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Beco do Batman oferece passeio sensorial para pessoas com deficiência visual

São Paulo, por Kleber Patricio

Grafite de cogumelos de cores vibrantes e diferentes tamanhos. Pequenas margaridas, espadas de São Jorge, beija-flores e cobras se mesclam com o jardim psicodélico (Artista: Boleta Bike – foto: Yara Forestieri)

O Beco do Batman, na Vila Madalena, em São Paulo, é conhecido mundialmente pelos seus murais vibrantes e expressivos que decoram as vielas dessa região icônica e turística da cidade de São Paulo. No entanto, para aqueles que não têm condições de enxergar, experimentar essa forma única de arte torna-se um desafio. Pensando em apoiar o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, celebrado no dia 13 de dezembro, e em dar a oportunidade para todas as pessoas de apreciar o local, nasce o “Beco Online”, um projeto voluntário inovador que busca proporcionar uma experiência sensorial inclusiva para as pessoas cegas e/ou com baixa visão, permitindo que elas explorem virtualmente esse ponto turístico fascinante e percebam a beleza dos murais. O site entrou no ar no dia 13.

No Brasil, de acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, de 2010, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 506 mil cegas e cerca de 6 milhões com baixa visão. Para essas pessoas, o acesso à arte e à cultura se dá por meio de muitas dificuldades e, sendo assim, o projeto surge como uma oportunidade de quebrar barreiras e promover acessibilidade e inclusão nos espaços mais inusitados.

Como funciona: trilhas e audiodescrição para todos

A audiodescrição é um recurso que proporciona informações verbais detalhadas sobre elementos visuais, como cenas de filmes, exposições de arte ou locais turísticos tornando as experiências visuais mais acessíveis.

Diferente dos recursos tradicionais, o “Beco Online” não utiliza imagens dos murais; em vez disso, oferece trilhas de audiodescrição detalhadas, permitindo que as pessoas cegas explorem as obras de arte por meio das palavras. Este formato único proporciona uma experiência “crua”, sem julgamentos, interpretações ou censura, incentivando a liberdade de apreciação ou discordância, utilizando apenas um dispositivo (celular ou computador) e fones; ou seja, a pessoa fará uma visita ao Beco sem sair de casa.

As trilhas foram cuidadosamente desenvolvidas por audiodescritores, com a validação de uma pessoa consultora que é cega. Esta abordagem colaborativa garante a fidelidade e autenticidade do material, permitindo que a experiência seja verdadeiramente inclusiva.

Com o lançamento do “Beco Online”, não apenas os indivíduos com deficiência visual têm a oportunidade de conhecer os murais, mas também aqueles que enxergam podem expandir sua compreensão sobre a relevância dos recursos.  O projeto convida a todos a refletirem sobre como a deficiência pode impactar diariamente a rotina, destacando a importância da inclusão em todos os espaços. “A experiência proporcionada pelo ‘Beco Online’ não é apenas visual, mas uma jornada inclusiva que promove empatia e compreensão, transcendendo as limitações físicas para criar conexões significativas”, afirma uma das idealizadoras do projeto e profissional audiodescritora Yara Forastieri.

A ideia é também apresentar a possibilidade desse recurso com a inserção de uma identificação com o QR Code que leve o projeto para curiosos visitantes que passam pelo espaço físico do Beco. O acesso estará disponível nas entradas do local para qualquer pessoa.  As versões das trilhas em inglês também estão sendo trabalhadas para que turistas consigam conectar.

O Beco do Batman é de responsabilidade dos moradores, lojistas e membros de um grupo que cuidam e conservam o local e que apoiam a causa. O projeto foi comunicado e alinhado com os artistas Boleta e NDRUA. Boleta iniciou a arte de rua no final da década de 80. Participou de diversos movimentos protagonizados por grupos que ocuparam os espaços públicos da cidade com a sua arte. Frederico Jorge, conhecido como NDRUA, nasceu em 1981 e há mais de 15 anos expressa sua arte pelos muros da cidade.

O desenvolvimento do “Beco Online” é inteiramente baseado no trabalho voluntário, que também conta com a participação de membros da SOMOS, uma empresa atuante na área de acessibilidade. Apesar de nem todos serem profissionais ou especialistas em audiodescrição, esses colaboradores, ligados por sua dedicação à causa, representam um esforço conjunto de indivíduos comprometidos que reconhecem a importância da inclusão na sociedade.

Essa iniciativa representa uma jornada desprovida de obstáculos pela arte liderada por vozes comprometidas com a criação de um mundo mais inclusivo. O projeto promete atualizações regulares, abrangendo os murais rotativos do Beco do Batman, e almeja expandir sua atuação para outros espaços.

Para explorar o Beco Online, basta visitar o site: https://somosacessibilidade.com.br/beco-online/.

Pessoas que contribuíram com o projeto: Yara Forastieri, Nathalya Forastieri, Mayara Bernardo, Giovanna Eva, Mateus Romeo, Lucas Romeo, Gabriel Romeo, Nathalie Beccaro, Andreas Beccaro, Camila Conte, Eric Yamaga e Madson Rodrigo.

(Fonte: Way Comunicação)

Preleções de Schopenhauer sobre metafísica da natureza ganham edição em português

São Paulo, por Kleber Patricio

A obra “Metafísica da natureza”, do filósofo Arthur Schopenhauer, que ora ganha edição em português pela Editora Unesp, consiste em quatro livros que reúnem uma série de palestras proferidas pelo pensador em Berlim em 1820, logo após a publicação do primeiro volume de “O mundo como vontade e representação”. Ao longo de suas preleções, ele explora temas fundamentais da metafísica e da metafísica da natureza, incluindo o corpo, a descoberta da vontade, a essência da representação e as Ideias.

“Queremos doravante definir o significado da palavra metafísica”, pontua o filósofo. “Todos nós muitas vezes já ouvimos este termo; mas provavelmente para muitos seria bastante difícil determinar o que por ele é propriamente dito: pois o significado dessa palavra tornou-se com o tempo polissêmico e teve de acomodar-se a diversificados sistemas filosóficos.”

Neste caminho, o tradutor do texto, professor Jair Barboza, anota que “Schopenhauer trabalha, nestas preleções, com uma motivação similar à dos filósofos pré-platônicos, vale dizer, o empenho por apreender os elementos constitutivos da natureza, não por mitos, mas no estofo da própria natureza. Dessa perspectiva, sua metafísica da natureza postula uma atividade originária e imemorial […] que instituiu e atravessa o cosmo.”

No entanto, é importante observar que estas lições não se limitam a repetir o que foi anteriormente publicado. Em vez disso, oferecem uma abordagem diferenciada e análises mais aprofundadas, enriquecendo a compreensão da filosofia de Schopenhauer. Além disso, as palestras são formuladas de maneira mais acessível do que seu trabalho anterior, tornando-as uma valiosa ferramenta para compreender os aspectos essenciais do pensamento desse influente autor moderno.

“Esta versão em português, feita por Jair Barboza, da ‘Metafísica da natureza’ é, assim, muito bem-vinda e representa mais uma grande contribuição para o trânsito das ideias de Schopenhauer no nosso idioma”, registra o professor da USP Eduardo Brandão. “Precedida de uma apresentação e acompanhada de um índice de assuntos e de numerosas notas que visam auxiliar na compreensão do texto, ela também mostra o resultado de uma reflexão que vem se desenvolvendo desde as primeiras traduções que Barboza fez dos escritos do filósofo e que se estabeleceu a partir de um trabalho que é simultaneamente de tradução, pesquisa e interpretação da obra de Schopenhauer.”

Sobre o autor | Arthur Schopenhauer (1788–1860) foi um filósofo alemão do século XIX cuja produção escrita se consagrou pelo pessimismo diante da vida. De sua autoria, a Editora Unesp publicou “Metafísica do belo” (2003), “O mundo como vontade e como representação, tomos I e II” (2015) e “Sobre a liberdade da vontade” (2021).

Título: Metafísica da natureza

Autor: Arthur Schopenhauer

Tradução: Jair Barboza

Número de páginas: 240

Preço: R$46

Formato: 13,7 x 21 cm

ISBN: 978-65-5711-188-8.

(Fonte: Pluricom Comunicação Integrada)

Semana Chico Mendes celebra 35 anos de legado do líder seringueiro

Acre, por Kleber Patricio

Encontro, organizado pelo Comitê Chico Mendes, visa fortalecer a Aliança dos Povos da Floresta e levantar bandeiras rumo a um Empate de Retomada. Fotos: divulgação.

Mesmo após 35 anos sem a presença do líder seringueiro, a história e legado de Chico Mendes reverberam Brasil afora como símbolo de luta e resistência. Desde a última sexta-feira, 15 de dezembro, até o dia 22 de dezembro, acontecerá a Semana Chico Mendes – datas de nascimento e morte de Chico – com uma série de atividades gratuitas nos municípios de Xapuri, Assis Brasil, Epitaciolândia e Rio Branco, no Acre.

O tema do evento é “Empate de Retomada” com debates sobre “Justiça Climática e O Esperançar de um Novo Futuro, assim sonharemos e esperançaremos – como Chico sonhou e esperançou”.

O encontro, organizado pelo Comitê Chico Mendes, terá a presença de diversas organizações, lideranças, estudantes, indígenas, extrativistas, quilombolas e ativistas socioambientais, para fortalecer a Aliança dos Povos da Floresta e levantar bandeiras rumo a um Empate de Retomada.

A programação está repleta de celebrações, tendo a Cultura e a Arte como impulsionadoras de lutas sociais em estado permanente de ativismo. A Semana Chico Mendes 35 anos – Empate de Retomada também é um encontro de Resistência e de Honra à memória do “Patrono do Meio Ambiente: Chico Mendes”.

(Fonte: Up Comunicação Inteligente)

MCTI e Finep anunciam R$1,2 bilhão para infraestrutura de pesquisa do país

Brasília, por Kleber Patricio

Três editais lançados na quinta-feira (14) vão beneficiar parques laboratoriais de universidades, centros de pesquisa e instituições de ciência e tecnologia. Foto: Luara Baggi.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram três editais no valor total de R$1,2 bilhão para recuperar e expandir a infraestrutura de pesquisa do país. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vão contemplar parques laboratoriais de universidades, centros de pesquisa e instituições de ciência e tecnologia (ICTs). Os editais fazem parte do Pró-Infra, um dos 10 Programas Estruturantes e Mobilizadores do FNDCT. O anúncio foi feito na quinta-feira (14) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em solenidade na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília.

Um dos editais, no valor de R$200 milhões, vai selecionar projetos para a recuperação e modernização de parques laboratoriais das ICTs. Outro edital vai destinar R$500 milhões para a expansão laboratórios de universidades e centros de pesquisa, que poderão adquirir novos equipamentos ou promover obras necessárias. Por fim, o terceiro edital destinará R$500 milhões para Instituições de Ciência e Tecnologia que desenvolvam projetos em cinco áreas prioritárias para o desenvolvimento nacional: Saúde, Defesa, Transição Energética, Transição Ecológica e Transformação Digital. “Nosso objetivo é colocar o Brasil em condições de desenvolver projetos científicos e tecnológicos de ponta. Portanto, o Pró-Infra tem a perspectiva de resgatar e fortalecer a capacidade das nossas instituições de produzir ciência de qualidade e a tecnologia necessária para ajudar o país a crescer e a gerar emprego e renda”, ressaltou a ministra Luciana Santos.

Segundo ela, 30% dos recursos previstos nos editais serão direcionados para projetos localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Os editais que lançamos hoje buscam corrigir a assimetria entre as infraestruturas de pesquisa localizadas nas diferentes regiões do país. Com essa iniciativa, temos a expectativa de descentralizar a base tecnológica e reduzir as diferenças regionais.”

O presidente da Finep, Celso Pansera, explicou que um novo sistema entrará em funcionamento em fevereiro para o acompanhamento das chamadas. “Será mais amigável, mais inteligente e com menos exigência para a inscrição dos projetos. Esses editais ficarão abertos até o mês de abril de 2024”, disse Pansera.

(Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI)

Instituto Tomie Ohtake apresenta “Yente – Del Prete. Vida Venturosa”

São Paulo, por Kleber Patricio

Yente. “Composicon en relieve”. 1946. Óleo sobre celotex inciso. 58 x 35 cm.

O Instituto Tomie Ohtake encerra 2023 fortalecendo seus laços com o Malba – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, ao trazer para São Paulo “Yente – Del Prete. Vida venturosa”, mostra organizada e apresentada no museu argentino em 2022, mesmo ano em que receberam a retrospectiva de Anna Maria Maiolino, organizada originalmente pela instituição cultural paulistana.

Focada no casal de artistas Eugenia Crenovich (Eugenia Crenovich, Buenos Aires, Argentina, 1905–1990), conhecida como Yente, e Juan Del Prete (Vasto, 1897–Buenos Aires, 1987), a presente exposição, com curadoria da pesquisadora e curadora-chefe do Malba María Amalia García, ressalta a sinergia criativa do casal e o vínculo amoroso como uma forma de abordar o fazer artístico.

Durante mais de 50 anos, Yente e Juan Del Prete não só compartilharam a vida de casal, mas também trocaram diariamente ideias sobre arte. Realizaram inúmeras exposições individuais e participaram de diferentes coletivas; porém, nunca expuseram juntos. Esta exposição reúne-os pela primeira vez com uma seleção de mais de 150 obras, entre pinturas, esculturas, tapeçarias, desenhos e livros de artista, abrangendo a ampla gama de suas carreiras das décadas de 1930 a 1980.

Existem dois elementos constantes na produção do casal: o trânsito entre figuração e abstração abrangendo diversos estilos e a experimentação marcante de materiais. Na paixão pelo fazer, Yente e Del Prete se apropriaram das múltiplas correntes da arte moderna por meio de diversas referências, sempre usando os materiais como meios de experimentação.

Del Prete, Juan. Circo, 1936, àleo sobre tela, 123 x 61 cm.

Nas palavras de García, “A transição entre figuração e abstração foi uma constante no casal, abrangendo vários estilos (cubismo, surrealismo, abstração, expressionismo, entre outros), bem como uma marcada experimentação, tanto com materiais de arte (suportes diversos, têmperas, tintas, tintas a óleo trabalhadas com pincel e espátula, extensos empastamentos e gotejamentos), bem como com uma vasta gama de elementos de bricolagem e materiais descartados. Yente e Del Prete, na sua paixão irreprimível pelo fazer, apropriaram-se do cânone da arte moderna por meio de diversas referências, correntes e representações”, destaca a curadora.

As peças expostas são provenientes principalmente da Coleção Yente – Del Prete, dirigida por Liliana Crenovich (sobrinha da artista) e de importantes coleções privadas e públicas argentinas, como o Museu de Arte Moderna de Buenos Aires e a Coleção Amalita, entre outros.

Embora a abstração tenha sido um caminho de exploração criativa que os uniu de maneira fundamental, a mostra não se limita a esse recorte, percorrendo ambas as trajetórias e abrangendo o arco completo de suas ricas experimentações. Vida Venturosa é organizada em dois grandes núcleos – a união na abstração e voracidade – que são divididos em subnúcleos, atravessando mais de cinquenta anos de produção.

Apesar das diferenças entre si – ele, um imigrante italiano instalado no bairro de La Boca e formado sob tutela dos pintores do bairro; ela, de Buenos Aires, graduada em filosofia e a caçula de uma família judia abastada de origem russa – o casal percorreu um caminho conjunto de pesquisa artística por meio de diversas linguagens e materiais.

Yente. Tapiz, ca. 1958. Lana y pintura sobre canevs.

Se conheceram no inverno de 1935, quando Del Prete já havia passado três anos na Europa, onde dedicou-se à experimentação com a colagem e à abstração, expondo em companhia da vanguarda construtivista parisiense. De volta a Buenos Aires, realizou duas exposições emblemáticas, onde apresentou fotomontagens, pinturas abstratas, colagens com cordões e chapas metálicas, esculturas em gesso esculpido e projetos de decoração, gerando rejeição e incompreensão na cena artística portenha.

Paralelamente a seus estudos de filosofia, Yente realizava retratos familiares e caricaturas e ilustrações para revistas. No início dos anos 30, ampliou sua formação plástica em passagem pelo Chile. Depois do encontro com Del Prete, começou sua pesquisa na abstração e por volta de 1937 produziu composições biomórficas: núcleos arredondados e coloridos que às vezes apresentam elementos figurativos. Nos anos 40, seguiu com propostas mais construtivas, escolha que a levou a destruir sua obra anterior, ação em consonância com as sistemáticas destruições de Del Prete; em seu caso, justificadas pela falta de espaço. Contudo, a produção aniquilada de Yente não foi documentada como a dele. O casal não escapou aos papéis de gênero vigentes à época e a carreira de Del Prete foi privilegiada.

Nada do entorno do casal parece ter ficado sem exploração em seus trabalhos. Para além de posição crítica diante das modas, Yente e Del Prete tiveram empatia e flexibilidade para se deixarem atrair pelas diversas possibilidades que a visualidade abria. Segundo García, “Em um constante ir e vir entre figuração e abstração, durante os anos 50 e 60 abraçaram a experimentação pictórica, a colagem, a montagem de objetos e os têxteis. Ainda que de maneiras diferentes, foram vorazes apropriadores de estilos, materiais e técnicas. As anedotas da arte argentina remetem à ‘gula’ de Del Prete para se referir a sua desenfreada produção. Yente, embora mais moderada em seus procedimentos, não foi por isso menos voraz. Sua obra se desdobrou em diversos suportes: não apenas se dedicou ao desenho, à pintura, aos relevos e à escultura, mas também expandiu seu trabalho aos têxteis, aos livros de artista e ao trabalho de arquivo”, completa.

Exposição “Yente – Del Prete. Vida Venturosa”

Em cartaz até 18 de fevereiro de 2024 – de terça a domingo, das 11h às 19h – entrada franca

Imagens: https://encurtador.com.br/dlprH

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros – SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: (11) 2245-1900.

(Fonte: Pool de Comunicação)