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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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“Agropeça” coloca o agronegócio nas terras de Dona Benta

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Ligia Jardim.

A influência do agronegócio na sociedade brasileira atual e o aumento acelerado do conservadorismo que cerca este posicionamento político são alguns dos temas de “Agropeça”, nova montagem do Teatro da Vertigem. A temporada acontece no Galpão do SESC Pompeia, de 4 de maio a 11 de junho de 2023, de quarta a sábado às 20h e, domingo, às 17h – os ingressos ficam disponíveis para venda em www.sescsp.org.br, e nas bilheterias das unidades do SESC SP. Dirigida e concebida por Antonio Araújo, com texto final de Marcelino Freire, co-direção de Eliana Monteiro e luz de Guilherme Bonfanti, o novo trabalho do Teatro da Vertigem investiga a tendência conservadora e reacionária atual e a relação do agro como forma de linguagem.

Para abordar esse tema, o grupo se faz valer de personagens bem conhecidos da literatura brasileira: Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Marquês de Rabicó. Criação de Monteiro Lobato, o “Sítio do Picapau Amarelo” torna-se cenário (e personagem) do novo espetáculo do Vertigem, em uma versão bastante livre.

No elenco estão André D’ Lucca (Saco e Rainha de Sinop), Andreas Mendes (Dona Benta, Marquês de Rabicó e palhaço de rodeio), Lucienne Guedes (Narizinho e Santa | cantora gospel), Mawusi Tulan (tia Nastácia), James Turpin (Visconde de Sabugosa, Boi), Paulo Arcuri (Coronel Teodorico), Tenca Silva (Emília), e Vinicius Meloni (Pedrinho).

“Agropeça” comemora os 30 anos de existência do Teatro da Vertigem, grupo conhecido e premiado por montagens que investigam São Paulo utilizando espaços importantes da cidade para compor suas produções, criando novas formas de se relacionar com a arquitetura dos ambientes e provocando o movimento pelo espaço. Exemplos não faltam. “O Paraíso Perdido”, de 1992, que trata de questões metafísicas vividas pelo homem contemporâneo, foi encenado na Igreja Santa Ifigênia; “O Livro de Jó”, cujo personagem título foi vivido por Matheus Nachtergaele, teve como espaço o Hospital Humberto Primo, de 1995; “Apocalipse 1,11” (2000) usou o antigo Presídio do Hipódromo e “BR3” (2006) fez o público navegar pelo Rio Tietê.

Palco de disputa

Diferente de outras peças do grupo, dessa vez não haverá a ocupação de um lugar já existente, mas a transformação do Galpão do SESC Pompeia em uma arena. Para compor este imaginário rural brasileiro, a estrutura cênica onde é encenado o espetáculo toma todo o espaço, transformando-o em uma arena de rodeio. Porém, a experiência imersiva – uma das características do Teatro da Vertigem – se mantém, transportando os espectadores não só a uma arena de rodeios, como também ao próprio Sítio do Picapau Amarelo. A cenografia é de Eliana Monteiro e William Zarella Junior e a iluminação, de Guilherme Bonfanti. Os figurinos são de Awa Guimarães e a direção musical é de Dan Maia.

Ao abordar o universo do agro, o Teatro da Vertigem investiga o jeito de pensar e agir do neo-conservadorismo brasileiro. O universo agro será representado pelo mundo dos rodeios, com cenas que representam e exemplificam a fricção entre o pensamento retrógrado promovido pela ultradireita e o diálogo cheio de embates com as ideias progressistas e as novas formas de agir que fazem a sociedade avançar.

A peça faz o cruzamento desse mundo com o Sítio do Picapau Amarelo. Os personagens ganham novos contornos e novas funções sociais e o próprio Sítio se torna um elemento narrativo.

Em “Agropeça”, é criada uma amálgama entre o mundo do agro, os personagens do Sítio do Picapau Amarelo e episódios recentes da realidade política brasileira transformada em linguagem poética. Dividido em três blocos, cada uma das partes será narrada por um personagem do universo do Sítio – Pedrinho, Tia Nastácia e Emília. A partir disso, são criadas cenas que envolvem esses personagens (e os demais personagens do Sítio), o que de certa forma relê a série de literatura criada por Monteiro Lobato entre 1920 e 1947.

A dramaturgia foi escrita depois de um longo período de pesquisas e oficinas e em processo colaborativo entre direção, elenco e o escritor.

À procura do interior

O novo trabalho do Teatro da Vertigem busca investigar a tendência conservadora e reacionária que está cada vez mais se ampliando pelo Brasil. Para compor este imaginário rural brasileiro, a estrutura cênica escolhida para a realização da peça consiste em uma arena de rodeio, uma competição esportiva de montaria em touros.

O evento foi objeto de pesquisa durante o processo criativo, tanto para a realização do roteiro quanto para as referências de modalidade de montaria. Em 2022, o início desse estudo que se transformaria na Agropeça foi aberto ao público durante a 6ª edição do Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas do SESC São Paulo. Os estudos do universo rural perpassaram também pela clássica personagem da cultura brasileira, Jeca Tatu, entrevistas com profissionais do rodeio – como o peão Cleber Henrique, um dos ganhadores da última edição de Barretos, e a primeira locutora mulher de rodeios do Brasil, Mara Magalhães. O espetáculo propõe a pensar um Brasil contemporâneo que se vê como manutenção da exploração histórica, construindo um país atualizado de passado.

Na peça, as personagens espelham a complexidade da estrutura social brasileira que ainda necessita revisitar sua memória. Elas expressam discursos distintos, que se colocam em disputa, construindo e desconstruindo um projeto político reacionário. O embate que se apresenta na arena é atravessado por narrativas que friccionam o pensamento retrógrado presente em parte da sociedade brasileira diante da diversidade de gênero, raça e discursos políticos.

Sinopse | No meio de uma arena, que ora é rodeio, ora é o centro de um sítio, os personagens, à mesa de jantar ou prestes a domar um touro brabo, enfrentam-se na tentativa de desvendar um país que “rumina” e ao mesmo tempo “agoniza” em busca do próprio destino. Não sabemos se o que estamos assistindo é a representação de um país cruel e conservador, ou se tudo faz parte de uma antiga fábula infantil que, de alguma forma, moldou o imaginário brasileiro.

Serviço:

Agropeça

Teatro da Vertigem

Data: 4/5/2023 a 11/6/2023 – de quarta-feira a sábado às 20h, domingo e feriado, às 17h

Local: SESC Pompéia – Rua Clélia, 93 – Lapa – São Paulo – SP | Galpão

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$15 (Credencial Plena)

Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 120 minutos

Ficha técnica:

AGROPEÇA

Uma criação do Teatro da Vertigem

Texto: Marcelino Freire

Concepção e Direção Geral: Antonio Araújo

Codireção: Eliana Monteiro

Desenho de luz: Guilherme Bonfanti

Performers:

André D’ Lucca, Andreas Mendes, James Turpin, Lucienne Guedes, Mawusi Tulani, Paulo Arcuri, Tenca Silva e Vinicius Meloni

Artistas Colaboradores: Nicolas Gonzalez (1ª e 2ª Fase) | Lee Taylor (1ª Fase)

Dramaturgismo: Bruna Menezes

Assistente de Dramaturgismo: João Crepschi

Conceito do Espaço: Antonio Araújo

Cenografia: Eliana Monteiro e William Zarella Junior

Sound Designer Associados: Randal Juliano, Guilherme Ramos e Kleber Marques

Figurino: Awa Guimarães

Visagismo: Tiça Camargo

Direção Musical e Trilha Original: Dan Maia

Direção vocal: Lucia Gayotto

Videografismo: Vic von Poser

Preparação Corporal: Castilho, Ricardo Januário

Preparação Corporal (1ª Fase): Fabrício Licursi

Direção de movimento: Castilho

Assistente de Direção: Gabriel Jenó

Assistentes de Iluminação: Giorgia Tolaini

Músicos: Lisi Andrade e Ricardo Saldaña

Operação de luz: Giorgia Tolaini

Operador de Áudio: Fernando Sampaio

Operadoras de Projeção: Júlia Ro e Vic von Poser

Operadores de Câmera: André Voulgaris e Matheus Brant

Operadores de seguidor: Igor Beltrão e Lays Ventura

Contrarregras: Clay Dalim, Flores Ayra, Gabriel Jenó e Jacob Alves

Cenotécnico: Zé Valdir Albuquerque

Montagem, Pintura e Tratamento de Cenografia: Elástica SP Cenografia

Costureiras: Francisca Rodrigues e Cleonice Barros Correa

Sonoplastia dos Ensaios: Dener Moreira

Aulas de Laço: Gui Sampaio

Crânios de Boi: Vinicius Fragata

Máscara Rabicó: Pietro Schlager

Tradutor Yorubá: Mariana de Òsùmàrè

Assistente de arquitetura: Maria Piedade

Acompanhamento no projeto de luz: Chico Turbiani

Estagiária de Direção: Julie Douet Zingano

Estagiário de Iluminação: Felipe Mendes e Caio Maciel

Fotos: Lígia Jardim

Documentarista: Padu Palmerio

Designer: Guilherme Luigi

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Produção: Corpo Rastreado – Leo Devitto e Gabi Gonçalves

Sobre o Teatro da Vertigem

O grupo Teatro da Vertigem, criado em 1992 na cidade de São Paulo, desenvolve um trabalho artístico com base em elementos característicos, que vão desde a utilização de espaços não convencionais da cidade, passando pela criação de espetáculos a partir do depoimento pessoal dos seus integrantes e de processo colaborativo entre atores, dramaturgo, encenador e demais criadores, até a pesquisa sobre os processos de interferência na percepção do espectador.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

“Ainda sobre a cama” estreia com direção de Luiz Fernando Marques (Lubi)

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Isadora Relvas.

“Ainda sobre a cama” nasceu do encontro e da parceria entre elenco e direção, em que a memória coletiva foi o fio condutor dos questionamentos sobre as novas (e velhas) formas de relações afetivas: seguimos padrões, ações e palavras do sistema patriarcal e suas complexas engrenagens, apesar das liberdades atuais e outras possibilidades de relacionamentos? Com direção de Luiz Fernando Marques (Lubi) e atuações de Camila Cohen, Duda Machada e Luiz Felipe Bianchini, a dramaturgia inédita provocada a partir da leitura da obra “Leonce e Lena”, do autor alemão Georg Büchner (1813–1837), estreou dia 4 de maio, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. As apresentações seguem até dia 27, de quinta a sábado, com entrada gratuita.

Na trama secular de Büchner, os dois jovens protagonistas, Leonce e Lena, são de famílias nobres e estão prometidos em um casamento de interesses, mesmo sem se conhecerem. Desejando um outro futuro, isoladamente, fogem para a floresta e, num golpe de destino, se encontram por acaso, apaixonam-se e voltam para celebrar o casamento. Ironicamente, o autor faz o casamento por interesse coincidir com a união por amor e coloca, assim, que estamos enredados nas convenções de nossos tempos.

Para os criadores de “Ainda sobre a cama”, o texto de Büchner foi objeto de estudo por apontar um passado que insiste em ser presente e, a partir dele, as cenas do novo trabalho arriscam a criar paralelos entre a atualidade e o passado. “Nossa ideia era falar sobre as relações heteronormativas, sobretudo como essas relações são assombradas por essas normas, modelos que vêm de séculos, patriarcais e eurocentradas, mesmo que hoje em dia isso também apareça na forma de homoafetividade ou mesmo do amor livre”, coloca Lubi.

Em cena, o ator e as duas atrizes formam diferentes possibilidades de casais ao longo da peça. “As cenas são independentes, ligadas entre si pela temática, mas apontam para uma cronologia de um casal. São vários Leônceos e Lenas – eles se chamam assim na peça – e podem ser vistos como um arquétipo de um casal”, diz a atriz Camila Cohen.

Essa cronologia de acontecimentos ajuda a acompanhar e compreender a relação de um casal. “São diversas situações que revelam como os padrões estão arraigados nas estruturas dos nossos afetos. A encenação passa por alguns momentos emblemáticos como a perda da virgindade; o namoro; a traição, o noivado e o casamento”, diz Lubi.

O espaço cênico é formado por um quarto com uma cama de casal e duas mesinhas de cabeceiras; o público senta-se ao redor desses elementos, muito próximo das atrizes e do ator. “A sensação é de que a plateia pode flagrar desde as conversas mais ordinárias, com seus vazios e tédios, passando por brigas até, no limite, a violência que uma relação é capaz de gerar”, coloca o diretor. “Ao longo da peça, os atores assumem a função de narradores. Esse recurso épico cria um efeito de distanciamento, como se fossem capazes de olhar para o que está acontecendo”, finaliza Lubi.

Sinopse | Isso aqui é mais uma vez a tentativa de construir uma cama. E essa cama não é ninho, não vai parir ninguém e nem oferecerá o descanso merecido. Ela talvez testemunhe a inércia de sentimentos, palavras e ações que ainda hoje repetimos desde 1837. Uma instalação cênica para uma dramaturgia contemporânea criada a partir da obra Leonce e Lena, de Georg Büchner. Do ócio ao tédio. Do tédio ao sexo. Do sexo à violência. Da violência ao controle.

Elenco e direção

Camila Cohen é atriz, preparadora corporal e arte-educadora formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/ECA/USP) e pelo curso de graduação em Comunicação das Artes do Corpo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Integra o elenco do espetáculo “Momo e o Senhor do Tempo”, pelo qual recebeu o prêmio APCA de melhor elenco de teatro infanto-juvenil. Em 2017, foi indicada como atriz revelação pelo prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem pela peça Kazuki e a Misteriosa Naomi. Trabalhou como atriz com diretores da cena contemporânea como Miriam Rinaldi, Cristiane Paoli Quito, Rogério Tarifa, Cassiano Quilici, Carla Candiotto e Heitor Goldflus.

Maria Eduarda Machado, atriz, professora de teatro, locutora. Formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2011) e pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (2018). Como atriz, já trabalhou com diretores como José Rubens Siqueira, Cristiane Paoli-Quito, Pedro Granato e Rogério Tarifa. Na TV, fez “Malhação” na TV Globo e participações especiais em séries do canal Multishow. No cinema, produziu e atuou no curta-metragem “Aula de Reforço”. Atualmente é integrante dos Treinos Públicos, coordenado por Luah Guimarãez e Fabiano Lodi, e está em processo de montagem teatral com direção de Lubi, do grupo XIX de teatro, a estrear em maio de 2023.

Luiz Felipe Bianchini, 34 anos, é ator e professor de teatro formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/ECA/USP) e pelo curso de Bacharelado e Licenciatura em Teatro da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina). Trabalhou em diversos diretores da cena teatral contemporânea, como André Carreira, Antônio Rogério Toscano, Cristiane Paoli-Quito, Vanessa Bruno, Isabel Setti, Rogério Tarifa e Luiz Fernando Marques (Lubi). Atualmente está em circulação com o infantil “Brincar de Pensar: contos de Clarice Lispector”.  No cinema, atuou no curta-metragem “O Presente”, com direção de Daniel Wierman. Na TV fez participações na série “O Negócio” (HBO) e nas novelas “Éramos Seis” e “Um lugar ao sol” (TV Globo).

Luiz Fernando Marques (Lubi) – Nascido em Santos, integra o Grupo XIX de Teatro desde 2001 e o Teatro Kunyn desde 2009. Dirigiu e é cocriador de 33 peças de teatro. Parte deste repertório já foi encenado em mais de 120 cidades no Brasil e 36 no exterior (Argentina, Armênia, Cabo Verde, Chile, Cuba, Espanha, França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, México, Portugal, Rússia e Uruguai). Ao longo de sua trajetória, acumula entre prêmios e indicações mais de 20 menções nos principais prêmios do país. Desde 2008, é orientador do Núcleo de Direção da Escola Livre de Teatro de Santo André.

Ficha técnica

Direção: Luiz Fernando Marques (Lubi)

Assistência de direção: Erica Montanheiro

Dramaturgia: Duda Machado, Camila Cohen, Erica Montanheiro, Luiz Fernando Marques (Lubi) e Luiz Felipe Bianchini

Elenco: Duda Machado, Camila Cohen e Luiz Felipe Bianchini.

Iluminação: Wagner Antônio

Cenário: Luiz Fernando Marques (Lubi)

Fotos: Isadora Relvas

Produção: Lud Picosque – Corpo Rastreado

Assessoria de Imprensa: Márcia Marques – Canal Aberto.

Serviço:

Ainda sobre a cama

Temporada de 04 a 27 de maio de 2023

Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo, SP

Quinta e sexta, às 20h, Sábados e feriados, às 18h

Ingressos gratuitos com uma hora de antecedência

Lotação: 40 lugares | Recomendação: 18 anos.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Exposição virtual propõe imersão na biologia e desafios para conservação dos albatrozes

Santos, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

Estima-se que 30 a 40 mil albatrozes morram anualmente vítimas de ameaças como a captura incidental pela pesca, mudanças climáticas e ingestão de resíduos plásticos. São aves oceânicas que passam a maior parte da vida em alto-mar e, por isso, são desconhecidas do público. Para trazê-las ao conhecimento de pessoas de todas as idades e sensibilizá-las sobre a conservação dessas aves, o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, lançou a exposição virtual “Albatroz e a Jornada Atlântica”, que pode ser visualizada neste link, dentro do site do Projeto Albatroz.

Das 22 espécies de albatrozes que existem ao redor do mundo, 11 sobrevoam águas brasileiras ou interagem com navios pesqueiros. Essas são as principais estrelas da exposição, uma vez que estão mais próximas do país e são comumente avistadas por navegadores, pescadores e cientistas que trabalham em mar aberto. Para encantar o público, a mostra virtual apresenta, com recursos de foto, áudio, vídeo e ilustração, as principais características dessas aves, seus comportamentos singulares, detalhes da sua biologia e também informações, como o status de conservação, essenciais para entender a importância de sua conservação.

Algumas das curiosidades que o público pode conhecer na exposição dizem respeito à forma como os albatrozes se comunicam, por que têm maturidade sexual tardia e colocam apenas um ovo por temporada, os detalhes do cuidado parental, como constroem seus ninhos, o espetáculo da corte entre os casais, adaptações biológicas para enfrentar temperaturas extremas e muitas outras.

Entre as espécies apresentadas ao público está o albatroz-viageiro (Diomedea exulans), que tem a maior envergadura entre todas as aves oceânicas: até 3,5m da ponta de uma asa à outra. Ele surpreende não só pelo tamanho, mas pelas longas viagens que empreende desde ilhas subantárticas até o litoral brasileiro em busca de águas mais quentes e comida abundante. Essa espécie é classificada como vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN, dispondo de cerca de oito mil pares reprodutivos e 20 mil indivíduos ao redor do mundo.

Outro grupo de aves abordado na exposição são os petréis, aves que também interagem com a pesca e se reproduzem no Atlântico Sul, porém são menores e mais numerosos: das 137 espécies existentes, 35 ocorrem em nossos mares.

Amplificar a mensagem da conservação

A ideia de criar uma exposição virtual surgiu ainda durante a pandemia de Covid-19 como uma forma de alcançar um público maior e mais diverso por meio do ambiente digital. De acordo com a assessora de comunicação do Projeto Albatroz, Tatianne Fonseca, a instituição idealizou uma atmosfera visual com elementos dos ambientes em que as aves oceânicas vivem, usando o design e as tecnologias disponíveis para encantar o público. “Queríamos impactar com um estilo diferente do que costumamos realizar em nossos materiais educativos. As ilustrações foram feitas na estética paper art, com texturas e cores vibrantes para trazer um estilo moderno. Esse estilo consegue reunir em seu visual lúdico agradável para pessoas de diferente faixa etária”, explica. Todo o projeto visual da exposição foi criado pelo designer Felipe Ferreira.

Ligada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 4 (educação de qualidade) e 14 (vida na água), a exposição almeja popularizar esse grupo de aves e seu ciclo de vida, bem como a importância da conservação das espécies. “Esperamos que no final da exposição as pessoas reflitam sobre a nossa relação com os animais e o oceano, além de estimular a mobilização para conquistarmos um oceano saudável”, finaliza Tatianne.

“Nosso desafio é sempre entregar o conteúdo científico traduzido para o público em uma linguagem mais popular e acessível a todos”, aponta a coordenadora de comunicação do Projeto Albatroz, Juliana Justino. “Nesta exposição, trouxemos os recursos visuais em toda página como um forte aliado para compilar o conteúdo de uma forma mais atrativa para o público”.

Serviço:

Exposição virtual “Albatroz e a Jornada Atlântica”

Data: em cartaz por tempo indeterminado

Classificação: livre

Acesso gratuito neste link.

Sobre o Projeto Albatroz

Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que tem o patrocínio da Petrobras. O Projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que trabalha em parceria com o Poder Público, empresas pesqueiras e pescadores.

A principal linha de ação do Projeto, nascido no ano de 1990, em Santos (SP), é o desenvolvimento de pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O resultado deste esforço tem se traduzido na formulação de medidas que protegem as aves, na sensibilização da sociedade quanto à importância da existência dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.

Atualmente, o Projeto Albatroz mantém bases de atuação em seis estados brasileiros. Mais informações: www.projetoalbatroz.org.br.

(Fonte: Projeto Albatroz)

Projeto de produção literária incentiva leitura entre alunos da EJA

Campinas, por Kleber Patricio

Suzana Montauriol faz abordagem lúdica do tema. Fotos: divulgação.

Um conjunto de 2600 alunos da rede municipal de ensino da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Campinas é o público beneficiado pelo projeto de incentivo à leitura “Como nasce um livro”. Desenvolvida desde 2005 pela Editora Adonis, de Americana, e promovida pela primeira vez em Campinas, a iniciativa busca proporcionar aos estudantes a vivência do processo de produção de uma obra literária desde a concepção até a ilustração, edição e impressão da publicação e, desse modo, contribuir para a formação de leitores críticos, bem como despertar novos escritores entre os participantes.

Apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o projeto é uma realização da Editora Adonis, com patrocínio da empresa Cartonifício Valinhos, produção executiva da Track Comunicação e apoio da Secretaria Municipal de Educação de Campinas e da Academia Campinense de Letras.

Aberto no dia 11 de abril, o “Como nasce um livro” será executado ao longo de 2023, organizado em 20 encontros presenciais, com a participação de 130 alunos da EJA em cada evento, representando escolas de diferentes regiões de Campinas. Os encontros serão realizados nos períodos da manhã, tarde e noite, dependendo da disponibilidade de agenda das escolas.

Interações

A escritora Margareth Park compartilha sua experiência.

A dinâmica compreende interações dos estudantes com profissionais do setor literário, como a contadora de histórias Suzana Montauriol e a escritora Margareth Brandini Park. Enquanto a autora detalha a elaboração de seu livro “Doroteia, a velhinha que gostava de dançar”, permitindo aos participantes conhecer como é o processo de confecção da narrativa da obra, a artista plástica Marilia Cotomacci, ilustradora da obra, também participa por meio de um vídeo em que apresenta as fases de seu trabalho, desde o primeiro contato com o texto a ser ilustrado, até o planejamento do caminho artístico a ser percorrido.

O tema será complementado por uma aula de ilustração digital a ser ministrada por profissionais da Pandora Escola de Arte e um vídeo sobre o processo gráfico permitirá aos alunos conhecer os detalhes da etapa final de impressão e acabamento de livros. “A proposta é levar os participantes a ampliar o olhar para a literatura e estender a vivência com os livros para o seu cotidiano. Ao conhecer as etapas do processo de criação de um livro, desejamos que eles também se sintam encorajados a escrever e a ilustrar as suas próprias histórias”, afirma Jaqueline Silveira Fávaro, sócia da Editora Adonis e responsável técnica e artística do projeto.

Exposição

As atividades ocorrem em três períodos, de manhã, à tarde e à noite, na sede da Academia Campinense de Letras, na Rua Marechal Deodoro, 525, centro de Campinas, um dos espaços que representam a produção literária da cidade. No local foi organizada uma exposição composta de dez quadros dispostos em cavaletes com todas as fases de ilustrações do livro “Doroteia, a velhinha que gostava de dançar”. A mostra é franqueada ao público em geral.

Ilustração de livro é tema da mostra aberta ao público.

Os estudantes também serão convidados a escrever suas próprias histórias, a partir das experiências literárias proporcionadas pelos encontros, com a distribuição de exemplares da obra “Como nasce um livro – registro de memórias/histórias” a cada um dos participantes. As 100 melhores formarão o “Letra Viva – Edição Especial”, publicação a ser editada e concluída ao longo da realização das atividades. Um evento será realizado em novembro para lançamento da obra.

Resultados para a sociedade

“Nossa motivação na escolha de aportar recursos para viabilização do projeto ‘Como nasce um livro’ foi pelo objetivo do projeto em incentivar a leitura como processo de desenvolvimento da educação e cultura da sociedade”, afirma o diretor financeiro do Cartonifício Valinhos, Helio Tovazzi. “A Cartonificio Valinhos sendo uma empresa voltada à reciclagem de papel desde sua fundação, em 1934, acredita que investimentos em educação e cultura trazem benefícios à sociedade pela conscientização da importância da reciclagem no âmbito da responsabilidade ambiental, promovendo também resultados positivos, além do meio ambiente, como também na saúde, segurança pública e na economia. Pequenas ações podem trazer grandes resultados à sociedade”, completa.

O presidente da Academia Campinense de Letras, Jorge Alves de Lima, observa que a instituição, como associação de caráter privado e finalidades culturais, tem se dedicado ao longo de décadas, desde a sua fundação, à “magna tarefa de preservar e incentivar o cultivo da língua portuguesa, assim como promover atividades diversas vinculadas à literatura, à memória histórica, à música, às artes plásticas e, de modo geral, à cultura em todas as suas manifestações”. Alves Lima complementa afirmando que a Academia, “no exercício de sua atividade social, realiza regularmente as suas sessões mensais, tradicionalmente na noite da primeira segunda feira de cada mês, sempre na sede social da entidade, às quais são abertas, gratuitamente, a toda a coletividade campinense”.

Sobre o projeto | O “Como nasce um livro” é um projeto de incentivo à leitura e à escrita que, desde 2005 já alcançou mais de 100 mil crianças da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e outras cidades, por meio da distribuição de mais de 1,5 milhões de livros.

Serviço:

Como nasce um livro

Apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

Patrocínio: Cartonifício Valinhos

Realização: Editora Adonis

Produção executiva: Track Comunicação

Local: Academia Campinense de Letras (R. Marechal Deodoro, 525 – Campinas – SP)

Quando: de abril até novembro de 2023

Apoio: Secretaria Municipal de Educação de Campinas e Academia Campinense de Letras.

(Fonte: PCN Press)

Museu Judaico de São Paulo apresenta “Artistas do Papel: Obras colecionadas por Ruth Tarasantchi para o acervo do MUJ”

São Paulo, por Kleber Patricio

[Conjunto Paisagens] Guita Charifker. Vila Olinda, 1989. Aquarela sobre papel, 55,5 x 85,5. Acervo MuJ.

O Museu Judaico de São Paulo apresenta, a partir do dia 6 de maio, a exposição “Artistas do Papel: Obras colecionadas por Ruth Tarasantchi para o acervo do MUJ”, que reúne 32 obras de artistas mulheres judias feitas em papel em variadas técnicas visando destacar a importância da presença de mulheres no núcleo artístico.

É a primeira mostra composta exclusivamente por obras do acervo do Museu. As peças foram coletadas por Ruth Sprung Tarasantchi, curadora e uma das fundadoras do Museu Judaico de São Paulo, que as recebeu como doações das próprias artistas ou de seus familiares e trazidas à exposição em curadoria conjunta de Felipe Chaimovich.

[Conjunto Cidades] Alice Brill. Relógio II, 1972. Guache e acrílico sobre papel, 75 x 88,5. Acervo MUJ.

Os conjuntos das obras tiveram sua organização pensada a partir de categorias de arte acadêmica, tais como retratos, cidades e paisagens, passando ainda por abstrações e também por um conjunto sobre temas da judeidade.

Felipe Chaimovich conclui: “A relevância das mulheres na formação deste acervo inaugural de arte indica a atenção do Museu para com uma história da arte plural e inclusiva e que aproxime artistas menos conhecidas de autoras consagradas”.

Uma das artistas homenageadas no painel de abertura da exposição é a imigrante francesa Bertha Worms, cuja trajetória artística como primeira mulher a ser professora profissional de pintura em São Paulo no século XX foi estudada por Ruth. Além de Bertha, a exposição traz obras de Fayga Ostrower (doadas por sua filha, Noni), de Hannah Brandt, Clara Pechansky, Miriam Tolpolar, Nara Sirotsky, Paulina Eizirik, Gisela Leirner, Gerda Brentani, Renina Katz, Agi Strauss e várias outras.

[Conjunto Retratos] Clara Pechansky. Antes, 2017. Gravura em metal, 20 x 27. Acervo MUJ.

Ruth, além de curadora e uma das fundadoras do MUJ, é também pioneira no tratamento de lacunas em exposições quanto a questões de gênero. Na mostra “Mulheres Pintoras”, em 2004 na Pinacoteca, evidenciou, no papel de curadora, a sub-representação de artistas mulheres nas coleções museológicas brasileiras.

Sobre o Museu Judaico de São Paulo (MUJ) | Inaugurado após vinte anos de planejamento, o Museu Judaico de São Paulo é fruto de uma mobilização da sociedade civil. Além de quatro andares expositivos, os visitantes também têm acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um café que serve comidas judaicas. Para os projetos de 2023, o MUJ conta com o Banco Alfa e Itaú como patrocinadores e a CSN, Leal Equipamentos de Proteção, Banco Daycoval, Porto Seguro, Deutsche Bank, Cescon Barrieu, Drogasil, BMA Advogados, Credit Suisse e Verde Asset Management como apoiadores.

Serviço:

Museu Judaico de São Paulo (MUJ)

Período expositivo: de 6 de maio a 13 de agosto

Local: Rua Martinho Prado, 128 – São Paulo, SP

Funcionamento: terça a domingo, das 10 horas às 19 horas (última entrada às 18h30)

Ingresso: R$20 inteira; R$10 meia – sábados gratuitos

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)