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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Best of Blues and Rock divulga horários dos shows

São Paulo, por Kleber Patricio

Buddy Guy se apresenta no dia 4 (domingo). Fotos: divulgação.

Festival que celebra a sua 10ª edição em 2023, o Best of Blues and Rock anuncia os horários dos shows que acontecem nos dias 2, 3 e 4 de junho, na plateia externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Quem abre a programação, na sexta-feira (dia 2), é a cantora e guitarrista de blues Nanda Moura, que sobe ao palco a partir das 15h40. A banda de rock nacional Malvada se apresenta às 17h10, seguida pela banda norte-americana Extreme, que mostra seu repertório a partir das 18h40. O guitarrista Tom Morello, que acaba de ser consagrado no Rock & Roll Hall of Fame, fecha a noite e se apresenta a partir das 20h30.

No sábado (dia 3), a banda capixaba Dead Fish é a atração inicial a partir das 14h20. O guitarrista cearense Artur Menezes toma conta do palco em seguida, às 15h40. Liderada pela filha do guitarrista Buddy Guy, Carlise Guy, a The Nu Blu Band apresenta seu repertório a partir das 17h10. Steve Vai marca sua estreia no festival às18h40. E para encerrar a segunda noite do festival, a lenda do blues, Buddy Guy traz sua turnê de despedida a partir das 20h30, dias após receber três prêmios da Blues Foundation: Álbum do Ano e Álbum Contemporâneo de Blues (pelo álbum ‘The Blues Don’t Lie’) e Música do ano (com a canção ‘The Blues Don’t Lie’, escrita por Tom Hambridge).

Tom Morello encerra o festival no dia 4 às 20h30.

O terceiro e último dia do festival terá início a partir das 13h50, com a cantora Day Limns. Em seguida é a vez de a banda paulistana de rock Ira! animar o público, com show marcado para 15h20. Goo Goo Dolls é atração a partir das 16h50. Buddy Guy volta ao palco do festival e toca a partir das 18h40. E Tom Morello encerra a edição 2023 do Best of Blues and Rock com show agendado para 20h30.

A realização do Best of Blues and Rock é da Dançar Marketing, empresa com mais de 40 anos de atuação no mercado e referência na cultura e entretenimento do país.

Os ingressos do festival podem ser adquiridos a partir de R$450,00 com parcelamento em até 10 vezes pelo site da Eventim ou na bilheteria do Estádio do Morumbi (nesse último, sem taxa de conveniência). Os fãs contam com a opção Combo Promocional, que dá direito a assistir aos três dias do festival. Também está disponível para todo o público a Entrada Social, mediante a entrega de um agasalho na entrada do evento, destinado à Instituição Cruz Vermelha de São Paulo.

Confira abaixo as atrações e horários em cada dia:

Dia 2 de junho (sexta) – abertura dos portões: 15h00

Nanda Moura: 15h40

Malvada: 17h10

Extreme: 18h40

Tom Morello: 20h30

Dia 3 de junho (sábado) – abertura dos portões: 13h00

Dead Fish: 14h20

Artur Menezes: 15h40

The Nu Blu Band:17h10

Steve Vai: 18h40

Buddy Guy – Damn Right Farewell Tour (turnê mundial de despedida): 20h30

Dia 4 de junho (domingo) – abertura dos portões: 13h00

Day Limns: 13h50

Ira!:15h20

Goo Goo Dolls: 16h50

Buddy Guy – Damn Right Farewell Tour (turnê mundial de despedida):18h40

Tom Morello: 20h30.

Serviço:

Best of Blues and Rock 10 anos

Data: Dias 2, 3 e 4 de junho de 2023

Local: Plateia externa do Auditório Ibirapuera: Av. Pedro Álvares Cabral -Ibirapuera – São Paulo

Classificação: 16 anos (menores podem comparecer acompanhados de responsável legal)

Ingressos: a partir de R$450,00 (meia-entrada)

Vendas online

Bilheteria oficial SP – sem taxa de conveniência

Estádio do Morumbi – Bilheteria 5 (próximo ao portão 15)

Avenida Giovanni Gronchi, 1866 – Morumbi – São Paulo – SP

Funcionamento: terça a sábado das 10h às 17h – Não tem funcionamento em feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Parcelamento em até 10x nos cartões Visa, MasterCard, American Express e ELO.

Realização: Dançar Marketing

Importante: adquira seus ingressos na plataforma oficial. A Dançar Marketing e a Eventim não se responsabilizam por ingressos adquiridos em plataformas não oficiais de vendas.

(Fonte: New Ideas)

Peça “A Pipa e a Flor”, de Rubem Alves, se apresentará em Santana de Parnaíba

Santana de Parnaíba, por Kleber Patricio

O ator e diretor Laerte Asnis durante a encenação de “A Pipa e a Flor”. Foto: divulgação.

A cidade de Santana de Parnaíba receberá nos dias 27 e 28 de maio na Arena de Eventos o espetáculo “A Pipa e a Flor”, inspirado na obra clássica do escritor, educador e psicanalista Rubem Alves. A peça, direcionada a todos os públicos e faixas etárias, aborda basicamente as relações humanas, seus encantos, aventuras, sonhos e buscas.

A obra de Rubem Alves expõe o relacionamento entre uma pipa e uma flor que se apaixonam apesar das diferenças. A flor amava a pipa, mas esta a queria o tempo todo fixada no jardim; já a pipa não conseguia ser feliz sem poder voar. Da história emergem sentimentos muito comuns presentes na vida das pessoas, como a felicidade, amor, inveja e ciúme. Segundo Laerte Asnis, diretor da peça e responsável pela encenação e adaptação do texto, a obra permite a todos refletir sobre a importância que cada um desempenha dentro de uma relação, seja no âmbito amoroso, familiar ou no ambiente de trabalho.

Projeto

A peça é realizada pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com apoio do PROAC/ICMS e patrocínio da Harald Chocolates.

“A Pipa e a Flor” é encenada pela companhia de Teatro do Grande Urso Navegante, cujo elenco engloba o ator Laerte Asnis acompanhado da musicista Luciana Vieira. O espetáculo, que tem duração de 45 minutos, é composto por música ao vivo com repertório erudito e cantigas de roda reproduzidas ao som de um piano. A peça é interativa e permite a todos refletir sobre a felicidade, o brincar e a arte do bem viver.

A estreia da peça aconteceu em 21 de dezembro de 1999 e, desde então, vem sendo encenada em diversas instituições culturais, educacionais e empresariais do Brasil e Portugal, em um total de 1700 apresentações até o momento. Este ano o projeto contemplará 10 cidades do Estado de São Paulo.

Bate-papo | Ao final da apresentação haverá um bate-papo com o elenco sobre a importância do tema que permeia a obra de Rubem Alves. Será abordada ainda sobre a importância do teatro, do livro, da leitura e da música na formação integral da criança.

Apresentação da peça “A Pipa e a Flor” em Santana de Parnaíba

Dia 27 de maio, sábado, com sessões às 15h e às 17h

Dia 28 de maio, domingo, com sessão única às 11h

Local: Arena de Eventos

Av. Esperança, 450 – Campo da Vila, Santana de Parnaíba (SP)

Evento gratuito. Não há necessidade de retirada antecipada de ingresso.

Mais informações sobre a peça e inscrições para a oficina de teatro: Laerte Asnis – Whatsapp (11) 99511-2557.

Instagram: @grandeursonavegante2021

http://grandeursonavegante.blogspot.com.br

https://pt-br.facebook.com/ursonavegante/.

(Fonte: Mariucha Magrini Assessoria de Imprensa)

Em aldeia Kalapalo, no Alto Xingu, abertura de estrada amplia acesso a saúde e renda, mas expõe território a não indígenas

Alto Xingu, por Kleber Patricio

FOTO: OLLIE HARDING/FLICKR.

O que é “ser indígena” e como a relação com o território também permeia transformações e mudanças no estilo de vida desses povos? Ao mesmo tempo em que recursos como uma nova estrada criam facilidades de acesso a serviços de saúde e assistência social, moradores de uma aldeia do povo indígena Kalapalo do município de Querência, no Mato Grosso, relatam temores no contato não desejados com não indígenas.  A reflexão está em artigo publicado na sexta-feira (19) na revista “Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas” pela pesquisadora Marina Novo, antropóloga e pós-doutoranda no Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O trabalho apresenta, a partir de um estudo etnográfico prolongado, os impactos da abertura de uma estrada concluída em 2018, que liga cidades não indígenas à aldeia Aiha, uma das doze aldeias do povo Kalapalo, que habita o Alto Xingu e é formado por cerca de 900 pessoas. A pesquisa é fundamentada em diversas visitas à aldeia entre 2006 e 2022, além de atas de reuniões de governança sobre a estrada realizadas entre 2017 e 2019 e contatos com os Kalapalo em outros espaços, como nas cidades ou nas redes sociais.

De acordo com Marina Novo, o trabalho embasa e ajuda a ampliar a noção de território para além da percepção física de espaços demarcados. A abertura da estrada trouxe implicações diversas e bastante variadas, como a facilidade para transporte de pacientes e entrada e saída de profissionais de saúde da região da aldeia, explica o artigo. Adicionalmente, facilitou o acesso aos benefícios sociais a que eles têm direito, como aposentadorias e Bolsa Família. Além disso, as viagens à cidade ficam muito mais rápidas e baratas, diminuindo o impacto financeiro do transporte. “Considerando que os territórios são os espaços por onde eles circulam e criam conexões mais permanentes, o que eu sugiro a partir de minha pesquisa é que essa proximidade traga uma percepção de um território expandido, em que as cidades mais próximas da aldeia são, em alguma medida, integradas ao território vivido por eles”.

Aldeia Aiha em fevereiro de 2015. Foto: Marina Novo.

Território é um conceito complexo e difere muito do conceito jurídico de Terra Indígena, por exemplo, conforme explica Novo. “Vários autores já escreveram sobre isso, mas a ideia é de que Terra Indígena, como consta na legislação, são parcelas de terra delimitadas de forma mais ou menos arbitrária, considerando os modos de vida e os usos do espaço por parte das populações ali abrangidas. O conceito de território, por outro lado, é muito mais abrangente, compreendendo o território vivido e as relações estabelecidas com os diversos seres que habitam esse território, sejam eles humanos ou não humanos, e pode, nesse sentido, fazer referência a um espaço muito mais amplo do que a terra demarcada, como é minha sugestão, no caso dos Kalapalo”.

Apesar de vantagens, essa conexão com o ambiente não indígena também trouxe repercussões negativas. O trabalho aponta que a estrada aumentou significativamente a entrada de turistas (especialmente de pesca) que nem sempre têm autorização para permanência em território indígena. Segundo informações dos agentes de saúde, também aumentou a incidência de gripes e outras viroses gastrointestinais, especialmente entre as crianças. Embora desejosos de contatos com outros territórios e modos de vida, os Kalapalo buscam assegurar uma noção de “boa distância” do mundo não indígena, ressalta o artigo.

As questões levantadas pelo estudo podem contribuir para a elaboração de políticas públicas que levem em consideração a diversidade dos povos indígenas e as especificidades de suas relações com o dinheiro, os bens industrializados e com seus territórios. “A correlação dos povos indígenas com a terra é intrínseca aos seus modos de vida. Ao mesmo tempo, quando se propõe políticas públicas que sejam universais, muitas vezes as especificidades dos povos indígenas não são respeitadas e o que era para ser a garantia de um direito constitucional se transforma em uma violação de outro direito constitucional, que é o direito à diferença. Assim, pesquisas como essa podem contribuir para que cada vez mais essas especificidades e diversidades sejam olhadas e consideradas pelos gestores e tomadores de decisão”, pontua Marina Novo.

(Fonte: Agência Bori)

O papel da agricultura familiar na construção de um projeto de desenvolvimento sustentável

Brasil, por Kleber Patricio

FOTO: ELIAS SHARIFF FALLA MARDINI/PIXABAY.

Nas últimas décadas, políticas têm sido articuladas com o intuito de fortalecer a oferta de alimentos. Algumas articuladas com a produção saudável e sustentável, bem com o fomento ao desenvolvimento rural e local; outras, nem tanto. Numa ordem econômica cada vez mais contratual, os mercados passam a ter institucionalidades que determinam preços e quantidades antes do varejo.

Surgem as compras públicas de alimentos como forma de eliminar volatilidades para os produtores mais vulneráveis e também como forma de atender demandas institucionais. No Brasil elas têm uma longa história, iniciando na década de 1970 com o Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, que ganhou forte impulso nos anos 2000 com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Na literatura, evidências têm se consolidado confirmando que as compras públicas têm conseguido gerar os efeitos esperados. Associa-se a elas tanto o fortalecimento de economias locais, quanto o aumento do dinamismo econômico local e regional, promoção de emprego, renda, segurança alimentar e nutricional, diversificação tanto de culturas quanto da alimentação nas propriedades e valorização da cultura alimentar local.

Dentre os produtores de alimentos que se somaram enquanto fornecedores destas políticas estão agricultores familiares, camponeses, indígenas, quilombolas, assentados e uma multiplicidade de atores ofertando alimentos tanto individualmente quanto coletivamente. Quando organizados, estes se vinculam às compras enquanto associação ou cooperativa. As políticas de compras institucionais fazem prevalecer, também, a produção biodiversa de alimentos, conforme exigência da Lei n. 11.947, de 2009, por mais que tal legislação necessite de maior amplitude da seleção de alimentos.

A organização cooperada se tornou a forma mais destacada de incorporação de ganhos de produtividade com atenção a condições de sustentabilidade ambiental e dignidade social. É a forma possível de manter o conjunto de pequenos produtores em circuitos mais amplos de comercialização frente a concorrentes empresariais. Muitas destas cooperativas são vinculadas a movimentos sociais, a exemplo do Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a cooperativas centrais, como a Cooperativa Central de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (CECAFES). Estes comercializam alimentos em todo território nacional, tendo a participação nas compras públicas como impulso para sua organização e ampliação da oferta. Hoje, ofertam alimentos para o estado brasileiro desde a alimentação escolar, passando por hospitais e penitenciárias até as forças armadas, incluindo exército, marinha e aeronáutica.

Neste ano, em 2023, o PAA completa 20 anos. As compras públicas de agricultura familiar já foram capazes de demonstrar todo seu potencial tanto para a inclusão de agricultores, quanto para fortalecer suas organizações. É evidente que estes mercados são condições necessárias, mas não suficientes para consolidar um sistema de segurança alimentar permanente e complexo no Brasil, além de possibilitar a inclusão produtiva rural de pequenos produtores e comunidades tradicionais. É necessário reconhecer que o direcionamento do ordenamento territorial, o crédito e o fortalecimento de mercados ligados à produção sociobiodiversa das várias regiões do país são elementos centrais para organizar a produção de alimentos, seja para abastecimento interno seja para exportação.

Sem a participação dessas cooperativas e dos movimentos sociais nas agendas econômicas e políticas do setor, a prioridade passa a ser somente o agronegócio vinculado preferencialmente ao mercado externo. É preciso que os agricultores familiares estejam bem representados em todos os espaços democráticos para que seja possível construir os próximos 20 anos de políticas públicas, inclusive a ampliação dos mercados de compras institucionais.

Sobre os autores:

Lilian de Pellegrini Elias é pesquisadora colaboradora da Universidade de Campinas e docente temporária da Universidade Federal de Santa Catarina.

Evaldo Gomes Júnior é economista e docente do Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.

(Fonte: Agência Bori)

Orquestra Ouro Preto leva ‘Auto da Compadecida, a Ópera’, para a Praia de Copacabana, no Rio, e mais três capitais do país

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

‘Auto da Compadecida, a Ópera’. Fotos: Rapha Garcia.

Depois de encantar e emocionar o público em 2022, ‘Auto da Compadecida, a Ópera’, criada pela Orquestra Ouro Preto a partir de um dos textos mais emblemáticos de Ariano Suassuna, está de volta em 2023, quando chegará a quatro capitais do país. Chicó e João Grilo, personagens centrais desta obra-prima, que fizeram sucesso por mais de seis décadas no teatro e no cinema, ressurgem no palco de uma maneira diferente – agora, diante de uma ópera-bufa.

Com música original de Tim Rescala, que assina o libreto com o Maestro Rodrigo Toffolo, também responsável pela concepção e direção musical do espetáculo, a turnê de “Auto da Compadecida, a Ópera” estreia em Belém no dia 23 de maio, no Theatro da Paz, com apresentação também no dia 24. Em junho o espetáculo volta a Belo Horizonte, quando se apresenta nos dias 13 e 14, no Palácio das Artes. Nos dias 24 e 25/6, a ópera chega pela primeira vez a Manaus, com apresentações no Teatro Amazonas.

Já em julho, dia 15, em um feito inédito, a Orquestra Ouro Preto apresentará o espetáculo em plena Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, considerado um dos cartões postais mais famosos do mundo. Na ocasião, o público terá acesso gratuito a uma das principais atrações da formação mineira para a atual temporada.

Com 23 anos de trajetória, essa é a terceira incursão da OOP no universo operístico e a primeira grande produção neste formato, como conta Toffolo: “A ópera é uma arte máxima em que música, teatro, figurino, cenário e iluminação se encontram. Era um sonho antigo da orquestra começar a realizar produções de óperas. Já fizemos duas, ambas em português, ‘O Basculho de Chaminé’ e ‘O Grande Governador da Ilha dos Lagartos’, projetos pioneiros que nos deram sustentação para caminhar para um desafio ainda mais inovador, mais audacioso e de grande fôlego. ‘Auto da Compadecida’ é a nossa primeira grande ópera, totalmente original”.

Para a nova turnê, o maestro espera repetir o sucesso do ano anterior: “Estreamos em 2022 e o resultado foi extremamente positivo. Agora iremos apresentá-la em outras regiões do país e vamos encerrar a turnê com uma apresentação gratuita, em um espaço público da cidade do Rio de Janeiro, para que a obra alcance um público ainda maior”.

A montagem

O diálogo direto com o público, um dos pilares da produção da Orquestra, está garantido nessa ópera, que traz a comédia como elemento principal de sua linguagem. Para cumprir essa missão, formou-se um grande elenco em cena e nos bastidores da montagem. No palco, grandes nomes do canto lírico brasileiro – Fernando Portari, Marília Vargas, Marcelo Coutinho, Carla Rizzi, Jabez Lima e Rafael Siano, além de uma trupe de atores escolhidos para dar voz e corpo ao clássico da literatura brasileira – Glicério do Rosário, Léo Quintão, Claudio Dias, Marcelo Veronez e Maurício Tizumba. A direção de cena é assinada por Chico Pelúcio.

Para abrilhantar ainda mais a produção, trazendo para o palco as raízes da obra de Ariano, o espetáculo conta com figurinos desenhados por Manuel Dantas Suassuna, artista plástico de renome e filho do escritor. Essa parceria traz ainda um maior enraizamento à montagem, agregando o olhar e a criação de quem nasceu, viveu, conhece e reconhece este universo como poucos.

A ideia de trabalhar o texto escrito em 1955 por Suassuna surgiu do desejo do maestro de ver em cena uma ópera bufa brasileira capaz de fazer rir e emocionar. “As grandes óperas brasileiras geralmente são cantadas em italiano, então existia essa nossa vontade de ter uma ópera na nossa língua materna”, explica. “A partir daí a gente foi buscar na literatura o que seria esse texto e o encontro com o Auto da Compadecida foi quase que imediato. É uma obra-prima da dramaturgia brasileira, extremamente teatral e operística”, acrescenta.

No entanto, avançar com este projeto significou adaptar um clássico da dramaturgia já consolidado no imaginário popular brasileiro, o que é em si um desafio que impõe riscos. Neste sentido, Tim Rescala diz que “é preciso sempre respeitar a espinha dorsal da obra original”. O compositor revelou que, para alcançar o resultado desejado, a ideia foi criar uma obra derivada, “digamos assim, uma nova obra, porque a linguagem é completamente diferente. E nesse caso, trata-se de cantar uma história, não simplesmente de contá-la, e sobretudo num ritmo diferente que é o ritmo musical. Quando se canta uma cena, ela tem uma duração e um ritmo interno totalmente diferentes de um texto falado. Então o desafio inicial é esse e, evidentemente, o outro é criar uma coisa nova, mas ao mesmo tempo respeitando a espinha dorsal. E eu acho que a gente conseguiu isso com o Auto da Compadecida”, avalia o arranjador.

Ao encontro da excelência que conduziu Toffolo e Rescala a uma grande ópera foi também a visão do diretor de arte Luiz Abreu, que se viu diante de novos desafios, mesmo após tantos anos trabalhando com grandes espetáculos. “Uma ópera é concebida como uma ‘arte completa’. Em palco, a justaposição de figurinos, cenários, dramaturgia, iluminação, engenharia de som e outros tantos itens devem elevar a música à quintessência. E essa composição, para ser feita com excelência, exige um alto nível de dedicação e atenção”, conta Abreu, que também é diretor de marca da Ouro Preto.

Serviço:

Turnê ‘Auto da Compadecida, a Ópera’

Belém

Datas: 23 e 24 de maio (terça e quarta-feira)

Horário: 20h30

Local: Theatro da Paz | Praça da República | Rua da Paz, s/n, Centro | Belém – PA

Ingressos

Belo Horizonte

Datas: 13 e 14 de junho (terça e quarta-feira)

Horário: 20h30

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes | Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte/MG

Ingressos

Manaus

Datas: 24 e 25 de junho (sábado e domingo)

Horário: 20h30

Local: Teatro Amazonas | Largo de São Sebastião – Centro – Manaus – AM

Ingressos

Rio de Janeiro

Data: 15 de julho (sábado)

Horário: 17h30

Local: Praia de Copacabana (na altura do Posto 2)

Entrada gratuita.

(Fonte: Lupa Comunicação)