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Trio Macaxeira realiza temporada do show “Sentimentos” em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Chun Fotografia.

O projeto “Sentimentos’’ tem como base de repertório as composições autorais do álbum homônimo gravado no ano passado pelo Trio Macaxeira sob a direção musical do renomado baterista Edu Ribeiro, com carreira dedicada ao avanço da música instrumental brasileira. Campinas é território de profunda ligação com o grupo que nasceu na cidade e hoje se destaca na cena da música instrumental brasileira.

O projeto também realizará um concerto didático: “Música Instrumental Brasileira: um retrospecto das principais formações e gêneros musicais contemporâneos” na Escola Estadual Culto à Ciência. A atividade tem como foco a formação cultural de estudantes do ensino fundamental e médio e é aberta ao púbico em geral. De um lado, irá tratar da música instrumental brasileira ao longo do século XX e suas principais formações e características musicais e, de outro, traz um repertório ligado às tradições da música instrumental, representado pelas composições autorais do Trio Macaxeira.

A atividade mostra na prática alguns dos elementos musicais característicos que serão demonstrados a partir das composições autorais do grupo e que permeiam diferentes gêneros musicais brasileiros como o samba, o baião, o samba-canção e o frevo.

Sobre o Trio Macaxeira

É um trio de música instrumental formado em Campinas composto por Eduardo Pereira (bandolim de 10 cordas), Maurício Guil (violão de 7 cordas) e Fernando Junqueira (bateria). A formação instrumental não usual do trio é resultante de uma mistura de elementos que dialogam com tradições heterogêneas da música instrumental.

O bandolim e o violão de 7 cordas são instrumentos ligados ao choro, enquanto a bateria é um instrumento que surgiu inicialmente no contexto da criação do jazz nos Estados Unidos. A música do Trio Macaxeira carrega então esta característica híbrida, que transita entre a fundação da música brasileira e suas influências externas mais contemporâneas.

Temporada em Campinas

A temporada em Campinas tem como objetivo difundir a música autoral e instrumental aos arredores da cidade democratizando mais o acesso e o fomento à formação de público para este tipo de atividade cultural.

O projeto tem como um de seus nortes a compreensão de que, além da dificuldade do acesso à música instrumental de modo geral, existem duas carências enfrentadas pelos músicos e estudantes de música no Brasil e no interior do estado de São Paulo: o acesso à educação musical em si e às informações relativas ao processo de profissionalização do músico.

Durante o ano de 2022 “Sentimentos” circulou por 5 cidades do interior de São Paulo: Itapira, Indaiatuba, Socorro, São José dos Campos e Campinas. Em cada uma das cidades foi realizado um show com o repertório do disco e ministrado um workshop de prática de conjunto com foco em ritmos brasileiros. Em Campinas, a atividade ocorreu no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo e um workshop foi realizado na Universidade Estadual de Campinas.

Apesar das atividades terem angariado um bom público para uma apresentação de música instrumental, a presença do público nos espaços em que são oferecidos os eventos culturais está diretamente relacionada ao lugar onde as pessoas moram e vivem seu cotidiano. A partir desse ponto de vista, o projeto buscou olhar à cidade de Campinas e dividiu a cidade em seis regiões, visando à descentralização e a democratização do acesso à cultura.

O projeto incentiva ainda contribuições voluntárias de alimentos em cada uma das apresentações. Os alimentos arrecadados serão doados ao Banco Municipal de Alimentos de Campinas.

Serviço:

Show “Sentimentos” com o Trio Macaxeira – Temporada Campinas

Datas e locais:

Dia 20/9, quarta-feira – CEU Mestre Alceu – Florence, às 19h

Dia 27/9, quarta-feira – Casa de Cultura Parque Itajaí, às 15h

Ingressos gratuitos: no local

Redes Sociais: @grupotriomacaxeira

Observação: Arrecadação voluntária de 1kg de alimento não perecível na entrada de cada show.

(Fonte: Confraria da Informação)

Cientistas desenvolvem concreto sustentável com resíduo vegetal da Amazônia

Belém, por Kleber Patricio

Concreto sustentável foi desenvolvido por cientistas, agregado conta com cinzas do murumuru. Foto: Mileno Souza/Acervo UFPA.

Nativo da floresta amazônica, o murumuru, até então muito usado para a produção de cosméticos, pode ser uma alternativa para a construção civil na busca por estruturas mais leves e com maior impermeabilidade do concreto. As cinzas da casca da semente da planta podem ser misturadas ao cimento e gerar um concreto mais sustentável. É o que mostra estudo do Núcleo de Desenvolvimento Amazônico em Engenharia da Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com o Instituto Federal do Pará (IFPA) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), publicado na sexta (15) na “Revista Ibracon de Estruturas e Materiais”.

Esse material, que antes seria descartado, caracterizando um desperdício, passou por um processo químico em um forno convencional para redução da massa, uma prática comum na região amazônica. Depois, o resíduo foi triturado e peneirado. A massa obtida passou por análises físico-mecânicas, mineralógicas e químicas para que fosse reaproveitada integralmente.

As análises concluíram que, com o acréscimo de um aditivo plastificante, o material pode substituir parcialmente o cimento para a produção de um concreto com maior durabilidade e melhores propriedades físicas, gerando benefícios para o planeta e para a construção civil. Entre os benefícios do concreto sustentável, temos a diminuição dos poros da estrutura, deixando-a mais impermeável e a redução de seu peso.

Para Milleno Souza, mestre em Engenharia de Infraestrutura e Desenvolvimento Energético da UFPA e autor do estudo, “o material auxilia na produção de um concreto mais leve e ecologicamente correto, diminuindo as emissões de gás estufa, economizando recursos naturais e evitando a disposição inadequada do resíduo ou a queima, que resulta em mais poluentes”.

O pesquisador comenta que os planos são buscar resultados ainda mais amplos. “Vamos fazer outras análises físico-químicas que não foram possíveis nessa pesquisa, além de verificar outros tipos de dosagem de concreto para esse resíduo amazônico”.

A eficiência verificada nos resultados demonstra o potencial das cinzas da casca do murumuru. O estudo pode incentivar a busca por concretos mais sustentáveis com resíduos agroindustriais, minimizando também o descarte incorreto dos materiais utilizados pelas construtoras e ampliando as ofertas de produtos ecologicamente corretos.

(Fonte: Agência Bori – pesquisa indexada no Scielo)

Ferramentas de análise de aprendizado devem considerar cultura escolar para apoiar professores em sala de aula

Nova York, por Kleber Patricio

Brasil precisa de plataformas com a identidade das escolas. Foto: Yan Krukau/Pexels.

O processo de criação de ferramentas de análise de aprendizado, conhecido como Learning Analytics, pode apoiar educadores a traduzirem dados pedagógicos em ações concretas na sala de aula. Favorecer um cenário de design participativo, que considere os rituais e necessidades da escola, aumenta as chances de adoção e uso de ferramentas de dados voltadas a educadores, segundo artigo publicado na quinta (14) na revista científica “British Journal of Educational Technology”.

O trabalho, liderado por Fabio Campos, pesquisador da Universidade de Nova York, investigou o processo de criação de uma ferramenta de Learning Analytics implementada em escolas de três distritos educacionais dos Estados Unidos. O processo durou cerca de seis anos e contou com a participação de professores, diretores e orientadores pedagógicos de alunos do ensino fundamental II.

Ficou claro que considerar a cultura do espaço escolar, em relação aos costumes e rotinas, para a construção da ferramenta, facilita para os professores o estabelecimento de metas e a identificação de lacunas de aprendizado. “Uma ferramenta tem que se encaixar no dia a dia da escola sem atrapalhar e precisa oferecer um panorama maior sobre o desenvolvimento pedagógico do aluno”, explica Campos.

A experiência nas escolas norte-americanas também indicou a importância do que os pesquisadores chamam de ‘Incerteza Geradora’; ou seja, quando os educadores questionam os dados pedagógicos e usam estas informações para melhorar a jornada de aprendizado de alunos, classes ou escolas. “Na educação, a dúvida é o objetivo. Alguns dados educacionais devem fazer com que o professor ou gestor questione o motivo daquelas informações e investigue onde está o problema, já que a dúvida pode influenciar políticas públicas de educação”, afirma Campos.

Para o pesquisador, as conclusões do estudo podem auxiliar no desenho e implementação de infraestruturas públicas digitais de educação no Brasil. “Algumas redes públicas estão investindo milhões em ferramentas que não são muito produtivas. Tem muito painel de dados por aí que produz a informação, mas não a usa e ainda gera desconforto entre a equipe escolar, pois o professor se sente cobrado e vigiado”, diz Campos, que já atuou na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

Para ele, esses resultados podem servir como uma base para a construção de soluções brasileiras. “Inspirado na Saúde, o Brasil se prepara agora para colocar em prática seu Sistema Nacional de Educação (SNE). Mas como fazer isso sem uma rede de dados que ajude o professor na ponta? E como fazer isso respeitando as rotinas de nossas escolas? Para ter painéis de informações efetivas é preciso criar sistemas nacionais e inseri-los em uma realidade de formação continuada que inclua professores e gestores desde o design dessas ferramentas”, finaliza o pesquisador.

(Fonte: Agência Bori)

Banana Café lança “Festival Brasilidades”; 1ª edição homenageia o Nordeste, com ênfase no estado de Alagoas

Campinas, por Kleber Patricio

O Prato do Francês. Fotos: Lúcio Fermoseli.

Com a chegada da Primavera e dias mais quentes, os pratos mais leves ganham espaço na preferência dos clientes. Pensando nesta sazonalidade, o Banana Café Campinas lançou o Festival Brasilidades. Nesta primeira fase, que vai até o final de outubro, foram desenvolvidos e criados sete pratos – entradas, principais e sobremesas – tendo como protagonistas principais peixes e pescados. Cada um dos pratos leva nomes de praias de Alagoas, em uma homenagem à região Nordeste do Brasil. A cada fase do projeto serão criados novos pratos, com ênfase em insumos utilizados em diversas regiões e com a proposta de mostrar a diversidade da gastronomia brasileira.

Para essa primeira fase do Festival, são três opções de entrada: Maragogi (vôngole no creme de leite de coco com camarões ao pesto de coentro para chuchar com pãozinho de macaxeira; Maceió (caldinho de camarão, siri no canudinho crocante e sururu no capote) e Japaratinga (trilogia de carne de sol – bolinho com camarão, dadinho com natas e cannoli com salsa de coentro).

Como pratos principais, o cliente terá à disposição: Do Francês (feito com lombo de pescada cambucu com crosta de sementes, molho com camarão rosa e purê de macaxeira defumada); e Pajuçara (uma carne de sol tostada no char-broil com molho de cana, pirão de chambaril, vinagrete de fradinho e paçoca nordestina).

A sobremesa Dunas de Marapé.

Já para sobremesa, duas opções: Do Gunga (cartola com texturas de coalho, banana tostada e espuma de canela) e Dunas de Marapé (cocada cremosa com calda de coco queimado, paçoca de xerém e sorvete de cajá).

Camila Coratti, chef executiva do Banana Café Campinas, explica que a ideia do Festival é “viajar” pelas diversas regiões brasileiras, através da criação de pratos com características regionais. “Estamos iniciando este projeto por Alagoas e traremos outros estados a cada dois meses”, conta. “A ideia é proporcionar novas experiências gastronômicas utilizando os principais insumos de diversas partes do país. Não trouxemos pratos clássicos, mas sim, releituras”, explica. “Queremos proporcionar aos clientes do Banana Café Campinas um pouquinho da experiência de cada região do nosso Brasil”, completa.

(Fonte: Comunicação Estratégica Campinas)

Hospital Colônia de Barbacena: autor evidencia brutalidade e exclusão social em livro

Barbacena, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: divulgação.

“A Menina e o Trem” resgata um dos momentos mais sombrios da história do Brasil: a tragédia do Hospital Colônia de Barbacena, o maior manicômio do país, onde pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida em quase nove décadas de funcionamento. Por ter crescido no lugar que ainda hoje é considerado por muitos como a “Cidade dos Loucos”, o escritor Evandro Aléssio envolve os leitores em um livro de suspense, mas também apresenta fatos que inspiraram várias passagens e personagens da ficção.

O enredo se passa entre os anos de 1975 e 1979. Júlia é a filha do fazendeiro mais rico de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais e é atormentada por sonhos com trens nazistas. Ela começa a namorar um jovem camponês quando é surpreendida por uma gravidez indesejada. Então, em nome de uma suposta preservação da honra da família, seu pai a interna no manicômio.

A história se assemelha a de muitos pacientes do Hospital Colônia. Estima-se que 70% das pessoas internadas não tinham doenças mentais – a maioria era composta por excluídos da sociedade, os chamados “calos sociais”, como pessoas em situação de rua, andarilhos e alcoólatras, além de mães solteiras, idosos e PcD. As péssimas condições de tratamento estavam entre as principais causas de óbitos.

Naquela madrugada de Barbacena, a baixíssima temperatura teve a feição de um Anjo da Morte, com capa, capuz negro e uma longa alfange na mão. Levou dezessete pacientes que dormiam, nus, sob a tortura do capim afiado, tal como em um estábulo de uma fazenda de gado. (“A Menina e o Trem”, pg. 177)

O escritor utiliza de vários recursos criativos na obra: variação de cenários, mudanças de narradores, protagonismo compartilhado, envolvimento de instituições como a Maçonaria, a Polícia Civil e a EPCAR, cortes na trama para introduzir fatos históricos, além de incluir duas “teorias da conspiração”.

Resultado de 16 anos de escrita, entrevistas com a comunidade de psiquiatria e mais de 10 mil horas de dedicação, “A Menina e o Trem” é um romance para os leitores conhecerem de perto uma das maiores tragédias do país. É uma parte da história que a pacata cidade mineira de Barbacena gostaria de poder esquecer.

Sobre o autor | Evandro Aléssio gosta de dizer que possui dupla “nacionalidade” mineira. Nascido em Ponte Nova, mudou-se com menos de um ano para Barbacena. É Tenente-Coronel do Quadro de Saúde da Força Aérea Brasileira e trabalha na função de Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Como autor, é membro da Academia Barbacenense de Letras e já escreveu outros livros: “Inteligência Alimentar”, “A Energia do Silêncio”, “O poeta de Gastropinelândia”, além de ter participado de diversas coletâneas literárias. Estreou no gênero romance com a obra “PIN”, livro adotado por várias escolas do ensino fundamental e médio. “A Menina e o Trem” é seu mais recente título.

FICHA TÉCNICA

Título: A Menina e o Trem

Autor: Evandro Aléssio

ISBN: 978-65-00-69927-2

Páginas: 488

Preço: R$22,99 (e-book)

Faixa etária recomendada: 18 anos

Onde comprar: Amazon | Uiclap | Kobo.

(Fonte: LC Agência de Comunicação)