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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Inverno europeu: restaurante de Curitiba aposta na culinária continental em novo menu

Curitiba, por Kleber Patricio

Pot au feu de mariscos. Fotos: Munir Bucair Filho.

Com a ocupação hoteleira quase atingindo os 100% e atendendo à crescente demanda turística no Paraná, o restaurante Trinitas, localizado no NH Curitiba The Five, lançou três novos pratos em homenagem à Europa e às diversas etnias imigrantes. As criações do chef Silvonei Souza são inspiradas na gastronomia dos países do leste e centro europeus e estarão disponíveis até o final da estação, em setembro.

Dentre os destaques do cardápio festivo, destaca-se o goulash de cordeiro com risoto de milho verde, uma reinvenção da tradicional sopa húngara feita com páprica, legumes e carne, agora acompanhada de um risoto ítalo-brasileiro. Outra novidade é o pot au feu de mariscos, prato de origem francesa que consiste em um guisado de carne temperada com ervas aromáticas e legumes. Nesta versão, o hotel substitui a carne bovina pelos frutos do mar.

Goulash de cordeiro com risoto de milho verde.

Para encerrar a refeição, a sobremesa é uma combinação entre Itália e Bélgica: torta cremosa de macaron negro com praliné de chocolate. “Curitiba é o berço da imigração e decidimos homenagear a diversidade étnica com esses novos pratos, que trazem um pouco do mundo para aqueles que desejam aproveitar a capital mais fria do país”, destaca o diretor do NH Curitiba The Five, Antonio Albuquerque.

O cardápio está disponível para jantar de 19h até 22h30, todos os dias e com preços a partir de R$125,00. Reservas podem ser feitas pelo telefone (41) 3434-9400 ou pelo e-mail nhcuritibathefive@nh-hotels.com.

Sobre NH Hotels | NH Hotels é a marca de luxo do NH Hotel Group, destacada por seus hotéis modernos e singulares em localizações perfeitas na Europa e na América Latina, que se conectam facilmente com as cidades e bairros. Cada NH Hotel é cuidadosamente projetado para oferecer uma experiência confiável que sempre atenderá às expectativas dos hóspedes. Seu estilo descontraído, urbano e fresco faz deles um marco para se hospedar, trabalhar e interagir agradavelmente fora de casa.

Serviço:

NH Curitiba The Five Hotel

Rua Nunes Machado, 68 – Batel | Curitiba – PR

E-mail: nhcuritibathefive@nh-hotels.com

Telefone: (41) 3434-9400

Site: www.nh-hoteles.pt/hotel/nh-curitiba-the-five

Instagram: @nhhotelsbrasil.

(Fonte: Central Press)

Exposição apresenta livros raros da Coleção Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

A biblioteca que pertenceu a Ema Klabin contém preciosos livros raros e contou com a orientação inicial do bibliófilo José Mindlin. Foto: Nelson Kon/Arquivo Casa Museu Ema Klabin.

Ao longo de sua vida, Ema Klabin reuniu uma biblioteca com mais de 3.500 volumes. Como bibliófila, adquiriu, a partir do final da década de 1940, mais de 300 livros raros, entre manuscritos, incunábulos (livros produzidos até 1500), edições aldinas, relatos de viajantes, primeiras edições, edições de luxo e livros ilustrados por artistas. De 15 de julho a 15 de outubro de 2023, a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, promove a exposição “A palavra impressa, 1492 – 1671: Livros raros da Biblioteca Ema Klabin”, que pela primeira vez apresenta parte dos livros raros da coleção.

“Apresentaremos 20 volumes que correspondem aos dois primeiros séculos de produção do livro impresso, incluindo manuscritos, livros de horas, incunábulos e edições aldinas, assim como as valiosas primeiras edições de Platão (1513), Dante (1502) e Tucídides (1502), além do grande Atlas de Blaeu (1648-1655), entre outros, ressaltando o impacto que essas obras tiveram na nossa forma de compreender o mundo e as consequências – positivas ou negativas – que o livro impresso teve na história”, informa o curador Paulo de Freitas Costa.

Livros de horas | Os livros de horas eram os livros mais comuns na Idade Média. Tinham este nome porque traziam as orações que deviam ser realizadas em determinadas horas do dia. O público poderá ver dois livros de horas criados entre 1490 e 1509, sendo um manuscrito em latim e o outro já um livro impresso em francês, ambos em pergaminho.

Primeiras edições | A exposição traz ainda dois incunábulos sobre a história de Florença, por Leonardo Aretino e Poggio Bracciolini (1492), e as comédias do autor romano Terêncio (1499), com duas primeiras edições em grego impressas em Veneza por Aldo Manúcio, um dos primeiros mestres do design tipográfico: a “História da Guerra do Peloponeso”, de Tucídides (1502), e as obras completas de Platão em grego (1513).

Relatos de navegantes

Livros raros da Biblioteca Ema Klabin, muitos com mais de 500 anos, estarão pela primeira vez expostos. Foto: Arquivo da Coleção Ema Klabin.

Também serão apresentados dois volumes do grande Atlas de Blaeu de 1655, destacando as diferenças na forma de registrar países da Europa em relação às regiões da América, África e Ásia, junto com cinco relatos de navegadores e viajantes, incluindo as obras de André Thevet (1561), Ulrich Schmidel (1599), Linschoten (1619), Pierre Moreau (1651) e Montanus (1671). “Esses primeiros registros do Novo Mundo têm muito a revelar em sua iconografia e na descrição distorcida dos povos originários, que ainda influenciam nosso pensamento”, explica o curador Paulo Costa.

A exposição contará, ainda, com uma projeção de vídeo contendo imagens variadas de cada livro e trechos selecionados. Uma programação de palestras e atividades educativas também procurará expandir as reflexões que podem ser desenvolvidas a partir da exposição.

CinEma no Cine Segall | Em parceria com o Museu Lasar Segall, a casa museu promoverá a primeira edição da mostra CinEma. Sob o título “De Gutenberg a Zuckerberg”, a mostra trará, nos meses de agosto e setembro, filmes e documentários que abordam o poder das mais diversas mídias ao longo da história, começando com “O Nome da rosa” (Jean-Jacques Annaud, 1986).

Serviço:

Exposição A palavra impressa, 1492 – 1671: Livros raros da Biblioteca Ema Klabin

15 de julho a 15 de outubro de 2023

Visitação livre

Quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até às 18h

Visitas mediadas

Quarta, quinta e sexta às 11h, 14h, 15h e 16h; sábado e domingo às 14h

Entrada franca*

Casa Museu Ema Klabin

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa, São Paulo, SP, Brasil

Acesse as redes sociais:

Instagram: @emaklabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Site: https://emaklabin.org.br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

*Como em todos os seus eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das atividades e apoiar com uma doação.

(Fonte: Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Professor de História desvenda origem de pratos exóticos do Pará

São Paulo, por Kleber Patricio

O Tacacá. Foto: Canva.

A culinária paraense é referência mundial em gastronomia, com diversos pratos típicos que são considerados exóticos, e traz consigo diferentes influências, como a portuguesa e a africana. Mas, das culinárias típicas brasileiras, é a que mais utiliza das tradições indígenas, dos ingredientes até o preparo. “A culinária paraense mantém a sua tradição de utilizar muitos ingredientes locais misturados com a influência cultural e também imposição cultural desde o período da colonização, no século 21. Assim, os sabores passaram a ser conhecidos e explorados por europeus nos caminhos que levavam os exploradores às drogas do sertão, que corriam a extensão do rio Amazonas em busca de novos temperos e frutos, que seriam de grande valor na Europa, chegando a substituir especiarias advindas das índias”, aponta Pedro Rennó, professor de História da Plataforma Ferretto.

Dentre os principais ingredientes, está a mandioca, constantemente utilizada nos pratos que mais representam a cultura paraense, sendo cultivada há séculos pelos povos indígenas. Ainda nos dias atuais segue sendo protagonista em pratos típicos, como o Pato no Tucupi. Para essa receita, é utilizado o caldo extraído da mandioca brava, que tem sua coloração amarelada e o gosto ácido; o Tucupi precisa ser cozido de forma lenta para estar adequado ao consumo, pois cru, é venenoso.

O Tucupi, quase sempre é utilizado em receitas que também acompanham o Jambu, uma folha típica do Pará que é famosa pela sensação anestésica que proporciona e também o formigamento dos lábios ao consumi-la; quase sempre usada em pratos salgados e bebidas alcoólicas, é uma das grandes protagonistas na culinária paraense.

Mais um prato que reflete muito da cultura paraense é o Tacacá; feito de tucupi, jambu, camarão e goma de tapioca, é um dos sabores mais populares do estado e pode ser encontrado com facilidade. O Tacacá é um prato tradicional passado por gerações, as tacacazeiras – cozinheiras que têm o tacacá como especialidade – são consideradas Patrimônio Cultural Imaterial de Belém. “Junto a essas, outros ingredientes foram compondo a mesa paraense ao longo dos séculos, como o açaí – fruta típica brasileira – que no Pará tem grande destaque, sendo usada em diversos pratos e não apenas os que conhecemos nas outras regiões. O paraense costuma consumir de forma salgada, normalmente acompanhando pratos com peixes”, finaliza Rennó.

Sobre a Plataforma Professor Ferretto | A plataforma é uma das maiores do país no segmento e tem o objetivo de oferecer um ensino de qualidade acessível aos jovens. Atualmente, conta com mais de 50 mil estudantes em todo o país, que se preparam para as provas do Enem e dos vestibulares mais importantes com aulas online. Por meio da plataforma, os candidatos podem fazer o seu próprio cronograma sem sair de casa para estudar. Nesse espaço virtual, têm acesso a diversos materiais e um total de 12 professores das principais disciplinas, todos altamente qualificados e que uniram forças para ensinar, orientar e dar acesso aos conteúdos.

(Fonte: Make Buzz Comunicação)

Mostra crítica sobre a produção do pintor francês Paul Gauguin no MASP entra nas últimas semanas

São Paulo, por Kleber Patricio

Paul Gauguin, Pobre Pescador, 1896. Acervo MASP. Foto: João Musa.

O MASP — Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand” apresenta, até 6 de agosto de 2023, a mostra “Paul Gauguin: o outro e eu”, que ocupa o espaço expositivo no 1º andar do museu. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Fernando Oliva, curador, MASP e Laura Cosendey, curadora assistente, MASP, a exposição reúne 40 obras, entre pinturas e gravuras, e discute de maneira crítica a relação do artista pós-impressionista com a ideia de alteridade e da exotização do “outro”. O projeto, que inclui ainda o lançamento de um catálogo com ensaios inéditos e 151 imagens, enfrenta questões que por muito tempo foram deixadas de lado nas exposições sobre Paul Gauguin (Paris, França, 1848–Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa, 1903), especialmente o modo problemático como sua obra reforçou um imaginário sobre o “outro”, além das tensões entre sua biografia e a imagem que criou de si. A mostra tem patrocínio master do Bradesco e patrocínio da Vivo e Mattos Filho.

Gauguin realizou no Taiti suas pinturas mais conhecidas, representando tanto as paisagens do lugar, como seu povo e seus costumes. “Sua produção desse período suscita temas como as contestadas noções de primitivismo, um imaginário sobre o ‘exótico’ e os ‘trópicos’ e apropriação cultural; além de questões relacionadas à sexualidade, androginia e erotização do corpo feminino. Apesar de muitas vezes terem sido tomadas por reproduções fiéis da Polinésia Francesa, essas obras carregam em si as fantasias que um homem branco e europeu tinha de uma região considerada paradisíaca, intocada pela ‘civilização’ europeia”, analisam os curadores Fernando Oliva e Laura Cosendey.

“Paul Gauguin: o outro e eu” é a primeira exposição no Brasil a abordar de maneira crítica os conteúdos centrais da obra do artista, com foco em dois temas emblemáticos que emergem no conjunto apresentado no MASP: os autorretratos e os trabalhos produzidos durante sua permanência no Taiti (Polinésia Francesa), que se tornaram alguns dos mais conhecidos de sua trajetória. Dentre os 40 trabalhos da exposição, dois deles pertencem ao acervo do MASP: “Autorretrato” (perto do Gólgota) e “Pobre pescador”, ambos de 1896. Os demais são empréstimos de 19 instituições internacionais de renome, como Museu d’Orsay (Paris, França), Metropolitan Museum of Art (Nova York, EUA), Getty Museum (Los Angeles, EUA), Museum of Fine Arts (Budapeste, Hungria), National Gallery e Tate (ambas em Londres, Reino Unido).

Em “Autorretrato” (perto do Gólgota), adquirido pelo MASP em 1951, o artista sintetiza e faz transcender o próprio tema do “outro e eu” ao retratar-se com características semelhantes à figura de Jesus, com cabelos longos e túnica, e localizado próximo ao calvário, como enunciado no título da obra. Soma-se a esses elementos o seu “perfil inca”, sempre demarcado em seus autorretratos, acentuando os traços retos de seu nariz – identidade reivindicada por ele, que não se identificava como um típico artista parisiense.

O impacto causado por sua obra pictórica, que inaugurou um novo pensamento sobre pintura e apropriação de imagens, também repercute em suas escolhas de vida, que ainda hoje são motivo de debate, sendo determinantes para a visão criada sobre sua figura. A “genialidade incompreendida”, que o artista alegava, o não pertencimento a uma “civilidade” europeia, a entrega de sua pintura à visualidade de universos longínquos e pouco desbravados eram frequentemente performados pelo próprio artista.

“Como resultado de amplas pesquisas iconográficas, conhecemos inúmeras referências da cultura visual usadas por Gauguin – seu ‘museu imaginário’ – complementando aquelas que foram encontradas entre pertences do artista em seu ateliê após sua morte. A mesma reprodução de imagens também acontece no corpo de seu trabalho: pinturas com personagens individuais ou pequenos grupos são replicadas em outras obras, até chegarem a composições maiores como em ‘Faa Iheihe’ (1898). O artista recombina suas figuras com variações sutis. Passa a não apenas citar a obra de outros artistas, mas a sua própria, numa espécie de diálogo consigo mesmo”, pontuam os curadores.

Influências egípcias e japonesas também surgem na combinação de imagens de referências artísticas e fotográficas de Gauguin, o que é evidenciado em “Pobre pescador” (1896). A personagem central foi retirada de uma representação do faraó Seti I em um dos relevos do Templo de Abidos, sendo representada de perfil e com um gestual geometrizado. No que concerne à vista ao fundo, o artista foi influenciado pelas composições das gravuras ukiyo-e japonesas, “empilhando” as camadas da paisagem no sentido vertical da composição, além de trazer um tratamento característico da mesma visualidade para elementos naturais, como as montanhas e o quebrar da espuma das ondas do mar. Há outro elemento que adiciona mais uma camada às citações: “Pobre pescador” também era o título de uma pintura de 1881 feita por Puvis de Chavanne (1824–1898), uma referência na pintura europeia, da geração anterior à de Gauguin.

Nascido em Paris, Gauguin dedicou-se, sobretudo, à pintura, sendo considerado uma figura emblemática na história da arte por destacar-se das convenções pictóricas do século 19. Viveu parte de sua infância no Peru e foi somente aos 35 anos que passou a se dedicar exclusivamente ao trabalho artístico. Passou algumas temporadas em regiões da França, como Bretanha e Arles, onde conviveu com o artista holandês Vincent van Gogh durante os intensos meses em que dividiram um ateliê.

Frustrado com a cena artística da metrópole parisiense e passando por dificuldades financeiras, o artista nutria o desejo de partir em busca de outra experiência de mundo, na qual pudesse aliar sua pintura a um imaginário para além dos padrões da cultura europeia. Foi assim que Gauguin viajou ao Taiti, na Polinésia Francesa, em 1891 e, após um intervalo de dois anos em Paris, retornou ao Pacífico para lá permanecer até a sua morte, em 1903, nas Ilhas Marquesas.

“Paul Gauguin: o outro e eu” faz parte de uma série de mostras que, desde 2016, com “Histórias da Infância”, procura analisar, a partir de perspectivas críticas, artistas europeus canônicos pertencentes ao acervo do MASP, problematizando essas obras da tradição à luz de questões contemporâneas. Essas mostras individuais são colocadas em diálogo com o ciclo anual de exposições do museu, como já aconteceu com “Toulouse-Lautrec em vermelho” (ano de “Histórias da sexualidade”, 2017) e “Degas” (ano de “Histórias da dança”, 2020). “Paul Gauguin: o outro e eu” integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias indígenas. Este ano, a programação também inclui mostras de Carmézia Emiliano, MAHKU, Sheroanawe Hakihiiwe e Melissa Cody, além do comodato MASP Landmann de cerâmicas e metais pré-colombianos e a grande coletiva “Histórias indígenas”.

“O próprio estatuto tanto do autorretrato como de Gauguin enquanto artista moderno, carregado de críticas e polêmicas, ultrapassa a condição de sua mera permanência na pinacoteca do segundo andar do museu, onde atravessou placidamente as sete últimas décadas, para reencontrar, neste início de século 21, um contexto artístico e museológico em plena desconstrução, onde há muitos “outros” a serem contemplados, e onde Gauguin e seus modos de enxergar a si e ao outro podem ser reinseridos de novas e inesperadas maneiras, com a diferença que, de agora em diante, ele não será mais o único protagonista”, concluem Oliva e Cosendey.

Catálogo | Na ocasião da mostra, foram publicados dois catálogos, em inglês e português, compostos por imagens e nove ensaios comissionados de autores fundamentais para o estudo e revisão crítica da obra de Gauguin na atualidade – fruto de um extenso seminário internacional inteiramente dedicado ao artista organizado pelos curadores da mostra e promovido pelo MASP em março de 2022. A publicação é organizada por Adriano Pedrosa, Fernando Oliva e Laura Cosendey, e inclui textos de Abigail Solomon-Godeau, Caroline Vercoe, Heather Waldroup, Irina Stotland, Linda Goddard, Ngahuia Te Awekotuku, Norma Broude, Stephen Eisenman e Tamar Garb, além de Oliva e Cosendey. Com design de Luciana Facchini, a publicação tem edição em capa dura e reúne 151 imagens.

Serviço:

Paul Gauguin: o outro e eu

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Fernando Oliva, curador, MASP;

Laura Cosendey, curadora assistente, MASP

1º andar

28/4 — 6/8/2023

MASP — Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand”

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terça grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas

Agendamento on-line obrigatório pelo link MASP ingressos

Ingressos: R$60 (entrada); R$30 (meia-entrada)

Site | Facebook | Instagram.

(Fonte: Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand”)

“VERBO”, mostra de performance arte da Galeria Vermelho, terá programação gratuita em São Paulo em agosto

São Paulo, por Kleber Patricio

Performance do coletivo No Barraco da Constância Tem! será apresentada nas três capitais. Foto: Breno de Lacerda.

A 17ª edição da VERBO, mostra anual de performance organizada pela Galeria Vermelho, terá programação gratuita em São Paulo na segunda semana de agosto e, nesta edição, as apresentações chegarão a outras duas capitais brasileiras. Nesta quarta-feira, 19, o evento ganha espaço em São Luís (MA) e, a partir do dia 27, em Fortaleza (CE). Serão mais de 30 ações com a presença de artistas de cinco países. Comandado por Samantha Moreira, coordenadora do Chão SLZ, e Marcos Gallon, diretor artístico da Galeria Vermelho, responsáveis pela curadoria, o evento, totalmente gratuito, poderá ser acompanhado ao vivo e por vídeo.

O festival, sem fins lucrativos, criado, produzido e gerido pela Vermelho, é um dos mais importantes e tradicionais da cena artística internacional. Realizado anualmente desde 2005, é o primeiro evento dedicado totalmente à performance na América Latina e tem se consolidado como um dos principais palcos para artistas de todo o mundo, descentralizando a arte ao ocupar espaços públicos e privados, além de promover discussões e oficinas abertas aos interessados. Além de democratizar o acesso às apresentações, a VERBO ainda disponibiliza o registro em vídeo das ações, oferecendo um amplo acervo totalmente gratuito no site oficial do evento.

“Em 2023, buscamos escolher projetos inovadores e que dialoguem com os contextos locais de cada cidade. Como em edições anteriores, o recorte curatorial foi criado a partir das propostas recebidas por meio da chamada aberta e dos projetos apresentados pelos artistas convidados”, conta Gallon.

“Expandir formas de conexões e parcerias entre instituições de diferentes frentes e camadas da produção cultural, uma galeria, um espaço independente, um museu e um centro cultural, é um acontecimento que se faz necessário há muito tempo, sempre somando conhecimento, experiências, públicos, potências e abrindo possibilidades de políticas de fomentos das artes no Brasil”, diz Samantha Moreira.

A artista Aline Motta é uma das convidadas da Verbo 2023. Foto: Motaz Mawid.

“A Pinacoteca do Ceará, como um espaço contemporâneo, fortalece a cena e o campo artístico em todas as suas linguagens. A mostra VERBO faz da performance o ato presente e político do corpo-coreografia confrontando o nosso estar-no-mundo no tempo de agora. A Pinacoteca, assim, faz caminho para o intercâmbio entre a arte cearense e a produção nacional”, avalia o artista e diretor da Pinacoteca do Ceará, Rian Fontenele.

“É uma honra e uma alegria gigante poder participar da VERBO como representante da Pinacoteca do Ceará, na seleção dos projetos recebidos no edital e, ainda, poder indicar artistas cearenses convidados. Trazer uma mostra tão reconhecida para o primeiro ano de funcionamento da Instituição é também demonstrar o interesse no circuito por meio de uma linguagem tão aberta e dinâmica como a performance”, aponta Carolina Vieira, gerente artística da Pinacoteca do Ceará, que integrou o processo de seleção da VERBO 2023.

“A proposta da VERBO comunga com um dos principais objetivos do CCVM, que é expandir discussões e lançar novas perspectivas sobre temas urgentes da nossa sociedade por meio das diversas linguagens artísticas. A mostra, além de trazer para a cidade uma programação potente, provoca o público ludovicense a consumir a arte performática”, afirma o diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez.

Boris Nikitin durante a performance ‘Ensaio sobre o morrer’. Foto: Donata Ettlin.

Foram 300 propostas recebidas de várias regiões do Brasil e do mundo. A seleção de projetos recebidos por meio da chamada aberta ficou a cargo de Carolina Vieira, Marcos Gallon e Samantha Moreira. Entre alguns destaques, estão os artistas brasileiros André Vargas (Rio de Janeiro), Charlene Bicalho (Nova Era), Aline Motta (Niterói), Julha Franz e Tuna Dwek (São Paulo). O coletivo No Barraco da Constância Tem!, de Fortaleza, estará presente nas três capitais. No Maranhão e no Ceará, abre o evento, e, em São Paulo, participa do encerramento.

Entre os nomes internacionais, estão Boris Nikitin (Suíça), a filipina-dinamarquesa Lilibeth Cuenca Rasmussen (Copenhague) e a mexicana Tania Candiani, entre outros.

Capitais

A VERBO ganha novamente espaço em São Luís (MA) já nesta semana, começando na quarta-feira, 19 e seguindo até o dia 21 de julho. Em Fortaleza (CE), acontecerá de 27 a 30 deste mês. O encerramento acontecerá em São Paulo entre os dias 9 e 11 de agosto. Esta é a maior edição do evento. Em São Luís, a VERBO ocorre desde 2018 no Chão SLZ.

Cada capital receberá um programa distinto de performances que dialogam com as especificidades locais, com exceção do eixo de ações criadas para câmeras de vídeo cujo programa será apresentado integralmente nas três cidades.

A VERBO 2023 inclui ainda em sua programação a 5ª edição do ciclo de conversas VERBO Conjugado no Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM em São Luís, duas residências na Casa do Sereio (Alcântara, MA), a oficina Performance-escrita, na Pinacoteca do Ceará em Fortaleza, além de uma seleção de registros em vídeo de ações apresentadas nas 16 edições da mostra que integram o acervo da VERBO, e que ocorrerá na empena e videowall do Museu da Imagem e do Som – MIS, também em Fortaleza.

“A performance desafia o colecionismo e o sistema da arte na busca pela catalogação do efêmero. Nós documentamos na íntegra tudo que acontece na Verbo, dedicamos programas específicos para o debate e para a produção de textos, além de produzirmos publicações desde a primeira edição da mostra. A Verbo deu palco para quem, até então, não tinha esse espaço”, avalia Gabriel Zimbardi, da Galeria Vermelho.

“Lá atrás, quando começamos, a nossa ideia era apresentar o trabalho de artistas jovens que na época não tinham espaço para esse tipo de arte. No entanto, com o tempo, isso foi tomando proporções maiores e hoje podemos dizer que a Verbo é o primeiro grande festival de performance da América Latina, o mais longevo e um dos mais conhecidos. O fato de contarmos, hoje, com cinco sedes de diferentes pilares institucionais aponta para esse reconhecimento”, explica Marcos.A 17ª edição da Verbo conta com o apoio da Galeria Vermelho, Pro Helvetia, Pinacoteca do Ceará, Agência Lema, Instituto Chão, Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) e Art Contábil.

Sobre a VERBO | A mostra anual de performance VERBO é um festival dedicado à apresentação de ações na área da performance de artistas brasileiros e estrangeiros. A mostra foi criada pela Galeria Vermelho em 2005 com o objetivo de criar uma rede de artistas e público ligados à arte da performance. Mais informações aqui.

Serviço:

Verbo – 17ª edição

Gratuito

De 19 a 21 de julho em São Luís no Chão SLZ e no Centro Cultural Vale Maranhão

De 27 a 30 de julho em Fortaleza na Pinacoteca do Ceará e no MIS

De 9 a 11 de agosto em São Paulo na Galeria Vermelho

Para mais informações e para acompanhar o acervo audiovisual das apresentações, acesse o site.

(Fonte: Agência Lema)