campinas recebe oficinas gratuitas de dança para crianças entre 10 e 15 anos

Turma 1

Data: de 11/4 a 3/10, às terças-feiras

Horário: das 9 às 12 horas

Local: Campinas – AMIC – Village

Av. Francisco Cândido Xavier, 9 – Village Barão Geraldo

Turma 2

Data: de 11/4 a 3/10, às terças-feiras

Horário: das 13 às 15 horas

Local: Campinas – AMIC – Village Monte Cristo

Rua Rosa Agritelli Cipriano, 1 – Jd. Monte Cristo – Campinas (SP).

(Fonte: Fábrica de Histórias)

Coletivo Comum estreia espetáculo “Universo” no SESC Belenzinho a partir de abril

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Lienio Medeiros.

Com o objetivo de investigar formas de indagação da realidade e as possibilidades de emancipação social, e assim estimular uma reflexão a respeito do nosso futuro como civilização, o Coletivo Comum estreia o espetáculo ‘Universo’ no dia 14 de abril. A peça aborda questões científicas e sociais contemporâneas, como a emergência climática, o especismo e as fake news, e segue em temporada até 7 de maio na Sala Espetáculos I do SESC Belenzinho, com sessões às sextas e sábados às 21h30 e, aos domingos e feriados, às 18h30.

Há quase três décadas, o Coletivo Comum pesquisa estratégias cênicas e dramatúrgicas documentais e não psicológicas; neste trabalho, partiu de textos considerados não teatrais, especialmente uma conferência proferida em 1994 pelo físico, astrônomo e astrofísico Carl Sagan (1934–1996). No processo criativo, o coletivo estabeleceu relações entre os temas tratados por esse material com obras como “A vida de Galileu”, peça escrita e reescrita por Bertolt Brecht entre os anos 1930 e 1950, e “Os irredutíveis”, do filósofo e ativista político Daniel Bensaïd, publicada em 2008.

“Galileu, embora atravessado por contradições – vários dos seus biógrafos e o próprio Brecht salientaram suas ambiguidades e fraquezas muito humanas – é um representante da luta contra a intolerância e a perseguição ao conhecimento livre. Ele, assim como Carl Sagan, três séculos e meio depois, são melhor compreendidos a partir do embate com a igreja e com outras tentativas de domesticação do pensamento. Já Bensaïd, filósofo e militante internacionalista, profundo conhecedor do Brasil, onde esteve por diversas vezes, é uma referência do movimento socialista desde sua participação nos eventos de maio de 1968, na França”, comenta o diretor Fernando Kinas.

Coube a Kinas olhar para todas essas contribuições e desenvolver o roteiro de Universo. A ideia nunca foi fazer uma biografia de figuras historicamente relevantes, mas apresentar processos sociais decantados em experiências concretas. O espetáculo se tornou um tratado cênico que utiliza e também reflete sobre o método científico, os obscurantismos e o projeto universalista. Para isso, justapõe, com bastante ironia, um Demiurgo irritado (com direito à túnica branca, barba branca e sandálias) e uma cientista-artista-filósofa.

Para o Coletivo Comum, é urgente mostrar as conexões entre a ciência e a vida cotidiana, procurando evitar a confusão entre opinião (doxa) e conhecimento (episteme), bem como a disseminação de informações do que Sagan chama de “pensamentos imperfeitos”. Em tempos de negacionismo sobre o Holocausto, a escravidão, o aquecimento global e a eficácia das vacinas e de circulação massiva de teorias conspiratórias, isso é ainda mais importante.

“Usando um belo exemplo sobre os Kung do deserto do Kalahari, mostramos como, em praticamente cada momento da vida das pessoas, a ciência está presente. A observação dos astros, por exemplo, é algo que existe desde as primeiras civilizações. É um exemplo de deslumbramento com o desconhecido, mas também de estudo sobre as estações do ano, com implicações diretas sobre a sobrevivência”, explica a atriz Fernanda Azevedo.

Sobre a encenação

Em cena, Fernanda Azevedo e Beatriz Calló – que também assina a pesquisa dramatúrgica e a assistência de direção – expõem e contrapõem argumentos sobre a necessidade do debate baseado em fatos e valores para a construção de conhecimentos mais sólidos sobre a realidade.

Para reforçar o caráter documental do trabalho, o público entra em contato com projeções de documentos históricos e imagens ficcionais, além de fotografias recentes produzidas por satélites e sondas espaciais. Artistas audiovisuais como Luiz Cruz (na primeira etapa de pesquisas) e Gabriela Miranda estão na origem destas propostas.

Outra grande referência para a composição imagética da peça é o cineasta Harun Farocki (1944-2014). Ao retratar o mundo do trabalho e suas consequências na organização da sociedade, o diretor questiona em que medida as máquinas são responsáveis pelo controle dos corpos e o cerceamento da imaginação.

Por todos esses elementos, o cenário de Universo apresenta um ambiente curiosamente neutro. Pode ser a superfície de Marte, mas também o ateliê de um mundo ainda em construção. Julio Dojcsar, cenógrafo e artista urbano, usou como referência o filme “Stalker” (1979), mas subverteu o mundo onírico de Andrei Tarkovski.

Já a iluminação assinada por Clébio Ferreira mescla o tom farsesco, com o de um show de variedades, com a sobriedade de um laboratório de ciências. O figurino é concebido por Madalena Machado, que tem vasta experiência com vestimentas para a dança contemporânea.

Por que levar Carl Sagan para o teatro?

Dedicado a divulgar a ciência para um público não especializado, ultrapassando os muros das universidades Harvard e Cornell, onde trabalhava, Carl Sagan contribuiu – e muito – para a popularização do conhecimento. Ao longo da carreira, investigou temas relevantes, como o efeito estufa e a existência de vida extraterrestre.

Nesse sentido, um de seus mais notáveis trabalhos foi a série de TV “Cosmos: Uma Viagem Pessoal”, veiculada em 1980 em vista em 60 países. O astrofísico usava poesia e humor para expressar suas ideias, estimulando reflexões sobre nossa responsabilidade para com o planeta Terra e nossa insignificância diante do Universo. Sua clareza e despojamento fizeram o programa ser assistido por um bilhão de pessoas.

“Muito antes do período de emergência climática em que vivemos, questões envolvendo aquecimento climático, escalada nuclear, perda da biodiversidade e poluição química, já faziam parte das preocupações de Sagan”, conta Fernando Kinas. Para Sagan, a combinação entre poder econômico e ignorância científica representava um dos maiores riscos para a sobrevivência do planeta – tópico ainda mais relevante em um momento de disseminação de informações falsas e oligopólio das mídias tradicionais. Por isso, o cientista empreendia uma intensa luta contra os “pensamentos descuidados”, os charlatanismos e os autoenganos.

“No nosso dia a dia, somos esmagados pela precariedade do trabalho, pela ignorância, pela violência e por uma série de outras questões que nos impedem de pensar sobre nós mesmos. Por isso, convidamos os espectadores a usar o espaço do teatro como um local de aprendizado. Não queremos apresentar para eles uma verdade absoluta, mas oferecer um momento ao público para que ele possa pensar sobre coisas que ainda não foram bem pensadas e que, embora influenciem suas vidas, talvez não estejam no centro das suas preocupações”, afirma Fernanda.

Sinopse | Inspirado nas obras de Carl Sagan, Bertolt Brecht e Daniel Bensaïd e com uma ampla pesquisa de imagens, Universo aborda temas como o método científico, os obscurantismos e o projeto universalista. O resultado é uma experiência teatral que investiga nossa maneira de indagar o mundo e de pensarmos sobre nós mesmos e nosso futuro como sociedade. Neste trabalho, proposto pelo Coletivo Comum, estão em cena Beatriz Calló e Fernanda Azevedo (Prêmio Shell de 2013), com direção de Fernando Kinas.

Ficha Técnica

Roteiro e direção: Fernando Kinas

Texto livremente inspirado na obra de Carl Sagan, Bertolt Brecht e Daniel Bensaïd

Assistência de direção e pesquisa dramatúrgica: Beatriz Calló

Elenco: Beatriz Calló e Fernanda Azevedo

Produção: Patricia Borin

Iluminação: Clébio Ferreira (Dedê)

Pesquisa de imagens e vídeo (primeira fase): Luiz Cruz

Vídeo final: Fernando Kinas e Gabriela Miranda

Cenário: Julio Dojcsar

Figurino: Madalena Machado

Programação visual: Camila Lisboa (Casa 36)

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação | Márcia Marques

Realização: Coletivo Comum.

Serviço:

Universo

14 de abril a 7 de maio de 2023, às sextas e sábados, às 21h30, e, aos domingos e feriados, às 18h30

Local: SESC Belenzinho – Sala Espetáculos I – Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo – SP

Ingressos: R$30,00 (inteira), R$15,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$10,00 (trabalhador do comércio de bens, serviço e turismo credenciado no Sesc e dependentes)

Duração: 90 minutos | Classificação: 14 anos.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Companhia Delas lança websérie “Pergunte à Cientista!”

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: divulgação.

E se quando você era criança tivesse a oportunidade de perguntar o que quisesse à uma cientista? Dividida em cinco episódios, a websérie “Pergunte à Cientista!” conta histórias sobre paleontologia, astrobiologia, física espacial, matemática e zoologia pelos olhos curiosos e desbravadores das crianças. O primeiro episódio já está disponível no Youtube e os próximos ficarão disponíveis todas as segundas feiras de abril. A fim de levar informação, entretenimento e arte para o público, a Companhia Delas vem desenvolvendo uma pesquisa que une teatro, ciência e histórias de vida. Essa pesquisa deu origem à trilogia “Mulheres e Ciência”, que já resultou na produção e estreia de dois espetáculos (“Mary e os Monstros Marinhos” e “Maria e os Insetos”) e, a partir de 2020, a Companhia produziu quatro webséries: “Maria e os Insetos” (2020), “Mary e os Monstros Marinhos”, “Olho Mágico” (2020 e 2021) e agora “Pergunte à Cientista!”.

“A pesquisa do grupo acerca de mulheres e ciência, que até agora rendeu belos e deliciosos frutos, parte de lindas histórias de vida e aposta na curiosidade que toda criança tem de buscar entender o mundo. Essa é a maneira que a Companhia Delas encontrou para levar informação, entretenimento e arte para todos”, compartilha Thaís Medeiros, diretora do projeto.

A terceira websérie da trilogia tem como foco a valorização de histórias de mulheres e da ciência, bem como a aproximação de temas científicos ao universo da criança que é, por natureza, curiosa. Os episódios retratam histórias de mulheres corajosas e inteligentes de modo a quebrar as barreiras de gênero e construir novos modelos para a infância mostrando que mulheres podem ocupar cargos importantes na ciência ou em qualquer área que desejarem contribuir.

O projeto sem fins lucrativos, que contou com o apoio de empresas como ASW, Saraband e Isay Weinfeld Arquitetura e Urbanismo Ltda via ProMAC (lei de incentivo), busca atingir crianças do centro e periferia com o intuito de descentralizar e levar informação para todos. Foi desse desejo que partiu a ideia de criar a websérie no Youtube, no Canal da Companhia. Além disso, os vídeos incluem tradução em libras. “Acreditamos especialmente ser de extrema importância para a sociedade brasileira a valorização da cultura e da ciência junto ao público infanto-juvenil”, compartilha Thaís.

Companhia Delas é um grupo de pesquisa e produção teatral formado por cinco atrizes. Desde 2001, ano de fundação do grupo, foram criados doze espetáculos, que já ganharam vários prêmios da APCA, reconhecida como a mais tradicional premiação brasileira na área de cultura. Somadas, as peças já foram assistidas por mais de 100 mil pessoas.

Créditos

Episódio ‘Paleontologia’

Direção Geral: Thaís Medeiros

Roteiro e pesquisa: Julia Ianina

Assistente de direção: Paula Weinfeld

Edição: Pedro Jorge

Efeitos Visuais: Filipe Franco

Produtora de áudio: Morel

Trilha sonora original, sound design, edição de som e mixagem: Arthur Decloedt e Charles Tixier

Atriz: Fernanda Castello Branco (Aline)

Cientista: Aline Ghilardi

Crianças Abertura: Ana Tone Silveira Correa, Elis Feldman Harari Kouyate, Antônio Cardoso Robbe, Francisco Bianchini Cassoli Charro

Cientistas do Futuro: Valentina Nazarian e Bernardo Cardoso Robbe

Tradução em libras: Natália Frazão, Trace On

Intérprete de Libras: Paloma Bueno

Assessoria em Mídias Sociais: Oh! Serviços Criativos

Agência de comunicação: Brain

Gerenciamento e inteligência de YouTube: Juliana Piva

Produção Executiva: Cecília Magalhães

Assistente de Produção: Fernanda Castello Branco

Administração: Segunda Casa Produções Artísticas e Culturais

Idealização: Companhia Delas

*Agradecimentos às mães e pais das pequenas e pequenos cientistas.

Episódio ‘Física Espacial’

Direção Geral: Thaís Medeiros

Roteiro e pesquisa: Julia Ianina

Assistente de direção: Paula Weinfeld

Edição: Pedro Jorge

Efeitos Visuais: Filipe Franco

Produtora de áudio: Morel

Trilha sonora original, sound design, edição de som e mixagem: Arthur Decloedt e Charles Tixier

Atriz: Fernanda Castello Branco (Aline)

Cientista: Alessandra Pacini

Crianças Abertura: Liz Queiroz Araujo, Gregório Modesto de Oliveira, Beatriz Nemes Bastos e Heitor Luiz Pereira

Cientistas do Futuro: Lina Aun Wong e Julia Reingruber

Tradução em libras: Natália Frazão, Trace On

Intérprete de Libras: Paloma Bueno

Assessoria em Mídias Sociais: Oh! Serviços Criativos

Agência de comunicação: Brain

Gerenciamento e inteligência de YouTube: Juliana Piva

Produção Executiva: Cecília Magalhães

Assistente de Produção: Fernanda Castello Branco

Administração: Segunda Casa Produções Artísticas e Culturais

Idealização: Companhia Delas

*Agradecimentos às mães e pais das pequenas e pequenos cientistas.

Episódio ‘Astrobiologia’

Direção Geral: Thaís Medeiros

Roteiro e pesquisa: Julia Ianina

Assistente de direção: Paula Weinfeld

Edição: Pedro Jorge

Efeitos Visuais: Filipe Franco

Produtora de áudio: Morel

Trilha sonora original, sound design, edição de som e mixagem: Arthur Decloedt e Charles Tixier

Atriz: Fernanda Castello Branco (Aline)

Cientista: Carola Carvalho

Crianças Abertura: Gregório Modesto de Oliveira, Giorgio Murbach Arbigaus Zardo, Alice Carvalho Fetter e Bento Carvalho Fetter

Cientistas do Futuro: Bernardo Lara Kaczuroski, Maia Miranda de Almeida e Laura Bussmann Albuquerque

Tradução em libras: Natália Frazão, Trace On

Intérprete de Libras: Paloma Bueno

Assessoria em Mídias Sociais: Oh! Serviços Criativos

Agência de comunicação: Brain

Gerenciamento e inteligência de YouTube: Juliana Piva

Produção Executiva: Cecília Magalhães

Assistente de Produção: Fernanda Castello Branco

Administração: Segunda Casa Produções Artísticas e Culturais

Idealização: Companhia Delas

*Agradecimentos às mães e pais das pequenas e pequenos cientistas.

Episódio ‘Zoologia’

Direção Geral: Thaís Medeiros

Roteiro e pesquisa: Julia Ianina

Assistente de direção: Paula Weinfeld

Edição: Pedro Jorge

Efeitos Visuais: Filipe Franco

Produtora de áudio: Morel

Trilha sonora original, sound design, edição de som e mixagem: Arthur Decloedt e Charles Tixier

Atriz: Fernanda Castello Branco (Aline)

Cientista: Daniella França

Crianças Abertura: Lia Castelo Branco Trigo, Anna Castelo Branco Trigo, Danilo Ojea Bosco Campos, Bernardo Cardoso Robbe e Maia Miranda de Almeida

Cientistas do Futuro: Liv Beltrame Linné, Gael Lima Rodrigues e Luiza Yumi Tanaka Labecca

Tradução em libras: Natália Frazão, Trace On

Intérprete de Libras: Paloma Bueno

Assessoria em Mídias Sociais: Oh! Serviços Criativos

Agência de comunicação: Brain

Gerenciamento e inteligência de YouTube: Juliana Piva

Produção Executiva: Cecília Magalhães

Assistente de Produção: Fernanda Castello Branco

Administração: Segunda Casa Produções Artísticas e Culturais

Idealização: Companhia Delas

*Agradecimentos às mães e pais das pequenas e pequenos cientistas.

Episódio ‘Matemática’

Direção Geral: Thaís Medeiros

Roteiro e pesquisa: Julia Ianina

Assistente de direção: Paula Weinfeld

Edição: Pedro Jorge

Efeitos Visuais: Filipe Franco

Produtora de áudio: Morel

Trilha sonora original, sound design, edição de som e mixagem: Arthur Decloedt e Charles Tixier

Atriz: Fernanda Castello Branco (Aline)

Cientista: Julia Jaccoud

Crianças Abertura: Luiza Yumi Tanaka Labecca, Alice Carvalho Fetter, Martim de Sá e Danilo Ojea Bosco Campos

Cientistas do Futuro: Luiza opúsculo meller ordonez, Melina Queiroz Araujo, Guilherme Henrique Pacheco Ferreira e Raul Martins Kirschner

Tradução em libras: Natália Frazão, Trace On

Intérprete de Libras: Paloma Bueno

Assessoria em Mídias Sociais: Oh! Serviços Criativos

Agência de comunicação: Brain

Gerenciamento e inteligência de YouTube: Juliana Piva

Produção Executiva: Cecília Magalhães

Assistente de Produção: Fernanda Castello Branco

Administração: Segunda Casa Produções Artísticas e Culturais

Idealização: Companhia Delas.

(Fonte: Brain A/G)